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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Cidadania no caos social e económico português...!?

In Jornal O Algarve, Edição Impressa de 07/04/2011

Interessantes as ideias retiradas desta tertúlia, e que de certa forma são factos indesmentíveis da situação em que o contexto social e politico se tornou. Sabemos que nos nossos tempos a intervenção é cada vez mais liberal e acutilante, na busca de soluções para os problemas, mas como tudo, o sociedade procura sempre os lados negros das coisas para chamar a atenção. Por isso muitas vezes é descridibilizada...


Enquanto não houver honestidade intelectual por parte de todos os interlocutores, menos resolução dos problemas reais acontecerão, sabendo que, muitas vezes a Sociedade Civil não é ouvida com atenção, e tudo isto gera revolta, perante os escândalos políticos em espiral que temos assistido nos últimos anos.


Estes acontecem porque a Sociedade reclama mas não é de forma efectiva força de vigia e protesto radical contra tudo o que nos têm feito. Agora parece ser tarde para evitar o caos, mas por certo é a hora de prepararmos um futuro melhor.

terça-feira, 12 de abril de 2011

FOI PEDIDO O RESGATE...

Verdades e Narrativas por Henrique Medina Carreira

Bom, dado o que está em causa é tão só o futuro dos nossos filhos e a própria sobrevivência da democracia em Portugal, não me parece exagerado perder algum tempo a desmontar a máquina de propaganda dos bandidos que se apoderaram do nosso país. Já sei que alguns de vós estão fartos de ouvir falar disto e não querem saber, que sou deprimente, etc, mas é importante perceberem que o que nos vai acontecer é, sobretudo, nossa responsabilidade porque não quisemos saber durante demasiado tempo e agora estamos com um pé dentro do abismo e já não há possibilidade de escapar.

Estou convencido que aquilo a que assistimos nos últimos dias é uma verdadeira operação militar e um crime contra a pátria (mais um). Como sabem há muito que ando nos mercados (quantos dos analistas que dizem disparates nas TVs alguma vez estiveram nos ditos mercados?) e acompanho com especial preocupação (o meu Pai diria obsessão) a situação portuguesa há vários anos. Algumas verdades inconvenientes não batem certo com a "narrativa" socialista há muito preparada e agora posta em marcha pela comunicação social como uma verdadeira operação de PsyOps, montada pelo círculo íntimo do bandido e executada pelos jornalistas e comentadores "amigos" e dependentes das prebendas do poder (quase todos infelizmente, dado o estado do "jornalismo" que temos). Ora acredito que o plano de operações desta gente não deve andar muito longe disto:


1.


Narrativa: Se Portugal aprovasse o PEC IV não haveria nenhum resgate.


Verdade: Portugal já está ligado à máquina há mais de 1 ano (O BCE todos os dias salva a banca nacional de ter que fechar as portas dando-lhe liquidez e compra obrigações Portuguesas que mais ninguém quer - senão já teriamos taxas de juro nos 20% ou mais).


Ora esta situação não se podia continuar a arrastar, como é óbvio. Portugal tem que fazer o rollover de muitos milhares de milhões em dívida já daqui a umas semanas só para poder pagar salários! Sócrates sabe perfeitamente que isso é impossível e que estávamos no fim da corda. O resto é calculismo político e teatro. Como sempre fez.


2.


Narrativa: Sócrates estava a defender Portugal e com ele não entrava cá o FMI.


Verdade: Portugal é que tem de se defender deste criminoso louco que levou o país para a ruína (há muito antecipada como todos sabem). A diabolização do FMI é mais uma táctica dos spin doctors de Sócrates. O FMI fará sempre parte de qualquer resgate, seja o do mecanismo do EFSF (que é o que está em vigor e foi usado pela Irlanda e pela Grécia), seja o do ESM (que está ainda em discussão entre os 27 e não se sabe quando, nem se, nem como irá ser aprovado).

3.


Narrativa: Estava tudo a correr tão bem e Portugal estava fora de perigo mas vieram estes "irresponsáveis" estragar tudo.


Verdade: Perguntem aos contabilistas do BCE e da Comissão que cá estiveram a ver as contas quanto é que é o real buraco nas contas do Estado e vão cair para o lado (a seu tempo isto tudo se saberá). Alguém sinceramente fica surpreendido por descobrir que as finanças públicas estão todas marteladas e que os papéis que os socráticos enviam para Bruxelas para mostrar que são bons alunos não têm credibilidade nenhuma?


E acham que lá em Bruxelas são todos parvos e não começam a desconfiar de tanto óasis em Portugal? Recordo que uma das razões pela qual a Grécia não contou com muita solidariedade alemã foi por ter martelado as contas sistematicamente, minando toda a confiança. Acham que a Goldman Sachs só fez swaps contabilísticos com Atenas? E todos sabemos que o engº relativo é um tipo rigoroso, estudioso e duma ética e honestidade à prova de bala, certo?


4.


Narrativa: Os mercados castigaram Portugal devido à crise política desencadeada pela oposição. Agora, com muita pena do incansável patriota Sócrates, vem aí o resgate que seria desnecessário.


Verdade: É óbvio que os mercados não gostaram de ver o PEC chumbado (e que não tinha que ser votado, muito menos agora, mas isso leva-nos a outro ponto), mas o que eles querem saber é se a oposição vai ou não cumprir as metas acordadas à socapa por Sócrates em Bruxelas (deliberadamente feito como se fosse uma operação secreta porque esse aspecto era peça essencial da sua encenação). E já todos cá dentro e lá fora sabem que o PSD e CDS vão viabilizar as medidas de austeridade e muito mais.


É impressionante como a máquina do governo conseguiu passar a mensagem lá para fora que a oposição não aceitava mais austeridade. Essa desinformação deliberada é que prejudica o país lá fora porque cria inquietação artificial sobre as metas da austeridade. Mesmo assim os mercados não tiveram nenhuma reacção intempestiva porque o que os preocupa é apenas as metas. Mais nada. O resto é folclore para consumo interno. E, tal como a queda do governo e o resgate iminente não foram surpresa para mim, também não o foram para os mercados, que já contavam com isto há muito (basta ver um gráfico dos CDS sobre Portugal nos últimos 2 anos, e especialmente nos últimos meses). Porque é que os media não dizem que a bolsa lisboeta subiu mais de 1% no dia a seguir à queda? Simples, porque não convém para a narrativa que querem vender ao nosso povo facilmente manipulável (julgam eles depois de 6 anos a fazê-lo impunemente). Bom, há sempre mais pontos da narrativa para desmascarar mas não sei se isto é útil para alguém ou se é já óbvio para todos.


Por Henrique Medina Carreira





È por tudo isto que eu vou votar mais uma vez em branco. Se todos fizermos o mesmos, os candidatos de agora não se poderão recandidar novamente, além do aviso alarmante do desagrado e revolta por tudo o que nos tê feito passar!

terça-feira, 29 de março de 2011

Jobs for the boys...


António Eusébio deixa presidência da Câmara de São Brás se for eleito administrador da Algar O presidente da Câmara de São Brás de Alportel António Eusébio avançou ao barlavento.online que, se for eleito, em maio, administrador da Algar, renunciará ao cargo de autarca. «Este foi um convite feito há mais de seis meses e, se for eleito na próxima Assembleia Geral, terei que renunciar à presidência da Câmara Municipal, pois não poderei estar à frente dos dois organismos», esclareceu o socialista António Eusébio.


O nome do autarca e membro do Secretariado do PS Algarve foi o apontado há meses para substituir Hélio Barros, atual administrador da Algar, que se irá reformar. A decisão era para ser tomada esta segunda feira em Assembleia Geral, mas os acionistas, segundo António Eusébio, decidiram adiar a reunião e a votação para dentro de 45 dias. Caso seja eleito na próxima Assembleia que será marcada para meados de maio, António Eusébio deixa a Câmara entregue ao executivo que «está comigo há nove anos» e o presidente da autarquia passará a ser o seu atual vice, Vítor Guerreiro.


No entanto, até lá, continua «tudo como até aqui», assegurou ao barlavento.online. A propósito da provável escolha de António Eusébio para a Algar, o PSD e o PS algarvios já trocaram esta segunda feira muitas acusações. Enquanto o PSD afirma que a «Algar está a saque», o PS apelida os social-democratas de «irresponsável». In Barlavento Online


Leia Mais AQUI

Não se põe em causa a competência da pessoa em causa, ou de outras no passado em situações similares, mas a oportunidade com que, a dois anos do fim do mandato e impossibilidade de recandidatura à Câmara Municipal de S.Brás acrescentando a isso a iminente da confirmação da demissão de um Executivo da mesma cor política, se apressam em recolocar um politico numa empresa de capitais públicos, tudo isto parecendo uma manobra com contornos pouco ortodoxos e feridos de interesses partidários.


Este é mais um episódio a juntar a outros, de pessoas que no passado juraram a pés juntos ficar em Faro nas funções que haviam sido eleitas, mas percebendo a chamada para a Capital era do seu interesse, logo de esqueceram do compromisso.


E como não esquecer múltiplos ex-ministros de governos PS e PSD que logo expirado o seu prazo de validade política, são acolhidos em empresas públicas, salvaguardando desta forma a sua carreira, sem prejuízo das medidas e decisões tomadas no passado, nas quais, uns mais que outros contribuíram para o estado a que Portugal chegou?


É por estas e por outras que este vosso amigo votou e continuará a votar em branco nos próximos escrutínios, pois a confiança nos agentes políticos está esgotada! E nós fomos os culpados pro permitir que tudo isto se mantivesse até ao caos!

sábado, 12 de março de 2011

Gerações à rasca - Um pouco de Lucidez...


Dizem-nos que a geração que agora tem à volta de 30 anos está à rasca. Porque, por exemplo, há jovens de 30 anos, com licenciaturas e eventualmente mestrados, que não conseguem melhor do que um contrato precário a recibo verde e um salário entre 500 e 1000 euros. Outros não conseguem sequer um primeiro e precário emprego. É uma tragédia? Será.

Mas então que dizer de um menos jovem, de 40, que trabalhe oito horas por dia numa fábrica têxtil qualquer, a troco de 475 euros? Ou um de 45, desempregado, sem direito a subsídio, com dois filhos, que é preciso alimentar, vestir e educar? O que será isto? Quem está mais à rasca, a geração dos que agora têm 30 anos, ou a geração dos que agora têm 40 anos?

E que dizer dos idosos que, aos 70 ou 80 anos, sem retaguarda familiar, sobrevivem em casas velhas e destelhadas com 300 euros de pensão? Estes também estarão à rasca, ou não contam, porque quem conta, agora, são apenas os que têm um curso superior, banda larga em casa e conta no Facebook?

Que me perdoem os que estão verdadeiramente à rasca [muitos deles da geração que ronda agora os 30 anos], mas esta manifestação que se anuncia e sobretudo a discussão que vai gerando, demasiadas vezes se parece com uma birra de quem substituiu o aborrecimento e as dificuldades da vida real pela excitação e rebelião de uma vida virtual.

Escreve-se no manifesto que deu origem a este protesto, e repete-se até à exaustão, que a geração dos 30 anos é, entre todas as gerações, a que tem mais habilitações. Escasso e pobre argumento para um país que há muito anda cheio de doutores e engenheiros, pelos menos nos títulos que mandavam inscrever nos livros de cheques e cartões-de-visita. Habilitações nunca faltaram, o que falta é qualificação e competência. E ao contrário da primeira, a duas últimas não aparecem automaticamente com o canudo de fim de curso.

Aos que apareçam na luta do próximo dia 12, fica um último alerta: não é a geração dos que agora andam na casa dos 30 anos que está à rasca; são as várias gerações de portugueses, todas elas, que estão à rasca. E não há soluções para sair do buraco que contemplem apenas os jovens de 30 anos. Ou se encontra um caminho comum, ou vamos todos juntos para o abismo. Tenham em conta que não é um abismo virtual. É o da pobreza. Onde já mergulharam dois milhões de portugueses. A esmagadora maioria não tem curso superior, muito menos mestrado. E estes, sim, estão verdadeiramente à rasca.


retirado do Blog de António Boronha, a circular na net

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Quando a Comunicação Social mente para agradar...

Queixamo-nos nós que em Portugal, cada um dos três diários desportivos de referência têm ligações afectivas a cada um dos grandes. Diz-se que a "A Bola" é muitas vezes o veiculo de propaganda vermelha, enquanto o "Record" traduz muitas vezes com especial veemência o ponto de vista mais verde do futebol português. Sobra, "O Jogo", sediado no norte, e posse dos "manos Oliveira", pelo que pouco há a acrescentar sobre a preferência clubística!

Mas apesar de muito do que leio e vejo, o caso exposto na imagem roça a fraude noticiosa para atacar o inimigo, dando-se ao luxo de aldrabar uma imagem vista por milhões para atingir os seus fins... A obra é do Jornal "As", diário desportivo sediado em Madrid e também, ele afecto ao poderoso clube, que emprega Mourinho, Ronaldo e CIA...

Aconteceu no domingo passado quando os rivais Barcelona e Athletic Bilbao enfrentavam-se e logo aos 3 minutos, Daniel Alves sendo lançado, em posição duvidosa, cruzou para David Villa, que tratou de pôr os catalães em vantagem...
A omissão de um defesa basco na imagem é evidente e traz à tona o perigo de alguns "Media", na na manipulação da opinião das massas, quando as situações não são devidamente denunciadas.

Num "mundo" cada vez mais dominado pela pressão económica e social, pondo em risco a expressão da pura verdade, aflige-me pensar que muitos opinion makers e jornalistas são pagos para muitas vezes agradar a conveniências!

Isso é o pior que pode acontecer nos media e comigo, nesta mera tasca de devaneios, não contem para esses fretes!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mais casas da ilha de Faro podem vir a ser demolidas


Se forem seguidas as soluções técnicas apontadas para o plano de pormenores da praia da ilha de Faro, mas habitações podem vir a ser destruídas. O autarca Macário Correia frisa que tratam-se apenas de propostas que a Câmara ainda vai avaliar.

O plano de pormenor da praia da ilha de Faro deverá estar concluído dentro de um mês e aponta para o avanço de demolições na zona desafectada, ou seja, na zona onde a Câmara de Faro tem jurisdição.

As demolições estavam previstas serem efectuadas apenas nos extremos da ilha, onde há casas clandestinas, mas Valentina Calixto, presidente do conselho de administração Sociedade Polis Ria Formosa, indica que os estudos técnicos prevêem mais do que isso.

«As soluções técnias dos especialistas avançam para a construção de uma duna, em toda a extensão da ilha de Faro, no sentido de reforçar o cordão dunar e criar uma barreira protectora que permita que o mar não atravesse a ilha. Agora vai ter consequências, ou seja, onde a duna for construída vamos ter que demolir casas», explicou.

Na zona desafectada há centenas de casas, mas a Sociedade Polis não revela quando poderão ser destruídas.

Ao longo dos anos, a autarquia de Faro vendeu alguns terrenos aos proprietários, mas a grande maioria paga um aluguer do espaço à Câmara Municipal.

Oiça a Reportagem Completa da TSF aqui

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Portugal é o 14º país que mais bebe álcool no mundo



Portugal continua nos lugares cimeiros entre aqueles que mais álcool consomem. Ocupa o 14º lugar, mas a situação tem-se mantido estável nos últimos anos. São 14,55 litros de álcool per capita por ano, indica o último relatório da Organização Mundial de Saúde, agora divulgados, que analisa dados entre 2000 e 2005.

Se se considerar apenas o álcool declarado, Portugal ocupa o oitavo lugar, com 12,45 litros por pessoa. Ler Mais no Público



Com crise ou sem ela, parece que mesmo que os portugueses cortem em muitas despesas, não abdicam do consumo de bebidas alcoólicas, pois isso seria a degenaração dum hábito bem lusitano!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Faro: Câmara diz que tomada de posição sobre rádios não visou “depreciar ou subalternizar” a RUA FM


A câmara municipal de Faro disse hoje que não visou “depreciar ou subalternizar” a Rádio Universitária do Algarve (RUA FM) quando tomou posição sobre a inexistência de uma rádio local no concelho.

Recorde-se, a autarquia alertou no início da semana para essa omissão e tornou pública uma diligência junto do ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, sobre aquilo que considerava “um vazio” no campo da comunicação social radiofónica no concelho.

A posição foi contestada pelo diretor de antena da RUA FM. Agora, a câmara liderada por Macário Correia vem realçar que não quis “depreciar ou subalternizar” a rádio universitária.

A autarquia diz mesmo, em relação à RUA FM, reconhecer e louvar “o esforço meritório para promover a cobertura de manifestações políticas, culturais e sociais do concelho”.

“A RUA FM desempenha, desde o seu nascimento, um elemento crucial de reforço e sintonia da comunidade académica com os cidadãos sendo apreciada como uma iniciativa coroada de êxito”, refere a edilidade, acrescentando ainda que tem registado com aquela rádio “uma colaboração profícua”.

Macário Correia acentua que pediu ao ministro que “despoletasse um concurso público para preenchimento de frequência radiofónica que se encontra atribuída a Faro e que não está a ser utilizada por qualquer operador”.

Deste modo, assegura, “apenas se estavam a acautelar os interesses do concelho, até porque as outras duas frequências anteriormente atribuídas a Faro pelo governo estão tomadas por operadores de cariz nacional, quando a lei assim não o estabelece sem que seja assegurada programação local, o que não se verifica”.

“Nem neste nem em qualquer outro domínio, a autarquia pode permitir que os interesses de Faro não sejam devidamente salvaguardados”, sublinha o comunicado.

A autarquia salienta ainda que a RUA FM “não pode emitir publicidade, pelo que a existência de outra rádio em Faro não colide com os seus interesses nem com eles concorre”.

“Trata-se, enfim, de acordo com o previsto na lei, de zelar para que a cobertura das iniciativas que têm lugar no concelho sejam cada vez mais notícia e que, desse modo, os cidadãos estejam mais bem informados. Com duas rádios melhor se visa esse propósito e, atenta a natureza de cada uma delas, não se vislumbram motivos de força maior para que esta coabitação não venha a ser uma realidade no estrito cumprimento da legislação em vigor”, conclui-se.



Mais do mesmo... Do que serve abrir concurso para uma nova frequência em Faro, se possivelmente não há interessados na mesma, a não ser os tubarões de Lisboa??

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Mais uma "bronca" entre estudantes e a CMF...


Faro: RUA FM contesta declarações de Macário Correia

Rádio Universitária do Algarve (RUA FM) manifesta-se surpreendida com as declarações do autarca de Faro, que afirma que o concelho “não tem uma rádio local”.


Pedro Duarte, diretor de antena da RUA FM, argumenta que ao afirmar-se que Faro não tem uma rádio local “é ignorado todo o trabalho que a Rádio Universitária do Algarve tem feito ao longo dos últimos oito anos”.

“A RUA é uma rádio local (sediada em Faro) de cariz universitário, mas com algumas limitações na exploração de fundos publicitários, que dificultam (mas não impedem) o atingir alguns dos pontos que refere e aos quais nos propusemos”, afirma.

O diretor estranha as palavras de Macário Correia (ver aqui) e lembra que por diversas vezes o atual edil farense “passou pelos estúdios da RUA, quer para entrevistas relacionadas com o seu atual cargo, quer para falar de questões ligadas com o Algarve e Faro, estando ainda presente em diversos debates por nós organizados (ou em parceira)”.

Pedro Duarte enumera ainda diferentes instituições locais e regionais, como Cineclubes, a ACTA, Direção Regional da Cultura, a Universidade do Algarve e até autarquias, bem como grupos de pessoas, “que procuram diretamente a RUA para a divulgação das suas atividades sendo, muitas vezes, das poucas portas abertas que encontram e - para alguns - a única onde gratuitamente o podem fazer”.

Pedro Duarte recorda que em tempos foram atribuídas a Faro três frequências para radiodifusão e que o facto de não estarem localmente ativas é motivo para reflexão.

“A existência de uma rádio é mais que um atribuir de uma licença, deve ser uma necessidade sentida pela população, mas também a possibilidade de manter um modelo de negócio, algo que estranhamente não foi possível numa capital de distrito. Mais estranho ainda foi o retirar de uma frequência (para concurso) em Faro, tendo sido atribuída a um grupo estatal para retransmissão de um dos seus canais, privando a cidade da existência de mais um media radiofónico”, ironiza.

Para o diretor de antena da RUA FM “muito mais pode ser atingido se se unirem esforços e os apoios aparecerem para que possamos ter uma rádio ainda mais informativa, cultural e plural no concelho, porque uma rádio local Faro já tem”.


In Observatório do Algarve



"Sarna para se coçar"... Foi este termo que me veio à memória acerca das declarações da CMF acerca da inexistência de uma (verdadeira) rádio local em Faro. Com a tomada pública de posição já dissecada ontem, Macário Correia pouco ou nada ganhará e desta feita, só têm a perder coleccionando mais uma guerrilha com a Associação de Estudantes da Universidade do Algarve, depois da rábula da recepção ao caloiro e dos estacionamentos nas Gambelas.


Em parte percebe-se o porquê da posição da CMF quanto à inexistência duma "verdadeira" rádio local em Faro, mas no meu entender o que choca é ler o comunicado e não haver uma única alusão à RUA FM, que, com os poucos recursos que têm, mantêm-se activa e resiste num contexto de crise, sendo a única emissora com sede no concelho de Faro. Por isso não é de estranhar esta tomada de posição do director de antena da RUA FM, Pedro Duarte... Têm agora a palavra a CMF!

Faro: Homem de 35 anos morre em acidente na EN 125


Um homem de 35 anos morreu hoje vítima de despiste de motorizada na Estrada Nacional 125-10 no acesso ao aeroporto de Faro.

O despiste ocorre entre as 14:00 e as 15:00 e a vítima morreu no local, acrescentou à Lusa o INEM, indicando que no local esteve uma ambulância do INEM e uma viatura médica.

Esta é a décima pessoa que morre na EN 125 este ano, mais cinco vítimas mortais do que em período homólogo no ano de 2010, segundo dados cruzados entre GNR e INEM.

Segunda-feira, um homem de 62 anos morreu na EN 125, perto de Pêra, concelho de Silves, vítima de um atropelamento.

Um dos acidentes deste ano mais aparatoso foi um despiste de um automóvel registado a 15 de janeiro na EN125, no lugar da Guia, em Albufeira, que provocou três mortos e dois feridos graves.

A EN 125, que liga Sagres a Vila Real de Santo António, é uma das estradas com mais acidentes em Portugal e a sua requalificação foi anunciada pelo Governo em 2008, com vista a reduzir a sinistralidade rodoviária.

In Observatório do Algarve

Trágico! Nem quero imaginar quais serão os número da sinistralidade na "avenida do Algarve" quando as portagens forem instaladas na Via do Infante. Com o número de óbitos a duplicar em 2011, na média de uma morte em cada quatro dias, dveerão no futuro ser pedidas responsabilidades a quem tomar definitivamente a decisão da implementação de portagens, com as consequências mais que prováveis...

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Faro: Câmara lamenta inexistência de rádio local e alerta governo para este “vazio”


A câmara municipal de Faro lamentou hoje em comunicado a inexistência de uma rádio local no concelho, alertando e sensibilizando o governo para este “vazio” no campo da comunicação social radiofónica.

“Faro é a única capital de distrito que não tem uma rádio local. É imperioso corrigir esta situação. Trata-se de uma aspiração legítima da população que, no quadro atual, se encontra privada de um instrumento essencial para que as manifestações culturais, económicas e sociais do concelho tenham a cobertura adequada”, refere a nota da autarquia.

“Sem uma rádio de cariz local, informativa e generalista, o concelho vê-se, neste domínio, impossibilitado de ombrear em pé de igualdade com as demais cidades da região”, acentua a câmara liderada por Macário Correia.

No sentido de “sensibilizar” o governo para “a necessidade de colmatar esta omissão”, o presidente da câmara enviou uma exposição ao Ministro dos Assuntos Parlamentares, Jorge Lacão, “com o objectivo de alertar para a situação, solicitando ao poder central a devida atenção para este vazio no campo da comunicação social radiofónica no concelho”.



Parece estranho que, quando a última rádio local farense cessou emissões à praticamente ano e meio, a CMF venha mostrar tardiamente o seu desagrado e estranheza por Faro ser a única capital de distrito sem uma verdadeira rádio local. Creio que esta tomada de posição, não será mais que uma atitude cosmética e sem efeitos práticos, pois como se sabe o Estado (ERC) não faz mais que aprovar projectos que cumpram com os requisitos para se criar uma rádio local, o que para já não parece susceptível num futuro próximo.

Das quatro frequências sediadas no concelho de Faro, uma está entregue à TSF (101.6 FM), outra à RDP África (99,1 FM), outra à RUA FM (102,7 FM), sobrando a frequência 90,9 FM, outrora entregue à Rádio Santa Maria, mas que durante largos anos foi retransmissor da TSF. E o cenário mais provável a médio longo prazo é que esta frequência seja um retransmissor de outra qualquer rádio lisboeta...

Por isso meus caros, os tempos em que se acompanhavam os relatos do Farense pela rádio, mas também outros eventos de dimensão regional a acontecer na Capital do Algarve parecem cada vez mais remotos, sabendo-se que nem mesmo a saudosa Rádio Algarve, outrora a grande rádio do região, por via dos recursos da RDP, poderá um dia voltar a ter emissões regulares. Talvez seja essa a intenção da tomada de posição da CMF, mas se o é, em tempos de crise não tem a mínima hipótese de sucesso, ainda para mais iria abrir um precedente na politica do grupo RDP, no que toca às suas emissões locais.

A segunda vida de Portimão


Uma cidade que vivia na sombra dos vizinhos está à procura de um lugar debaixo do foco. Nos últimos anos, angariou uma mão-cheia de trunfos para tentar conquistar uma nova importância regional. É um crescimento que não se faz sem dores e que perderá dentro de dois anos o seu estratega.

Calaram-se as sirenes das fábricas, as traineiras desapareceram - a vida mudou em Portimão. Um pescador reformado pergunta: "Já conhece o museu?" Paulino Marques, 79 anos, gorro na cabeça, percorre a zona ribeirinha dando os "bons dias". "Pertenço ao Clube dos Amigos do Museu. Ofereci ao museu os arpões com que apanhava golfinhos." As recordações da comunidade piscatória, boas e más, projectam-se no interior desta antiga fábrica de conservas transformada em museu de sucesso, distinguido com o prémio "Museu Conselho da Europa 2010", o que significa que no ano passado foi considerado um dos melhores deste continente.

Nem todo o passado de Portimão se guardou no museu, e nem tudo o que é presente é tão bom que mereça ser exposto. Décadas marcadas pela destruição das vivendas (chalés) da praia da Rocha permitiram dar lugar a torres e mais torres de apartamentos. Há mais caos urbanístico por aqui, à imagem do muito mau que se fez no Algarve, uma região que, para o reitor da universidade pública do Algarve, João Guerreiro, é "um arquipélago" de centros urbanos "de pequena dimensão, dispersos, e sem muita coerência entre eles, e sob a liderança de Faro, capital algarvia e centro regional".

Porém, Faro é como o seu presidente da câmara, Macário Correia (PSD): divide opiniões, está na ribalta sem nunca estar em foco. Porque o concelho rico do Algarve é Loulé. E a terra que está nas bocas do mundo é, muitas vezes, Portimão.

Pôr a capital fora-de-jogo

É tal a popularidade de Manuel da Luz, o socialista que lidera os destinos desta terra - conhecida pelas sardinhas, por ser o berço de Manuel Teixeira Gomes, sétimo presidente da I República, pelo seu autódromo internacional, pelo seu clube de futebol na I Liga, pela beleza natural da ria de Alvor, pelo museu premiado na Europa e pelo seu novíssimo teatro -, que está a ser empurrado para outros voos pelo Partido Socialista e pelos seus amigos. Com tantos "trunfos", será que Portimão põe Faro fora-de-jogo?

O semanário Barlavento é um dos jornais de referência na região, sobretudo nos temas de política, ambiente e cultura, e tem sede em Portimão. Foi distinguido com o prémio Gazeta da Imprensa Regional em 2006, atribuído pelo Clube de Jornalistas. O jornal tem um quadro redactorial com cinco jornalistas, reclama para si o estatuto de periódico mais lido na região e foi fundado há mais de três décadas por Hélder Nunes, seu director desde então, que considera Portimão "estratégica" em termos de turismo e dos negócios. A construção do Autódromo Internacional do Algarve, diz, "veio dinamizar o ramo das tecnologias avançadas do mundo automóvel". O que falta, quando a compara com Faro, é a vertente universitária. "Um pólo universitário com capacidade para gerar massa crítica. Apesar de ter o Instituto Manuel Teixeira Gomes [da Universidade Lusófona, privada] com cerca de 1000 alunos, a Universidade do Algarve precisa de lançar aqui o seu pólo, como tem previsto", defende.

O jornal mais antigo da região, O Algarve, tem 103 anos. Porém, publica-se a partir de Faro. Este semanário foi comprado em 2008 pelo Grupo Lena - empresa detentora de outros títulos regionais. Tem seis jornalistas e uma directora interina, Pedra Luz, para quem "Portimão consegue ter mais protagonismo do que Faro, por via da realização de grandes eventos".

In Público

Um artigo interessante hoje no Público que tenta fazer uma comparação entre as duas maiores cidades do Algarve, do ponto de vista social e económico. Trata-se de mais um episódio no debate instalado nos últimos anos, e que me parece está aos poucos a tornar-se num lobby com interesses obscuros, mas que no fundo não são mais que um conjunto de movimentações para fazer de Portimão a capital do Algarve...

Do breve artigo poder-se-ão tirar algumas conclusões, mas o esquecimento na alusão ao Parque das Cidades, projecto ambicioso entre Faro e Loulé, e o facto de não se questionar o endividamento dos "portimonenses", a triplicar em relação à capital de distrito, poderiam explicar algumas das razões para a apregoada segunda vida de Portimão...

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Algarve é o maior produtor de Sal


In Edição Impressa do Jornal O Algarve, 04/02/2011



As constantes notícias de falta de açucar até se podem compreender, contudo o que se lê no artigo é que Portugal ainda depende do "exterior" em termos de fornecimento de Sal, um produto que têm no Algarve o seu maior produtor nacional, mas com potencial para se expandir ainda mais! Mais uma razão para se efectivar a aposta nas indústrias do Mar, dinamizando a economia local e criando mais riqueza ao País!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Um(a) (a)Ventura na Selecção...



A propósito da convocatória anunciada hoje pelo Seleccionador Nacional, Paulo Bento, para o jogo do próximo dia 9, em Zurique contra a congénere argentina de Messi, Di Maria, Tevez, etc., qual não foi o meu espanto quando confirmei a inclusão de Ventura, no lote de convocados para o jogo.

O guarda redes do penúltimo classificado da Liga Zon Sagres, o apelidado Pen(Ultimonense), essa mesma equipa que têm a pior defesa da prova com uma média de dois golos sofridos por jogo, têm coleccionado ao longo da sua travessia pelo Algarve "frangos" e exibições arreliantes para os adeptos locais, as quais não podem ser descuradas com base no historial deste jogador nas camadas jovens...

Por isso, só posso crer que a convocatória de Paulo Bento não passará duma pequena aventura de Ventura pelo balneário da Selecção, concorrendo de longe com o desafortunado Eduardo pelo lugar de suplente neste jogo!

Ao invés, e para aqueles que apregoaram aos quatro ventos a utilidade de naturalizar um jogador trintão como Liedson para "salvar" o apuramento do Mundial da África do Sul, vejo Paulo Bento trocar o Levezinho por Postiga, uma escolha que pode ser também a resposta para os que criticaram a decisão da direcção do Sporting, numa altura em que Hélder Postiga era muito cobiçado neste mercado de transferências... Para a história fica a "aventura" de Liedson na Selecção, marcando três golos em nove jogos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Um assalto...



A propósito de mais um inocente aumento do preço do gasóleo, como se pode ler aqui, tive logo o inocente pensamento de comprar esta t-shirt...

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Jumbo pode abrir dois postos low cost no Algarve


A Auchan vai abrir, este ano, mais quatro postos de abastecimento de combustível low cost em Portugal, segundo avança o Diário Económico.

O jumbo tem já 20 postos de abastecimento, com uma quota de mercado de 7%.
"O posto Jumbo já é visto como o mais barato da zona, conquistámos a notoriedade da marca", defende o director da área de negócio das gasolineiras da Auchan, Miguel Costa, em entrevista ao Diário Económico.

Dois dos novos postos serão instalados no Algarve, uma zona onde ainda não está presente com gasolineiras.


Para ter a gasolina e o gasóleo 10 a 12 cêntimos mais barata que as outras petrolíferas, Miguel Costa explica que não há a figura de concessionário, que ganhe uma margem sobre as vendas, e não são necessários muitos funcionários, tendo em conta que não têm posto de venda de tabaco ou revistas como acontece noutros casos.

In I Online


Tudo indica que um destes postos de combustíveis low cost irá ficar instalado na capital algarvia, junto ao Fórum Algarve, quando se sabe que o projecto para expansão do Fórum Algarve está em evolução...

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Devem-me dinheiro...


José Sócrates em 2001 prometeu que não ia aumentar os impostos. E aumentou. Deve-me dinheiro. António Mexia da EDP comprou uma sinecura para Manuel Pinho em Nova Iorque. Deve-me o dinheiro da sinecura de Pinho. E dos três milhões de bónus que recebeu. E da taxa da RTP na conta da luz. Deve-me a mim e a Francisco C. que perdeu este mês um dos quatro empregos de uma loja de ferragens na Ajuda onde eu ia e que fechou. E perderam-se quatro empregos. Por causa dos bónus de Mexia. E da sinecura de Pinho. E das taxas da RTP.

Aníbal Cavaco Silva e a família devem-me dinheiro. Pelas acções da SLN que tiveram um lucro pago pelo BPN de 147,5 %. Num ano. Manuel Dias Loureiro deve-me dinheiro. Porque comprou por milhões coisas que desapareceram na SLN e o BPN pagou depois. E eu pago pelo BPN agora. Logo, eu pago as compras de Dias Loureiro. E pago pelos 147,5 das acções dos Silva. Cavaco Silva deve-me muito dinheiro. Por ter acabado com a minha frota pesqueira em Peniche e Sesimbra e Lagos e Tavira e Viana do Castelo.

Antes, à noite, viam-se milhares de luzes de traineiras. Agora, no escuro, eu como a Pescanova que chega de Vigo. Por isso Cavaco deve-me mais robalos do que Godinho alguma vez deu a Vara. Deve-me por ter vendido a ponte que Salazar me deixou e que eu agora pago à Mota Engil.

António Guterres deve-me dinheiro porque vendeu a EDP. E agora a EDP compra cursos em Nova Iorque para Manuel Pinho. E cobra a electricidade mais cara da Europa. Porque inclui a taxa da RTP para os ordenados e bónus da RTP. E para o bónus de Mexia.

A PT deve-me dinheiro. Porque não paga impostos sobre tudo o que ganha. E eu pago. Eu e a D. Isabel que vive na Cova da Moura e limpa três escritórios pelo mínimo dos ordenados. E paga Impostos sobre tudo o que ganha. E ficou sem abonos de família. E a PT não paga os impostos que deve e tenta comprar a estação de TV que diz mal do Primeiro-ministro.

Rui Pedro Soares da PT deve-me o dinheiro que usou para pagar a Figo o ménage com Sócrates nas eleições. E o que gastou a comprar a TVI.

Mário Lino deve-me pelos lixos e robalos de Godinho. E pelo que pagou pelos estudos de aeroportos onde não se vai voar. E de comboios em que não se vai andar. E pelas pontes que projectou e que nunca ligarão nada.

Teixeira dos Santos deve-me dinheiro porque em 2008 me disse que as contas do Estado estavam sãs. E estavam doentes. Muito. E não há cura para as contas deste Estado.

Os jornalistas que têm casas da Câmara devem-me o dinheiro das rendas. E os arquitectos também. E os médicos e todos aqueles que deviam pagar rendas e prestações e vivem em casas da Câmara, devem-me dinheiro. Os que construíram dez estádios de futebol devem-me o custo de dez estádios de futebol. Os que não trabalham porque não querem e recebem subsídios porque querem, devem-me dinheiro. Devem-me tanto como os que não pagam renda de casa e deviam pagar. Jornalistas, médicos, economistas, advogados e arquitectos deviam ter vergonha na cara e pagar rendas de casa. Porque o resto do país paga. E eles não pagam. E não têm vergonha de me dever dinheiro.

Nem eles nem Pedro Silva Pereira que deve dinheiro à natureza pela alteração da Zona de Protecção Especial de Alcochete. Porque o Freeport foi feito à custa de robalos e matou flamingos. E agora para pagar o que devem aos flamingos e ao país vão vendendo Portugal aos chineses. Mas eles não nos dão robalos suficientes apesar de nos termos esquecido de Tien Amen e da Birmânia e do Prémio Nobel e do Google censurado. Apesar de censurarmos, também, a manifestação da Amnistia, não nos dão robalos. Ensinam-nos a pescar dando-nos dinheiro a conta gotas para ir a uma loja chinesa comprar canas de pesca e isco de plástico e tentar a sorte com tainhas. À borda do Tejo. Mas pesca-se pouca tainha porque o Tejo vem sujo. De Alcochete.

Por isso devem-me dinheiro. A mim e aos 600 mil que ficaram desempregados e aos 600 mil que ainda vão ficar sem trabalho. E à D. Isabel que vai a esta hora da noite ou do dia na limpeza de mais um escritório. Normalmente limpa três. E duas vezes por semana vai ao Banco Alimentar. E se está perto vai a um refeitório das Misericórdias. À Sexta come muito. Porque Sábado e Domingo estão fechados. E quando está doente vai para o centro de saúde às 4 da manhã. E limpa menos um escritório. E nessa altura ganha menos que o ordenado mínimo. Por isso devem-nos muito dinheiro.

E não adianta contratar o Cobrador do Fraque. Eles não têm vergonha nenhuma. Vai ser preciso mais para pagarem.. Muito mais. Já.


Por Mário Crespo

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Armindo espera e desespera...


Depois de serem já conhecidos os principais protagonistas de algumas das mais importantes equipas do Mundial de Ralis, Armindo Araújo continua sem saber o seu destino para 2011.

Segundo foi possível apurar, até ao momento, o piloto português navegado por Miguel Ramalho, tem-se desdobrado em contactos e reuniões para tentar levar o projeto de guiar um World Rally Car este ano, mas aguarda ainda pacientemente a resposta dos principais patrocinadores: "nesta altura, não tenho ainda nada de novo a acrescentar pois aguardo o 'sim' dos patrocinadores que têm mantido diversas reuniões ao nível de administração para apurar a validade do nosso projeto".


À outra questão relevante que é que WRC poderá guiar caso o projeto receba afinal 'sinal verde', o piloto de Santo Tirso dá menos valor explicando que "tanto o projeto do MINI como do Ford continuam em cima da mesa, tendo ambos vantagens e desvantagens. Mas, para qualquer um deles avançar falta-me a base de sustentação mais importante e por isso não posso fazer o 'xeque-mate' e inclinar-me para um dos lados".


Fora de questão está, nesta altura, começar um programa do Mundial na prova de abertura, o Rali da Suécia (cujas inscrições, de resto, já terminaram) tudo indicando que se conseguir concretizar o sonho de guiar um WRC, Armindo Araújo possa iniciar a temporada no Vodafone Rali de Portugal.


Quanto a um eventual 'Plano B', que lhe permitirá colmatar a falha de não poder fazer o WRC de World Rally Car, Armindo garante que ele não existe "e não é taxativo que possa voltar a defender os títulos do PWRC como alternativa". Conforme diz, "apostei tudo no WRC, não dividi esforços por mais projetos pelo que se o principal projeto falhar vou ter arranjar algo".


Por Filipe Pinto Mesquita In Autosport



A sina de um bi campeão do mundo que é português...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Faro a cair aos pedaços...


Não costumo dar ênfase neste espaço a notícias e mais notícias de acidentes, roubos, crimes, cada vez mais usuais, mas por força da oportunidade vejo me obrigado a referenciar dois acontecimentos quase simultâneos que põe a nu, ainda que de forma indirecta o estado de muitas das construções na nossa cidade.

Já estamos habituados a passear pelas ruas da cidade e constatar, a começar pelo Centro Histórico, de prédios e moradias devolutas, que põe em causa a integridade física dos peões mas estes dois casos são mais graves, pois acontecem em edifícios públicos com elevada actividade diária.

O facto de o Tribunal de Faro estar neste estado à anos, e a situação ser do conhecimento generalizado, agrava ainda mais a responsabilidade do Estado, o próprio Estado que adjudica viaturas de alta cilindrada para muitos dos seus governantes, muitos deles de dois em dois anos, só para pegar numa pontinha do véu...

Quanto à Igreja de São Pedro, que este episódio sirva de alerta para as outras construções similares no Concelho de Faro, todas elas com uma arquitectura muito característica e alvo fácil para erosão e degradação de ventos e chuvas desta época.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

9 candidatos, só faltava o Manel Vieira...


O Tribunal Constitucional anunciou hoje ter recebido nove candidaturas à Presidência da República, cuja admissão para concorrem as eleições presidenciais será decidida até dia 29 de Dezembro

A lista das candidaturas apresentadas no Tribunal Constitucional foi divulgada em edital no Palácio Ratton, em Lisboa.

Diamantino Maurício da Silva e Josué Rodrigues Pedro, que em 2006 também apresentaram candidaturas à Presidência República que acabaram por não ser validadas pelo Tribunal Constitucional, são os nomes surpresa desta lista hoje publicada.

Da lista dos nove pré-candidatos, todos homens, fazem parte o candidato do PCP, Francisco Lopes, o deputado socialista Defensor de Moura, o candidato apoiado pelo PS e BE, Manuel Alegre, o candidato apoiado pelo PSD, CDS-PP e MEP, Cavaco Silva, o presidente da AMI, Fernando Nobre, o líder do PPV Luís Botelho Ribeiro e o deputado único do PND-Madeira José Manuel Coelho.

O prazo para apresentação das candidaturas terminou hoje às 16h horas, sendo decidida a sua admissão até dia 29 de Dezembro.

In SOL



Foi com muita consternação que recebi a triste notícia de que o "candidato Vieira", o homem que prometia não desistir da sua luta pelo poder até ser eleito, tina ficado a 6 mil assinaturas da validação da candidatura É incrível como num país tão pequeno se apresentam a sufrágio 9 candidatos, muitos deles do mesmo quadrante ideológico, e não há espaço para um debate sério entre Cavaco Silva e Manuel João Vieira, um homem que de facto, não se encaixa em nenhum quadrante...

Porque no meio de tantas promessas e conversas de ocasião dos candidatos do costume, ainda há pessoas com sensibilidade, e que afirmam com sinceridade, sentido de oportunidade e respeito, de que os candidatos que se apresentam são boas pessoas. Afirma o Manel que "vejo com bons olhos todos os candidatos à Presidência da República. Considero que são todos boas pessoas e que vão contribuir para que tudo continue mais ou menos na mesma"...

Assim como no Brasil, Tiririca afirmava que com ele, "pior que tá não fica", com Manuel João Vieira Portugal afundar-se-ia na mesma mas ao menos sorríamos com a nossa desgraça, o que muitas vezes faz falta ao típico português, sempre em depressão e escondendo os dentes da pessoa que encara nas ruas da cidade, automotivando-se para enfrentar os problemas e criando outra forma de estar na sociedade. Nem que fosse com um copo de tinto na mão... !!