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terça-feira, 15 de março de 2011

Baja Carmin (Tavira) abre época de Todo o Terreno com as grandes figuras nacionais da modalidade


A Baja Carmim tem as inscrições abertas até 15 de março, terça-feira, mas lista de participantes conta já com mais de uma centena de inscritos, nas diversas categorias. Rubem Faria entre os nomes confirmados.


A prova de Todo o Terreno que arranca em Tavira a 19 de Março já tem confirmados mais de uma centena de inscritos, ainda que as inscrições só encerrem definitivamente na próxima terça-feira 15 de Março, anuncia a organização, o Clube Automóvel do Algarve (CAA) , em comunicado.

Segundo o CAA, a Baja Carmim conta já entre os inscritos com pilotos Carlos Sousa, Miguel Barbosa, Nicolas Misslin, francês proprietário da JMB Stradale e o romeno Casuneanu Costel, os três primeiros em Mitsubishi Racing Lancer e o romeno no competitivo MPR13.

Os BMW X3 de Campos e Moniz da Maia bem como as Nissan de Grancha, Graça e Gameiro, incluem igualmente a lista de participantes.

Nas motos está confirmada a presença de Mário Patrão (Suzuki), António Maio (Yamaha), Ruben Faria ( KTM) e Paulo Gonçalves numa Husqvarna. Nos Quads, participará o campeão “Bertinho”, João Lopes e Roberto Borrego.

Em termos de novidades o campeonato Buggy apresenta este ano novas classes.

Segundo a organização e relativamente à competitividade da prova, a localização dos parques de assistência e reabastecimento aos 107 e 337 kms do percurso, em que o tempo de paragem é adicionado nas contas finais, vão permitir aos pilotos várias estratégias de corrida, onde parar ou não, poderá fazer toda a diferença.

A Baja CARMIM conta com o patrocínio da empresa vinícola CARMIM, das autarquias de Tavira e Alcoutim. Colaboram a Xesequipa, e as câmaras de Vila Real de Santo António e Castro Marim.

In Observatório do Algarve


Mais informação em: http://www.clubeautomovelalgarve.pt/

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Tony Martin confirma prognósticos e ganha Volta ao Algarve


O alemão Tony Martin (HTC-Highroad) não defraudou as expectativas e conquistou a Volta ao Algarve, assumindo-se como sucessor de Alberto Contador (Saxo Bank-Sungard), vencedor das duas edições transactas da corrida portuguesa, mas que desta feita não foi além da quarta posição da geral.

Depois da excelente exibição na subida para o Alto do Malhão, onde acompanhou os melhores trepadores, Tony Martin só teve de esperar pelo contra-relógio de hoje para fazer valer os seus dotes naquela que é a especialidade de eleição, a luta contra o tempo. Martin cumpriu os 17,2 quilómetros, entre Lagoa e Portimão, em 20m53s, à espantosa média de 49,417 km/h. O segundo classificado foi o holandês Lieuwe Westra (Vacansoleil), a 5 segundos, e o terceiro o português Tiago Machado (RadioShack), a 26 segundos. O espanhol Alberto Contador não foi além do 15.º registo, a 45 segundos do vencedor. Pior esteve o camisola amarela à partida, Stephen Cummings (Sky), autor do 26.º tempo. Com a modéstia deste desempenho caiu para a sétima posição da geral.

A HTC-Highroad foi a grande dominadora da corrida, tendo vencido duas etapas, a classificação colectiva e tendo colocado dois homens nos dois primeiros lugares da geral. A seguir a Martin ficou Tejay van Garderen, a 32 segundos. O terceiro foi Lieuwe Westra, a 39 segundos.


O melhor português foi Tiago Machado, sexto a 47 segundos. Caso o famalicense não tivesse perdido 15 segundos em “cortes” nas duas primeiras etapas, teria voltado a colocar-se no pódio.

Tyler Farrar (Garmin-Cervélo) não conseguiu impor-se em qualquer etapa, mas patenteou a regularidade suficiente para vencer a classificação por pontos. As equipas portuguesas pouco fizeram perante a armada estrangeira de luxo. As excepções foram o Tavira-Prio, que conseguiu levar Ricardo Mestre ao pódio como vencedor da montanha, e a Barbot-Efapel que venceu as metas volantes por intermédio de César Fonte.

A 37.ª Volta ao Algarve foi um grande sucesso organizativo. O pelotão de qualidade inigualável nas estradas portuguesas atraiu multidões às estradas algarvias. Em termos mediáticos faltou o directo televisivo, mas a cobertura da prova e a exposição da mesma, nacional e internacionalmente, foi enorme, muito por causa da presença de Alberto Contador, que escolheu esta corrida para regressar à competição depois de levantada a suspensão

In Jornal Ciclismo




Acrescento ao Artigo que o melhor homem do Tavira-Prio na corrida foi André Cardoso, que terminou no 40º lugar, a 4.08 minutos do vencedor, sendo o sexto melhor portugês. Por equipas, a Tavira-Prio ficou no 15º lugar a 11.48 da vencedora HTC, isto num universo de 21 equipas em competição.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Ciclismo: Tavira e Loulé sem garantias de continuar


A duas semanas do fim do prazo de inscrição para a época de 2011, a equipa do Clube de Ciclismo de Tavira, vencedora das três últimas edições da Volta a Portugal em bicicleta, não tem garantias de poder manter o projeto. CC Loulé também está em dificuldades.

"Ainda não temos patrocinador que se possa constituir como patrocinador principal. Continuamos a aguardar respostas e vamos esperar até ao limite. Não está fácil", admitiu Jorge Corvo, presidente do Clube de Ciclismo de Tavira, em declarações à Lusa.

O Tavira tem de pagar a taxa de inscrição na União Ciclista Internacional até 25 de novembro e formalizar a inscrição até 29 junto da Federação Portuguesa de Ciclismo, apresentando nomeadamente os contratos com corredores e ‘staff’, garantia bancária, orçamento detalhado, apólice do seguro e contratos de patrocínio.

"Há toda a vontade de que a equipa continue, mas não podemos avançar até ter condições reunidas", acrescentou Jorge Corvo, sublinhando que, não havendo patrocinador, "não foram feitos contratos com nenhum corredor".

Já sem poder contar o espanhol David Blanco, vencedor da Volta em 2008, 2009 e 2010, que correrá pela Geox (ProTour) no próximo ano, nem o compatriota Alejandro Marque, que vai representar o Boavista, o Tavira mantém na expetativa diversos corredores, designadamente Cândido Barbosa.

"Se conseguirmos ter um projeto aliciante, o Cândido Barbosa continua, mas, para já, aguarda", explicou o dirigente tavirense, acrescentando que "a equipa pode ir para a estrada com um plano B, ou seja, o mínimo indispensável".

O CC Loulé, a outra equipa algarvia do pelotão, corre o risco de não competir na próxima época. Em declarações à Lusa, o diretor desportivo, Jorge Piedade, assumiu que "não está fácil" encontrar patrocinador para a equipa.

"Vai ser até à última a lutar para ir para a estrada. É a crise, é o doping, são essas coisas que fazem com que o ciclismo não seja apelativo e as autarquias também não gostam de ciclismo. Neste momento, são só os carolas que tentam contornar as dificuldades para ver se conseguem formar a equipa. Se não conseguirmos, temos de partir para outra", admitiu.

Depois do inesperado recuo do projeto da Liberty Seguros, só há três equipas profissionais praticamente confirmadas no pelotão para a próxima época: LA-Paredes Rota dos Móveis, Barbot-Efapel e Boavista, cujo patrocinador ainda não foi divulgado.


In Observatório do Algarve


De equipa imbatível, a projecto em vias de acabar... Apenas 3 meses bastaram para que "o Tavira", a mais antiga equipa profissional de ciclismo no activo em todo o mundo, perdesse duas ou três das suas unidades mais influentes.

Diria que apesar de tudo, e pelo que sei, a equipa da cidade do Gilão está praticamente certa, embora com um investimento muito mais reduzido, que espero, seja o suficiente para manter nomes como os de André Cardoso ou Cândido Barbosa, na minha opinião as mais valias desta equipa para o ataque à nova época.

Quanto à equipa de Loulé, o cenário é negro e por aqui me aqui me fico...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Clube de Ciclismo de Tavira procura novo patrocinador




O Clube de Ciclismo de Tavira (CCT) está à procura de um patrocinador principal para a próxima temporada velocipédica, depois de o Palmeiras Resort ter decidido deixar de investir na equipa profissional e passar a apoiar apenas os escalões de formação.

«Ao longo destes três anos de patrocínio, a marca atingiu o target [público-alvo] que procurava e a estratégia foi alcançada. Depois, é inegável que vivemos um período complicado no mercado imobiliário, onde as empresas procuram reduzir custos», disse ao «barlavento» o presidente do CCT Jorge Corvo.

Por esta razão, o emblema tavirense tem estado a sondar o mercado, admitindo que gostaria de ver o capítulo dos patrocínios encerrado até ao final de Setembro.

Sem revelar muitos pormenores, Corvo vai dizendo que, depois da saída de David Blanco para a nova equipa da Geox, pretende iniciar «um novo ciclo de três anos», embora o projeto dependa da estratégia do futuro patrocinador e do calendário de provas nacional.

«Neste primeiro ano, creio que estaremos mais vocacionados para o mercado nacional, ao passo que os dois seguintes já poderiam ser pensados a uma escala internacional», considerou.

Apesar de, no ano passado, o pelotão nacional ter atingido mínimos históricos (por falta de patrocínios), Jorge Corvo acredita que 2011 poderá ser o ano da recuperação, embora admita que isso depende do cenário económico mundial.

Por esta razão, o responsável do Tavira continua a defender que «a região algarvia deveria unir-se na formação de uma equipa», tal como acontece na vizinha Espanha, onde regiões como a Galiza e a Extremadura ou a Comunidad Valenciana se promovem dando nomes a equipas de ciclismo.

«Além da promoção da marca Algarve, seria uma oportunidade para colocarmos uma equipa portuguesa no ProTour», continuou o também antigo corredor.

Quanto à equipa para a próxima temporada, Corvo diz já ter iniciado conversações com os atletas da casa: «estamos juntos há muito tempo e eles conhecem as nossas ideias».

Apesar de ter sido ventilada a transferência de Cândido Barbosa para acompanhar o regresso à estrada da equipa da Liberty Seguros, o presidente do CCT diz que nada está decidido.

A continuação do foguete da Rebordosa no plantel ou na estrutura técnica do Tavira são hipóteses que se começam a colocar depois da saída de Blanco.

In Barlavento Online



Escrevi no passado sobre este problema que mais cedo ou mais tarde viria bater à porta da equipa desportiva profissional de maior sucesso no Algarve dos últimos anos... Agora que o sponsor principal abandonou a aposta na modalidade, num cenário de crise económica global, vejo com pessimismo a manutenção do projecto tavirense, nos moldes em que o conhecemos nos próximos anos... Inevitável era a saída de David Blanco, mas ao menos, o que se espera é que o Centro de Ciclismo de Tavira preserve no seu meio os outros atletas que tantas alegrias tem dado aos algarvios amantes da modalidade.


A ideia da criação de uma equipa com o alto patrocínio do Turismo do Algarve não é uma ideia nova, mas devo confessar que isso só teria pernas para andar, com a fusão da equipa louletano e tavirense, diminuindo ainda mais o pelotão nacional e desta forma constítuindo uma "machadada" na competitividade da modalidade em Portugal, não obstante o alvo da equipa ser a aparição em provas internacionais do PRO TOUR por forma a promover a marca "Algarve" lá fora...

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Três mil aplaudiram vitória de David Blanco em Tavira


«Comer um frango assado, descansar e dormir». Os desejos são os mesmos de qualquer mortal, mas ganham mais relevo nas palavras do vencedor da 72ª edição da Volta a Portugal em bicicleta David Blanco, sobretudo quando se fez história.

Horas depois de ter ganho a prova, foi uma Tavira impaciente, com três mil pessoas na rua, que recebeu este domingo à noite a equipa do Palmeiras Resort/ Prio/ Tavira, saudando a terceira vitória consecutiva de Blanco ao serviço do clube algarvio na prova rainha do ciclismo nacional e a quarta em termos de recorde individual.

Na hora dos agradecimentos em palco, as palavras faltaram a um Blanco que mostrou ser mais tímido fora da bicicleta: «se não fosse pelo trabalho que está por detrás e que foi feito por toda a equipa, a Volta não vinha para Tavira», disse entre aplausos.

«Já sabem que a minha profissão é dar aos pedais, porque como speaker não ganhava muito», ironizou o ciclista galego ao serviço do Clube de Ciclismo de Tavira, não sem antes se mostrar surpreendido pelo banho de multidão. «Não imaginava que houvesse tanta gente em Tavira».

Já fora de palco, foram largos os minutos passados a distribuir autógrafos e a ser o alvo principal das muitas objetivas dos aficcionados do ciclismo tavirense.

Depois do banho de multidão e de champanhe, e em declarações ao barlavento.online, Blanco afirmou que, apesar de ter conquistado a camisola amarela muito cedo, nunca teve medo de a perder.

Com o peso das centenas de quilómetros nas pernas e depois de uma viagem de automóvel entre Lisboa e o Algarve, o corredor afirmou «ter dificuldade em pensar sobre a vitória», mas tem noção do que isso representou. «Ganhar até foi fácil», mas fazer história e igualar o palmarés de Marco Chagas «foi mais complicado».

Por essa razão, ontem mesmo David Blanco trocou algumas palavras com o até agora único ciclista a vencer por quatro vezes a Volta a Portugal.

E o que foi dito? «Brincámos sobre o facto de agora eu lhe ir retirar a estátua», revelou.

David Blanco venceu este domingo, em Lisboa, a sua quarta Volta a Portugal, a terceira ao serviço da equipa algarvia do Palmeiras Resort/Prio/Tavira.

Esta que foi a 10ª e última etapa, ligando Sintra a Lisboa, acabou por ser ganha, de forma algo controversa, pelo português Cândido Barbosa, também do Tavira.

Cândido cortou a meta em 2º lugar, ao ser ultrapassado nos últimos metros por Julien Simon, mas o Colégio de Comissários da Volta a Portugal desclassificou o ciclista francês, por sprint irregular, dando assim a vitória na tirada ao português.

David Blanco sagrou-se vencedor desta 72ª Volta a Portugal, terminando a prova com 37 segundos de vantagem sobre o seu mais direto perseguidor, o também espanhol David Bernabéu.

Blanco, de 35 anos, somou o triunfo nesta 72ª edição da Volta aos alcançados em 2006 (então ao serviço da equipa da Comunitat Valenciana), 2008 e 2009, igualando o recorde de Marco Chagas.

O ciclista espanhol da equipa algarvia ganhou também este ano a camisola verde da Montanha.


Por Filipa Antunes In Barlavento Online


Conforme prometido dissecamos nesta hora a 72ª Edição da Volta a Portugal em Bicicleta. Sem o brilho de outros anos, situação que não é alheia ao mau momento da modalidade em Portugal, fragilizada pelos escândalos de doping, pouca competitividade das equipas e do mau momento financeiro do país, aliado ao facto da ausência duma estrela portuguesa com cabedal para vencer a "Volta", acabou por ser com naturalidade que o espanhol David Blanco, de 35 anos, igualou o record de vitórias de Marco Chagas (4) e assim trouxe para o Algarve mais uma vitória.

Apesar de ser o favorito de grande parte dos analistas, David Blanco amparou-se na armada algarvia para construir o seu sucesso numa estratégia iniciada de longe por Vidal Fitas. Não é por acaso que "o Tavira" têm uma equipa tão homogénea, limada desde à alguns anos onde se destacam nomes como os de André Cardoso, Nelson Vitorino, Ricardo Mestre ou David Livramento, sem esquecer Luís Silva, Samuel Caldeira, Alexandro Marque e claro está, Cândido Barbosa...

Desta volta sobram para a equipa de Tavira três vitórias de etapa, duas de David Blanco e uma de Cândido Barbosa, ombreando com a Barbot Siper no protagonismo da corrida, embora com menos fulgor para os homens de Gaia. David Bernabeu foi um justo vencido da equipa gaiense aque se juntam dois prortugeuses em evidenciam Sérgio Ribeiro e também o homem da LA Paredes, Hernâni Broco.

Para o ano, espera-se que o panorama seja mais risonho, com a falada inclusão da equipa Liberty no pelotão nacional, enquanto por cá se espera que Loulé e Tavira, no mínimo segurem os seus valores e possam manter-se na elite do ciclismo nacional, em tempo de vacas magras...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

CICLISMO | Muito trabalho científico por trás do sucesso de David Blanco


Um vitória na Torre pode ser sinónimo de vitória na Volta a Portugal e também uma questão da mais ou menos força, mas por trás do triunfo está um trabalho quase científico.

É por isso que Benjamim Carvalho, médico do Palmeiras Resort-Prio, sabe que “David Blanco deve fazer uma média de 80 rotações por minuto” nos 28,5 quilómetros da subida à Torre, ponto final da etapa rainha da Volta, na quinta feira.

“A cadência tem a ver com a genética de cada um. Uns têm mais fibra branca, outros fibra vermelha e utilizam os seus andamentos conforme a sua histologia muscular”, explica o clínico, sublinhando que o espanhol, no caso da Torre, aplica um ‘andamento’ de 38/17, ou seja, pedaleira de 38 dentes e carreto de 17.

Trata-se de uma “cadência intermédia, nem muito pesada, nem muito leve”. E a regra, “em montanhas de longa duração, é utilizar um ou dois dentes abaixo do que normalmente utilizam”, para que os músculos digam sim quando for preciso meter mais um dente para atacar ou responder a ataques.

“Normalmente, quando ele ataca no final, mete sempre mais andamento. (…) Um ou dois quilómetros antes do final de montanhas longas, ele mete sempre a pedaleira grande, pelo facto de ter poupado energia nos quilómetros anteriores. Nem todos os ciclistas conseguem fazer isso”, acrescentou.

Neste processo, Blanco, que tem um Índice de Massa Corporal (IMC) de 20 (distribuição do peso pela estrutura), desenvolve uma potência de 6 watts por quilo de peso, o que representa 420 watts para os seus 69 quilos, um menos do que no ano passado e que lhe permite responder melhor às exigências da montanha.

Normalmente, um corredor desenvolve 5 a 6 watts por quilo. Depois há casos raros, como o de Lance Armstrong, sete vezes vencedor da Volta a França, que produz entre 6 e 6,5, com um IMC de 23. “Não é de um trepador”, diz Benjamim Carvalho.

Neste pelotão, o médico da equipa de Tavira, não vê ninguém que se destaque pela cadência de pedalada. “A nós chama-nos a atenção ciclistas que trabalham com demasiada cadência, como é o caso de Lance Armstrong, ou com cadência diminuída, como era o Jan Ullrich”.

“Ficámos por vezes entusiasmados com as cadências elevadas do Armstrong, mas ele consegue fazer isso com andamentos elevados. Houve uma tentativa de imitação, mas os nossos ciclistas verificaram que conseguiam cadências elevadas, mas com andamentos mais baixos e logo muito menos eficazes. Portanto, a cadência genética tem muito a ver com a capacidade de utilização de oxigénio de cada um”, acrescentou.

Nesse aspeto, Blanco também é um ciclista relativamente “privilegiado”, sobretudo no contrarrelógio, porque tem um VO2 máximo (volume de oxigénio) de “76 mililitros por minuto e por quilo”. Mas também uma equipa talhada para ajudá-lo na montanha.

“O grande segredo da nossa equipa na montanha é ter quatro ciclistas, que têm todos 56 quilos, portanto não andam com o saco de batatas às costas e conseguem subir muito melhor”, explicou.

O campeão nacional Rui Sousa (Barbot-Siper) sente-se como peixe na água na montanha e explica que, normalmente, usa uma “pedaleira 39 com uma mudança de 19, 21 ou 23, dependendo da velocidade e das forças”.

Ao lado da pedaleira de 39, está o ‘prato’ de 53 dentes, que se combinam com os carretos de 11 a 25. “Indo na 53 e no 11, é o andamento mais pesado e que desenvolve mais. É um andamento adequado para descidas e terrenos planos onde se anda a mais velocidade”, explicou.

No sprint utiliza-se o andamento mais pesado, “ normalmente o 53 com 11 ou 12 atrás, para pedalar menos e ganhar mais velocidade”, e que significa rolar sensivelmente 10 metros só com uma pedalada.

In Jornal do Algarve


Este é sem dúvida um dos melhores médicos ao serviço da modalidade em Portugal... Desde que começou a trabalhar com a equipa profissional de Tavira que alguns ciclistas como Nélson Vitorino ou mesmo Krasimir Vasilev, chegarem ao níovel competitivo que demosntram, o que aliado a outras situações como o fortalecimento financeiro do projecto desportivo e a sabedoria tavirense na escolha de valores para composição do plantel, sem descurar a formação de jovens ciclistas no terreno... No caso de David Blanco é espantosa a capacidade deste galego/algarvio, aqui enunciada pelo especialista da equipa de Tavira...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Uma volta a 2/5 de Portugal...



Observamos o mapa dos percursos da Volta a Portugal 2010 e verificamos que um dos factores que cada vez mais afasta o interesse da prova é a sua tendência cada vez mais provinciana, concentrando-se o percurso no interior Norte... Como tudo na vida, o que manda muitas vezes na composição das etapas são os patrocínios angariados junto das autarquias locais, mas penso ser redutor apenas esse pensamento, pois ao afastar regiões com fortes tradições velocipédicas como o Algarve e Extremadura do traçado da prova está ao mesmo tempo a reduzir a importância da mesma, condicionanado cada vez mais a projecção do evento em edições futuras.


O Algarve, com duas das cinco equipas profissionais nacionais não podia nem devia ser esquecido, e desta forma prevejo uma edição da Volta a Portugal emotiva, mas sem o brilho e mediatismo de outros anos. O doping afastou as grandes equipas nacionais (Maia e Liberty Seguros) das competições, juntando-se a isso as passagens efémeras do Benfica e Vitória de Guimarães pelas estradas nacionais, deixando o pelotão português na maior pobreza qualitativa dos últimos anos. Felizmente ainda temos entre nós a formação de Tavira, em tempos o parente pobre da competição, mas agora, o maior e melhor projecto nacional na modalidade, com dois ases para atacar a vitória. O já tri campeão David Blanco e o "rei do povo" Cândido Barbosa... Esperemos pelas etapas na estrada, mas ao contrário de muitos penso que a vitória de David Blanco não é tão previsivel quanto parece, tendo em conta alguns bons valores estrangeiros que não têm sido muito falados como Emanuele Sella (CarmioOro-NGC), Sergio Pardilla (CarmioOro-NGC) e possivelmente Patrik Sinkewitz (ISD-Neri).


Dia 15 falamos...

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A mais competitiva equipa algarvia da actualidade - Palmeiras Resort Prio Tavira e David Blanco querem nova vitória na Volta a Portugal

O ciclista espanhol David Blanco (Palmeiras Resort/Prio/Tavira) disse hoje que o seu grande objectivo para 2010 será vencer a Volta a Portugal, de forma a repetir o número de triunfos detido por Marco Chagas na principal prova velocipédica nacional.

“Vou tentar ganhar novamente a Volta, esse é o grande objectivo. A quarta vitória seria excelente e motiva-me saber que posso igualar o recordista de vitórias na prova, Marco Chagas”, referiu o corredor do conjunto algarvio, à margem da apresentação da equipa, realizada no Mercado da Ribeira, em Tavira.

David Blanco venceu em 2006 pela Comunitat Valenciana e em 2008 e 2009 pela equipa de Tavira. No último ano, recorde-se, foi 2.º classificado mas acabou por beneficiar da desclassificação de Nuno Ribeiro (Liberty Seguros), que registou um controlo «antidoping» positivo.

“Não foi bonito ganhar na secretaria. Ganhar assim não foi positivo – nem sequer fiz festa. Penso que foi uma acção que estragou o ciclismo”, comentou o ciclista espanhol.

Blanco é o chefe-de-fila de uma equipa que manteve os principais nomes e a espinha-dorsal – vencedora colectiva da Volta a Portugal em 2009 –, perdendo dois elementos (Martin Garrido e Krasimir Vasilev) que não substituiu, reduzindo o plantel para 12 corredores.

“Com a redução orçamental, foi necessário ajustar ao plantel à verba de que dispomos. Até gostaríamos de ter aqui esses dois atletas mas, face à sua saída, concluímos que tínhamos aqui jovens com características semelhantes e que não era necessário contratar substitutos”, explicou o director-desportivo Vidal Fitas.

Cândido Barbosa, André Cardoso, Samuel Caldeira, David Livramento, Ricardo Mestre, Luís Silva, Alejandro Marque, Nelson Vitorino, Daniel Mestre, Henrique Casimiro e Tomas Metcalfe são os outros elementos do plantel.

A crise obrigou a redução de cerca de 20% no orçamento, que este ano ascende a 620 mil euros. A câmara de Tavira aumentou, contudo, o seu apoio – os valores não foram revelados –, até porque o edil, Jorge Botelho, quer ver “cada vez mais vitórias”.

Projecto global procura-se...

O director-desportivo Vidal Fitas fez, à margem da apresentação, uma análise ao actual estado do ciclismo nacional, salientando que, se a sua componente profissional “não se diversificar, corre o risco de desaparecer, ou de ficar num nível muito baixo ou mesmo amador”.

Para o responsável, o futuro passará por uma equipa mais forte, capaz de se apresentar de igual para igual nas grandes provas mundiais. “Há que trabalhar nesse sentido, criando um projecto de ambições globais, rentabilizando a aposta dos patrocinadores.”

O presidente do Clube de Ciclismo de Tavira, a base desportiva do Palmeiras Resort/Prio/Tavira, concorda que “ir lá para fora é a solução”. “Podem dizer que é utópico, mas esta equipa tem valor e valia suficiente para ir ao Tour e fazer boa figura”, disse Jorge Corvo.

O problema passa por angariar os apoios financeiros suficientes para essa tarefa. “Somos uma equipa continental. Para termos o estatuto de continental profissional, era necessário dobrar o orçamento, chegar a 1,2 milhões de euros pelo menos”, estima.

“Isso depende do interesse da região em se promover lá fora e de uma outra série de factores”, frisou, salientando que um projecto deste tipo teria de nascer com um espaço de “cinco anos” até chegar ao Tour.

Escolhas para as primeiras duas provas

O director-desportivo Vidal Fitas já escolheu os corredores para as duas primeiras provas do calendário velocipédico nacional, o Troféu Pingo Doce e a Volta ao Algarve.

Já este domingo, na prova de abertura, entre Quarteira e Faro, correm Cândido Barbosa, David Blanco, David Livramento, Alejandro Marque, Luís Silva, André Cardoso, Nelson Vitorino, Ricardo Mestre, Daniel Mestre e Henrique Casimiro.

Na «Algarvia», em representação dos tavirenses vão estar: David Blanco, Alejandro Marque, Nelson Vitorino, Ricardo Mestre, Daniel Mestre, Henrique Casimiro, Samuel Caldeira e Tomas Metcalfe.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Critério ou falta dele...


Foi noticia e mais notícia será no próximo dia 12, quando o protocolo for formalizado entre a Entidade Regional de Turismo (ex. Região Turismo do Algarve) e o Sporting Clube Olhanense, que contempla o patrocínio oficial a porventura avultado financeiramente, em contrapartida da visibilidade e retorno directo e indirecto nas unidades hoteleiras algarvias e espaços de restauração, devido à presença duma equipa algarvia na Liga Sagres.

Nada tenho contra este apoio ao clube de Olhão, pois não desejo aos outros, o que não quero para mim e para os meus, apenas me espanta o critério que é tido nesta situação, quando se sabe que nem o Farense (pelo menos nos últimos anos de Liga Sagres) teve tal benesse, que por certo o ajudaria a não mergulhar duma forma profunda na crise que se conhece, quando se sabia que as contrapartidas para a região algarvia seriam sempre similares às do presente. Mas mais, com o projecto do Estádio Algarve em marcha, desde meados de 1998, não seria lógico que a partir dessa hora se olhasse para o negócio Turismo vs Futebol de outra perspectiva na região, apoiando fortemente o clube anfitrião do recinto, neste caso o Farense, que militava na 1ª Divisão, por forma que esta infra-extrutura pudesse ser palco de grandes eventos desportivos, reafirmando de vez a dimensão regional do Farense e projectando o nome "Algarve" além fronteiras?

É deste critério que me interrogo, como também me interrogo do porquê do total desprezo desta entidade para com o Centro de Ciclismo de Tavira, clube que conseguiu a maior conquista desportiva da região nos últimos anos, a vitória na Volta a Portugal em Bicicleta, e que por estes dias, têm uma mediatização brutal entre nós. Como se sabe, o "naming" das equipas de ciclismo é um veículo muito forte de marketing, divulgado na estrada, mas essencialmente nos media, situação que por exemplo, no nosso país vizinho é algo absolutamente normal, com o patrocínio forte da região da Andaluzia e da Galiza às suas equipas...

Mas aqui tudo é diferente, resta saber o porquê deste critério... Eu até imagino mas não me atrevo a escrever...

sábado, 20 de dezembro de 2008

Tavira reforça-se à campeão...

Depois da equipa de Centro de Ciclismo de Loulé ter renascido com o apoio do Louletano e também da empresa Aquashow, tendo já asseguradas as contratações sonantes de João Cabreira (ex-Maia), Pedro Lopes (ex. Benfica) ou Eládio Jimenez (ex. Paredes), é agora o Palmeiras Resort Tavira a apostar muito forte na sua equipa profissional. Longe vão os tempos em que a equipa da cidade do Gilão tinha orçamentos diminutos e equipas pouco equilibradas, onde a valentia dos algarvios (ou radicados) era a arma para conseguir vitórias de etapa... Nomes como os de Pedro Martins, Pedro Lopes, Carlos Marta ou mesmo Peter Petrov eram a imagem das nossas gentes na buscar da glória em nome dum povo. Hoje, soube-se que o Tavira garantiu a contratação do mais carismático ciclista português da actualidade, Cândido Barbosa (ex. Benfica), e também duma promessa emergente e muito cobiçada, André Cardoso (ex. Fercase). Por isso, e a juntar à manutenção de David Blanco, vencedor da Volta a Portugal 2008, o Palmeiras Resort Tavira é hoje a mais forte equipa nacional e rodará por essa Europa fora, dando visibilidade ao Algarve e a Tavira como nunca dantes... Tanto dinheiro gasto pela RTA e será que não olham para isto?

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

José Azevedo e Orlando Rodrigues assinam pelo Palmeiras Resort Tavira

José Azevedo e Orlando Rodrigues, ambos ex-Benfica, vão juntar-se à equipa tavirense, vencedora da última Volta a Portugal em bicicleta
O projecto, onde permanece o técnico Vidal Fitas, prevê a internacionalização da equipa, passando para o segundo escalão da União Ciclista Internacional - Continental Profissional -, com o objectivo de disputar uma das três grandes provas mundiais dentro de dois anos: "Tour", "Giro" ou "Vuelta".
"Eles vão ser integrados na estrutura e, a seu tempo, as funções de cada um de nós serão explicadas. Eu não vou sair. Trata-se de tornar a equipa mais ambiciosa, um projecto mais abrangente e eles são uma mais-valia. O objectivo passará por participar nas grandes provas, mas não será num tão curto espaço de tempo", disse à Agência Lusa Vidal Fitas.
José Azevedo, quinto classificado no "Tour2004" e no "Giro2001", terminou a carreira de 15 anos em 05 de Outubro, com 35, e já tinha anunciado a intenção de continuar ligado ao ciclismo de estrada na direcção de uma equipa, juntamente com Orlando Rodrigues, vencedor da Volta a Portugal em 1994 e 1995 e responsável pelas "águias" nas últimas duas épocas.
"Entre os três, cada um terá o seu papel, seja em termos desportivos ou de gestão. O objectivo é que a equipa cresça. Depois de ganhar a Volta a Portugal, a equipa quer dar sequência a esse grande resultado", confirmou à Lusa José Azevedo. - In Observatório do Algarve

Não é que não queira o sucesso da mais representativa equipa algarvia de Ciclismo, mas no contexto actual não será um passo maior que a perna, apostar tão vincadamente na presença numa das três grandes provas de etapas, sabendo à priori o esforço financeiro que será preciso, sempre a "reboque" dos patrocinadores, os quais são cada vez mais difíceis de encontrar? Dúvido que quem aposte tanto duma vez, o possa manter nos anos seguintes e espero que não seja uma ambição desmesurada esta nova política dos homens da cidade onde se come com o prato na gaveta...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Eles também são o Orgulho do Algarve - II

Tavira celebra sucesso com champanhe e fogo-de-artifício
3000 pessoas saudaram a equipa algarvia

Depois de várias horas à espera, já passava da meia-noite quando as 3000 pessoas que não arredaram pé da Praça da República, receberam a comitiva do Palmeiras Resort/Tavira, celebrando o triunfo algarvio com champanhe e fogo-de-artifício. Depois da vitória de David Blanco na 70.ª Volta a Portugal em Bicicleta, a estrutura da turma algarvia viajou do Porto em avião fretado pela autarquia tavirense e pelo patrocinador principal da equipa. “Soubemos interpretar os sentimentos dos tavirenses. Sabia que era possível esta recepção e, como se vê, valeu a pena”, disse o presidente da Câmara Municipal de Tavira, Macário Correia, que tinha viajado de autocarro na madrugada de domingo, com cerca de meia centena de representantes de várias entidades e adeptos. “Começámos a preparar tudo no sábado. Digamos que a minha experiência no ciclismo deu-me leitura suficiente para perceber que a vitória estava ao nosso alcance”, acrescentou, lembrando a figura de Brito da Mana, fundador do Clube de Ciclismo de Tavira falecido em Dezembro último. A música da banda filarmónica abriu caminho, num ambiente espectacular, para os ciclistas da equipa algarvia, recebidos com aplausos pelos milhares de tavirenses, banhados depois com muito champanhe. A mais brilhante jornada desportiva da história do concelho foi festejada madrugada dentro mas o grande herói só queria… descansar, depois da ausência de um mês e de uma prova muito dorida. “Estou muito contente, não esperava tanta gente. Agradeço aos meus companheiros, a equipa foi brilhante. Segunda-feira, só quero dormir”, disse David Blanco, com marcas em todo o corpo.
Acompanhei como sempre tenho feito, mais uma edição da Volta a Portugal em Bicicleta e foi evidente a cada dia que passava, que maior era a fé das gentes de Tavira na vitória desta prova desportiva. A figura de Macário Correia foi a pouco e pouco sendo mais requisitada pelos meios de comunicação social e no sábado, após a conquista da amarela, era notório no discurso do autarca tavirense a pura emoção dum amante da modalidade mas também da cidade onde é natural. A cada entrevista que dava, eram evidentes as lágrimas no rosto do presidente ao que ocorreu perguntar a mim próprio: "Este homem só chora?". Poderão acusá-lo de populismo mas a verdade é que se o Farense e a cidade de Faro tivessem uma figura destas como parceiro institucional nos últimos anos, decerto não estaríamos na Terceira Divisão Nacional...

sábado, 23 de agosto de 2008

Eles também são o Orgulho do Algarve!


A verdade é que a equipa profissional do Centro de Ciclismo de Tavira está a 31 kilómetros de conseguir o maior feito desportivo de uma equipa profissional algarvia nos últimos 12 anos!