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quinta-feira, 19 de março de 2009

Uma "EcoFantochada"...

Até o mais distraído peão ou condutor têm verificado nos últimos meses, que foram marcados a traço azul muitos dos troços do litoral algarvio, muitas vezes sobrepondo a marcação anterior a branco ou mesmo paralelo às mesmas nalguns casos, com desenhos de bicicletas em branco nas ruas circundantes... Se muitos repararam nisto, poucos saberão que tudo isto se deve a um projecto liderado pela AMAL (Associação Metropolitana do Algarve), a designada Ecovia do Litoral Algarvio, que se estende num franja 214km entre Sagres e Vila Real de Santo António, a qual está orçada em três milhões de euros, tendo a empreitada sido co-financiada por fundos nacionais e comunitários, através do Programa Operacional para o Algarve, do Programa Transfronteiriço Interreg e do Programa Investimentos Públicos de Interesse Turístico para o Algarve (PIPITAL). Pois bem, visitando a página oficial deste projecto, descobrimos que o objectivo desta iniciativa passa por:
  • Dotar a região de uma infra-estrutura de qualidade;
  • Colocar o Algarve no mapa das Vias Verdes Europeias;
  • Criar uma infra-estrutura com a capacidade de incrementar de forma ambientalmente sustentável a fruição do território;
  • Aumentar a qualidade e a intensidade de circulação não-motorizada entre núcleos urbanos.

A questão é que no Concelho de Faro, no qual temos uma maior percepção do que foi feito, a Ecovia "pura e dura" se resume a uns míseros kilómetros na zona das Gambelas/Pontal, e quiçá entre o Sitio dos Virgílios e Olhão, tendo o resto da dita Ecovia, se resumido aos famosos traços azuis nas vias, mas sem qualquer piso específico ou separador, tanto da nossa cidade como em zonas onde o tráfego automóvel abunda, como no troço de ligação entre o Montenegro e a Universidade do Algarve... Ou seja, a famosa Ecovia, que se quer englobada nas "Vias Verdes Europeias" permitindo ao ciclista melhores condições de tráfego, é uma autêntica ilusão, perguntando-se como se podem lançar notícias light como esta... Os "ditos" três milhões de euros, repartidos por os 16 concelhos do Algarve, em Faro serviram para??? Marcação de estradas e colocação de algumas tabuletas indentificativas, juntando assim tudo no mesmo "bolo" dos tais 214 km's, quando apenas uma pequena percentagem é na verdadeira acepção da palavra "Ecovia"?

sábado, 14 de março de 2009

Asneiras barlaventinas...

In A Bola, 14/03/2009


Focando-nos apenas no Algarve, Portimão será a capital do Sul, porque:
  • Historicamente (monumentos e história) supera Faro?
  • Porque Administrativamente supera Faro?
  • Porque têm um Autódromo Internacional?
  • Porque têm um Aeroporto Internacional?
  • Porque têm a zona ribeirinha renovada?
  • Porque têm muitas infra-estruturas turísticas?
  • Porque organiza muitos eventos?
  • Porque está tão endividada como Faro?
  • Porque a Universidade do Algarve, na sua grande maioria têm as faculdades em Faro?
  • Porque o Parque das Cidades (que não será só o Estádio Algarve) foi edificado em Faro?
  • Porque Portimão, embora com maior área têm menos população que Faro?
  • Porque o Portimonense com sorte, para o ano até estará na mesma divisão do Farense?
  • Porque um Teatro de dimensão Internacional está em Faro?
Façam as contas e depois tirem conclusões...

terça-feira, 10 de março de 2009

A Força dos Blogues

Foi ontem manchete no "suplemento Algarve" do Correio da Manhã, a situação calamitosa, que se arrasta à largos meses junto à Escola Primária de Mar e Guerra, freguesia de S. Pedro, nos arredores de Faro, devido a um buraco de enormes dimensões, que acaba por cortar uma passadeira e colocar em causa a integridade física das crianças que passam naquele local. Tal situação foi dada a conhecer ao grande público pelo blogue farense "A Defesa de Faro", do qual sou leitor assíduo, suscitando logo inúmeros comentários depreciativos face à situação. Passados poucos dias, o Correio da Manhã, não se fez rogado e aproveitou a situação levantada pelo blogue para lançar o debate em pleno jornal nacional, chamando a intervir o próprio vereador municipal envolvido na obra, Dr. Augusto Miranda. A verdade, é que nos dias de hoje, os blogues são uma das maiores armas contra a fraco desempenho dos nossos políticos, que, ano após ano nos vão desiludindo com promessas adiadas, que depois se transformam em cartazes perdidos por esta cidade a reivindicar obra feita, quando o comum munícipe conta pelos dedos os projectos prometidos e concluídos neste mandato. E isto não se aplica só à actual gestão camarária, mas a todas as anteriores... Estranho como a Comunicação Social Nacional, precisa que os blogues "levantem a lebre", para que eles possam denunciar uma situação que estava à vista de todos...

Também eu, no passado sábado pude testemunhar, o que me havia já chegado aos ouvidos, relativamente a um post que coloquei aqui, acerca da zona do depósito da água e da estrada que liga a EN2 à zona do Centro de Saúde. Perante os factos que levantei, curiosamente ou talvez não, a CMF colocou estrategicamente à entrada do troço em terra, um cartaz a explicar que o caminho é em terreno privado... Não que isto me venha resolver a mim, e às largas centenas de utilizadores o transtorno, mas em ano de eleições, todas as justificações são preciosas...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Autárquicas2009: Vitorino ao ataque

Custos controlados continuam a causar polémica em Faro

Casas a custos controlados, na Avenida Calouste Gulbenkian, em Faro
O vereador na oposição na Câmara de Faro José Vitorino acusa o executivo camarário de «propaganda, manipulação e batota» política no processo da atribuição de 144 fogos a custos controlados, na Avenida Calouste Gulbenkian, num comunicado enviado às redacções. Ameaça denunciar o caso à justiça.

Para o vereador, a atribuição de chaves a seis proprietários, feita durante uma cerimónia realizada há cerca de um mês, foi «um acto fraudulento», já que só no final de Janeiro é que foi assinada a primeira escritura e ainda hoje não foi possível a nenhum dos moradores mudar-se para a sua casa. Em causa está o facto de não haver «elevadores a funcionar nem aquecimento solar, o que impede que quem fez a escritura se instale».«Tudo isto é muito grave mas, além da desonestidade política, o pior é o que pode ter provocado tudo isto e os custos acrescidos para as famílias por razões que até agora estão obscuras», disse. Segundo José Vitorino, o executivo de José Apolinário (PS), quando confrontado por diversos munícipes que queriam esclarecimentos sobre matérias relacionadas com este processo, revelou não estar em condições de responder.

Tendo isto em conta, o vereador anunciou que iria entregar hoje um requerimento na Câmara. «Caso não obtenha resposta no prazo de oito dias a que a lei obriga, ou se a Câmara não garantir que o processo é transparente e as famílias não ficam prejudicadas, o processo seguirá para as entidades de fiscalização e investigação judicial», avisou José Vitorino.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Parque Expo quer criar novas centralidades em Faro

Criar novas centralidades em Faro e devolver a Ria à cidade são os pontos-chave da estratégia para a zona ribeirinha da capital algarvia, apresentada esta terça-feira pela empresa Parque Expo, nos Paços do Concelho de Faro. Cais Neves Pires, na zona ribeirinha de Faro


Esta foi a sessão pública que serviu para divulgar o 1º relatório do Estudo Estratégico para a Frente Ribeirinha de Faro, divulgado em primeira-mão pelo semanário «barlavento», há duas semanas. Numa sala repleta de gente, Ana Lopes, técnica da Parque Expo e coordenadora deste estudo, apresentou a primeira versão do plano que esta empresa tem para a zona ribeirinha de Faro, que incide sobre o território que vai desde o Hotel Íbis, a Poente, até ao Bom João, a Nascente.

Ao nível de infra-estruturas, os destaques vão para a Marina a nascer no Bom João, junto ao actual Porto Comercial e em complemento a este, e a requalificação da zona do Cais Neves Pires, com a construção de um Centro Ambiental «ou um museu», com uma área verde associada, como o «barlavento» já havia anunciado.Também outros projectos que já estão a decorrer, noutros âmbitos, fazem parte deste estudo.

O Parque Ribeirinho de Faro, a ser concluído no âmbito do Polis da Ria Formosa, e a construção de uma doca exterior à que já existe junto ao Jardim Manuel Bívar, na Baixa de Faro, resultante de um protocolo entre a Câmara de Faro e o Instituto Portuário e dos Transportes Marítimos, são exemplos. Segundo Ana Lopes, a estratégia elaborada pela Parque Expo assenta na criação de dois novos pólos de centralidade, a partir dos quais se desenvolve e interliga uma nova filosofia para a zona ribeirinha de Faro.Um pólo nascerá na zona Poente, junto da actual Estação de Caminho-de-Ferro de Faro, enquanto a segunda surgirá na zona industrial do Bom João, a partir do momento em que aqui for construída a Marina e promovidas acções de urbanização e valorização económica.

Neste segundo caso, a ideia da Câmara é há muito conhecida e passa por criar uma espécie de Parque das Nações, através de uma profunda regeneração urbana. Já junto à estação, a Parque Expo defende a criação «de um interface intermodal», que permita fazer uma articulação entre diversos meios de transporte, nomeadamente «comboios, autocarros e barcos».Ao mesmo tempo, o estudo prevê o aproveitamento «de muitos dos armazéns que ali se encontram devolutos», de modo a que sejam «devolvidos à cidade», através de usos alternativos. Já houve um projecto para trazer para esta zona a noite farense, possibilidade que ainda poderá estar em cima da mesa.

Estes dois pólos juntar-se-ão aos que a empresa identificou junto à doca de Faro, na Cidade Velha e na zona do Teatro Municipal e do Fórum Algarve, fechando a malha de centros de influência junto à Ria Formosa. E como nem só da água e sapais deste sistema lagunar podem os farenses viver, também é idealizada a construção de espaços verdes e a arborização da cidade. Os pontos assinalados no estudo são o Parque Ribeirinho, a zona do Cais Neves Pires e o Parque Urbano a nascer na zona do Vale da Amoreira.

Outro ponto descrito como fulcral pela Parque Expo foi a reestruturação da rede viária e pedonal, de modo a permitir furar a barreira que a linha de caminho-de-ferro actualmente representa entre a cidade e a Ria Formosa. Neste campo, a empresa defende a criação de passagens inferiores «junto ao Teatro das Figuras, na zona do IPJ e junto do apeadeiro do Bom João».Ao mesmo tempo, serão feitas diversas zonas para a travessia de peões, para lhes permitir o acesso ao passeio pedonal que será criado do lado de lá da linha, junto à Ria, em toda a frente ribeirinha da cidade.
Foto e Crónica In Barlavento Online

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Pode não ser só utopia...


Apesar de nunca ter acreditado verdadeiramente na possibilidade da Formula 1 poder regressar a Portugal, e desta feita ao Algarve, devido a vários factores, como financeiros, de ordem estratégica por parte dos construtores envolvidos nas provas em difundir a sua marca num país tão pequeno em detrimento de mercados mais atractivos, ou mesmo de interesses políticos, começo agora a ficar um pouco mais optimista, quando vejo o patrão da FOM, Bernie Ecclestone, considerar seriamente uma visita ao Autódromo Internacional do Algarve para perceber se este complexo fruto de capitais privados têm condições para receber o "grande circo" num futuro não muito distante. Falta o apoio estatal, e em ano de eleições não me admiro que seja abordado este tema e que se possam ouvir promessas no sentido de promover este regresso. Para o Algarve seria bom , ainda melhor se acontecesse no Verão, mas tenho dúvidas que este seja um investimento prioritário para o País e por isso estarei atento nos próximos tempos ao desenrolar deste novelo...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Estará Faro no século XXI?

Às vezes interrogo-me se Faro já terá entrado no Séc. XXI... Não vou ocupar hoje o vosso tempo falando-vos das intermináveis obras de esgotos que estão inacabas por grande parte das estradas do Concelho, e que "à pala" dos arranjos de circunstância têm deixados muitos condutores com jantes "quadradas"... Hoje permitam-me abordar uma das coisas mais absurdas e aberrantes, para o qual não consigo encontrar explicação(ou até consiga...), que podemos observar no interior da cidade de Faro, no que concerne a estradas. Situemo-nos na zona do "depósito da água", junto à Escola E B 2,3 José Neves Júnior, naquela pseudo-estrada que liga a zona do depósito até à E.N.2, junto ao "Café Alaska". Pois bem, desde os meus tempos de escola na Pinheiro e Rosa, que me interrogava como era possível que esse atalho à Avenida Calouste Gulbenkian, utilizado diariamente por centenas de automobilistas estivesse sem um pingo de alcatrão, porventura esquecida pelos homens fortes na nossa política local, isto porque talvez naquela zona os moradores fossem pessoas com poucas posses ou mesmo pessoas de etnia cigana que moram lá mais do outro lado... Quase dez anos se passaram e à pouco tempo foi com agrado que apreciei as obras que estão a ser feitas no local, tanto a nível de infra estruturas para crianças como na própria estrada que foi em parte alcatroada. Mas, ironia das ironias, deixaram parte desse trajecto por alcatroar, como que fazendo distinção de moradores, ou de interesses... São uns 100 metros apenas que ficaram por corrigir, e que em tempos de chuva como agora, deixam esse caminho com crateras que assustam qualquer condutor. Das duas uma, se a obra da estrada e infra estruturas anexas foi suportada por algum Privado, o que julgo não ter sido, o que espera a CMF para de uma vez por todas alcatroar, ou mesmo em ultimo caso, por brita naquele local resolvendo uma situação que se arrasta à anos mas já devia estar mais que tratada? E se aquela obra é mesmo da responsabilidade da CMF, que "brincadeira" é aquela que estão fazer com os moradores e utilizadores, deixando do lado junto às empresas um piso invejável e do outro as imagens que anexamos?

(Actualizado, 21.51 de 21/01/2008) - Recebemos um comentário que nos alerta para o facto deste atalho estar em terreno clandestino, e por isso a CMF não ter intervenção directa na manutenção ou constução sobre o mesmo. Contudo, acreditamos que é do interesse público o desenbaraçamento desta situação que nada prestigia a cidade e lamentamos o facto desta não estar resolvida, pois justifca de facto a intervenção a bem de todos os Municipes. Assim haja vontade.

sábado, 3 de janeiro de 2009

Macário Correia admite que candidatura à presidência da Câmara de Faro é "matéria de reflexão"

Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira pelo PSD, disse esta sexta-feira estar a reflectir sobre os convites que recebeu para ser o candidato social-democrata à Câmara de Faro nas próximas autárquicas e prometeu uma resposta "dentro de semanas".

"É matéria de reflexão", disse hoje Macário Correia à Agência Lusa, explicando que tem sido "contactado por muitas pessoas de Faro" e que tem sido objecto de "muitas diligências" e "quase pressões" para aceitar ser o candidato do PSD à Câmara de Faro."Tenho sido objecto de muitas diligências e quase pressões, mas disse para terem calma, porque ainda sou autarca de Tavira e acho que ainda é cedo", revelou Macário Correria.Não é a primeira vez que Macário Correia foi contactado para ser o candidato do PSD à Câmara de Faro e, segundo o próprio, nunca aceitou o convite por "não ser oportuno".

Com o "fim de um ciclo" - 12 anos à frente da Câmara de Tavira -, Macário Correia admite agora estar "em reflexão" e que a sua resposta de ser, ou não, candidato à Câmara de Faro vai ser conhecida "dentro de algumas semanas", adiantou à Lusa.

Macário Correia defendeu hoje na crónica "Passeio Público", que assina no Jornal de Notícias quinzenalmente à sexta-feira, que Faro tem de ser "uma cidade-capital de referência", "bem equipada" e com "boa qualidade de vida. Na crónica, o potencial candidato à Câmara farense sugere que Faro seja o mesmo "motor" que Sevilha é para a Andaluzia espanhola ou Montpellier para o Languedoc francês ou Tânger para o Norte de Marrocos. Para o potencial candidato do PSD à Câmara de Faro - a Concelhia de Faro do PSD já oficializou o convite - Faro tem de ser uma "cidade-capital de referência" de todos os algarvios, tal como o Porto é o coração de todo o Norte de Portugal, lê-se na crónica.

Macário Correia propõe "uma rede de transportes repensada, dando lugar ao colectivo e com uma articulação regional fiável" e chega mesmo a concretizar, referindo que não faz sentido que o Aeroporto Internacional de Faro esteja "desligado do caminho de ferro, seja ele de longa distância ou de um metro de superfície".Nos contributos de Macário Correia aparecem ainda propostas como uma "rede hoteleira de qualidade e em quantidade", um "centro de congressos próximo", um "urbanismo lógico e um trânsito e estacionamento modernos e civilizados" e um "centro de negócios para feiras e exposições regulares".Para a área cultural, o autarca de Tavira propõe "uma programação de eventos internacionais e nacionais atractivos e de grande cadência.

É mais que evidente que Macário se candidatará porque a naturalidade com que fala de Faro e das suas convicções sobre a obra fazer, demosntram o interesse que já deposita no projecto... Apesar de "gostar" de Macário como possível novo presidente, todas estas ideias não passam disso mesmo e provavelmente só serão executadas no terreno num possível segundo mandato, dado o debilitado estado dos cofres locais e também a burocracia que envolvem todos esses projectos. Como a política dá muitas voltas, tudo o que se possa dizer sobre isto é na minha opinião muito prematuro, apesar de concordar especialmente com a questão da falta de transportes ferroviários junto do Aeroporto... Quem não gostará da ideia serão os Táxis T e Taxistas que à "pala" disso têm o negócio garantido desde à muito...

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Fundações nacionais deverão «alimentar» o novo Museu de Faro

As fundações Calouste Gulbenkian, Serralves e Berardo podem vir a ser parceiras privilegiadas do futuro Museu de Arte Contemporânea de Faro.
A Câmara da capital algarvia já está a desenvolver contactos com estas entidades e espera, com a sua colaboração e com acordos com coleccionadores privados, conseguir criar no Algarve «um museu de dimensão internacional». Segundo revelou ao «barlavento» o presidente da Câmara de Faro José Apolinário, o museu, cujo projecto de arquitectura foi recentemente aprovado em reunião de Câmara de Faro e o que nosso jornal divulga em primeira mão, deverá vir a ser gerido, também ele, por uma fundação. A data desejada para a abertura do espaço cultural é o dia «7 de Setembro de 2011».

O ponto de partida para o projecto arquitectónico agora elaborado pela empresa Hartmann+Cid foi o estudo prévio para recuperação e transformação da antiga Fábrica da Cerveja Portugália, na Vila-Adentro da capital algarvia, que já havia sido encomendado pela Câmara na altura em que Luís Coelho ainda era o presidente da autarquia. Como se pode ler na descrição do projecto de arquitectura, a que o «barlavento» teve acesso em primeira mão, no espaço museológico propriamente dito não serão «subdivididas as salas de exposição segundo a designação clássica de Permanentes ou Temporárias». Algo que está ligado à própria filosofia do museu, que se baseará, em grande parte, em colecções de «instituições congéneres».

A área museológica vai ocupar o piso zero e 2. O piso 1 será dedicado a armazenagem e logística. No rés-do-chão, além de uma recepção com diversas valências, destaque para a designada «Sala de Exposição Especial», que ocupará a torre de 16 metros de altura ali existente. Esta será uma das três salas de exposição deste piso. Nos pisos 2 e 3, «no corpo adossado à muralha Noroeste, ficarão instalados, respectivamente, «o Serviço educativo e os Serviços Administrativos». O piso 2 contará ainda com quatro salas de exposição.
A opção pela criação de uma Fundação para gerir estas valências, em detrimento de uma empresa municipal, «está intimamente ligada à experiência do Teatro Municipal». «Estamos a analisar os prós e contras de criar uma Fundação. Queremos criar uma estrutura que permita ter uma gestão financeira autónoma. A nossa experiência leva-nos a apontar para a instituição de estruturas autónomas, que possam beneficiar do mecenato social», revelou José Apolinário.À luz da nova lei das Finanças Locais, as empresas municipais não podem recorrer a financiamento através da Lei do Mecenato. Uma situação que já foi denunciada há muito pelo presidente do Conselho de Administração do Teatro Municipal de Faro e que tem dificultado a vida aos gestores deste espaço cultural. Além de garantir a possibilidade de recorrer a mecenas, que poderiam contribuir com verbas para a gestão cultural e programação do espaço, a autarquia está já a mover-se noutros campos, desta feita para garantir a qualidade das obras em exposição. «Temos vindo a trabalhar com as Fundações Gulbenkian, Serralves e Berardo». «Nós temos algumas colecções. Mas pretendemos trazer colecções de itinerância. Já pedimos a colaboração destas entidades», contou o autarca. Quanto à possibilidade de o futuro Museu de Arte Contemporânea de Faro vir a contar com colecções privadas, José Apolinário considera essa hipótese, mas prefere não se adiantar. «Isso faz parte do programa museológico, que está agora a ser elaborado. Será ele que vai proceder ao desenvolvimento do trabalho do museu. Todavia, haverá espaço para exposições individuais», revelou.

Entretanto, a Câmara de Faro já incluiu esta obra nas Grandes Opções do Plano para 2009. Até 2011, caso queira cumprir o objectivo de abrir o espaço ao público no dia da Cidade de Faro desse ano, terá de conseguir garantir os quatro milhões de euros que se estimam necessários para recuperar a velhinha Fábrica da Cerveja e transformá-la num moderno museu. «Já apresentámos o projecto ao ministro da Cultura e à Comissária Europeia para a Política Regional, que o viram com muito bons olhos. Também temos tido o apoio de figuras de topo da área cultural. Ainda ontem [domingo] a doutora Raquel Henriques expressou na televisão a defesa do museu», disse.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O sonho da F1 no Algarve...

Imagem In Autosport
Para já são os testes, depois logo se vê...

sábado, 13 de dezembro de 2008

FARO: Orçamento “olha” para metro de superfície

Um estudo de viabilidade para um metro de superfície com ligação a Olhão e Loulé e cinco novos parques de estacionamento são algumas das propostas do orçamento do Município de Faro para 2009.

A proposta, hoje apresentado aos jornalistas e que será analisada em Assembleia Municipal a 19 de Dezembro, salienta como "grande projecto de futuro" da cidade a implementação de um metro de superfície entre Faro e Loulé.
Em 2009, a Câmara de Faro prevê também dar início ao processo que levará à construção de cinco novos parques de estacionamento, com capacidade para entre 200 a 250 viaturas cada, com recurso a parcerias público-privadas.
As Grandes Opções do Plano e Orçamento para 2009 contemplam verbas na ordem dos 78 milhões de euros, estando a prioridade da autarquia centrada nas áreas escolar, social e da mobilidade, trânsito e estacionamento.
O estudo de viabilidade do metro de superfície deverá arrancar em 2009 e inclui a avaliação custo/benefício e económico-financeira do projecto, que José Apolinário considera “viável a 10 anos”.
"Pensamos ser possível fazer o estudo com 50 mil euros", disse em conferência de imprensa o presidente da Câmara de Faro, José Apolinário, precisando que há uma verba de 400 mil euros para projectos e estudos.
Segundo o autarca, o avanço do projecto do metro - cuja linha teria nove estações, ligando a Pontinha, na baixa da cidade, ao Parque das Cidades, junto a Loulé -, só será possível em articulação com a requalificação da linha ferroviária do Algarve.
O projecto é inspirado no modelo "train-tram", que já existe em cidades europeias como Estrasburgo e Bordéus e representa uma solução para a ligação entre as cidades de Olhão, Faro e Loulé, prevendo-se interfaces com comboios.
Um plano preliminar prevê a linha do metro de superfície com origem na Pontinha, passando depois no Bom João, Penha, Senhora da Saúde (zona do Fórum Algarve), estação de comboios de Faro, Montenegro, aeroporto, até chegar ao Parque das Cidades.

Mais lugares para estacionar
Os cinco novos parques de estacionamento - cuja construção deverá ser feita em subterrâneo ou edifício-silo -, deverão ficar implantados na baixa da cidade, frente ao Hotel Faro, Bom João, Avenida 5 de Outubro, Penha e junto à escola Afonso III.
Em 2009, a autarquia prevê concluir os projectos-base para depois os apresentar em Assembleia Municipal para se poder avançar com uma proposta de parceria público-privada para a construção e eventual exploração.
A entrada em funcionamento dos cinco novos parques representa que até ao final de 2011 haja mais 1.200 lugares de estacionamento subterrâneo na cidade, frisou José Apolinário.
Com obras em curso estão os parques das Mouras Velhas - com 220 lugares e que aguarda parecer arqueológico das autoridades competentes na matéria -, e junto às Piscinas Municipais, com 175 lugares.
No total, sem contar com os novos parques, haverá cerca de 600 novos lugares de estacionamento de superfície na cidade, decorrentes da conclusão destas obras e de alguns trabalhos de reorganização do estacionamento.

Na área da mobilidade, José Apolinário sublinhou ainda a importância da conclusão da segunda fase da variante de acesso a Faro e a ligação da cidade à Via Infante.
Nas Grandes Opções do Plano para 2009 está também prevista a continuação da recuperação da antiga Fábrica da Cerveja, para onde está prevista a construção de um Museu de Arte Contemporânea.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Iluminação de Natal em zona de obras à meses...


Conforme prometemos no post colocado no passado dia 8, damos hoje a conhecer o sítio sui generis onde a CMF decidiu colocar iluminação de Natal. Nada temos contra o local em si, mas tendo em conta as obras que se arrastam à meses sem fim, situação lamentável para todos os moradores e utilizadores dessa estrada, pergunto se há necessidade de colocar iluminação num sitio destes? Quiçá eu até esteja enganado, e a CMF apressadamente me contradiga, terminando as obras num abrir e fechar de olhos, nivelando e alcatroando a estrada para regozijo de todos os interessados mas tendo em conta o que se têm passado, não me parece nada provável. Ora vejam as fotos...

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Projecto Polis decidiu: Carros proibidos na Praia de Faro

Praia de Faro passa a pedonal

A proibição da circulação automóvel na Praia de Faro é decisão consolidada, isto enquanto o Polis Ria Formosa negoceia terrenos para o estacionamento junto ao Aeroporto. Demolições também estão no caderno de encargos.
Um parque de estacionamento de 5 hectares, com capacidade para 1650 veículos, vai surgir nos terrenos privados junto ao lado sul da pista do Aeroporto de Faro, adiantou ao Observatório do Algarve fonte do Polis.
A Sociedade Polis Litoral Ria Formosa está neste momento a negociar a aquisição dos terrenos, cujas obras incluem um terminal de transportes públicos que irão garantir as deslocações para a Praia de Faro.
O acesso de veículos à Ilha será proibido, excepto a veículos de residentes, transporte de mercadorias e transportes públicos.
O acesso à Praia de Faro passará a ser feito, pela maioria dos frequentadores, a pé, de barco ou através de transportes públicos.
Segundo fonte do Polis, ainda não foi definido que tipo de transportes vai operar nesta carreira. A única certeza é que serão transportes considerados ligeiros, tal como mini-bus ou comboios turísticos.
Outro dos assuntos em estudo é o facto do novo parque poder, ou não, vir a ser tarifado.
A estrada de acesso à Ilha, entre a rotunda do Aeroporto e a ponte, é também um dos pontos a ser intervencionado. Os trabalhos incluem a criação de zonas para a circulação de peões, velocípedes e automóveis.
Está prevista ainda a intervenção na zona lagunar com a criação de túneis de comunicação de água entre os esteiros.

Zona central pode não estar livre de demolições
Neste momento está em fase de concurso o Plano Pormenor da Praia de Faro, cuja adjudicação está prevista para 16 de Dezembro. O Plano de Pormenor inclui a zona central da Ilha, desafectada do Domínio Público Hídrico e concessionada à autarquia farense desde 1956.
Há a hipótese de existirem demolições naquela área, designdamente das construções em zona de risco.
A decisão depende da análise custo/benefício - em termos ambientais e financeiros - e a avaliação será feita no âmbito do Plano de Pormenor para aquele local.
As restantes zonas intervencionadas pelo Polis serão alvo de acções de renaturalização, reestruturação e requalificação dos espaços edificados.
Quanto aos ilhotes, todas as construções serão demolidas, ou seja, há apenas a renaturalizaçao daqueles locais.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

As duas visões do PIDDAC, segundo Bota e Freitas

De "decepção completa" a "rigoroso e bem orientado"

O Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Administração Central (PIDDAC) para o Algarve em 2009 contempla 99,9 milhões de euros. Quatro concelhos algarvios não recebem qualquer verba. Faro, a par de outros concelhos PS são os mais beneficiados. Nos 13 milhões de euros para Faro estão contemplados projectos como a construção do edifício sede da Polícia Judiciária (431 mil euros), bem como o Porto de Recreio (dois milhões de euros). A soma das verbas destinadas directamente aos concelhos é de aproximadamente 33 milhões de euros. Os restantes 67 milhões que perfazem a totalidade do PIDDAC para o Algarve são descritos nos quadros do Orçamento de Estado como verba para "vários concelhos do distrito". O Região Sul contactou os dois principais partidos políticos no Algarve a fim de colher uma análise ao documento. Se para o PS é "rigoroso e bem orientado", já o PSD diz que "é uma decepção completa, uma vergonha!".

PSD Algarve: Interior "votado ao abandono". Câmaras PSD "marginalizadas".
O PSD Algarve diz que este é o mais baixo PIDDAC de sempre, que desrespeita a região, vota ao abandono o interior, esquece toda e qualquer obra estruturante, e marginaliza as autarquias PSD com dois pesos e duas medidas. Em declarações ao Região Sul o líder da distrital laranja, Mendes Bota, diz que o PIDDAC "é hoje seis vezes inferior ao PIDDAC de há sete anos" e que “bate o recorde” do ano passado que já tinha sido o mais baixo: "Este ainda é menor, porque nem sequer cobre a inflação de 3%". O político lembra que o Estado "leva dinheiro do Algarve às catadupas" e que este PIDDAC "prova que o Algarve é explorado de uma forma colonial". "Aquilo que temos não passa de uma esmola, uma gorjeta", caracteriza. Mais gravoso que isto, considera Mendes Bota, é o facto de quatro concelhos (São Brás de Alportel, Monchique, Vila do Bispo e Alcoutim), não receberem qualquer verba. "Este Governo vota totalmente ao abandono o interior do Algarve. Os concelhos mais desfavorecidos são aqueles que levam zero. É uma vergonha". Por outro lado três autarquias PS recebem verbas consideráveis (Faro: 13 milhões, Portimão: 6,8 milhões; Lagos: 4,1 milhões) em relação a quatro autarquias PSD (Loulé, Albufeira, Tavira e Silves, que recebem entre 1,3 e 1,8 milhões). Para Bota "torna-se evidente que existe aqui dois pesos e duas medidas". "As autarquias do PSD foram completamente marginalizadas", que "o pouco que havia para distribuir foi distribuído por aqueles que já são mais desenvolvidos, ricos e poderosos". Contudo, apesar de sair beneficiado, o responsável ressalva que o concelho de Faro vê muitas verbas consignadas devido à capitalidade, por ali estarem instalados determinados serviços que servem toda a região. Mendes Bota recorda que a região sofreu "um corte brutal" nos fundos comunitários, e que "ao contrário do que foi prometido o PIDDAC não dá qualquer compensação ao nível de fundos internos". "Onde estão as grandes obras que fazem falta: IC27 de Alcoutim para Beja, o IC4 de Lagos para Sines, a Ponte Alcoutim - San Lucar, a modernização da ligação ferroviária até Lisboa, a modernização da rede ferroviária do barlavento, o metro de superfície, a navegabilidade do Guadiana e do Arade...?", questiona, rematando que os 99 milhões de euros inscritos no PIDDAC para o Algarve são verbas "esmagadoramente destinadas a programas operacionais, e não investimentos físicos, materiais". "É uma decepção completa!".

PS Algarve: "Actividade económica directa" apoiada num momento "complexo"
O PS Algarve afirma-se "globalmente satisfeita" com o Orçamento de Estado, que o líder da estrutura, Miguel Freitas caracteriza como "rigoroso mas bem orientado", no que toca à região algarvia. 30 por cento (%) do investimento de 99,9 milhões - "um aumento total de 5 por cento em relação a 2008", destaca o político - é orientado "para a actividade económica directa". "O que é preciso, num momento particularmente complexo, é apoiar as pequenas e médias empresas algarvias em todos os sectores", frisa. Miguel Freitas sublinha também que o OE apoia com "uma verba considerável as infra-estruturas estratégicas ligadas ao mar", nomeadamente os portos de pesca de Albufeira e Quarteira e para o porto de recreio que vai avançar em Faro. O dirigente socialista acentua ainda os investimentos previstos para a saúde e segurança. Nesta área, cita o arranque da esquadra da PSP de Lagos e o "fortíssimo apoio" ao programa Escola Segura. Sobre as várias críticas deixadas ao documento pelo PSD-Algarve, Freitas torce o nariz: "É uma leitura enviesada, que não corresponde à nossa visão". "As marcas importantes e principais investimentos são no litoral, mas não é verdadeiro que não haja apoio ao interior. Muito do PIDDAC regionalizado vai ser investido no interior", reforça o responsável socialista. Sobre uma eventual marginalização de câmaras PSD, o líder do PS Algarve afirma que "o investimento público não escolhe concelhos", lembrando que existem verbas para instituições sedeadas em Faro que vão ser investidas noutros municípios. "O PIDDAC regionalizado de hoje não tem o mesmo carácter do de há dois anos atrás. Há muitas obras que vão ser feitas que não estão em PIDDAC. O que interessa é comparar com 2008: houve aumento de investimento, com prioridades correctas", conclui.

É engraçado como os políticos torcem os números do aumento (ou não) do PIDDAC a seu bel prazer, mas verdade seja dita que mesmo esse valor é uma ESMOLA a uma Região que faz entrar nos cofres do Estado "rios de dinheiro" através do sector do Turismo, onde grande parte da população algarvia trabalha directa e indirectamente... O Poder Central cada vez mais se esquece das periferias e mesmo o pouco que vêm de lá, é distríbuido duma forma pouco ortodoxa, deixando para trás os concelhos mais envelhecidos e que precisam dum novo impulso para poderem sobreviver, o que no caso até proporcionaria melhores condições de vida às pessoas que vivem "sufocadas" nas cidades do litoral, trazendo-as de novo para o "outro Algarve"...

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Câmara de Faro embarga corte de pinheiros em terreno da Diocese no Vale das Almas

O presidente da Câmara Municipal de Faro determinou hoje o embargo da operação de corte de pinheiros que está a ter lugar num terreno no Vale das Almas, que é propriedade da Diocese do Algarve, apurou o barlavento.online.
Segundo um comunicado da Câmara de Faro, «o Município, ao ter conhecimento de que estaria em curso o corte de um número não determinado de pinheiros na zona de Gambelas, Freguesia de Montenegro, enviou ontem para o local uma equipa do Serviço de Fiscalização Municipal».A fiscalização confirmou o abate das árvores, informando que este «estaria a ter lugar mediante prévia comunicação dos proprietários do terreno à Direcção-Geral dos Recursos Florestais».Mesmo assim, e apesar da documentação apresentada à fiscalização, o presidente José Apolinário determinou à Fiscalização Municipal «que proceda ao embargo da operação de corte das árvores, visando impedir, desta forma, a sua continuação».Ao que o barlavento.online apurou, para o terreno em causa, que pertence à Diocese do Algarve, já deu entrada nos serviços da Câmara de Faro um pedido de licenciamento de um loteamento para a construção de vivendas.
O terreno, aliás, segundo o PDM de Faro, está incluído numa zona urbanizável. Este é o espaço onde tem tido lugar, nos últimos anos, uma pequena parte da Concentração Motard de Faro. No entanto, mesmo que venha a ser aprovado o loteamento, isso não deverá afectar a realização da concentração, já que grande parte das estruturas de apoio à iniciativa do Motoclube de Faro são instaladas num outro terreno já integrado em zona onde não se pode construir, do outro lado da estrada.Fonte do gabinete de José Apolinário disse ao barlavento.online que a proprietária do terreno vai agora ser notificada do embargo decretado pelo presidente da Câmara, e poderá depois contestar. «O que o presidente não quis é que o corte das árvores avançasse sem que a autarquia tivesse conhecimento», para depois ser confrontada com um facto consumado.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Praia de Faro é a primeira a beneficiar com o Polis da Ria Formosa

Melhorar a acessibilidade à Praia de Faro e conseguir tirar trânsito automóvel de dentro da ilha são as prioridades de Faro, no âmbito do Polis.
A Câmara Municipal identificou como Acções Prioritárias a realizar ao abrigo deste plano de requalificação a criação de um parque de estacionamento junto ao Aeroporto de Faro, um acesso pedonal e ciclável até à praia, através de um passadiço de madeira, e a avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária. Segundo o presidente da Câmara de Faro José Apolinário, estas foram as intervenções que a autarquia, enquanto sócia da Sociedade Polis, solicitou que avançassem o mais brevemente possível. Nesta fase, estão já a ser elaboradas propostas de projectos de execução das duas primeiras obras.A avaliação do estado de conservação da ponte rodoviária, único acesso por terra à Praia de Faro, «será feita em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil». Ao mesmo tempo, será «encomendado um novo estudo a uma empresa especializada». Apesar de tudo depender desta avaliação, José Apolinário acredita que uma eventual recuperação ou substituição da ponte possa ser feita no âmbito do Polis. Certa é a intervenção no troço de estrada que dá acesso à praia, entre a curva do Aeroporto e a ponte. Nesta estrada vão ser criadas «duas passagens hidráulicas», que permitam a circulação de água, uma vez que o aterro que suporta a estrada «está a sofrer erosão no lado Poente». Ainda na Praia de Faro, vai começar «por estes dias» o Plano de Pormenor desta zona da Península do Ancão. Outro projecto que está já a ser elaborado é o da requalificação de parte da zona ribeirinha de Faro, nomeadamente do Passeio Ribeirinho. A restante frente de Ria será intervencionada ao abrigo de outros dois planos, que serão pagos pela autarquia. Faro também deu prioridade à limpeza da Ria, nas zonas costeiras, algo que irá acontecer em toda a extensão do sistema lagunar, de Cacela Velha à Praia do Ancão.Nas ilhas-barreira, num momento em que ainda não se coloca a questão das demolições, que quase inviabilizou a entrada da capital algarvia para a Sociedade Polis da Ria Formosa, as notícias são boas. Uma das primeiras intervenções do Polis será a reabilitação de ancoradouros. Mas, disse José Apolinário, estas intervenções poderão demorar um pouco. «Há um modelo que tem que ser feito e ainda não nos foi apresentado», revelou.
Mais vale tarde do que nunca... Mas acredito que irá ficar pronto a poucos meses das eleições autárquicas...

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Mata do Liceu com nova cara

O município farense está a investir na recuperação da Mata do Liceu. A iluminação é a prioridade, mas a zona verde, caminhos e circuito de treinos também estão na mira.
A Mata do Liceu está a ser objecto de recuperação por parte do município, que investiu cerca de 100 mil euros na renovação de todo o sistema de iluminação pública.
O objectivo desta empreitada é criar maiores condições de segurança naquele espaço que é muito procurado pela população farense para a prática de desporto.
Segundo o vereador João MarquesAs lâmpadas eram constantemente vandalizadas. Antes, bastava abanar os postes e as Lâmpadas partiam-se porque batiam no vidro”, afirma em declarações ao jornal Barlavento.
O novo sistema de iluminação, menos propício a actos de vandalismo, deverá estar instalado até ao final de Setembro.
A segunda fase do projecto de recuperação da Mata do Liceu visa a requalificação da zona verde, caminhos e de um novo circuito de treinos, num investimento que rondará os 20 mil euros.
O aumento da vigilância policial, com o apoio da Polícia de Segurança Pública (PSP), é outro dos objectivos da autarquia, permitindo fazer daquela zona um espaço mais seguro, que poderá ainda ser protegido por um sistema de vídeo-vigilância.
A rotunda do Liceu é um dos locais em que pensamos colocar câmaras para controlar o trânsito. Algumas delas também focarão a zona da Mata”, acrescenta o vereador.
A Mata do Liceu além de ser o único espaço verde dentro da cidade onde as pessoas podem praticar desporto, é também um local muito procurado para passear.
Escolhemos esta altura para fazer a intervenção porque se está a aproximar o Inverno. Além de a noite chegar mais cedo, há mais pessoas a frequentar o local”, justifica João Marques.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Autódromo do Algarve a dois meses da abertura: Sucesso Financeiro Vs Sucesso Desportivo

Bilhetes já à venda, quando faltam dois meses para a inauguração do Autódromo do Algarve

Será a 2 de Novembro que irá ser inaugurado o Autódromo Internacional do Algarve, uma infra-estrutura que, segundo os seus promotores, «vai encher de orgulho os portugueses».
Foram até ao momento sete meses de intenso trabalho, para garantir que a moderna pista de Portimão esteja em condições de receber o seu primeiro grande evento. No dia 1 e 2 de Novembro, terá lugar o primeiro acontecimento desportivo no AIA, e que vai inaugurar o traçado, a última prova da temporada do Campeonato do Mundo de Superbikes e Supersport. Será um espectáculo inesquecível, pois esta é uma competição que arrasta multidões.Além das estrelas das Superbikes, os portugueses vão poder ainda apoiar a equipa nacional, a Parkalgar Racing Team com Miguel Praia, que participa no Campeonato do Mundo de Supersport. Miguel Praia é o único piloto português a competir num Campeonato do Mundo de Motociclismo e é nele que se centram todas as atenções neste dia tão especial para o desporto motorizado nacional. A correr em casa, pois, para além de ser algarvio, Praia é piloto oficial do Autódromo Internacional do Algarve, vai tentar brilhar junto do seu público.O novo circuito português é caracterizado pela configuração ímpar da pista onde o espectáculo competitivo irá certamente ficar assegurado. Curvas rápidas e cegas, descidas acentuadas e uma recta longa são algumas das características do AIA onde os melhores pilotos irão certamente ter um lugar de destaque. Tendo em vista esse fantástico acontecimento, os bilhetes estão já à venda no site www.autodromodoalgarve.com, para que todos os interessados possam, desde já, garantir um lugar naquele que é um dos melhores autódromos a nível mundial. De salientar a iniciativa única que permite aos espectadores adquirir bilhete ‘paddock’ e viver por dentro toda a emoção do fim-de-semana, lado a lado, com os pilotos, motos e equipas. (..)
In Barlavento Online

Não duvido que o investimento realizado nesta construção de iniciativa privada seja de facto um sucesso a nível financeiro, traduzindo também este investimento numa mais-valia para o Algarve no aspecto turístico, tecnológico e urbanístico, dotando a Região duma infra-estrutura grandiosa e capaz de receber eventos de dimensão mundial no panorama do desporto automóvel. Sabendo desde já que este espaço sera palco para testes das mais diversas equipas de competição automóvel, tenho, ainda assim, imensas dúvidas acerca da viabilidade desportiva do complexo. Primeiro, porque Portugal nunca foi nem nunca será uma potencia económica capaz de ombrear com outros países da Europa ou mesmo dos mercados asiáticos, onde os grandes construtores automóveis têm interesse em que se disputem provas do género da Formula 1, por forma a alargar horizontes na vertente comercial e de marketing... Por isso é cada vez mais natural que o nosso País tenha condições para atrair a eventos desta natureza, e, os que acontecem, ocorrem sobretudo graças às boas organizações de que dispomos e dos excelentes troços que oferecemos aos pilotos (WRC Rally de Portugal). Agora quando toca a provas de pista, tudo é diferente, ainda para mais devido ao elevado preços dos bilhetes, que na minha opinião é muito elevado face ao espectáculo oferecido. Digo isto por experiência própria, e acredito que os 80 mil lugares deste autódromo facilmente criarão "musgo" com o passar dos anos, primeiro face à qualidade das provas que o espaço receberá, muitas delas de escalões secundários do automobilismo português e espanhol, onde por exemplo no Estoril não estão mais do que 2 mil pessoas prova e depois porque só uma F1 poderá eventualmente esgotar um recinto desta dimensão, mas não estou crente que Portugal receba o grande circo a curto médio prazo...

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Em vésperas da final da Supertaça no Estádio Algarve, vale a pena reflectir sobre este números...

Estádio Algarve no prejuízo
A empresa que gere Estádio Algarve teve prejuízo de 939 mil euros em 2007


A empresa municipal que gere o Estádio Algarve registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e deverá fechar o ano com um saldo negativo de 605 mil euros, revelou à Agência Lusa fonte oficial.
"Poderemos dizer com toda a certeza que as receitas suplementarão os custos, aquando da maturidade do empréstimo [2022]", referiu fonte da Sociedade de Concepção, Execução e Gestão Parque das Cidades (SCEGPC), que gere o Estádio Algarve.
As duas autarquias envolventes - Loulé e Faro - contraíram, em 2002, um empréstimo de 17 milhões de euros, por um prazo de 20 anos, para financiar a construção do Estádio Algarve e infra-estruturas conexas para receber jogos do Campeonato Europeu de Futebol, o "Euro 2004".
A mesma fonte salientou que o resultado de 2007 foi "claramente influenciado pelo valor elevado das amortizações do exercício na ordem dos 1,8 milhões de euros".
"Tendo por base o valor das amortizações do exercício verifica-se que os resultados operacionais do exercício de 2007, através dos fluxos gerados, foi positivo na ordem dos 108 mil euros", acrescentou.
Para este prejuízo contribuiu também a diminuição das transferências de subsídios das duas autarquias em cerca de 400 mil euros, as receitas dos "eventos de natureza desportiva e de carácter educacional" que ficaram abaixo do orçamentado, e o "agravamento dos custos financeiros derivados ao aumento das taxas de juro e do atraso das comparticipações das bonificações da componente PIDDAC".
Até ao momento, os dois municípios já transferiram cerca de 40,6 milhões de euros para a empresa municipal.
Só em 2007, a despesa total ascendeu a 3,9 milhões de euros, mais 500 mil euros do que em 2006.
De acordo com documentação fornecida pelo presidente da câmara de Faro, José Apolinário, o custo final da obra atingiu os 38 milhões de euros.
Mas de acordo com a auditoria realizada em 2005 pelo Tribunal de Contas (TC), só o estádio custou 46,1 milhões de euros. Em termos globais, as obras representaram um investimento de 66,3 milhões de euros.
A fonte da SCEGPC justificou esta diferença com o facto de o valor mencionado no relatório do TC "incluir, além das respectivas empreitadas, os encargos relativos ao projecto, terrenos adquiridos e expropriados, trabalhos de integração paisagística, coordenação e fiscalização de obras, os quais foram imputados parcialmente a cada componente [estádio, acessibilidades, estacionamento, outros]".
Em 2007, a empresa municipal gastou cerca de 125,9 mil euros na "conservação e manutenção de bens" e 708,8 mil euros em vigilância e segurança.
Ainda segundo com o relatório de actividades, as dívidas de curto prazo da empresa atingiram o montante de 429 mil euros em 2007, e as dívidas de médio e longo prazo 20,4 milhões de euros.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Discussão do modelo de financiamento da FAGAR para obras de esgotos no concelho de Faro

Faro: oposição contra proposta de financiamento da FAGAR
O PSD Faro acusa a autarquia local liderada pelo socialista José Apolinário, de querer poupar os privados de obrigações perante a empresa FAGAR, sobrecarregando mais o município financeiramente. Em causa uma proposta do executivo PS na última Assembleia Municipal realizada quarta-feira, que prevê a criação de um novo modelo de financiamento da FAGAR, que obrigaria a empresa a contrair um empréstimo de 17,5 milhões de euros. O problema é que, segundo o PSD, os sócios de direito privado da empresa estavam obrigados a prestações acessórias praticamente nesse montante, 18 milhões de euros, e nunca o cumpriram. “Não concretizado”, garante o partido. De acordo com o PSD, a proposta do PS fazia com que os sócios de direito privado ficassem com “o dever de entrar apenas com 3,5 milhões, como prestações acessórias não remuneradas”. “O PSD rejeita a solução preconizada pelo PS, que desonera os sócios de direito privado das suas obrigações iniciais, e em contrapartida onera o município com um encargo demasiado elevado”, diz o partido em comunicado. A proposta acabou rejeitada quer pelo PSD como por todos os partidos com assento da assembleia municipal. No comunicado o PSD desafia o executivo a “apresentar aos farenses uma proposta que salvaguarde os seus interesses e a posição do município na sociedade FAGAR”.


Executivo Camarário responde
Faro: obras de saneamento vão parar por culpa da oposição - acusa a autarquia
Os partidos da oposição na Assembleia Municipal de Faro chumbaram uma proposta do executivo para novo modelo de financiamento da FAGAR, o que de acordo com executivo, leva à paragem de obras de saneamento. “A posição assumida pelo Partido Social Democrata (PSD), Coligação Democrática Unitária (CDU) e Bloco de Esquerda (BE) tem como consequência a paragem das obras de abastecimento de água e saneamento básico às populações do interior do concelho”, lê-se, em comunicado expedido esta sexta-feira. A autarquia salienta “que a alteração do modelo financeiro da FAGAR, sendo uma imposição legal, é absolutamente necessária para a continuação das obras de abastecimento de água e saneamento básico às populações do interior”. A edilidade evoca quatro razões para a alteração do modelo de financiamento da FAGAR. Diz que “é indispensável para prosseguir as obras”, que “é uma imposição legal”, que “reduz os encargos a pagar pelos consumidores farenses”, e fala ainda em “defesa intransigente do interesse público”. A câmara salienta também “que uma eventual aquisição” dos 49% do capital social privado na FAGAR “corresponderia ao pagamento de uma compensação financeira que ascenderia a vários milhões de euros”.
In Região-Sul

A confirmar-se o que alega o PSD, não se percebe o "porquê" dos sócios privados não terem cumprido com o acordado, tendo agora que se sobrecarregar a empresa municipal FAGAR com um empréstimo bancário de largos milhares de euros... Aliás, também não se percebe o "porquê" do executivo camarário não responder a essa afirmação da oposição... Com tudo isto, quem fica lesado no imediato é o municipe farense que é incomodado com obras e mais obras nas estradas do Concelho, as quais se arrastam à muitos meses e que agora parecem não ter fim à vista...