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terça-feira, 26 de abril de 2011

Ria Formosa: Anfiteatro ao ar livre e percursos interpretativos no futuro Parque Ribeirinho de Faro





A criação de um anfiteatro ao ar livre e de percursos interpretativos para peões e bicicletas fazem parte do projeto do Parque Ribeirinho de Faro, em fase de apreciação e cuja obra deverá ser lançada este ano.

A empreitada, a cargo da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, abrange a área ribeirinha entre a Quinta do Progresso (junto ao Teatro Municipal de Faro) e o Montenegro, precisa o último boletim da sociedade, hoje divulgado.

Apesar de parte daquela área, próxima do teatro e do centro da cidade, ter sido alvo de alguns melhoramentos nos últimos anos, a zona encontra-se degradada e é utilizada por uma escassa minoria de cidadãos.

O projeto inclui a criação de várias praças, de um anfiteatro, de percursos interpretativos e de zonas de estadia, sendo o objetivo do Polis criar "uma área nobre para a população" dedicada ao lazer e à prática de exercício.

Em fase de anteprojeto está o Parque Ribeirinho de Olhão, que deverá ser integrado num espaço de utilização coletiva com capacidade para acolher iniciativas ao ar livre, como feiras e concertos, refere o Polis.

Já no Parque Ribeirinho do Ludo, também em fase de anteprojeto e partilhado pelos concelhos de Loulé e Faro, deverá nascer um observatório de animais e plantas, na orla da ribeira de S. Lourenço.

No concelho de Tavira o Polis prevê requalificar as margens do Arraial Ferreira Neto e Ilha de Tavira, sendo a primeira empreitada de caráter "minimalista", sublinha o Polis, e a segunda "mais notória".

O programa abrange cinco municípios – Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António,- incide sobre 48 quilómetros de frente costeira e 57 de frente lagunar e implica um investimento total de 87,5 milhões de euros.

Até dezembro do ano passado e desde a criação da sociedade, em 2008, tinham sido gastos dessa quantia 14,7 milhões de euros, metade dos quais na execução de obras no terreno e a outra metade na realização de estudos e projetos.

Para este ano, o Polis prevê lançar a maioria das empreitadas que se propôs concluir até 2013, incluindo as empreitadas previstas nos Planos de Intervenção e Requalificação (PIR) na maioria das ilhas barreira.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Faro: Plano de Urbanização da Amoreira vai à Assembleia Municipal





A Assembleia Municipal de 27 de abril vai apreciar a renovada proposta do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira. Bairro Mendonça, considerado “zona degradada” deverá ter plano de pormenor.


O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA), desenvolvido pelo – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado (IMOGHARB) para uma área delimitada de 56 hectares, vai agora ser submetido à aprovação da Assembleia Municipal.

Contratualizado em 2008 pelo antigo executivo liderado por José Apolinário, mantêm-se os pressupostos da IMOGHARB elaborar o PUVA assim como “a elaboração e execução do projeto do Parque Urbano de Faro e a execução de infraestruturas internas do terreno” o que se traduzia, na altura, num valor até um milhão e setecentos mil euros.

Manteve-se assim o contrato entre as duas entidades em causa, que constitui uma ligação de interesses públicos e privados, enquadrado pelo decreto-lei 316/2007 de 19 de setembro.

Definidos no PUVA, na área de equipamentos sociais, está a construção do Lar de Idosos da Misericórdia de Faro, equipamentos de apoio ao Parque Verde cujos lagos “devem ser impermeabilizados para evitar a contaminação do aquífero da Campina de Faro”.

Outra das recomendações definidas no que toca às construções e rede viária é o facto de a zona abrangida pelo PUVA estar em zona A de maior risco sísmico do Regulamento de Segurança para Estrutura de Edifícios e Pontes.

O PUVA obriga ainda a um Plano de Pormenor para a requalificação do chamado Bairro Mendonça, zona da cidade degradada.

Uma área de zona económica deverá futuramente garantir, caso avance, isto porque o projeto foi já sujeito a alterações, “por razões de mercado”, confirmou ao Observatório do Algarve Cristóvão Norte, chefe de gabinete do autarca Macário Correia.

A mesma fonte confirma a intenção de instalar na zona abrangida pelo PUVA um parque de feiras e exposições. Contudo, o plano apenas delimita espaços de atividades económicas, área residencial, comércio e serviços para a zona de "solos urbanizáveis", prevendo ainda o parque verde e "espaços verdes de utilização coletiva para a zona de solos afetos à estrutura ecológica".

Recorde-se que esteve prevista a instalação no local o centro comercial "Dolce Vita" e hotel quatro estrelas que deveria criar 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, projeto que viria a ser abandonado.

Macário Correia explicava em 2009 que a criação da grande superfície ficara "fora de cena", mas que a autarquia recebera um novo plano de urbanização para aquele terreno, cuja área ronda os 20 hectares do atual PUVA que abrange mais do dobro.

O Plano a ser aprovado no próximo dia 27 pela Assembleia Municipal é assinado pelo arquiteto Manuel Fernandes de Sá do Porto, o mesmo que desenvolveu o projeto "Porta da Amoreira" que previa a instalação do centro comercial e hotel e um investimento de 500 milhões de euros. Já o Parque Verde do Vale da Amoreira tem assinatura do arquiteto paisagista Sidónio Pardal.

A Avaliação Estratégica Ambiental do PUVA foi já realizada, em simultâneo com a execução do PUVA. Em anexo, a versão do plano que irá ser alvo de discussão e eventual aprovação na Assembleia Municipal.


Por Conceição Branco In Observatório do Algarve

segunda-feira, 21 de março de 2011

Ajuda indesejada...


Voluntários recolhem seis toneladas de lixo da Ria Formosa (com fotos)


Limpeza na Ria Formosa


Seis toneladas de lixo, incluindo entulhos e outros resíduos, foram recolhidas ao longo das quatro horas da campanha de limpeza «Limpar a Ria Formosa», pelos 350 voluntários que participaram no sábado nesta iniciativa em Faro.

A campanha foi promovida pela Câmara Municipal de Faro, com a coordenação operacional da empresa municipal de resíduos Fagar, da Algar e da Autoridade Marítima do Sul, às quais se juntaram várias entidades públicas, privadas, associações, clubes e cerca de 350 cidadãos, na sua maioria, munícipes do concelho de Faro.

A concentração foi feita às 9h00 junto ao Centro Náutico da Praia de Faro e no Ginásio Clube Naval de Faro, junto da capitania. A partir daí, os grupos de voluntários foram distribuídos por várias zonas (Praia de Faro, Barra de S. Luís, Golada, Ramalhete, Ilhote dos Tesos e Cais Novo), decorrendo a ação até às 13h30.

Mais aqui:



Por incrível que pareça, e após uma divulgação maciça deste evento na comunicação social algarvia, à qual este espaço se associou, fiquei hoje a saber que um grupo de escuteiros se deslocou ao Centro Náutico da Ilha de Faro e não foi autorizado a ajudar na Acção de Limpeza, porque supostamente teria que fazer uma inscrição atempada para poder ajudar a limpar a Ria Formosa.

Tratando-se de um grupo de escuteiros com míudos entre os 5 e os 10 anos, devidamente acompanhados por uma responsável adulta, no qual a presença seria também uma forma de sensibilizar as crianças para o combate à poluição do meio ambiente, é de lamentar que perante tal facto, os responsáveis da CMF tenham agido de tal forma, dando um triste exemplo para uma geração que agora dá os primeiros passos na sua formação cívica e responsável na sociedade.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Sábado, o dia da Sociedade Civil em acção!
















Depois da manifestação do passado sábado nas ruas de Faro, organizada pelo movimento apartidário "Geração à Rasca", que trouxe para a rua mais de seis mil pessoas, uma adesão sem comparação desde os tempos do 25 de Abril de 1974, o sábado, espera-se, voltará a ser dia de grande interesse e mobilização na Sociedade Civil, aqui pelos Algarve. Primeiro pela manhã, com o centro de operações na Praia de Faro, a Câmara Municipal de Faro, levará a cabo, tal como no ano passado, uma mega operação de limpeza da Ria Formosa, convidando inúmeras associações e os munícipes em geral na requalificação do parque ribeirinho. Dado o amor das gentes de Faro pela sua Ria, espera-se uma grande jornada de voluntariado, em prol da defesa do meio ambiente.


Por outro lado, à tarde, a mobilização será na A22, designada por Via do Infante, onde como se sabe, é intenção do Governo cobrar portagens a partir de 15 de Abril deste ano. Com os sabidos incovenientes e prejuízos que a medida ditará para a Região, os algarvios não têm amanhã desculpas para sair de casa se unir numa luta para o bem de todos, dada a oportunidade da data e as boas condições atmosféricas esperadas.

È CASO PARA DIZER, AO SÁBADO É QUE O POVO SAI Á RUA!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Faro: Quem quer ser agricultor urbano?


Estão abertas as inscrições para os polémicos talhões de cultivo que o município quer atribuir no âmbito do Projeto Hortas Sociais, a desenvolver no terreno de um sítio arqueológico registado, no centro histórico .

Até 31 de março, os interessados em desenvolver agricultura urbana poderão candidatar-se a um dos talhões disponíveis, anuncia a autarquia em comunicado.

A iniciativa visa “a promoção da educação ambiental e de hábitos de saúde saudáveis” mas tem igualmente uma componente social, já que os talhões serão distribuídos “a agregados familiares com algumas carências económicas, e a Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) do concelho”.

Horta em sítio arqueológico alvo de polémica

A criação desta horta provocou polémica, pela sua localização num sítio arqueológico registado, onde são visíveis os trabalhos realizados em 1995 pela investigadora da Universidade do Algarve Teresa Gamito, entretanto falecida, que tornaram visíveis os vestígios de construções que remontam ao período islâmico.

A escolha do local pelo executivo liderado pelo social-democrata Macário Correia em 2010, foi criticada pelo PS/Faro, que na altura considerou que “tapar novamente o que tem sido explorado durante anos não tem qualquer sentido, ou bom senso”.

Em resposta, Macário Correia garantiu então que a solução era “tapar com arreia fina os achados”, após serem retirados os vestígios mais importantes, alegando que esta solução é menos agressiva do que estava prevista pelo anterior executivo socialista que preconizava, segundo o autarca, “tapá-los com uma laje de betão”.J

á que a que a investigação se encontra parada, o presidente da câmara defende que a cobertura com areia e o plantio de hortícolas com raízes pouco profundas é o indicado para "proteger aquelas pedras das intempéries”.

Entre os critérios de seleção para a distribuição dos talhões agora anunciada está a ordem de chegada da candidatura e a proximidade da residência dos candidatos do local das hortas.

Contam igualmente a situação económica do agregado familiar, desde que os rendimentos globais não sejam inferiores a duas vezes o indexante dos Apoios Sociais e superiores a quatro vezes aquele valor.

Os interessados poderão consultar os critérios de atribuição das hortas no site da câmara.

A ficha de candidatura deve ser entregue no Museu e na Biblioteca municipais e no Gabinete de Bairro, na Urbanização Municipal Santo António do Alto.


In Observatório do Algarve



Agora é que vamos ver se a malta do FarmVille deixa de ser virtual...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Demolições na Praia de Faro deixam de pé menos de 100 edifícios


Apenas 85 dos 374 imóveis públicos e privados identificados na zona de influência do Plano de Pormenor da Praia de Faro não serão demolidos, segundo a proposta de plano atualmente em cima da mesa e a que o barlavento.online teve acesso.

A intervenção na área desafetada do Domínio Público Marítimo, sob a alçada da Câmara de Faro, vai ser profunda, caso esta proposta vingue e contam-se pelos dedos os edifícios a Sul da avenida que atravessa esta zona balnear que vão ficar de pé.

Um cenário que já havia sido admitido pela presidente da Sociedade Polis Ria Formosa Valentina Calixto e avançado na edição impressa desta semana do «barlavento».

Esta responsável anunciou, entre outras novidades, que a Praia de Faro vai ser classificada como «a zona de maior risco» da Ria Formosa, mas não adiantou números. Estes podem ser deduzidos da proposta de plano.

«Das análises efetuadas às vulnerabilidades do sistema dunar da praia de Faro, observa-se que toda esta área é uma zona de risco. Minorar esse risco é possível apenas através da reconstrução dunar», acreditam os autores do Plano, encomendado pela Sociedade Polis.

«Para tal, é necessário remover e demolir edificado e ocupações que neste momento se encontram em zonas sensíveis à reconstrução dunar. Como princípio ordenador, e considerando o eixo longitudinal definido pelas Avenidas Nascente e Poente da Praia de Faro, considera-se que todas as construções e ocupações a sul deste eixo deverão ser demolidas e removidas dando lugar à reconstrução dunar», lê-se no documento.

Apesar de serem abertas algumas exceções, decorrentes de uma avaliação que inclui diversos fatores, desde a localização à estabilidade do edifício, estas são bem poucas.

Uma ideia que fica clara no mapa que identifica as casas que ficam e as que são para demolir.

Feitas as contas às frações registadas pelos autores do plano, que ascendem a 374, e aos edifícios que são identificados como a manter, fica o número de 289 imóveis a demolir.

Um número que aumenta se se tiver em conta os fogos que realmente existem, já que há edifícios com mais que uma casa de habitação e frações com mais do que um edifício.

Por outro lado, há que considerar que, em muitos casos, não se trata de edifícios de habitação, já que neles se incluem estabelecimentos comerciais e edifícios públicos pertencentes a diversas entidades.


Avenida da Praia também será reconstruída

A estrada que atravessa a ilha também vai sofrer alterações profundas, começando pelo seu recuo em cerca de 25 metros, em direção à Ria Formosa em boa parte da sua extensão e passando pelo levantamento de todo o pavimento e a sua substituição.

Isto levará a que alguns dos edifícios que hoje se encontram a Norte da estrada fiquem em zona de renaturalização e por isso tenham que ser demolidos.

«As atuais Avenidas, Nascente e Poente, serão descompactadas e removidos os seus pavimentos, de forma a devolver permeabilidade a todos os pavimentos e solos da Praia de Faro», defende o plano.

«Em seu lugar propõe-se um pavimento único, recuando a localização dos antigos arruamentos para norte de forma a permitir os acertos de cota que a reconstrução dunar necessita. Este pavimento será preferencialmente em cubos de pedra, permitindo drenagem natural em toda a sua extensão», acrescentam.


Com Faro no Coração considera plano «esbanjamento de dinheiros públicos»

O teor da proposta apresentada às entidades e associações que compõem a comissão específica que irá discutir a proposta de plano no dia 17 de março, já motivou reações por parte da oposição.

O movimento «Com Faro no Coração» (CFC), que apoiou José Vitorino nas últimas autárquicas, já veio a público denunciar o que considera «um crime que lesa Faro, pela destruição com esbanjamento de milhões, falta de respeito pelos residentes e atividades comerciais e roubo da fruição deste importante espaço de lazer dos farenses».

O plano prevê a demolição de alguns estabelecimentos comerciais e equipamentos da Praia de Faro, entre os quais o Centro Náutico, a escola, o Parque de Campismo, o bar Sui Generis, o restaurante Paquete e o restaurante Camané.

Ao mesmo tempo que deita abaixo casas, a Sociedade Polis prevê a construção de novos edifícios, em madeira e sobre estacas, que minimizem o seu impacto.

Alguns deles serão destinados a atividades comerciais.

«Destruir e voltar a construir» todos os edifícios previstos no plano é algo que o movimento considera ser «um esbanjamento de dinheiros públicos», prejudicando os afetados.

«É um Plano de destruição que, infelizmente, não constitui surpresa, pois é a prática radical que o engenheiro Macário Correia sempre defendeu e praticou, embora na campanha eleitoral tivesse enganado os eleitores», defendeu o CFC.

O Plano, no entanto, não foi encomendado pela Câmara de Faro, mas pela Sociedade Polis Ria Formosa.

Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online

quarta-feira, 9 de março de 2011

Faro em câmara lenta...





Já foram tantos os artigos sobre esta temática nesta "tasca", com votos e mais votos de intenções, queimados pela espera nos avanços dos processos burocráticos, que ainda me admiro como há investidores que se mantêm firmes em investir em Faro, se, para tal têm que esperar tanto tempo, quando no momento assistimos a uma crise sem fim à vista... Ou muito me engano, ou antes que tudo esteja como os Farense sonham, já o nosso Farense estará na Primeira Divisão!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Limpar a Ria Formosa dia 19 de Março


A Câmara Municipal de Faro, através do Centro Náutico da Praia de Faro, vai realizar, no dia 19 de Março a acção ecológica “Limpar a Ria Formosa”.
Esta acção de limpeza, contendo em si uma mensagem de sensibilização para o respeito e responsabilidade que todos devemos ter perante o ambiente e a natureza.

«É sempre recolhida uma grande quantidade de resíduos trazidos pelo mar ou abandonados pelos visitantes, o que degrada a paisagem e causa impactes negativos no ambiente marinho e costeiro».

Programa:
09H00 – Concentração (Centro Náutico da Praia de Faro)
09H30 – Inicio da acção de Limpeza da Ria Formosa
13H30 – Fim da Acção

O que o Voluntário deve trazer:
• Chapéu
• Roupa adequada às condições climatéricas
• Calçado confortável e que proteja o pé (já que se vai caminhar por locais com lixo; idealmente convém que também se possam molhar...)
• Protector solar
• Água
• Farnel / reforço energético (como se vai começar cedo e acabar só na hora do almoço é importante. ex: peça de fruta, sandes, barras energéticas, etc.)

Organização: Câmara Municipal de Faro
Colaboração: Capitania do Porto de Faro – Policia Maritima, Parque Natural da Ria Formosa, Polis Ria Formosa, Fagar, Algar, Formosamar, Ginásio Clube Naval de Faro, Clube de Surf de Faro, Academia de bodyboard de Faro, Escola Secundária Pinheiro e Rosa, Escola Secundária Tomás Cabreira, Aprafa, Dunamar - Associação Nascente, Santa Rita Kite School, Shouth Store, Hidroespaço, Sunquays, Sport Faro e Benfica, SUESTE, Escuteiros CNE 98, ALFA – Associação Livre Fotógrafos do Algarve, ICCE – International Centre for Coastal Ecohydrology.

Por Serviço de Atendimento e Relações Públicas da CMF

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ria Formosa: Maioria das obras previstas no Polis arrancam este ano


A maioria das intervenções previstas nos projetos de requalificação das ilhas barreira, praias e parques ribeirinhos abrangidos pelo programa Polis deverá arrancar ainda este ano.


O programa abrange cinco municípios - Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António -, incide sobre 48 quilómetros de frente costeira e 57 de frente lagunar e implica um investimento total de 87,5 milhões de euros.

Até dezembro do ano passado e desde a criação da sociedade, em 2008, tinham sido gastos dessa quantia 14,7 milhões de euros, metade dos quais na execução de obras no terreno e a outra metade na realização de estudos e projetos.

Para este ano, o Polis prevê lançar a maioria das empreitadas que se propôs concluir até 2013, incluindo as empreitadas previstas nos Planos de Intervenção e Requalificação (PIR) na maioria das ilhas barreira.

A requalificação dos parques ribeirinhos de Faro, Olhão e Ludo, da ligação entre Pedras d'El Rei e Santa Luzia e a execução do percurso para peões e bicicletas Lacém-Manta Rota são outras obras a lançar ainda em 2011.

Os planos de praia dos Cavacos, Ancão, Fuzeta Ria e Fuzeta Mar também começarão a ser executados este ano, sublinhou a mesma fonte do Polis, que acrescenta que nove das intervenções previstas pelo programa se encontram já concluídas.

Para 2012 ficam o PIR e o Plano de Pormenor da Praia de Faro (Península do Ancão), onde é certa a remoção das casas situadas nos extremos Poente e Nascente, estando a ser estudados os locais para realojar quem ali tenha a sua primeira habitação.

Atualmente está em execução a empreitada de reabilitação das pontes e cais de acesso às ilhas barreira, que deverá terminar em março, e a segunda fase da obra de consolidação do cordão dunar da ilha da Armona e encerramento da barra da Fuzeta.

As pontes e cais que estão a ser recuperadas são as de Olhão (via terrestre), Armona, Culatra e Farol (via marítima).

In Observatório do Algarve


Desde meados de 2008 que o Projecto Polis da Ria Formosa está em pseudo-andamento. Em Setembro de 2008 havia a promessa dos "políticos" de resolver, dada a necessidade urgente de requalificar o acesso à praia de Faro como exemplo, e passados três anos pouco ou nada foi feito, a não ser, (fazendo fé no que se lê no artigo), gastar mais de sete milhões em estudos e projetos.
É por estas e por outras que o "Zé Povinho" cada vez têm a vida mais ingrata, pagando impostos e mais impostos para alimentar os múltiplos organismos publicos envolvidos na matéria...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Macário Correia denuncia esquema na exploração de nadadores-salvadores


O presidente da Câmara de Faro denunciou hoje um alegado sistema fraudulento na exploração dos nadadores-salvadores no concelho que envolvia funcionários da autarquia «com interesse pessoal na matéria».

Macário Correia revelou que o alegado esquema lhe foi denunciado pelos próprios nadadores-salvadores, que se queixaram de que alguém retinha parte do dinheiro que deviam receber pelos serviços prestados.

«Percebi que havia uma solução engendrada que passava por angariar dinheiro através do trabalho dos nadadores-salvadores», refere, escusando-se a revelar o nome da pessoa ou entidade responsável pelo alegado esquema de extorsão.

De acordo com o autarca, alguns concessionários também lhe relataram a existência de uma alegada negociação comercial sobre o valor que eles tinham a pagar para ter nadadores salvadores.

«Depois [os concessionários] vinham a saber na prática que havia ali um trabalho de intermediário em que alguém metia ao bolso dinheiro que teoricamente estaria a ser pago aos próprios nadadores salvadores», refere.

A denúncia surge um dia depois de o autarca ter proposto que a época balnear nas praias da capital algarvia seja encurtada num mês, medida justificada pela sua escassa utilização no início de Junho e final de Setembro.

O presidente da Câmara afirma ter tomado medidas para desmantelar a alegada rede no ano passado, dispensando os funcionários municipais envolvidos no assunto e implementando uma «relação clara e directa» com os nadadores salvadores.

Apesar de assumir a gravidade da situação, Macário Correia diz não ter feito queixa à polícia por considerar que «tinha condições suficientes para resolver o problema para o futuro».

Contudo, o autarca diz ter aconselhado as vítimas do alegado esquema a apresentar queixa mas estes, apesar de «revoltados», não o fizeram por «receio de represálias» e por não terem testemunhas efectivas da alegada fraude

In Lusa/SOL


Macário Correia continua igual a si próprio... Sempre polémico, mas intransigente na correcção de maus hábitos! Depois desta semana se ter conhecido que a época balnear, no concelho de Faro vai ser diminuida em um mês, essencialmente por uma questão orçamental, surge agora a denuncia grave dum esquema encriptado de extorção nos serviços municipais, no que toca ao serviço nadadores salvadores. A questão é delicada mas a forma como é denunciada ainda tráz mais veracidade às ocorrência e é a prova de como muita coisa obscura acontece no nosso páis durante largos anos sem que ninguém tenha "tomates" para enfrentar os problemas e resolver os mesmo em conformidade.

Com Macário não se brinca!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Mais casas da ilha de Faro podem vir a ser demolidas


Se forem seguidas as soluções técnicas apontadas para o plano de pormenores da praia da ilha de Faro, mas habitações podem vir a ser destruídas. O autarca Macário Correia frisa que tratam-se apenas de propostas que a Câmara ainda vai avaliar.

O plano de pormenor da praia da ilha de Faro deverá estar concluído dentro de um mês e aponta para o avanço de demolições na zona desafectada, ou seja, na zona onde a Câmara de Faro tem jurisdição.

As demolições estavam previstas serem efectuadas apenas nos extremos da ilha, onde há casas clandestinas, mas Valentina Calixto, presidente do conselho de administração Sociedade Polis Ria Formosa, indica que os estudos técnicos prevêem mais do que isso.

«As soluções técnias dos especialistas avançam para a construção de uma duna, em toda a extensão da ilha de Faro, no sentido de reforçar o cordão dunar e criar uma barreira protectora que permita que o mar não atravesse a ilha. Agora vai ter consequências, ou seja, onde a duna for construída vamos ter que demolir casas», explicou.

Na zona desafectada há centenas de casas, mas a Sociedade Polis não revela quando poderão ser destruídas.

Ao longo dos anos, a autarquia de Faro vendeu alguns terrenos aos proprietários, mas a grande maioria paga um aluguer do espaço à Câmara Municipal.

Oiça a Reportagem Completa da TSF aqui

sábado, 12 de fevereiro de 2011

CP confirma 11 novos comboios para a Linha do Algarve, revela o MPT/Algarve


A CP confirmou ao Partido da Terra (MPT)/Algarve, após um pedido de esclarecimento efetuado por aquela força política junto da empresa, confirmou que nos próximos meses colocará na Linha do Algarve 11 novos comboios em substituição das atuais automotoras.

Segundo o gabinete de Relações Institucionais e Comunicação da CP – Comboios de Portugal EPE, citado pelo MPT, dos onze comboios, ficarão oito em rotação (exploração), sendo três para cumprir plano de manutenção mais reserva de exploração.

Na prática, ainda segundo a empresa, os preços praticados sofrerão “um aumento de 5%”, em virtude da eliminação do “factor de correção” (de 5%) que existe devido ao desconforto abaixo do padrão das actuais automotoras, nomeadamente a inexistência de ar condicionado.

O MPT refere ainda, segundo a empresa, “não está prevista alteração de horários, havendo certamente ajustes ao horário existente, em função do novo material e da respectiva performance”.

As automotoras previstas para funcionamento na Linha do Algarve (UDD 0450) estão atualmente em serviço na Linha do Minho e são automotoras duplas diesel, modernizadas entre 1999 e 2001 e climatizadas, oferecendo 164 lugares sentados, dos quais 40 em 1.ª classe.

“O Partido da Terra saúda este melhoramento do material circulante na Linha do Algarve, destacando-se o incremento de conforto e o aumento de eficiência energética na ordem dos 20%”, salienta o MPT.

A força política reitera ainda que esta pode ser “a grande oportunidade para que a CP conceba e institua campanhas regionais de divulgação, dinamização e promoção do transporte ferroviário, de preferência em articulação com transportes públicos urbanos”.


In Diário Online


Bem sei que a renovação e aposta em novas localizações para a linha do Algarve, por forma a corresponder às necessidades laborais das pessoas envolve custos avultados mas optimizando as acessibilidades à "linha" e dando melhores condições de conforto aos utentes, por certo o país ficaria menos dependente dos combustíveis... Só que isso não interessa a todos...!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Algarve é o maior produtor de Sal


In Edição Impressa do Jornal O Algarve, 04/02/2011



As constantes notícias de falta de açucar até se podem compreender, contudo o que se lê no artigo é que Portugal ainda depende do "exterior" em termos de fornecimento de Sal, um produto que têm no Algarve o seu maior produtor nacional, mas com potencial para se expandir ainda mais! Mais uma razão para se efectivar a aposta nas indústrias do Mar, dinamizando a economia local e criando mais riqueza ao País!

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Algarve tem gás para 15 anos



Está no fundo do mar, a cerca de 50 quilómetros da costa. De acordo com o especialista em energia Costa Silva, as reservas de gás natural no Algarve supriam as necessidades de 15 anos para Portugal.

António Costa Silva, presidente da Partex, acredita que o "off-shore" do Algarve é rico em gás natural e que os dois blocos que foram descobertos na zona podem assegurar as necessidades do país "entre 12 a 15 anos".

"Há uma tendência geológica, que vem do sul da Espanha, do Golfo de Cádiz, e que vai para o off-shore do Algarve, onde há alguns blocos que poderão ter algum potencial e, se existir gás ai, o potencial pode chegar a 20 vezes aquele que havia no sul de espanha, no campo de Poseidon, que foi explorado pela Repsol", afirmou o responsável da Partex, em entrevista à Agência Lusa.

António Costa Silva recorda que a petrolífera espanhola Repsol "ganhou o concurso para este dois blocos no sul do Algarve", a sudoeste do Cabo de São Vicente, mas não compreende que o contrato de exploração ainda não tenha sido assinado, "por manifesta inércia das autoridades ou por alguma preocupação da indústria do turismo do Algarve".

O presidente da Partex avança com a pressão do "lobby" do turismo para explicar o atraso no projeto, garantindo não existirem razões para preocupações de âmbito ambiental.

"Essas preocupações são aceitáveis, mas elas não colhem. Não há marés negras com o desenvolvimento de projetos de gás porque ele evapora quando chega à superfície. Além disso, na Espanha houve esse desenvolvimento, numa das costas mais turísticas da Espanha, e não houve problema nenhum", explica.

Para mais, lembra, as torres de extração estariam colocadas a "50 quilómetros da costa portuguesa", fora do alcance da vista turísticas e tendo em conta que a tecnologia para estas profundidades está provada, pelo "é um projeto que deve ser apoiado". In Expresso Online

e
Turismo do Algarve recusa ideia de "lobby" contra exploração de gás natural
O presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, rejeitou a acusação do presidente da Partex que diz haver pressão do "lobby" do Turismo para atrasar o projeto de exploração de gás natural ao largo do Algarve.


Em declarações à Lusa, o presidente do Turismo do Algarve, Nuno Aires, afirmou que não conhece, nem considera que haja algum "lobby" do Turismo que vá no sentido de travar a exploração de gás natural no Algarve.
"A única coisa que temos chamado a atenção, e continuaremos a chamar, é para o facto de que o Algarve é o principal destino turístico do país e tem uma elevada contribuição para o Produto Interno Bruto", observou Nuno Aires.
Nuno Aires não conhece nenhum estudo sobre se há alguma incompatibilidade entre a exploração de gás natural na costa algarvia e o turismo na região, mas admitiu que possa ser suscetível "desenvolver as duas atividades": turismo e exploração de gás natural.



Agora pergunto eu... Será que o investimento necessário, fazendo contas aos dividendos obtidos durante um produto que se esgotará em 15 anos, são suficientes para se colocar em risco a nossa mais valia turística, do ponto de vista ambiental?

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Algarve aposta nas energias renováveis


No Algarve, as 'energias verdes' contam com aproveitamento da energia eólica, solar, hídrica e de biomassa, de projetos tanto empresariais como particulares. Siga aqui a rota das ventoinhas, e dos painéis solares, de barlavento a sotavento.

Aljezur é um dos concelhos que possui mais parques eólicos no Algarve, ao todo cinco localizações no Pico Alto, Feiteirinha, no Espinhaço de Cão, Pico Alto, Guerreiros e Bordeira, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia, entidade que licencia estes projetos.

Entre as empresas See-Sul Energia Eólica, Lda e a Enernova, SA existem mais de 62.790 kWh por ano de potência.

Acrescem projetos particulares, na sua maioria com microturbinas com potência de 5 kWh a que se aliam também painéis solares, como é o caso da Feiteirinha.

Em Monchique, as eólicas rodam no Sítio da Madrinha (10750 kWh) e há também uma produção de biomassa alimentada com resíduos florestais da EDP,SA, que debita 15.750 de potência.

O Parque Eólico do Barlavento em Barão de São João (53750 de potência) e uma exploração hídrica da Associação de Regantes Beneficiários do Alvor coloca Lagos no caminho das energias renováveis.

Já em Silves, à produção de energia solar de alguns privados de 4 e 5 kWh, a empresa Águas do Algarve, SA tem duas hídricas com uma potência de 44 e 350 em Alcantarilha.

Em Vila do Bispo destaca-se o Parque Eólico de Vila do Bispo com 11512 de potência, a que se juntam as explorações da Unit-Energy, SA que aliam a exploração da energia eólica à solar resultando num débito energético de 14.120 kWh.

Biogás e solar em Portimão

O parque solar do autódromo internacional do Algarve e a estação de biogás da Algar, SA com potência de 100 e 900 respetivamente, juntam-se as hídricas das Águas do Algarve em Chão das Donas e Fontainhas (8230 e 36 de potência), em Portimão.

Para o sistema ficar completo refira-se ainda o licenciamento, em agosto de 2009, para a extração de gás natural da empresa Such-Dalkia, ACE com uma potencia 1525 kWh.

Albufeira vê explorada a energia térmica através da Algar -Valorização de Resíduos Sólidos do Algarve, SA, enquanto em São Brás de Alportel a mesma empresa tem a funcionar outra estação de biogás, representando ambas 1687 kw de potência instalada.

Em Loulé funciona igualmente uma estação de biogás da Algar, SA (1210 kWh) enquanto em Faro a aposta é na energia solar, através de painéis da BP,SA (18 kWh). A empresa Rolear, SA possui também uma estação de energia solar que debita 43 kWh.

Concluindo-se a exploração das renováveis neste concelho com a estação de aproveitamento de biomassa da Forestech, Tecnologias Florestais, SA com um potencial de 2260 kWh.

A Águas do Algarve instalou em Brancanes (Olhão) uma exploração de energia hídrica com a potência de kWh e, ao chegar a Tavira teremos em Pêro-Gil outra hídrica (61 kWh) e ainda o projeto da Tavira-Energia Solar, SA com uma potência licenciada de 6500 kWh/ano.

O parque eólico do Malhanito com potência de 62350 e exploração da ENEOP,SA e ainda o projeto em curso da Blue Future, Lda irá alargar a capacidade de energia eólica do concelho tavirense em mais 6500 kWh.

Castro Marim é, no sotavento algarvio e de acordo com a lista de projetos licenciados ou em curso da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), o último concelho a lesta que possui exploração de energias renováveis, com a mini-hídrica (32 kWh ), da Águas do Algarve SA, no Beliche.


In Observatório do Algarve

A juntar a estes projectos já concretizados saiu hoje uma noticia num jornal regional que dá conta dum investimento global de 180 milhões de euros previsto para Alcoutim, para concretização de um projecto para três parques eólicos. Sem dúvida, que este parece ser um caminho acertado na sustentabilidade energética do país e da região, aliviando a dependência económica do estrangeiro e criando nichos industriais, que dinamizarão a economia regional em tempos de crise.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Nova fábrica de transformação de pescado foi inaugurada hoje em Olhão


Uma nova fábrica de transformação de pescado foi inaugurada esta segunda-feira, em Olhão. A Companhia de Pescarias do Algarve investiu cerca de 1,3 milhões de euros na construção desta unidade, que cria 17 postos de trabalho diretos.

Esta é apenas a face mais visível de um conjunto de investimentos que a CPA tem em curso, todos eles interligados, em que estão envolvidos montantes que se aproximam dos 10 milhões de euros.

Além desta unidade fabril, que deverá começar a trabalhar em breve, a empresa algarvia já está a produzir bivalves em dois lotes da Área de Produção Aquícola da Armona (APAA) e vai instalar, provavelmente ainda este ano, duas armações de atum e corvina, uma frente ao Livramento, em Tavira, e outra frente à Ilha da Barreta (Deserta), em Faro.

Estes investimentos vão permitir a criação de mais de 60 postos de trabalho diretos, a que se terá de juntar muitos outros.

«Cada pescador no mar cria sete postos de trabalho em terra», ilustrou o presidente da administração da CPA Miguel Socorro, defendendo que a mesma lógica pode ser transposta para o investimento que a sua empresa está a realizar.

A cerimónia de inauguração da unidade fabril no Porto de Pesca de Olhão serviu ainda para protocolar a concessão de dois novos lotes na APAA, que à semelhança do que acontecerá com os já consignados à CPA e ao pescado proveniente das armações, servirão para alimentar a fábrica.

A unidade hoje inaugurada tem uma capacidade instalada para processar quase três mil toneladas de pescado por ano e perto de 1800 toneladas de bivalves.

O volume de negócios que a administração da empresa espera criar ascende aos 11 milhões de euros ano.

Como salientou o ministro da Agricultura e Pescas António Serrano, presente na cerimónia, este investimento, além de ser feito numa altura «difícil», vem contribuir para «atenuar o desequilíbrio na balança comercial deste setor», que é hoje deficitária.

75 por cento dos produtos que aqui forem processados serão exportados. A fábrica processará pescado e bivalves «fresco, congelado e em ambientes controlados», revelou Miguel Socorro.

Ao mesmo tempo, a empresa está a contribuir para o aumento da produção de produtos marinhos em aquacultura, um desígnio do atual Governo, em linha com a política da União Europeia para o setor.

Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online



Acidentes à parte... O Mar e toda a sua riqueza pode ser nesta fase uma oportunidade para a revitalização da economia algarvia. Como já no passado escrevemos neste espaço, Portugal tem no mar a solução para resolver grande parte dos seus problemas económicos, assim saiba potenciar todos recursos, quer alimentares, quer em petróleo ou outras riquezas escondidas nas profundezas dos mares. Além disso a posição geográfica do nosso país devia ser aproveitada de uma forma mais intensa como plataforma logística de distribuição de todo o tipo de mercadorias que chegam por via marítima.


O Algarve tem na Ria Formosa um potencial enorme, assim saiba conjugar os interesses ambientais com os interesses económicos, e também os mares junto à costa marroquina deveriam ser mais explorados, fortalecendo-se e modernizando-se a nossa frota e negociando de forma mais incisiva as quotas de pescado, dada a grandeza da nossa Zona Económica Exclusiva.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Duas casas desabitadas em risco de derrocada na Praia de Faro


Duas casas desabitadas na zona Poente da Praia de Faro, no Algarve, estão em risco de derrocada após terem sido atingidas pela forte ondulação durante a madrugada de hoje, disse à Lusa fonte da Autoridade Marítima.

As habitações número 85 e 86, situadas na primeira linha de costa e que já tinham sido fustigadas pelo mau tempo no passado Inverno, situam-se numa zona de Domínio Público Marítimo.

As marés vivas e a forte ondulação de Sul, com ondas que atingiram uma altura de quatro a cinco metros, terão contribuído hoje de madrugada para a degradação das casas, separadas do mar apenas por alguns rochedos.

A Polícia Marítima está a acompanhar a situação e vai deslocar para o local uma equipa, durante a tarde, altura para a qual está prevista a próxima preia-mar (o nível mais alto a que a maré sobe), disse a mesma fonte.

A situação foi também comunicada à Administração da Região Hidrográfica do Algarve (ARH) do Algarve, que irá decidir se é necessário avançar com alguma intervenção e remeteu esclarecimentos sobre o assunto para mais tarde.

Em declarações à Lusa, fonte da Câmara de Faro afirmou por enquanto não haver necessidade de intervenção da Proteção Civil, embora as equipas estejam disponíveis para colaborar com a Polícia Marítima.

In O Algarve


Obrigado POLIS....

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

domingo, 12 de dezembro de 2010

Faro na rota dos eventos em 2011...

In Edição Impressa do Jornal O Algarve, de 09/12/2010


e Organização Mundial de Turismo (OMT) escolhe Faro para debater Turismo e Ciência em Junho de 2011... mais AQUI

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pescadores criticam Polis por ter aberto barra da Fuzeta que fechou em 15 dias


Os pescadores voltaram hoje a acusar os responsáveis do Polis da Ria Formosa de "atirarem dinheiro ao mar" ao gastarem milhares de euros na abertura da nova barra da Fuzeta (Olhão), que em duas semanas o mau tempo fechou.


"Com o mau tempo a barra está mais difícil de navegar e com a maré vazia não se consegue mesmo sair nem entrar", contou hoje à Lusa Rogério Martins, pescador e dono de um barco táxi na Fuzeta, lamentando o dinheiro que se "jogou ao mar" e sugerindo a construção de paredões para segurar a barra.

Dia 26 de novembro, a nova barra, localizada a cerca de 800 metros a nascente do porto de Fuzeta-Terra e que faz parte de uma empreitada no valor total de 980 mil euros, foi aberta oficialmente com a presença da presidente da Sociedade Polis Ria Formosa, Valentina Calixto.

Nesse mesmo dia, a comunidade piscatória da Fuzeta, ouvida pela Lusa no local, criticou a Sociedade Polis por ter criado uma nova barra marítima sem um paredão fixo, alertando que se não fosse dragada constantemente o inverno eliminaria a obra e o dinheiro gasto seria deitado ao mar.

A 02 de dezembro já se registava o assoreamento de uma parte do canal de acesso ao mar que condicionou a funcionalidade da nova barra, impedindo os pescadores de irem para a faina.

Quinze dias volvidos, o prognóstico dos pescadores tornou-se verdade: a barra nova não está navegável.

A presidente da Sociedade Polis, explicou, há 15 dias, que a colocação da nova barra foi uma decisão resultante de estudos do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), Administração da Região Hidrográfica do Algarve e Universidade do Algarve.

A Sociedade Polis acredita que com o encerramento de uma velha barra que existe mais a nascente, para o lado de Tavira, e que está a concorrer com a nova barra, o problema se altere.

A empreitada, que decorreu durante sete meses e incluiu os trabalhos de fecho da barra espontânea aberta pelas intempéries do último inverno, o reforço do cordão dunar e a abertura da nova barra, representou um investimento de 980 mil euros, informa o Polis.

O "Polis Litoral Ria Formosa" é um plano estratégico de requalificação e valorização da Ria Formosa, cujo investimento total é superior a 87 milhões de euros e que tem uma sociedade onde os municípios de Faro, Olhão, Loulé e Tavira participam com capital social.


In Observatório do Algarve


Temos criticado a morosidade dos estudos que a Sociedade Polis da Ria Formosa têm encetado, e desta feita nada podia ser mais evidente... O que a sabedoria popular em poucos minutos detectou e alertou não chegou para iluminar os cérebros de tantos doutores e engenheiros, que, acabam de deitar ao mar uns míseros 980 mil euros, o que num tempo de crise, é por certo coisa pouca...
Exige-se que tudo seja feito com maior responsabilidade, mas também ouvindo as ideias de quem faz do mar a sua vida desde pequeno, o que por certo evitará lapsos tão dispendiosos quanto este!