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segunda-feira, 23 de março de 2009

Algarve é a região mais atingida por desemprego

O Algarve foi a região que mais sofreu com o aumento do desemprego em Fevereiro, ao registar um crescimento de 40,5 por cento face ao mesmo mês de 2008. A região algarvia regista um crescimento de 40,5 por cento face ao mesmo mês de 2008, o que se traduz em 20.772 desempregados.

De acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) hoje divulgados, o desemprego aumentou em todas as regiões do país em Fevereiro, tanto face ao mesmo mês de 2008, como em relação a Janeiro deste ano, com a região do Algarve a registar a maior subida.

Face a Janeiro, o número de inscritos nos centros de emprego daquela região aumentou 5,4 por cento.

As regiões Centro, Alentejo e Madeira registaram igualmente acréscimos superiores à média do país (17,7 por cento).

A Madeira subiu 22,8 por cento para 10.789 inscritos, seguida do Centro - que aumentou 18,6 por cento para 71.108 inscritos - e do Alentejo - que cresceu 18 por cento para 21.955 indivíduos.

Os Açores foram a região do país onde o número de inscritos menos subiu, mas ainda assim o número de inscritos nos centros de emprego elevou-se 15,5 por cento face ao mês homólogo, para 4.928 pessoas.

No Norte, a região do país que concentra o maior número de desempregados (43,1 por cento do total) ocorreu um crescimento homólogo de 15,8 por cento para 202.053 inscritos, o que representa uma subida mensal de 5,4 por cento, para 202.053 indivíduos.

Os centros de emprego de Lisboa e Vale do Tejo (com um peso de 29,3 por cento do total) tinham no final de Fevereiro 137.694 inscritos, mais 17 por cento do que no mesmo mês de 2008.

In Observatório do Algarve

Uma situação que inquieta todos nós, uns porque têm o seu lugar em risco e outros porque, mergulhados no desemprego, não conseguem ver uma luz ao fundo do túnel... Contudo não esqueçam uma coisa: No meio disto tudo, o importante é termos saúde... Quando essa falta, aí sim tudo se complica.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Futebol Português em falência técnica

SAD dos "grandes" em falência técnica
CAPITAIS PRÓPRIOS DAS 3 SOCIEDADES MUITO ABAIXO DO EXIGIDO

Os três grandes clubes portugueses fecharam o 1.º semestre da época 2008/2009 no vermelho, com um total de 13 milhões de euros negativos, num cenário que não surpreende, atendendo à conjuntura de crise generalizada. O mais grave é que qualquer das Sociedades Anónimas Desportivas (SAD) de Benfica, FC Porto e Sporting estão em situação de falência técnica.
Os capitais próprios das três sociedades estão muito abaixo do que exige o artigo 35 das Sociedades Comerciais. A SAD do FC Porto, ainda assim, é a que apresenta capitais próprios mais elevados, num total de 16,4 milhões, enquanto a Benfica SAD se fica pelos 13,6 milhões e a Sporting SAD pelos 4,9 milhões.

Segundo os relatórios enviados à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM), as contas de FC Porto (1,4 milhões de prejuízo), Sporting (2,3 de prejuízo) e Benfica (9,3 de prejuízo) mostram as primeiras consequências da crise económica e financeira no futebol nacional, com nenhuma das três SAD a conseguir gerar receitas que compensem os gastos.
Os portistas foram quem teve mais capacidade para realizar receitas, que atingiram os 31,1 milhões de euros (29,9 milhões no caso do Sporting e 26 milhões no caso do Benfica), mas também foram os mais gastadores, totalizando 35,8 milhões em custos operacionais (23,7 milhões no caso do Sporting e 27,6 milhões no caso do Benfica).
Quanto ao resultado operacional, a SAD do FC Porto foi a única a escapar ao vermelho, tendo concluído o primeiro semestre com 2,8 milhões positivos, enquanto o Sporting fechou com 0,4 milhões negativos e o Benfica com 6,9 milhões negativos.

Por outro lado, a SAD do Benfica tem o plantel mais valorizado, avaliado em 74,3 milhões de euros, enquanto o FC Porto se fica pelos 64,2 milhões e o Sporting pelos 30,8 milhões. No entanto, a CMVM não permite a actualização do valor dos passes dos jogadores, o que torna o valor dos plantéis muito abaixo do valor do mercado. Assim, o Sporting, com vários jogadores da formação, é o mais prejudicado, pois atletas como João Moutinho ou Miguel Veloso praticamente não têm valor na avaliação do plantel para a CMVM.

Face a este cenário, com as principais SAD em falência técnica, mais problemática será a situação das restantes sociedades desportivas do futebol nacional, que, embora não tenham o mesmo nível de despesas, têm naturalmente a vida ainda mais complicada quanto à obtenção de receitas. Os salários em atraso em vários clubes não são mais do que um reflexo disso mesmo.

O artigo recolhido do Record, na sua versão online, que curiosamente nem está assinado, demonstra como o futebol português continua a viver duma forma desregrada, sempre dependente da transacção das suas estrelas para o estrangeiro, por forma a colmatar os prejuízos acumulados de cada época desportiva. Como consequência disso, os mais "pequenos" também são apanhados na enxurrada, não beneficiando de negócios justos com os "grandes", pois estes é que fazem o preço dos jogadores que querem negociar, deixando os clubes mais pequenos com menor margem de manobra, o que acaba por ter consequências na sua sobrevivência, isto para não falar nas diminutas quantias que Olivedesportos paga a cada um pelas transmissões televisivas... Num cenário improvável mas possível, poderia o SC Farense, em fase de suposta convalescença, com a transacção do estádio S. Luís, encontrar na mesma divisão o Boavista, já na próxima época, tendo em conta a trajectória das duas equipas na presente temporada. O futebol dá muitas voltas, e enquanto a derrocada ameaça alguns dos Clubes mais importantes da nossa praça, só espero que seja o Farense a protagonizar o percurso inverso, como que numa lição para alguns, que não tomaram as ilações do que provocou a nossa queda no abismo...

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Hospital Central de Faro... A crise das Urgências mantém-se!

O Hospital de Faro pretende deixar de ter doentes em macas nos corredores em 2010, mas para já há pacientes nessa situação três e quatro dias seguidos, embora o prazo máximo definido no Serviço de Observação seja de 72 horas.

"Os médicos não dão conta disto, porque é muita gente acumulada nos corredores. São muitas dezenas", desabafou Corália Tadeu, que tem o marido no Serviço de Observação (SO), numa maca no corredor, desde domingo à noite."Está ali [nos corredores do novo espaço das Urgências] perto de uma centena de pessoas em macas. As pessoas são bem atendidas, o problema é estarem acumuladas nos corredores", reforça, por seu turno, Ideme Conceição, que veio visitar o cunhado ao hospital, que espera numa maca por um internamento desde domingo transacto.A directora da Urgência de Faro, Dagoberta Lima, explica que é "normal os doentes estarem em macas três ou quatro dias no Serviço de Observação". Contudo, recorda que é suposto estarem no máximo entre "36 a 72 horas de permanência" no SO.

A directora clínica do Hospital de Faro, Helena Gomes, confirmou, por seu turno, que as urgências vivem momentos de afluência de "muitos idosos" e "muitos doentes que precisam de ficar no hospital". Além disso, "houve dois fins-de-semana prolongados em que a actividade do Serviço ficou condicionada, porque as saídas para o internamento ficaram dificultadas com os atrasos nas altas médicas", explicou.No entanto, a médica e directora clínica frisou que não lhe foi reportado pelas equipas do balcão nenhuma situação de "anormalidade" ou de "stress acrescido" nos dias de 'picos' de afluência de utentes. Helena Gomes recusa a palavra "caos" para definir o Serviço de Observação e Urgências - que abriu este mês - daquela unidade hospitalar e classifica de "normal" o afluxo de doentes nesta altura do ano, com médias de 200 utentes por dia. Na sexta-feira transacta, dia 05, o Hospital de Faro recebeu 254 utentes, um dia antes tinha recebido 248 utentes e no dia 09, terça-feira, registaram-se 246 utentes."Eu não vejo caos sinceramente. Claro que há momentos e há horas do dia em que o afluxo é maior, mas isso não vejo que seja caos", defende Helena Gomes

Em declarações à Lusa, um dos médicos do Hospital de Faro disse, terça-feira, que as urgências estão "em período de ruptura" e que chegam a estar 70 macas nos corredores do novo espaço de Urgências. Helena Gomes, por seu turno, frisa que os serviços de urgências têm de estar preparados para "responder a afluxos maiores", mas também admitiu, que alguns médicos tenham feito 72 horas de banco de urgências em apenas uma semana, quando a lei prevê um máximo de 12 horas."Não queremos que os nossos médicos façam 72 horas de banco. Eu não sei, se pontualmente, alguém fez nalgum momento 72 horas por semana. Admito que sim", disse.

A solução para enfrentar os momentos mais críticos em afluência nas urgências passa agora por recrutar médicos das outras especialidades do próprio Hospital de Faro."Na semana passada já tivemos médicos de outras especialidades que não Medicina Interna", observou Helena Gomes.O plano de requalificação do Hospital Central de Faro vai até 2010, mas até meados de 2009 a direcção do hospital prevê ter resolvido a parte da área dos recursos humanos."Isso é o nosso projecto, espero que o consigamos concretizar", disse a directora clínica, advertindo, no entanto, que não pode garantir para já que em Junho ou Julho de 2010 já tenha as equipas formadas.O novo serviço de urgências do Hospital de Faro começou a funcionar este mês, mas em Novembro abriu para ensaios de novos métodos de trabalho e ajustes das equipas médicas às novas instalações.

A 02 de Novembro de 2007, 19 dos 20 chefes de equipa da área médica do Hospital de Faro apresentaram a demissão em bloco como forma de protesto contra a sobrelotação das urgências e das condições a que estavam sujeitos os doentes. Os médicos continuam demissionários e ainda não houve renomeação da parte da administração do Hospital Central de Faro, mas, segundo Helena Gomes, essa situação vai ser resolvida "em breve".

O texto é bem explicito quanto à situação que se vive no Hospital Central de Faro, e não é a Sr.ª Ministra da Saúde, Dr.ª Ana Jorge que nos vêm desmentir um facto que constactamos a cada dia que visitamos aquele espaço. Eu próprio no último ano me tive que dirigir duas vezes às Urgências do HCF para ser atendido devido a situações de ligeira/média gravidade e da última vez, no passado dia 6 de Novembro, pude comprovar mais uma vez a fragilidade do serviço que nos é prestado. Posso vos dizer que dei entrada no espaço às 18h45, sendo me feita a triagem logo de seguida... Até aí tudo bem.
Ser-me-ia atribuida uma senha verde, dado o entorse que padecia na altura e que na verdade não justificava uma atenção especial face a situações muito mais graves que os clínicos estavam a receber nesse dia. Mas a dita senha verde, correspondia, pelos vários paíneis informativos colocados na sala, a um tempo estimado de espera na ordem dos 120 minutos (2 horas), pelo que apesar de não poder andar e de não saber na altura se tinha alguma fissura no pé, (situação que obrigaria a outro tipo de tratamento), aguardei pacientemente até às 21h30, percebendo que o meu caso não seria urgente mas no mínimo digno de atenção por parte dos clínicos, por forma a despistar qualquer problema com o pé. Constactando que o período estava já ultrapassado largamente e não tendo qualquer sinal do atendimento, pedi para um familiar para perguntar se havia a expectativa de ser atendido brevemente. Pura e simplesmente me foi respondido que o médicos não estavam a atender senhas verdes e que não fariam qualquer previsão de quando o poderiam fazer. Deram me uma hipótese remota de entrar "à sucapa" dentro das urgências e me "assomar" à sala, pedidno para ser atentido a um dos médicos. Com muita dificuldade, fiz o que me foi sugerido mas rapidamente me foi dada resposta negativa. Passado este "filme" todo, eram já 22h15 e desiludido decidi voltar para casa, sobre minha responsabilidade, mas consciente de que se algo não estivesse bem no pé, poderia agravar a situação. Tudo isto porque o nosso Serviço Nacional de Saúde funciona mal e neste caso o Serviço de Urgências não foge à regra. Portanto, quando a Sr.ª Ministra desmente estas notícias, e nós temos a percepção que quase todos os dias as coisas se passam da forma como vos decrevi, pergunto se o funcionamento do HCF não é um caos? Isto para não falar do aspecto tenebroso dos corredores do hospital onde largas dezenas de pessoas são depositadas em macas e gemem continuamente, deixando ainda mais doente, quem se desloca até ao espaço para ser tratado...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Câmara de Faro vai propôr contratação de empréstimo para pagar a fornecedores

O Executivo Municipal de Faro aprovou a proposta de um empréstimo de seis milhões de euros para o pagamento de dívidas a fornecedores, no âmbito do Programa de Regularização Extraordinário de Dívidas do Estado recentemente aprovado pelo concelho de Ministros.

O Município de Faro vai agora solicitar propostas a várias entidades bancárias, sendo que o empréstimo terá um prazo de cinco anos.

Caso seja aprovado, com esta medida, a Câmara Municipal de Faro afirma tencionar «liquidar parte do montante das dívidas com fornecedores e obras».

Um empréstimo para "Macário" pagar?

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Solidariedade com os trabalhadores da Bela Olhão

Na sequência do encerramento da Fábrica Bela Olhão, recebemos um comunicado com a posição política do Bloco de Esquerda de Faro e Olhão acerca da situação, o qual vos apresentamos. Cumpre informar que o blog Algarve Farense não têm qualquer conotação política nem intenções dessa génese, sendo os seus comentários no sentido independente e de caracter editorial. Neste caso apenas está a corresponder a uma solicitação do BE, que como qualquer força política da Região pode também usufruir deste espaço para divulgação das suas tomadas de posição sobre matérias de interesse regional, permitindo ao leitor uma melhor compreensão e conhecimento sobre questões do interesse público.


No passado dia 12 de Novembro, uma delegação do Bloco de Esquerda do Algarve deslocou-se à fábrica Bela Olhão, onde contactou com elementos da Comissão de Trabalhadores e outras colegas presentes nesse turno da vigília que todos vêm efectuando desde o início do mês.

O Bloco prestou a sua solidariedade com a luta em curso para defesa dos postos de trabalho e pela manutenção da fábrica em funcionamento. Manifestou também a disponibilidade para o apoio que os trabalhadores julguem oportuno solicitar.

Regista-se a coragem e o elevado moral que todos revelam, traduzido na participação generalizada nos piquetes que, 24 sobre 24 horas, se mantêm em vigília permanente, desde que, no dia 3 de Novembro, a grande maioria dos trabalhadores recebeu a carta de despedimento. São jovens mulheres e homens, grávidas, mães de família, colegas já idosos, todos se revezam para garantir que nenhum equipamento da fábrica é retirado. Porque esse é o bem mais precioso para assegurarem uma solução que prejudique o menos possível os trabalhadores: ou a mais desejada, que será a continuação da fábrica a laborar com o actual ou com novo dono; ou, na pior das hipóteses, o seu fecho mas com indemnizações acrescidas aos trabalhadores e a efectiva garantia de subsídios de desemprego e colocação rápida em outros empregos.

Só intenções obscuras e a falta de vontade, impedirão que a fábrica continue a laborar. Os trabalhadores consideram que a baixa de produção não justifica o encerramento. A produção tem sido quase exclusivamente para exportação. A fábrica não tem dívidas à banca, nem a fornecedores. As instalações são grandes e modernas, o equipamento também, podendo ser ou não, reconvertido. E desde que sejam corrigidos erros e opções de gestão que anteriormente prejudicaram a empresa. É esse o sentimento geral.

Muitos aspectos permanecem por esclarecer: porque foi feita a reconversão e apenas para o fabrico de comida para animais domésticos, quando, na época, o mercado das conservas de sardinha não estava em crise? No entanto, no sítio da Net, aparentemente actualizado e sediado em Boston, continuam as encomendas para conservas de peixe com o mesmo logotipo e exportadas de Portugal para os EUA? Também na Net, a frota pesqueira Blue Galleon afirma transportar para vários destinos, conservas de sardinha e de atum Bela Olhão. Mas pescados onde? A partir de que fábrica? São questões pouco claras que levantam dúvidas sobre que outras intenções poderão estar por detrás do fecho da fábrica.
Curiosamente, durante a visita da delegação do BE, elementos da Administração encontravam-se junto da porta de entrada da fábrica, mas esquivaram-se assim que o Bloco procurou chegar à fala com eles.

Entretanto, a CT tem acompanhado as deligências que várias entidades estão a fazer: a Câmara na busca de encontrar um comprador; a Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT) que verificou irregularidades do processo de despedimento e instaurou contra-ordenações à empresa; em paralelo, o sindicato e os trabalhadores com os seus próprios advogados estão também a accionar acções judiciais contra a empresa.
As vigílias vão continuar dia e noite até que a situação se esclareça definitivamente. Nesse sentido há um grande esforço para que se mantenha a unidade entre todos, o que tem sido conseguido até à data. É essa a vontade da esmagadora maioria dos trabalhadores, embora saibam como a sua luta é difícil.

Por isso é tão importante a solidariedade para com eles. A solidariedade de familiares e amigos, dos colegas doutras empresas, das entidades laborais. Do poder local e do poder central exige-se rapidez e eficácia na prestação dos direitos judiciais e sociais.
Mas isso é pouco. Se há dinheiro e se aprovam à pressa leis para salvar a banca e os seus donos, é escandaloso que não existam medidas preventivas e seriamente punitivas das situações como a que agora acontece com a Bela Olhão e com os seus 179 trabalhadores despedidos.

15/11/08
O Bloco de Esquerda de Olhão e Faro

terça-feira, 18 de novembro de 2008

António Barão é o novo treinador do Farense; Edinho adjunto

António Barão é o novo técnico do Farense. Após ter despedido, hoje à tarde, o técnico Ivo Soares, depois dos maus resultados que os "leões" de Faro têm vindo a registar, tendo culminado ontem com o empate, no Estádio Algarve, diante do Quarteirense, Algarve Press apurou que o director desportivo António Barão reuniu-se com o plantel e assumiu de imediato o cargo de treinador do Farense, promovendo o avançado Edinho a técnico adjunto e mantendo Pedro Benje como treinador de guarda-redes .

"Não valia a pena ir buscar mais ninguém já que eu tenho currículo suficiente e até superior a alguns dos técnicos que eram dados como possíveis candidatos ao lugar de treinador do Farense. Pior que os técnicos que antes cá estiveram certamente não farei, tivemos de tomar estas medidas enquanto é tempo, até porque ainda há muito tempo e muitos pontos para o Farense conquistar a subida de divisão", garantiu a Algarve Press António Barão, que acumulará o cargo de técnico com o de director desportivo do emblema de Faro.

Recorde-se que os dirigentes do Farense convidaram, hoje, o técnico Ivo Soares a demitir-se e este aceitou, havendo assim uma rescisão de comum acordo, a qual foi confirmada por ambas as partes. De saída está também Pedro Brás, adjunto que Ivo trouxe consigo para o Farense. Como avançámos antes, da equipa técnica mantém-se apenas Pedro Benje.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

"Em casa pode haver quem faça o trabalho"

"Vou reunir-me com os jogadores e ver qual o passo a seguir. Se sou eu que vou treinar a equipa? Não sei. Sou treinador há muitos anos e já subi de divisão com algumas equipas [Messinense, 01-02, e Beira-Mar de Monte Gordo, 02-03, ambas do campeonato distrital para a 3ª Divisão]. Já pensei nalguns treinadores e ainda não vi nenhum que sirva a este projecto e para que é que vou pagar a alguém que não me dá resultados, quando em casa pode haver quem faça o trabalho... Amanhã decido" - foram estas a palavras de António Barão, director desportivo do Farense ao jornal on-line Observatório do Algarve, acerca da sucessão a Ivo Soares...

Nova “chicotada psicológica” no Farense

Ivo Soares abandona por mútuo acordo

Mais uma chicotada psicológica no Farense: Ivo Soares abandonou hoje o comando técnico da equipa de Faro, na “ressaca” do empate caseiro (1-1) de domingo com o Quarteirense. “Saiu por mútuo acordo. A intenção foi da minha parte, porque as coisas não estavam a correr como previsto, e o Ivo também sentiu que já não tinha condições para dar a volta à situação”, explicou ao Região Sul o director-desportivo do Farense, António Barão. O responsável pelo futebol dos “leões” de Faro não consegue arranjar uma explicação concreta para o que se passa com uma equipa tida, desde o início da época, como candidata ao título. “Os resultados não têm aparecido. Não sei se são os jogadores que não encaixam no perfil do treinador ou o treinador que não encaixa no perfil dos jogadores, mas fui eu que os escolhi a todos”, disse Barão.

O director-desportivo vai ter esta segunda-feira uma conversa com os jogadores e amanhã, terça-feira, deve apresentar o novo técnico. Mas assegura que a subida ainda é possível: “Ainda falta muito campeonato. Há que dar a volta… Vamos tentar ver o que não pode falhar mais!” Recorde-se, esta é a segunda mudança na liderança do “banco” dos “leões” de Faro esta época: no princípio de Setembro, Ivo Soares tinha substituído no cargo Jorge Portela, em virtude da eliminação na Taça de Portugal. Em oito jogo, Ivo Soares conseguiu três vitórias, um empate e quatro derrotas, sem averbar qualquer triunfo no Estádio Algarve e deixando a turma algarvia no 7.º lugar da Série F da III Divisão Nacional.

O futebol algarvio regista ainda mais duas mudanças após a jornada do fim-de-semana. No Beira-Mar de Monte Gordo, Luís Carlos sai depois de ter prestado declarações, na semana passada, sobre os salários em atraso, as quais não agradaram à direcção, que amanhã apresenta o substituto. Por outro lado, o Messinense também acordou a saída de José Miguel. O treinador tinha substituído José Teixeira à 4.ª jornada e sai com um pecúlio de uma vitória e quatro derrotas. A turma de Messines é "lanterna-vermelha" na III Divisão.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Depois da Bela Olhão, agora é Faro que sofre com fecho de fábrica de "donos" estrangeiros...

Alfarroba em alerta vermelho

A multi-nacional Danisco, que comprou a Indal, vai fechar a fábrica já em Janeiro e leva consigo a tecnologia. Avizinha-se desemprego e problemas para produtores.


Este conhecimento possibilita a extracção a frio da goma da semente da alfarroba, a que se segue a produção de hidro-colóides, matéria prima muito utilizada em cosmética. Toda a tecnologia “foi desenvolvida no Algarve” disse ao Observatório do Algarve Manuel Caetano, ex-presidente da Danisco Portugal e da Indal, indústria transformadora da alfarroba.
Aliás, a vinda para a região daquela multinacional, prendeu-se com a existência desse know-how que foi possível desenvolver “graças à qualidade do produto (alfarroba) e às condições climatéricas”, conta Manuel Caetano, um reconhecido especialista nesta matéria e antigo administrador da Indal.

Eles (Danisco) sempre estiveram interessados na tecnologia que possuíamos desde a altura em que adquiriram a Indal ao grupo suíço Meyall” esclarece Manuel Caetano, que se desvinculou do grupo há dois anos, quando se jubilou, e cuja preocupação foi sempre "que a tecnologia existente não fosse transferida para outro país”.

Segundo o Observatório do Algarve apurou, junto de técnicos da Danisco/Indal, essa transferência já está em curso para as instalações da Danisco em Espanha e terá como consequência o encerramento da unidade fabril de Faro já em Janeiro, embora a laboração se possa prolongar até Junho, para finalizar o tratamento da campanha de produção deste ano.
Contactada pelo OA, a administração da fábrica escusou-se a prestar declarações e não foi possível apurar em tempo útil para que região espanhola será deslocalizada a unidade fabril.
Em causa estão cerca de meia centena de postos de trabalho, como o Observatório do Algarve já noticiara (ver aqui) mas as repercussões serão ainda mais graves, de acordo com as nossas fontes, pois reflectem-se igualmente “nos produtores algarvios de alfarroba”.
A perda do valor acrescentado vai incidir sobre o volume de negócios do sector que ultrapassa os dez milhões de euros/ano e também porque o produto final passará a ser importado, reconhecem os especialistas.

Os produtos derivados da semente de alfarroba ou da sua goma, têm inúmeras utilizações nos produtos alimentares – comida para bebés, gelados, etc. - e ainda na área da estética.O hidro-colóide extraído a frio da goma da alfarroba possui a característica de absorver água até 20 vezes o seu volume, o que torna este produto “muito apetecível para a cosmética, designadamente para os cremes hidratantes” exemplifica Manuel Caetano, sobre o valor acrescentado que o know-how tecnológico e a alfarroba algarvia produziam.
Se o Algarve é na verdade, uma região sustentada economicamente à base do Turismo, estes encerramentos de algumas das poucas fábricas na região, mais dependente tornará ainda o Algarve perante esta crescente crise, que parece entrar numa espiral com fins imprevisíveis. As fábricas, na posse de multinacionais, são reféns do investimento estrangeiro e com isto se vai delapidando a economia duma região, sendo os principais prejudicados os mais desfavorecidos... O que para nós era só noticia no norte do País com os encerramentos de unidades têxteis e de calçado parece agora também tocar à nossa porta...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Insolvência da Farense Futebol SAD: Os Factos

Não sou jornalista nem estou por dentro dos meandros do dirigismo desportivo mas após alguma pesquisa, percebo que este pedido de insolvência acontece porque o jogador Fernando Porto, defesa/médio defensivo que representou o Farense nas épocas 2000/2001 e 2001/2002, deverá ter comprovado o atraso no pagamento de verbas e como a SAD não têm capacidade de gerar receitas o pedido foi executado, destinando-se o montante angariado através do leilão dos bens da SAD para cobrir a dívida, sendo que o futuro da SAD será a extinção, a qual, em meados da década de 90, recebeu da entidade Sporting Clube Farense os direitos desportivos para participar nos campeonatos profissionais de futebol.

Ao ser pedida a insolvência desta Sociedade, o Farense não poderá participar em competições da Liga por um período de um a cinco anos, o que na prática, não parece ser muito lesivo para o Farense, dado que milita na Terceira Divisão e para o ano, sendo promovido nesta época (situação que não parece muito provável) enfrentará o "inferno" da Segunda B, onde apenas são promovidas 2 equipas dum lote de 56, reduzindo logo aí as hipóteses de ascensão aos escalões profissionais num futuro de curto/médio prazo.

Quanto à "parte" administrativa/financeira da SAD, aconselho-vos a ler o que está neste link, em especial no ponto 4.17.


P.S. - Caso haja alguma incorrecção, não exitem em utilizar a caixa de comentários, porque como referi de inicio, este texto faz parte duma pesquisa com vista a perceber melhor por onde passará o futuro do SC Farense, na sequência desta situação.

Haverá alguem que acuda o Farense?

1.º JUÍZO DE COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA CÍVEL DO TRIBUNAL DA COMARCA DE FARO
Anúncio n.º 2537/2008
Processo: 2781/06.9TBFAR
Insolvência pessoa colectiva (Requerida)
Credor: Fernando José Porto Collazo
Insolvente: Farense Futebol, S. A.D.

Nos autos de Insolvência acima identificados em que são:Insolvente: Farense Futebol, S. A.D., NIF — 504760718, com residênciana Praça de Tânger, 4º Andar, Estádio de São Luís, Faro.
Administrador da Insolvência: Florentino Matos Luís, Endereço: AvªAlmirante Gago Coutinho n.º 48 — A, 1700 -031 Lisboa

Ficam notificados todos os interessados, de que no processo supraidentificado, foi designado o dia 20 -05 -2008, pelas 14 horas, para arealização da reunião de assembleia de credores.Os credores podem fazer -se representar por mandatário com poderes especiais para o efeito.É facultada a participação de até três elementos da Comissão de Trabalhadores ou, na falta desta, de até três representantes dos trabalhadores por estes designados (nº 6 do artigo 72 do CIRE).17 de Março de 2008. — Por delegação do Juiz de Direito, a Secretáriade Justiça, Conceição Moleiro. — O Oficial de Justiça, DomingosNunes.

FARENSE LEILÃO DE BENS
No âmbito da insolvência da SAD do Farense, decorre até 11 de Novembro, o prazo para a apresentação de propostas com vista à compra de diversos bens daquela entidade, sobretudo de material de escritório, incluindo bengaleiros e cabides tudo com base de licitação de quatro mil euros.Correio da Manhã, 5 de Novembro de 2008

Triste conclusão, a insolvência foi requerida já foi decretada e silencio absoluto.A Câmara Municipal de Faro respeitando a lei e os compromissos assumidos no passado pela autarquia queria retirar a Ambifaro da Farense SAD, a administração fiscal considerou, desconheço se ainda considera que a Câmara Municipal tem responsabilidades financeiras e até penais em relação a dividas da Farense SAD, e em Faro tudo se passa numa grande calma.Já não falando na venda do Estádio de São Luís, porque a luz no túnel cada vez está mais longe, iremos aguardar e pedir ao Santo de São Luís que nos acuda!
EKKLESIA

terça-feira, 4 de novembro de 2008

OLHÃO: Fecho de fábrica põe trabalhadores em risco

Cento e oitenta trabalhadores de uma fábrica de comida para animais, em Olhão, estão em risco de perder os seus postos de trabalho.
Segundo Josué Marques, do Sindicato dos Trabalhadores da Pesca do Sul, um representante da administração da fábrica Bela Olhão comunicou na segunda-feira aos trabalhadores que requereu a insolvência da empresa.
"Há já três semanas que os trabalhadores estão em casa a aguardar indicações por parte da empresa, até que hoje a administração informou que não chegou a acordo com possíveis compradores e que decidiu, por isso, requerer a insolvência da empresa", disse o dirigente sindical à Lusa.
A administração solicitou ainda aos trabalhadores que se dirijam à fábrica na quarta-feira "para receber os documentos para requerer o Fundo de Desemprego", disse à Lusa um trabalhador que prefere não ser identificado.
Josué Marques, em delegação do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Industrias Alimentares, das Bebidas e do Tabaco, revelou, no entanto, que "o sindicato desaconselha os trabalhadores a assinarem qualquer tipo de acordo com a empresa".
"Arriscam-se a perder direito a tudo, pois, neste momento, não estão reunidas condições para que possam ter direito ao Fundo de Desemprego: a empresa não tem salários nem subsídios em atraso, não foi extinto o posto de trabalho e ainda não há provimento do pedido de insolvência", declarou o dirigente sindical à Lusa.
Segundo a mesma fonte, dos 180 trabalhadores que ali laboravam, apenas 48 têm com contratos a prazo em vigor, "os restantes são efectivos".
A Bela Olhão foi uma das fábricas de conservas de peixe a laborar até ao século XXI. Foi adquirida em 1996 por um empresário árabe que pretendia apostar na produção de conservas de peixe gourmet, nomeadamente de sardinha com pele e sem espinha.
As dificuldades de escoamento encontradas em mercados como o norte-americano acabaram por levar à decisão de reconverter, nos últimos cinco anos, a fábrica para a produção de comida para animais.
De acordo com Josué Marques, "há ano e meio a fábrica contava com mais de 500 trabalhadores". In Observatório do Algarve
É muito triste para nós algarvios, mas principalmente para os trabalhadores esta notícia. Há um facto que me parece importante sem nunca colocar em causa as dificuldades da empresa: Se o proprietário da empresa fosse algarvio, será que tudo acabava assim dum momento para o outro, lançando 180 pessoas no desemprego?

sábado, 6 de setembro de 2008

Petróleo cai 42% e gasolina 3,7%

Energia: Diferença notória no ritmo de variações de preços
O preço do barril de petróleo diminuiu 43,86 dólares (42 por cento) em Londres desde 11 de Julho último, dia em que atingiu o máximo de 147,50 dólares.
Mas o custo dos combustíveis em Portugal não acompanha o da matéria-prima no mercado de futuros londrino. Aliás, a Galp Energia até aumentou um cêntimo o preço do litro da gasolina sem chumbo 95 e o do gasóleo nesta semana.
Após o recorde da cotação da fonte energética na capital britânica, os portugueses passaram a pagar 1,525 euros pela gasolina sem chumbo 95 e 1,428 euros pelo gasóleo.
A descida do preço da gasolina sem chumbo 95, que está a 1,470 euros no distrito de Lisboa, foi de cinco cêntimos, ou 3,7 por cento. O preço do gasóleo baixou dez cêntimos, ou 7,5 por cento.
Devido a tal discrepância, o ACP – Automóvel Club de Portugal diz que "a situação verificada nos últimos dias revela e confirma as suspeitas de um comportamento concertado de manipulação do mercado de combustíveis em Portugal".
Num comunicado emitido ontem, a organização presidida por Carlos Barbosa chama à atenção para "o monopólio existente no mercado da refinação, armazenamento, transporte e distribuição, dominado pela Galp Energia." Do que resulta "uma situação de controlo de mercado que permite impor, sem qualquer supervisão regulatória, os preços de venda ao consumidor final".
Segundo o Automóvel Club de Portugal, não existe concorrência no mercado de combustíveis português. E alerta o Governo para "a imperativa necessidade de adopção das medidas convenientes".
Nada que já não soubéssemos mas a disparidade entre a quebra de preços no mercado internacional e a actualidade dos preços dos combustiveis no nosso País é absolutamente vergonhosa! E o Estado nada faz porque também beneficia com os impostos consequentes destes altíssimos preços, o que nos deixa ainda mais indignados com esta situação. Quando o custo de vida dos portugueses vai aumentando a cada dia que passa, quiçá também originando alguns actos de desespero nunca desculpáveis, que se têm agudizado nos últimos tempos, pergunto se não era altura de tomar uma decisão de fundo para corrigir esta questão para bem de todos os Portugueses?

domingo, 31 de agosto de 2008

E agora Farense? Portela abandona cargo de treinador, mas não foi pelos maus resultados...

O facto de não conseguir conciliar a tarefa de treinar o Farense com as duas escolas de futebol que dirige foi a principal razão apontada por Jorge Portela para justificar a demissão do comando técnico da equipa algarvia. “A decisão de sair foi tomada sexta-feira e não seria alterada com uma eventual vitória. Nunca serei nenhum obstáculo ou empecilho ao crescimento do Farense”, referiu, antes de tocar, com mais pormenor, nas causas que o levaram a tomar esta decisão. “Acertei o regresso com algumas condicionantes e vi que essas condicionantes não seriam possíveis. Como não vejo abertura da estrutura do Farense para conciliar esta missão com as duas escolas de futebol que dirijo, entendi que devia sair”, disse. Jorge Portela deixa entender, contudo, que faltou mais apoio, embora acrescente não estar a falar do director-desportivo, António Barão. “Sinto que à minha volta, desde que voltei, de certa forma não fui apoiado como devia. Mas friso que não estou a falar do director para o futebol.” O treinador deixou um recado para os adeptos, pedindo para controlar alguma euforia e exigência: “As pessoas não se iludam. Este campeonato é equilibrado e difícil. É preciso paciência – deixem a equipa crescer.” “Estarei sempre a torcer pelo Farense, pois sinto-me farense. Agradeço à claque, que me apoiou incondicionalmente – tomara que todos os sócios fossem como os da claque…”, concluiu Jorge Portela, que substituiu Carlos Costa no decorrer da última época, comandando os “leões” de Faro na subida aos escalões nacionais. Depois de um empate com o Campinense, na 1.ª jornada da Série F da III Divisão Nacional, seguiu-se a derrota (0-2) deste domingo, com o Torre de Moncorvo. O director-desportivo, António Barão, confirmou ao Região Sul a saída de Portela, revelando que será Pedro Benje a assumir o comando interino da equipa. “Vamos tentar arranjar técnico o mais rapidamente possível, mas ainda não tenho lista de nomes…

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A vergonha continua....

Quando o Ministro Mário Lino, vêm para a Comunicação Social dizer isto, só me apetece perguntar-lhe se os apoios aos pescadores afectarão as contas públicas, ou mesmo aos rebocadores, que ainda hoje mantinham-se em greve, pois as Companhias de Seguros pagam pelos serviços de assistência, o mesmo preço de à 15 anos atrás, quando os combustíveis aumentam de dia para dia... Não seria suposto o Estado regulamentar esta situação também?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Combustível a escassear no Algarve

Produtos alimentares também começam a faltar

Devido à paralisação dos camionistas um pouco por todo o país, o combustível está a escassear nas estações de serviço. Esta terça-feira à noite, pelas 21:00 horas, já não havia gasóleo nas bombas em Loulé. À hora de jantar todas as estações de serviço em Loulé estavam a ser alvo de uma intensa procura, com filas permanentes, mas já sem gasóleo disponível. Hoje a situação é pior em Portimão, Lagos, Lagoa, Silves, e Vilamoura onde os depósitos secaram para todos os combustíveis. O cenário está a generalizar-se um pouco por todo o país. De acordo com o jornal Público a paralisação dos camionistas vai continuar, pelo que o país pode parar. Os camionistas dizem que o protesto vai continuar até que o Governo tome medidas concretas. O protesto dos camionistas tem objecto exactamente no aumento dos preços dos combustíveis, e entra esta quarta-feira no terceiro dia. Já fez uma vítima mortal em Torres Novas. E nalgumas regiões do país os camiões foram alvo de apedrejamentos e outros foram incendiados. Esta paralisação já está a ter influência também no abastecimento de combustíveis no Aeroporto de Lisboa. O aeroporto já suspendeu o abastecimento aos aviões que aterram. Estão igualmente a ser afectadas as entregas de bens alimentares de produtos frescos nos super mercados, essencialmente produtos hortofrutículas e peixe. Outra preocupação prende-se com os bombeiros que podem deixar de prestar socorro por falta de combustível. Quem alerta é a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que, de acordo com a Lusa, pediu medidas urgentes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admite associar-se ao protesto dos camionistas. Em declarações à Lusa o presidente da CAP, João Machado, diz que os agricultores “reivindicam exactamente o mesmo que os camionistas, gasóleo profissional ao preço de Espanha”. Turismo afectado A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) salienta em comunicado que a falta de abastecimento de combustíveis “está a afectar a actividade turística, em particular os serviços de transferes e excursões”. A associação realça que “o impacto é especialmente notado no Algarve” e apela ao Governo, aos empresários do sector e às companhias abastecedoras “todo o diálogo e sensatez para que este problema seja rapidamente resolvido”.
E eu acrescento a este artigo, que à hora que edito este post, no concelho de Faro, que seja do meu conhecimento, já se encontra também esgotado o fornecimento de combustíveis nas bombas de gasolina do concelho. Nos supermercados e hipermercados de Faro já se nota a escassez de carne, legumes e fruta, o que vêm dar razão ao aviso que fizemos à alguma tempo atrás através do título "A Crise (dos combustíveis) que ai afundar o País", se bem que nunca pensando que chegasse tão depressa...

sábado, 31 de maio de 2008

Greve pára 1.300 barcos no Algarve

Redes ficaram ao sol - 30.05.08

A greve das pescas está a abranger todas as 1.300 embarcações algarvias e nenhum peixe foi vendido em lota, à excepção de 11 toneladas de marisco capturado antes da paralisação, disseram à Lusa fontes das associações de armadores.
Aquele pescado, capturado quarta e quinta-feira, foi descarregado pelas 35 embarcações que se dedicam ao marisco, em Tavira e Vila Real de Santo António, quinta-feira, ainda antes das 00:00."Como se tratava de marisco capturado antes da greve, autorizámos a sua venda esta manhã, na lota de Vila Real de Santo António", disse à Lusa o presidente da Associação dos Armadores de Pesca do Guadiana Rui Vairinhos.O dirigente associativo desmentiu o ministro da Agricultura, Jaime Silva, segundo o qual a frota da pesca longínqua continua a operar."A frota portuguesa está 100 por cento parada e o senhor ministro deve estar a referir-se a barcos que não são de nacionalidade portuguesa ou então a alguma frota que a gente desconhece", disse Rui Vairinhos.
No Algarve, a paralisação está a abranger os 1.300 barcos de todas as dimensões e os 2.500 pescadores de todas as categorias, desde o cerco ao arrasto, passando pela pesca artesanal, disseram à Lusa vários representantes do sector.Das três lotas existentes - Portimão, Vila Real de Santo António e Olhão -, só nesta última se registaram alguns problemas, quando cerca das 02:00 alguns comerciantes trouxeram peixe espanhol para um armazém contíguo às instalações de venda.Referindo que se tratava de peixe "de má qualidade", o presidente da Olhamar - Associação de Armadores do Sotavento, António da Branca, disse à Lusa que os armadores vão decidir esta tarde, em reunião, a eventual colocação de piquetes no local, para evitar a repetição deste tipo de acções.
António da Branca confirmou que recebeu hoje um telefonema do secretário de Estado das Pescas, cujo conteúdo se escusou a revelar, mas admitiu que poderá discutir o assunto nas próximas horas com associações de armadores de outras zonas do País. Por seu turno, um dirigente da Associação dos Armadores de Pesca do Barlavento Algarvio, Carlos Silva, confirmou à Lusa que nenhuma embarcação se fez ao mar depois da meia-noite e adiantou que não se registaram quaisquer incidentes.Cerca de 70 por cento das 1.300 embarcações algarvias são dedicadas à captura artesanal e de pequena dimensão e trabalham a gasolina, combustível que, ao contrário do gasóleo, não tem qualquer apoio por parte do Estado.