domingo, 31 de maio de 2009

Serão assim tão diferentes?


Vitória sobre o campeão deixa farenses no 3.º lugar

O golo de Della Pasqua frente à sua ex- equipa, decidiu a partida


Jogou-se na tarde de hoje a penúltima jornada da Terceira Divisão, e desta forma o Farense se despediu dos seus apaniguados, defrontado no Estádio Algarve o Louletano, à partida já promovido à Segunda B, e que apesar de ter saído derrotado do encontro, comemorou efusivamente o título de campeão, em virtude da copiosa derrota obtida pelo Atlético de Reguengos em Évora por 4-0.

Com o tempo a convidar para uma verdadeira tarde de praia, não foram muitos os adeptos que se deslocaram ao anfiteatro do Parque das Cidades, assistindo os presentes a uma partida algo morna, situação natural após uma época tão desgastante e longa. Foi sob essa toada que se iniciou a partida, com algumas paragens e embora o Farense demonstrasse desde logo a iniciativa de jogo, foi o Louletano a abrir o marcador, aproveitando um lance de bola parada, concluído oportunamente por Idalécio, o capitão da turma de Loulé. Apesar deste começo positivo dos louletanos, minutos antes tinha sido de Wilson o primeiro lance de frisson, quando este efectuou um cruzamento-remate, apenas sustido pelo poste direito da baliza sul. Com o passar do tempo o jogo foi decaindo de qualidade, notando-se cada vez a mais a postura do Louletano neste jogo, que optou por jogar sempre em contra-ataque, apsotando em homens como Pintinho e Devigor para incomodar as redes de Costa, embora com pouca frequência. Contudo, o Farense não fazia muito melhor, e embora tentasse assumir as rédeas de jogo, as suas iniciativas eram anuladas com relativa facilidade pelo adversário, jogando de forma previsível, quase sempre pela direita, denotando dificuldades na finalização e criação de jogo para Della Pasqua que teve uma primeira parte muito discreta, entre os dois gigantes da defesa louletana. Aos 35 minutos António Barão mexeria pela primeira vez na equipa, abdicando do 4x1x4x1 inicial, para incluir na partida Bruno, por forma a dar maior poder de fogo ao ataque do Farense. Terminaria então a primeira parte com um resultado tangencial para os forasteiros, castigando de certa forma o Farense pela qualidade do seu jogo e premiando o Louletano pela eficácia, embora sem demonstrar no relvado a superioridade no marcador.

Na segunda parte, o cariz de jogo não mudou muito, mas a verdade é que o Farense foi gradualmente melhorando a sua intensidade e qualidade de jogo, sendo para isso determinantes as entradas de Dinis e Ró-Ró, que mexeram com a equipa e ajudaram-a no assalto final. Logo aos 49 mn seria David Justo a falhar um golo incrível na cara do guardião louletano, rematando de primeira, por cima do travessão, após bela assistência de cabeça de Della Pasqua. Aos 55 mn seria a vez de Barão, servido por Justo na direita, rematar na área para defesa do guarda redes, ressaltando a bola para a trave, o que ainda originou algumas dúvidas sobre se tinha mesmo passado a linha de baliza. Apesar destas duas ocasiões o futebol estava a ser muito mastigado e foi à passagem da hora de jogo que António Barão introduziu então no campo os dois jogadores anteriormente citados, alargando a frente de ataque e dando maior força ao meio campo. Ró-Ró podia mesmo ter empatado a partida minutos mais tarde após ter entrado, com um remate de muito longe que ainda bateu na trave após toque do guardião, tendo Barão desperdiçado outra ocasião de golo, aos 76mn, quando na pequena área, com pouco ângulo, rematado colocado mas proporcionando uma bela defesa ao guarda redes, que expeliu a bola para fora. Assistia-se nesta altura a um jogo um pouco mais mexido e aberto, com a equipa louletana apenas a tentar controlar, mas sem nunca incomodar Costa, que foi na segunda parte uma autêntico espectador. Com a partida a caminhar para o fim, já muitos não esperariam uma reviravolta no marcador, mas contrariando as expectativas, em dois minutos o Farense inverteu o resultado, decerto com alguma felicidade no primeiro lance, mas acabando por justificar a vantagem pela maior atitude na partida, face a um adversário com credenciais mas aquém do que é exigido para uma equipa profissional e campeã. Arbitragem aceitável.

Com este resultado o Farense, aproveitou para subir um degrau na tabela, após o empate 1-1 do Cova da Piedade, fixando-se no terceiro lugar, quando falta uma jornada para o termo da prova. Num altura em que a indefinição reina para os lado do S. Luís, muito por culpa do negócio do estádio, que já se arrasta à vários meses, foi perguntado a António Barão, pela rádio, se iria continuar ao comando da equipa da capital algarvia na próxima época, mas este relegou novidades para outra altura, após uma conversa a ter em breve com Aníbal Guerreiro, e que decerto ajudará a definir o futuro do futebol sénior do Farense.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 9ª Jornada Fase Subida
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 550 espectadores

17 horas, 30/05/2009
Árbitro: Edgar Gaspar (Beja)
FARENSE 2-1 LOULETANO


(8 mn, por Idalécio, na sequência canto marcado na esquerda do ataque louletano, surge o gigante Idalécio, mais alto que os adversários a desferir um cabeceamento de cima para baixo que se anichou junto ao poste esquerdo da baliza de Costa )
(86m, por Nuno Abreu (a.g.), que fruto de alguma infelicidade foi traído por um centro tenso de Justo na direita do ataque farense)
(88m, por Della Pasqua, marcando de cabeça na sequência dum canto apontada da esquerda do ataque farense)

Farense: Costa; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Wilson (Dinis, 59mn); Arlindo (Ró Ró, 62mn), Zé Nascimento (Bruno, 39mn), Barão, Norberto, Justo, Della Pasqua. Treinador: António Barão

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Comissão anula concurso e negocia directamente com interessados

Venda do Estádio de São Luís passou a nova fase

O segundo concurso de venda dos terrenos do Estádio de São Luís foi anulado pela comissão de venda, que está agora a negociar com outra empresa interessada em comprar o recinto. “O concurso foi terminado porque as duas propostas que recebemos estavam muito longe do valor-base, 15 milhões de euros, que tínhamos definido”, disse ao Região Sul o presidente do Farense e membro da comissão, Gomes Ferreira.

Entretanto, uma terceira empresa contactou os responsáveis mandatados pelos sócios para vender o estádio e manifestou-se interessada na compra do São Luís. “Mostrámos receptividade e, neste momento, estamos a negociar directamente com essa empresa”, referiu o dirigente, que não quis especificar em que ponto está a negociação. “Ainda é prematuro antecipar prazos de resolução para que o processo negocial tenha um desenlace que nos agrade”, afirmou Gomes Ferreira. O presidente do Farense garantiu, contudo, que qualquer decisão tomada pela comissão de venda “terá de ser reafirmada, em assembleia geral, pelos sócios”. Depois da primeira tentativa de venda ter sido anulada, em Outubro do ano passado, as condições foram melhoradas no segundo concurso.

O espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Mas as alterações não trouxeram resultados práticos. Gomes Ferreira assegura que a comissão de venda não aceita vender “abaixo” dos 15 milhões de euros. O modo de pagamento pode ser a «chave» do negócio. Só com este negócio será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada.

O passivo do clube, que esta época assegurou a manutenção na III Divisão Nacional, está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Aos que se possam interrogar do porquê desta imagem do Estádio S. Luís a preto e branco, eu respondo duma forma concisa: É desta forma que actualmente vejo a situação do SC Farense...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Ser o primeiro...

Com a fama de galã que acompanha Quique Flores, é esta a oportunidade do espanhol mostrar que pode ser o primeiro num campeonato muito competitivo, quando parece que por falta de resultados têm a porta de saída cada vez mais escancarada. É tempo de arregaças as mangar e por mãos obra... Senão vejam aqui!

P.S. - Transmissão televisiva?? Aposto na TVI ou mesmo na TVI24 para dar um ar mais sério à coisa...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Barcelona de Guardiola - O Dream Team II

Não falhei por muito os meus palpites do post anterior. Porque os jornais e televisões nos invadirão com muitas análises deste jogo, e eu não sou nenhum expert, apenas quero realçar que o FC Barcelona venceu duma forma meritória e segura a final de Roma. Apenas se viu Ronaldo nos primeros 25/30 minutos da partida, mas sempre incapaz de materializar em golo as suas tentativas. Por sua vez, o fantástico jogo colectivo do Barça asfixiou todas as acções do Man U, sendo uma equipa mais coesa e harmoniosa na troca de bola e também eficaz na hora de decidir... E nesse momento Messi decidiu, porque é o melhor no momento.

O jogo do ano...

Cheguei agora a casa, faltam 4 minutos para o inicio da partida entre Manchester United e Barcelona, as duas equipas com o futebol mais sexy do momento:
Duelo entre dois históricos do futebol mundial e o tira teimas entre Ronaldo e Messi... Quem vence? No Olímpico de Roma, 67 mil pessoas assistem a este emocionante encontro. Palpites: Vence o Barcelona por 2-1, senão for a penaltis e Messi o jogador da Final...

terça-feira, 26 de maio de 2009

Loureiro's...


Se Valentim Loureiro, de 70 anos é um homem que conhece os meandros futebol desde à muito, tendo enveredado pelo futebol no inicio dos anos de 70 para liderar o emblema axadrezado, revitalizando o mesmo e deixando o Clube nas mãos do seu filho João Loureiro em 1995, numa altura em que já liderava a câmara de Gondomar, tendo depois liderado mais alguns cargos de relevância política, foi como Presidente da Liga de Futebol que nos últimos anos teve maior projecção nos media, sendo muitas vezes criticado pela promiscuidade latente entre futebol e política que os cargos poderiam suscitar...

Depois de ver a sua situação fragilizada devido à questão do Apito Dourado, surgiu então a figura de Hermínio Loureiro, como (novo) salvador da pátria futebolística cá do burgo, ele que já havia ocupado cargos de destaque na política nacional, sendo deputado do PSD e mesmo membro integrante do Governo de Durão Barroso... Na verdade, nos parece que a gerência da Liga Portuguesa de Futebol Profissional tem ganho mais transparência e apesar das muitas pressões a que está sujeito, fruto dos vícios do passado, têm também tentado inverter o ciclo decadente dos clubes profissionais. Estes cada vez mais debilitados, não poderão culpar a LPFP pelo momento actual, pois pagam a factura de anos e anos de irresponsabilidade e loucura dos seus dirigentes, muitos deles num beco sem saída para liberar os clubes da situação grave em que se encontram. Contudo, me parece que era escusado, até para ir de encontro ao seu discurso da credibilização do futebol português, que se apresentasse agora como candidato à Câmara de Oliveira de Azeméis o novo Loureiro do nosso futebol, denunciando uma claro sinal dos tempos do passado do outro Loureiro, que tantas vezes foi criticado...

O curioso é que tudo isto sucede na recta final da Liga Vitalis, tendo o jogo do passado domingo, entre o Oliveirense (provavelmente o clube da cidade a que Hermínio será presidente) e o Gondomar de Valentim, ditado a descida de divisão dos homens de Gondomar após o empate 1-1, mas indirectamente a descida do Boavista, que apesar de não ter cumprido a sua parte, se poderia ter safado da descida para a Segunda B com uma vitória do Gondomar. Repare o leitor que falamos de três clubes envolvidos numa curiosa luta pela permanência na Liga Vitalis, onde todos eles têm (fortes) ligações a actuais dirigentes da Liga, sendo que o único que não se queima, é o do actual homem forte... Acredito que seja tudo coincidência, mas como digo, não me parece correcto o passo que Hermínio Loureiro tomou...

Com tudo isto, lamenta-se a queda do Boavista nos campeonatos não profissionais, equipa histórica e campeã à oito anos, no qual jogaram na altura alguns dos pesos pesados da Selecção Nacional, e que agora com uma equipa debilitada, fruto de uma gestão não menos questionável da família Loureiro neste últimos anos...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Depois duma época longa, estamos perto de terminar as nossas habituais crónicas de segunda-feira, com muitos dos campeonatos nacionais a terem o seu termo. Contudo, a equipa do SC Farense ainda se mantém em competição, estando neste momento a disputar a 32ª jornada desta época, quando ainda faltam duas para o seu final, o que para jogadores amadores e mesmo que com a atenuante de apenas terem disputada uma eliminatória da Taça de Portugal é de facto pesado e demonstrativo da desorientação e desfasamento da realidade da FPF para com as equipas amadoras da Terceira Divisão que virão o seu campeonato estender-se até ao mês de Junho, quando muitos dos plantéis profissionais de outros campeonatos já estão a meio das férias. Nesta jornada, os comandados de António Barão regressavam ao Estádio Algarve, volvidos dois meses e meio após a última partida nesse terreno. Mas nem assim foi quebrado o enguiço que já leva 5 jornadas sem vitórias, tendo o empate 2-2 diante do Juventude de Évora, afastado de vez os Leões de Faro do sonho da subida, visto que a vantagem de sete pontos do Atlético de Reguengos não permitirá qualquer reagrupamento nas próximas duas jornadas. Apesar de tudo, o Farense está de parabéns, pois na sua época de regresso aos Nacionais pode ainda lutar pelo terceiro lugar da poule, num leque de catorze equipas à partida, o que atenua um pouco a sensação de desilusão, mas que no contexto actual do Clube só se pode considerar positivo. Com este desfecho sobem desde já à Segunda B duas equipas, Louletano e Atlético de Reguengos, que nos parecem ter sido as equipas mais regulares ao longo de toda a prova e mesmo as que mais pontos amealharam absolutamente. Registo para a vitória do Louletano por 0-2 na Caparica, cimentando o primeiro lugar e fazendo a festa da subida no dia de ontem. Quanto às equipas de futebol do SC Farense, registamos a nível oficial o empate 1-1 da equipa de Juvenis B frente ao Odeáxere, num jogo que apenas serve para cumprir calendário, dado que esta equipa destina-se para rodar jogadores como suporte à equipa A. Como nota final trazemos os resultados das Escolas A e B, tendo os A's sido batidos por 0-4 diante do Louletano, que é líder da prova enquanto Farense se viu relegado para o terceiro lugar por troca com o Sporting Algarve, enquanto os B's bateram por expressivos 9-1 os congéneres de Messines, terminando assim o campeonato no sétimo lugar.

Na Liga Vitalis, ambas as equipas algarvias, jogavam diante do seu público mas já com os objectivos atingidos. Em Olhão foi dia de consagração aos novos campeões da Liga Vitalis, e o banho de multidão não de fez rogado, celebrando de forma entusiasta tão grande feito, que recoloco o Algarve, sete anos depois na liga principal de futebol. Para gáudio dos 7100 espectadores presentes no José Arcanjo e para muitos mais milhares que nas ruas fizeram a festa, o Olhanense iniciou o dia histórico batendo o Gil Vicente por 1-0, tendo depois a comitiva festejado pelas artérias da capital da Ria Formosa o feito, sendo inclusivé recebidos nos Paços do concelho pelo edil local e fechando o dia em beleza, junto aos Mercados, onde estavam aprazados vários concertos, que juntaram milhares de pessoas em confraternização com jogadores, equipe técnica e quadros directivos. A verdade é que o Olhanense fez um campeonato de excelente nível, e nem mesmo o desgaste final de época impediu o triunfo na liga, com 58 dos 90 pontos em disputa, batendo a concorrência mais directa vinda de Leiria, que também regressa à Liga Sagres, e do Santa Clara que acabou por ser ultrapassado dos lugares cimeiros na última jornada, quando havia estado grande parte do campeonato nos lugares de promoção. Destaque final para o Portimonense, que nesta ultima jornada empatou 1-1 com o Freamunde, terminando a sua participação no 13º lugar, e 35 pontos, apenas mais três pontos que a linha de água, de onde o Boavista caiu e assim se vê relegado para uma humilhante Segunda B, apenas 8 anos após o título nacional.

Rui e Michelle em grande na maior montra de terra batida do ténis mundial


Quem é habitual leitor deste espaço sabe que nutro simpatia pelo tênis e em especial por estas duas promessas nacionais numa modalidade que sempre nos passou um pouco ao lado em relação a grandes vedetas. A verdade é que que hoje, no mais importante torneio de terra batida do circuito mundial, o mítico torneio do Grand Slam de Roland Garros, para além de já ser um grande feito estes dois tenistas terem integrado o quadro principal após as fases de qualificação, ambos obtiveram vitórias, o que já de si nos enche de orgulho! Parabéns!

domingo, 24 de maio de 2009

Mau começo castiga Farense e aniquila sonho de subida

O Farense jogava hoje a última cartada se ainda queria manter uma ténue esperança de subir de divisão nesta época. mas cedo se percebeu que a tarefa iria ser árdua pois os algarvios já perdiam por 0-2 à meia de jogo, enquanto o seu rival Atlético de Reguengos, num jogo que se avizinhava importante com o Cova da Piedade, mas que o logrou vencer por 2-1, garantindo matematicamente a subida a duas jornadas do termo da prova.

Perante uma assistência aquém do registado nas ultimas partidas caseiras, quiçá uma amostra do estado de espírito dos adeptos da capital algarvia, em contraste Foto cortesia do Blog Leões de Farocom o que se passa na vizinha cidade de Olhão, o Farense iniciou o jogo de forma apática, acusando falta de dinâmica a meio campo, perante uma adversário que jogava para cumprir calendário, mas ainda assim mais motivado nesta fase da época. Como consequência disso, os alentejanos praticavam um futebol mais coeso e exploravam no novo relvado do Estádio Algarve, as capacidades dos seus homens da frente, em especial do veterano Nuno Gaio que inauguraria o marcador aos 17 minutos de jogo. Embora o Farense tentasse reagir nessa hora os Juventude parecia confiante e mantinha o cariz de jogo praticamente na mesma bitola, aumentando a vantagem poucos minutos depois. Perante um resultado adverso, António Barão não teve outra alternativa do que incluir Bruno na equipa inicial, ainda antes do intervalo, o que viria a dar frutos com este a reduzir a desvantagem num momento crucial da partida, antes do intervalo.

Abriam-se novas esperanças para os Leões de Faro que entraram no segundo tempo mais organizados e tendo mais posse de bola, muito por culpa do regresso de Barão à equipa, trazendo mais ambição à equipa e em conjunto com todos os colegas, empurrando os alentejanos para junto da sua baliza durante alguns períodos do encontro. As oportunidades foram se sucedendo para ambos os lados, embora com maior pendor para os algarvios, que incansavelmente iam procurando o empate. Este só surgiria perto do fim, num lance em que o guardião Tiago se queixou duma suposta carga, acabando por sair muito mal na fotografia, numa jogada oportunamente aproveitada por Norberto para igualar o marcador. Com cerca de treze minutos para jogar, os algarvios empolgaram-se ainda mais dispondo de mais umas quantas ocasiões para virar o resultado mas este acabou por não sofrer mais alterações.

Gorado o sonho, e ainda com duas jornadas para o fim da prova, as atenções começam agora a centrar-se no futuro da colectividade da capital algarvia e também na sua equipa de futebol sénior. É notório o embaraço entre as hostes farenses face ao momento actual de indefinição em relação ao financiamento da próxima época que muito depende da venda do estádio S. Luís e quiçá do projecto da bomba de gasolina, são sendo por isso de estranhar o cartaz apresentando pelos South Side Boys que dizia: "Eleições ? Estádio ? Esta m***a já cheira mal!".

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 8ª Jornada Fase Subida
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
Assistência: 550 espectadores
17 horas, 24/05/2009
Árbitro: Bruno Jesus (Lisboa)
FARENSE 2-2 JUV. ÉVORA

(17 mn, por Nuno Gaio, na sequência duma perda de bola da equipa do Farense, a equipa alentejana delineia um ataque rápido com Nuno Gaio a concluir a jogada vitoriosamente)
(31 mn, por Márcio Madeira, num lance rápido de ataque, castigando a apatia do meio campo algarvio)
(44 mn, por Bruno, na sequência de um livre indirecto, surge Zé Nascimento com alguma confusão a reduzir a diferença)
(82 mn, por Norberto, aproveitando um erro do guardião Tiago e empatando a partida)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Hernâni, Carlos Neves, Wilson (Bruno, 39mn); Luís Afonso, Zé Nascimento (Tony, 64mn), Norberto, Justo, Dinis (Barão, 45mn), Della Pasqua. Treinador: António Barão
Imagem In Blog Leões de Faro por José Luís Silva

sábado, 23 de maio de 2009

Votação do licenciamento dos clubes adiada

TRABALHOS PROSSEGUEM A 30 DE MAIO

A apreciação e votação do Manual de Licenciamento de Clubes, último ponto da ordem de trabalhos da Assembleia Geral da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) realizada hoje, foi adiada para 30 de Maio, a partir das 14:30.

A decisão foi tomada após o plenário da FPF ter estado reunido durante mais de seis horas, sem intervalo para almoço, aprovando, entre outros assuntos, as alterações regulamentares aos quadros competitivos da II divisão, com aplicação na próxima temporada, e da III, em 2011/12.

Antes da suspensão, numa altura em que algumas associações tinham abandonado a assembleia, Lourenço Pinto, presidente da Associação de Futebol do Porto, criticou o Manual de Licenciamento elaborado pela Direcção federativa, defendendo que é "uma amálgama daquilo que é um mau trabalho na FPF".

"É uma transposição nítida do que está nos regulamentos da UEFA e da FIFA, mas não se pode comparar clubes portugueses da II e III divisões com outras realidades", sustentou.
Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores Profissionais de Futebol, contrapôs, considerando o documento um instrumento "profilático" e classificou-o de "equlibrado".
"A irresponsabilidade está a matar o futebol português. Esta pode ser uma decisão histórica entre o passado e o futuro, pois este documento ajuda os dirigentes, muitos deles presos a camisas de sete varas", afirmou.

A proposta de licenciamento da Direcção da FPF preconiza que apenas possam competir nos campeonatos da época 2009/2010 os clubes que provem a inexistência de dívidas a jogadores e técnicos e as decorrentes das transferências de futebolistas.

O manual define critérios imperativos (quem não cumprir, não recebe licença), obrigatórios (os clubes podem ser sancionados, mas não excluídos) e aconselháveis (recomendações sem obrigatoriedade de cumprimento).

O documento vai ser votado a 30 de Maio, depois da reunião entre a Direcção da FPF, presidida por Gilberto Madail, e os órgãos sociais, prevista para as 10:00, na sede da estrutura federativa.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Desemprego cresce 68% no Algarve

O Algarve é, pelo sexto mês consecutivo, a região onde o desemprego mais se faz sentir. Dados do IEFP indicam um aumento de 66,7% em Abril, em relação ao mesmo período do ano anterior.

De 2008 para 2009, o Algarve registou um aumento de 66,7 por cento, equivalente a 19 758 desempregados, no mês de Abril, classificando-se como a região onde a taxa de desemprego mais aumentou a nível nacional.

Segundo dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), hoje divulgados, ao Algarve segue-se a Madeira, com uma subida de 35 por cento, e os Açores, que cresceu 28,7 por cento. Valores muito acima da média nacional, que ronda os 27,3 por cento.

O maior número de desempregados está concentrado a Norte, com 43,3 por cento do total. A região registou um crescimento 24,6 por cento para um total de 212 767 inscritos, em relação ao mês de Abril de 2008.

O Alentejo é a região do país onde o número de desempregados inscritos menos subiu, durante o mês homólogo, crescendo 23 por cento para 22 481 pessoas.
In Observatório do Algarve

Eu só pergunto onde é que isto vai parar... E toca a todos, acreditem!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

FARO: ASAE fecha o "Seu Café"

O "Seu Café", um conhecido restaurante snack-bar da cidade de Faro, no Algarve, foi hoje encerrado, depois de uma operação de fiscalização

A notícia foi avançada esta tarde por fonte policial à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, a assessora de imprensa da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) confirmou, por seu turno, que "um estabelecimento comercial de Faro foi hoje encerrado por aquela autoridade após uma acção de fiscalização que detectou falta de condições de higiene".

O "Seu Café" localizado na Baixa de Faro é um dos estabelecimentos comerciais mais conhecidos da cidade, frequentado tanto por habitantes séniores que ali almoçam todos os dias, como por jovens da capital algarvia e turistas.

Mais uma boa da ASAE... Num país com tantas carências e situações a corrigir, insiste-se no caminho mais fácil, em vez de atacar de frente situações mais graves do ponto de vista da higiene alimentar. Por acaso alguém morreu devido ao atendimento neste estabelecimento?

21/05 - Mas hoje já ouve novidades.... “Não há nenhum café que possa cumprir com as leis da ASAE. Isto são leis talibãs!”, afirma indignado José Nascimento, sentado com alguns amigos habitués da esplanada do “Seu Café”. “Quando um café destes é encerrado, então todos os outros já deviam ter fechado”, acrescenta." excerto do Observatório do Algarve

Quem diz a verdade, não merece castigo...

Vira o disco e toca o mesmo... Num verão qualquer...

terça-feira, 19 de maio de 2009

A vitória mais díficil de Mourinho...

Humilde, Mourinho admite que Inter está inferior a Barça, Manchester e Chelsea, mas técnico afirma que o Campeonato Italiano é mais difícil que o Inglês

José Mourinho elogia rivais da Europa
O técnico português José Mourinho reconheceu que o Inter de Milão, atual tetracampeão italiano, está em um nível inferior em relação a Barcelona, Chelsea e Manchester United. - Em valor potencial, o Inter está um degrau abaixo de Barcelona, Chelsea e Manchester United. Se tivéssemos chegado às semifinais ou à final da Liga dos Campeões, não teríamos ganho o Campeonato Italiano - disse o treinador em entrevista publicada na edição desta terça-feira do jornal português "A Bola".

Mourinho lembrou que sempre explicou à diretoria do Inter que a equipe não tinha condições para lutar pela principal competição entre clubes do continente europeu. Segundo o português, sua equipe faz parte de um grupo formado ainda por Milan, Juventus, Bayern e Porto, que tentam melhorar para alcançar os times de ponta. - É muito mais difícil ser campeão na Itália que na Inglaterra. Do quarto lugar para baixo, as equipes italianas são muito melhores. Venci rivais muito facilmente na Inglaterra. Aqui na Itália, não me lembro de nenhum - explicou.

Deixei o repto de reler este post, escrito à um ano por estas altura e a verdade é que globalmente, a ideia que defendi em relação ao futebol italiano em si, é corroborada por José Mourinho duma forma clara, à qual muitos dos nossos jornalistas e críticos de futebol da nossa praça se colarão nas suas colunas de opinião. Apesar do técnico português reconhecer a inferioridade do Inter face a Manchester United ou Barcelona, creio que neste novo ano, poderá agora sim, ter margem de manobra para rejuvenescer um plantel envelhecido e com pouca gulosisse para novas conquistas, projectando assim uma pequena revolução que permita lutar com mais armas pela Champions.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Com a época desportiva a caminhar a passos largos para o seu termo, nota mais uma vez para as equipas de futebol do SC Farense. Com um futuro, que parece para já incerto em relação à próxima temporada, o Farense acabou por ontem descartar praticamente a subida à Segunda B, após uma igualdade 1-1 no campo do Cova da Piedade. Apesar do resultado se poder considerar positivo, foi insuficiente para aproximar os Leões de Faro do segundo lugar, já que o Atlético de Reguengos venceu na Caparica por expressivos 1-5, tendo também o Louletano cumprido a sua missão, garantindo praticamente a subida com a vitória por 2-1 em casa com o Juventude de Évora. O Farense aparece nesta fase da época desfalcado, acumulando quatro jogos sem vencer, o que acaba por deixá-lo a seis pontos do segundo posto, quando faltam disputar nove pontos. Apesar de ostentar a melhor defesa desta segunda fase com seis golos sofridos em sete jogos, apenas venceu dois dos sete jogos e assim se mantém no quarto lugar da tabela. Fixemo-nos agora nos Juvenis A que jogavam a ultima cartada neste domingo e não conseguiram concretizar o sonho de regressar aos Nacionais. Primeiro porque o Internacional de Almancil não tremeu e venceu 2-1 o São Luís, hipotecando logo aí as esperanças do Farense e depois porque os próprios Leões de Faro não conseguiram melhor que um empate 1-1 no terreno do Portimonense, terminando assim a sua participação no campeonato na segunda posição a três pontos do Inter de Almancil, não concretizando o objectivo de subir de divisão. Os Juvenis também não venceram e neste longo campeonato, foram derrotados por 3-2 na deslocação a Aljezur. Nota final para as equipas de Escolas A e B que, respectivamente venceram 1-5 em Quarteira e 1-6 no terreno do São Luís.

Saltamos directamente para a Liga Vitalis, onde, como se sabe o Olhanense fez a festa da promoção à liga principal do nosso futebol, 34 épocas após a sua ultima presença e após 7 anos da queda do Farense desse mesmo campeonato. A vitória tangencial por 0-1 obtida com nove jogadores em campo no terreno do Gondomar foi o passo que faltava para a redenção dos nossos vizinhos que assim se preparam já para as próximas batalhas, por certo mais duras, na próxima época. A felicidade também sorriu ao Portimonense, que após muito sofrimento conseguiu desde já garantir matematicamente a manutenção nesta prova a uma jornada do final do campeonato. Apesar de Lito Vidigal ter passados por alguns dissabores, conseguiu nesta ponta final amealhar seis pontos preciosos, com o empate 2-2 em Vizela registado ontem a ter um saboroso sabor, ainda para mais devido à recuperação no marcador de 2-0 para 2-2.

Olhão em alta - Festa incessante

Depois de ter fechado com chave de ouro a XXIV Semana Académica da Universidade do Algarve, o olhanense Pete Tha Zouk, ou melhor António Pedro, teve ontem mais um dia de folia, mas desta feita por motivos extra profissionais... Foi ele o batedor do autocarro da CMO, na chegada da família Olhanense à terra natal, festejando com todos os olhanenses este feito histórico para a cidade e também para o Algarve. Uma caminhada que se iniciou numa manhã muito quente de Agosto e que nessa altura já acreditava que o feito poderia ser possível, até porque logo nesse dia se viu que a estrelinha de Campeão iria estar presente. Como farense, mas nesta circunstância algarvio de gema, só me posso congratular com o sucesso deste nosso velho rival, que não obstante o passado de rivalidades, nos obriga nestes tempos de dificuldades a unir esforços em prol da projecção do nosso Algarve além fronteiras. Parabéns Olhanense.
Foto In Região-Sul

domingo, 17 de maio de 2009

Subida descartada após empate na Cova da Piedade

O Farense deslocou-se esta tarde à Cova da Piedade com os olhos postos no único resultado que lhe poderia permitir pensar na subida que era a vitória, visto que era o único que possibilitaria uma redução de pontos para os clubes que se encontravam acima na tabela classificativa. Após a derrota caseira na passada semana a onda de optimismo havia decrescido bastante, para tal não terá sido alheia as dificuldades financeiras do clube, mais concretamente o novo concurso falhado para a venda do estádio de São Luís.

Esperava-se uma entrada de rompante do Farense na tentativa de chegar ao golo para atingir o único resultado que lhe servia, no entanto tal não aconteceu. A primeira parte do encontro foi caracterizada essencialmente pelo equilíbrio e pela falta de situações de golo. Quando se esperava que numa partida entre equipas com possibilidades de subida a emoção tomasse conta do jogo, o que ocorreu foi exactamente o contrário, o ínicio do encontro mostrou o que mais parecia um jogo entre equipas já com o campeonato feito. Foram escassos os lances de emoção no primeiro período, sendo que o único que se aproximou disso foi um remate forte da equipa da casa que saíu ao lado da baliza defendida por Gonçalo.

Na segunda parte a tendência para o equilíbrio manteve-se se bem que a equipa da casa deteve um ligeiro domínio nos minutos iniciais conseguindo pressionar os algarvios. António Barão sem muito a perder tirou de campo Tony, Calado e Rui Graça apostando no ataque fazendo entrar Norberto, Bruno e o júnior Róró. Pouco depois surgia o primeiro golo para os locais, que até se pôde considerar justo face ao fraco desempenho dos algarvios. O golo serviu de qualquer forma para fazer despertar o Farense que na sequência de uma grande penalidade chegaria à igualdade por Della Pasqua já perto do final do encontro.
Com este empate e com a vitória dos dois primeiros o Farense praticamente hipotecou as hipóteses de subir de divisão nesta temporada. Resta meditar sobre o que falhou no início da temporada, em que as escolhas técnicas deixaram desde logo o Farense a grande distância dos primeiros, mas principalmente a nível directivo, em que o arrastar da situação financeira contribuiu quiçá decisivamente para que esta não fosse a época ideal, para o Farense apostar numa subida de escalão.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 7ª Jornada Fase Subida
Estádio Municipal José Martins Vieira (Cova da Piedade)
Assistência: 500 espectadores
17 horas, 17/05/2009
Árbitro: Rui Soares (Santarém)
COVA DA PIEDADE 1-1 FARENSE

(1-0 , por , )
(82mn, por Della Pasqua, na conversão duma grande penalidade)
Farense: Gonçalo; Cannigia, Hernâni, Carlos Neves, Tony (Norberto, 65 mn); Rui Graça (Ró Ró, 75mn), Luis Afonso, Zé Nascimento, André Calado (Bruno, 67 mn), Justo, Della Pasqua. Treinador: António Barão
Crónica por JoaoC in Blog Leões de Faro

sábado, 16 de maio de 2009

Buraka Som Sistema incandesceram o País da Maravilhas

Segundo o blog da Rua FM, estiveram na noite de sexta feira pouco menos de 13.000 pessoas para receber Buraka Som Sistema, Mesa e La Resinance... Reconheço que os luso-angolanos são a banda do momento em Portugal, mesmo que num registo electrónico, um pouco transviado das linhas rock e punk que coloriam os gostos musicais dos estudantes universitários à uns anos, e por isso fiquei impressionado com esta numerosa afluência de público, que, pela minhas contas bate de longe a melhor noite do ano passado, com Xutos e Pontapés e Pete Tha Zouk a fechar a XXIII Semana Académica do Algarve, no qual estiveram 10 mil pessoas no recinto... Em tempos de crise financeira aguda, a assistência ontem atingida faz me reflectir de como as sociedades cada vez mais se renovam, com as tendências se vão actualizando cada vez com maior rapidez.

Por curiosidade, se alguém souber o número de pessoas que assistiu aos concertos de Guano Apes, de cada uma das vezes que estiveram cá, seria interessante para perceber a dimensão dos eventos.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

FPF só quer admitir clubes sem dívidas aos funcionários

A Federação Portuguesa de Futebol vai submeter à discussão na assembleia geral extraordinária do próximo dia 23 um sistema de licenciamento dos clubes participantes nas II e III Divisões que visa limitar a admissão nestes campeonatos a quem provar a inexistência de dívidas aos trabalhadores.

A proposta contempla um sistema de licenciamento, a entrar em vigor na próxima época, com três níveis de critérios: os imperativos (quem não os cumprir fica excluído), os obrigatórios (pode levar a sanções mas não à exclusão) e os aconselháveis (de cumprimento facultativo). Entre os obrigatórios, além de terem de provar a ausência de dívidas aos trabalhadores e decorrentes de transferências de jogadores, os clubes deverão ter um programa de desenvolvimento de futebol jovem e um terreno de jogo relvado ou de relva sintética aprovada pela FIFA.

Na assembleia geral, vão ainda ser debatidos os quadros competitivos da II Divisão e a "fase transitória" da III Divisão

Com a venda do Estádio de São Luís em suspenso, e ainda o processo da bomba de combustíveis mais que parado nos tribunais, gostava de saber como o SC Farense contornará esta situação na próxima época. É que, a se confirmarem os piores, mas prováveis cenários, o emblema da capital algarvia não terá disponibilidade financeira para nas próximas semanas liquidar 0s 9 meses de ordenados em atraso a funcionários... A não ser que estes sejam empregados da SAD e assim, eventualmente possa haver um escape para esta situação...

E esta hein?

Se ainda hoje ouvi no Telejornal que o barril de petróleo ja está a ser transaccionado a preços acima do habitual nas últimas semanas, leio agora esta notícia, no qual o jovem 100% COOL beneficiará de senhas de combustivel grátis... Se a moda pega, vão as garrafeiras à falência e a GNR deixa de facturar mais uns trocos... Mas calro, isto só depois da Semana Académica!!

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Programa Polis - Próximos de mais um Verão, os farenses desesperam...

Parece já um dado adquirido que mais uma época balnear se passará e o acesso à Praia de Faro continuará com a mesma oferta de acessos, nas condições em que conhecemos.
Como foi anunciado, é intenção da sociedade gestora do Programa Polis da Ria Formosa a construção num futuro próximTerreno que dará lugar ao parque de estacionamento de acesso à Ilha de Faroo de acessos pedonais desde a zona limítrofe do aeroporto, à entrada do aterro que permite acesso à ponte, proporcionando a circulação de peões, ciclistas e mesmo de automóveis duma forma condicionada à Ilha de Faro, por forma a acautelar os habituais engarrafamentos que prejudicam cada vez mais a afirmação desta zona como destino balnear de eleição pelos visitantes que nos chegam.

Já em Novembro de 2008 este plano estava esboçado, conforme se lê aqui, e havia indicações de que seria das primeiras tarefas a executar. Mas mais, havia intenção de se construir um parque de estacionamento de grandes dimensões por forma a incentivar as pessoas a fazer os 900 metros que separam a entrada do aterro à ilha de Faro a pé, mas chegados a Maio de 2009 tudo permanece na mesma. Curioso é verificar, que nesse local à entrada do aterro de acesso, está colocado um vistoso cartaz, com a indicação "Fazemos", ao lado de uns montes de terras que foram ali colocados, como que indiciando a presença de obCartaz a indicar a execução da obra. Ao lado, algumas movimentações de terras indiciam  a realização da mesma.ras correntes, situação que, após algumas passagens pelo local não se confirma nesse local, apenas vilsumbrando mais um foco de possível intervenção, na zona à entrada da própria ponte. O que parece estar já em execução é um estudo de viabilidade para construção duma nova ponte, mas que não justifica o atraso das outras obras, que parece nem terem passado do papel...

Por isto, será mais um Verão de desespero para os farenses, que assim trocarão o sol e praia do seu concelho por praias de concelhos limítrofes, em claro prejuízo para o comércio local, num quadro de desaproveitamento e desvalorização das potencialidades que a Ilha de Faro congrega, em conjunto com toda área da Ria Formosa.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Se isto é verdade...

A confimar-se o que está incluso neste artigo do blog "A Defesa de Faro", só posso dizer que fico chocado e enojado com os nossos governantes locais e com os compadrios instituidos, em prejuízo de Faro e dos símbolos da capital algarvia...
Pobre Farense!

Da cidade da Floripes para o mundo...

Para muitos a banda algarvia do momento...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Com a época a caminhar a passos largos para o seu termo, o destaque vai desde já para para a equipa Sénior do SC Farense que ontem, perante uma boa moldura humana voltou a não vencer, e pior que isso saiu derrotada dum confronto onde esteve em vantagem, mas não teve arte nem engenho para se superiorizar a uma adversário teoricamente mais fraco. Agora, dista 4 pontos do segundo classificado, e já não depende de si próprio para poder acabar a prova no segundo lugar. A derrota de ontem quebrou um ciclo de sete jogos sem perder, mas ainda assim não penalizou muito o Farense, que viu o Reguengos empatar 2-2 em casa com o Louletano.
Se nos Séniores o fim de semana não correu de feição, bem estiveram os Juvenis A, que nas ultimas semanas recuperaram seis pontos ao líder, o Internacional de Almancil e partem para a última jornada com surpreendentes aspirações de subir ao Nacional após vitória 2-0 sobre o rival Olhanense que a deixa a um ponto da liderança. Já os Juvenis B, ainda com o campeonato mais atrasado, foram copiosamente derrotados em casa por 0-5 pelo Ferreiras, estando actualmente no oitavo lugar da tabela. Por fim, destaque para as Escolas A e B, tendo os A's ganho 0-4 em S. Brás à Sociedade 1º Janeiro e os B's sido derrotados em casa por 0-3 com o Louletano.

Voltemos à Terceira Divisão Nacional que conheceu neste fim de semana o seu desfecho, quanto à fase de descida, com apenas o Quarteirense a se salvar da queda aos Distritais após vitória por 2-0 sobre o Silves, que assim o segurou na segunda posição da poule, mas conseguiu também proporcionar um coeficiente de pontos, suficiente para garantir desde já a manutenção. Como resultado disto, o Salgados, uma das equipas farenses do Distritalão livrou-se da descida, enquanto o Faro e Benfica se viu arrastado para a Segunda Distrital depois da derrota do passado sábado por 1-0 em Estômbar. Quanto às outras duas equipas algarvias deste campeonato, ambas com destino traçado rumo ao Regional, tiveram perfomances distintas: o Campinense perdeu em casa por 2-3 com o Fabril enquanto o Messinense se despediu com cabeça levantada da prova após bater por 2-0 o Castrense no seu terreno.

Também a Segunda B terminou a sua época neste domingo e todos as atenções dos algarvios estavam centradas na equipa do Lagoa que ainda tinha esperança de assegurar a presença no play off de acesso à Liga Vitalis. A jogar fora no campo do Real Massamá, o Lagoa levou a melhor e cumpriu a sua obrigação, batendo os locais por 0-1, enquanto viu o Carregado, seu perseguido quebrar o jejum de duas jornadas ao bater o Odivelas pelo mesmo resultado. Tal facto inviabilizou o sonho da turma de Luís Coelho, que assim se contenta com um meritório segundo lugar, fruto duma segunda volta de poule estrondosa, onde venceram cinco jogos consecutivo. Na poule de descida o Beira Mar de Montegordo, já com a descida mais que confirmada, despediu-se deste campeonato com uma vitória forasteira por 0-1 em Torres Vedras, defendendo-se do ultimo lugar do campeonato e saindo duma forma digna da prova.

Nota final para a Liga Vitalis, onde felizmente parece haver boas novas para o futebol algarvio. Contra a corrente das últimas épocas, onde o futebol algarvio tem sofrido gradualmente uma razia nos seus representantes, quer em quantidade, quer em competitvidade. Claro que destacamos neste fim de semana a vitória chave do Olhanense por 1-0 sobre o vice-líder Santa Clara, com o golo a ter lugar a poucos minutos do fim, através duma grande penalidade conseguida e concretizada pelo pichichi da Liga Vitalis, Djalmir. A juntar a isto, a derrota do Leiria por 2-1 em Oliveira de Azeméis, deixa os algarvios a três pontos da Liga Sagres, que a se consumar ditará o regresso dos rubro negros a esta prova, 35 anos depois. Mas, como referimos, também o Portimonense averbou um resultado positivo em Aveiro, trazendo de lá um ponto, na sequência do nulo obtido, o que o deixa com uma margem de quatro pontos para defender nos próximos dois jogos.

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.

domingo, 10 de maio de 2009

Pescaram-nos o sonho...

Depois do empate caseiro da semana passada, o Farense jogava outra vez no São Luís uma cartada muito importante na luta pela subida. Diante dum adversário que estava fora da corrida pela promoção, era obrigação dos Leões de Faro bate-los por forma a se aproximar mais dos lugares da frente. Mas, após uma primeira parte promissora, a equipa quebrou na segunda parte e regressou ao fantasma dos desaires caseiros, depois de 4 meses de invencibilidade no seu terreno.

Apesar do equilíbrio registado nos primeiros minutos, logo o Farense foi assumindo as rédeas do jogo, mas sem criar ocasiões de golo, chegando à vantagem, praticamente na primeira jogada de frisson, por intermédio de Bruno, aos 10 minutos de jogo. A partir daí o Farense desinibiu-se ainda mais, jogando um futebol agradável a meio campo, onde a inclusão de Dinis, apesar de surpresa, foi mais que merecida pelo que mostrou em campo especialmente na primeira parte, mostrando-se bem integrado na equipa. Por seu turno o Costa da Caparica estava mais recuado no terreno, talvez expectante perante o jogo ofensivo dos algarvios mas ainda assim teria um clamorosa oportunidade de empatar a contenda, quando aos 19 minutos, um seu jogador rematou em plena área para defesa de Gonçalo, saindo depois a recarga para o travessão da baliza norte. Com os Leões de Faro a flanquearem muitas vezes o jogo pela direita, era por esse lado que mais vezes surgia o perigo, também com David Justo e Cannigia em evidência, sendo mesmo de Justo outra boa ocasião para dilatar a vantagem, aos 38 minutos quando, solicitado num passe longo, se desmarcou e rematou para defesa apertada do guardião contrário. Ainda antes do intervalo, seria de Carlos Neves um novo lance de perigo, através dum remate de muito longe que razou o poste esquerdo da baliza sul do São Luís.

A ganhar pela vantagem mínima ao intervalo, o Farense teria que, na segunda parte ser astuto e procurar dilatar a vantagem para evitar males maiores. Mas, como no melhor pano cai a nódoa, os algarvios que logo no inicio criaram um lance em que a bola embateu no travessão da baliza do Costa da Caparica, seria em contra ataque os forasteiros empatariam o encontro. Os Leões de Faro ressentiram-se do golo e a partir daí não mais conseguiram controlar o jogo e empurra verdadeiramente o adversário para o seu meio terreno, como o haviam feito na primeira parte. As alterações que António Barão promoveu pouco acrescentaram à qualidade e eficácia de jogo da equipa, que gradualmente foi também perdendo o gás, sofrendo a golpada final do adversário já nos últimos dez minutos de jogo. Com tudo isto, o sonho da subida se parece ter esfumado, sendo obrigatório regressar às vitórias já na próxima semana, na Cova da Piedade. Apesar do clima de euforia que se vivia em Faro, este foi o terceiro jogo seguido sem vencer dos farenses nesta fase, o que pode ser um sinal dalguma quebra de forma dos comandados de António Barão. Contudo, cabe-nos dizer que, no nosso ponto de vista, percebemos que o objectivo mais sensato para esta época seria um lugar no seis primeiros, objectivo conseguido desde já por o Clube, numa época de regresso aos Nacionais após dois anos de ausência e que foi marcada por algumas mexidas durante a época. Logo, parece de bom tom agradecer à equipa a sua performance e esperar que ainda este ano, ou no próximo se alcance a desejada promoção.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 6ª Jornada Fase Subida
Estádio de S. Luís (Faro)
Assistência: 1100 pessoas
16 horas, 10/05/2009
Árbitro: Rui Rodrigues (Lisboa)
FARENSE 1-3 PESCADORES COSTA CAPARICA

(10 mn, por Bruno, após um roubo de bola de Dinis, já perto da área, este dribla dois adversários e remata cruzado, onde aparece Bruno a emendar ao segundo poste)
(51mn, por Luís Costa, que aproveita para empatar a partida após uma jogada de contra ataque)
(81mn, por Tó Zé, em nova jogada rápida do ataque forasteiro)
(86 mn, por Luís Costa, na conversão de uma grande penalidade)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Rui Graça, Carlos Neves, Wilson (André Calado, 80mn); Luis Afonso (Klébson, 74mn), Zé Nascimento (Della Pasqua, 59mn), Barão; Dinis, Justo, Bruno. Treinador: António Barão

sábado, 9 de maio de 2009

Olhanense na Semana Académica...

Quem esteve ontem, desde cedo no recinto da XXIV Semana Académica da Universidade do Algarve, por certo não ficou indiferente à actuação dos olhanenses [L][U][D][O], para muitos a banda algarvia do momento, os quais se estrearam nos discos à bem pouco tempo. Não passou despercebida a camisola do nosso rival Olhanense, colocada junto duma das colunas de retorno, bem no centro do palco principal... Senhores duma sonoridade interessante, não se coibiram de, em plena cidade rival, mobilizar toda uma região em torno do emblema rubro negro da cidade capital da Ria Formosa, que amanhã disputa um importante jogo na luta pela promoção à Liga Sagres. Porque estamos em Faro, bonito era que os NOME, quiçá a banda farense de maior projecção na actualidade, fizessem o mesmo já na próxima segunda-feira, com uma camisola do grande Farense... Fica a ideia!!

sexta-feira, 8 de maio de 2009

“Nova centralidade” nasce em Faro em 2013

Plano de Urbanização do Vale da Amoreira foi apresentado à população

Criar uma “nova centralidade” no Vale da Amoreira, em Faro, é o objectivo do Fundo de Investimento Imobiliário Imogharb, que prevê um investimento de 500 milhões de euros num empreendimento que inclui um centro comercial, um hotel, habitação e uma zona verde de sete hectares, entre outras valências.

O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA) foi esta quinta-feira apresentado aos cidadãos, numa sessão que ocorreu na delegação da Penha da Junta de Freguesia da Sé, com um representante do fundo imobiliário, Carlos Marnoto, e um dos arquitectos autores do projecto, Mário Trindade. Trata-se de um documento cuja elaboração foi contratualizada com o fundo, em colaboração com a Câmara Municipal de Faro, o qual permitirá “a criação de uma nova centralidade urbana e a requalificação da entrada norte” da cidade. “O que fazemos aqui é pegar numa iniciativa privada e ordenar um território mais vasto. O nosso objectivo é planear a cidade. Alguém quer investir? Nós dizemos que sim, mas com regras definidas pela câmara”, sublinhou o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário.

Através do empreendimento Porta da Amoreira, vão ser realizadas as várias valências previstas, nomeadamente um centro comercial, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10% a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e comércio e serviços. Tudo isto implicará “o crescimento populacional em cerca de 5000 pessoas e a criação de 5500 postos de trabalho directos”, de acordo com o representante do fundo. O interesse do Imogharb na zona explica-se pelas suas “potencialidades”. “Queremos criar um projecto integrado, que requalifique a área e dinamize o concelho”, sustentou Carlos Marnoto. O centro comercial será um dos projectos mais importantes incluído no projecto global, com a gestão entregue à Dolce Vita. Ocupará 70 mil metros quadrados e acolherá 175 lojas, estimando receber 12 milhões de visitantes/ano.

O Continente será uma das lojas-âncora, obrigando ao fecho do Modelo ali situado. “Basicamente, vai operar-se a trasladação de um lado para o outro”, disse Marnoto. A empresa Dolce Vita diz que o seu conceito passa por envolver-se “com a comunidade local”, assumindo o papel de “motor económico e social da área circundante”, nomeadamente com patrocínio a clubes e eventos e apoios a instituições sociais e de caridade. A unidade hoteleira deverá ocupar uma área de 8 mil m2 e poderá ter cerca de 120 quartos, enquanto o equipamento de saúde, com uma superfície de 25 mil m2, ainda continua por definir se será um hospital privado ou uma clínica médica. Em relação a estas duas valências, “há conversações e protocolos já fechados” para a sua comercialização e gestão, adiantou Marnoto. "Medidas compensatórias" para a comunidade O plano obriga a “medidas compensatórias para a comunidade”, frisou José Apolinário.

A cargo do Imogharb ficarão as acessibilidades (vias internas e rotunda da estrada de ligação à variante norte) e a construção de um parque urbano. Este parque será o “maior espaço verde do concelho”, com uma área aproximada de sete hectares, “praticamente três vezes a Alameda”, sublinhou o autarca. O projecto, de Sidónio Pardal (autor do Parque Urbano do Porto), prevê “uma rede de caminhos que asseguram a circulação funcional dos utentes, com uma paisagem harmonizada em múltiplas clareiras, envolvidas e definidas por encostas densamente arborizadas”.

A autarquia tenciona criar um gabinete de informações dirigido aos habitantes e donos de terrenos incluídos neste plano, para responder às dúvidas, algumas delas explicitadas na sessão de apresentação. O PUVA ainda tem de ser aprovado em reunião de câmara e em sede de assembleia municipal. O fundo Imogharb prevê ter concluída a infra-estruturação dos terrenos em meados de 2010, estimando-se o início da construção para final desse ano. A conclusão total do Porta da Amoreira está prevista para 2013.

Com o Programa do Polis Litoral a dar os primeiros passos, e agora com a apresentação deste novo plano para a zona norte da cidade, não seria oportuno, neste momento, discutir-se a futura localização da linha de caminho de ferro, desanuviando assim a cidade deste laço que a têm estrangulado à décadas?

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Aviso à navegação...

Por motivos de ordem técnica no meu PC pessoal, estarão muito limitadas as actualizações de conteúdos nos próximos dias...
Por esse motivo, apresento desde já as minhas sinceras desculpas aos leitores habituais deste espaço.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Lêem-nos?

Ontem, ao abrir o semanário O Algarve, fui surpreendido com um excerto de um dos artigos ultimamente escritos neste espaço... Um blogue que começou por brincadeira e que agora é citado por tão digno jornal, só me pode encher de orgulho, mas tal facto pode ser um travão para muito do gosto de abordar... Porque cada vez haverá mais olhos sobre ele...

Venda do Estádio de São Luís continua em dúvida

Negociações com dois interessados prosseguem até final da semana

A abertura das propostas de compra do Estádio de São Luís, realizada hoje na sede do Farense, manteve a dúvida. Até final da semana, prosseguem as negociações com os dois interessados, que apresentaram valores longe dos 15 milhões de euros pretendidos. “Ainda não há «luz verde». Recebemos duas propostas, nacionais, mas ambas longe do valor-base de licitação”, explicou o presidente do clube de Faro, Gomes Ferreira, em conferência de imprensa após reunião da comissão de venda do recinto. O responsável adiantou que a comissão reuniu com um dos interessados, cuja proposta “não satisfaz por inteiro”, e tenciona encontrar-se com o outro proponente nas próximas 48 horas. “Vamos aguardar e perceber qual será a proposta mais vantajosa, sabendo que queremos chegar a uma conclusão benéfica para os interesses do Farense”, disse o líder do emblema. Gomes Ferreira não admite que a venda possa fazer-se abaixo do valor de 15 milhões de euros. “O que podemos fazer é permitir maior facilidade no pagamento dessa verba, tendo em conta a crise”, acrescentou.

Caso os dois interessados decidam não cobrir esse valor, a comissão de venda reunir-se-á para decidir se “ouve os sócios ou opta por outra alternativa”, afirmou o presidente do Farense. Esta é a segunda tentativa de venda do Estádio de São Luís, depois de a primeira ter «abortado» em Setembro, por falta de condições dos interessados.

As condições foram melhoradas nesta nova fase: o espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Só com o negócio feito será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada. O passivo está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Farense: e depois da venda do Estádio?

Venda do Estádio de S. Luís é "passo incontornável", mas há quem pense que o futuro tem de ser acautelado.

A abertura de propostas para a compra do estádio está marcada para esta tarde, sendo que o provável destino daqueles terrenos passa pela construção de uma zona habitacional e comercial.
Em Olhão, a construção de um centro comercial - inaugurado no final de Abril -, no recinto do antigo Estádio Padinha, permitirá ao Olhanense obter uma receita fixa mensal de cerca de 40 mil euros.
Com um passivo superior a 10 milhões de euros, o Farense poderá lucrar com a instalação de uma zona comercial e parque de estacionamento na zona do estádio, obtendo parte das receitas geradas.

"Os novos estádios construídos agora são todos aproveitados pelos clubes, que têm receitas todos os meses e aqui no Estádio de S. Luís podia fazer-se o mesmo", disse à Lusa o ex-jogador do clube Hassan Nader. Actualmente com 44 anos, o marroquino, que também passou pelo Benfica, jogou no Farense nos tempos áureos do clube, actualmente na III Divisão, mas que durante quase uma década militou na I Liga.
No espaço de dez anos, o clube viajou da glória - a presença na Taça UEFA (1995/96), onde foi eliminado pelo Lyon (França) - à decadência, com a descida aos distritais (2005/06), por decisão dos responsáveis.
"O mais importante agora é pôr as dívidas a 'zero' e ainda sobrar algum para tentar pôr o Farense na I Liga outra vez", observa Hassan, que apesar de triste com a venda do estádio, encara o negócio como a única solução.

Perspectiva idêntica tem João Galrito, líder dos "South Side Boys", claque do Farense, que comemorou recentemente quinze anos e tem acompanhado o clube mesmo nos momentos mais difíceis.
"É um mal necessário [a venda do estádio] e a única solução possível", diz, acrescentando que apesar do seu desejo ser a manutenção do estádio, o mais provável é que o recinto dê lugar a "mais um pedaço de cimento" na cidade.
Apesar da eventual demolição do estádio, ficarão de pé o pavilhão desportivo do Farense e o edifício sede, o que, de acordo com João Galrito, é importante para ajudar a manter a presença do clube dentro da cidade. Com a passagem dos jogos para o Estádio Algarve, um estádio "sem alma", o líder dos "South Side" acha difícil recriar o "inferno" de São Luís, como era conhecido, contudo, acredita que os adeptos acabarão por se habituar.

A abertura de propostas para a compra do recinto do Estádio de São Luís está marcada para hoje à tarde, depois do primeiro concurso ter falhado e a área comercial prevista inicialmente no projecto ter quadruplicado. In Observatório do Algarve
Tal como o Hassan e o João Galrito, defendo as ideias aqui expostas. Contudo, se aparecer uma proposta com altas contra partidas para o Clube, mas que inclua a demolição do Ginásio-Sede, e sabendo que as condições do concurso a rejeitam logo à partida, será o mais sensato recusá-la liminarmente, sem analisar prós e contras?

segunda-feira, 4 de maio de 2009

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Mais um fim de semana desportivo passado e com ele, de volta as emoções do futebol. Comecemos pelos Séniores do SC Farense, que ontem presentearam os seus associados com um espectáculo emotivo no velho São Luís, não logrando vencer o Reguengos mas conseguindo um ponto muito importante já ao cair do pano, quando muitos dos adeptos alentejanos já esperavam a sua vitória. Este resultado, permitiu que o Reguengos não criasse um fosso de seis pontos entre as equipas, o que seria já uma distância considerável para recuperar, e assim, conjugando também o empate do Louletano 1-1 na Cova da Piedade, tudo se mantém em aberto para a segunda volta da segunda fase.
Foquemo-nos agora nos Juvenis, que com a sua equipa A bateram a equipa da Soc. Recreativa 1.º de Janeiro em S. Brás de Alportel por 1-4 e assim se aproximaram do líder Internacional de Almancil que foi surpreendentemente batido em Lagoa por 3-2 e assim têm uma vantagem de quatro pontos para gerir nos próximos dois jogos. O mesmo resultado conseguiu a equipa B em Boliqueime, cimentando assim a sua 7.º posição na geral, realizando um campeonato tranquilo. Nos Iniciados, a equipa farense não conseguiu melhor que um empate 2-2 em casa, frente ao Silves perdendo uma posição na tabela para o Quarteirense, finalizando a época num decepcionante 9.º lugar em 12 equipas, classificação medíocre para um clube com a dimensão do Farense.
Notas finais, como habitualmente para os Infantis, que averbaram duas preciosas vitórias frente ao Louletano, ganhando em Loulé por 1-2 e 5-6, enquanto as Escolas A bateram 3-1 o Almancilense em casa, tendo a equipa B também ganho o seu jogo que realizou em Almancil, frente ao Internacional, por 3-4.

Voltemos à Terceira Divisão Nacional, onde mais uma equipa algarvia traçou o seu triste destino. O Campinense de Ivo Soares, que tinha obrigatoriamente de vencer em Castro Verde por forma guardar uma réstia de esperança para última jornada, não evitou a derrota num jogo muito emotivo e perdeu por 3-2, num campo onde o treinador ex-Farense havia vencido por duas ocasiões este ano, mas que na fase decisiva baqueou. O futebol algarvio consuma assim um cenário negro nos quadros do futebol nacional, juntando esta descida à do Messinense, que também saiu derrotado por 2-3 em Messines frente ao Fabril, e do Silves que, no grupo F2, à muito estava afastado, tendo neste domingo averbado mais derrota, frente ao Barreirense por 3-2, ainda que tivesse estado em vantagem, não dando assim uma ajudinha ao Quarteirense, que assim é obrigado a vencer no próximo domingo o mesmo Silves em Quarteira. Ontem, os comandados de José Veríssimo foram derrotados 2-0 na Herdade da Silveirinha frente ao Lusitano de Évora, estando agora empatados com 21 pontos na poule. com o Barreirense, ainda que tenham vantagem no confronto directo.

Passemos para a Segunda Divisão B, onde Lagoa e Beira Mar ainda estão em competição, com amplo destaque, mais uma vez, para o Lagoa que venceu 2-0 no Josino da Costa o Atlético e parte para a última jornada com dois pontos de desvantagem para o líder Carregado, situação inacreditável e honrosa para os lagoenses. Graças a uma série de quatro vitórias seguidas nesta fase e duma quebra de forma do Carregado, podem ainda sonhar pela subida à Liga Vitalis, cenário, como sabemos indesejado para um clube com as dimensões do Lagoa. Mas, se para os lados do barlavento o sorriso é de orelha a orelha, em Monte Gordo, fazem se as contas da passagem da equipa pela Segunda B, pois a equipa já está despromovida e regressará na próxima época à Terceira Divisão Nacional, tendo ontem se despedido do seu público com uma pesada derrota por 1-4 diante do Mafra, estando no 5º lugar da poule, com mais dois pontos que o último posicionado, o Torreense.

Nota final para a Liga Vitalis, onde a fé em torno do Olhanense e do seu sonho em regressar á liga principal move milhares de adeptos pelo país fora. Ontem, em Leiria foram dois mil os que se deslocaram mas saíram do Magalhães Pessoa vergados a uma pesada e injusta derrota por 5-1, com um poker do cobiçado Carlão. A infelicidade dos homens de Olhão na concretização, foi compensada na tarde de ontem com o empate caseiro do Santa Clara, 1-1 com o Desportivo das Aves, deixando os de Olhão, ainda na frente mas empatados com o próprio Santa Clara e com um mísero ponto de vantagem sobre o Leiria. No próximo domingo, pelas 11.15 no José Arcanjo, todos os olhos estarão por lá, e uma vitória do Olhanense, pode deixar os algarvios com um pé na Liga, sendo obrigado a vencer apenas um dos dois jogos finais da época.
Por seu turno, o Portimonense, conseguiu quebrar uma série de três jogos sem vencer, e saltou na tabela, estando agora com uma margem de dois pontos sobre a linha de água, após a vitória por 1-0 contra o Sporting da Covilhã.

São Luís: Último dia para apresentar propostas


Hoje é o derradeiro dia para os interessados na compra do Estádio de São Luís apresentarem as propostas. Amanhã serão divulgados os resultados.

O segundo concurso da venda do Estádio de São Luís tem hoje, às 17h00, a data limite para a apresentação das propostas dos interessados na compra do recinto.
Segundo apurou o Observatório do Algarve, foram levantadas duas documentações com a informação necessária e a última terá mesmo sido na já tarde de sexta-feira. O OdA sabe ainda que um dos requerentes é uma empresa de construção sedeada no Algarve.

A base mínima de negociação, conforme será de 15 milhões de euros, para uma área comercial total de 20 700 metros quadrados, que inclui 5 mil metros concedidos pela autarquia, no âmbito do Plano de Pormenor da Zona de São Luís.

O novo projecto permitido ao clube prevê agora a construção de 216 fogos – antes eram 264 - numa área residencial total de 23 500 m2 e integra 750 lugares de estacionamento (em 25.400 m2), repartidos por dois pisos subterrâneos (subcaves 1 e 2).


Estão ainda previstos perto de 5 mil metros quadrados de zona classificada como "de lazer, comércio e serviços" e 1300 m2 de praça pedonal.

No dia 5 de Maio serão conhecidas as propostas e haverá um leilão entre as três melhores ofertas.

domingo, 3 de maio de 2009

Enervados mas não resignados...

O Farense jogava na tarde de hoje uma cartada importante na luta pela promoção, jogando no mítico São Luís com o actual segundo classificado, Atlético de Reguengos, com o qual ainda não havia vencido esta época. Num jogo que se antevia muito difícil, foi notório o clima de esperança reinante nas hostes farenses, fruto da boa casa que se registou e mais que isso da cumplicidade que os adeptos têm com a equipa, fazendo lembrar tempos não muito distantes, onde a formação da capital algarvia ombreava com os melhores emblemas nacionais. Apesar das cinco vitórias consecutivas em casa e também da invencibilidade do Farense nesta fase de subida, os Leões de Faro não conseguiram melhor que um empate, que, dadas as circunstâncias até foi positivo, como frisou António Barão em declarações à imprensa após a partida.

Numa primeira parte equilibrada, acabou por entrar melhor no jogo a equipa do Reguengos, que se apresentou no bem tratado relvado do São Luís, rápido sobre a bola, obtendo assim maior supremacia a meio campo e desfrutando de lances de bola parada que iam atormentando a baliza defendida por Gonçalo. Passados os primeiros dez minutos o Farense tentava então equilibrar a balança mas sempre denotando dificuldades na troca de bola e na transposição defesa-ataque, com o esférico a ser jogado muitas vezes pelo ar, o que nada beneficiava o espectáculo. Aos 13 minutos pareceu-nos que um atleta do Reguengos teria sido tocado em falta no interior da área algarvia, ao qual o árbitro não correspondeu, acumulando ao longo da partida mais alguns erros de avaliação, muitos deles também em prejuízo do Farense, com algumas faltas de análise discutível. Sem o Farense estar a jogar bem, demonstrava ainda alguma passividade na defesa, coleccionando algumas hesitações no sector mais recuado, pelo que foi dessa forma que Ben, um dos jogadores mais perigosos da equipa adversária, inaugurar o marcador pouco depois da meia hora, pondo alguma justiça no marcador. O Farense aos poucos foi tentando sair do colete de forças a que estava submetido e dispôs duma boa ocasião, quando aos 35 minutos, Carlos Neves proporcionou a Panaça uma bela defesa a um seu cabeceamento nas imediações da pequena área. Só desta forma os Leões de Faro conseguiam criar perigo, perante a equipa alentejana que ia fazendo do contra ataque a sua maior arma.

Na segunda parte esperava-se uma outra postura do Farense, e António Barão percebeu o que tinha de fazer, recuando Rui Graça para a defesa e proporcionando a entrada de dois homens frescos, um para construir jogo a meio campo e outro (Della Pasqua) para se juntar a Bruno e assim ter mais poder de fogo na frente. Notava-se que um dos maiores problemas do Farense era a inferioridade a meio campo, onde apenas Barão tentava construir jogo e circular a bola, o que prejudicava a fluidez na dinâmica ofensiva. Por esses instantes podia mesmo o Reguengos ter morto a partida, num lance em que Ben apareceu isolado diante de Gonçalo, proporcionando a este uma defesa com as pernas, à passagem dos 54 minutos. Apesar das alterações nem sempre o Farense conseguiu por esse novo plano prática, demonstrando muito nervosismo e ansiedade, penalizadores para uma equipa que tinha que inverter um resultado adverso e que também enfrentava a manha do Reguengos, useiro e vezeiro a queimar tempo em supostas faltas e reposições de bolas em jogo. Os alentejanos, ao contrário de algumas equipas que já passaram por Faro, demonstrava uma boa capacidade física, e nem mesmo o aumento de ritmo do Farense na parte final os incomodou verdadeiramente, tendo os algarvios contado pelos dedos as genuínas oportunidades de golo, com destaque para Bruno que aos 82 minutos perderia uma bela chance, desmarcado na grande área e efectuando um chapéu que embateu no travessão da baliza do Reguengos. Após esse lance gerou-se um clima de muita crispação junto ao banco dos alentejanos, com epicentro no treinador Jorge Vicente que foi ao longo da partida um verdadeiro agitador de ânimos, avivando ainda mais as sensibilidades do público algarvio na recta final da partida. Seria neste contexto que o Farense chegaria à igualdade, sobre os 90 minutos, causando uma enorme explosão no vulcão do São Luís, como há muito não se via, deixando no ar ainda a sensação de que nos últimos cinco minutos se poderia assistir a uma reviravolta no marcador. A verdade, é que sem jogar bem, o Farense comandou as operações no últimos 20 minutos da partida, encostando o adversário às cordas mas manifestando pouco discernimento na hora de rematar, pelo que o resultado acaba por se ajustar e deixa tudo em aberto para as últimas cinco jornadas, onde as quatro equipas da frente partem com expectativas elevadas de garantir a subida.

Camp. Nac. 3ª Divisão, Série F, 5ª Jornada Fase Subida
Estádio de S. Luís (Faro)
Assistência: 1400 pessoas
16 horas, 03/05/2009
Árbitro: Pedro Silva (Lisboa)
FARENSE 1-1 ATLÉTICO REGUENGOS

(90+2 mn, por David Justo, fruto dum pontapé cruzado de pé direito, fortíssimo, que o guardião alentejano Panaça foi impotente de defender)
(31 mn, por Ben, que invadiu a área pela esquerda, ultrapassando dois ou três defesas algarvios, rematando rasteiro e cruzado para junto do poste mais distante da baliza do lado do pavilhão)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Hernâni (Luís Afonso, 55mn), Carlos Neves, Wilson; Rui Graça, Zé Nascimento (Della Pasqua, 53mn), Barão (Dinis, 70mn), Justo, Pintassilgo, Bruno. Treinador: António Barão