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domingo, 15 de fevereiro de 2009

Leão forte afoga Pescadores


O Farense ofereceu na tarde de hoje aos seus adeptos, sócios e simpatizantes uma das mais sólidas exibições da época, quebrando até o enguiço de não vencer a um dos seus cinco perseguidos, o que acontece numa fase decisiva da época e face ao que se viu pode ser um indicador positivo no que concerne à fase final que se aproxima. A verdade é que os Leões de Faro primaram a sua exibição por uma solidez defensiva assinalável, capacidade física, organização e capacidade de gestão de jogo ainda não vistas desta forma na presente época. Talvez falte ainda alguma criatividade no ataque mas estamos em crer que com a equipa estabilizada, esta situação terá as devidas correcções de modo a encarar a fase final com outra convicção.

Numa primeira parte jogada sob um vento um pouco moderado, cedo o Farense tomou as rédeas de jogo e aos oito minutos dispunharia da primeira grande ocasião, desta feita de Hernâni, proporcionando uma grande defesa ao guardião contrário. Aos dezesseis minutos nova ocasião de golo, por Pintassilgo, que beneficiou duma triangulação entre Barão e Luis Afonso, e tinha a oportunidade para desferir um remate em jeito, que daria uma espectacular defesa ao guarda redes do Pescadores. O Farense jogava nesses primeiros minutos sobre o meio campo adversário, procurando sair com a bola dominada e depois jogando com velocidade nos flancos, onde os laterais subiam com alguma frequência, apoiados sempre por dois ou três homens que assim davam maior consitência às jogadas de ataque dos algarvios. Passados os primeiros vinte minutos o Pescadores equilibraria a partida e espretaria o ataque, ainda que de forma pouco regular, à base de jogadas rápidas, mas tais ímpetuos foram-se esbatendo no meio campo farense. Era contudo a pior fase desta parte, pois as equipas haviam encaixado, e os lances de perigo eram practicamente nulos, jogando-se a meio campo, até que Bruno, já perto do final concluiria de cabeça uma jogada de Pintassilgo na direita, deixando os farenses com uma vantagem de um golo ao intervalo.

Na segunda parte, era com expectativa que se aguardava a postura do Pescadores, que vinha ao Estádio Algarve, na qualidade de terceiro classificado, com mais oito pontos que o Farense à entrada para esta jornada. A verdade é que os comandados de Pedro Sampaio, nunca conseguiram ser os “donos da bola”, muito por culpa do Farense, que soube anular da melhor maneira as unidades mais importantes do conjunto da margem sul, controlando o jogo duma forma quase total, perante um adversário em que nem mesmo as susbtituições surtiram o desejado efeito. A entrada de Caras, após a saída do lesionado Luis Afonso deu a António Barão a possibilidade de refrescar a esquerda do ataque, dando assim maior garra e força à equipa. Seria do Farense nova grande oportunidade de golo, quando Pintassilgo aos sessenta e oito minutos remataria no coração da área após um execelente trabalho individual, isto numa fase de jogo em que o Farense mantinha a organização e ganhava a maior parte dos lances divididos, perante um adversário que neste aspecto tinha jogadores mais fracos fisicamente. Com o jogo caminhar para o fim, assistimos então a alguns equívocos do árbitro, senhor Hugo Cardoso, que nos últimos minutos foi marcando muitos livres contra os Leões de Faro, alguns duvidosos e tomando decisões algo esquistas como num lance entre Bruno e um defesa contrário, em que estando a olhar para o lado oposto, não teve dúvida em admoestar um jogador da margem sul com o cartão amarelo, isto sem conferenciar com nenhum dos assistentes... O Costa da Caparica só no período de descontos se assomou duma forma visível da baliza de Gonçalo mas seria já no termo da partida que o Farense selaria a vitória por Caras, num lance que originaria uma situação pouco digna no banco dos Pescadores, numa clara imagem de falta de fair play do treinador e seu adjunto, no momento em que a derrota estava já consumada.


Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 21ª Jornada
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 500 espectadores
15 horas, 15/02/2009
Árbitro: Hugo Cardoso (Évora)
FARENSE 2-0 PESC. COSTA CAPARICA

(41 mn, por Bruno, na sequência dum cruzamento de Pintassilgo na direita, à qual o "gigante" farense respondeu com uma cabeçada que ainda parece tocar num defesa contrário, entrando junto ao poste esquerdo da baliza sul)
(95 mn, por Caras, que aproveita o desiquilibrio defensivo do Pescadores, que tinha toda a "gente" nas imediações da área farense, para iniciar um contra ataque, correndo todo o meio campo com a bola dominada e encostando para o fundo das malhas no interior da grande área)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Hernâni, Carlos Neves, Wilson; Luís Afonso (Caras, 65mn), Zé Nascimento, Barão, Norberto (Arlindo, 93mn), Bruno, Pintassilgo (Dinis, 88mn). Treinador: António Barão

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Ter o pássaro na mão e deixá-lo fugir...

Luta pela posse da bola entre Hernâni, Barão e um jogador louletano nas alturasO Louletano usou e abusou do jogo pelo ar para empatar a partida e seria dessa forma que chegaria ao golo final, já em período de descontos

O Farense alcançou na tarde de hoje um resultado positivo no terreno do líder da prova, empatando a duas bolas, mas na verdade foi com amargo de boca que os adeptos da capital algarvia saíram do Municipal de Loulé, pois o Louletano, equipa melhor apetrechada a todos os níveis, nunca foi superior ao Farense, que se bateu duma forma digna e empenhada na luta pelos três pontos.

Num relvado algo pesado e deteriorado face aos dias chuvosos que se têm feito sentir na região, acabou por ser o Farense a entrar melhor na partida, apostando num bom preenchimento a meio campo, que rapidamente colocava a bola nas alas para poder surpreender o adversário. O Louletano reagiu mas foi sempre uma equipa lenta nas transições Pintassilgo converteu exemplarmente a grande penalidadee pouco agressiva na luta pela posse de bola, socorrendo-se da capacidade de choque dos seus jogadores, bastante dotados fisicamente e que assim iam criando perigo através essencialmente de cruzamentos para a área ou na busca dos seus avançados através dum futebol muito directo. Jogando desta forma, o Louletano foi causando calafrios a Gonçalo, que se exibiu a um nível muito alto, livrando nesta primeira parte o Farense em duas ou três ocasiões flagrantes. Assistimos a períodos de equilíbrio entre as equipas, ambas adoptando filosofias distintas, sem que emergisse uma equipa mais forte em campo e onde o Farense também ia ameaçando a baliza contrária, com uma nota para um remate perigoso de Zé Nascimento, após um atabalhoamento de Bruno Lúcio aos 31 minutos. Quando o jogo já caminhava para o fim da primeira parte, aconteceria um dos momentos chave do jogo... Dante, até aí o único jogador amarelado, cometeria uma falta sobre Pintassilgo na área, o que acabaria por o levar à exclusão da partida por acumulação de amarelos ainda na primeira parte, deixando assim o Farense com o caminho aberto para sair a ganhar para os balneários.

Conseguida a vantagem e a jogar com mais um elemento, cabia a Manuel Balela mexer na sua equipa por forma a equilibra-la e assumir o domínio de jogo em sua casa. Com uma postura mais decidida na partida, os louletanos tentavam o empate, mas António Barão também não dormia no banco e astuto colocava DavidA festa nas bancadas e também de Pintassilgo no lado direito da foto Justo, jogador que nos têm habituado aos seus rápidos ráides, em campo, por troca com Zé Nascimento. A defesa do louletano estava mais diminuída face ao caudal ofensivo da equipa e jogava um pouco adiantada, com jogadores lentos, pelo que a aposta só podia surtir efeito. Passados dois minutos, David Justo construía o golo do 0-2, o que deixava os adeptos farenses com água na boca... Contudo a vantagem de dois golos foi sol de pouca dura e com o resultado mais equilibrado, intensificou-se ainda mais a pressão do Louletano, com Manuel Balela a por a carne toda no assador, perante uma defesa do Farense já amputada duma unidade sólida e forte fisicamente, Rui Graça, que havia saído por lesão, deixando os seus colegas de sector cada vez mais incomodados pelos gigantes louletanos. Justo, que havia estado no melhor, acabaria também por ser expulso infantilmente e para juntar a isso Norberto falharia um golo incrível de baliza escancarada, que faria o 1-3. Por tudo isto, embora o Farense estivesse a jogar bem, seria com alguma felicidade que o Louletano empataria a partida já no seu termo, para delírio dos adeptos e jogadores locais que o comemoram como que de uma final se tratasse. Nota para Rodrigo, jogador formado nas escolas do Farense, que comemorou o golo sozinho, junto dos adeptos farenses, duma forma muito vistosa e mesmo provocatória, situação que nada o dignifica. Arbitragem mediana.


Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 20ª Jornada
Estádio Municipal de Loulé (Loulé)

Assistência: 700 espectadores
15 horas, 08/02/2009
Árbitro: Eugénio Arez (Algarve)
LOULETANO 2-2 FARENSE


(45 mn, por Pintassilgo, na marcação duma grande penalidade para a esquerda de Bruno Lúcio, castigando uma falta de Dante sobre si, quando se preparava para caminhar isolado e rematar)
(60 mn, por Bruno, após uma boa jogada de Justo pela esquerda, que cruzou milimetricamente para Bruno no segundo poste, concluindo com o pé direito a jogada para o fundo da baliza louletana)
(65 mn, por Anselmo, numa jogada de contra ataque louletano de dois para um, Anselmo conduz a bola e acaba mesmo por reduzir a vantagem com um forte remate, indefensável para Gonçalo)
(90+4 mn, por Rafael, na sequência de um canto, a bola acaba por ser desviada e Rafael aparece mais lesto ao segundo poste e marca de cabeça)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Rui Graça (Hernâni 50 mn), Carlos Neves, Wilson; Luís Afonso (Arlindo, 63mn), Zé Nascimento (Justo, 57mn) Barão, Norberto, Bruno, Pintassilgo. Treinador: António Barão

sábado, 7 de fevereiro de 2009

DOMINGO DIA 8, 15HORAS, TODOS AO MUNICIPAL DE LOULÉ!!
O LOULETANO RECEBE O FARENSE, NUM DERBY QUE PROMETE SER INTENSO NA LUTA PELOS LUGARES DE SUBIDA!!
SÓ A VITÓRIA INTERESSA!!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

António Barão confia na subida...

O sexto lugar que o Farense ocupa na tabela é para manter e se possível melhorar. O objectivo de levar o Farense à 2ª Divisão Nacional mantém-se intacto, como referiu o técnico António Barão no final da partida com o Messinense. “Nesta fase, vamos tentar subir mais alguns lugares, e depois fazer contas na 2ª Fase”.

A vitória na recepção ao Messinense permitiu aio Farense não só manter-se no sexto lugar, no grupo das equipas que vão lutar pela subida de divisão, como afastar-se um louco mais de sétimo e oitavos classificados.

Contas feitas, o Farense está com 26 pontos, a cinco de Juventude de Évora (5º) e a seis do Costa da Caparica (4º). “Nós, nesta fase, estamos a tentar o 4º ou até mesmo o 3º lugar, uma vez que os dois primeiros já estão com uma larga margem. Vamos tentar subir algumas posições e ao mesmo tempo somar o máximo número de pontos para, na 2ª fase, então tentarmos terminar num dos dois lugares que dão acesso à 2ª Divisão Nacional”. Com 19 jornadas já cumpridas, para o final da 1ª Fase restam 7 jornadas. Nelas, o Farense tem de jogar quatro vezes fora de casa e apenas três no Estádio Algarve. Os jogos são; Louletano (fora), Costa da Caparica (casa), Quarteirense (fora), Cova da Piedade (casa), Fabril (fora) Lusitano de Évora (casa) e Silves (fora).

domingo, 1 de fevereiro de 2009

3ª Divisão acaba na próxima época

Foi aprovada em Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Futebol, este sábado, a extinção da 3ª Divisão Nacional já a partir da época 2010/2011. Quanto aos vencedores dos Distritais, estes subirão directamente à 2ª Divisão Nacional, proposta que foi apresentada pela Associação de Futebol do Algarve e mereceu aprovação.

As alterações aos quadros competitivos dos campeonatos nacionais de 2ª e 3ª Divisões foram aprovadas este sábado, 31 de Janeiro, na Assembleia-Geral da FPF.

A nota mais saliente prende-se com a proposta apresentada pela Associação de Futebol do Algarve que apontava no sentido dos campeões Distritais ascenderem directamente à 2ª Divisão Nacional sem necessidade de participar na poule que a FPF denominava como Pró Nacional. Esta proposta da AFA foi aprovada.

Quanto à 2ª Divisão Nacional, ela passará a ser disputada por 64 clubes divididos em quatro Séries de 16 clubes cada.

Este sábado, às 21h00, há Assembleia Geral na AFA onde os clubes algarvios ficarão a conhecer todos os pormenores das alterações aos nacionais e ao mesmo tempo votarão propostas para alterar os campeonatos Distritais de 1ª e 2ª Divisões.

Assalto final resulta numa vitória justa dos Leões de Faro sobre o vizinho Messinense

O Farense recebeu e venceu o Messinense por 3 bolas a 1, num derby marcado pelo terreno pesado do Estádio Algarve, resultado das chuvadas que têm caído nos últimos dias. Com prestações diferentes a meio da semana para a taça do Algarve, o Farense que seguiu em frente e o Messinense detentor do título que havia sido eliminado a meio da semana em Armação de Pêra, aguardava-se que a equipa dirigida por António Barão, pudesse dar uma resposta positiva ao mau resultado obtido em Évora na semana transacta.

E o Farense não fez por menos, entrou praticamente a ganhar, fruto de uma jogada bem delineada, com André Calado no centro do terreno a desmarcar Davide Justo à direita e este a oferecer o golo a Caras que à boca da baliza não se fez rogado. O Messinense tentou reagir quase de imediato, e aos 12 e 14 minutos Bruno Teodoro tirava dois cFonte: www.scfarense1910.blogspot.com - foto de José Luis Silvaruzamentos consecutivos do lado esquerdo do ataque mas Marocas chegava atrasado em ambas as situações. Era o melhor período do Messinense em todo jogo, quase de seguida era Roberto a rematar com a bola a rasar o poste direito de Gonçalo. O Farense tentou esbater um pouco a reacção dos barlaventinos e aos 22 minutos, Justo assistia Barão para um remate ao poste esquerdo da baliza defendida por Leandro Palma. Leandro Palma que quase de seguida faria a defesa da tarde a um remate de Norberto que levava o selo de golo. António Barão era obrigado a fazer a primeira substituição à passagem do 25 minuto, David Calado sentiu-se indisposto e foi substituido por Arlindo no centro do terreno. Quando se esperava o intervalo e numa altura em que o jogo tinha acalmado, o Messinense chegaria à igualdade numa falha da defesa farense e em que Marocas aproveitou para rematar para o fundo das redes. Chegaríamos ao intervalo com uma igualdade, de resto justa pelo que se tinha passado até então.

Na segunda parte o Farense entrou a todo gás, e Pintassilgo acabado de entrar a substituir Della Pasqua, que saíu lesionado, remataria para mais uma boa defesa de Leandro. No minuto seguinte era Justo, isolado atiraria por cima da trave. O Messinense em toda a segunda parte praticamente não incomodou Gonçalo sendo que o único remate ocorreu na marcação de um livre directo à entrada da área, mas que Gonçalo encaixou bem. Seguia-se uma fase do jogo mais atípica com muitas paragens para assistência a jogadores que acabou por quebrar o impêto farense. Com o aproximar do final do encontro o Farense voltou a carregar no acelerador, e foi num lance de insistência de Bruno e Pintassilgo, que pressionaram um defesa forasteiro que demorou a aliviar, este acabou por perder a bola para Bruno que remataria para o segundo golo dos leões de Faro. Fazia-se justiça no marcador. Mas se se espearava que fosse o Messinense a procurar a igualdade nos minutos finais, acabou por ser Bruno mais uma vez a marcar de cabeça após um livre de Barão, com Leandro a chegar atrasado a bola e a ver esta passar-lhe por cima. Estavamos no período de descontos, mas o jogo não acabaria sem que Bruno por duas vezes desperdiçasse mais duas situações clamorosas de golo sendo que numa delas atirou à trave. O jogo terminava logo de seguida.

O Farense conseguiu mais uma importante vitória, numa partida em que foi a melhor equipa sobre as 4 linhas, e em que o triunfo não sofre discussão.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 19ª Jornada
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 300 espectadores
15 horas, 01/02/2009
Árbitro: José Albino (Algarve)
FARENSE 3-1 MESSINENSE

(4 mn, por Caras, numa jogada iniciada em André Calado, desmarcando Justo e este cruzando para a emenda de Caras junto à linha de golo)
(43mn, por Marocas, aproveitando uma falha da defesa farense)
(85mn, por Bruno, que beneficiou da atrapalhação dum defensor contrário que era importunado por um jogador farense, tendo Bruno aproveitado para adiantar o Farense no marcador)
(90mn, por Bruno, na cobrança dum livre de Barão, Bruno marca de cabeça o golo)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Caras (Bruno, 45mn); André Calado (Arlindo, 23mn), Zé Nascimento, Barão, Norberto, Justo, Della Pasqua (Pintassilgo, 48mn). Treinador: António Barão

Crónica In Blog Leões de Faro, foto de José Luis Silva

domingo, 25 de janeiro de 2009

Farense afunda-se em Évora e diz "adeus" à subida

O Farense perdeu na tarde de hoje mais uma oportunidade de subir na tabela, onde defrontava um adversário directo na luta pelos lugares cimeiros, o qual já não vencia à seis jogos. Num jogo teoricamente difícil e aguardado com expectativa, os cerca de cem adeptos algarvios viram o Farense entrar bem na partida mas gradualmente foi perdendo o discernimento e saiu vergado a uma derrota por 3-1, que se ajustou ao desempenho das duas equipas no terreno.

A primeira parte começou da melhor forma para os algarvios que entrando forte, dispuseram logo de duas ocasiões para marcar, aproveitando uma delas paJogadores do Juventude de Évora comemoram um dos golos; ao fundo os South Side Boys...ra se adiantar no marcador logo aos 4 minutos. Estava feito o mais difícil, pois num relvado muito fustigado pela chuva, onde se aglomerou muita água e lama, prejudicando de certa forma o controlo da bola, especialmente pela equipa com maior pendor ofensivo. O Farense foi nos primeiros 20 minutos uma equipa mais objectiva, adaptando-se com maior facilidade às circunstancias mas os locais recuperaram e até ao final da primeira parte foram desperdiçando ocasiões mais que suficientes para inverter o resultado. Não contente com a exibição da sua equipa, o treinador Miguel Ângelo, ainda na primeira parte trocou dois jogadores da sua equipa, mas sem resultados imediatos, terminando os primeiros 45 minutos com a vantagem dos Leões de Faro.

Na segunda parte, se a tarefa já se estava a complicar para o Farense, pior ficou pois o Juventude entrou muito forte, desperdiçando mais ocasiões e empurrando definitivamente para o seu meio campo os farenses. O minuto 56 marcaria definitivamente a partida, e iniciaria a derrocada dos algarvios no desenrolar da mesma, pois a expulsão de Luís Afonso, por falta junto ao limite da grande área, ditaria a sua expulsão e o consequente livre perigoso, aproveitado por Luís Barreiros para empatar a partida. António Barão mexeu na equipa no sentido de a equilibrar após este revés, e digamos que conseguiu suster um pouco o ímpeto contrário durante um quarto de hora, mas sem nunca incomodar o guarda redes Cuca. Contudo a Juventude não desistia e era equipa mais forte na partida e como consequência disso chegaria à vitória após marcar dois golos em cinco minutos, já na recta final da partida, perante um Farense debilitado e que agora parece definitivamente condenado a lutar apenas pelo sexto lugar. Arbitragem mediana.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 18ª Jornada
Estádio Sanches Miranda (Évora)
Assistência: 200 espectadores
15 horas, 25/01/2009
Árbitro: Aurélio Afonso (Lisboa)
JUV. ÉVORA 3-1 FARENSE

(4 mn, por Norberto, numa jogada de Caniggia, a bola chega a Norberto e este marca o tento inaugural)
(58mn, por Luís Barreiros, o antigo jogador do Olhanense converte exemplarmente um livre directo, com a bola a bater ainda na trave)
(76mn, por Nuno Gaio, à terceira tentativa o atacante eborense, aproveira uma jogada rápida entre Sissé e Márcio Madeira para rematar cruzado para o 2-1)
(81mn, por Márcio Madeira, na cobrança dum livre directo)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Wilson; André Calado (Hernâni 59mn), Luís Afonso, Barão, Norberto, Pintassilgo (Tony, 70mn), Della Pasqua(Bruno 46mn). Treinador: António Barão

domingo, 18 de janeiro de 2009

Maldição regressa ao Estádio Algarve... Barreirense sorriu no fim

Apesar dos muitos cantos e livres conquistados na parte final da partida, o Farense não conseguiu marcar qualquer golo e foi infeliz na forma como sofreu o golo já no período de descontos.

O Farense quebrou na tarde de hoje uma boa sequência de quatro jogos sem perder no qual averbou 10 pontos. Apesar de se ter afastado dos lugares cimeiros acabou por manter a sexta posição, mas esta está agora mais a ameaçada, isto na véspera da difícil e aguardada deslocação a Évora do próximo domingo. A derrota penalizou o Farense, não só pela oportunidade perdida de subir na tabela mas porque com uma assistência superior à dos últimos jogos, o Farense perdeu uma ocasião de se reconciliar definitivamente com o seu público, que no inicio da época vinha em grande número ao Estádio Algarve, mas gradualmente se foi afastando devido às más exibições e resultados da equipa.

Sob umas nuvens ameaçadoras, mas que não passaram disso mesmo, durante o tempo de jogo, o Farense até iniciou a partida de forma aceitável, pois apesar do relativo equilíbrio foi de facto a equipa com maior vontade e ensaiou nos primeiros minutos algumas jogadas mais incisivas, sem contudo criar chances reais de golo. O Barreirense acabaria por equilibrar definitivamente partida e assistiu-se a um jogo algo morno, mastigado a meio campo, onde as defesas se iam superiorizando aos atacantes contrários. Seria nessa altura que surgiria o golo do Farense, perto da meia hora de jogo, marcado por Norberto que desfazia assim uma igualdade que até ao momento era justa. Após o golo, a dinâmica do jogo não mudou muito, com um Farense assentar o seu esquema num 4x1x4x1, que poucos frutos dava... Seria do Barreirense a mais clamorosa ocasião até ao intervalo com um seu jogador a aparecer solto na área, após cruzamento atrasado da direita, e a chutar mal a bola, quando tinha tudo para empatar a partida. Terminava assim a primeira parte, com o resultado de 1-0, premiando um Farense mais eficaz, perante um adversário que não estava ser inferior em grande parte do primeiro tempo.

No segundo tempo, o cariz do jogo não mudou muito, mas António Barão, mesmo a vencer, e não satisfeito com a produtividade atacante da equipa, trocava o defesa Wilson por Bruno, no sentido de acompanhar mais Della Pasqua, que estava muito sozinho na frente. Notou-se claramente no jogo de hoje o défice exibicional dum jogador que esteve em foco nos últimos jogos que assistimos, Pintassilgo, que talvez tenha tido dificuldades em impor o seu jogo pois estando encostado na ala direita, não tinha a liberdade para organizar o jogo, prejudicando assim o fluxo ofensivo da equipa. O Barreirense, não tinha nada a perder e ia tentando "pegar" no jogo, perante um Farense pouco mexido, e foi cada vez mais pressionando os locais, embora sem proporcionar a Costa momentos de maior aperto. Foi por isso neste clima de “paz podre” que os homens do Barreiro desfariam a vantagem num lance de bola parada, quando faltavam ainda cerca de vinte e cinco minutos para o final da partida. O Farense tinha que acordar e sair da letargia a que estava remetido, e foi isso que aconteceu... Embora sem o impacto da reacção com o Castrense, chegou-se mesmo a acreditar que o golo estava iminente, pois com garra e coração o Farense ia criando perigo junto da baliza de Valter, conquistando cantos e livres junto à área. Por seu turno o Barreirense ia procurando estancar esse pendor e nunca deixava perder uma oportunidade de contra ataque, que embora sem muitas facilidades, acreditava também na vitória. Chegávamos então à recta final, com o público do Estádio Algarve muito ansioso, vendo o Farense a tentar o golo mas seria a equipa forasteira a trocar as voltas aos adeptos algarvios... Na verdade o Barreirense acabaria por ser feliz, fruto dum lance em que Costa é mal batido e no qual o homens de Barreiro acabavam por garantir a vitória num terreno sempre apetecível, perante um Farense incrédulo e depois desiludido com a "sina" que lhe estava destinada na tarde de hoje. Arbitragem aceitável.


Camp. Nac. 3ª Divisão, SérieF, 17ª Jornada
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 600 espectadores
15 horas, 18/01/2009
Árbitro: Mário Belmonte (Évora)
FARENSE 1-2 BARREIRENSE

(29 mn, por Norberto, que aparece desmarcado no coração da área e encosta facilmente para a baliza defendida por Valter, após um cruzamento longo da direita de Barão)
(64 mn, por João Filipe, na cobrança dum livre directo que se anichou nas redes defendidas por Costa)
(91 mn, por Mauro, livre directo marcado por João Filipe na meia direita do seu ataque, ao qual Costa tenta agarrar, mas não o conseguindo, deixa a bola à mercê de Mauro que facilmente fez o golo forasteiro)


Farense: Costa; Cannigia (Luís Afonso 61mn), Rui Graça, Carlos Neves, Wilson (Bruno 57mn); Hernâni, Zé Nascimento, Barão (Klebson, 67mn), Norberto, Pintassilgo, Della Pasqua. Treinador: António Barão

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Pina treina-se em Faro

O plantel do Farense pode vir a ter mais um reforço, a acontecer o último da época. O treinador António Barão tem vindo a observar nos últimos dias o defesa Pina, que fez a formação nas escolas do Sporting. A decisão será conhecida até ao final da semana.
In edição impressa do Jornal "A Bola"

domingo, 11 de janeiro de 2009

Farense traz ponto de Reguengos e aumenta vantagem para o sétimo classificado

O Farense conseguiu na tarde de hoje mais um preciso ponto fora de casa diante dum adversário teoricamente mais forte, aumentando a invencibilidade para quatro jogos no campeonato, num jogo emotivo e onde o empate a duas bolas se afigurou como o resultado mais justo no sintético de Reguengos.

Numa primeira parte equilibrada, acabou por entrar melhor a equipa de Faro, que jogando na casa do terceiro classificado, não entrou temeroso e foi trocando a bola com alguma qualidade, tendo mesmo criado algumas ocasiões para iniciar a contagem. Contudo seriam os alentejanos a inaugurar o marcador, um pouco contra a corrente de jogo, deixando os homens de Reguengos mais tranquilos, embora a sua toada de jogo não se alterasse muito, privilegiando o contra ataque onde dispunham de unidades muito rápidas e fortes na frente. Mais uma vez António Barão não esteve com meias medidas e ainda sem chegarmos ao intervalo, lançava em campo Bruno, no sentido de dar maior poder ao ataque algarvio. Curiosamente ou talvez não, dois minutos depois, ganharia o penalty que daria o empate ao intervalo, num lance muito contestado pelos adeptos locais.

Na segunda parte o Reguengos entrou bem, mas seria o Farense a adiantar-se no marcador, graças a um golo de Norberto. Num jogo muito contestado pela arbitragem, o Atlético chegaria à igualdade num lance de grande penalidade muito duvidoso, como que numa compensação de outro lance na área que o arbitro não marcou. Contudo o Farense não baixou os braços e aguentando a intenção ganhadora dos locais, foi gradualmente afastando o jogo da sua área e conseguiu mesmo em certos períodos dominar a partida e procurar o 3-2, tendo depois guardado o resultado na parte final, perante um adversário já algo cansado em virtude das tardias substituições efectuadas pelo treinador Jorge Vicente. Arbitragem de má qualidade em prejuízo de ambas as equipas.

Camp. Nac. 3ª Divisão, SérieF, 16ªJornada
Campo Virgilio Durão (Reguengos de Monsaraz)
Assistência: 350 espectadores
15 horas, 11/01/2009
Árbitro: Paulo Roberto Jorge (Setúbal)
ATLÉTICO REGUENGOS 2-2 FARENSE

(27 mn, por Barry, jogada de Ben, que cruza atrasado para o remate vitorioso de Barry)
(46 mn, por Della Pasqua, na cobrança duma grande penalidade a castigar uma (suposta) falta cometida sobre Bruno junto à linha de fundo)
(55 mn, por Norberto, na sequência dum cruzamento para a área, Bruno desvia de cabeça e Norberto faz o segundo)
(70 mn, por Ben, (suposta) falta de Rui Graça sobre Ben na área e este chamado à conversão não falha e empata a partida)

Farense: Costa; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Wilson; Hernâni, Zé Nascimento (Bruno 43mn), Barão, Norberto, Pintassilgo (Klébson, 73mn); Della Pasqua (Luis Afonso, 66mn). Treinador: António Barão


quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Terceira Divisão Nacional pode acabar daqui a dois anos

Foi notícia do Jornal A Bola no passado sábado, a questão duma nova reformulação nos quadros competitivos do futebol sénior em Portugal, que visa essencialmente a redução do numero de equipas a disputar os Nacionais. Segundo se leu, Gilberto Madail escolheu um grupo de trabalho para estudar a questão e estes seis dirigentes (4 associativos e 2 dos quadros de FPF) colocaram na mesa duas propostas para futura apreciação e votação numa assembleia geral que poderá ocorrer ainda este mês. A ideia é que a Terceira Divisão Nacional seja minimizada a um torneio de dois meses, a ocorrer no final da época entre os campeões distritais (e porventura alguns repescados das associações mais fortes), sendo depois apurados os melhores dessa fase final para ascender directamente à Segunda Divisão B. Com o objectivo de reduzir custos, a FPF, na minha opinião irá dar uma machadada na estrutura do futebol português, deixando mais jogadores no desemprego e também resumindo o país a apenas três divisões nacionais, o que na minha óptica é pouco, para um país que cada vez mais se quer assumir como uma potência no futebol mundial, limitando cada vez mais a competitividade e o desenvolvimento da modalidade.

No caso do SC Farense, e olhando para os dois quadros que anexamos, parece-nos que no caso do futuro dos Leões de Faro ser desembaraçado, o caminho para a Liga Sagres parece mais desbravado pois se o Farense conseguir a promoção à Segunda B até 2010, poderia ser incorporado numa campeonato que já contemplaria nessa altura a subida directa à Liga Vitalis, do campeão da série, situação que não acontece neste momento, onde num universo de 48 equipas em 4 séries, apenas sobem duas. No lado negativo, caso o Farense não consiga terminar o campeonato de 2009/2010 em posições cimeiras, poderia correr o risco de voltar ao Distrital, que desta feita estará mais competitivo que nunca, com a inclusão de muitas equipas algarvias com "tarimba" de Nacionais, o que obrigaria a uma equipa muito competitiva para as ultrapassar, mas também para disputar a "tal" fase final Nacional, com vista à promoção à Segunda B. Uma situação para acompanhar com muita atenção nos próximos tempos...

domingo, 4 de janeiro de 2009

O Leão mostra a sua raça!

O golo de Pintassilgo, aos noventa e um minutos na conversão duma grande penalidade foi o corolário de trinta minutos de intenso domínio algarvio no último terço da partida, justificando claramente a vitória pela raça e querer demonstrados em campo nesse período, invertendo um score de 0-2, consolidado ainda nos primeiros vinte minutos de jogo.

Terminou em apoteose o jogo desta tarde disputado no estádio Algarve. Frente a frente estavam as equipas do Farense e Castrense, à partida separadas por quatro pontos nesta jornada. O Farense apresentou-se hoje muito desfalcado,em virtude dos atrasos burocráticos dos últimos reforços, mas principalmente com jogadores afectados por lesões e gripes, o que tornava a tarefa dos comandados de António Barão ainda mais difícil.

O jogo iniciava-se então no bem tratado relvado do Estádio Algarve, sob uma temperatura fresca mas debaixo dum sol radioso que convidava os interpretes a uma sinfonia bem afinada... Mas o Farense não correspondeu às expectativas depositadas e apresentou-se em campo com nítidas dificuldades na troca de bola... Ainda nem dez minutos haviam passado e já os algarvios se viam perder, graças a um golo de belo efeito marcado pelo Castrense, o qual intranquilizou ainda mais o Farense. O Castrense jogava mais no meio campo farense e como consequência disso chegava mais vezes à baliza de Costa. Seria num desses lances que Rui Graça cometeria uma falta dispensável na área, conduzindo o Farense para a beira do precipício, pois ficava a perder por 0-2 e pior que isso não mostrava argumentos para ultrapassar um adversário que trocava muito bem a bola e onde tinha jogadores rápidos na frente, que sempre que podiam incomodavam os defesas algarvios. Perante este cenário, Della Pasqua, vindo de lesão foi "lançado às feras", única solução ofensiva no banco, na tentativa de dar mais apoio a Pintassilgo e libertá-lo um pouco das amarras a que estava sujeito, dando também maior instabilidade à defesa contrária. Mas, o meio campo não produzia e o guarda redes Peraltinha não era chamado a intervenções complicadas, o que traduzia a qualidade do jogo ofensivo dos Leões de Faro.

António Barão percebeu isso e lançou ao intervalo uma unidade mais criativa no meio campo, Luís Afonso, que apesar de debilitado fisicamente, e, com o auxílio de Hernâni lançado quinze minutos mais tarde, trouxe mais alegria ao jogo algarvio. Ultrapassada a hora de jogo, e já após o Castrense ter tido uma ocasião soberana para matá-lo de vez, após duplo desperdício dos seus atacantes, primeiro numa bola à trave e depois na recarga defendida in-extremis por Costa, o Farense partiu então para uma meia hora muito forte, do melhor que se viu esta época, transfigurando-se completamente. Era uma equipa mais pressionante, rápida e organizada e com isso foi ameaçando cada vez mais a equipa alentejana que já denotava algum cansaço e pouco discernimento. Iam-se coleccionando livres e lançamentos laterais junto à área até que Pintassilgo marcaria o golo da esperança, a cerca de vinte e cinco minutos do final do jogo. Perante este cenário assistimos então a um período em que os visitantes preferiram abdicar do futebol para dar lugar a um anti-jogo condenável, atrasando as substituições e acumulando lesões sucessivas nos seus jogadores... Mas o Farense, apesar destas adversidades, mostrava raça, criava oportunidades, e foi desta forma que chegou à igualdade já perto dos "noventa", mas ainda a tempo de garantir a vitória, já em período de descontos através duma grande penalidade contestada pelos forasteiros, mas bem assinalada. Foi a loucura no Estádio Algarve! O golo de Pintassilgo trazia justiça ao resultado e era uma justa recompensa para os homens de Castro Verde que tudo fizeram para queimar tempo, isto com a complacência do árbitro, que apenas havia dado cinco minutos de descontos.

Vitória muito importante, e que permitiu ao Farense segurar o sexto lugar, aproximando-se de todas as equipas da frente à excepção do líder Cova da Piedade, situação que permite encarar com mais confiança esta segunda volta do campeonato.

Camp. Nac. 3ª Divisão, SérieF, 15ªJornada
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 400 espectadores
15 horas, 04/01/2009
Árbitro: Joaquim Rabasqueira (Évora)
FARENSE 3-2 CASTRENSE

(8 mn, por Nuno Martins,num forte e colocado remate de fora da área, descaído pela esquerda ao qual Costa pouco podia fazer)
(17 mn, por Pedro Lança, na sequência duma grande penalidade bem cobrada para a esquerda de Costa, castigando uma falta de Rui Graça que agarrou Rui Pepe na área)
(66 mn, por Pintassilgo, após um livre cobrado da esquerda do ataque farense, há um desvio no segundo poste de Rui Graça e aparece Pintassilgo a marcar de cabeça o golo que animava de novo as hostes farenses)
(82 mn, por Luís Afonso, livre descaído pela esquerda marcado à maneira curta, onde Luís Afonso desfere um remate de longe mas fortíssimo, fazendo a bola entrar junto ao ângulo superior esquerdo da baliza defendida por Peraltinha)
(91 mn, por Pintassilgo, jogada dentro da área castrense, junto à linha onde o Della Pasqua é derrubado por um defesa contrário. Assinalada grande penalidade e Pintassilgo, chamado para a cobrança, engana o guarda redes e faz o golo da reviravolta)

Farense: Costa; Cannigia, Rui Graça, Arlindo (Luís Afonso 46mn), Wilson (Della Pasqua 25mn); Carlos Neves, Zé Nascimento (Hernâni 60mn), Barão, Norberto, Pintassilgo, Toni. Treinador: António Barão

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Cartaz para o fim de semana


A somar a este jogo, destacamos também o jogo de amanhã da nossa equipa Júnior. O Farense faz uma curta deslocação até Loulé para defrontar a equipa do Louletano, que se encontra actualmente na penúltima posição com dez pontos, a seis dos Leões de Faro. Jogo de grande interesse e rivalidade, o qual contamos acompanhar e fazer uma breve crónica.

Estádio Municipal de Loulé, 03/01/2008, 15 horas
LOULETANO - FARENSE

domingo, 21 de dezembro de 2008

Estrelinha de Natal oferece três pontos em Loulé

O golo do 1-3 surgiu na sequencia deste cruzamento, e Paulinho, ao segundo poste, aproveita o ressalto marcando então o golo que mataria o jogo.
O Farense conseguiu na tarde de hoje a sua primeira série de vitórias seguidas da época ao bater a equipa de Loulé, o Canpinense por 1-3, isto numa altura em que o seu plantel está numa fase se renovação. Por isso, com um leque de jogadores diminuto e com a ausência neste jogo de algumas unidades importantes, o Farense acaba por sair incolme de tal situação e pôde finalmente iniciar um ciclo ganhador que se espera que tenha seguimento já no próximo sábado diante do Guia, mas principalmente na próxima jornada do Nacional, no Estádio Algarve diante do Castrense.

Mas nem tudo foram rosas nesta caminhada percorrida na tarde de hoje, pois quem acompanhou a partida desde o inicio nunca pensou que o resultado poderia ser iniciado com golos farenses. O Campinense entrou muito bem na partida e antes dos dez minutos de jogo já por duas vezes Kula havia negado autênticamente o golo, primeiro a Hélder que apareceu completamente solto de marcação na área e depois também por Manuta. Nessa fase, a equipa de Faro mostrou-se muito intranquila, acanhada e com dificuldades em impôr o seu jogo permitindo ao adversário a conquista de três ou quatro cantos consecutivos. Foi por isso um paradoxo a maneira como o Farense chegou à vantagem, numa altura em que o Farense já tentava apagar o fogo mas não justificava o golo, que apareceria aos 16 minutos numa grande penalidade a castigar um suposto erro crasso dum defesa contrário que jogou infantilmente a bola com a mão na grande área.
O golo foi sem dúvida o melhor calmante para a equipa de Faro, que a partir daí começou a jogar mais personalizado e mais adiantado no terreno, tendo segurado o ímpeto do adversário. Num jogo que esteve muitas vezes parado devido a problemas físicos dos jogadores, tanto do Campinense como do Farense, foi numa dessas jogadas em que os jogadores de Loulé reclamaram falta que o Farense aumentou a vantagem por Bruno, que defrontava a sua ex. equipa, à semelhança de Barão, Pintassilgo, Kula ou Luis Afonso. E se o jogo até aí estava equilibrado e algo morno, foi nos ultimos dez minutos da primeira parte que o Farense ofereceu aos seus sócios e adeptos os melhores momentos do jogo, onde emergia a figura de Pintassilgo, autêntico dinamizador do jogo farense, dando uma clarividência e intenção ainda não vistas esta época para os lados do S. Luís.

Já com Mindo em campo, após a saída de Manuta, saída essa, mal recebida pelo jogador campinense que foi directo aos balneários, esperava- se que o Campinense voltasse a entrar forte, tal como havia feito no primeiro tempo, mas o Farense foi levando a àgua ao seu moinho, preenchendo bem o meio campo, queimando algum tempo em lances que irritavam os locais, o que fazia crer que a partida estava bem encaminhada para os Leões de Faro. Contudo, aos 61 minutos Dani desperdiçaria uma ocasião soberana de reduzir a desvantagem rematando por cima, quando estava completamente isolado perante Kula. Foi a pedrada no charco! O Campinense ressurgiu, e logo nos instantes seguintes chegaria ao golo num lance fortuito de Léo. Logo de seguida era marcado um livre frontal muito perto da meia lua e chegou-se a temer o empate dum adversário que parecia acreditar cada vez mais no golo. Antes do canto resultante desse perigoso livre, António Barão lançava em campo Paulinho, que minutos mais tarde decidiria o jogo numa jogada confusa na área, onde apareceu no sitio certo para aniquilar as esperanças adversárias, e depois comemorar efusivamente junto dos South Side, que se encontravam deslocados no peão do Estádio.
O Campinense ainda reagiu e tentou o golo do 2-3, mas acabou por ser uma equipa infeliz e também culpada pela derrota em virtude dos seus erros acumulados, sendo justa a vitória do Farense pela eficácia e pragmatismo demonstrado.
Arbitragem complicada mas globalmente positiva.

Em declarações à Rádio Restauração, António Barão congratulou-se com a vitória que deu o 6.º lugar na tabela e adiantou mais alguns reforços para a equipa de Faro, juntando Gonçalo, Klébson e um paraguaio(ainda não confirmado) ao nome de Carlos Neves, já noticiado neste espaço. Questionado sobre as mexidas provocadas no equipa nestas ultimas semanas, adiantou que o Farense está cima de qualquer individualidade e que quem não pensar desta forma não têm lugar no seio da equipa de Faro.

Camp. Nac. 3ª Divisão, SérieF, 14ªJornada
Estádio Municipal de Loulé (Loulé)
Assistência: 450 espectadores
15 horas, 21/12/2008
Árbitro: João Constantino (Beja)
CAMPINENSE 1-3 FARENSE

(16 mn, por Pintassilgo, na cobrança duma grande penalidade. Jogada pela direita a junto à grande área, e no cruzamento a bola é jogada (supostamente) com mão por um jogador campinense. João Constantino não teve dúvidas e assinalou a falta)
(30 mn, por Bruno, na sequência dum contra ataque rápido da equipa farense, os homens de Loulé ficam a protestar uma alegada falta sobre Manuta no seu meio campo atacante e Pintassilgo segue a joga em grande velocidade e oferece a Bruno, que livre de marcação, faz o segundo no coração da área)
(66 mn, por Léo, o jogador formado nas escolas do Farense, surge descaído pela direita, ainda longe da área e tenta o cruzamento, mas este sai muito longo e engana Kula, que estava adiantado. Golo de belo efeito)
(76 mn, por Paulinho, numa jogada de insistência pela esquerda, a bola é cruzada para área, Edgar e um defesa campinense atrapalham-se e surge Paulinho, solto de marcação a marcar facilmente o terceiro golo)

Farense: Kula; Cannigia, Rui Graça, Arlindo, Caras; Zé Nascimento (André Calado 86mn), Barão, Norberto (Paulinho 68mn), Pintassilgo, Justo (Luis Afonso, 54mn), Bruno. Treinador: António Barão

sábado, 20 de dezembro de 2008

domingo, 14 de dezembro de 2008

Pai Natal trouxe primeira vitória caseira do Farense

O Farense obteve hoje, à semelhança dos Juniores, à sétima tentativa, a primeira vitória caseira da época, tendo nesta ultima jornada da primeira volta batido o ultimo classificado Silves por 1-0, graças a um golo obtido já perto do fim da partida pelo veterano Pintassilgo.
António Barão apresentou na tarde de hoje um onze com muitas alterações, em virtude do surto de lesões que afecta algumas peças da equipa, não esquecendo a suspensão de Caras e os recentes abandonos no plantel de Everson e Duarte, não sendo por isso de estranhar os apenas 16 jogadores incluídos na ficha de jogo pelo treinador farense.

Mas as contrariedades não se ficaram por aqui, e se o Farense até havia começado bem com um remate à trave da baliza contrária, haviam passado cinco minutos e já o "repescado" Della Pasqua se havia lesionado dando lugar a Bruno, jogador que mais uma vez esteve abaixo das suas capacidades... Adivinhava-se então uma tarefa difícil para os Leões de Faro que embora tivessem uma maior intenção na partida denotavam dificuldade em causar perigo, tendo o seu opositor também chegado nesse período à baliza farense por poucas vezes, deixando nos adeptos a sede dum desafio mais intenso e alegre por parte dos conjuntos em campo.


Veio a segunda parte e o Farense entraria mais forte na partida, o que era perfeitamente esperado, pois na presença do ultimo classificado cabia ao Farense procurar a vitória no seu terreno... O Farense pressionou, procurou o golo mas esse não pareceu, quiçá por desacerto dos dos assistentes, mas também dos concretizadores, perdendo hipóteses de inaugurar o marcador e dar a vitória ao conjunto de António Barão. Numa ultima instância, o treinador dos Leões de Faro, trocava então Brasa e Justo por outros dois flanqueadores, Tony e Paulinho, jogadores com pouca utilização no plantel do Farense, mas que na tarde de hoje foram lançados às feras, face ao débil apetrechamento do Farense nesse sector... Seria já na recta final que o Farense chegaria ao golo, por Pintassilgo, situação que foi um autêntico alivio e descompressão do stress acumulado pelas hostes farenses nos últimos meses, pois com este golo practicamente garantia a vitória caseira, que assim pode eventualmente catapultar os comandados de António Barão para voos mais ambiciosos, dependendo isso do reforço do plantel, pois com as baixas no sector atacante parece premente o reforço deste sector mas também do meio campo, com 3 ou 4 unidades ao todo que façam a diferença para melhor.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 13ª Jornada
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 400 espectadores
15 horas, 14/12/2008
Árbitro: Nuno Alvo (Algarve)
FARENSE 1-0 SILVES

(85 mn, por Pintassilgo, na sequência dum lance atabalhoado Pintassilgo é isolado na esquerda do ataque farense, e desfere um remate cruzado marcando o golo solitário da partida)

Farense: Kula; Norberto, Rui Graça, Arlindo, Cannigia; Zé Nascimento, Barão, Pintassilgo, Brasa (Tony, 72 mn), Justo (Paulinho, 55mn), Della Pasqua (Bruno 6mn). Treinador: António Barão

Foto In Blog Leões de Faro

domingo, 7 de dezembro de 2008

Farense perde 2-0 em Évora e não vence à 7 jogos...

Numa deslocação encarada com esperança pelos adeptos farenses, tendo o muito público afecto à equipa de Faro, demonstrado mais uma vez a sua força e apoio em prol do clube da capital algarvia, a verdade é que as coisas não correram de feição e os Leões de Faro saíram vergados a uma derrota por 2-0.

Os primeiros instantes da partida foram farenses, mas logo o Lusitano reagiu e partiu para uma exibição de bom nível, assentando o seu jogo num futebol rápido e bonito, superiozando-se territorialmente ao Farense, que apesar de empenho na partida, foi encostado às cordas e viu a equipa local falhar algumas ocasiões clamorosas, especialmente nos primeiros 20/25 minutos. Com o tempo, os Leões de Faro foram se desembaraçando, tiveram algumas chances para violar a baliza defendida por Laurentino, com realce para uma cabeçada de Bruno, a cruzamento de Brasa, que passou por cima da trave da baliza eborense. Como quem não marca, arrisca-se a sofrer, numa das jogadas imediatas o Lusitano adiantaria-se no marcador, através duma grande penalidade convertida pelo reputado jogador Manuel do Carmo, o que deixava os homens de Faro em maus lençóis pois o golo surgia mesmo numa altura cirúrgica da partida. No espaço de 8/9 minutos, António Barão promoveu uma autêntica revolução no onze, esgotando as três substituições possíveis e procurando dar uma vocação mais ofensiva à equipa. Terminava então a primeira parte, com alguma confusão na bancada central, onde estavam lado a lado a claque farense e os adeptos locais, situação pouco recomendável e que causou alguns problemas às autoridades locais para a sanar.

Na segunda parte, já com a nova disposição promovida por Barão perfeitamente efectivada, o Farense ainda fez sonhar as suas gentes. Entrou forte, pressionou o adversário e falhou alguns “golos cantados”, situação que acabou por condicionar ainda mais o seu resultado. Aos poucos os algarvios foram perdendo gás, vindo ao de cima algum cansaço, o que deu origem a algumas descompensações a meio campo. Limitados também por uma lesão de Né, os algarvios viam-se aflitos e o golo de Sebastien já no ultimo quarto de hora da partida veio sentenciar um jogo que estava a ficar cada vez mais difícil para os forasteiros. Caras ainda foi expulso por acumulação de cartões amarelos, prejudicando ainda mais o desempenho da equipa.

Num traço geral, podemos dizer que o Farense foi um justo derrotado, dado que não soube ser eficaz e apenas a espaços foi superior ao seu adversário. Este foi mais equipa, mais organizado e bateu os algarvios, que apesar de terem lutado muito, não evitaram uma derrota que os afasta cada vez mais do sonho da subidas, perspectivando-se pelas palavras de António Barão no final da partida algumas mudanças no seio do plantel farense num futuro próximo.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 12ª Jornada
Complexo Desportivo do Lusitano (Silveirinha - Évora)
Assistência: 200 espectadores
15 horas, 07/12/2008
Árbitro: Ricardo Silva (Lisboa)
LUSITANO ÉVORA 2-0 FARENSE

(34mn, por Manuel do Carmo, na cobrança duma grande penalidade batida para o centro da baliza, enganando assim Kula. Penalty surge numa jogada em que Kula rasteira avançado eborense que estava isolado)
(78mn, por Sebastien, na sequência de uma falha defensiva da defesa algarvia)

Farense: Kula; Caras, Rui Graça, Né, Duarte (Barão, 39mn); Arlindo, Norberto, Pintassilgo(Everson, 46mn), Zé Nascimento(Della Pasqua, 46mn), Brasa e Bruno.Treinador: António Barão


Foto cortesia Blog Leões de Faro