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domingo, 27 de março de 2011

Faro vai ter novo parque de lazer em terreno anteriormente prometido para bomba de gasolina do Farense

Marcado a vermelho na foto o terreno onde vai ser implantado o parque de lazer
O presidente da Câmara de Faro anunciou hoje a construção do "Parque de Lazer das Figuras", estrutura que ocupará parte do terreno que a autarquia pretendia ceder ao Farense para a implementação e exploração de um posto de abastecimento de combustíveis. "Até que seja resolvido o diferendo entre a Assembleia Municipal de Faro, Farense e a GALP sobre a cedência do terreno que decorre nos tribunais, decidimos avançar com a construção do parque de lazer", disse Macário Correia durante a apresentação do projeto.


Em 2005, o tribunal não reconheceu o "interesse público" na cedência do terreno pela autarquia ao Sporting Clube Farense, que pretendia ali instalar e explorar um posto de abastecimento de combustíveis. "O processo está em fase de recurso no Tribunal da Relação de Évora, e como a ação não está, seguramente, para se resolver nos próximos tempos, entendemos que agora deve ter esta utilização", disse Macário Correia. "Trata-se de dar utilidade a um espaço que não estava a ser aproveitado e que se encontrava numa situação de abandono que quase parecia uma lixeira", disse Macário Correia, durante a apresentação do projeto.


O futuro Parque de Lazer das Figuras, representa um investimento de 150 mil euros, resultante de uma parceria entre a autarquia e privados, e ficará implementado na Horta das Figuras, numa faixa de terreno de cerca de 400 metros quadrados, à entrada da cidade de Faro. "Serão instalados equipamentos de lazer para proporcionar à população mais exercício físico e atividade recreativa", observou o autarca.


A Câmara Municipal de Faro promoveu hoje uma visita a obras e a equipamentos no concelho, na qual participaram membros da Assembleia Municipal, diretores de departamento e chefes de divisão da autarquia. As visitas aos equipamentos municipais decorre de dois em dois meses para que, segundo a autarquia, "os responsáveis políticos travem conhecimento mais aprofundado da realidade do concelho para ficarem munidos de mais e melhores instrumentos de decisão".





Pelas palavras de Macário Correia, o processo em tribunal está para durar e na minha opinião não ficou explicito se, dado o avultado investimento, no futuro, este terreno será cedido ao SC Farense para instalação de um bomba de gasolina...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Demolições na Praia de Faro deixam de pé menos de 100 edifícios


Apenas 85 dos 374 imóveis públicos e privados identificados na zona de influência do Plano de Pormenor da Praia de Faro não serão demolidos, segundo a proposta de plano atualmente em cima da mesa e a que o barlavento.online teve acesso.

A intervenção na área desafetada do Domínio Público Marítimo, sob a alçada da Câmara de Faro, vai ser profunda, caso esta proposta vingue e contam-se pelos dedos os edifícios a Sul da avenida que atravessa esta zona balnear que vão ficar de pé.

Um cenário que já havia sido admitido pela presidente da Sociedade Polis Ria Formosa Valentina Calixto e avançado na edição impressa desta semana do «barlavento».

Esta responsável anunciou, entre outras novidades, que a Praia de Faro vai ser classificada como «a zona de maior risco» da Ria Formosa, mas não adiantou números. Estes podem ser deduzidos da proposta de plano.

«Das análises efetuadas às vulnerabilidades do sistema dunar da praia de Faro, observa-se que toda esta área é uma zona de risco. Minorar esse risco é possível apenas através da reconstrução dunar», acreditam os autores do Plano, encomendado pela Sociedade Polis.

«Para tal, é necessário remover e demolir edificado e ocupações que neste momento se encontram em zonas sensíveis à reconstrução dunar. Como princípio ordenador, e considerando o eixo longitudinal definido pelas Avenidas Nascente e Poente da Praia de Faro, considera-se que todas as construções e ocupações a sul deste eixo deverão ser demolidas e removidas dando lugar à reconstrução dunar», lê-se no documento.

Apesar de serem abertas algumas exceções, decorrentes de uma avaliação que inclui diversos fatores, desde a localização à estabilidade do edifício, estas são bem poucas.

Uma ideia que fica clara no mapa que identifica as casas que ficam e as que são para demolir.

Feitas as contas às frações registadas pelos autores do plano, que ascendem a 374, e aos edifícios que são identificados como a manter, fica o número de 289 imóveis a demolir.

Um número que aumenta se se tiver em conta os fogos que realmente existem, já que há edifícios com mais que uma casa de habitação e frações com mais do que um edifício.

Por outro lado, há que considerar que, em muitos casos, não se trata de edifícios de habitação, já que neles se incluem estabelecimentos comerciais e edifícios públicos pertencentes a diversas entidades.


Avenida da Praia também será reconstruída

A estrada que atravessa a ilha também vai sofrer alterações profundas, começando pelo seu recuo em cerca de 25 metros, em direção à Ria Formosa em boa parte da sua extensão e passando pelo levantamento de todo o pavimento e a sua substituição.

Isto levará a que alguns dos edifícios que hoje se encontram a Norte da estrada fiquem em zona de renaturalização e por isso tenham que ser demolidos.

«As atuais Avenidas, Nascente e Poente, serão descompactadas e removidos os seus pavimentos, de forma a devolver permeabilidade a todos os pavimentos e solos da Praia de Faro», defende o plano.

«Em seu lugar propõe-se um pavimento único, recuando a localização dos antigos arruamentos para norte de forma a permitir os acertos de cota que a reconstrução dunar necessita. Este pavimento será preferencialmente em cubos de pedra, permitindo drenagem natural em toda a sua extensão», acrescentam.


Com Faro no Coração considera plano «esbanjamento de dinheiros públicos»

O teor da proposta apresentada às entidades e associações que compõem a comissão específica que irá discutir a proposta de plano no dia 17 de março, já motivou reações por parte da oposição.

O movimento «Com Faro no Coração» (CFC), que apoiou José Vitorino nas últimas autárquicas, já veio a público denunciar o que considera «um crime que lesa Faro, pela destruição com esbanjamento de milhões, falta de respeito pelos residentes e atividades comerciais e roubo da fruição deste importante espaço de lazer dos farenses».

O plano prevê a demolição de alguns estabelecimentos comerciais e equipamentos da Praia de Faro, entre os quais o Centro Náutico, a escola, o Parque de Campismo, o bar Sui Generis, o restaurante Paquete e o restaurante Camané.

Ao mesmo tempo que deita abaixo casas, a Sociedade Polis prevê a construção de novos edifícios, em madeira e sobre estacas, que minimizem o seu impacto.

Alguns deles serão destinados a atividades comerciais.

«Destruir e voltar a construir» todos os edifícios previstos no plano é algo que o movimento considera ser «um esbanjamento de dinheiros públicos», prejudicando os afetados.

«É um Plano de destruição que, infelizmente, não constitui surpresa, pois é a prática radical que o engenheiro Macário Correia sempre defendeu e praticou, embora na campanha eleitoral tivesse enganado os eleitores», defendeu o CFC.

O Plano, no entanto, não foi encomendado pela Câmara de Faro, mas pela Sociedade Polis Ria Formosa.

Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Macário Correia denuncia esquema na exploração de nadadores-salvadores


O presidente da Câmara de Faro denunciou hoje um alegado sistema fraudulento na exploração dos nadadores-salvadores no concelho que envolvia funcionários da autarquia «com interesse pessoal na matéria».

Macário Correia revelou que o alegado esquema lhe foi denunciado pelos próprios nadadores-salvadores, que se queixaram de que alguém retinha parte do dinheiro que deviam receber pelos serviços prestados.

«Percebi que havia uma solução engendrada que passava por angariar dinheiro através do trabalho dos nadadores-salvadores», refere, escusando-se a revelar o nome da pessoa ou entidade responsável pelo alegado esquema de extorsão.

De acordo com o autarca, alguns concessionários também lhe relataram a existência de uma alegada negociação comercial sobre o valor que eles tinham a pagar para ter nadadores salvadores.

«Depois [os concessionários] vinham a saber na prática que havia ali um trabalho de intermediário em que alguém metia ao bolso dinheiro que teoricamente estaria a ser pago aos próprios nadadores salvadores», refere.

A denúncia surge um dia depois de o autarca ter proposto que a época balnear nas praias da capital algarvia seja encurtada num mês, medida justificada pela sua escassa utilização no início de Junho e final de Setembro.

O presidente da Câmara afirma ter tomado medidas para desmantelar a alegada rede no ano passado, dispensando os funcionários municipais envolvidos no assunto e implementando uma «relação clara e directa» com os nadadores salvadores.

Apesar de assumir a gravidade da situação, Macário Correia diz não ter feito queixa à polícia por considerar que «tinha condições suficientes para resolver o problema para o futuro».

Contudo, o autarca diz ter aconselhado as vítimas do alegado esquema a apresentar queixa mas estes, apesar de «revoltados», não o fizeram por «receio de represálias» e por não terem testemunhas efectivas da alegada fraude

In Lusa/SOL


Macário Correia continua igual a si próprio... Sempre polémico, mas intransigente na correcção de maus hábitos! Depois desta semana se ter conhecido que a época balnear, no concelho de Faro vai ser diminuida em um mês, essencialmente por uma questão orçamental, surge agora a denuncia grave dum esquema encriptado de extorção nos serviços municipais, no que toca ao serviço nadadores salvadores. A questão é delicada mas a forma como é denunciada ainda tráz mais veracidade às ocorrência e é a prova de como muita coisa obscura acontece no nosso páis durante largos anos sem que ninguém tenha "tomates" para enfrentar os problemas e resolver os mesmo em conformidade.

Com Macário não se brinca!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SCUT: “Via Infante está paga há 20 anos com fundos europeus”, Macário Correia


O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) disse hoje que o maior troço da Via Infante foi pago com fundos europeus, pelo que “não faz sentido” portajar uma estrada que vai fazer aumentar o custo dos transportes.


“O troço maior de estrada designada Via Infante está feito e pago há 20 anos com fundos europeus e não é feito pela engenharia financeira das SCUT, a não ser um pequeno troço para Lagos”, disse Macário Correia à margem do seminário “Regionalização e Revisão Constitucional: Que Perspetivas”.

O presidente da AMAL considerou que o Algarve tem uma situação “muito diferente” do resto do país, no que diz respeito à introdução de portagens em autoestradas sem custos para o utilizador, apesar de estar solidário com a luta de todas as regiões.

Segundo Macário Correia, introduzir portagens na Via Infante corresponde a aumentar os preços nos transportes em 20 por cento.

“Temos uma grande sazonalidade de utilização, sobretudo de turistas e a introdução de portagens vai criar custos adicionais no turismo. Calcula-se em 20 por cento a mais de custos nos transportes, o que é complicado coma a Andaluzia ao lado, que é nossa concorrente”, destacou.

Para o presidente da AMAL, resta ao Governo ser coerente para não cair em “contradição”.

“O Governo atual e o anterior sempre prometeram que o Algarve não deveria ter introdução de portagens, sem a requalificação da estrada nacional 125, que é a estrada paralela à Via Infante. Essa obra não está feita, por isso apelamos à coerência do Governo para que cumpra o que prometeu”, afirmou.

Macário Correia está confiante no desfecho da reunião de quarta-feira com o secretário de Estado das Obras Públicas e só, em último caso, equaciona a utilização de uma providência cautelar contra a introdução das portagens no Algarve.

“Vamos ter uma reunião com o senhor secretário de Estado das Obras Públicas na próxima quarta-feira e esperamos que essa reunião seja frutuosa e que, eventualmente, possa dispensar outros procedimentos. A providência cautelar é uma situação instrumental que pode ocorrer, mas nós queremos ir pela via do diálogo e não pelas questões dos tribunais”, acautelou.


Via Lusa In Diário-Online

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais em Faro e no Algarve




Cavaco à parte Nobre fica apenas a dois pontos de Alegre em Faro

Apesar de Cavaco Silva ter assegurado mais de metade dos votos (50,41%) em Faro, Manuel Alegre conquistou 19,33% e Fernando Nobre apenas menos 2 pontos (17,41%).

No ranking, Francisco Lopes conquistou 7,34% das preferências do eleitorado, enquanto José Coelho chegou mesmo à fasquia dos 4,07%.

Defensor Moura conseguiu 1,44%.

Na capital do Algarve votaram apenas 45 por cento dos eleitores.



Cavaco Silva venceu sem surpresa as Eleições Presidenciais, na região do Algarve, obtendo 52,57% dos votos, enquanto Manuel Alegre, o segundo mais votado, viu a sua votação descer, em relação às anteriores eleições.

Enquanto Cavaco subiu em 3,55% a votação em relação a 2006, Alegre obteve desta vez 18,52%, quando há cinco anos tinha chegado aos 23,18% no Algarve.

As duas surpresas da noite acabaram mesmo por ser Fernando Nobre, que conseguiu 15,96% dos votos dos algarvios, e José Manuel Coelho, que, a exemplo do que aconteceu a nível nacional, chegou aos 4,5%.

O quarto mais votado no distrito de Faro foi Francisco Lopes, candidato apoiado pelo PCP, que obteve 7,14%.

Defensor Moura ficou-se por 1,57%, a nível regional.No Algarve registou-se uma taxa de abstenção de 56,09%.

Dos votos expressos, 4,26% foram brancos e 1,93% nulos.



E Macário Macário lamenta que centenas não consigam votar


O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, lamentou este domingo que centenas de pessoas do distrito não estejam a conseguir votar devido a falhas nos serviços electrónicos do Governo, referindo que os problemas são maiores nas freguesias urbanas.

Na Sé, em Faro, formaram-se filas na Escola Tomás Cabreira e na junta de freguesia, de eleitores com cartão de cidadão, uma situação que se está a repetir em vários pontos do país. Os eleitores não conseguiam encontrar as mesas de voto correspondentes ao número de recenseamento das eleições anteriores (as autárquicas de 2009).

Macário Correia culpabiliza a direcção geral da Administração Interna por "não ter sido capaz de acautelar o problema", agravado pelo facto de o sistema disponibilizado pelo Governo para facilitar o processo também ter falhado.

"Houve uma sobrecarga no sistema electrónico e nem as juntas de freguesia nem as câmaras conseguem informar os eleitores porque são remetidas para o sistema nacional", que, refere, só funcionou nas primeiras horas da manhã.

Nas freguesias rurais o problema não é tão evidente, mas nas urbanas há registo de "centenas de pessoas que não exerceram o seu direito de voto querendo fazê-lo", concluiu.



In Barlavento Online e Correio da Manhã

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Faro: Praia de Faro e estradas degradadas, acusa movimento "Cidadãos Com Faro no Coração


O movimento cívico “Cidadãos com Faro no Coração” (CFC) criticou hoje a Câmara de Faro por deixar chegar a praia de Faro e as vias rodoviárias a um “lastimável estado de degradação de que não há memória recente”.

“O acesso à ilha de Faro e estrada interior estão degradados e os passeios, largos, rotundas e a própria estrada e acessos às casas, têm permanecido com muita areia, nalguns casos amontoada há largo tempo”, critica o líder do movimento CFC, e ex-autarca de Faro, José Vitorino, referindo que apesar dos temporais, a solução carece de uma ”intervenção rápida para retirar a areia”.

Na cidade de Faro e resto do concelho são em grande número as estradas, ruas e caminhos com buracos, piso irregular com desníveis muito perigosos e piso e bermas degradadas”, acusa José Vitorino, recordando que há semáforos avariados e descontrolados há várias semanas.

Em comunicado enviado hoje à comunicação social, José Vitorino afirma que se trata de “uma situação que entristece e envergonha os munícipes farenses, causa graves prejuízos à imagem da capital e provoca danos e problemas a automobilistas, peões e empresários”.

A Lusa tentou obter um comentário da Câmara de Faro sobre as críticas do movimento CFC, mas o presidente Macário Correia reitera que não faz comentários à oposição.


Via Lusa In Região-Sul


Hà uns tempos, quando o presidente Macário Correia, lançou a página da CMF no Facebook, fui dos primeiros a responder ao seu repto e apontei um exemplo vivo, de fácil resolução aparente e de à muito tempo num estado lastimável. Ficou prometido pelo Sr. Cristovão Norte a resolução do mesmo e passados mais de 3 meses a situação mantém-se como comprovei no fim de semana passado. Mal tenha tempo, colocarei neste espaço as fotos do local, porque, afinal o Facebook, nalgumas situações não serve para mais que maquilhagem política...

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Faro: Há “crime urbanístico” no Largo do Mercado diz movimento Cidadãos com Faro no Coração


O movimento Cidadãos com Faro no Coração (CFC) vai participar ao Ministério Público alegados propósitos da autarquia liderada por Macário Correia (PSD/CDS) em "satisfazer pressões dos interesses imobiliários" ao aprovar estudo para o Largo do Mercado. Em causa legalidade do documento.


O estudo de conjunto foi inicialmente aprovado no executivo camarário em maio, tendo sido aprovado na Assembleia Municipal em 1 de setembro, após um período de discussão pública em que a única reclamação foi da empresa Promofaro - Construção e Gestão Imobiliária S.A proprietário de prédios na zona.

O estudo define as cérceas máximas e alinhamentos dos prédios existentes no Largo Francisco Sá Carneiro, conhecido como Largo do Mercado e fixa em sete pisos o limite máximo dos edifícios, sendo admitidas ampliações em altura ou a construção de novos prédios desde que não ultrapassem aquele limite, lê-se no documento, publicado no sítio da Internet da autarquia. (Ver aqui) .

Pressão urbanística e nova centralidade justificam o estudo

No entanto, proposta da autarquia avança já com as cérceas que considera corretas, nas plantas que integram o estudo e verifica-se que no local do antigo stand FIAAL, onde esteve instalado provisoriamente o mercado municipal de Faro no período de obras do novo edifício, a cércea proposta para os três prédios que poderão ser construídos é de 7, 6 e 5 pisos.

Já na esquina oposta da praça (onde funcionou uma bomba de gasolina atualmente encerrada) a cércea admitida não ultrapassa os quatro pisos, para os quatro edifícios propostos.

No documento, a autarquia considera que o largo Francisco Sá Carneiro, situado no centro da cidade, “é caracterizado por uma forte pressão urbanística, funcionando ali o Mercado Municipal e a Loja do Cidadão e existindo também muitos prédios de habitação e estabelecimentos comerciais”.

Processo "suspeito"

De acordo com José Vitorino, presidente da Câmara de Faro entre 2001 e 2005 e atualmente vereador independente, eleito pelo movimento “Com Faro no Coração (CFC), trata-se de um processo "suspeito" através do qual se pretende aprovar "ilegalmente" a construção de prédios de oito e sete andares para substituir os dominantes de dois e quatro pisos.

O ex-autarca refere ainda que a Direção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU) emitiu um parecer "negativo" às "pretensões" da autarquia, depois de a associação CFC ter feito uma exposição junto daquele organismo.

"A conduta da Câmara é grave pela ilegalidade, mas ainda é mais grave porque em 2008 foi aprovado pela autarquia a aprovação (realização) de um Plano de Pormenor (PP) para o largo, ao qual a Câmara quer agora fugir", diz José Vitorino.

O plano de pormenor da zona encontra-se ainda em elaboração, segundo o site da câmara e, de acordo com o aviso do Diário da República de 8 de Maio de 2008, foi decidido "dar início à elaboração do Plano de Pormenor Dr. Francisco Sá Carneiro, aprovando os termos de referência que fundamentam a sua oportunidade e fixam os respectivos objectivos".(ver aqui)

O vereador frisa que, de acordo com o parecer da DGOTDU, apenas os Planos de Pormenor (PP), de Urbanização (PU) e Planos Diretores Municipais (PDM) configuram instrumentos de gestão territorial que podem ser usados pelas autarquias, pelo que vai participar a situação ao Ministério Público, porque que o documento em causa "não corresponde a uma figura prevista no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial".

Segundo a agência Lusa, o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, não quis reagir às acusações do seu antecessor.

“Embora não corresponda ao regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial, encontra-se determinada no Plano Diretor Municipal de Faro”, adianta desde logo a proposta final do executivo camarário, de 11 de agosto de 2010, votada favoravelmente na AM Faro, que acrescenta que a importância da área tornou urgente a "adoção de regras".

Os pareceres técnicos justificam a elaboração do estudo de conjunto pois pela “ análise efetuada foi possível observar a existência de edifícios cuja cércea resulta desajustada relativamente à predominante que é de 2 pisos, atingindo cérceas entre os 21 e os 24 metros aproximadamente, o que se traduz em construções com 7 e 8 pisos acima da cota de soleira”.

Assim, e face à referida “análise das construções existentes, bem como da envolvente imediata, considera-se que a mais equilibrada para esta área será a cércea máxima de 22metros, o equivalente a 7 pisos acima da cota de soleira”.

Construtora imobiliária protesta

São ainda admitidas “ampliações em altura nas construções existentes desde que não ultrapassem o definido nos elementos gráficos anexos (ao estudo) e desde que o respetivo projeto de arquitetura garanta a integração da ampliação com o existente”.

No período de 30 dias de consulta pública só houve uma unica participação, da Promofaro – construção e gestão imobiliária, SA, proprietária de dois prédios urbanos na zona, que apresentou a sugestão de “dar continuidade à cércea em altura dos edifícios existentes, que criou expectativas credíveis”, questionando ainda a possibilidade de construir nos logradouros ao invés de os ajardinar.

In Observatório do Algarve

domingo, 19 de dezembro de 2010

Armazém

Há cerca de 10 anos, por razões e circunstâncias válidas, sendo por pouco tempo, o Município alugou um armazém na Falfosa para guardar equipamento de apoio a eventos (palcos, cadeiras, mesas, tubos, etc.).

Passados 10 anos, parece espantoso, mas é verdade, foram pagos mais de 200 mil euros de rendas. Mais de 20 mil por ano. Um custo superior ao valor real da construção de semelhante edifício para guardar tralha diversa.

E este é apenas mais um caso de gestão curiosa que atravessou várias mãos, todos foram pagando e o tempo foi passando.

Agora decidiu-se acabar com o caso. A quinquilharia será guardada em outros espaços, pois ficámos sem 200 mil euros e sem armazém.

Não pode é continuar, em tempo de dificuldades uma situação destas.

A seu tempo, quando para tal houver condições, logo se fará um armazém adequado a estas funções. E terrenos municipais para este efeito existem. É pena que não tenha sido feito há uns anos, com boa parte dos 200 mil que se foram e já não voltam.

Artigo de opinião de Macário Correia na Edição do Correio da Manhã de 19/12/2010



A oportunidade desta denúncia e tão grande como o populismo do nosso presidente. Contudo, seria interessante saber como estas situações acontecem continuadamente esbanjando dinheiro público, sabe-se lá em benefício de quem...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Algarvios no Brasil em busca do sucesso...


Macário Correia vai ao Brasil à procura de investidores para Faro

O presidente da Câmara de Faro José Macário Correia estará em visita oficial ao estado de São Paulo, entre os dias 9 e 12 de Dezembro.

Esta deslocação tem como finalidade, «num quadro em que o Brasil tem uma economia pujante e com propensão para investimentos em mercados externos, dar a conhecer o quadro de oportunidades que Faro oferece».

«Trata-se, por conseguinte, dum exercício de diplomacia económica, designadamente junto da comunidade portuguesa radicada no Brasil», salienta a Câmara de Faro.

«Cada vez mais, numa economia globalizada e fortemente concorrencial em que os capitais circulam sem restrições, impõe-se que se lance mão de todos os instrumentos para captar investimento. Não basta esperar. É necessário uma autarquia pró-ativa, inconformada e que se promova nos mercados com potencial de atração de investimento, de molde a que desses laços resultem benefícios para o concelho», acrescenta a nota de imprensa.

A visita oficial de Macário Correia inclui mais de uma dezena de atos institucionais, «que têm exigido a preparação de dossiers diversos».

No entanto, acrescenta a Câmara de Faro, «temos esperança que venham a significar a consecução de investimentos no concelho».

Na sua deslocação, o presidente da Câmara de Faro começará, no dia 9, com um almoço na Casa de Portugal em São Paulo, onde estarão o presidente, membros da diretoria, empresários brasileiros e da comunidade portuguesa.

Nessa tarde, Macário Correia vai visitar o Consulado de Portugal em São Paulo, onde terá novo encontro com empresários.

O primeiro dia da visita oficial termina com um jantar oferecido pelo presidente da área internacional do Banco Banif, com a presença de empresários e presidentes de associações portuguesas.

Na sexta-feira, 10 de Dezembro, o dia começa com uma visita ao prefeito de São Paulo Gilberto Kassab.

Segue-se um almoço informal na Casa da Ilha da Madeira, com diretores e empresários. À noite, tem lugar a ceia de Natal do Clube Português de São Paulo.

No sábado, dia 11, Macário Correia irá almoçar no Cais do Porto (Associação Portuguesa de Esportes), com empresários de diversas áreas e membros da direção da associação.

O presidente da Câmara de Faro segue depois para a cidade costeira de Santos, onde irá visitar o Centro Cultural Português, dar uma entrevista ao jornal «Tribuna de Santos» e jantar com empresários.

De volta a São Paulo, no domingo, Macário irá almoçar com uma associação portuguesa, após o que irá para o aeroporto, para regressar a Portugal.

In Barlavento Online



À imagem do que muitos algarvios tem feito ultimamente, apostando no mercado brasileiro para se afirmarem, crescerem ou venderem o seu "produto", desde a música e passando pelo futebol agora é a vez do nosso presidente piscar o olho ao pais irmão... Será que vai conseguir algo mais que conhecer a gastronomia brasileira, e trazer investimentos para Faro?

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dificuldades acrescidas no Algarve


As notícias do Algarve não são as melhores. O Governo está a complicar a vida dos algarvios de modo drástico.

O desemprego na região é o mais elevado do país.

O prometido Hospital Central que daria emprego a muita gente, durante a obra e depois em exploração não arrancou na data anunc...iada.

A requalificação da estrada 125 prometida há muito, apenas está a conta gotas e além da variante de Faro, nada mais acontece.

O Orçamento de Estado para o Distrito de Faro tem descido de ano para ano.Os fundos europeus para o Algarve sofreram uma drástica redução.

O Governo tem reduzido as transferências para os Municípios do Algarve, mais do que para o resto do país.Por isso as empresas da nossa região e os municípios estão cercados de dificuldades e sem meios para se lançarem em investimentos de criação de empregos.

A agravar tudo isto uma empresa tutelada em exclusivo pelo Governo despede de repente mais de 300 trabalhadores no aeroporto de Faro.Lamentamos todas estas atitudes simultâneas, as quais no seu conjunto bloqueiam o futuro do Algarve.Temos que exigir que o investimento público prometido para a região avance para que haja emprego e oportunidades para os algarvios.

retirado do Facebook
José Macário Correia
Presidente da Câmara Municipal de Faro



Há que dizer isto com frontalidade! O Algarve, uma das regiões que mais dá ao País, está a ser sistematicamente prejudicado pelo poder central...

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ministério das Finanças toma conta da câmara de Faro




Durante 20 anos, os orçamentos da autarquia de Faro vão ter de ser aprovados pelo Ministério das Finanças e obrigados a aplicar as taxas máximas. Empréstimo de 48 milhões será pago a partir de 2013, e custará 106 milhões. Investimento anual reduzido a 1,1 milhões.

A lei obriga a que o plano de reequilíbrio financeiro ontem aprovado na Assembleia Municipal de Faro - com os votos a favor do PSD, seis votos contra - três da CDU, um do PS, um do BE e outro do Movimento “Cidadãos com Faro no Coração”, e com a abstenção da maioria dos deputados da bancada socialista - condicione os orçamentos dos próximos cinco mandatos.

Segundo a lei 38/ 2008 de 7 de março, todos orçamentos camarários terão de aplicar, a partir da aprovação do plano, as taxas máximas municipais.

Serão ainda obrigatoriamente reduzidas as transferências de verbas para as freguesias, bem como para as associações e instituições de apoio social do concelho.

No que toca ao investimento, este só poderá atingir, durante os vinte anos de vigência do plano, a média anual de 1,1 milhões de euros, enquanto no período de 2005 a 2009 esta média rondou os 9,5%.

Alterações ao Orçamento só com autorização do Ministro das Finanças

Outra das consequências do plano de reequilíbrio financeiro é que qualquer alteração só pode ser realizada com a autorização da tutela. O município terá ainda de prestar contas trimestralmente sobre a gestão da autarquia.

Relativamente ao empréstimo de 48 milhões de euros apontado pelo executivo liderado por Macário Correia, a proposta de consultar a banca para a obtenção do mesmo mereceu quinze votos a favor, onze contra e sete abstenções na AM de Faro para um empréstimo de 48 milhões de euros.

A previsão do spread para este empréstimo, pelas contas do executivo municipal é de 6,5% pelo que, pelos 48 milhões de euros o município terá de pagar cerca de 106 milhões, em vinte anos.

Outra das condições avançadas é uma carência de 2 anos, da qual resulta que a dívida só começará a ser saldada no início do próximo mandato autárquico, em 2013.

Contudo, o plano de reequilíbrio financeiro entregue aos deputados da AM de Faro para não possuía documentação a fundamentar a opção que, também segundo a legislação, “deve provar que não há alternativa” de acordo com o artigo 5 da lei 38/ 2008 de 7 de Março, isto porque existem diversas figuras contabilísticas às quais os municípios podem recorrer para sanear as suas contas.

Este documento foi substituído por uma declaração do presidente da autarquia.

Em declarações ao Observatório do Algarve Macário Correia remeteu para amanhã a apresentação da fundamentação, “em conferência de imprensa”.

Recorde-se que a câmara de Faro tem um passivo de cerca de 100 milhões de euros, e que no próximo ano vai receber sete milhões de euros de transferências diretas do Estado, um corte de 10 por cento face a 2010.

A câmara ultrapassou o limite de endividamento em 2008 em mais de sete milhões de euros, provocados por dois projetos – o mercado municipal e o mercado abastecedor – iniciados em 2005 e é a única capital de distrito a integrar a lista de 17 autarquias notificadas por ultrapassarem o limite de endividamento líquido naquele ano.

Na Assembleia Municipal de ontem, o PS frisou que apesar de a maioria ter optado por se abster, tal não significa que os socialistas "estejam a viabilizar o documento" já que têm dúvidas que o mesmo venha a ser aprovado pelo Estado "tal como está".

Durante a sessão, a CDU apontou também "inúmeros erros" ao documento, que diz não ser rigoroso, afirmando que o plano de reequilíbrio financeiro irá "hipotecar o futuro do concelho nos próximos vinte anos".

Macário Correia, por seu turno, lembra que existem 7388 faturas por liquidar, correspondentes a 493 entidades credoras, sendo que a dívida a mais de 50 destas entidades atinge valores superiores a 100 mil euros.



Por Conceição Branco In Observatório do Algarve




Dirão grande parte dos farenses que a CMF dispensará as indicações do Ministério das Finanças, hoje por hoje, juntamente com o senhor Primeiro Ministro os grandes responsáveis pelo estado vegetativo da economia do país... E ainda não batemos no fundo...

terça-feira, 26 de outubro de 2010

FARO | Espaço onde ia ser erguido museu pode converter-se em hotel


O edifício que deveria albergar um museu de arte contemporânea em Faro poderá converter-se num hotel, disse à Lusa o presidente da Câmara, que garante não haver dinheiro para erguer o museu, um projeto do anterior executivo.

O projeto do museu, a instalar na antiga fábrica da cerveja de Faro, atualmente sem qualquer utilização, foi lançado pelo socialista José Apolinário, que estava a estabelecer contactos com a Fundação Serralves, no Porto, para formalizar uma parceria.

Pouco antes de perder as eleições para Macário Correia (PSD), em 2009, Apolinário acreditava que o concurso para a obra pudesse avançar até ao final desse ano, uma vez que os projetos de especialidade e arquitetura tinham sido aprovados.

Contudo, a obra acabou por nunca sair do papel e agora “não há dinheiro” para realizá-lo, disse à Lusa o líder da autarquia, que admite vender o espaço para onde estava previsto o museu a um grupo hoteleiro.

A expetativa de José Apolinário era a de obter metade do financiamento (a obra estava orçada em quatro milhões de euros) através de fundos comunitários, mas neste momento, segundo Macário Correia, é impossível obter esse apoio.

De acordo com o atual presidente da Câmara, a antiga fábrica já foi visitada pelos grupos portugueses Vila Galé e Pestana, mas também por grupos hoteleiros internacionais, estando previstas mais visitas para os próximos dias.

Seria importante para a economia da cidade ter um hotel na zona do casco histórico central”, sublinha o autarca, que recorda já ter havido há uns anos grupos interessados em converter aquele espaço numa unidade hoteleira.

Contudo, o social democrata não descarta a hipótese de ter na cidade um espaço para expor obras de arte contemporânea e pensa usar o dinheiro da venda da antiga fábrica na requalificação do museu municipal da cidade, situado a escassos metros.

“Existe um conjunto de anexos e uma área que ainda pode ser expandida no museu municipal onde pode ser integrada a vertente de arte contemporânea de forma mais simples e sem custos”, conclui.

JA/AL, In Jornal do Algarve

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Macário respondeu hoje no Facebook aos munícipes...



Temos um Presidente da Câmara que prima pela proximidade com as pessoas, entidades, associações e eventos que acontecem por todo o Concelho de Faro, à semelhança da postura que já mantinha em Tavira. Agora, Macário Correia reserva regularmente uma hora por semana para responder aos munícipes na rede social Facebook, não mostrando receio de responder virtualmente e em tempo real às questões...


Porque a maior parte das questões se prende com problemas de resolução fácil, os munícipes não tolerarão nesses casos, que as situações se arrastem muito mais meses, pois a expectativa da interacção com o gestor máximo da nossa Cidade e Concelho é de que os processos se agilizem.


À uma semana coloquei uma questão nesta rede social, e confio na resolução, mas se demorar mais de três meses, equacionarei documentar neste espaço a situação...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Demolições e realojamentos na Praia de Faro podem começar em 2011


Não será ainda a grande intervenção de renaturalização do Polis da Ria Formosa, mas Macário Correia admitiu avançar para demolições pontuais na parte central da Praia de Faro, para que se faça o reforço do cordão dunar.

A demolição da casas na Praia de Faro e o realojamento de pessoas que têm a primeira habitação em zonas a renaturalizar poderá avançar já em 2011, ainda que apenas em casos pontuais, nomeadamente quando a sua destruição se justifique para reforçar o cordão dunar.

A Sociedade Polis e a Câmara de Faro anunciaram, no passado domingo, que os planos para a Ilha deverão estar concluídos e disponíveis para consulta pública até final do ano.

No ano que vem, já é certo o avanço de alguns projetos, nomeadamente o reforço do cordão dunar em certas zonas e a redefinição do traçado da estrada que atravessa a Ilha, afastando-a da linha de costa em alguns pontos, de modo a evitar que seja galgada pelo mar.

Valentina Calixto, presidente da estrutura que gere o Polis da Ria Formosa, e o presidente da câmara de Faro Macário Correia estiveram no Centro Náutico da Praia de Faro no dia 10, para fazer um ponto da situação resultante do mau tempo que se fez sentir e provocou galgamentos do mar neste zona balnear.

Na mesma ocasião, foi feito o balanço dos trabalhos do Polis para o local.

«Podemos, no decurso de 2011, avançar para algumas intervenções, que podem passar por realojar pessoas de primeira habitação, eventualmente aliviar algumas construções na crista da duna, para criar condições de maior segurança e que podem levar ao realinhamento da própria estrada», disse Macário Correia.

Esta última intervenção, cuja urgência é defendida pelo autarca farense, evitará que «se tenha de tirar areia da estrada, de doze em doze horas, sempre que a maré está mais alta e há mau tempo». Uma ação que «traz enormes custos» à autarquia e obriga a manter máquinas em permanência neste local.

Quanto à grande intervenção de renaturalização prevista no Polis para a Península do Ancão, que prevê a demolição de centenas de casas, ainda não tem data anunciada. O plano para a parte Poente e Nascente será apresentado no decurso do ano que vem, mas as obras em si não devem começar em 2011.

Como revelou Valentina Calixto, o levantamento das habitações existentes nas zonas pertencente ao domínio público marítimo, situadas nas pontas Poente e Nascente da Praia de Faro, ainda continua. «Neste momento, já foram identificadas mais de 50 casas de primeira ou única habitação», num universo «de perto de 400 casas».

Estes casos terão um tratamento diferenciado por parte das autoridades, que se comprometem a arranjar uma habitação alternativa. «Ainda não há decisão quanto ao local. Há pessoas que querem ficar na ilha ou perto dela, mas outras que não se importam de ir para Faro, já que a sua atividade profissional não está ligada à Ria Formosa», ilustrou a mesma responsável.

O Plano de Pormenor que enquadrará a intervenção na parte central da Praia de Faro, já desafetada do Domínio Público Marítimo e sob a alçada da autarquia, está mais avançado. Será este plano que enquadrará as intervenções que Macário Correia prevê que possam avançar já no ano que vem.

O autarca revelou que a Câmara de Faro está a trabalhar em conjunto com o Laboratório Nacional de Engenharia Civil, «para definir a condição exata da cirurgia que se vai ter de fazer aqui».

«Durante o princípio do ano, seguramente estaremos em condições de aprovar o plano para a parte central e dispor dos estudos de engenharia relativos à intervenção global», avançou.

Até que esta intervenção esteja concluída, situações como a que foi vivida no passado fim de semana, com a água e areia a ultrapassarem os muros e a invadir a estrada, «voltarão, seguramente, a acontecer».

«Se ocorrer alguma situação de emergência e alguma casa caia durante o Inverno, a Câmara Municipal assegura o realojamento imediato dessas pessoas», garantiu Macário Correia.


por Hugo Rodrigues In Barlavento Online


Promessas e mais projectos... A saga continua...

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

FARO: Macário Correia admite dificuldades em pôr contas em ordem


Macário Correia admitiu hoje que não está a ser fácil "pôr as contas em ordem" na Câmara de Faro, mas recusa a ideia de faltar às promessas e nega aumento de impostos municipais e despedimentos avulso.

No âmbito do primeiro ano de mandato à frente da Câmara de Faro, Macário Correia deu uma entrevista à Agência Lusa onde afirma estar "satisfeito com o balanço" de um ano à frente da capital algarvia e anuncia que em 2011 as prioridades vão ser "pagar dívidas" e "absorver fundos europeus para os últimos investimentos possíveis".

Sobre as acusações feitas pela oposição socialista a propósito do aumento dos impostos municipais e de ter despedido 199 funcionários da Câmara, Macário Correia contesta e desmente.

"Nós não aumentámos taxas, actualizámos os valores corrigidos à inflação, porque a tabela de taxas não era atualizada há 10 anos, ou seja actualizámos sem aumentar", explicou o presidente da Câmara de Faro.

Macário Correia nega também que tenham existido despedimentos, mas indica que após um ano de mandato há menos 130 funcionários na autarquia.

"Não houve despedimentos. Houve aposentações, transferências para outros organismos exteriores à Câmara e contratos que terminaram e legalmente não eram possíveis de terminar", argumentou o autarca.

No capítulo financeiro da autarquia de Faro há dois problemas fundamentais que Macário Correia destaca e que são a "desorganização" e "descontrole financeiro".

"A desorganização vai-se resolvendo, no essencial está em bom caminho, mas a questão financeira é muito mais complexa, porque a crise que nos envolve traça caminhos mais difíceis para sair deste labirinto", admite Macário Correia, salientando a "escassez de receita para cobrir as dívidas de funcionamento" e o "descontrole dos procedimentos".

Macário Correia refere, por exemplo, que localizou "quase quatro milhões de euros de faturação não cabimentada", "procedimentos que não estavam concretizados à luz da contratação pública" e "pagamentos irregulares a várias instituições", o que levou a que a Câmara tivesse sido sujeita a várias inspeções nos últimos anos, nomeadamente do Tribunal de Contas, Inspecção Geral de Finanças e da Administração Local.

Para fazer face aos problemas financeiros da Câmara de Faro, Macário Correia anuncia que vai levar à apreciação dos órgãos municipais nos próximos dias o "Plano de reequilíbrio financeiro".

O plano de reequilíbrio visa obter um empréstimo bancário para se fazer um equilíbrio das contas a médio prazo, explica o autarca.

Pagar as pequenas faturas - cerca de 30 milhões de faturas - vencidas de curto prazo, equilibrar as contas das empresas municipais que são todas deficitárias e pagar as obras adjudicadas de 2010 e 2011 que a autarquia não tem liquidez para pagar são as prioridades.

Sobre as obras do programa Polis Ria Formosa, Macário Correia disse constatar que estão "aquém dos prazos que desejava", mas sublinha que atualmente não depende da Câmara de Faro, que já não faz parte da administração da Sociedade Polis desde o verão de 2009.


In Observatório do Algarve

PS acusa Macário Correia de enganar farenses com falsas promessas


O líder da oposição na Câmara de Faro, o socialista João Marques, classifica o primeiro ano de mandato de Macário Correia de "totalitarista", acusa-o de enganar a população com falsas promessas e responsabiliza-o por não haver obras do Polis.


"Faro parou. A cidade tem piores serviços seja na biblioteca, escolas ou piscinas e alguns projetos como o Polis Ria Formosa estão largados ao abandono. A campanha foi em torno de promessas que se sabia que não iam ser cumpridas", lamentou João Marques, em entrevista à Agência Lusa, no âmbito do primeiro ano de mandato de Macário Correia.

O socialista João Marques classifica de "totalitarista" e "obstinada" a forma como a autarquia está a ser gerida pelo executivo de Macário Correia e critica o presidente da Câmara por estar apenas a arranjar soluções em que sejam as pessoas a pagar, quando na sua campanha disse o contrário.

O líder da oposição na Câmara de Faro critica também Macário Correia por não pedir responsabilidades à Sociedade "Polis Ria Formosa" sobre "a má gestão dos dinheiros públicos" e por ainda não ter feito uma única obra na cidade de Faro.

"Não se pode compreender como é que um organismo como a Sociedade Polis demore três anos para executar projetos e para aplicar uma única verba que seja na cidade de Faro, seja no parque ribeirinho, seja no acesso à praia", critica, questionado se o dinheiro do Polis é todo dedicado ao fundamentalismo e ao estudo das demolições das casas.

João Marques acusa também Macário Correia de ter mentido aos farenses por ter-lhes prometido não subir os impostos municipais.

Segundo João Marques, na verdade houve um aumento efetivo no regulamento das taxas na área do urbanismo e na área dos serviços, nomeadamente serviços diretos, como nas piscinas, onde se paga atualmente 40 euros por mês para usufruir do espaço, quando há um ano era 20 euros, recordou o socialista.

"O engenheiro Macário Correia dizia que não ia despedir funcionários da Câmara, mas já despediu 199 desde a tomada de posse e agora prepara-se para mais 200 despedimentos. Também dizia que não ia aumentar as rendas no Mercado Municipal e já subiu dois euros por metro quadrado", enumerou.

Macário Correia também prometeu que no espaço de um ano iria rever o Plano Diretor Municipal, elaborar um plano de ordenamento e expansão da cidade e requalificar a frente ribeirinha e o cais, mas até "à data nada foi feito", recorda João Marques, referindo que os únicos planos que existem são os que o PS deixou.

"Se formos avaliar todas as promessas de Macário Correia, a maior parte delas não seriam exequíveis pelo próprio panorama financeiro descrito por ele do município", considerou, questionando, por exemplo, o facto de se ter deixado de exercer a influência da Câmara junto do IPTM para construir a doca exterior.

"O que tivemos durante um ano foram atitudes avulsas que estão a prejudicar o município, porque as promessas não foram feitas e algumas delas estão a ser feitas exatamente ao contrário do prometido", argumenta.

Em outubro passado, Macário Correia, através da coligação "Faro está primeiro" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM) venceu a Câmara Municipal de Faro ao candidato socialista José Apolinário por 130 votos, transformando as últimas eleições autárquicas numa das mais disputadas na história democrática da capital algarvia.


In Observatório do Algarve



O vírus que afectou, segundo João Marques, Macário Correia deve ser o mesmo que aflige José Sócrates pois sabendo ambos do estado das finanças do país e concelho respectivamente, não se contiveram nas promessas e agora deparamo-nos com muitas medidas contrárias ao inicialmente anunciado. Dentro desde cenário negro apresentado pelo PS Faro, e que só se compreenderia se o seu partido não agisse da mesma forma que o Executivo de Macário tem agido, em eleições passadas, realço o facto de alguém se lembrar de denunciar publicamente o escândalo que é o Programa Polis da Ria Formosa, onde os prazos e projectos são cada vez mais diluídos no tempo, enquanto os moradores e os farenses em geral assistem impotentemente ao degradar das condições de vida e lazer, colocando mesmo em riscos vida e bens...

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Faro: Macário Correia quer alterar acesso à praia de Faro para acabar com galgamento de mar e areias




O presidente da Câmara de Faro anunciou este domingo que espera a conclusão de estudos para ver se pode alterar o traçado da estrada de acesso à ilha de Faro, que fica interdita quando há mau tempo.

Numa conferência de imprensa realizada à tarde junto ao acesso, depois de na noite passada o mar ter galgado a estrada e depositado areias que obrigaram à interdição de troços, Macário Correia lembrou que "esta é uma situação recorrente quando há mau tempo" e obriga a autarquia a limpar a estrada cada vez que fica com areia, "mas a câmara pretende resolvê-la definitivamente".

O autarca afirmou que os estudos deverão ficar concluídos e que, definido o plano de pormenor da ilha de Faro, “em 2011 esperamos poder avançar com uma solução, que pode passar pela deslocação da estrada mais para o interior da Ria Formosa, de forma a permitir a solidificação do cordão dunar, que neste momento é muito frágil e quando há mau tempo é galgado pelo mar".

Macário Correria frisou que "a situação já se verifica há muitos anos e cada vez que a estrada fica com areia os funcionários da câmara limpam-na e tornam-na circulável, o que acarreta uma despesa grande para autarquia", que espera a conclusão dos estudos para "em 2011 poder avançar" com a intervenção no terreno.

"Queremos encontrar uma solução definitiva para esta situação e o reforço do cordão dunar e a alteração do traçado da estrada mais para o interior podem ser a solução", disse ainda o autarca.

Macário Correia sublinhou que algumas habitações poderão ter de ser retiradas do local, mas garantiu que a autarquia "assegurará a transferência daquelas famílias em que esteja em causa a primeira habitação".

Na madrugada passada, por ocasião da praia-mar, e devido à ondulação de quatro a cinco metros, o mar galgou de novo a estrada de acesso à ilha de Faro, obrigando à interdição. Com o mar vieram areias que os serviços camarários removeram para permitir a circulação.

Apesar de o mar ter estado próximo de algumas habitações, não houve danos pessoais ou materiais a registar.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Faro: Vitorino acusa PS de infracção cometida em 2008


Macário criticado por “desonestidade política”

O ex presidente da Câmara de Faro, José Vitorino, garante que a penalização da Autarquia em 7,6 milhões de euros “resulta duma infracção cometida em 2008 pelo executivo PS”, que sucedeu ao seu mandato, pelo que José Vitorino “é completamente alheio”.

O responsável emitiu um comunicado a dizer que foi caluniado pelo actual edil do PSD, Macário Correia em declarações à Lusa, “tentando envolver” o ex edil “na penalização da Câmara em 7,6 milhões”.

Recorde-se, segundo avançou a Lusa esta quinta-feira, a Câmara de Faro ultrapassou o limite de endividamento em 2008 em mais de 7 milhões de euros, tendo o presidente da autarquia assumido a necessidade de um empréstimo de “50 milhões de euros da banca”, referindo que o problema remonta a 2003/2004 - mandato de José Vitorino - anos em foram contraídos empréstimos a prazo de “quase 20 milhões de euros”, cujos juros estão a ser pagos.

“É um ato de desonestidade política. Sequer atacar, vire-se para o executivo PS, que cometeu a infracção. É suspeito que o tente esconder”, escreve José Vitorino no comunicado, salientando que durante o seu mandato “nunca o limite do endividamento foi ultrapassado”.

“No ano de 2003, a Câmara até podia ter contraído mais 850 mil euros de empréstimos, mas foi decidido não endividar mais a Câmara”, declara.

“Declarou o Eng. Macário Correia que o problema da Câmara vinha sobretudo do mandato do Dr. José Vitorino, com empréstimos de quase 20 milhões de euros. É falso!”, garante o ex edil, reforçando que quando concluiu o mandato, “cerca de 78% dos empréstimos (33,5 milhões) respeitavam a contratos e compromissos assumidos pela Autarquia antes da sua eleição”.

De resto, Vitorino sublinha que “na área financeira, como noutras, a Câmara tem praticado actos ruinosos; há falta de transparência; as promessas não são cumpridas; e há outras condutas graves”.

“Desesperados com uma contestação cada vez maior da população e não tendo argumentos para as denúncias feitas” pelos Cidadãos com Faro no Coração, movimento presidido pelo ex edil, “o presidente aposta no medo, manipulação e ofensas, o que lamentamos”.



Tudo isto é triste, tudo isto existe, tudo isto é.... FARO!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Futebol: Macário Correia lamenta "falta de diálogo" na transferência da final da Taça da Liga




O presidente da Câmara Municipal de Faro, Macário Correia, mostrou-se ontem surpreendido com a transferência da final da Taça da Liga de futebol do Algarve para Coimbra e lamenta a “falta de diálogo” da Liga.

“Acho estranho, na medida em havia um acordo com a Liga em relação à organização das finais da Taça da Liga, mediante o qual estava consagrado na anterior presidência que o estádio do Algarve continuaria a ser o palco para esse evento”, disse Macário Correia à Agência Lusa.

Para o presidente da autarquia da capital do Algarve, “era uma situação assumida e estabilizada”, razão pela qual foi “apanhado de surpresa”, tanto mais que, sendo ele presidente da Associação de Municípios do Algarve, estava disponível para “qualquer contacto, esclarecer dúvidas ou fornecer informações”.

Nesta conformidade, Macário Correia disse não entender a afirmação do presidente da Liga, Fernando Gomes, que justificou ontem a transferência da final da Taça para o estádio Municipal de Coimbra, com o facto de ter “encontrado apoios nesta cidade que lhe faltaram no Algarve”.

É um afirmação que me parece completamente destituída de diálogo ou de qualquer comunicação connosco”, acrescentou o responsável pela autarquia farense, alegando não ter tido conhecimento de qualquer diligência da Liga no sentido de comunicar com a Associação de Municípios do Algarve.

Além disso, alega que o Algarve “sempre colaborou com a maior lealdade” com a Liga e que foi entendimento desta que “a região merecia essa atenção, mais ainda num período do ano que é importante para o turismo”.

Macário Correia argumenta, ainda, que a Liga “sempre teve excelentes garantias” e que o Estádio do Algarve “continua a reunir as mesmas condições e requisitos” para realizar a final da Taça da Liga, razão pela qual encarava a organização deste ano “como um dado adquirido”.

“Ninguém da Liga pôs isso em dúvida ou invocou qualquer condição ou dificuldade para que tal não acontecesse”, observou Macário Correia, que esperava que Fernando Gomes tivesse tido a iniciativa de o contactar, o que seria “o mínimo numa relação ética entre instituições”.

Contactada pela Agência Lusa, uma fonte da Liga afirmou que esta sempre contou, da parte das câmaras de Faro e Loulé, com “toda a compreensão e carinho” em relação à prova, mas alegou que esse apoio “nunca foi extensivo ao turismo do Algarve”.

“No decurso da última edição fomos dizendo que, se as coisas continuassem assim, iríamos ponderar a mudança do local da final”, lembrou a mesma fonte, para quem a Liga “sempre reconheceu o papel das autarquias de Faro e Loulé”, nomeadamente dos seus “anteriores e atuais presidentes”.

No entanto, contrapõe que a Liga, “em termos práticos, sempre arcou com todas as responsabilidades de organização, policiamento, promoção e mudanças de relvado” e que nunca sentiu “qualquer aproximação das entidades que promovem o turismo do Algarve”.

In Região Sul


Todas estas alegações da LPFP, não passam de areia para os olhos das pessoas... Então se um clube como o Farense, têm que arcar com todos esses cutos para receber um jogo do campeonato, qual o inconveniente da Instituição Organizadora, que têm receitas dos clubes participantes da prova, bem como de todos os sponsors e naming da prova, em tratar da logistica para organziaçãoo evento? Queriam o quê? Tudo de borla?

A mim, nada me tira da cabeça que a mudança do presidente da Liga de Futebol Profissional, com a saída de Herminio Loureiro e a entrada do pau mandado de Pinto da Costa, Fernando Gomes, teve influência nisso, pois nunca é com bons olhos que o FC Porto se desloca ao sul do país para jogar uma partida desta natureza! O restos são conversas, até porque como se vê o "sistema" está a voltar ao activo...

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Câmara de Faro quer criar 12 hortas no centro da cidade





Projecto é contestado porque o terreno escolhido coincide com um espaço onde foram identificados diversos achados arqueológicos.

Macário Correia quer criar 12 hortas urbanas em pleno centro de Faro, mas a oposição local considera a ideia um "absurdo" porque o terreno escolhido para promover a agricultura guarda vestígios arqueológicos como um "bairro" com construções que vão desde o período islâmico até ao século XVIII.

A ideia do líder da Câmara de Faro, eleito pelo PSD, é aproveitar a chamada Horta Misericórdia, na cidade velha, e transformá-la em 12 talhões de 40 metros quadrados cada um, que depois serão entregues a 12 candidatos.

Pretende-se assim fomentar a agricultura biológica e chamar a atenção para as questões ambientais nas cidades. Só que, segundo o PS, a proposta coloca em causa os achados arqueológicos.

A iniciativa de ter hortas no centro partiu do grupo Glocal Faro, um movimento de cidadãos. Se o projecto avançar conforme o que se projecta neste momento, os 12 talhões serão entregues pela autarquia em Janeiro do próximo ano. O problema, diz o PS num comunicado enviado às redacções, é que a localização das hortas coincide com o espaço onde a arqueóloga Teresa Gamito, em 1995, fez escavações e descobriu "um "bairro". Por isso, diz o líder local do PS, João Marques, para pôr em prática o projecto é "necessário tapar os achados com telas e isolamentos especiais e repor terras, trazendo custos elevados". O que, na sua opinião, é um "erro". Em 2009, a câmara fez o registo das existências com autorização e aprovação do Igespar.

Mais recentemente, o município elaborou um regulamento para as distribuições dos talhões pelos possíveis interessados. O terreno situa-se na Horta Misericórdia, junto ao Museu Municipal, na zona velha da cidade. Para o próximo fim-de-semana já está prevista a realização de um workshop para divulgar a agricultura biológica. Para o PS, a Horta Misericórdia, pelo seu valor cultural e localização, deveria tornar-se num "espaço visitável". E se o objectivo é promover a agricultura, o que a câmara deveria fazer era "encontrar uma solução para o projecto em solos agrícolas", frisa o PS, sugerindo que a câmara dispõe de terrenos dessa natureza com maior dimensão no Patacão.

O projecto da Horta Urbana de Faro insere-se na iniciativa Global Work Party, envolvendo cidadãos de 180 países que pretendem desta forma chamar a atenção para as alterações climáticas.

Em 2009, a câmara fez o registo das existências com autorização e aprovação do Igespar.

Por Idálio Revés no Público


Neste caso concreto, não poderia estar mais de acordo com a posição do vereador João Marques. Parece despropositada e infeliz a escolha do local para a criação de 12 talhões reservados ao cultivo biológico. Com tanto baldio perdido por essa cidade, com prédios em ruínas a ameaçar derrocada, mais valia,se fosse intenção da Câmara inserir esses talhões dentro da cidade, aproveitar esses espaços mortos, em vez de atentar contra um património de riqueza histórica inquestionável, e que deveria, como se lê no artigo, ser visitável, para que mais pessoas pudessem comprovar a história desta lendária localidade... Assim não, eng. Macário!