domingo, 31 de agosto de 2008

E agora Farense? Portela abandona cargo de treinador, mas não foi pelos maus resultados...

O facto de não conseguir conciliar a tarefa de treinar o Farense com as duas escolas de futebol que dirige foi a principal razão apontada por Jorge Portela para justificar a demissão do comando técnico da equipa algarvia. “A decisão de sair foi tomada sexta-feira e não seria alterada com uma eventual vitória. Nunca serei nenhum obstáculo ou empecilho ao crescimento do Farense”, referiu, antes de tocar, com mais pormenor, nas causas que o levaram a tomar esta decisão. “Acertei o regresso com algumas condicionantes e vi que essas condicionantes não seriam possíveis. Como não vejo abertura da estrutura do Farense para conciliar esta missão com as duas escolas de futebol que dirijo, entendi que devia sair”, disse. Jorge Portela deixa entender, contudo, que faltou mais apoio, embora acrescente não estar a falar do director-desportivo, António Barão. “Sinto que à minha volta, desde que voltei, de certa forma não fui apoiado como devia. Mas friso que não estou a falar do director para o futebol.” O treinador deixou um recado para os adeptos, pedindo para controlar alguma euforia e exigência: “As pessoas não se iludam. Este campeonato é equilibrado e difícil. É preciso paciência – deixem a equipa crescer.” “Estarei sempre a torcer pelo Farense, pois sinto-me farense. Agradeço à claque, que me apoiou incondicionalmente – tomara que todos os sócios fossem como os da claque…”, concluiu Jorge Portela, que substituiu Carlos Costa no decorrer da última época, comandando os “leões” de Faro na subida aos escalões nacionais. Depois de um empate com o Campinense, na 1.ª jornada da Série F da III Divisão Nacional, seguiu-se a derrota (0-2) deste domingo, com o Torre de Moncorvo. O director-desportivo, António Barão, confirmou ao Região Sul a saída de Portela, revelando que será Pedro Benje a assumir o comando interino da equipa. “Vamos tentar arranjar técnico o mais rapidamente possível, mas ainda não tenho lista de nomes…

Os nervos não explicam tudo... Farense afastado da Taça

Na tarde de hoje o Farense regressou à prova rainha sob a égide da FPF, e em pleno Estádio Algarve não podia ter sido pior a resposta dos Leões de Faro. Num jogo que era aguardado com expectativa pelos adeptos farenses, na sequencia mau inicio de campeonato e das opções que Jorge Portela tinha tomado nessa partida, foi com naturalidade que se assistiu a uma revolução no onze da equipa de Faro, alicerçada essencialmente nos jogadores que se haviam sagrado campeões distritais.

Numa primeira parte fraca da equipa de Faro, cedo se percebeu que a equipa do Torre de Moncorvo estava no Algarve com a intenção de seguir em prova, e logo mostrou credenciais, tendo nos primeiros 10 minutos criado três situações de perigo junta da baliza defendida por Costa. O Farense não havia entrado bem na partida e notava-se perfeitamente o nervosismo patente nos jogadores, mas também pouca mobilidade e entrosamento, situação que era facilmente controlada pela equipa forasteira, muito unida, não dando espaços ao Farense, que apenas se acercava com perigo da baliza contrária em jogadas de bola parada, recordando nos dum dos poucos remates perigosos à baliza, quando Caras aos 18 minutos permitiu ao guardião contrário uma defesa difícil na cobrança dum livre directo.
Seria então ao minuto 28 que surgiria o lance que decidiria irremediavelmente a partida. Se o Farense com 11 jogadores já era inferior ao seu adversário, com 10 tudo se tornaria mais difícil, na sequencia da expulsão de Costa que havia jogado a bola com a mão na tentativa de evitar o golo dum adversário que surgia isolado. A jogar com dez, na sequência deste lance, pior só podia acontecer se Kula sofresse golo na marcação do livre, mas seria mesmo isso a acontecer, quiçá com algumas culpas suas, pois pareceu-nos que estaria mal colocado.
Estava então tudo mais difícil para os comandados de Jorge Portela, que esteve todo o jogo de pé, dando instruções para o campo, mas que de pouco valeram, tal foi a desorganização da equipa. Diríamos mesmo que as melhores ocasiões de golo até ao fim da primeira parte seriam do Torre Moncorvo, recordando duma saída deficiente de Kula ao qual um jogador nortenho respondeu de fora da área com um remate a passar muito perto do poste esquerdo da baliza sul do Estádio Algarve.

Na segunda parte o jogo pouco mudou de cariz, com a equipa da Torre de Moncorvo a jogar na expectativa e a tentar aproveitar os deslizes dum Farense desesperado e sem ideias para chegar á igualdade. Aos 54 minutos surgia então um lance perigoso do Farense por Né, na sequência dalguma pressão ofensiva da equipa o que empolgaria o publico por instantes, levando ainda a acreditar que seria possível dar a volta. A juntar a isto, um dos jogadores nortenhos que haviam entrado no jogo cometeria uma agressão a Bruno, trazendo nova igualdade em unidades em campo. O Farense tinha então cerca de meia hora para pelo menos empatar a partida e forçar o prolongamento. Mas nem mesmo assim a equipa reagiu da melhor maneira, notando-se claramente uma pecha na construção de jogo para os atacantes que tantas vezes foram vistos desamparados e muito afastados na frente de ataque, entregues á defesa contrária. Outro dos factores que prejudicou a fluidez de jogo foi o claro anti jogo dos jogadores do Torre de Moncorvo, situação que contudo não explica a má exibição do farense e incapacidade para criar lances perigosos de bola corrida. E foi neste contexto que o Torre de Moncorvo fecharia o resultado final com um segundo golo que acabaria por tirar quaisquer duvidas aos adeptos algarvios, num resultado que acaba por ser justo face ao que foi exibido pelas duas equipas. Arbitragem razoável.

Ficha de Jogo: Estádio Algarve (Parque das Cidades)
16h00, 31/08/2008
Assistência: 450 espectadores
FARENSE 0-2 TORRE DE MONCORVO


(28 mn, por Marqueiro, na cobrança de um livre frontal a 20 metros da mesma, o jogador nortenho coloca bem a bola e aproveita o mau posicionamento de Kula, que estava muito puxado para a sua direita)
(89 mn, por Zé Tiago, na sequência dum contra ataque, e aproveitando a recarga num remate dum colega seu que havia sido defendido por Kula)

Farense: Costa; Amílcar, Ruí Graça, Né, Caras; Arlindo, Barão, Everson(Bruno 59mn); Cannigia (Kula 28mn), Paulinho, Edinho(Della Pasqua 71mn). Treinador: Jorge Portela

Taça de Portugal >> Farense - Torre de Moncorvo


sábado, 30 de agosto de 2008

Juniores Farenses estreiam-se com empate ante Louletano

O Farense deu inicio nesta tarde à sua caminhada no Campeonato Nacional de Juniores, regressando a esta divisão após alguns anos de ausência. Diante do Louletano, equipa com maior experiência no escalão e com boas classificação nos últimos anos, a equipa de Faro ofereceu aos seus sócios e adeptos uma medíocre exibição, pautada pelo esforço e entrega dos jovens farenses mas no qual havia pouca imaginação, inteligência e correcto posicionamento em campo, dado "esquecimento" do jogo pelas alas preferencialmente jogado pelo meio tornado-se assim confuso, com a bola ser jogada muitas vezes aos repelões. Mesmo o próprio Louletano, que teve ligeiro ascendente na partida, mas de quem se esperava mais, não teve agradável exibição, pelo que o nulo foi sem dúvida o resultado mais justo mas também o mais equacionado na cabeça das pessoas que assistiram ao encontro.

O Jogo, Os Bilhetes...
É com tristeza que o dizemos, mas é lamentável toda a situação gerada em torno da publicitação dos jogos dos Juniores e dos bilhetes para os mesmos. Não raras vezes fui interpelado nas ultimas semanas por alguns adeptos do futebol algarvio, acerca do grande Farense-Louletano que seria jogado dia 30, explicando pacientemente aos mesmos que o "tal" jogo era de Juniores... Sim, porque nas largas dezenas de cartazes afixados com cerca de um mês de antecedência(de louvar ainda assim esse esforço) pelo concelho de Faro em nenhum deles se fazia menção a esse facto, confundindo assim as pessoas que iriam comprar gato por lebre... Mas mais, porque foi oferecido pelos jogadores dos Juniores e também outras pessoas do Staff, o cartão de jogos dos juniores, que teria o preço para sócio/não sócio de 35 euros, permitindo o acesso aos 15 jogos caseiros desta prova, situação inédita e não muito correcta na minha modesta opinião. E explico porquê: porque o futebol juvenil não é para fazer dinheiro! Por muitos prémios que se possam ter apalavrado aos jogadores, não posso admitir, que como sócio, se peça um cartão anual para uma prova deste género. O Clube, como Instituição de Utilidade Pública que é, frutoda promoção desportiva nas camadas de formação no futebol e nas modalidades, actividades que são suportadas pelos sócios mas principalmente pela autarquia Farense. Meus amigos, não estamos a falar de Futebol Profissional, mas sim de camadas jovens... Se algo está mal na distribuição de verbas, esse aspecto compete à Direcção decidir e não privar os sócios do futebol de formação. Perante algum burburinho e fracasso criado em torno desta ideia e também do preço de bilhete por jogo de 4,5 euros, foi com espanto tive conhecimento que a entrada seria gratuita... (Agora imaginem se eu tivesse comprado o cartão?) Se havia algumas pessoas amigas indecisas ir ao S.Luis neste sábado assistir a partida, algumas acabaram por vir, mas contrariando essa informação posta a circular, fomos surpreendidos com um bilhete de 2 euros, sem discriminação de sócio/não sócio... Imaginem a imagem dada nesta situação e tendo em conta que os bilhetes já estavam emitidos (não seria de hoje), pergunto se esta situação não terá sido premeditada pelos seus autores? Ainda para mais no cartaz que anexamos neste Blog, não havia também menção a preços de entrada, o que é normal suceder em jogos de Seniores.

Por fim, quero apenas realçar que o que nos move neste momento não é o valor do bilhete em si, mas sim este ziguezague e publicitação incorrecta, situação que nada dignifica a imagem do Sporting Clube Farense, marca quase centenária e símbolo da cidade capital do Algarve.

Dakar Series chega ao Algarve no 2.º fim de semana de Setembro

Euromilhões é patrocinador principal do PAX Rally
2.ª prova do Dakar Series vai ligar Lisboa a Portimão e está em contagem decrescente

O Euromilhões é desde a passada sexta-feira, 22 de Agosto, o principal patrocinador do PAX Rally em Portugal. Os Jogos Santa Casa e a João Lagos Sports assinaram naquele dia em Lisboa o acordo de parceria que coloca o Jogo que cria excêntricos todas as semanas na designação oficial da prova. O Euromilhões PAX Rally em Portugal é a continuação do envolvimento dos Jogos Santa Casa nos projectos da JLS e em particular no todo-o-terreno, depois da feliz união no Euromilhões Lisboa-Dakar ao longo dos últimos 3 anos e revela a confiança depositada nesta aventura impar, que está em contagem decrescente para a sua realização. “Não faria sentido organizar este rallye sem a participação do Euromilhões, marca de referência que volta a apostar na organização de mais um grande evento desportivo associado ao Dakar”, comentou Joana Lemos, Presidente da Comissão de Organização do PAX Rally. Cobertura televisiva mundial A primeira edição do PAX Rally em Portugal, que se realiza entre os dias 10 e 14 de Setembro de 2008, vai contar com uma cobertura televisiva de dimensão mundial. Assim, antes do primeiro veículo sair para a estrada, já cerca de 160 países mostraram imagens do PAX Rally e de Portugal. Canais como o Eurosport, RTL, Fox Sport International ou RTBF, entre muitos outros, já se associaram ao evento organizado pela João Lagos Sports, assegurando a emissão de compactos diários que irão chegar a mais de 160 milhões de lares. Por cá, em Portugal, a RTP detém os direitos televisivos e vai dedicar vários programas ao evento ao longo das suas emissões da RTP e RTPN. A Organização, em conjunto com o Eurosport, disponibilizará ainda um programa final de 52 minutos, já adquirido por várias estações dos cinco continentes. Os programas seguirão toda a emoção na luta pelos primeiros lugares mas haverá também tempo reservado para dar a conhecer as histórias do dia e as aventuras dos pilotos amadores.
Competitividade de elevado nível
Com o aproximar da data de encerramento das inscrições no Euromilhões PAX Rally 2008, já são vários os nomes mundiais que confirmaram a sua presença nesta prova com o Label Dakar Series. Assim, Portugal pode esperar uma competição ao mais alto nível, com os principais pilotos internacionais a não perderem a oportunidade de se defrontarem em solo nacional. Refira-se que antes do Argentina/Chile, no final de Abril, o Euromilhões PAX Rally será também palco do último tira-teimas em Budapeste. Carlos Sainz (Volkswagen) sagrou-se vencedor Central Europe Rally com apenas 2m,01s de vantagem sobre Stephane Peterhansel (Mitsubishi) e 6m34s sobre o alemão Dieter Depping (Volkswagen). Estes três nomes vão estar de novo frente-a-frente no PAX Rally, mas a vitória tem mais pretendentes. Nani Roma e Luc Alphand reforçam a armada da Mitsubishi, enquanto a Volkswagen tem em Giniel de Villiers mais um trunfo a ter em conta. A estes junta-se o Team BMW-X Raid, com o sempre espectacular Nasser Al-Attyah e Orlando Terranova, que têm como objectivo dificultar a vida aos da frente. Do Japão vem o consagrado Kenjiro Shinozuka, com as cores da Tecnosport Team e de França a Subaru Team, com Morgan Picard. Se a nível internacional a competição está recheada de estrelas, os portugueses também não querem deixar os créditos por mãos alheias e à partida vão estar importantes nomes do todo-o-terreno nacional. Ricardo Leal dos Santos, Hélder Oliveira, Pedro Grancha, Alexandre Ré e Francisco e Nuno Inocêncio entre outros, já confirmaram a sua presença na única portuguesa com a chancela Dakar Series. À cabeça do pelotão luso vai estar Filipe Campos, o actual líder do Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno, que depois do fantástico terceiro lugar na última Baja Espanha, voltará a medir forças com as principais estrelas da modalidade ao volante do de BMW X3.
Nas duas rodas a emoção não será menor. Se a KTM traz a Portugal as suas vedetas Cyrill Despres, Marc Coma e David Casteu (vencedor da primeira prova do Dakar Series), a Honda Europa far-se-á representar por oito concorrentes, determinados a interromper a senda de vitórias da marca austríaca. Entre os concorrentes portugueses, destaque para a presença de Ruben Faria, Hélder Rodrigues, Bianchi Prata e Paulo Gonçalves, entre outros, todos com grandes hipóteses de lutar pela vitória numa prova recheada de grandes nomes internacionais do todo-o-terreno. Sobre este tema, Joana Lemos, Presidente da Comissão Organizadora, referiu: “Estou bastante confiante, e sobretudo muito satisfeita com o nível elevado de concorrentes que temos, quer em motos quer em carros, é sem duvida um forte garante para um grande espectáculo, e alta competitividade que todos eles vão proporcionar a todos os amantes desta disciplina que é o TT”.
Esta é uma das provas inseridas no projecto "Dakar Series", que foi criado no sentido de minimizar as perdas recorrentes da anulação da edição deste ano do Euromilhões Lisboa-Dakar. Sob a organização da João Lagos Sport e com o precioso patrocínio do Euromilhões, a prova que decorre em solo exclusivamente português, trata-se apenas duma amostra da grandeza e carisma que o Rally Paris-Dakar deixou aos amantes dos TT ao longo de muitos anos. Contando com a presença dos melhores pilotos mundiais das especialidades e prova (Automóveis, Motas, Quad's e Camiões), não acredito contudo que se aproxime dos números de presença de público nas estradas das ultimas duas edições do DAKAR em Portugal, onde se chegou a falar de cerca de 600 mil pessoas num só dia... Como recordação desses tempos, deixo-vos um vídeo de Luc Alphand, registado em Janeiro de 2007 na zona da Comporta.

video

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Cabecinha no "ar"....

A recepção mais que merecida que a marchadora do Clube Oriental de Pechão, Ana Cabecinha teve no dia de hoje, foi sem dúvida o melhor agradecimento que se podia prestar a esta atleta alentejana, algarvia por adopção, que dignificou o nome do Algarve ao mais alto nível em Pequim, cotando-se entre as 8 melhores atletas mundias desta especialidade... Feliz o País (neste caso Região) que reconhece o mérito dos Seus em altura própria... O Clube já o fez, agora restam as Entidades Oficiais, que julgo eu, não tardarão a tomar tão digna iniciativa.
P.S. Após a edição deste texto, tive conhecimento que Francisco Leal, presidente da autarquia olhanense também esteve presente na recepção à atleta, o que não invalida que o repto ainda esteja lançado para as Entidades de abrangência regional...

Farense 2008/2009 - O plantel

In Revista AFAlgarve, Agosto 2008

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Farense abre Campeonato Nacional de Juniores com derby ante Louletano

Avião com destino às Canárias aterra de emergência no aeroporto de Faro

Um avião que transportava 210 passageiros da companhia aérea Thomas Cook, com destino às Canárias, aterrou hoje de emergência no Aeroporto de Faro, disse à Agência Lusa fonte da ANA.
A aeronave, um Boeing 757, aterrou de emergência em Faro cerca das 12:45 mas tudo "correu com normalidade", de acordo com fonte da ANA, empresa que gere os aeroportos portugueses. A mesma fonte acrescenta que o voo transportava passageiros do Reino Unido ao arquipélago das Canárias e que o pedido de aterragem em Faro faz parte da "actividade normal dos aeroportos"."Quando o comandante detecta alguma situação que não estava prevista pede para aterrar no aeroporto mais próximo e foi o que aconteceu", sublinhou. A aterragem de emergência do voo de ligação às Canárias acontece uma semana depois do desastre em Madrid, que envolveu um avião da Spanair cujo destino era aquele arquipélago espanhol.
Mais um voo com destino às ilhas Canárias (Espanha), o segundo no espaço de 7 dias, em que há problemas com o avião... Felizmente, sem o fim trágico do acidente de Madrid.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Festas da Cidade de Faro'2008


Para além de Luís Represas, no dia anterior 5 de Setembro, também no palco da Doca, será a vez dos farenses BubbleBath e dos Stone marcarem presença para celebrar a Noite da Juventude. Sem dúvida, um agradável programa para a noite de sexta feira, complementando o fim de semana festivo no concelho Farense.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Fim de Semana Desportivo em Análise - Época 2008/2009

Estamos de regresso para mais uma época desportiva e neste ano, já com o Farense nos escalões nacionais do futebol português. O inicio do campeonato deu-se neste fim-de-semana e com participação de seis equipas algarvias, entre elas o SC Farense. A jogar na sua casa perante a equipa vizinha de Loulé, o Campinense, o Farense não foi além dum empate 2-2, resultado ainda assim lisonjeiro, face à má exibição dos comandados de Jorge Portela. Em Silves, noutro derby algarvio o Louletano começou desde já a cimentar a sua posição de candidato e bateu os locais por 0-2. Enquanto isso nos outros jogos das equipas algarvias, sinal positivo para o Algarve pois tanto Messinense como Quarteirense sairam vencedores, respectivamente sobre Pescadores da Costa da Caparica, fora por 0-1 e diante do Juventude de Évora em Quarteira por 3-1.

Na Segunda Divisão B, as duas equipas Algarvias estiveram em grande na estreia do campeonato. A jogar fora, tanto Lagoa como o Beira Mar de Monte Gordo obtiveram vitórias preciosas, para o objectivo manutenção que decerto estará nas mentes dos seus dirigentes. O estreante Beira Mar deslocou-se a Torres Vedras e bateu a equipa local por 0-1 graças a um golo de Fernando, que esteve na calha para ingressar neste defeso no Farense, enquanto o Lagoa foi a Massamá ganhar ao Real por 1-0.

Por fim, na Liga Vitalis mais duas vitórias para as representantes algarvias, que com estes triunfos ganham nova moral para as próximas semanas. No Zé Arcanjo, com Hugo Leal e Sá Pinto na bancada, o Olhanense sofreu para vencer o Estoril mas foi justo vencedor por 3-2 enquanto que na cidade de Portimão, a equipa local bateu o Varzim por 2-1.

Afinal foi mesmo penalty

"Contra o coro de críticas, protestos e até ameaças que começaram em Paulo Bento e se espalharam em rede por comentadores encartados, ex-árbitros-comentadores e outros especialistas, o penálti assinalado pelo juiz-auxiliar Luís Ramos, que o árbitro Paulo Baptista confirmou, foi bem assinalado. Tem, pelo menos, uma base regulamentar aplicável. Trata-se, de resto, de uma conhecida recomendação do International Board, a que a FIFA deu seguimento, e que, pelo menos os senhores árbitros tinham obrigação de conhecer, a começar pelo sr. Paulo Baptista. Que diz a tal recomendação? Que os senhores árbitros, perante um jogador defensivo que inicie uma acção faltosa sobre um atacante fora da grande área (por ex., um agarrão), que venha a terminar dentro da grande área, devem assinalar grande penalidade! Precisamente o que aconteceu (o agarrão do texto da recomendação é apenas um exemplo) no jogo de sábado entre o Sporting e o assustador Trofense. O mais surpreendente em tudo isto foram as proporções do protesto “oficial” leonino em relação a uma jogada quando a equipa já ganhava, não ao FC Porto ou ao Benfica, mas ao Trofense, e por uma margem folgada (3-0), uma jogada, como se viu, sem consequências para os donos da casa (a expulsão de Polga era inevitável, em qualquer circunstância). Mas eis que, de súbito, como se se tratasse do principal jogo da jornada, colunistas, especialistas e alguns jornalistas apareceram a fazer amém às queixas de Paulo Bento, arrasando, não o árbitro Paulo Baptista, que pôs o rabinho de fora, reconhecendo um erro que não cometeu, mas o pobre juiz auxiliar Luís Ramos. Um jornal desportivo, como quem colabora para o clima de violência social de um País que deixou de ser de brandos costumes, anunciava ontem em parangonas balísticas que “Luís Ramos está sob a mira da SAD leonina”. O que é preocupante, para lá do surto de amnésia colectiva sobre normas regulamentares que deviam ser conhecidas, e respeitadas, é a dimensão das reacções a uma decisão de uma equipa de arbitragem, sem consequências, num jogo em que os donos da casa esmagaram o seu frágil adversário. O que não seria, se fosse num jogo importante e uma decisão com influência no resultado? As generalizações sobre a arbitragem feitas pelo treinador do Sporting, antes e depois deste caso, no seu estilo sincopado e repetitivo, mostram, aliás, um Paulo Bento tenso e irritável (como se viu nalgumas respostas a jornalistas), o que constitui para mim, que o tinha por um homem tranquilo, uma surpresa. E um mau sinal para, como acentua sempre o doutor Hermínio, esta Liga Sagres…sem álcool"

Por Rui Cartaxana,

Eles também são o Orgulho do Algarve - II

Tavira celebra sucesso com champanhe e fogo-de-artifício
3000 pessoas saudaram a equipa algarvia

Depois de várias horas à espera, já passava da meia-noite quando as 3000 pessoas que não arredaram pé da Praça da República, receberam a comitiva do Palmeiras Resort/Tavira, celebrando o triunfo algarvio com champanhe e fogo-de-artifício. Depois da vitória de David Blanco na 70.ª Volta a Portugal em Bicicleta, a estrutura da turma algarvia viajou do Porto em avião fretado pela autarquia tavirense e pelo patrocinador principal da equipa. “Soubemos interpretar os sentimentos dos tavirenses. Sabia que era possível esta recepção e, como se vê, valeu a pena”, disse o presidente da Câmara Municipal de Tavira, Macário Correia, que tinha viajado de autocarro na madrugada de domingo, com cerca de meia centena de representantes de várias entidades e adeptos. “Começámos a preparar tudo no sábado. Digamos que a minha experiência no ciclismo deu-me leitura suficiente para perceber que a vitória estava ao nosso alcance”, acrescentou, lembrando a figura de Brito da Mana, fundador do Clube de Ciclismo de Tavira falecido em Dezembro último. A música da banda filarmónica abriu caminho, num ambiente espectacular, para os ciclistas da equipa algarvia, recebidos com aplausos pelos milhares de tavirenses, banhados depois com muito champanhe. A mais brilhante jornada desportiva da história do concelho foi festejada madrugada dentro mas o grande herói só queria… descansar, depois da ausência de um mês e de uma prova muito dorida. “Estou muito contente, não esperava tanta gente. Agradeço aos meus companheiros, a equipa foi brilhante. Segunda-feira, só quero dormir”, disse David Blanco, com marcas em todo o corpo.
Acompanhei como sempre tenho feito, mais uma edição da Volta a Portugal em Bicicleta e foi evidente a cada dia que passava, que maior era a fé das gentes de Tavira na vitória desta prova desportiva. A figura de Macário Correia foi a pouco e pouco sendo mais requisitada pelos meios de comunicação social e no sábado, após a conquista da amarela, era notório no discurso do autarca tavirense a pura emoção dum amante da modalidade mas também da cidade onde é natural. A cada entrevista que dava, eram evidentes as lágrimas no rosto do presidente ao que ocorreu perguntar a mim próprio: "Este homem só chora?". Poderão acusá-lo de populismo mas a verdade é que se o Farense e a cidade de Faro tivessem uma figura destas como parceiro institucional nos últimos anos, decerto não estaríamos na Terceira Divisão Nacional...

domingo, 24 de agosto de 2008

Farense estreia-se de forma tímida com empate 2-2 ante o Campinense

Na tarde de hoje, o Farense iniciou a sua participação no Campeonato Nacional da Terceira Divisão, a qual não foi da melhor forma, em virtude da exibição descolorida e desconexada que apresentou mas principalmente pelo empate caseiro obtido que deixa os candidatos assumidos à promoção já a dois pontos dos principais rivais.
Jorge Portela apresentou um onze surpreendente, deixando no banco jogadores da qualidade de Né, Brasa ou Edinho, autênticos esteios da equipa na passada temporada em detrimento de alguns jogadores, que à imagem do mero observador não teriam lugar na equipa titular. Só algum factor extra desportivo poderia explicar tais ausências, e o facto é que o Farense saiu penalizado perante tantas mudanças.
A primeira parte iniciou-se com algum equilibrio e quando o Farense tentava já a organizar a casa, Paulinho inauguraria o marcador, com um golo espectacular. Contudo com o decorrer da partida o Campinense foi respondendo e poderia mesmo ter empatado em consequência do futebol agradável da equipa de Loulé.

A segunda parte iniciaria-se então da pior maneira para a equipa de Faro, com o espectacular golo de Léo a empatar a partida, o que intranquilizou a equipa de Faro que passou um mau bocado e esteve à beira da cambalhota no marcador pois a equipa do Campinense, jogando um futebol mais dinâmico foi sem dúvida a equipa mais perigosa nesse período, ao que Jorge Portela tentou responder trocando as suas apostas furadas, por jogadores de maior valia na tentativa de inverter a situação adversa. E chegaria mesmo à vantagem por Edinho, quando faltavam ainda 19 minutos para se jogar, pensando-se que com este golo o Farense poderia encarar o resto da partida de melhor maneira. Mas seria novamente o Campinense a chegar à igualdade pelo ex-Farense Pintassilgo, trazendo parcial justiça ao resultado, pois a acontecer a vitória, teria que ser para os homens de Loulé. Arbitragem mediana.

Ficha de Jogo: Estádio Algarve (Parque das Cidades)
17h00, 24/08/2008
Assistência: 850 espectadores
Árbitro: José Albino
FARENSE 2-2 CAMPINENSE
(Paulinho 21 mn, Edinho 72mn; Filhó 47mn, Pintassilgo 79mn)

Farense: Kula; Cannigia, Ruí Graça, Wilson, Duarte; Arlindo, Barão, Luís Afonso(Della Pasqua 85mn), David Justo(Brasa 61mn), Paulinho, Bruno (Edinho 55mn) Treinador: Jorge Portela

Cortesia de imagem: Blog Leões de Faro

Na casa dos Vizinhos...

Para bem da nossa Região, espero bem que esta vitória seja a primeira de muitas que levem o Olhanense até à Liga Sagres. Na manhã de hoje, a equipa rubro negra rubricou um agradável primeira parte e o resultado que levou para intervalo (2-1) não espelhava a superioridade evidenciada perante o Estoril. Contudo, a equipa da "Linha" entrou forte, chegou à igualdade e chegou-se a temer o pior no Zé Arcanjo... Jogando um futebol nervoso, o Olhanense garantiu a vitória muito perto do final, com Djalmir a ser a figura da partida, marcando os três golos da equipa de Olhão e selando o resultado final de 3-2 para os "nossos" vizinhos.

sábado, 23 de agosto de 2008

Eles também são o Orgulho do Algarve!


A verdade é que a equipa profissional do Centro de Ciclismo de Tavira está a 31 kilómetros de conseguir o maior feito desportivo de uma equipa profissional algarvia nos últimos 12 anos!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Ouvi dizer que esta moça é campinense...

Por isso, se se confirmar este boato que pode ser lido aqui, ainda nos arriscamo-nos a ver esta adepta nas bancadas do Estádio Algarve no próximo domingo... Aproveito desde já a oportunidade para lançar um aviso aos jogadores do Farense: Olhem só para a baliza... Nunca para as bancadas...

Certificados Internacionais: o velho problema no ínicio dos campeonatos

Ao ler esta notícia, relativa ao jogador espanhol recém contratado pelo Benfica, José António (not Camacho) Reyes, fico sempre com a sensação de que há sempre algo que não é trabalhado da forma mais profissional pelos clubes intervenientes nos negócios e pelas respectivas Federações... Ainda ontem se podia ler no jornal "A Bola" que o Farense têm um jogador nessa situação, Everson, e pelo artigo se percebia que a dúvida da utilização do jogador subsistiria até ao dia de hoje. Parece me contudo que o caso do Farense não será flagrante, até porque se trata também duma transferência dum clube Chinês para os Leões de Faro, o que por via dessa barreira linguística e geográfica nem sempre é fácil de contornar. Agora o caso encarnado é grave, tendo em conta a proximidade das Federações em causa, dos clubes em causa e das relações que existem entre ambos, mas principalmente do tempo que Reyes já treina no clube da Luz. será que em 3 semanas não foi mesmo impossível desbloquear situação? Por que motivos? Burocráticos é certo, mas isso não é resposta para tudo... Agora imagem a cara de Quique Flores se uma das suas "coqueluches" não estiver disponível para o derby com Porto....

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Farense inicia campeonato com derby algarvio

Cabecinha em lugar de prestigio, Évora salta para a história

Dia grande para o Algarve, mas sobretudo para Portugal. Depois da estreante Ana Cabecinha, atleta do Clube Oriental de Pechão bater o record nacional de Susana Feitor, datado de 2001, por sete segundos, terminado a prova dos 20 kms marcha num prestigiante 8.º lugar, foi Nélosn Évora proporcionar ao País momentos de emoção e alegria, que com o passar do tempo se transformaram num orgulho imenso perante este feito inolvidável. A medalha de Ouro nos Jogos Olimpicos foi entregue a Portugal pela 4.º vez na sua história, o que deixa o atleta do Benfica num circulo restrito, mas há um facto que ninguém pode negar. É que foi a primeira medalha de Ouro em Olimpíadas que um Portugês alcançou numa disciplina técnica do atletismo... Simplesmente brilhante!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Direcção do Farense lançou "operação de charme" para vender o Estádio

Estamos altamente esperançados na venda. Não estivemos parados: temos mostrado o produto a várias entidades, portuguesas e estrangeiras, de todo e qualquer tipo”, disse hoje à Agência Lusa o presidente da direcção do clube, Gomes Ferreira.
Em causa estão cerca de 35.000 metros quadrados de construção aprovada pela Câmara Municipal de Faro – 29.700 metros quadrados (m2) para habitação e 5.000 m2 para comércio, serviços e lazer –, além dos 27.000 m2 de estacionamento subterrâneo.
O valor base de 14 milhões de euros foi definido tendo em conta "a área de construção e os preços médios de venda por metro quadrado", disse Gomes Ferreira.
A venda do Estádio de São Luís, em Faro, é "a única opção" para que o clube possa apagar o passado, "limpando o passivo, que ronda os dez milhões de euros, e ficando com uma verba que lhe permita começar de novo".
"Não havia outra opção. Que tem mais o Farense que pudesse colocar à venda?", questionou o responsável, que integra a comissão de venda do recinto mandatada pelos sócios do clube.
Apesar de o negócio ter sido aprovado em Março de 2007 pelos associados do Farense em Assembleia Geral, só um ano e meio depois é que o processo está em fase de conclusão.
A demora explica-se pela intransigência dos credores da Farense Futebol, SAD, que só em Junho último aprovaram a redução da dívida do clube para com a SAD, de 2,3 milhões para 500.000 euros.
Esse foi o último passo para a assinatura da acta final do Plano Extrajudicial de Conciliação (PEC), a qual está "prevista para início de Setembro", acrescentou Gomes Ferreira.
O Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI) é o instrumento que permite ao clube pagar as suas dívidas à Segurança Social e Fazenda Pública de forma faseada.
O acordo obriga, contudo, a que a primeira prestação seja saldada até ao final do mês seguinte à assinatura (neste caso, Outubro próximo), pelo que a venda do Estádio de São Luís terá de ser efectivada neste período.
A data de 08 de Setembro é o prazo definido para a recepção de propostas, que serão abertas nesse mesmo dia, com os eventuais investidores presentes.
A comissão de venda procederá a um leilão entre os que tiverem apresentado as três melhores propostas ou adjudicará à melhor oferta em carta fechada, caso não haja licitação.
"Esperamos que a venda não fique abaixo dos 14 milhões de euros e estamos convictos de que não ficará. Mas nos negócios tudo depende do momento", sustentou Gomes Ferreira.
O responsável lidera uma direcção que se tem mantido em funções mesmo tendo sido eleita para um mandato de dois anos em Julho de 2004, com a promessa de sair depois da venda do estádio.
"A direcção só está lá para resolver este assunto. Foi com ela que nasceu e é com ela que vai ser resolvido. Queremos deixar tudo em condições para que outros possam pegar no barco sem constrangimentos", concluiu o dirigente.
A venda do São Luís - ficam de pé o edifício-sede e o ginásio - tem provocado alguma amargura entre os sócios do clube, junto dos quais o rumor que corre é de que poderá nascer naquele espaço um centro comercial El Corte Inglés.
Em termos desportivos, o futebol sénior voltou ao clube há dois anos nos distritais e ascendeu esta época à III Divisão Nacional, com as ambições a passarem por nova subida: o regresso ao patamar maior do futebol nacional é a meta a longo prazo.

Faltam médicos no Algarve

Os recursos humanos do sistema de saúde do Algarve estão a crescer a um ritmo inferior ao aumento da população, o que, em particular no Verão, provoca congestionamentos nas várias unidades.
Ao CM chegaram nas últimas semanas várias queixas de residentes e turistas por demora no atendimento."Em 2005, estavam inscritas 420 mil pessoas nos centros de saúde e agora temos 500 mil. A população cresce a um ritmo muito superior ao do número de médicos e não estamos a incluir os turistas", constata Rui Lourenço, presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve. Ainda assim, aquele responsável faz um balanço "positivo" ao que já vai decorrido do Verão. "Atendendo aos condicionalismos existentes e aos recursos disponíveis, as coisas estão a correr bem."Nos últimos meses, os centros de saúde passaram a adoptar o sistema de triagem de Manchester, deixando de atender por ordem de chegada. "A alteração provocou alguma confusão nos utentes, em particular nos residentes, mas está a traduzir-se em vantagens, mais acentuadas a médio e a longo prazo, com o sistema afinado." A isto, em particular em Albufeira, junta-se a circunstância de 10 mil dos 40 mil residentes não terem médico de família por falta de clínicos. "Acabam por recorrer muitas vezes ao Serviço de Atendimento Permanente por dificuldades na retaguarda", explica Rui Lourenço.
Utentes desagradados
"Sou natural e residente em Albufeira e já estou habituado a longas esperas no centro de saúde...", queixa-se Ricardo Silva, de 35 anos, a quem tinha sido atribuída uma pulseira amarela. "Aguardo há cerca de três horas e não sei quando me atenderão. Estes problemas vivem-se todo o ano e não apenas no Verão, mas nesta época do ano dão uma péssima imagem do concelho, que vive do turismo. Se quiser marcar uma consulta, espera dois ou três meses." Não menos desagradado estava José Reis Martinho, residente em Lisboa. "Já lá vão mais de duas horas e o meu filho ainda não foi chamado." Sílvia Ramalho foi com a mãe ao centro de saúde na sexta-feira para aplicar uma injecção, mas "disseram-me que teria de esperar muito tempo e preferi recorrer a um particular."
Estão em curso obras nas Urgências dos hospitais do Barlavento (Portimão) e de Faro, que devem ficar concluídas até ao final do Verão. Os trabalhos "vão permitir um serviço mais humanizado e de melhor qualidade", diz Pedro Quaresma, director clínico da unidade de Portimão, que promete "acabar com as macas nos corredores", a partir de Outubro.Em Portimão, a resposta no Verão "tem sido boa: há mais dez a vinte doentes por dia, comparativamente a 2007, mas estamos mais bem organizados."
Em Faro, registaram-se mais cem doentes em Julho do que em 2007 e o hospital garante que não há falta de meios humanos. O Hospital Central do Algarve, a construir no parque das cidades vai resolver boa parte dos problemas actuais. O equipamento terá 574 camas de internamento, custará 267 milhões de euros e abre em 2013. Destinada a descongestionar as Urgências, esta consulta foi implementada em 2006 e estende-se este ano a seis centros de saúde, mais um do que no ano passado. O concelho de Albufeira é o mais crítico no período do Verão: a população, devido ao turismo, cresce de 40 mil para 300 mil habitantes.
In AlgarvePress

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Farense enfrentará Torre de Moncorvo na Taça

O Farense conheceu hoje o seu adversário para a primeira eliminatória da Taça de Portugal, sendo a equipa de Torre de Moncorvo a equipa que lhe calhou em sorte. Após 2 épocas de ausência da prestigiada competição organizada pela FPF, onde da última vez que participou, na época 2005/2006 se viu derrotado na primeira eliminatória pelo Atlético por 6-0, o Farense terá agora a possibilidade de se redimir, procurando ir o mais longe possível na prova, tendo para isso de eliminar a equipa do Torre de Moncorvo, que milita na Terceira Divisão Série B num jogo marcado para o dia 31 de Agosto no Estádio Algarve, livrando-se assim duma longa viagem à região de Trás os Montes.

Críse Olimpica, a imagem de um País

Enquanto este senhor prova numa competição internacional inigualável que é um dos melhores do mundo do desporto, recordista absoluto de medalhas(de ouro) conquistadas em Olimpíadas, por exemplo ao contrário de muitos desportistas da nossa praça que são apelidados de "melhor do mundo" mas que nos momentos decisivos teimam em deixar a desilusão no ar. E não me limito aos atletas olímpicos mas também ao Futebol... Olhando para as Olimpíadas, onde diga-se de passagem, Portugal está ter uma participação com resultados desastrosos, aos quais se somam algumas declarações polémicas.... Imagino que quando chegarem a Portugal ainda vai haver "batatada", a avaliar por as criticas entre colegas de Missão....

  • Vanessa Fernandes: "Acho que falta atitude. Falta mesmo. Terem um pouco a consciência do que é um evento como estes. Isto tem de vir mesmo do coração e não sinto muita gente a vir (para os Jogos) com isso cá dentro. Vêm cá e... pronto. Olha, está feito. Aqui tens de competir a fundo, mas isso é que é difícil" (...) "Como não assumem a responsabilidade deles, começam a julgar coisas exteriores. A desculpar-se ou a criticar alguém ou alguma coisa. É patético. É a pior coisa que um atleta pode fazer"
  • Vicente de Moura: "Nós preparamos os atletas desportivamente, mas culturalmente não, a educação não é connosco. É para o povo português. Todos temos que ter educação, olhar para a bandeira e saber que temos o povo português todo atrás de nós. Não podemos esquecer isso e não podemos defraudá-lo"(...)"Aqui não há desculpas! Fizemos o nosso trabalho todo. Estamos aqui para dignificar Portugal. Se não conseguirmos, temos a consciência que o trabalho foi feito"
  • Marco Fortes: "Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na “caminha”. Lançar a esta hora foi muito complicado. Apesar de ter entrado bem na prova, com dois lançamentos longos com mais de 19 metros, no último lançamento as pernas queriam era estar esticadas na cama"
  • Telma Monteiro: "Não tivemos uma competição justa. Lutei um pouco contra os árbitros. Saí com vontade de rir. Pensei que estava a lutar contra quatro pessoas. Mas nem quero dar isso como desculpa. Quando estamos num dia para ganhar, entramos e projectamos a outra pessoa por Ippon se for preciso, mesmo que os árbitros não estejam a ajudar"
  • Vânia Silva: "Estava bem, fiz o aquecimento bem. A única explicação é que, infelizmente, não sou muito dada a este tipo de competições. Em campeonatos da Europa, campeonatos do Mundo e Jogos Olímpicos, o melhor que fiz foi 63 metros nos últimos Jogos Olímpicos"
  • Contudo, destaco no fim disto tudo, o que disse Francis Obikwelu, imagem da pura humildade deste jovem africano que disse apenas isto: "Sinto que já não posso dar mais a Portugal, alegrias como as que dei. Tenho muitos problemas de joelho, é avida, chegou a hora (...) Só estou triste por não me ter despedido com a medalha com que sonhei- ou pelo menos com a final. Não fui capaz. Não tenho de arranjar desculpas, só de pedir desculpa aos portugueses. Portugal pagou para estar aqui e eu não fui á final. Este é o meu trabalho, falhei. Como o meu joelho já não deixa, hoje fiquei com essa certeza, não vale a pena Portugal andar a gastar dinheiro comigo".

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

S. Luís está à venda a partir de hoje

O Estádio de S. Luís está à venda a partir de hoje, podendo os interessados entregar propostas até 8 de Setembro. O Farense definiu como valor base do negócio 14 milhões de euros.“Os problemas pendentes vão conhecer uma resolução em breve”, refere, com notória satisfação, o presidente do clube, Gomes Ferreira.
O Farense espera arrecadar um pouco mais de 14 milhões com a venda do S. Luís e de alguns espaços adjacentes, valor “um pouco acima” do passivo apurado. “Todas as dívidas serão liquidadas e o clube partirá para uma nova fase da sua existência, na qual importará manter os pés bem assentes no chão”, adianta Gomes Ferreira. A Câmara Municipal de Faro viabilizou para o espaço uma área de construção de 29.700 metros quadrados, 5 mil metros quadrados de comércio, serviços e escritórios e 27 mil metros quadrados de estacionamento, num parque subterrâneo.
O clube regressou esta época à 3.ª Divisão, depois de ter caído nos distritais, por força das dívidas.

domingo, 17 de agosto de 2008

Blog "Algarve Farense" um pouco por todo o mundo


Foi com orgulho que hoje verificámos que já passámos a fasquia das 20 mil páginas vistas, que se traduzem em cerca de 15000 visitantes de todos os continentes do planeta durante estes 8 meses que o projecto "Algarve Farense" está online.
Trata-se dum projecto pessoal, sem quaisquer intenções lucrativas e que apenas se move pelo pensamento critico mas desinteressado sobre a nossa Região, o Algarve, e do Clube de coração, o Farense, não esquecendo nunca alguns factos da actualidade que consideremos relevantes... Bem sabemos que as opiniões expressas neste espaço, nem sempre são alvo da concordância geral, mas nem Jesus a todos agradou...
Agradeço a todos a confiança depositada e prometo continuar o trabalho até aqui desenvolvido da melhor forma possível, o que nesta época será mais difícil, desportivamente falando, mas para o qual peço a todos a compreensão.

Farense vence e deixa boa imagem em Espanha

Na tarde/noite de ontem, o Farense disputou a sua última partida de preparação para a temporada e desta feita em território estrangeiro, aproveitando a oportunidade para projectar o nome do Clube na Andaluzia, em virtude da boa imagem deixada pela equipa e também pela boa representação da claque South Side Boys que mais uma vez proclamou a grandeza dos Leões de Faro pelos sítios onde o Farense joga, ainda que estivessem em larga minoria relativamente aos adeptos espanhóis.
Encontrámos em Ayamonte uma infra estrutura nova, que incorpora para além do relvado para o futebol (e atletismo), equipamentos contíguos para a prática de atletismo, o que permite a funcionalidade do estádio, prejudicando um pouco a visibilidade do espectador, em virtude da pista que separa as bancadas do relvado.
E foi nesse relvado amplo e em excelentes condições que se apresentou o Farense, perante um equipa do Ayamonte que tentou de certo modo iniciar a partida sem grandes preocupações, numa partida, que sem ser jogada a grande velocidade, estava a ser agradável nos primeiros instantes, sendo o equilíbrio a nota dominante. Contudo, o Farense assenhorou-se do jogo, e sem imprimir um ritmo alucinante, conseguiu de certa forma empurrar o Ayamonte para o seu meio campo, desenvolvendo jogadas interessantes, em transições rápidas à procura dos alas que estiveram em nível muito aceitável, obra também da entreajuda a meio campo que proporcionou a recuperação de bolas que rapidamente eram colocadas na frente. Embora sem ter muitas chances de golo, percebia-se que seria o Farense a inaugurar o marcador, o que aconteceu com justiça, a meio da primeira parte num grande golo de David Justo, permitindo ao Farense obter outra tranquilidade e confiança para resto da partida. Neste ultimo jogo de preparação, Jorge Portela apresentaria um onze que se manteve em campo mais tempo que das outras vezes, mas pareceu-nos que 2/3 jogadores potenciais titulares foram poupados, casos de Luís Afonso, Brasa, Della Pasqua ou mesmo Edinho, situação que não invalidou a boa exibição da equipa, essencialmente na primeira parte.

Na segunda parte, a equipa da casa fez o seu papel, dado que estava a ser derrotada por duas bolas ao intervalo e quereria mostrar aos seus adeptos e associados outra face. Mas nem sempre o fez com o melhor discernimento e dinâmica, tendo o Farense controlado a partida defensivamente, com um ou outro calafrio o que é perfeitamente natural. Os adeptos locais ainda acreditaram no empate, na sequência do golo andaluz, fruto dum remate de fora da área, mas o Farense soube controlar bem a partida, tendo Portela a partir dessa altura mexido mais na equipa para refrescar o meio campo. Em resumo, vitória justa dos Leões de Faro, numa jornada agradável de futebol, em que arbitragem também esteve em plano aceitável.

Ficha de Jogo: Estádio Municipal Blas Infante (Ayamonte, Andaluzia, Espanha)
20h30 (hora espanhola), 16/08/2008
Assistência: 500 espectadores
AYAMONTE 1-2 FARENSE


(24 mn, por David Justo, boa subida de Duarte pela esquerda, tirando um bom cruzamento para Bruno que falha por pouco o cabeceamento. A bola sobra para o lado contrário, onde aparece Justo, junto da quina direita da área a desferir um excelente pontapé que se aloja junto do canto superior direito da baliza andaluz)
(35 mn, por Bruno, na sequência dum cruzamento rasteiro de Justo na direita, o guarda redes e o defesa andaluz não conseguem aliviar a bola e Bruno, muito oportuno, dentro da pequena área conclui facilmente a jogada)
(71 mn, por Guille, num remate colocado dentro da meia lua dum jogador andaluz, reduzindo aí a diferença)

Farense: Kula; Cannigia, Ruí Graça, Wilson, Duarte; Arlindo, Barão, Everson; David Justo, Paulinho, Bruno. Treinador: Jorge Portela
Jogaram na segunda parte: Luís Afonso, Né, Edinho, Caras, Della Pasqua, Andrezinho, Amílcar e Brasa.

sábado, 16 de agosto de 2008

No negócio da FAGAR, quem defende a população farense?

Na sequência da discussão do modelo de financiamento da FAGAR, recebemos um comunicado com a posição política do Bloco de Esquerda de Faro acerca da situação, o qual vos apresentamos. Cumpre informar que o blog Algarve Farense não têm qualquer conotação política nem intenções dessa génese, sendo os seus comentários no sentido independente e de caracter editorial. Neste caso apenas está a corresponder a uma solicitação do BE, que como qualquer força política da Região pode também usufruir deste espaço para divulgação das suas tomadas de posição sobre matérias de interesse regional, permitindo ao leitor uma melhor compreensão e conhecimento sobre questões do interesse público.
  • NO NEGÓCIO DA FAGAR,
    QUEM DEFENDE A POPULAÇÃO FARENSE?
A Assembleia Municipal de Faro, na sua última sessão do passado dia 30 de Julho, rejeitou por maioria a proposta de alteração do modelo de financiamento da FAGAR, apresentada pela empresa e pelo executivo camarário.
De imediato, o Gabinete da Presidência da Câmara emitiu um comunicado justificando a proposta e acusando os partidos da oposição de, com a rejeição, obrigarem à paralização das obras de saneamento em curso em algumas zonas rurais do concelho.

1.
O Bloco de Esquerda de Faro recusa publicamente qualquer responsabilidade numa eventual paragem dessas obras.
Muitos dos projectos em que elas se integram começaram por ser elaborados há já nove anos, ainda na vigência dos anteriores Servicos Municipalizados! Serviram de pretexto e objectivo prioritário para a extinção daqueles Serviços e criação da FAGAR, entre 2003 e 2005. Foram revistos no fim desse ano, com a entrada da actual maioria camarária. Finalmente, tiveram início em Julho do ano passado.
Ainda assim, apenas uma reduzida parte de todas as obras prometidas. A maioria está somente em projecto, ou nem isso. E outras obras há, no sistema de esgotos, na diminuição das perdas de água, que, quando chegarem, chegam com quase meio século de atraso!

Não faz sentido querer-se assacar responsabilidades a quem não participou em quaisquer daquelas decisões, se posicionou e posiciona contra elas.
Não é correcto jogar-se com a justa aspiração de todos os munícipes em terem abastecimento de água e saneamento básico, cujas ligações e serviços nas áreas rurais têm de pagar a preços bem elevados, para obrigar a factos consumados na hora da decisão política.
O BE de Faro recusa a política do facto consumado que é mãe da irresponsabilidade total, mesmo perante graves erros cometidos. É essa política que levou à existência de autênticos sorvedouros das finanças municipais como o Estádio do Parque das Cidades e o actual Mercado Municipal, sem que ninguém inverta tais decisões ou por isso preste contas.

2.
Aquilo que verdadeiramente ameaça a continuação das obras é o tremendo erro da criação da FAGAR. A sua situação financeira hoje é bem pior do que a dos Serviços Municipalizados em 2005 e em 2003. E isto sem que a empresa tenha cumprido um único dos principais objectivos a que se propôs, embora promova a renovação completa do equipamento informático, elabore projectos de novas instalações, etc., como se vivesse uma brilhante situação.
Pior ainda, durante este período, o tarifário sobre os consumidores subiu 15% a partir de Março de 2007, e 27% para os anos de 2008 e 2009 em conjunto. Sendo exigidos mais aumentos pelas Águas do Algarve, pelos sócios privados da empresa e pelo estudo em que se baseia o novo modelo de financiamento proposto pela Câmara.

Em contrapartida os parceiros privados beneficiam, desde o início, de um acordo “leonino” a seu favor (palavras do próprio presidente da autarquia) na partilha da FAGAR com a Câmara, que afinal nada sabe ganhar ao deter a maioria do capital.
Os parceiros privados nunca cumpriram a sua obrigação na entrada de capital e de investimento para a empresa, mesmo podendo fazê-lo em grande parte “em espécie”. Por imposição da lei, esta “engenharia financeira” deixou de ser legal. Este facto e a situação de crise da FAGAR levaram à apresentação das alterações ao financiamento e à estrutura da empresa.
Mas de novo os sócios privados, em vez de serem penalizados, voltam a ser os beneficiários das alterações propostas, pois mantêm ou até melhoram a sua taxa de rentabilidade na empresa e muito pouco assumem dos investimentos, dado que se pretende que passem a ser feitos por empréstimos bancários a contrair pela FAGAR. Em contrapartida, a Câmara aumenta as suas responsabilidades na empresa, caso esta continue a dar prejuízo. Em última instância, é a autarquia e não os privados, a salvaguarda das perdas financeiras da empresa, com grande perigo de ultrapassar a capacidade de endividamento camarário, já de si tão limitada actualmente.

O BE de Faro recusa assumir qualquer responsabilidade neste negócio de alto risco para o município e para a bolsa dos cidadãos farenses. Exige-se que os sócios privados da FAGAR dêem a cara! Afinal, enquanto eles estão calados que nem ratos, é a Câmara quem assume publicamente a defesa do negócio.
Exige-se saber tudo o que está por detrás dele, quando é o próprio presidente da autarquia que recomenda cautela nas negociações, uma vez que, do lado de lá da parceria, está uma multinacional!?

3.
O BE de Faro não tem dúvidas em apontar o culpado desta situação: o bloco central dos interesses há muito instalados no concelho, a mesma moeda de duas faces. Uma, económica – os senhores da especulação imobiliária, dos negócios cuja a alma é o segredo, dos tachos e das cunhas – outra, partidária – o PS e o PSD, ora ganha um, ora ganha o outro.

4.
O caminho defendido pela actual maioria da Vereação e que a respectiva oposição não renega, só tem um fim, seja ou não hoje assumido – a completa privatização da FAGAR. Desde as manobras das multinacionais da água, às pressões nacionais desse negócio, ao simples gesto da Câmara em “não exercer a preferência” de aquisição das acções do sócio privado que abandonou a empresa, tudo aponta nesse sentido. Por isso, também manteve o sagrado respeito pelos “compromissos existentes” ao integrar, com grande custo para o orçamento da FAGAR, o sistema multimunicipal de saneamento do Algarve a cargo da empresa Águas do Algarve.

O BE de Faro recusa seguir esse caminho. A água é um bem inegociável. Porque é um bem natural, intrínseco à vida no Planeta e à vida humana. Porque é um bem cada vez mais escasso e frágil, cuja qualidade e poupança é fundamental garantir.
É crime fazer disso um negócio onde impera o objectivo do lucro. Se a água tiver que ter um preço, só pode ser um preço social, equitativo e quanto baste para assegurar os custos dos meios necessários à sua preservação e distribuição. Só o Estado, enquanto servidor de todos os cidadãos, ao mesmo tempo que combate o desperdício, tem condições para assumir, com justeza, esse preço social.

5.
O BE de Faro reafirma a posição tomada na Assembleia Municipal. Com a convicção de que a Câmara, assim tenha vontade política para tal, pode com vantagem ser ela a pedir os empréstimos bancários e propor-se aos fundos comunitários, pois, já hoje, é ela o avalizador final do seu suporte e cumprimento. Com a convicção de que o município e os cidadãos farenses só têm a ganhar com a reversão da FAGAR à sua condição anterior ou, em alternativa, a transformação em empresa municipal de capitais e gestão exclusivamente autárquicos.
Faro, 11/08/08
A Comissão Coordenadora Concelhia
do BE de Faro

José Apolinário pede mais eventos para viabilizar Estádio Algarve

A lotação do Estádio Algarve deverá esgotar sábado no jogo da Supertaça de futebol entre Porto e Sporting, mas a Câmara de Faro pede maior empenho e investimento do Governo, privados e outros municípios para a realização de mais eventos.

"A autarquia está a passar o cabo das tormentas", admitiu José Apolinário, em entrevista à Agência Lusa, referindo-se ao encargo de dois milhões de euros por ano que a Associação de Municípios Loulé/Faro (AMLF) tem com o Estádio do Algarve.
Para enfrentar o sufoco financeiro, o socialista José Apolinário apela ao Governo para que se "envolva mais" na realização de eventos naquele campo de futebol, mas pede também "mais envolvimento financeiros de outros municípios" da região e da "iniciativa privada".
"Confesso que esperava um maior empenho do ministério da Economia e do Turismo de Portugal para fazer eventos ao Estádio Algarve", preferencialmente ligados ao "Allgarve", admitiu, salientando que o único evento agendado no âmbito do programa turístico foi o "Rally de Portugal".
Com o jogo da Supertaça de sábado, onde o Sporting e F.C. Porto se defrontam, Apolinário prevê atingir pela segunda vez a lotação no Estádio Algarve: cerca de 30 mil lugares ocupados.
A primeira enchente assinalou-se a 22 de Março com a final da Taça da Liga entre Vitória de Setúbal e Sporting.
O "Estádio Algarve pode começar a ver a luz no túnel em 2008", com o concurso lançado para o projecto do Hospital Central do Algarve e o Laboratório de Saúde Pública já a funcionar, acredita José Apolinário, que até Novembro é o presidente da Assembleia-Geral da Associação de Municípios Loulé/Faro (AMLF).
O Estádio Algarve é o campo de treino do Louletano e do Farense, equipas que têm treinado duas vezes por semana naquele espaço e vão continuar nesta época, garantiu José Apolinário, relembrando que o Farense subiu para a III Divisão Nacional e que o Louletano desceu da 2ª B para a III Divisão.
Os jogos do Farense têm uma assistência média de três mil espectadores, um número que, ainda assim, suplanta muitos dos jogos da 1º Divisão. Nos jogos do Louletano, o número atinge, em média, os 1.500 espectadores.
Desde que foi inaugurado para o Euro 2004, o Estádio Algarve foi palco de 105 jogos oficiais, 156 treinos, e 26 jogos amigáveis, lê-se no relatório de actividades de 2007.
O estádio foi ainda palco de 51 espectáculos, nomeadamente concertos, filmes publicitários, 36 acções de formação e seminários, e eventos de carácter social, como um casamento.
Segundo José Apolinário, as receitas até Março deste ano são de cerca de 2,8 milhões de euros e suplantaram as despesas, porque "houve transferência das autarquias de Faro e Loulé" e houve "cedência do espaço para colóquios, parque de estacionamento, espectáculos", entre outras fontes de receita.
O autarca recusa a ideia de que o Estádio do Algarve seja um "elefante branco", mas admite que é sempre um projecto "difícil a curto prazo". O autarca acredita mesmo que pode transformar-se num projecto "estruturante" para a região a médio e longo prazo.
Segundo Apolinário, o ministério da Economia chegou a equacionar um conjunto de iniciativas para valorizar o Estádio Algarve na altura da criação do "Allgarve", nomeadamente a construção de um casino, mas os eventos foram, no entanto, deslocados para outros municípios algarvios, nomeadamente resorts de luxo em concelhos vizinhos.
A concretização do programa "Allgarve" envolve um investimento financeiro dos municípios que recebem os espectáculos, e conta ainda com a contribuição financeira dos resorts turísticos onde decorrem os eventos.
O concerto do músico Caetano Veloso, em Albufeira, por exemplo, contou, para além do apoio financeiro da autarquia, com o contributo do hotel de luxo "Real Santa Eulália", que pagou um terço do custo total do espectáculo.
In AlgarvePress, citando agência Lusa

Como é possível que venham jogar areia para os olhos dos outros ao dizer que a assistência média do Louletano é de 1500 espectadores?? Nem a do Farense chega a essa média como todos sabemos... No caso do Louletano, pelo que me tenho apercebido a média rondará os 200 espectadores, situação verificada "in loco" e me confirmada por pessoas próximas que normalmente assistem aos jogos... Toda a gente sabe que Loulé é uma terra de ciclismo, em detrimento do futebol, pelo que até se estranha é como o clube de ciclismo da terra, que estoicamente está a competir na Volta a Portugal, nem um patrocinador principal têm, situação inversa à do Louletano, que tendo muitas modalidades, canaliza muitos dos apoios privados para o futebol. Ao acompanhar ontem a transmissão da etapa da Volta, entristeceu-me a pergunta de Pedro Martins, repórter RTP, no final da etapa, a Joaquim Gregório, ciclista do CC Loulé dizendo "Vocês quase que pagam para fazer ciclismo profissional?!"... E Joaquim Gregório, sem afirmar peremptoriamente, disse que é com muito sacrifício que muitos dos ciclistas competem no Clube, elevando o nome da cidade pelo País... Bravos Homens estes, mereciam outra atenção, mas se Loulé é terra de ciclismo, os empresários nem por isso o são... E assim, nem Ciclismo, nem Futebol.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Em vésperas da final da Supertaça no Estádio Algarve, vale a pena reflectir sobre este números...

Estádio Algarve no prejuízo
A empresa que gere Estádio Algarve teve prejuízo de 939 mil euros em 2007


A empresa municipal que gere o Estádio Algarve registou um prejuízo de 939 mil euros em 2007 e deverá fechar o ano com um saldo negativo de 605 mil euros, revelou à Agência Lusa fonte oficial.
"Poderemos dizer com toda a certeza que as receitas suplementarão os custos, aquando da maturidade do empréstimo [2022]", referiu fonte da Sociedade de Concepção, Execução e Gestão Parque das Cidades (SCEGPC), que gere o Estádio Algarve.
As duas autarquias envolventes - Loulé e Faro - contraíram, em 2002, um empréstimo de 17 milhões de euros, por um prazo de 20 anos, para financiar a construção do Estádio Algarve e infra-estruturas conexas para receber jogos do Campeonato Europeu de Futebol, o "Euro 2004".
A mesma fonte salientou que o resultado de 2007 foi "claramente influenciado pelo valor elevado das amortizações do exercício na ordem dos 1,8 milhões de euros".
"Tendo por base o valor das amortizações do exercício verifica-se que os resultados operacionais do exercício de 2007, através dos fluxos gerados, foi positivo na ordem dos 108 mil euros", acrescentou.
Para este prejuízo contribuiu também a diminuição das transferências de subsídios das duas autarquias em cerca de 400 mil euros, as receitas dos "eventos de natureza desportiva e de carácter educacional" que ficaram abaixo do orçamentado, e o "agravamento dos custos financeiros derivados ao aumento das taxas de juro e do atraso das comparticipações das bonificações da componente PIDDAC".
Até ao momento, os dois municípios já transferiram cerca de 40,6 milhões de euros para a empresa municipal.
Só em 2007, a despesa total ascendeu a 3,9 milhões de euros, mais 500 mil euros do que em 2006.
De acordo com documentação fornecida pelo presidente da câmara de Faro, José Apolinário, o custo final da obra atingiu os 38 milhões de euros.
Mas de acordo com a auditoria realizada em 2005 pelo Tribunal de Contas (TC), só o estádio custou 46,1 milhões de euros. Em termos globais, as obras representaram um investimento de 66,3 milhões de euros.
A fonte da SCEGPC justificou esta diferença com o facto de o valor mencionado no relatório do TC "incluir, além das respectivas empreitadas, os encargos relativos ao projecto, terrenos adquiridos e expropriados, trabalhos de integração paisagística, coordenação e fiscalização de obras, os quais foram imputados parcialmente a cada componente [estádio, acessibilidades, estacionamento, outros]".
Em 2007, a empresa municipal gastou cerca de 125,9 mil euros na "conservação e manutenção de bens" e 708,8 mil euros em vigilância e segurança.
Ainda segundo com o relatório de actividades, as dívidas de curto prazo da empresa atingiram o montante de 429 mil euros em 2007, e as dívidas de médio e longo prazo 20,4 milhões de euros.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Farense já conhece calendário e joga a sério daqui a 10 dias

Sabendo que as data do campeonato já estavam alinhavadas pela Federação Portuguesa de Futebol, ainda assim não posso esconder o meu desagrado pela forma como o processo foi conduzido, tendo este sorteio se realizado a apenas 10 dias do inicio da competição... As trapalhadas do FPF só poderiam acabar desta forma, pois para além do actual formato ter sido mal suportado, alterando-se a forma de pontuação a meio do campeonato na sequência das desistências de equipas noutras séries, a FPF não foi mais uma vez célere na decisão e deixou o tempo correr até meados de Agosto. Apenas e só Lamentável!
Posto isto, apresentamos o sorteio:

Terceira Divisão Série F

  • 1ª jornada (24.08.2008) Farense-Campinense
  • 2ª jornada (07.09.2008) Castrense-Farense
  • 3ª jornada (21.09.2008) Farense-Atlético
  • 4ª jornada (28.09.2008) Barreirense-Farense
  • 5ª jornada (05.10.2008) Farense-Juventude
  • 6ª jornada (12.10.2008) Messinense-Farense
  • 7ª jornada (26.10.2008) Farense-Louletano
  • 8ª jornada (02.11.2008) Pescadores-Farense
  • 9ª jornada (16.11.2008) Farense-Quarteirense
  • 10ª jornada (23.11.2008) C.Piedade-Farense
  • 11ª jornada (30.11.2008) Farense-Fabril
  • 12ª jornada (07.12.2008) Lusitano-Farense
  • 13ª jornada (14.12.2008) Farense-Silves

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Farense apresentou-se com derrota por 1-3 frente ao Olhanense


Foi num fim de tarde agradável que caía sobre a capital algarvia, que o Farense se apresentou aos seus sócios e adeptos para mais uma temporada desportiva que brevemente terá inicio oficial. Num jogo festivo, o convidado para defrontar a turma da capital algarvia foi o Olhanense, equipa vizinha e rival do Farense, com o qual se confunde muita da história do futebol algarvio e das rivalidades entre estas duas cidades nas ultimas dezenas de anos. Actualmente a militar na Liga Vitalis, o Olhanense vive uma realidade desportiva completamente diferente dos Leões de Faro, que agora voltam a “afiar as unhas” em busca de novas conquistas que a recoloquem no caminho dos grandes palcos do futebol nacional. Por isso, não é com demérito que o Farense digerirá este desaire no seu jogo de apresentação por 1-3, resultado normal, mas que não pode ainda assim ser ignorado, tendo em conta a inconsistente exibição dos comandados de Jorge Portela.

Num jogo que se iniciou a um ritmo lento e com equilíbrio entre as equipas, dispondo mesmo o Farense da primeira grande oportunidade para marca, por Brasa de cabeça, seria o Olhanense a mostrar a sua mais valia e maior entrosamento com o decorrer do tempo, aproveitando as falhas defensivas do Farense, e terminando a primeira parte com uma vantagem de dois golos. Perante um adversário mais adulto, o Farense encontrou dificuldades na circulação de bola e não conseguiu controlar as movimentações dos jogadores mais adiantados da formação de Olhão que ao aparecerem soltos não enjeitaram a oportunidade e desnivelaram a balança a seu favor, perante uma equipa caseira, ainda à procura da rotina de jogo.

Na segunda parte, após Jorge Portela já ter efectuado 7 alterações no onze inicial, seria o Olhanense a desiquilibrar ainda mais o marcador, chegando ao 0-3, sem que ainda se tivesse completado uma hora de partida, o que deixava os adeptos locais desanimados perante tamanhas facilidades. A perder por 3 bolas, o Farense acabaria por colocar Bruno ao lado Edinho e como que por “magia”, seria na jogada imediata o golo do Farense, por Justo, dando ainda algumas esperanças aos aficcionados farenses. Os Leões de Faro procuraram a iniciativa de jogo mas com pouco sucesso, esbarrando no Olhanense, que se limitou a controlar a partida, terminando com uma merecida vitória. Arbitragem fraca.

Ficha de Jogo: Estádio S. Luís (Faro)
20 horas, 13/08/2008
Assistência: 450 espectadores
FARENSE 1-3 OLHANENSE


(41 mn, por Ricardo Silva, na conversão duma grande penalidade, jogada junto à linha de fundo na esquerda do ataque olhanense, cruzamento tirado e possível lance de mão na bola. Ricardo Silva é chamado para marcar e engana Costa, enviando a bola para a sua esquerda)
(44 mn, por Fábio Marques, na sequencia dum cruzamento da esquerda, Fábio aparece junto ao poste esquerdo da baliza de Costa completamente solto e encosta a bola para dentro das malhas)
(55 mn, por Ricardo Silva, jogada iniciada por Ricardo Silva no meio campo ofensivo, deixando a bola na esquerda e desmarcando-se de imediato, esperando o cruzamento do jogador a quem endereçou a bola. Nesta pequena sequencia acaba por marcar facilmente o 0-3 num golpe de cabeça)
(61mn, por David Justo, num remate à entrada da área na meia direita, interceptado pela defesa olhanense e traindo o guarda redes Ricardo Campos)

Farense: Costa; Amílcar, Rui Graça, Wilson, Duarte; Arlindo, Barão, Luís Afonso; Paulinho, Della Pasqua, Brasa. Treinador: Jorge Portela
Jogaram na segunda parte: Kula (Bruno Miguel), Caniggia, Né, Hernâni, Caras; Litera (Libânio), Toni (Everson), Justo, Edinho, Bruno, Andrezinho.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

S.Luís à venda... O Fim do berço dos Leões de Faro, o ínicio duma nova Era...

In Jornal Correio da Manhã

O velho problema da saúde no Algarve...

Com algum aproveitamento político (ou talvez não), Pedro Santana Lopes deixa-nos em testemunho próprio uma ocorrência de à poucos dias, no qual põe a nu a debilidade do serviço de urgências na Região nesta altura do Verão... Parece que só quando "um de fora" fala é que as coisas podem efectivamente ser desbloqueadas... Ao menos que seja assim, mas só acredito quando vir a situação solucionada...

domingo, 10 de agosto de 2008

Noites agitadas no sotavento algarvio

Em pleno Agosto, quando o Algarve vê o numero de residentes triplicar, as noites algarvias (nesta caso no Sotavento) ficam manchadas pelo clima de insegurança na sequência de dois acontecimentos, que não sendo habituais na região, não serão decerto o melhor cartaz para a nossa Região...

Festa da Ria Formosa até dia 16 de Agosto em Faro

Aí está mais uma edição da Festa da Ria Formosa - o grande evento da verdadeira gastronomia algarvia à base de produtos da Ria Formosa, e a decorrer no Largo de S. Francisco, em Faro, de 31 de Julho a 16 de Agosto de 2008. (...)
A Festa da Ria Formosa é organizada pela VIVMAR - Associação dos Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, em parceria com a Ambifaro, e com a preciosa ajuda de outras entidades públicas e privadas do concelho de Faro.
Com entrada livre e abertura às 19:00 horas, este certame gastronómico, onde todas as noites os visitantes podem saborear todo o tipo de marisco, nomeadamente camarão, santola, búzio, amêijoa, berbigão, ostras, etc., para além de muitos outros pratos regionais que têm por base o saboroso e delicioso marisco da Ria Formosa, como por exemplo, a feijoada de marisco, as papas de milho com berbigão, o arroz de marisco, o arroz de lingueirão, a feijoada de buzinas, as amêijoas na cataplana, entre muitos outros, oferece ainda um vasto programa de animação que decorre todas as noites no palco da festa (...)
Em ambiente familiar e animado, onde o marisco é rei, a Associação de Viveiristas e Mariscadores da Ria Formosa, recebe anualmente milhares de visitantes que se deliciam com os petiscos e iguarias que a Ria tem para oferecer.
Em simultâneo a esta festa irá decorrer a I Mostra Náutica, também no Largo de São Francisco.

Por decisão da Vivmar, a festa foi este ano prolongada até dia 16 de Agosto. Aqui fica o programa da animação para estes dias:
11 Ago - Desfile de Moda e o grupo Blind Pilot.
12 Ago - Tiago Bettencourt e Manta - Emanuel Silva.
13 Ago - Ai Pode
14 Ago - Luis Galrito.
15 Ago - Filipe Romão e Luis Rocha.
16 Ago - Quim Ferreira.

In Mais Algarve


Acredito que para os lados de Olhão, a decisão da VIVMAR poderá não ter sido bem recebida por toda a gente, face à possível concorrência que proporcionará ao Festival do Marisco, que se realizará na cidade Cubista de 11 a 16 de Agosto, na qual se paga entrada, mas que se usufrui dum bom cartaz de animação para cada uma das noites.

sábado, 9 de agosto de 2008

Farense obtêm nulo diante do Lagoa

O Estádio de S.Luís foi palco nesta manhã para mais um jogo de preparação do Farense no qual a equipa de Faro, jogando com um adversário dum escalão superior, não foi inferior e logrou empatar a zero num jogo mastigado a meio campo e com poucas situações de golo para as duas equipas.

A primeira parte iniciava-se então e o Farense acabaria por entrar bem na partida mostrando boa atitude e alguma mobilidade no ataque, onde se nota que alguns jogadores já conseguem desenhar alguns movimentos sem bola, proporcionando linhas de passe para o condutor da mesma. Com a equipa do Lagoa a defender um pouco adiantada, o Farense tinha dificuldade em incomodar as redes adversárias e algumas vezes os seus atacantes se viram apanhados na armadilha do fora de jogo, o que tornou a partida algo chata pois a somar a isso, os jogo ia-se tornando quezilento e foram várias as interrupções que impossibilitaram a fluidez de jogo jogado. Gradualmente o Lagoa foi equilibrando as contas e dispôs de 1/2 situações de golo nesta primeira parte.
Terminado o primeiro tempo com um resultado justo, face ao equilíbrio observado, Jorge Portela apresentou um onze totalmente diferente, incluindo ao mesmo tempo Bruno e Della Pasqua na frente, não abdicando contudo do 4x2x3x1, tendo alternado a posição de pivot destes dois jogadores ao longo do tempo em que actuaram em simultâneo. A melhor situação de golo do Farense surgiria mesmo por Della Pasqua, que ao receber um excelente passe a rasgar do meio campo, apareceu "cara a cara" com o guardião adversário, efectuando um chapéu curto que por uma nesga não se anichava nas redes contrárias. Por seu turno, a jovem equipa de Lagoa ia cada vez mais defendendo, atacando com poucos elementos, e os Leões de Faro, embora com maior iniciativa, pouco conseguiram de relevante até ao final da partida, fruto do congestionamento de jogo e meio campo, numa partida disputada até ao fim, onde rarearam os remates perigosos. Arbitragem mediana.
Ficha de Jogo: Estádio S. Luís (Faro)
10 horas, 09/08/2008
Assistência: 100 espectadores
FARENSE 0-0 LAGOA


Farense: Kula; Amílcar, Rui Graça, Wilson, Caras; Arlindo, Andrezinho, Luís Afonso, Paulinho, Everson; Edinho. Treinador: Jorge Portela
Jogaram na segunda parte: Costa, Caniggia, Né, Hernâni, Duarte; Barão (Libânio), Litera, Brasa, Justo; Della Pasqua(Toni), Bruno.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Estações de Serviço no Algarve já tomam precauções para a Supertaça

É caso para dizer: restaurante prevenido vale por dois!

Taxa de ocupação turística desce em Julho

Faro em destaque pela negativa (ou talvez não)...

A taxa de ocupação global média/quarto nas unidades de alojamento no Algarve situou-se nos 84,4 por cento em Julho, o que representa uma quebra de 3,5 pontos percentuais face a 2007.
Os dados da Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA) indicam que o volume de vendas total registou uma descida de 3,4 por cento relativamente ao período homólogo de 2007.
Por zonas geográficas, as maiores descidas verificaram-se em Faro/Olhão (-13,1 por cento), Lagos/Sagres (-6,9 por cento) e Vilamoura/Quarteira/Quinta do Lago (-5,9 por cento). A única subida a assinalar ocorreu na zona de Carvoeiro/Armação de Pêra (+3,7%).
A zona de Monte Gordo/Castro Marim foi a que apresentou a taxa de ocupação mais elevada, com 91,7 por cento, enquanto Faro/Olhão registou a taxa de ocupação mais baixa, com 55,1 por cento.
Por categorias, as principais descidas registaram-se nos hotéis e aparthotéis de 3 estrelas (-8,5 por cento), nos de 4 estrelas (-3,5 por cento) e nos de 5 estrelas (-3,2 por cento). A única subida a assinalar registou-se nos aldeamentos e apartamentos turísticos de 5 e 4 estrelas (+6,3 por cento).
Por nacionalidades, os britânicos representaram 36 por cento das dormidas totais no Algarve, seguidos dos portugueses com 19,5 por cento e dos holandeses, com 15,8 por cento.

Se a Crise é sentida um pouco em todo o lado, fruto do aumento do custo de vida e da estagnação dos vencimentos em Portugal mas também por esse mundo fora, há sítios onde a dita Crise se sente com mais intensidade. No que ao Algarve diz respeito, concretamente no Turismo, é na região Faro/Olhão que a queda na procura se sente com mais relevância, conforme se leu no texto. Face aos resultados, percebe-se que apesar do pouco dinheiro nas carteiras da classe média, a classe alta continua a visitar o Algarve e prefere cada vez mais os resorts, afastando-se em conseqência disso, dos hóteis. Ora, se na zona de Faro/Olhão, os hotéis de 4/5 estrelas não abundam, muito menos podemos encontrar grandes empreendimentos turísticos de vivendas e apartamemtos turísticos, o que explica esta quebra acentuada na ocupação de camas na zona da capital algarvia. Se por um lado, este números não são animadores, também se explicam pelo facto de na zona Faro/Olhão, o efeito Parque Natural da Ria Formosa "estancar" a construção massiva e nalguns casos pouco harmoniosa, dando se primazia (pelo menos até agora) à preservação do ecossistema. Um dilema que perdurará por alguns anos, até que de uma vez por todas, o betão se apodere dessas zonas protegidas... Aproveitemos então, enquanto é tempo.