terça-feira, 24 de Novembro de 2009

Bruno Magalhães sagra-se tricampeão nacional no Algarve

Como havíamos referido, a prova algarvia encerrava a temporada do Campeonato Nacional de Rallys, que estranhamente ainda se encontrava por definir em relação ao vencedor. O mais que favorito à partida para o CPR, o único piloto duma Marca oficial chegava à prova algarvia com vantagem sobre Vitor Pascoal, outro piloto dum Peugeot 207 S2000, mas evidentemente menos evoluído e assistido que o de Bruno Magalhães.

Apesar do algarvio Ricardo Teodósio ter vencido a super especial disputada no Autódromo Internacional do Algarve no passado sábado, no domingo Bruno Magalhães venceu as setes provas especiais de clasificação em jogo, deixando a concorrência, no final do rally, a cerca de 1.16 mn de distância. Correndo em casa, o algarvio do Mitsubishy Lancear EVO X, esteve sempre na sombra de Bruno Magalhães, até que, na passagem pela antepenúltima especial, o pneu traseiro do lado direita furou, obrigando Ricardo Teodósio e o seu navegador a se desdobrarem na troca da mesma roda... Estava perdida a esperança dos algarvios em, no mínimo segurar o segundo lugar à geral, e assim terminar com chave de ouro uma temporada positiva, tendo em conta as armas que teve ao longo da temporada e que redundaram num 6º lugar absoluto na geral final do campenato e num 2º lugar no campeonato português de privados.

Vitor Pascoal, o aspirante ao título, foi sempre correndo no limite, mas a sua máquina e o seu kit de mãos, foram impotentes para chegar ao ritmo de Bruno Magalhães, limitando-se a gerir a desvantagem e a subir ao segundo posto do rally, após o percalço de Ricardo Teodósio.

O terceiro lugar acabou por sorrir a Miguel Campos, piloto experiente, que corre agora num Renault Clio RS de duas rodas motrizes, mas que ainda assim não o impediu de terminar no pódio, à freente do regular açoreano Ricardo Moura e por fim do azarado Riacrdo Teodósio em 5º lugar nesta prova.

Aparte do CPR, nota para os concorrentes do nosso Campeonato Regional que se viram enleados num sistema de pontuação e homologação de resultados muito controverso. À custa disso, nomes como os de António Lampreia, João Luis Palma ou João Correia acabarem por não ser classificados, embora tivessem terminado a corrida que efectivamente contava, para a contabilização de tempos. Com muitas desistências À mistura, acabaram por ser os dois líderes do CRRS a terminar nos dois primeiros lugares deste rally, com vantagem para Pedro Leone num Ford Sierra Cosworth, sobre Nuno Pinto num Mistubishy Lancer EVO III. Contudo, como a confusão é palavra de ordem, no campeonato paralelo VSH, acabou por ser Nuno Pinto a vencer, pois terminou o rally na globalidade, à frente de Pedro Leone, que no ultimo troço teve problemas na caixa de velocidades e deixou fugir mais esta proeza.

Classificação Final Oficial do Rally

1º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães - Peugeot 207 S2000, 1h07m55,7s
2º Vitor Pascoal/Mário Castro - Peugeot 207 S2000, a 1m16,7s
3º Miguel Campos/Aloísio Monteiro - Renault Clio R3, a 2m13,4s
4º Ricardo Moura/Alberto Silva - Mitsubishi Lancer Evo IX, a 2m20,0s
5º Ricardo Teodósio/Pedro Conde - Mitsubishi Lancer Evo X, a 2m32,0s
6º Pedro Meireles/Jorge Henriques - Subaru Impreza N2009, a 3m31,4s
7º Mex Machado/Sérgio Paiva - Porsche 997 GT3, a 3m57,2s
8º Barroso Pereira/Nuso Silva - Subaru Impreza WRX STI, a 5m06,8s

As imagens do Rally Casinos do Algarve 2009

segunda-feira, 23 de Novembro de 2009

Aquela tarde de sábado...

Íris em entrevista a propósito do novo álbum "Sueste"

"Sueste" é um disco com 'cheiro' que representa um amadurecimento da banda algarvia Iris. Grupo sente-se colocado à margem pelos promotores de espectáculo locais.

Um ambiente intimista, ao fim de tarde, foi como a banda Iris recebeu o Observatório do Algarve. Numa conversa descontraída, Domingos Caetano, Carlos Guerreiro, Márinho Pires, Thierry Guerreiro e João Ruano apresentaram o mais recente trabalho do grupo, que conta ainda com Rui Machado, ausente devido a compromissos profissionais.

Estás a ver aquele barulho que fazem as ondas do sueste? É assim. Quando vais à praia, sabes aquele cheirinho das ondas, quando a onda enrola e faz aquele barulho todo com aquele cheirinho a mar? O “Sueste” é isso”, explica Domingos Caetano, vocalista da banda Iris.

Um trabalho cheio de “energia” cujas músicas que mais ‘dores de cabeça’ dão em concertos ao vivo são “Meia culpa” e “O mundo à sorte”, esta última com excertos cantados em espanhol.
A complexidade de alguns dos temas, segundo João Ruano, deve-se ao facto de o grupo se ter “esmerado ao fazer o álbum”.
Fizemos tudo o que havia para fazer e depois quando fomos tocar ao vivo começámos a pensar ‘onde é que estão os outros 40 gajos para fazer aquilo que nós fizemos no álbum?’, então é isso que às vezes dificulta”, diz João Ruano, apoiado por Carlos Guerreiro, que acrescenta: “com muito jeitinho vai lá”.

“Meia culpa” é também a música que a banda mais gosta de tocar ao vivo, a par com “Lendas e histórias”, inicialmente apelidada de “Marroquina”, mas que na hora de ser registada teve de ganhar novo nome.
“Quando se faz as músicas dá-se um nome e depois, quando se vai registar, fica outro”, explica Carlos Guerreiro, o que faz com que muitas vezes os músicos não saibam identificar os títulos dos temas.

Passados 14 anos desde o lançamento do primeiro disco, Thierry Guerreiro considera que houve uma “evolução positiva e um amadurecimento”, todavia constata, com um sorriso, que também estão “mais velhos”.
Na composição dos temas e nos arranjos o álbum está mais conciso, está mais adulto”, sublinha Domingos, referindo-se a “Sueste”.

Desprezados por promotores de espectáculos
A banda assume que não realiza tantos concertos como os que gostaria e acusa os promotores de espectáculos de preferirem “contratar outras bandas, muito mais caras, que não valem nada”, diz João Ruano.
As entidades que promovem os espectáculos põem sempre em causa a nossa qualidade como músicos, só porque somos algarvios. Se fossemos de fora já éramos bons, isso é que é chato”, corrobora Domingos Caetano.
Em relação ao público a percepção é oposta: “as pessoas estão lá sempre, nunca vi nós tocarmos para casa vazia, nunca vi ninguém a sair a meio do concerto, nunca vi ninguém a não dar saltos”, enumera João.

“Sueste” está em pré-venda desde dia 4 de Novembro e disponível desde dia 9 do mesmo mês, segundo a banda foi um disco produzido “com calma” e cujas vendas estão a ser “muito positivas”.

Os próximos concertos agendados são dia 28 de Novembro, na Fnac da Guia, e na Passagem do Ano, na Baixa de Olhão.
Os planos da banda Iris para os próximos tempos são percorrer as várias salas de espectáculo do país dando a conhecer “Sueste”.
Para conhecer melhor este grupo com sotaque algarvio, nascido na Fuzeta (Olhão), visite o site http://www.iris.pt/ ou o MySpace aqui.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Rally Casinos do Algarve decide Titulo nacional de Rallys

Com a Terceira Divisão parada nada melhor que aproveitar este fim de semana para acompanhar de perto as decisões do Campeonato Nacional de Rallys, dado que o Rally do Algarve encerra a temporada desta competição, e, ao contrário de outros anos com o título nacional de pilotos ainda em aberto. Por isso, o espectáculo está garantido com o actual campeão nacional e único piloto duma marca oficial deste campeonato a defender a vantagem de 5 pontos para o segundo classificado Vítor Pascoal, também num Peugeot 207 s2000, mas claro menos equipado que o de Bruno Magalhães.

Noutro patamar encontraremos uma luta muito interessante entre viaturas do agrupamento de Produção, onde o algarvio Ricardo Teodósio aparece na cabeça do pelotão com um Mitsubishy Lancer EVO X, com Fernando Peres, Adruzilo Lopes, Bernardo Sousa ou Ricardo Moura como adversários à altura. Destaque também para as presenças de José Pedro Fontes, vencedor do ano passado desta prova, num vistoso e barulhento Aston Martin DBR S9 e de Mex Machado dos Santos num Posche 993.

Numa prova com 60 inscritos, a grande fatia pertencerá mesmo ao CRRS e campeonato VSH, onde encontramos o grande grosso de "concorrentes algarvios", com destaque para o sempre temível Ford Sierra Cosworth de Pedro Leone ou o alterado Opel Corsa 2.0 de Luis Nascimento, um autêntico canhão em asfalto, mas nunca esquecendo o líder do CRRS Nuno Pinto, mas também de nomes como os do regressado Luís Mota, Bruno Andrade ou de José Carlos Paté, concorrente da aldeia de Estói.

Sem dúvida, um rally cheio de pontos de interesse, a começar amanhã com uma super especial no Autódromo Internacional do Algarve pelas 21h00, prosseguindo no domingo, a partir das 9.30 da manhã com as restantes 7 classificativas na serra de Monchique.

Macário Correia: Câmara de Faro tem situação financeira preocupante

O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido "arrumar a casa", numa autarquia que tem "uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante".

Macário Correia disse à agência Lusa ter-se deparado, na área financeira, com "40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo". Deparou-se ainda, de acordo com o próprio, com as empresas municipais, "excepção feita à FAGAR" (empresa que gere as águas e resíduos de Faro), numa "situação de passivos acumulados com alguma preocupação". Em termos administrativos, Macário Correia ficou "apreensivo" com o "atraso na normalização administrativa dos procedimentos municipais" e pela falta de "uma tabela de taxas actualizada, de um regulamento de urbanização e edificação, de um regulamento de trânsito ou de um regulamento de toponímia", entre outros."

As instalações e equipamentos estão muito aquém daquilo que a modernidade e a qualidade de serviço exigem. Há funcionários instalados em péssimas condições e há equipamentos, na área de informática e outra, que estão aquém daquilo que seria desejável", diagnosticou ainda o autarca. O ex-presidente da câmara de Tavira explicou que uma das medidas já tomadas foi a nomeação dos administradores das empresas municipais, cargos que passam a ser acumulados por membros do seu executivo e equipa e que não serão remunerados."É a isso que me tenho consagrado, ao que se chama arrumar a casa", acrescentou Macário Correia, que quer que "a câmara ganhe rapidamente uma organização e metodologia de trabalho quantificada, organizada, em equipa, que é fundamental", adiantou.

O autarca lembrou que tem também "trabalhado para acentuar a articulação entre os bombeiros voluntários e municipais", num processo de junção em que diz não antever qualquer problema legal, como foi sugerido pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, sobretudo no que se refere à integração dos voluntários nos municipais. Outra medida, que causou polémica e descontentamento por parte de comerciantes e particulares, foi a que se prende com a legalização dos aparelhos de ar condicionado, mas Macário Correia explicou que isso está previsto em leis e regulamentos em vigor." Há muitas queixas e reclamação de cidadãos que acham que a estética de edifícios está a ser alterada com esse tipo de objectos", disse, lembrando que, como autarca, tem "que ter o cuidado em fazer cumprir os regulamentos".

Macário Correia negou ainda ter congelado os subsídios ao arrendamento, precisando que "a câmara municipal anterior tinha criado uma dotação de 130 mil euros de subsídio a arrendamento, [e que] depois decidiu reduzir em 60 mil euros". O presidente da câmara de Faro disse que essas verbas estavam já esgotadas quando chegou à câmara e que o anterior executivo socialista liderado por José Apolinário ainda promoveu em cartazes esse subsídio fazendo aumentar a procura quando a oferta estava esgotada.

Expliquem-me como se fosse mesmo muito burro... Se a CMF têm 40 milhões de euros em facturas vencidas não pagas, mais empréstimos a médio/longo prazo avaliados em outros 40 milhões de euros, mas, pior que isso não consegue gerar recitas poder abater este passivo, pergunto eu, se não estamos perante uma Câmara/Instituição falida, sendo a única alternativa a alienação de património? Aliado a isso, pouca obra feita se vê, mas transpondo esta situação para realidade laboral em Portugal, é mais do que evidente que, se a CMF fosse uma empresa, mais umas largas centenas de pessoas estariam a engrossar a lista de desempregados em Portugal. Ou vão me dizer que é mentira?

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Regionalização a “passo de caracol” desde 1976

Desenvolvimentos e recuos do tema ao longo de oito anos no Região Sul online


Um dos principais temas que cruzaram os oito anos de existência do Região Sul online foi a Regionalização. Recorde na notícia 100.000 como a vivemos: os (intermináveis) debates, as petições, as opiniões, os desenvolvimentos e os recuos de um modelo administrativo que está consagrado na Constituição desde 1976 mas que teima em andar a “passo de caracol”.

Em 17 de Setembro de 2001 o Região Sul publicava a primeira notícia online sobre o tema Regionalização. Em Tavira, a Conferência Inaugural do Centro de Estudos Universitários ia abordar o assunto. Antes, em 8 de Novembro de 1998, um referendo saiu gorado. Os portugueses não quiseram o país regionalizado. Na altura a divisão administrativa previa oito regiões. O “Não” ganhou com 60,67%. O “Sim” obteve 34,96% dos votos. A abstenção situou-se nos 51,71%. Voltando a finais de 2001, o então presidente do PS Algarve, José Apolinário, dizia na festa-comício do PS/Loulé que a Regionalização "é o modelo de desenvolvimento correcto para o Algarve", mas que "é um tema adiado a médio prazo". Em Janeiro de 2004, o PS Algarve vai bater-se pela Regionalização. Esta foi a primeira promessa deixada pelo presidente dos socialistas algarvios, Miguel Freitas, e que "arrancou" o apoio do deputado e ex-ministro da Administração Interna, Jorge Coelho. Dez meses mais tarde, em Novembro de 2004, as conclusões do 12.º Congresso do Algarve realizado em Tavira, apontam um caminho: “A Regionalização”. Mas em Julho desse mesmo ano, o Primeiro-ministro, Santana Lopes, decide descentralizar secretarias de Estado, entre as quais a do Turismo, para Faro. Nessa altura o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Miguel Cadilhe, criticou a opção do Governo, defendendo antes uma descentralização “efectiva” com base nas autarquias e nas regiões. Em 2005 é a vez de Jerónimo de Sousa defender que só a Regionalização poderá promover o desenvolvimento do Algarve, uma região com graves problemas de desemprego, muito dependente do turismo no Verão e que tarda em ultrapassar as assimetrias regionais. A finalizar o mesmo ano, o então candidato à Presidência da República, para a qual viria a ser eleito meses depois, Cavaco Silva, prometia convocar “novo referendo” à Regionalização, caso o Parlamento lhe enviasse uma proposta nesse sentido. PRACE aprovado para abrir caminho...

Meses depois, em Março de 2006, o governo de José Sócrates aprovava o Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), que extinguia quase duas centenas de organismos públicos e dividia o país em cinco regiões-plano: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Em Abril de 2007, surge o movimento “Regiões, Sim!”, fundado pelo presidente do PSD-Algarve, Mendes Bota – que vinha reclamando cada vez mais este modelo administrativo –, e que juntava personalidades ligadas a outros partidos. Pouco tempo depois, em Setembro de 2007, o governo PS assumia pela voz do então ministro do Ambiente, Nunes Correia, levar a Regionalização a referendo na legislatura seguinte, depois de consolidar o mapa das regiões-plano e reestruturar os serviços públicos. Ainda nesse ano o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, é o convidado do PS Algarve para a abertura do ano lectivo da Universidade Meridional (UM). O objectivo é formar quadros para governar com Regionalização. Inquéritos aos portugueses. Estamos em meados de 2008. Um inquérito/sondagem realizado por alunos da Universidade do Algarve conclui que os portugueses querem a Regionalização. Sucedem-se dezenas de debates ou conferências sobre o tema. Todos os partidos, aqui ou ali, vão tornando público a mesma ideia. É necessário regionalizar. O acordo é unânime. Mas entretanto surge a nova lei do associativismo.

Figuras regionais do PSD, Macário Correia e Mendes Bota temem o pior. Consideram que a nova lei pode criar um empecilho à Regionalização. Lei esta que confere às futuras associações de municípios – denominadas Comunidades Intermunicipais (CIM) – competências que “vocacionalmente pertencerão às futuras regiões”, pelo que a lei “poderá ter criado um empecilho a implementação das regiões”. Em Janeiro deste ano o PS Algarve mostra-se satisfeito por José Sócrates incluir a Regionalização na sua Moção. E promete levar o tema ao Congresso nacional dos socialistas. Em Março uma delegação de dirigentes do movimento cívico “Regiões, Sim!” entregou ao presidente da Assembleia da República, a petição pela concretização do processo da Regionalização, subscrita por 7781 pessoas. O objectivo era “provocar um debate em plenário” sobre a matéria, “apelando aos partidos políticos para que assumam o tema de forma clara e inequívoca nos seus programas eleitorais. O tema entra nos programas eleitorais dos partidos O debate acontece em Julho. O movimento cívico “Regiões, Sim!” mostra-se satisfeito com as posições dos partidos. “Aguarda-se agora a consignação destas posições nos programas eleitorais a apresentar pelas forças partidárias nas próximas eleições legislativas”, salientou Mendes Bota. Estamos perto das eleições legislativas. “Será um dos dias mais felizes da minha vida quando o Algarve for uma região por direito. Já o é de facto. Será por direito”. As palavras são de Isilda Gomes na despedida do cargo de governadora de civil de Faro, por entrar nas listas de deputados à AR pelo PS. João Soares, cabeça de lista do PS pelo Algarve, diz que o tema será a batalha central dos deputados socialistas na AR, apesar da sua institucionalização integrar apenas o quinto e último ponto do programa regional socialista.

Meses antes os socialistas algarvios tinham projectado levar o tema a referendo em 2011 e em caso de sucesso, eleições regionais em 2013, a par das autárquicas. O novo Governo de José Sócrates entra em funções e eis que Mendes Bota repara que o texto sobre a Regionalização inscrito no programa eleitoral do PS foi integralmente copiado para o programa do Governo. Através de requerimento enviado ao Governo já este mês, quer saber se foi um “mero erro” ou uma mudança de política. Isto porque o texto do programa eleitoral do PS para as legislativas falava em avançar com o processo "na próxima legislatura". E o actual texto do programa de Governo, copiado do primeiro, continua assim a falar da matéria como algo para avançar “na próxima legislatura”, o que pode indiciar que se trata da legislatura 2013 – 2017. Bota ainda espera uma resposta. A última notícia sobre este famigerado tema data de dia 15 último.

Macário Correia, que preside à Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e que tem defendido publicamente a Regionalização, diz duvidar das intenções do Governo socialista em avançar com a regionalização nesta legislatura. Entretanto, ao longo deste período, consoante a cor partidária do governo e consequentes alterações às leis do associativismo, a Associação de Municípios do Algarve passou a ser Grande Área Metropolitana do Algarve para depois passar a ser Comunidade-Intermunicipal do Algarve. Tal como em 2001, a Regionalização é um tema a abordar ou, para quem preferir, ir abordando, apesar de a sua institucionalização estar prevista na Constituição da República Portuguesa desde 1976, após a revolução de 25 de Abril de 1974. “Hoje Portugal é a excepção, é um caso atípico, é o único país que está completamente centralizado e onde não há estrato intermédio de poder entre o poder local e o poder central e isso é algo que eu não acho que deva ser motivo de orgulho”. Mendes Bota em 5 de Março de 2009.

Tivesse o governo PS tanta abnegação no cumprimento desta promessa esbatida no tempo, como têm tido na promolugação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, sem qualquer consulta popular, e o nosso Algarve estaria hoje mais desenvolvido, com mais emprego e sustentando um futuro com melhores condições sociais para as populações. Entre avanços e recuos, muitos dos que dão a cara na defesa deste desígnio, são ignorados na capital pelos grandes barões políticos, esses, que em cada 4 anos nos fazem sorrisos rasgados quando se fala deste assunto. E Macário vai desesperando pelo seu cargo de sonho a médio longo/prazo... Digo eu...

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Farense: S. Luís ou Estádio Algarve?

A Direcção do SC Farense acaba de tornar pública a intenção de passar a disputar de forma efectiva os seus jogos oficiais no Estádio de S. Luís, mítica casa dos farenses ao longo de grande parte da sua existência.

O Estádio de S. Luís, que aos sócios e adeptos foi nos últimos três/quatro anos dado como em fim de vida, por forma a liquidar as dívidas do Clube (que acumulam as da SAD), foi alvo nos últimos meses de apreciáveis melhoramentos que muito dignificam a imagem do Clube e dos que agora tomaram conta do leme na nau farense.

Apesar de registar com enorme agrado, tal facto, não poderia omitir nesta fase, como mero farense, adepto e sócio a minha sincera opinião sobre esta decisão. O facto é que o Farense têm neste momento à sua disposição dois estádios com capacidade para receber os seus jogos, mas num momento de afirmação social e desportiva do Clube, parece-me mais racional a opção pelo Estádio Algarve.

Sei que a minha opinião será uma mera onda contra a corrente, mas julgo que há razões fortes para o Farense continuar a jogar no Estádio Algarve. Desportivamente, parece-me inequívoco que uma equipa ganhadora, liderante e dominadora no controlo de jogo, prefere relvados mais amplos para esplanar o seu futebol, especialmente contra equipas que se "fecham" lá atrás. Ora, como Farense, julgo que o lugar do meu Clube é a Primeira Divisão Nacional e para isso será necessário o Farense conseguir três promoções, o que vêm de encontro ao facto de ter uma performance desportiva liderante no panorama regional e depois nacional. Como sabemos o relvado de S. Luís é pequeno, talhado para equipas que jogam na expectativa, aliás foi dessa forma que muitas vezes o Farense conseguiu bater os grandes, mas a verdade é que essa forma de jogar não se adapta aos objectivos de agora, em que se pede um Farense activo e não reactivo.

Noutra perspectiva, o Estádio Algarve oferece aos seus espectadores melhores condições para assistir aos jogos e sabemos que através da imagem "Estádio Algarve" poder-se-á gradualmente fomentar a angariação de adeptos sedentários que, com essa curiosidade, poderão se tornar fervorosos adeptos, consequência das vitórias desportivas do Clube. O facto é que na passada temporada, mesmo numa fase menos boa, o jogo mais presenciado do Farense foi no Estádio Algarve, embora admitindo que houve outro jogo, mas numa fase de enorme entusiasmo, que também levou um numero considerável de pessoas ao Estádío S. Luís. Não obstante a médias das duas ultimas temporadas favorece o estádio Algarve... O ideal seria mesmo fomentar nos dias de jogo um ou dois autocarros para fazer a transferta Faro-Estádio Algarve aos adeptos sem condições de transporte.

Por outro lado, julgo também ser um desperdício para a CM Faro e para todos os seus munícipes que se vêm privados de obras visíveis no Concelho, o maior clube local abandonar o Estádio Algarve, situação que na verdade deveria ter sido ponderada na altura da sua concepção, mas que, nesta fase consolidada da sua existência, deveria ser um marco de unidade entre as vontades do Clube e Município para utilização do recinto, e consequente promoção de ambas as Entidades

Emocialmente também eu optaria pelo velho S. Luís, mas o Farense, na minha opinião não deve viver do passado, devendo guardar o seu estádio para os jogos dos escalões jovens, ou mesmo optando por jogar exclusivamente competições como a Taça de Portugal ou a Taça do Algarve, e procurando novas oportunidades e ciclos, através duma infra-extrutura moderna que têm ao seu dispor.

Farense vai jogar no S. Luís

Wilson, Oliveira e Vicente emprestados ao Imortal

A Direcção do Sporting Clube Farense já solicitou à FPF a autorização necessária para que os próximos jogos do Campeonato Nacional da III Divisão, em que o Farense actue na condição de visitado, sejam realizados no Estádio de S. Luís.

Entretanto, foram cedidos, a título de empréstimo, ao Imortal de Albufeira os atletas Wilson, Oliveira e Vicente.

SCF – Gab. de Imprensa

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

NOME lançam primeiro disco «Código Pele» em Dezembro

O grupo algarvio NOME lança o seu primeiro disco, «Código Pele», no próximo dia 4 de Dezembro em concerto a realizar na Associação de Músicos de Faro.

«Código Pele» foi gravado e misturado por Luís Guerreiro e masterizado por Nelson Carvalho, dos estúdios Valentim de Carvalho. Inclui os temas Uma Prenda Índia, Retocou Baton, Segredo (Murmúrio no esconderijo), Juliana, O Erro e Memórias.

Os NOME existem desde 2004, tendo o projecto nascido em Faro. O seu estilo é o rock, cantado em português. Foram a banda vencedora da primeira edição do concurso «+ Música», em 2005, bem como do concurso para abertura de três concertos dos Xutos e Pontapés no Algarve em 2006, ano em que os NOME gravaram uma primeira maquete com dois temas, cuja gravação contou com a participação especial de Elísio Donas, teclista dos extintos Ornatos Violeta. «Passo em falso» foi um dos temas: rodou na Antena 3, no programa Quinta dos Portugueses; pode ser ouvido em http://www.osnome.blogspot.com/.

Depois de alguns concertos em 2007 com bandas como The Gift ou Terrakota, entre outras, os NOME começaram a preparar o primeiro disco.

O primeiro tema de apresentação, em meados deste ano, foi «O Erro», online em www.myspace.com/osnome.

Quem é leitor regular deste espaço já se apercebeu do meu apego ao Algarve, e neste caso concreto às bandas algarvias, que, em 3 ou 4 casos estão ao nível do que de melhor se faz em Portugal... Cada um ao seu estilo, [O][L][U][D][O], Banda Íris, e os citados NOME, são bandas que por estes tempos não me saem do ouvido... É bom que muitos de nós, algarvios, tomemos cada vez mais consciência que, ao apoiar (também porque merecem), estamos a incentivar também o aparecimento de outros nomes na nossa música, descentralizando cada vez mais o mercado discográfico que insiste em ter uma visão muito redutora do país, resumindo o seu plano de interesses às grandes capitais económicas e sociais de Portugal...

O caso dos NOME, trás-me à memória os míticos Melomenorítmica, qual banda de culto da juventude farense na década de noventa, projecto esse que rodava incessantemente na extinta SuperFM Algarve. Por vezes dá me vontade de pedir ao tempo que retroceda, que me deixe mais novo, para poder saborear com ainda mais convicção os tempos de outrora.

Passados muitos anos, finalmente teremos connosco um disco destes rapazes, talvez tarde, mas ainda atempo de mostrar a Portugal o talento da gentes de Faro.

Casting para os Ídolos em Portimão...

Portimão está mesmo na moda pois naquela cidade há uma enorme propensão para pseudo-cantores... Primeiro foram os funcionários públicos, (quais empregados do sector privado sempre ocupados com as suas tarefas) a adoptar um hino próprio, quando agora tenho conhecimento que Ernesto Ferreira da Silva, Dias Ferreira e o próprio "JEB" protagonizaram um enorme festival de música popular na capital barlaventina...

Parece mesmo que os ares portimonenses têm o condão de despertaroutras facetas a meros agentes desportivos até agora desconhecidas do grande público... Olha se os Ídolos fazem lá um casting, as surpresas que poderíamos descobrir...