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terça-feira, 18 de novembro de 2008

Sem dinheiro para o contabilista

Sócios do Farense querem ver as contas do clube desde 2005, mas não vão ter muita sorte.

O Observatório do Algarve explica:
Um grupo de sócios do Farense quer convocar uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para ver debatido, entre outros assuntos, o porquê da não apresentação das contas do clube referentes às épocas de 2005/06, 2006/07 e 2007/08.
No entanto, e mesmo que consigam a AGE, não haverá contas para ninguém, exclusivamente por culpa da da situação económica em que se encontra o clube.
O presidente do Farense, Gomes Ferreira, confirmou ao Observatório do Algarve que a última vez que apresentaram as contas foi mesmo no ano de 2005, referentes à época anterior, e explica a falta das restantes.
O Técnico Oficial de Contas (TOC) não é pago desde 2005 e está no seu direito não apresentar as contas do clube referentes a esses anos”, assume e lembra que a situação do emblema é “economicamente frágil”, mas admite que a questão será resolvida quando a venda do Estádio de São Luís - que pagará as dívidas do clube - estiver concluída.
Uma situação que poderá não acontecer tão cedo: “Vou reunir-me esta semana com a comissão para discutir o assunto, mas ainda não temos data marcada para lançar o concurso”, explica e avança que os constantes atrasos devem-se à “actual conjuntura económica” que se tem feito sentir, tanto a nível nacional, como internacional.
O grupo de sócios espera recolher 250 assinaturas de sócios efectivos ainda este mês e marcar a AGE até 15 de Dezembro. Para além da questão das contas do clube, querem também pôr na mesa o assunto da venda do Estádio e as eleições dos órgãos sociais do Farense, algo que não acontece desde 2004.
“Nunca o nosso clube teve uma situação de gestão tão diminuída como a que agora se depara, nunca tivemos um período tão alargado de indefinição quer desportiva quer institucional”, avançam em comunicado.
Estão em pleno exercício dos seus direitos”, declara apenas Gomes Ferreira.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Haverá alguem que acuda o Farense?

1.º JUÍZO DE COMPETÊNCIA ESPECIALIZADA CÍVEL DO TRIBUNAL DA COMARCA DE FARO
Anúncio n.º 2537/2008
Processo: 2781/06.9TBFAR
Insolvência pessoa colectiva (Requerida)
Credor: Fernando José Porto Collazo
Insolvente: Farense Futebol, S. A.D.

Nos autos de Insolvência acima identificados em que são:Insolvente: Farense Futebol, S. A.D., NIF — 504760718, com residênciana Praça de Tânger, 4º Andar, Estádio de São Luís, Faro.
Administrador da Insolvência: Florentino Matos Luís, Endereço: AvªAlmirante Gago Coutinho n.º 48 — A, 1700 -031 Lisboa

Ficam notificados todos os interessados, de que no processo supraidentificado, foi designado o dia 20 -05 -2008, pelas 14 horas, para arealização da reunião de assembleia de credores.Os credores podem fazer -se representar por mandatário com poderes especiais para o efeito.É facultada a participação de até três elementos da Comissão de Trabalhadores ou, na falta desta, de até três representantes dos trabalhadores por estes designados (nº 6 do artigo 72 do CIRE).17 de Março de 2008. — Por delegação do Juiz de Direito, a Secretáriade Justiça, Conceição Moleiro. — O Oficial de Justiça, DomingosNunes.

FARENSE LEILÃO DE BENS
No âmbito da insolvência da SAD do Farense, decorre até 11 de Novembro, o prazo para a apresentação de propostas com vista à compra de diversos bens daquela entidade, sobretudo de material de escritório, incluindo bengaleiros e cabides tudo com base de licitação de quatro mil euros.Correio da Manhã, 5 de Novembro de 2008

Triste conclusão, a insolvência foi requerida já foi decretada e silencio absoluto.A Câmara Municipal de Faro respeitando a lei e os compromissos assumidos no passado pela autarquia queria retirar a Ambifaro da Farense SAD, a administração fiscal considerou, desconheço se ainda considera que a Câmara Municipal tem responsabilidades financeiras e até penais em relação a dividas da Farense SAD, e em Faro tudo se passa numa grande calma.Já não falando na venda do Estádio de São Luís, porque a luz no túnel cada vez está mais longe, iremos aguardar e pedir ao Santo de São Luís que nos acuda!
EKKLESIA

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Câmara de Faro embarga corte de pinheiros em terreno da Diocese no Vale das Almas

O presidente da Câmara Municipal de Faro determinou hoje o embargo da operação de corte de pinheiros que está a ter lugar num terreno no Vale das Almas, que é propriedade da Diocese do Algarve, apurou o barlavento.online.
Segundo um comunicado da Câmara de Faro, «o Município, ao ter conhecimento de que estaria em curso o corte de um número não determinado de pinheiros na zona de Gambelas, Freguesia de Montenegro, enviou ontem para o local uma equipa do Serviço de Fiscalização Municipal».A fiscalização confirmou o abate das árvores, informando que este «estaria a ter lugar mediante prévia comunicação dos proprietários do terreno à Direcção-Geral dos Recursos Florestais».Mesmo assim, e apesar da documentação apresentada à fiscalização, o presidente José Apolinário determinou à Fiscalização Municipal «que proceda ao embargo da operação de corte das árvores, visando impedir, desta forma, a sua continuação».Ao que o barlavento.online apurou, para o terreno em causa, que pertence à Diocese do Algarve, já deu entrada nos serviços da Câmara de Faro um pedido de licenciamento de um loteamento para a construção de vivendas.
O terreno, aliás, segundo o PDM de Faro, está incluído numa zona urbanizável. Este é o espaço onde tem tido lugar, nos últimos anos, uma pequena parte da Concentração Motard de Faro. No entanto, mesmo que venha a ser aprovado o loteamento, isso não deverá afectar a realização da concentração, já que grande parte das estruturas de apoio à iniciativa do Motoclube de Faro são instaladas num outro terreno já integrado em zona onde não se pode construir, do outro lado da estrada.Fonte do gabinete de José Apolinário disse ao barlavento.online que a proprietária do terreno vai agora ser notificada do embargo decretado pelo presidente da Câmara, e poderá depois contestar. «O que o presidente não quis é que o corte das árvores avançasse sem que a autarquia tivesse conhecimento», para depois ser confrontada com um facto consumado.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Farense com luz ao fundo do túnel?

O presidente da Câmara Municipal de Faro diz que o Plano de Pormenor de São Luís, um dos entraves à venda do Estádio, poderá ser alterado a partir de Agosto. Compradores “só” têm de arriscar...

O plano de pormenor a partir de Agosto de 2008 pode ser alterado, já passaram três anos desde a sua aprovação, mas para isso é preciso um impulso de alguém, seja do Farense ou de outro eventual interessado”.
As palavras de José Apolinário revelam que afinal, um dos principais obstáculos à venda do Estádio de São Luís (por causa do índice de construção relativamente reduzido), poderá ser desmistificado.
Apolinário é claro, no entanto, em afirmar que não se devem criar expectativas de curto prazo, uma vez que uma alteração possível do Plano de Pormenor demorará sempre mais de 18 meses: “Quem estiver interessado nesse plano terá de arriscar e comprar dentro das condições actuais porque são as que resultam actualmente da utilização dos instrumentos de planeamento”, afirma, em entrevista ao Observatório do Algarve.
Negando ter-se alheado do processo da venda do Estádio de São Luís, Apolinário justifica algum afastamento pelo facto de, apesar de a autarquia ser a proprietária dos terrenos onde o Estádio se encontra (o que faz com que não possam ser penhorados pelas Finanças), a alienação estar a cargo da Comissão de Venda: “Cada coisa no seu lugar. O processo de venda é conduzido pelo Farense e por uma comissão eleita em Assembleia Geral do S.C.Farense”, garante.
O mesmo se aplica – diz o autarca - face a uma eventual decisão de englobar ou não o Pavilhão ou o Ginásio-Sede num eventual negócio (como pretendia um dos proponentes), uma vez que esses dois bens estão registados a favor do Clube (ainda que com hipoteca) e resultaram de uma recolha de fundos promovida pelos sócios.
Recorde-se que, essa era aliás a intenção de um dos concorrentes ao São Luís: a proposta, da autoria do grupo Retail Parks de Portugal, SGPS, liderado por Alexandre Alves, foi excluída alegadamente por ter interesse nos edifícios do Pavilhão e Sede, não incluídos no caderno de encargos. Por abranger uma área maior, a proposta era também mais elevada que a da Byte Eficaz, empresa liderada por Mário Rocha, que oferecia 15 milhões de euros mas invocou entre outros motivos a existência do contrato com o actual Pingo Doce para a não-realização do negócio.
Já a Retail Parks propunha-se adquirir todas as infraestruturas por 20 milhões de Euros e como contrapartidas propunha a construção, noutro local próximo, de um estádio com 1.500 lugares, três campos de treino e um ginásio, entre outros equipamentos.

Trocar a relva por um shopping?
Sem querer comentar as propostas, “até porque as desconheço em profundidade”, Apolinário mostra-se apologista de atrair superfícies comerciais para o Centro da Cidade e aponta exemplos no estrangeiro que têm dado resultados.
Em suma, José Apolinário não exclui de todo a hipótese de, no São Luís, poder nascer afinal uma média superfície de comércio: “Tenho muitas dúvidas que um Centro Comercial de dimensão – de 30 mil metros –passe o crivo da avaliação ambiental, mas se calhar um de 10 ou 12 mil metros poderá passar. [No São Luís] existem 3.000 metros de área comercial autorizada e 5.000 metros quadrados de escritórios. Qualquer coisa economicamente viável que permita passar numa avaliação ambiental, é razoável”, admite. “Mas não se pode obrigar a comissão que foi eleita a assumir um plano que não existe. A Comissão tem de responder perante o que está autorizado”, acrescenta o autarca.
A questão é que para se tornarem “apetecíveis” do ponto de vista financeiro, as grandes superfícies comerciais rondam habitualmente os 25 mil metros.
Daí que qualquer promotor que venha a investir na aquisição do Estádio de São Luís tendo em vista um grande espaço comercial terá não só de ter paciência e fazer fé no novo Plano de Pormenor, como ainda aguardar pelo aval de Lisboa (da Agência do Ambiente) face a um Estudo de Impacte Ambiental que analise as condições de tráfego, de ruído e de estacionamento necessárias para este tipo de estruturas.
“Se fosse para um shopping ou uma grande superfície comercial, tínhamos muitos grupos interessados e o valor do Estádio seria bem superior ao que estamos a pedir”, afirmava a semana passada Aníbal Guerreiro, presidente da Comissão de Venda do Estádio de São Luís.
No entanto, no novo concurso que será lançado esta semana, o valor solicitado pelo imóvel deverá ser exactamente o mesmo, 14 milhões de euros, “esticando” no entanto as condições de pagamento, para aliciar um pouco mais os potenciais compradores.

É que o fisco, ainda que receba mais de 700 mil euros por mês ao abrigo do Pacto Extrajudicial de Conciliação, não parece disposto a esperar muito mais tempo para cobrar a dívida do clube, que ascende a perto de 11 milhões de euros.
“Há serviços do Estado que parecem apostados em não encontrar soluções”, desabafa José Apolinário, sem nomear quais. “Eles sabem muito bem quem são”, conclui.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

A saga da venda do S. Luís... Parte 3

Ginásio-sede hipotecado?
Alves ofereceu 20 milhões pelo Farense

Alexandre Alves, administrador da Retail Parks de Portugal SGPS, ofereceu 20 milhões de Euros pelo estádio do Farense, mais contrapartidas. A Comissão de venda rejeitou.

A Retail Parks de Portugal SGPS apresentou uma proposta “em que pagaria ao clube 20 milhões de Euros e como contrapartidas propunha a construção, noutro local próximo, de um estádio com 1.500 lugares, três campos de treino e um ginásio, entre outros equipamentos”, disse ao Observatório do Algarve Alexandre Alves.
Esta proposta “englobava naturalmente o ginásio-sede do Farense, até porque há uma hipoteca sobre esta propriedade, que assim ficava desde já ressarcida”, explica o empresário.
Recorde-se que a Comissão de Venda anunciou ter excluído a proposta da Retail Parks de Portugal SGPS, na conferência de imprensa que realizou na semana passada por esta incluir precisamente o edifício do ginásio-sede, sem todavia explicar quais as contrapartidas apresentadas.
A proposta de 15 milhões de euros do outro concorrente, Mário Carvalho Rocha, proprietário da Byte Eficaz, Lda, unipessoal sedeada na Maia, foi aceite, porém a comissão de venda alega que este “não cumpriu com o pagamento inicial” pelo que o negócio não se concretizou.
O empresário rejeitou esta posição, em entrevista ao Observatório do Algarve, e remete a responsabilidade da falha do negócio para o clube.
Quanto à proposta de Alexandre Alves, "quando receberam a documentação podiam também ter logo recebido o meu cheque, que ia anexo",frisa.

Estou disponível para negociar
Alexandre Alves referiu ao Observatóro do Algarve que estaria disponível para “concertar uma posição, seja com o clube, seja com os outros ocupantes do espaço, designadamente a cadeia de supermercados Pingo Doce e o médico (o cardiologista Veloso Gomes) que possui 90 metros quadrados junto à sede”.
No que toca ao supermercado e “tendo em conta a degradação que já existe nas actuais instalações, aquela superfície comercial poderia facilmente ser enquadrada no próximo projecto”, diz ainda o administrador da Retail Parks de Portugal SGPS, concorrente à compra do Farense.

A Câmara tem alguma coisa a dizer
Alexandre Alves assegura também que o seu projecto “em relação à área de construção prevista e aprovada pela autarquia (no Plano de Pormenor), iria diminuir cerca de 20% a volumetria de construção no centro da cidade”.
A autarquia aprovou cerca de 35.000 metros quadrados de construção – 29.700 metros quadrados (m2) para habitação e 5.000 m2 para comércio, serviços e lazer –, além dos 27.000 m2 de estacionamento subterrâneo.
“Até aqui, a única medida que tomei quando soube da decisão da comissão de venda do Farense, foi dar conhecimento da situação ao presidente da Assembleia Municipal de Faro (Luís Coelho), porque considero que neste negócio a autarquia tem alguma coisa a dizer” afirma o empresário.
O Observatório do Algarve vai continuar a seguir o caso da venda do Farense, até porque Alexandre Alves considera que “o projecto poderia resolver o problema do Farense e ser uma mais valia para a cidade” pelo que está a “ponderar” os passos seguintes.
O Farense, por seu lado, e segundo o presidente da Comissão de Venda vai tentar “a negociação com o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) para o alargamento do prazo para pagar os cerca de 9 milhões de dívidas do Farense poderá ser um factor que levará este novo concurso - que deverá avançar na próxima semana - a ter sucesso, pois, haverá mais tempo para negociar”.
Sabemos que esta proposta não poderia ser aceite pois não obedecia às regras estabelecidas pela comissão de venda para viabilização do negócio. Contudo, a ser verdade o que o Sr. Alexandre Alves, administrador da Retail Parks de Portugal SGPS afirma, estávamos na minha opinião, na presença duma proposta irrecusável para o Farense. Porque, mesmo ficando sem o edifício sede, e a confirmar-se a promessa do Sr. Alexandre Alves, o Farense ganharia outro estádio, mais três campos de treino e ainda um novo ginásio. Ou seja, os Leões de Faro teriam um complexo desportivo ao nível dos melhores clubes do país, ganhando logo aí também património. A juntar a isto não podemos esquecer a gorda quantia que este homem se diz disposto a oferecer para comprar o espaço. Por isso, aguardo com expectativa, as mudanças nas regras de venda que foram prometidas pela comissão de venda, para perceber se dessa forma o Farense poderá fazer este bom negócio. Além do mais, tenho imensas dúvidas que nas condições do mercado actual o Farense possa vender o espaço por mais de 11/12 milhões de euros, tornando este negócio ainda mais atractivo... Aguardemos...

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Conheça mais contornos sobre a negociação entre o SCF e a Byte Eficaz

Mário Rocha, pretenso comprador do Estádio do Farense, rejeita as acusações da Comissão de Venda e diz que quem falhou foi o clube.
A mim disseram-me que era para comprar o Estádio de São Luís, mas depois só mandaram metade das certidões de teor!”, afirma Mário Carvalho Rocha, proprietário da Byte Eficaz, em entrevista ao Observatório do Algarve.
A empresa foi, aliás, a única a concorrer à compra do Estádio de São Luís, tendo oferecido 15 milhões de euros – segundo o próprio – pela aquisição dos terrenos, mas o sinal, que rondava os 700 mil euros, nunca apareceu. “Não apresentei o dinheiro, mas não havia problema nenhum de apresentar os 750 mil euros, só que não vou comprar com o Pingo Doce lá, isso era como casar com uma mulher já com o filho lá dentro!”, justifica o empresário, ligado ao sector da construção civil.
Para além disso, o empresário exigia ver fotocópias aprovadas do projecto, algo que o Clube disse ser impossível: “Não existe um projecto aprovado, existem sim estudos de viabilidade aprovados que é uma coisa totalmente diferente”, adianta Carlos Ataíde, da Comissão de Venda do Estádio de São Luís.
O pretenso comprador – ou intermediário -, Mário Rocha, chegou a ser presidente do União Sport Clube de Paredes, já teve negócios no Algarve, depois a firma trabalhou em Espanha e agora está no Norte.
“Conheço bem o Algarve, temos várias empresas do grupo ligadas ao sector do imobiliário e construção, mas nenhuma das pessoas envolvidas no negócio é algarvia”, adianta, escusando-se a revelar a existência ou não de algum grande grupo por detrás do negócio.
O Observatório do Algarve sabe, no entanto, que a sua empresa, a Byte Eficaz, sediada na Maia, tem o capital mínimo exigido por lei - 5 mil euros - e conta com apenas dois funcionários. A empresa, cujo objecto é a construção civil e obras públicas, bem como a compra e venda de bens imóveis, segundo a Portugal Telecom não tem sequer telefone atribuído e a morada do único sócio é idêntica à da empresa.
Nós chegámos inclusive a ter uma reunião marcada, disponibilizámos tudo o que nos pediram, arranjámos uma garantia bancária para o sinal, mas o senhor dizia que aparecia e nunca apareceu”, contesta por seu turno Aníbal Guerreiro, presidente da Comissão de Venda. Aníbal – que afirma desconhecer pessoalmente o alegado comprador – relata inclusive que na segunda vez que um encontro esteve marcado, a Comissão recebeu um e-mail do interessado que avançava com a crise económica internacional como justificativa para o atraso na entrega do sinal. “Se não querem assumir responsabilidades, pelo menos estejam calados!”, desabafa.

Pingo amargo?
Quanto à questão da permanência do supermercado do grupo Jerónimo Martins, Carlos Ataíde refere que a situação estava bem clara no concurso: “O contrato com o Pingo Doce faz parte do Caderno de Encargos, o senhor pediu-nos para negociar com eles a saída e nós dissemos-lhe que isso não era das nossas competências”.
O Observatório sabe que o negócio com a Jerónimo Martins está assente pelo menos até 2013, e rende ao clube (e ao futuro proprietário) cerca de 20 mil euros mensais, ocupando perto de mil dos 5 mil metros quadrados destinados a espaços comerciais.
“Penso até que seria um bom negócio manter uma loja-âncora neste espaço, por duas razões”, afirma fonte ligada ao processo. “Uma porque, enquanto constroem, os promotores têm um rendimento fixo e outra porque assim têm capacidade de atrair outro comércio no espaço comercial”, garante.
Com ou sem Pingo Doce, Mário Rocha não afasta, no entanto, a hipótese de concorrer de novo ao Estádio de São Luís: “Mantenho o interesse na compra do terreno, desde que me forneçam os documentos”, diz, “mas com o Pingo Doce, nunca será por aquele preço”, afirma.
Só que a comissão já garantiu que o preço se vai manter intocável, até para permitir saldar todas as dívidas do clube. Se o empresário nortenho concorrer de novo...“Não há problema e podemos esquecer até a situação, mas no dia em que se abrirem as propostas, vai ter de existir um sinal, caso contrário os concorrentes serão excluídos”, afirma Aníbal Guerreiro. A comissão já disse que não desiste do seu principal objectivo: vender o Estádio, para resolver a crise do clube algarvio.
In Observatório do Algarve

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

São Luís: Negócio segue para segundo “round”

Empresa com melhor proposta não conseguiu pagar o sinal

A venda do Estádio de São Luís, em Faro, vai seguir para novo "round", depois de a empresa que apresentou a melhor proposta no primeiro concurso não ter cumprido o pagamento do sinal, revelou hoje a comissão de venda do recinto.

De acordo com as explicações do líder da comissão, Aníbal Guerreiro, a Byte Eficaz – Construções, Lda. apresentou uma proposta acima do valor-base de 14 milhões de euros mas retardou o pagamento do sinal nas últimas três semanas e não cumpriu essa regra do concurso. Face à situação, a comissão de venda decidiu avançar para novo concurso, de forma a cumprir o mandato que lhe foi dado pelos sócios do Farense e resolver a situação financeira do clube.
Texto In Região-Sul


Venda do São Luís volta à estaca zero
Das duas empresas que concorreram para comprar o Estádio de São Luís, uma foi posta de parte e outra não cumpriu com o pagamento inicial. Novo concurso segue dentro de uma semana. Saiba mais.
A expectativa da venda do Estádio de São Luís foi defraudada hoje à tarde, numa conferência de imprensa dada pela Comissão de Venda, quando foi anunciado que não se chegou a acordo com a empresa que estava em concurso.
No início de Setembro deram entrada duas propostas que ultrapassavam os 14 milhões pedidos no concurso, a da Retail Parks de Portugal SGPS e a de uma empresa de construção do norte: a Byte Eficaz Construções.
A primeira foi automaticamente excluída por querer incluir no negócio o ginásio-sede do Farense
, uma parte do terreno que não está à venda.
Já a empresa nortenha apresentou uma proposta válida, mas a (recorrente) falta de pagamento do sinal (5 por cento do valor total) fez com que o negócio caísse por terra.
Passámos este tempo todo a negociar diariamente com os representantes da empresa e sempre foi dito que o sinal chegaria, mas nunca chegou”, avança Aníbal Guerreiro, presidente da comissão, que decidiu prontamente avançar com um novo concurso.
Todos estamos interessados em resolver a situação”, sublinha ainda Aníbal Guerreiro e constata que a recente crise no mercado financeiro poderá ter tido influência na ‘desistência’ da empresa que fez a proposta.
A negociação com o IAPMEI para o alargamento do prazo para pagar os cerca de 9 milhões de dívidas do Farense poderá ser um factor que levará este novo concurso - que deverá avançar na próxima semana - a ter sucesso, pois, “haverá mais tempo para negociar”.
A comissão também estabeleceu que no novo concurso haverá algumas alterações no regulamento, com algumas "facilidades" no modo de pagamento da parte dos preponentes.
Carlos Ataíde, outro dos membros da comissão, relembra que é bom para todas as partes que o negócio de venda vá para a frente: “Há que haver bom senso entre os credores, pois mais vale um pássaro na mão que dois a voar”.
“Se fosse para um centro comercial já estava vendido”
A área que está à venda divide-se em 29 mil metros quadrados para construir habitação e cinco mil para o comércio, o que invalida que se construa qualquer grande superfície comercial.
Se fosse para um centro comercial já estava vendido”, diz Aníbal Guerreiro, relembrando que hoje em dia é mais difícil vender terreno para a construção de habitação, sendo esta outra razão para que não houvesse mais propostas.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Farense: negociações continuam na próxima semana

Ainda não será hoje que vai ser conhecido o futuro do Estádio de São Luís. As baterias estão apontadas para a reunião de segunda-feira.

Ao contrário do que tinha sido avançado pelo presidente do Farense, Gomes Ferreira, ao Observatório do Algarve, ainda não vai ser hoje que vão ser conhecidos avanços sobre a situação da venda do Estádio do Farense.

Ainda não temos nada para avançar. Vamos fazer uma reunião na próxima segunda-feira", avança Aníbal Guerreiro, líder da comissão de venda, que, quando instado a esclarecer o porquê dos atrasos da decisão, se remete ao silêncio: "Não posso falar sobre o caso, porque há muitas partes envolvidas e, nestes casos, o segredo é a alma do negócio”.

O impasse da venda do Estádio de São Luís continua e está tudo em segredo total, até o nome da empresa nacional do ramo imobiliário que fez a proposta de compra, que ainda não foi desvendado.

Por enquanto, sabe-se apenas que a proposta deverá rondar os 14 milhões de euros e que grande parte do dinheiro será para pagar o passivo de 10 milhões do Farense.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Formalização da venda do S. Luís pendente mais uma semana

Ao contrário do que foi noticiado no dia ontem, o impasse relativo à formalização do negócio da venda do Estádio S. Luís mantém-se, tendo a reunião realizada na sede do SC Farense sido inconclusiva quanto ao futuro do velho estádio dos Leões de Faro e consequentemente do clube da capital algarvia.
Pelas informações veiculadas, Gomes Ferreira, líder do clube farense, aprazou para o próximo dia 25 uma conferência de imprensa sobre o assunto, onde se julga haverá novidades seguras sobre o negócio que está na mesa entre o Sporting Clube Farense e uma empresa do ramo imobiliário.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Veredicto do São Luís conhecido hoje

A venda do Estádio do Farense a uma empresa imobiliária nacional poderá ficar fechada esta tarde.

Ainda não tomámos qualquer decisão. Estamos a reunir e a avaliar a proposta. Amanhã [hoje] à tarde já vai haver uma decisão”, avançou Gomes Ferreira, presidente do Farense, ao Observatório do Algarve.
De recordar que foi avançada uma proposta para comprar o Estádio de São Luís há mais de uma semana por um grupo imobiliário nacional, que ainda não chegou a ser divulgado, por um valor que se especula rondar os cerca de 14 milhões, que vão servir para abater o passivo de 10 milhões de euros do clube da capital.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Comprador dá 14 milhões de euros pelo Estádio de São Luís

Empresa nacional do ramo imobiliário apresentou a melhor proposta

Uma empresa portuguesa do ramo imobiliário apresentou uma proposta de compra do Estádio de São Luís no valor mínimo de 14 milhões de euros, mas a sua identidade só será revelada depois de resolvidos pequenos acertos. “Existe uma proposta, entre as que recebemos, que reúne as condições previstas no anúncio de venda”, revelou, no final da reunião realizada hoje na sede do Farense, o líder da comissão de venda do recinto, Aníbal Guerreiro. Contudo, o responsável acrescentou que o nome do comprador só será revelado nos próximos dias: “Como há pequenos acertos a fazer, não vamos revelar ainda o nome do comprador. Será anunciado até final desta semana.” Questionado sobre o valor a que corresponderá o negócio, o dirigente reiterou que a proposta “reúne os pressupostos exigidos”, ou seja, no mínimo será de 14 milhões de euros, o valor-base definido pela comissão encarregada da venda do estádio. Sobre a identidade do comprador, Aníbal Guerreiro revelou tratar-se de uma “empresa nacional, ligada ao ramo imobiliário”. “Há boas notícias. As coisas estão encaminhadas para que o Farense consiga resolver este problema e pagar as suas dívidas”, resumiu o dirigente.
O passivo está estimado em mais de 10 milhões de euros. Recorde-se, a Câmara Municipal de Faro já viabilizou um total de 35.000 metros quadrados (m2) para aquela área: 29.700 metros m2 para habitação e 5.000 m2 para comércio, serviços e lazer. Vai ser construído um parque de estacionamento subterrâneo de 27.000 m2. Em termos desportivos, o projecto do Farense passa pela ultrapassagem gradual dos vários patamares desportivos até voltar ao escalão principal do futebol. A equipa está actualmente na III Divisão Nacional.
In Região-Sul

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Direcção do Farense lançou "operação de charme" para vender o Estádio

Estamos altamente esperançados na venda. Não estivemos parados: temos mostrado o produto a várias entidades, portuguesas e estrangeiras, de todo e qualquer tipo”, disse hoje à Agência Lusa o presidente da direcção do clube, Gomes Ferreira.
Em causa estão cerca de 35.000 metros quadrados de construção aprovada pela Câmara Municipal de Faro – 29.700 metros quadrados (m2) para habitação e 5.000 m2 para comércio, serviços e lazer –, além dos 27.000 m2 de estacionamento subterrâneo.
O valor base de 14 milhões de euros foi definido tendo em conta "a área de construção e os preços médios de venda por metro quadrado", disse Gomes Ferreira.
A venda do Estádio de São Luís, em Faro, é "a única opção" para que o clube possa apagar o passado, "limpando o passivo, que ronda os dez milhões de euros, e ficando com uma verba que lhe permita começar de novo".
"Não havia outra opção. Que tem mais o Farense que pudesse colocar à venda?", questionou o responsável, que integra a comissão de venda do recinto mandatada pelos sócios do clube.
Apesar de o negócio ter sido aprovado em Março de 2007 pelos associados do Farense em Assembleia Geral, só um ano e meio depois é que o processo está em fase de conclusão.
A demora explica-se pela intransigência dos credores da Farense Futebol, SAD, que só em Junho último aprovaram a redução da dívida do clube para com a SAD, de 2,3 milhões para 500.000 euros.
Esse foi o último passo para a assinatura da acta final do Plano Extrajudicial de Conciliação (PEC), a qual está "prevista para início de Setembro", acrescentou Gomes Ferreira.
O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) é o instrumento que permite ao clube pagar as suas dívidas à Segurança Social e Fazenda Pública de forma faseada.
O acordo obriga, contudo, a que a primeira prestação seja saldada até ao final do mês seguinte à assinatura (neste caso, Outubro próximo), pelo que a venda do Estádio de São Luís terá de ser efectivada neste período.
A data de 08 de Setembro é o prazo definido para a recepção de propostas, que serão abertas nesse mesmo dia, com os eventuais investidores presentes.
A comissão de venda procederá a um leilão entre os que tiverem apresentado as três melhores propostas ou adjudicará à melhor oferta em carta fechada, caso não haja licitação.
"Esperamos que a venda não fique abaixo dos 14 milhões de euros e estamos convictos de que não ficará. Mas nos negócios tudo depende do momento", sustentou Gomes Ferreira.
O responsável lidera uma direcção que se tem mantido em funções mesmo tendo sido eleita para um mandato de dois anos em Julho de 2004, com a promessa de sair depois da venda do estádio.
"A direcção só está lá para resolver este assunto. Foi com ela que nasceu e é com ela que vai ser resolvido. Queremos deixar tudo em condições para que outros possam pegar no barco sem constrangimentos", concluiu o dirigente.
A venda do São Luís - ficam de pé o edifício-sede e o ginásio - tem provocado alguma amargura entre os sócios do clube, junto dos quais o rumor que corre é de que poderá nascer naquele espaço um centro comercial El Corte Inglés.
Em termos desportivos, o futebol sénior voltou ao clube há dois anos nos distritais e ascendeu esta época à III Divisão Nacional, com as ambições a passarem por nova subida: o regresso ao patamar maior do futebol nacional é a meta a longo prazo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

S. Luís está à venda a partir de hoje

O Estádio de S. Luís está à venda a partir de hoje, podendo os interessados entregar propostas até 8 de Setembro. O Farense definiu como valor base do negócio 14 milhões de euros.“Os problemas pendentes vão conhecer uma resolução em breve”, refere, com notória satisfação, o presidente do clube, Gomes Ferreira.
O Farense espera arrecadar um pouco mais de 14 milhões com a venda do S. Luís e de alguns espaços adjacentes, valor “um pouco acima” do passivo apurado. “Todas as dívidas serão liquidadas e o clube partirá para uma nova fase da sua existência, na qual importará manter os pés bem assentes no chão”, adianta Gomes Ferreira. A Câmara Municipal de Faro viabilizou para o espaço uma área de construção de 29.700 metros quadrados, 5 mil metros quadrados de comércio, serviços e escritórios e 27 mil metros quadrados de estacionamento, num parque subterrâneo.
O clube regressou esta época à 3.ª Divisão, depois de ter caído nos distritais, por força das dívidas.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

A vergonha continua....

Quando o Ministro Mário Lino, vêm para a Comunicação Social dizer isto, só me apetece perguntar-lhe se os apoios aos pescadores afectarão as contas públicas, ou mesmo aos rebocadores, que ainda hoje mantinham-se em greve, pois as Companhias de Seguros pagam pelos serviços de assistência, o mesmo preço de à 15 anos atrás, quando os combustíveis aumentam de dia para dia... Não seria suposto o Estado regulamentar esta situação também?

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Combustível a escassear no Algarve

Produtos alimentares também começam a faltar

Devido à paralisação dos camionistas um pouco por todo o país, o combustível está a escassear nas estações de serviço. Esta terça-feira à noite, pelas 21:00 horas, já não havia gasóleo nas bombas em Loulé. À hora de jantar todas as estações de serviço em Loulé estavam a ser alvo de uma intensa procura, com filas permanentes, mas já sem gasóleo disponível. Hoje a situação é pior em Portimão, Lagos, Lagoa, Silves, e Vilamoura onde os depósitos secaram para todos os combustíveis. O cenário está a generalizar-se um pouco por todo o país. De acordo com o jornal Público a paralisação dos camionistas vai continuar, pelo que o país pode parar. Os camionistas dizem que o protesto vai continuar até que o Governo tome medidas concretas. O protesto dos camionistas tem objecto exactamente no aumento dos preços dos combustíveis, e entra esta quarta-feira no terceiro dia. Já fez uma vítima mortal em Torres Novas. E nalgumas regiões do país os camiões foram alvo de apedrejamentos e outros foram incendiados. Esta paralisação já está a ter influência também no abastecimento de combustíveis no Aeroporto de Lisboa. O aeroporto já suspendeu o abastecimento aos aviões que aterram. Estão igualmente a ser afectadas as entregas de bens alimentares de produtos frescos nos super mercados, essencialmente produtos hortofrutículas e peixe. Outra preocupação prende-se com os bombeiros que podem deixar de prestar socorro por falta de combustível. Quem alerta é a Associação Nacional de Bombeiros Profissionais (ANBP), que, de acordo com a Lusa, pediu medidas urgentes ao ministro da Administração Interna, Rui Pereira. A Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) admite associar-se ao protesto dos camionistas. Em declarações à Lusa o presidente da CAP, João Machado, diz que os agricultores “reivindicam exactamente o mesmo que os camionistas, gasóleo profissional ao preço de Espanha”. Turismo afectado A Associação Portuguesa de Agências de Viagem e Turismo (APAVT) salienta em comunicado que a falta de abastecimento de combustíveis “está a afectar a actividade turística, em particular os serviços de transferes e excursões”. A associação realça que “o impacto é especialmente notado no Algarve” e apela ao Governo, aos empresários do sector e às companhias abastecedoras “todo o diálogo e sensatez para que este problema seja rapidamente resolvido”.
E eu acrescento a este artigo, que à hora que edito este post, no concelho de Faro, que seja do meu conhecimento, já se encontra também esgotado o fornecimento de combustíveis nas bombas de gasolina do concelho. Nos supermercados e hipermercados de Faro já se nota a escassez de carne, legumes e fruta, o que vêm dar razão ao aviso que fizemos à alguma tempo atrás através do título "A Crise (dos combustíveis) que ai afundar o País", se bem que nunca pensando que chegasse tão depressa...

sexta-feira, 6 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Coincidências.... Ou talvez não...

Sabemos nós que amanhã é o dia decisivo para o futuro da Farense Futebol SAD, e em consequência, do Sporting Clube Farense, realizando-se uma audiência de Credores da dita SAD no Tribunal de Faro, após a interrupção de uma primeira audiência registada a 20 de Maio. Como se pode ler no texto do link, o qual, foi extraído do Blog A Defesa de Faro, um dos "inviabilizadores" do referido acordo eram os representantes da SportInveste, empresa do Grupo Controlinveste, SGPS, S.A, de Joaquim Oliveira.

Por isso foi com estranheza e apreensão, que hoje desfolhei o jornal "O Jogo", pertença do Grupo Controlinveste, e vejo uma página inteira dedicada ao nosso Farense, com uma "peça" há muito prometida e guardada no bau da redacção de "O Jogo", sendo agora lançado no Seu jornal, isto na véspera de uma Assembleia onde têm muitos interesses e onde na ultima sessão criou entraves ao acordo para viabilização do futuro do Clube.

sábado, 31 de maio de 2008

Greve pára 1.300 barcos no Algarve

Redes ficaram ao sol - 30.05.08

A greve das pescas está a abranger todas as 1.300 embarcações algarvias e nenhum peixe foi vendido em lota, à excepção de 11 toneladas de marisco capturado antes da paralisação, disseram à Lusa fontes das associações de armadores.
Aquele pescado, capturado quarta e quinta-feira, foi descarregado pelas 35 embarcações que se dedicam ao marisco, em Tavira e Vila Real de Santo António, quinta-feira, ainda antes das 00:00."Como se tratava de marisco capturado antes da greve, autorizámos a sua venda esta manhã, na lota de Vila Real de Santo António", disse à Lusa o presidente da Associação dos Armadores de Pesca do Guadiana Rui Vairinhos.O dirigente associativo desmentiu o ministro da Agricultura, Jaime Silva, segundo o qual a frota da pesca longínqua continua a operar."A frota portuguesa está 100 por cento parada e o senhor ministro deve estar a referir-se a barcos que não são de nacionalidade portuguesa ou então a alguma frota que a gente desconhece", disse Rui Vairinhos.
No Algarve, a paralisação está a abranger os 1.300 barcos de todas as dimensões e os 2.500 pescadores de todas as categorias, desde o cerco ao arrasto, passando pela pesca artesanal, disseram à Lusa vários representantes do sector.Das três lotas existentes - Portimão, Vila Real de Santo António e Olhão -, só nesta última se registaram alguns problemas, quando cerca das 02:00 alguns comerciantes trouxeram peixe espanhol para um armazém contíguo às instalações de venda.Referindo que se tratava de peixe "de má qualidade", o presidente da Olhamar - Associação de Armadores do Sotavento, António da Branca, disse à Lusa que os armadores vão decidir esta tarde, em reunião, a eventual colocação de piquetes no local, para evitar a repetição deste tipo de acções.
António da Branca confirmou que recebeu hoje um telefonema do secretário de Estado das Pescas, cujo conteúdo se escusou a revelar, mas admitiu que poderá discutir o assunto nas próximas horas com associações de armadores de outras zonas do País. Por seu turno, um dirigente da Associação dos Armadores de Pesca do Barlavento Algarvio, Carlos Silva, confirmou à Lusa que nenhuma embarcação se fez ao mar depois da meia-noite e adiantou que não se registaram quaisquer incidentes.Cerca de 70 por cento das 1.300 embarcações algarvias são dedicadas à captura artesanal e de pequena dimensão e trabalham a gasolina, combustível que, ao contrário do gasóleo, não tem qualquer apoio por parte do Estado.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sinais do Tempo. A Crise que vai afundar o País...

Postos algarvios recorrem ao velho "fiado" para sobreviver
mas 'onda espanhola' já chega a Tavira - 22.05.08


Com quase meio Algarve a ir já abastecer os carros a Espanha, só os cartões de frota e o regresso do velho "fiado" vão salvando os postos de combustível do Leste da região, onde já há despedimentos, noticia hoje a Lusa.
O apelo dos preços nos postos de Espanha - que chegam a menos 40 cêntimos por litro de gasolina do que em Portugal - vem chegando progressivamente às populações mais longínquas da fronteira e chegou nas últimas semanas a Tavira, a 30 quilómetros do Guadiana."Desde o princípio do mês que se está a notar de uma maneira brutal, aqui já é muito raro alguém encher o depósito", assegura uma empregada de um posto da Galp em Tavira, o único dos visitados pela Lusa onde não se recorre às vendas a crédito para sobreviver.A funcionária calcula que os últimos aumentos dos combustíveis deram uma "machadada" de 50 por cento nas vendas, pois "praticamente toda a gente de Tavira vai a Espanha". Na maioria, os tavirenses limitam-se ao estritamente necessário para chegar ao posto espanhol mais próximo, a mais de 30 quilómetros de distância, pelo que não gastam mais de cinco ou dez euros, sublinha. Muito mais próximo da fronteira, em Vila Real de Santo António, Miguel Salas, 38 anos, também da Galp, já teve vários clientes a pôr 50 cêntimos de combustível, o que deverá dar à justa para chegar ao posto da BP do outro lado do Guadiana, a cerca de seis quilómetros de distância por asfalto."Mas a maioria das vezes metem três, cinco euros, e dizem mesmo que é só para chegar a Espanha", acrescenta o dono da minúscula estação da Galp, garantindo que só não tem sofrido mais devido à boa localização do posto, logo no início da única via de acesso a Espanha, Alcoutim e A22.Ainda assim, Miguel Salas assevera que chega a ficar mais de meia hora à míngua de clientes e que o que lhe vai valendo é o crédito "a clientes certos" e o cartão "Galp Frota", que obriga muitas empresas a abastecer na gasolineira portuguesa."O problema do fiado é que o abastecedor exige o pagamento em quatro ou cinco dias e o crédito aos clientes é para o fim do mês, o que quer dizer que fico a arder com essas importâncias durante vários dias", afirma.Mais pessimista, o seu colega da BP da EN125 próximo da rotunda de Monte Gordo - alguns quilómetros mais afastado da fronteira -, Manuel Godinho, 52 anos, afirma que esse período pode chegar aos 60 dias, já que "a maior parte das vezes pagam no fim do mês e com cheques de data posterior".Afiança que a crise está instalada há alguns anos, mas a afluência "caiu ainda mais desde há umas semanas para cá"."Este posto chegou a fazer 7.000 contos [14 mil euros] por turno, mas hoje quando fazemos 1.500 euros já é muito", contabiliza, acrescentando que já dois colegas seus tiveram que ser dispensados.Isto apesar de, acrescenta, se tratar de um posto self-service de grande afluência, o que tem mais clientes na região. Só no Verão o número de carros cresce um pouco, "porque a gente que vai a Espanha é tanta que se esgotam lá os combustíveis". Num pequeno posto de uma marca espanhola, mas com preços bem portugueses, à beira-Guadiana - portanto com vista para a mesma Espanha que lhe rouba os lucros - Francisco Mateus, 71 anos, já só se arrepende de não ter vendido o negócio quando era rentável fazê-lo, no início do século."Só não fechei porque tenho aqui familiares empregados, que dependiam disto para viver", justifica o concessionário da Repsol de Vila Real de Santo António, logo ameaçando que "qualquer dia" abandona mesmo tudo.O que lhe vai valendo, afiança, são os "dez ou doze fiados". "Alguns fugiram e deixaram dívidas", lamenta.É a frota de algumas dezenas de veículos da câmara local, que gota a gota vão salvando Francisco Mateus da falência."Uma vez veio aqui um senhor de Faro, com a mala cheia de bidões para encher em Espanha. Mas como teve medo de lá não chegar veio cá primeiro abastecer cinco euros", relata, sublinhando que chega a passar uma hora sem que qualquer veículo pare na sua bomba, à beira da principal avenida da cidade fronteiriça. A Lusa ouviu vários presidentes de câmara do sotavento algarvio, que garantiram que as idas a Espanha estão generalizadas entre as populações daquela zona do Algarve."Aqui, ninguém abastece na bomba local", garante Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim, vila situada a 40 quilómetros da bomba espanhola mais próxima por asfalto. Por outro lado, Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira, garante que há "postos prestes a fechar" na cidade e que tal se deve à generalização das corridas a Espanha para encher o depósito, que considera "compreensível"."A minha mulher ainda há dias lá foi abastecer", exemplifica o autarca de Tavira.