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sábado, 28 de novembro de 2009

Faro: Bombeiros contra junção admitem recorrer à greve

A Associação e o Sindicato Nacionais de Bombeiros Profissionais (ANBP e SNBP, respectivamente) anunciaram que podem recorrer à greve se não virem esclarecidas as dúvidas que têm relativamente à junção dos Bombeiros Municipais e Voluntários de Faro. Os presidentes da Associação, Fernando Curto, e do Sindicato, Sérgio Carvalho, criticaram sexta-feira o presidente da câmara de Faro, Macário Correia, por não ter respondido aos seus pedidos de esclarecimento relativamente ao processo e asseguraram que, em último caso, avançam para uma greve.

Em causa está a junção dos Bombeiros Municipais e Voluntários, num processo decidido por Macário Correia, que decidiu nomear o comandante dos Voluntários, Aníbal Silveira, para Comandante Operacional Distrital, com a tomada de posse marcada para 01 de Dezembro, dia em que os Municipais comemoram o seu 127º aniversário. A ABNP diz que não questiona a nomeação do comandante, "que é uma prerrogativa do presidente da câmara", mas não concorda com ela, e considera que o processo de junção "traz problemas operacionais e vai levar à extinção dos Bombeiros Municipais, com prejuízos para o socorro às populações e para as carreiras dos profissionais". Fernando Curto disse ainda que "em termos legais, a responsabilidade jurídica no que concerne à actuação prioritária é dos Bombeiros Municipais", que, no entanto, "vão passar a ser chefiados por Voluntários, em alguns casos com menos horas de formação que os profissionais" e recordou que "cada corporação tem o seu regulamento e os bombeiros ainda não sabem a qual vão obedecer a partir de dia 02".

O presidente da ANBP critica "a forma apressada" como a junção está a ser conduzida, lamenta ter-se reunido a 05 de Novembro com Macário Correia, reunião na qual o autarca manifestou a intenção de criar um quartel conjunto, e depois dessa data ter feito sucessivos pedidos de esclarecimento sobre o processo e as dúvidas legais que a associação tinha e que não foram respondidos. "Como se vão articular a partir de dia 02? Passam a receber ordens de um chefe que não é da sua carreira?", questionou Fernando Curto, para quem "está em causa o vínculo dos bombeiros profissionais à função pública e as suas carreiras".

O presidente do Sindicato disse que "o que o presidente a câmara de Faro está a fazer é uma humilhação para os Bombeiros Municipais, instituição que faz 127 anos e não merece este tratamento", e criticou a ordem dada para que "o nome dos Municipais fosse retirado das viaturas, tendo algumas delas sido inclusivamente riscadas para que as letras saíssem". Sérgio Carvalho sublinhou que "os Bombeiros Municipais não podem recusar-se a acatar estas ordens, porque têm vínculo com a câmara, que é a entidade patronal, e podem ser penalizados com processos disciplinares se o fizerem". "O presidente da câmara de Faro em meia dúzia de dias conseguiu acabar com uma instituição com 127 anos", afirmou o sindicalista, frisando que "os profissionais têm muitas horas de formação e não podem ser substituídos por voluntários". Sérgio Carvalho questionou: "se assim é porque não também entregar os serviços financeiros, de contabilidade ou mesmo a presidência da câmara a voluntários, que não gastariam dinheiro do erário público?".

Por isso, a associação e o sindicato anunciaram um conjunto de medidas a adoptar, a primeira "solicitar com urgência uma reunião com o presidente da câmara de Faro para ser comunicado ou entregue o projecto de Força Conjunta e poder dar parecer conforme estipula a lei". Vão ainda "solicitar audiências com carácter de urgência ao ministro da Administração Interna, ao secretário de Estado da Protecção Civil, ao Governador Civil de Faro, ao presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil e a todos os partidos políticos representados na Assembleia e Câmara Municipais de Faro". "Vamos distribuir comunicados pela população do concelho dando conta do que o senhor presidente pretende fazer e dos riscos para o socorro às populações.

A Associação e o Sindicato vão também organizar vigílias em frente à câmara e organizar uma manifestação nacional em Faro, com bombeiros profissionais de todo o país, para manifestar solidariedade com os Municipais de Faro", acrescentou Curto. Se nenhuma destas medidas resultar, a Associação e o Sindicato garantem que avançam para a greve e também não afastam o recurso aos tribunais, que está a ser analisado pelos seus departamentos jurídicos.

Isto ainda vai dar "fogo", não sei é quem o vai pagar... Porque os bombeiros vão fazer greve...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Município de Faro apoia Campanha "Este Natal ofereça Solidariedade"

Está a decorrer, desde o dia 19 de Novembro, a acção “Este Natal ofereça solidariedade”, organizada pela IPSS “Centro de Apoio ao Sem Abrigo - C.A.S.A.”, com o apoio da Câmara Municipal de Faro, do Mercado Municipal de Faro e do Centro Tibetano de Faro.

A iniciativa consiste na recolha de produtos diversos - alimentos, roupas, brinquedos, material escolar e de papelaria, livros, utensílios domésticos - que serão doados aos mais necessitados do Concelho de Faro durante um Jantar de Natal com Festa Convívio para muitas pessoas sem qualquer tipo de ajuda ou apoio corrente, a realizar no Mercado Municipal de Faro, no próximo dia 18 de Dezembro. Os donativos poderão ser entregues até dia 15 de Dezembro no Espaço Solidariedade criado no Mercado Municipal durante este período ou no Espaço Himalaias (Rua Ataíde de Oliveira- 79- r/c- Faro).

Para além da recolha destes donativos, foi também lançado um “Voucher Natal Solidário” que poderá ser utilizado como Presente Oferta na Quadra Natalícia, revertendo todos os lucros da venda para apoio aos mais necessitados do Concelho de Faro. Este Voucher poderá ser adquirido no Espaço Himalaias ou no Espaço Solidariedade no Mercado Municipal, no período acima referido.

Para mais informações, contactar: 2898278222- Espaço Himalaias ou 961624490.

Participe, ajude quem mais precisa!

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Macário Correia: Câmara de Faro tem situação financeira preocupante

O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido "arrumar a casa", numa autarquia que tem "uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante".

Macário Correia disse à agência Lusa ter-se deparado, na área financeira, com "40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo". Deparou-se ainda, de acordo com o próprio, com as empresas municipais, "excepção feita à FAGAR" (empresa que gere as águas e resíduos de Faro), numa "situação de passivos acumulados com alguma preocupação". Em termos administrativos, Macário Correia ficou "apreensivo" com o "atraso na normalização administrativa dos procedimentos municipais" e pela falta de "uma tabela de taxas actualizada, de um regulamento de urbanização e edificação, de um regulamento de trânsito ou de um regulamento de toponímia", entre outros."

As instalações e equipamentos estão muito aquém daquilo que a modernidade e a qualidade de serviço exigem. Há funcionários instalados em péssimas condições e há equipamentos, na área de informática e outra, que estão aquém daquilo que seria desejável", diagnosticou ainda o autarca. O ex-presidente da câmara de Tavira explicou que uma das medidas já tomadas foi a nomeação dos administradores das empresas municipais, cargos que passam a ser acumulados por membros do seu executivo e equipa e que não serão remunerados."É a isso que me tenho consagrado, ao que se chama arrumar a casa", acrescentou Macário Correia, que quer que "a câmara ganhe rapidamente uma organização e metodologia de trabalho quantificada, organizada, em equipa, que é fundamental", adiantou.

O autarca lembrou que tem também "trabalhado para acentuar a articulação entre os bombeiros voluntários e municipais", num processo de junção em que diz não antever qualquer problema legal, como foi sugerido pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, sobretudo no que se refere à integração dos voluntários nos municipais. Outra medida, que causou polémica e descontentamento por parte de comerciantes e particulares, foi a que se prende com a legalização dos aparelhos de ar condicionado, mas Macário Correia explicou que isso está previsto em leis e regulamentos em vigor." Há muitas queixas e reclamação de cidadãos que acham que a estética de edifícios está a ser alterada com esse tipo de objectos", disse, lembrando que, como autarca, tem "que ter o cuidado em fazer cumprir os regulamentos".

Macário Correia negou ainda ter congelado os subsídios ao arrendamento, precisando que "a câmara municipal anterior tinha criado uma dotação de 130 mil euros de subsídio a arrendamento, [e que] depois decidiu reduzir em 60 mil euros". O presidente da câmara de Faro disse que essas verbas estavam já esgotadas quando chegou à câmara e que o anterior executivo socialista liderado por José Apolinário ainda promoveu em cartazes esse subsídio fazendo aumentar a procura quando a oferta estava esgotada.

Expliquem-me como se fosse mesmo muito burro... Se a CMF têm 40 milhões de euros em facturas vencidas não pagas, mais empréstimos a médio/longo prazo avaliados em outros 40 milhões de euros, mas, pior que isso não consegue gerar recitas poder abater este passivo, pergunto eu, se não estamos perante uma Câmara/Instituição falida, sendo a única alternativa a alienação de património? Aliado a isso, pouca obra feita se vê, mas transpondo esta situação para realidade laboral em Portugal, é mais do que evidente que, se a CMF fosse uma empresa, mais umas largas centenas de pessoas estariam a engrossar a lista de desempregados em Portugal. Ou vão me dizer que é mentira?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mudam-se os tempos...

Estava hoje a ler este artigo de opinião no Jornal "O Algarve", do ex-presidente da CMF José Apolinário, quando me surpreendi pelo excerto do texto sublinhado a vermelho, acerca de uma das bandeiras de campanha do ex-autarca. Então não é que o homem que em finais de Agosto, estava de braço dado com o primeiro-ministro José Sócrates na apresentação da segunda fase da construção da variante a Faro - uma espécie de comício de campanha pré eleitoral, às custas do contribuinte - vêm agora fazer críticas a todo o processo em que participou e tentou tirar benefício político e eleitoral? Dadas as circunstâncias sabidas por todos, de que o projecto nem tinha ainda concretizado o processo de cedências de terrenos com os proprietários, logo sabia o nosso ex-edil que o processo só poderia estar parado mais uns tempos, pois o "trabalho de casa" não havia sido executado em tempo útil...

È caso para dizer que passado pouco menos de dois meses, José Apolinário mudou de barricada... Mudam-se os ventos, mudam as vontades... Isto, a mim causa-me náuseas... E a vocês?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Câmara Municipal de Faro divulga lista de pelouros

A Câmara Municipal de Faro divulgou hoje a lista com a distribuição de pelouros do novo executivo autárquico liderado por Macário Correia, que terá sob sua responsabilidade o Planeamento Estratégico, a Segurança, a Protecção Civil e Gestão Urbanística.

Macário Correia, que nas eleições autárquicas levou a coligação PSD, CDS/PP, MPT e PPM à vitória sobre a lista do anterior presidente, o socialista José Apolinário, terá ainda responsabilidades na Sanidade Animal, Contencioso, Apoio Jurídico e Contra-Ordenações, Defesa do Consumidor, Agricultura, Caça e Florestas e Fiscalização.

Ao vereador Rogério Bacalhau ficaram atribuídos os pelouros da Educação, Recursos Humanos, Higiene e Segurança no Trabalho, Finanças e Património Municipal, Notariado Privativo, Financiamento Externo e Administração Geral, Taxas e Licenças.

Planeamento Urbano, Infra-estruturas, Equipamentos, Instalações Municipais, Máquinas e Viaturas, Reabilitação Urbana, Arqueologia, Toponímia, Energia, Mobilidade, Trânsito, Transportes e Estacionamentos, Praias e Campismo e Cemitérios, Obras Municipais, Ocupação da Via Pública e Ambiente, Jardins e Espaços Verdes foram as áreas que ficaram sob a alçada da vereadora Teresa Viegas Correia.

A número quatro da lista da coligação, Alexandra Rodrigues Gonçalves, ficou com os pelouros da Acção Social, Cultura, Turismo, Gastronomia e Artesanato, Segurança Alimentar, Protecção de Crianças e Jovens, Comércio, Feiras e Mercados e Venda Ambulante, Publicidade, Habitação Social e Saúde.
O vereador Paulo Santos encerra a lista de eleitos com os pelouros do Desporto, Juventude, Sistemas de Informação, Telecomunicações, Gestão de Atendimento Público e de Comunicações Tecnológica com os Cidadãos e Gabinete de Relações Públicas.

A Câmara de Faro anunciou ainda que foram igualmente distribuídos pelouros ao chefe de gabinete do presidente, Cristovão Norte, e à adjunta do presidente, Natacha Alentejano.A Norte caberá a Coordenação do circuito de decisão entre os eleitos e os serviços, Ligação à Assembleia Municipal, aos grupos e aos Partidos Políticos, Relações com a Comunicação Social e Acompanhamento das Execuções de deliberações dos Órgãos Municipais), enquanto Natacha Alentejano ficará com responsabilidades na Cooperação externa, Geminações, Parcerias no âmbito da União Europeia, Relações Internacionais e Sanidade Alimentar.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Câmara de Faro: nunca um presidente completou dois mandatos

Em mais 30 anos de poder local nunca um autarca completou dois mandatos como presidente da Câmara de Faro. Apenas um foi eleito duas vezes mas renunciou ao cargo a meio do segundo mandato. Joaquim Lopes Belchior pelo PS foi o primeiro presidente da Autarquia farense. As eleições foram disputadas a 12 de Dezembro de 1976. Mas logo nas eleições seguintes, a 16 de Dezembro de 1979, Faro vira à direita e elege José Marciano Nobre, na altura candidato da AD.

Volvidos mais quatro anos, a 12 de Dezembro de 1982, Faro não volta a virar à esquerda, ganha novamente a AD, mas muda o candidato, desta feita é eleito Manuel Francisco Silva. Nas eleições de 15 de Dezembro de 1985 acaba a coligação para o PSD que concorre sozinho, e consegue manter a Câmara, mas mais uma vez com outro candidato. Vence com João Negrão Belo como cabeça de lista. E a 17 de Dezembro de 1989 ganha João Botelheiro. A Câmara volta para os socialistas.

Contabilizam-se até aqui cinco eleições sem continuidade na pessoa do presidente eleito. Seria no entanto João Botelheiro a quebrar o enguiço nas eleições seguintes de 12 de Dezembro de 1993. Os farenses dão, pela primeira e única vez na história, uma segunda oportunidade a um presidente. Botelheiro vence, mas ainda não chegara a hora de um edil completar dois mandatos em Faro. A meio do segundo mandato, em 1995, o autarca renuncia ao cargo evocando razões pessoais. O então vereador socialista Luís Coelho assume a presidência. Nas eleições de 1997, a 14 de Dezembro, Luís Coelho contabilizava dois anos de mandato por substituição, concorre como cabeça de lista e vence. Completa esse mandato, conta seis anos de presidência, e recandidata-se em 2001.

Mas em 2001 os farenses estavam dispostos a virar novamente a capital algarvia à direita. Elegem José Vitorino, independente apoiado pelo PSD. As eleições aconteceram no dia 16 de Dezembro. Mais próximo da actualidade, e nas primeiras eleições fora do mês de Dezembro, os farenses centram novamente as atenções à esquerda. Vence José Apolinário pelo PS a 9 de Outubro de 2005. Apolinário completa o seu mandato esta terça-feira dia 20 de Outubro de 2009, dia em que é empossado o novo presidente Macário Correia. Faro voltou a virar à direita coligada, desta vez com PSD/CDS/PPM/MPT.

Contas feitas, 10 eleições, nove presidentes; cinco PSD (dois em coligação AD, um sem coligação, um independente apoiado, e um em coligação PSD/CDS/PPM/MPT); e quatro edis PS. Macário Correia, eleito a 11 de Outubro último, esteve atento ao facto: timbrou bem visível no seu programa eleitoral: “Faro 2020”; e não raras vezes o disse em acções de campanha que o seu programa para “refazer a capital regional” necessita de pelo menos “dois mandatos”. A cerimónia de tomada de posse tem lugar no Teatro Municipal de Faro às 18:00 horas.


Haverá muita gente que poderá argumentar que Faro não se assume como verdadeira Capital devido à instabilidade política no Concelho, mas penso que o problema não se pode resumir a esse facto. Faro, Capital do Algarve, nunca tornou efectivo um verdadeiro plano estratégico para afirmação regional, projecto esse, que deveria estar acima do nomes, mas sim concertado nas maiores forças políticas implantadas no Concelho. Se o PS governou 16 dos últimos 20 anos, seria natural que esse plano estivesse já consolidado, independentemente da sucessão de nomes ocorrida.

Assim não foi, e agora os farenses depositam em Macário Correia esperanças redobradas, que, neste sentido são também causadores duma pressão enorme sobre o candidato, também por culpa das promessas efectuadas na campanha. Neste sentido, ao mínimo desenlace negativo, tais expectativas se tornarão em correntes de mudança, em busca de outro "Salvador"...

E Faro desespera...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O caminho de Macário...

Macário Correia ganhou as eleições para a Câmara de Faro no passado domingo, batendo a candidatura do actual edil José Apolinário por míseros 129 votos. Poder-se à dizer que a uma coligação de direita se pediria melhor desempenho mas a verdade é que a cidade de Faro, mesmo que com uma população cada vez menos composta por naturais do concelho, é tradicionalmente de esquerda.

Perante este facto, assim se explica que mais de 42% dos votantes tenham dado um voto de confiança a um candidato que em 4 anos pouco trabalho visível apresentou. Para um autarca que antes havia prometido muito, mas que terminou o mandato a inaugurar uma creche, um polidesportivo sem bancadas e balneários, e outras poucas obras desta dimensão, logo se percebeu que arriscava uma derrota nas urnas.

Mesmo que limitado financeiramente para poder executar as obras prometidas, os municipes farenses exigiam a José Apolinário um maior aproveitamento dos recursos existentes durante este mandato, e foi aí que o edil farense foi degradando a sua imagem, somando a isso algumas intervenções públicas desastradas. Alegava Apolinário que 4 anos era pouco para arrumar a casa, mas se assim fosse, mais valia que os mandatos autárquicos fossem aumentados para seis anos... Não acham?

Por estes motivos, e porque Macário Correia enveredou na campanha eleitoral por um discurso semelhante ao de José Apolinário à quatro anos, me aparece que face à pior situação financeira da CMF, muitas medidas impopulares estarão a caminho...

Os 500 milhões de euros acertados com a Administração Central, servirão para mudar a face de Faro, mas não irão melhorar directamente o dia a dia das populações de todo Concelho, carente de obras da mais variada índole, pelo que, Macário Correia terá que trabalhar muito e bem para poder almejar um segundo mandato na capital algarvia... Cá estaremos para ver.

Viva Faro!

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Faro vai mudar para melhor !?


Faro, concelho desde à muito, tradicionalmente de esquerda moderada, voltou a virar à direita, com a vitória à negra de Macário Correia, actual presidente da Área Metropolitana do Algarve.

Estes 130 votos de diferença, conferem à coligação "Faro está Primeiro" uma vitória saborosa mas mais sofrida que o previsto inicialmente.

Não obstante, a maioria de vereadores obtida pela coligação confere uma maior tranquilidade na gestão da autarquia, destacando-se pela negativa a prestação de José Vitorino, cada vez mais esgotado no plano político regional, e também do Bloco de Esquerda, que assim demonstra que ainda não é o tal partido de âmbito nacional, vivendo sobretudo à base da imagem do seu líder e de mais duas ou três personalidades com grande dinâmica oratória.

sábado, 19 de setembro de 2009

Capital do Algarve à espera dum canil à largos anos...

O evento realizado na sexta-feira passada na Associação de Músicos em Faro, organizado pelo Movimento Pró Animal de Faro, para angariação de fundos a favor dos animais abandonados da nossa cidade, trouxe-me à lembrança o triste facto de o nosso concelho não ter à larguíssimos anos um canil, para albergar os muito animais abandonados.

Parece mentira mas é verdade, a tal cidade criativa, de vanguarda, dinâmica, jovem, com variados projectos e fundos garantidos, não conseguir durante mais de uma década resolver um problema de fácil resolução. Verificamos que tendo a CMF vários terrenos em carteira, e que os custos inerentes à construção dum equipamento desta natureza são irrisórios face a outros gastos que a CMF têm executado nos últimos tempos, por isso não se compreende este alhear do problema. Aliás, foi o próprio Presidente da Câmara, que em Outubro de 2007, avançou finalmente com a promessa da construção dum novo canil, situação que desconhecemos estar efectivada, pois ainda não terá sido lançada a primeira pedra...

Na nossa cidade, existem, como existirão sempre animais abandonados, fruto da irresponsabilidade dos primeiros donos, mas que com a procriação rápida e natural destes animais após várias temporadas, se torna num caso de responsabilidade do Estado, que não zela pelo bem estar dos cidadãos, bem como, e infelizmente dos próprios animais, que não tem culpa da situação. Em Faro há vários locais como na zona de Vale Carneiros, Atalaia, S. Luís, onde proliferam cães e gatos abandonados, isto para não falar em vários sítios do nosso Concelho... Verificando o site da CMF, somos confrontados com o facto destes serviços serem encaminhados para Loulé, situação recorrente à vários anos, desde que foi demolido o canil provisório que funcionava na zona dos Braciais.

Desde então, nunca esta situação foi resolvida, e, se de um lado as promessas já passaram o prazo de validade, mesmo a candidatura de Macário Correia omite esta questão no seu programa eleitoral.

Faz me pensar, entre outras coisas, que se os cães e gatos votassem isto já estaria resolvido, mas assim ficamos por esta tristeza...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Minibus de Faro com novos circuitos- Circuitos Patacão- Mar e Guerra e Conceição de Faro

Os Novos circuitos do Minibus de Faro, entre o Patacão/Mar e Guerra e Novo Cemitério de Faro - Conceição de Faro tiveram início ontem, dia 15 de Setembro. De forma a assinalar a entrada em funcionamento do alargamento do serviço prestado pelos minibus, de 15 de Setembro a 15 de Outubro, os passageiros que optem por este meio de transporte nos trajectos já referidos não precisam de comprar bilhete.

Esta medida serve também para promover os novos circuitos.O alargamento da linha do Minibus à periferia da cidade implica um investimento de cerca de 200 mil Euros, ano, reforçando de forma considerável a rede de transportes públicos urbanos e valoriza a mobilidade.
Acredita-se que este serviço constitui um meio de transporte alternativo para a zona central da cidade, o que vai contribuir para a melhoria da qualidade de vida das populações que residem fora do núcleo central da cidade. É de referir que o circuito entre o Patacão - Mar e Guerra passa também pela Escola Dr. Neves Júnior e Centro de Saúde, sendo também um contributo para as deslocações dos estudantes.

Gabinete de Relações Públicas CMF

A propósito deste novo serviço que a CMF pôs ao serviço da população nestas zonas do suburbio de Faro, fomos alertados no dia de ontem, que nem tudo são rosas neste novo serviço. Ao que parece, na zona do Patacão, as carreiras Urbanas que cobriam esta localidade foram suprimidas, em substituição destas novas carreiras Minibus. A questão é que estes pequenos autocarros, com capacidade para não mais que 20 pessoas, em hora de ponta, nomeadamente, nas primeiras horas da manhã, com o elevado tráfego de crianças e adolescentes para as escolas em Faro e de pessoas para os seus trabalhos, foram insuficientes, deixando crianças em terra, e prestando um mau serviço às populações, ao contrário do que esta missiva da CMF alega. Porventura esta situação será já do conhecimento do executivo municipal, mas estranha-se como não se previu esta questão, que seria mais que provável.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Time to say goodbye...

A Banda Íris, em conjunto com os Ensemble Petrov e a Rockestra deram ontem em Faro, no palco da doca, um dos melhores concertos que vi nos últimos tempos, ao nível duma grande produção nacional e mesmo internacional... Conseguir juntar em palco toda esta "gente", e desta forma os organizar harmoniosamente não foi tarefa fácil para o Domingos, que, a meio do espectáculo dedicou uma música ao actual vereador da Cultura da CMF, Dr. Augusto Miranda, ele que já não fará parte do elenco escolhido por José Apolinário para a candidatura ao segundo mandato.

O tema escolhido foi um hit de Andrea Bocelli ou Sarah Brightman, Con te Partiró, que arrepiou qualquer um dos presentes, pela mestria e harmonia de tão brilhante interpretação... Por momentos pensei que esta música não seria apenas dedicada ao Dr. Augusto Miranda... Cabeça a minha...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

FARO: Variante Norte depende de expropriação ou negociação

José Apolinário, fez um apelo público aós proprietários para “serem cooperantes com obra de grande importância para a cidade e Algarve”. Trabalhos vão começar em terrenos do município.

O Município de Faro reuniu hoje com o consórcio que irá executar as obras da variante Norte a Faro, tendo o plano de trabalhos sido apresentado.

Segundo o autarca, “foi pedida a colaboração da Câmara Municipal de Faro para contactar os proprietários para um entendimento por via privada e não por expropriação pública. Se os terrenos forem obtidos por via privada, as obras começarão mais cedo. Da parte do consórcio há condições para começar amanhã, mas tudo depende dos proprietários”.
As Estradas de Portugal vão, entretanto, “desencadear o lançamento da declaração de utilidade pública para poder intervir no caso de não haver entendimento com os proprietários dos terrenos”, salientou.

Obra começa em terrenos públicos
José Apolinário referiu ainda que a Câmara Municipal irá disponibilizar terrenos públicos para que "a obra possa começar tão cedo quanto possível nestes terrenos". A expectativa é que haja "condições para anunciar formalmente a data de início das obras no decorrer da próxima semana".
Os trabalhos estão orçamentados em 18 milhões de euros, e vão permitir a retirada de trânsito do centro da cidade (mais de 25 mil veículos por dia) e colocar a zona nascente da cidade (Bom João) a 10 minutos do Aeroporto.
Vão ainda ser alvo de requalificação os acessos na ligação a Olhão, à Via do Infante e ao Montenegro.

José Apolinário sublinhou a importância desta obra, considerando os condicionamentos da cidade em termos de acessibilidades. “Este é um processo que está em condições de avançar, quer em termos de avaliação de impacte ambiental, quer em termos de financiamento”, disse.
Este é o culminar de um longo processo administrativo e político, iniciado em 1999.

Recorde-se entretanto que a conclusão da variante até ao Rio Seco, que obrigará ao realinhamento da zona, devido ao leito de cheia, permitirá descongestionar o trafégo em cerca de 60 a 70 mil viaturas que entram em Faro diariamente, muitas delas rumo a outras direcções.
A obra será complementada com a evolução da 3.ª Circular, que fará a ligação entre as Pontes de Marchil, Lejana, Vale da Amoreira, Penha e a rotunda da Avenida Cidade de Hayward, interceptando a norte do complexo desportivo a variante a Faro.
Prevê-se ainda a implantação de um Sistema de Controlo e Gestão Dinâmica de Tráfego – de forma a regular automaticamente a semaforização em função dos volumes de tráfego, limitando as velocidades e minimizando os tempos de espera dos veículos entre o nó de São João da Venda e Faro e entre Faro e Olhão.

Rui Sousa, engenheiro responsável pelo consórcio, manifestou a disponibilização para o recomeço das obras da variante, que já tem um torço executado, pretendendo-se que estas tenham início a curto prazo, "ainda no decurso deste final de Agosto ou início de Setembro", referiu.

Parece-me no mínimo estranho a questão da construção da 2ª fase da variante a Faro, que é referida por José Apolinário ínumeras vezes em debates e apresentações públicas. Esta situação, que ainda não teve ínício no terreno apesar de já estar atrasada nos prazos estabelecidos, têm agora previsto o começo de obras ainda em Agosto, ou, o mais tardar em Setembro, quando na verdade, ainda ninguém formalizou contactos com os proprietários dos terrenos por onde esta estrada vai passar... Ou seja, ou a CMF têm uma grande área de terrenos públicos onde a estrada irá passar, ou então, me parece os trabalhos iniciar-se-ão dispersamente e em fraca intensidade, com o objectivo puro e simples de se iniciar algo, como arma de arremesso eleitoral, quando sabemos que as Autárquicas terão o dia D a 11 de Outubro, poucas semanas depois desse facto...
Estarei errado?

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Novo estádio em Faro - Promessa ou realidade a médio prazo?

In Jornal "O Algarve", 13/08/2009

Em conversas de amigos, e caso o São Luís fosse mesmo demolido, já havia sugerido a utilização deste recinto, para eventuais jogos do SC Farense. Não sendo o ideal, existem por essa Terceira Divisão fora, campos com muito menos condições que este...

Agora, se esta promessa (de muitas que surgem todos os dias) for avante, não tenho dúvidas que será uma óptima alternativa, caso o São Luís seja transaccionado. Trata-se dum estádio que reúne alguma das características do velho Estádio São Luís, dentro da cidade, com bancadas juntinho ao relvado, e depois, totalmente fechado por bancadas, totalizando 5 mil lugares tornará o espaço muito acolhedor e incómodo para as equipas adversárias. Resta saber se a relva sintéctica será trocada por relvado natural...

Contudo, espero que o São Luís não seja vendido, e esta seja apenas uma opção de recurso.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Frases...

"Das cerca de 120 ou 130 propostas que fizemos em 2005, 72 por cento estão cumpridas - oito por cento estão assim-assim e só 20 por cento não foram cumpridas"

- por José Apolinário no Jornal O Algarve, 06/08/2009


Ou seja, assim se explica o aumento de competitivadade a todos os níveis, de Faro em relação aos outros concelhos do Algarve...

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

A força dos blogues...

Funcionários da Câmara de Faro vão passar a estar na ponte da Ilha de Faro, junto aos semáforos, para controlar as entradas e saídas da Praia de Faro, entre as 11h30 e as 14h00 e as 18h00 e as 20h30.

Esta medida, anunciada pela autarquia, destina-se a regular as filas de trânsito nos períodos de maior fluxo automóvel. A medida visa também «corrigir a presença irregular da GNR, situação que tem provocado a formação de engarrafamentos no acesso e saída da Praia de Faro». Ao fim-de-semana, a Câmara de Faro propôs o pagamento de serviços remunerados para garantir a prestação deste serviço.

A autarquia, em comunicado, afirma lamentar «os transtornos esperando que a disponibilização de funcionários camarários diminua as dificuldades no acesso e saída da Praia de Faro». Para o futuro, a Câmara já assegurou, no âmbito do Programa Polis, o avanço de uma nova ponte, bem como, a construção de um Parque de Estacionamento junto à pista do Aeroporto Internacional de Faro, acrescenta a autarquia.

Foi preciso "A Defesa de Faro" levantar a lebre... Palavras para quê? Se ninguêm reclamasse mais um Verão se passaria neste marasmo! Mas nós também já tinhamos dado o "lamiré" à tempos atrás...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Viva a Burocracia...

Muito "boa bola"!! Se escrevem estas "bacoradas" num ofício, alguma vez poderiam desencalhar os milhares de processos que estão pendurados à anos nas gavetas dos tribunais?? Isto faz lembrar os "outros" que dizem que fazem, que têm um projecto para Faro e tal, mas são incapazes de alterar a temporização dos semáforos à entrada da Ilha, por forma a escoar mais rapidamente o trânsito na Ilha de Faro, amenizando um pouco a sofreguidão dos farenses e dos que nos visitam...

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Faro: Apolinário define programa funcional para centro comercial em risco de ser penhorado

O presidente da Câmara de Faro reuniu-se esta segunda-feira com agentes culturais algarvios para definir o programa funcional do centro comercial "Atrium Faro", uma superfície comercial que está quase sem lojas abertas e em risco de ser penhorado pela banca. "Hoje definiu-se o programa funcional do centro comercial e agora falta justificar a proposta de compra junto da banca. Estamos a preparar, juridicamente, os cadernos de encargos para alavancar o projecto", explicou, em declarações à Lusa, o autarca José Apolinário.

Situado na principal artéria da baixa de Faro e erguido sobre o antigo Cine-Teatro Santo António, o Atrium Faro, inaugurado há mais de dois anos, tem 30 lojas, mas apenas duas estão ocupadas, tendo as três salas de cinema encerrado há cerca de mês e meio. Com o objectivo de salvar o projecto comercial, a Câmara de Faro anunciou que pretende adquirir o "Atrium Faro" através de uma parceria público-privada e adaptar o espaço com uma área cultural e outra comercial.

A área comercial terá um total de 1.300 metros quadrados (m2) - a maior parte no rés-do-chão e o restante no primeiro piso - e a área cultural será distribuída pelo primeiro e segundo piso, adiantou José Apolinário, que pretende ter até ao final deste mês o caderno de encargos lançado. A Câmara vai ainda convidar a Escola de Ourivesaria "Contacto Directo" de Lisboa a abrir uma delegação no Atrium Faro, assim como pretende trazer para aquele espaço um julgado de paz, um centro de mediação de conflitos. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro acrescentou que a operação envolve verbas na ordem dos sete milhões de euros, que incluem a aquisição do edifício e algumas obras de adaptação "às novas funcionalidades".

O processo apenas será viável com a participação de parceiros privados e a redução de custos de manutenção (que rondam os 17 mil euros mensais), argumenta o autarca, frisando que o objectivo da autarquia não é "salvar um negócio", mas sim utilizar o espaço para fins culturais, com serviços públicos e lojas.
In Região-Sul

Não sei porquê mas isto faz me lembrar a nacionalização do BPN. O investismento de 7 milhões de euros, por uma autarquia falida num projecto privado fracassado é no mínimo discutível, aumentando ainda mais a dependencia da CMF à banca... Será este o caminho?

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Macário promete ajudar o Farense (mas pode ser tarde)

In Jornal do Algarve, 04/06/2009, Entrevista a Macário Correia, candidato PSD à CM Faro

quarta-feira, 3 de junho de 2009

‘Noites Árabes’ invadem Jardim Manuel Bívar

Se Afonso III soubesse desta festa...Faro: Quatro noites com música, dança, artesanato e gastronomia


Os árabes ‘regressam’ ao Algarve e vão invadir o Jardim Manuel Bívar, em Faro. A ‘invasão’, no entanto, é pacífica e em festa. E até incluem um casamento com duas caras conhecidas.As ‘Noites Árabes’ decorrem entre 10 e 13 de Junho. No jardim serão colocadas diversas tendas com bijutarias, jóias, danças, véus, música, gastronomia e artesanato arábico.

Está também prevista música, dança, a presença de encantadores de serpentes, tatuadores (de henna) e ainda especialistas em caligrafia árabe.

Logo na primeira noite, a 10, Mónica e Rubim renovam, publicamente, os votos de casamento, numa cerimónia de acordo com os rituais da tradição árabe, que se inicia às 23h00. O casal trocará duas jóias, criadas por Gil de Sousa.

A música está a cargo do grupo Arabesk Troupe e, no final, Rubim oferece a Mónica uma canção de amor, interpretada pelo ex-D’ZRT Edmundo.

Nos dias que se seguem continuará a animação sempre dedicada à cultura árabe, num cenário típico das 1001 noites. A organização, no entanto, que está a cargo da Maya Eventos (numa equipa constituída por Maya, Bárbara Taborda e Duarte Siopa) ainda não divulgou os grupos que vão participar na iniciativa.

O que prometem é um cenário das 1001 noites que vai trazer a Faro um ‘cheirinho’ da cultura arábica.
In Correio da Manhã por João Mira Godinho


Esta notícia já foi alvo de dezenas de comentários no blog A Defesa de Faro, e apesar de considerar esta matéria uma situação pouco relevante do ponto de vista informativo, fiz uma análise mais profunda que me levou a escrever esta dissertação...

Na minha opinião, apesar de discordar da forma como este evento é organizado, felicito a CMF pela iniciativa, pois ao menos coloque Faro no mapa dos eventos de projecção mediática a nível nacional, numa época em que muitos se dirigirão ao Algarve para umas merecidas mini-férias.

Contudo, isso não me faz esquecer que o sentido crítico e tecer algumas considerações sobre a forma como tudo é organizado na nossa cidade. Reconheço que têm havido um esforço da CMF nos últimos 2/3 anos em projectar alguns eventos na capital algarvia, sempre limitados por algumas contingências de ordem financeira, mas a verdade é que a sensação que vai ficando no ar é que tudo organizado ao sabor do vento e neste caso concreto, anunciado com poucos dias de antecedência.

Dúvido que este evento, da forma que foi organizado origine significativas mais valias, pois se o objectivo é encher literalmente a baixa farense, a mesma será ocupada por locais e pessoas das zonas limítrofes, não conseguindo captar turistas numa fase, em que tudo foi despoletado tão perto da data do evento. Devia ter havido o cuidado de tudo se ter programado com antecedência e com muito impacto por forma a "obrigar" o público a reconhecer a importância desta iniciativa para a economia local.
E porque é de economia local que falamos, curioso será saber quais os estabelecimentos da baixa farense que estarão abertos nessas quatro noites, à imagem do que acontece em Loulé nas famosas Noites Brancas, onde o comércio local se associa duma forma massiva durante essas noites de festa.

Não vou discutir a qualidade do evento nem a competência da taróloga Maya nessa matéria, nem sequer as personalidades convidadas para o evento, até porque neste pobre país, muito funciona à base dos nomes envolvidos e não da qualidade que se reconhece nas organizações, apenas crítico a forma avulsa como as coisas são organizadas em Faro. Tirando o FolkFaro e Festa da Ria Formosa, que até poderiam ter uma maior projecção, a CMF ainda não conseguiu criar um evento de massas virado para a vertente turística que seja conotado imediatamente com a cidade de Faro, à semelhança do que acontece por exemplo com o Festival MED ou as Noites Brancas em Loulé, no qual, a título de exemplo, meses antes em conversas de café, já as pessoas falam com nostalgia e ansiedade por novas edições, fomentando o culto da imagem da cidade, que poderia ser assim criada se houvesse uma linha orientadora para esta matéria, independentente das figuras que estivessem no poder da autarquia farense.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Se isto é verdade...

A confimar-se o que está incluso neste artigo do blog "A Defesa de Faro", só posso dizer que fico chocado e enojado com os nossos governantes locais e com os compadrios instituidos, em prejuízo de Faro e dos símbolos da capital algarvia...
Pobre Farense!