sábado, 31 de maio de 2008

No aproveitar é que está o ganho >> Castrense 0-2 Farense

Na tarde deste sábado o SC Farense deu por terminada a época desportiva 2007/2008, deslocando-se a Castro Verde, para defrontar a equipa local que se sagrou também campeã, neste caso, do Distrito de Beja.
Perante uma fraca assistência, bem longe dos números que os jogos do Farense obtiveram nesta temporada, mesmo assim foi feita a festa, onde os poucos farenses que se deslocaram souberam participar da melhor forma, mostrando mais uma vez a grandeza do Clube e dos seus adeptos.

A partida iniciava-se então no excelente relvado do Estádio 25 de Abril, com um Castrense aguerrido e determinado, perante um Farense que só a partir dos 7/8 minutos se começou a desprender dessa teia, equilibrando um pouco a partida. Aos 15 minutos surgiria o primeiro lance de grande “frisson” na partida, após um cabeceamento de um atacante castrense a que Virgolino se opôs, com a dúvida a ficar se foi já para além da linha de golo. Estava dado o mote para uma fase menos boa da equipa de Faro que mostrava falhas de marcação na sua defesa, fruto de alguma desconcentração, também provocada pelas boas movimentações e qualidade técnica dos atacantes alentejanos. Para além do n.º 20 e 11 do Castrense, destacamos o n.º 10 desta equipa, que nos surpreendeu pela positiva. De compleição física semelhante à de Bruno, mostrava porém um maior poder de arranque e velocidade, causando imensos calafrios à defesa farense. Com o passar do tempo, o Castrense foi desperdiçando um maior numero de oportunidades de golo, que poderiam ter “matado” o jogo logo aí, mas ao não o fazerem, quando estavam perante uma pouco mecanizada equipa de Faro, arriscavam perder a oportunidade de dar maior brilho à festa de entrega da Taça com os seus associados. O Farense explorava essencialmente os ataques rápidos, nem sempre bem conduzidos, dando a possibilidade do Castrense sair organizado para o ataque. O primeiro remate farense, digno desse nome, surgia apenas ao passar da meia hora por Bruno, após cruzamento de Calquinhas. A partida chegaria então ao intervalo com um nulo, resultado lisonjeiro para os Leões de Faro, face à superioridade demonstrada pela equipa da casa ao longo deste período.

Na segunda parte, Jorge Portela trocaria a equipa titular, mantendo apenas no onze, Sousa, que jogou os noventa minutos, e trazendo ao jogo uma formação teoricamente mais forte. Tal facto, foi confirmado em campo, pois o jogo foi mais equilibrado e o Farense já demonstrava uma maior genica e atitude, criando mais jogadas perigosas, ainda que sem muita continuidade. A equipa do Castrense, que havia feito uma boa primeira parte, pareceu-nos que não dispõem de um banco muito competitivo e tal situação provocou um maior desgaste a algumas das pedras de esquina da equipa alentejana, diminuindo assim a capacidade da mesma na segunda parte. O Farense começava então, gradualmente a pegar no jogo, e a tentar sair mais organizado para o ataque, sem nunca forçar muito, dispondo de algumas ocasiões para marcar, mas também cabendo ao Castrense algumas hipóteses de golo que não seriam aproveitadas. E quando muitos dos espectadores já se haviam conformado com a igualdade, o Farense chegaria ao golo, e por duas vezes, resultado que acaba por ser pesado para equipa da casa, por tudo o que fez na partida, essencialmente na primeira parte.
Arbitragem acertada.

Ficha de Jogo:
Estádio 25 de Abril (Castro Verde)

16 horas, 31/05/2008
Assistência: 150 espectadores
CASTRENSE 0-2 FARENSE

(83mn, por Brasa, cruzamento de Paulinho na direita que é rechaçado por a defesa castrense e Brasa aparece à entrada da área descaído pela esquerda a rematar rasteiro junto ao poste esquerdo da baliza contrária)
(89mn, por Edinho, Arlindo segue com a bola para a linha de fundo no lado direito e com o guarda redes às “aranhas”, cruza para a pequena área, onde Edinho marca facilmente perante a impotência da defesa contrária)

Farense: Virgolino; Guiné, Hernâni, Sousa, Caras; Márcio, Ricardo, Calquinhas, Túlio, Rui Loja; Bruno.
Jogaram ainda: Arlindo (aos 35mn); ao intervalo> Costa, Amílcar, Né, Wilson, Barão, Libânio, Brasa, Paulinho e Edinho
Treinador: Jorge Portela

A Foto Proíbida....


Esta è para desanuviar aqueles que dizem que este blog só fala de "bola".... Assim, apresentamos "As mil e uma noites de Nereida", a nova conquista de Cristiano Ronaldo.

Greve pára 1.300 barcos no Algarve

Redes ficaram ao sol - 30.05.08

A greve das pescas está a abranger todas as 1.300 embarcações algarvias e nenhum peixe foi vendido em lota, à excepção de 11 toneladas de marisco capturado antes da paralisação, disseram à Lusa fontes das associações de armadores.
Aquele pescado, capturado quarta e quinta-feira, foi descarregado pelas 35 embarcações que se dedicam ao marisco, em Tavira e Vila Real de Santo António, quinta-feira, ainda antes das 00:00."Como se tratava de marisco capturado antes da greve, autorizámos a sua venda esta manhã, na lota de Vila Real de Santo António", disse à Lusa o presidente da Associação dos Armadores de Pesca do Guadiana Rui Vairinhos.O dirigente associativo desmentiu o ministro da Agricultura, Jaime Silva, segundo o qual a frota da pesca longínqua continua a operar."A frota portuguesa está 100 por cento parada e o senhor ministro deve estar a referir-se a barcos que não são de nacionalidade portuguesa ou então a alguma frota que a gente desconhece", disse Rui Vairinhos.
No Algarve, a paralisação está a abranger os 1.300 barcos de todas as dimensões e os 2.500 pescadores de todas as categorias, desde o cerco ao arrasto, passando pela pesca artesanal, disseram à Lusa vários representantes do sector.Das três lotas existentes - Portimão, Vila Real de Santo António e Olhão -, só nesta última se registaram alguns problemas, quando cerca das 02:00 alguns comerciantes trouxeram peixe espanhol para um armazém contíguo às instalações de venda.Referindo que se tratava de peixe "de má qualidade", o presidente da Olhamar - Associação de Armadores do Sotavento, António da Branca, disse à Lusa que os armadores vão decidir esta tarde, em reunião, a eventual colocação de piquetes no local, para evitar a repetição deste tipo de acções.
António da Branca confirmou que recebeu hoje um telefonema do secretário de Estado das Pescas, cujo conteúdo se escusou a revelar, mas admitiu que poderá discutir o assunto nas próximas horas com associações de armadores de outras zonas do País. Por seu turno, um dirigente da Associação dos Armadores de Pesca do Barlavento Algarvio, Carlos Silva, confirmou à Lusa que nenhuma embarcação se fez ao mar depois da meia-noite e adiantou que não se registaram quaisquer incidentes.Cerca de 70 por cento das 1.300 embarcações algarvias são dedicadas à captura artesanal e de pequena dimensão e trabalham a gasolina, combustível que, ao contrário do gasóleo, não tem qualquer apoio por parte do Estado.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Pista de atletismo de Faro nasce com quatro décadas de atraso

Apolinário sonha com mais atletas em Londres’2012

Projectada há muitos anos, a pista de atletismo de Faro era uma pretensão adiada dos atletas da cidade e do atletismo algarvio. Quatro décadas depois, no próximo domingo, 1 de Junho, será finalmente inaugurada uma “ferramenta” indispensável para os clubes do concelho. Lara Ramos era atleta do FC Porto, em 1966, quando ouviu falar, pela primeira vez, da famigerada pista de atletismo da capital algarvia. Seguiram-se muitas intenções e projectos, mas só 42 anos depois, já como presidente da Associação de Atletismo do Algarve (AAA), poderá assistir à sua inauguração. “É a obra mais antiga de Portugal, mais velha que a ideia do novo aeroporto de Lisboa”, considera o líder da AAA. “Mas mais vale tarde que nunca”, acrescenta, entre risos. Para Lara Ramos, o dia de domingo marca “um momento bom para o atletismo regional”. “Uma pista no centro da região ajuda-nos e aos clubes: são menos deslocações e, consequentemente, menos despesas”, sustenta. O presidente da Casa do Benfica de Faro (CBF), António Fernandes, explica que a pista é uma “ferramenta necessária” para dar “mais responsabilidade” ao emblema mais representativo da modalidade em termos regionais, na actualidade. “Há anos que nos treinávamos em Quarteira, sempre com um grande desgaste para clube – em termos económicos –, técnicos e atletas. Nunca mandámos a toalha ao chão, conseguimos resultados meritórios – agora, as responsabilidades crescem mas estamos aqui para as encarar de frente”, refere o líder dos benfiquistas farenses. A pista pode fomentar a prática da modalidade na capital algarvia mas, à partida, é garante de “mais condições e qualidade para quem actualmente pratica”, segundo Vivaldo Pereira, técnico da CBF. “Vai ser extremamente importante para quem faz atletismo em Faro”, refere o treinador, secundado por Lara Ramos: “Não é essencial que traga mais atletas, mas que represente mais qualidade para quem está; mais vale pouco e bom do que muito e mau.” A Casa do Benfica de Faro “vai continuar a apostar no atletismo, principalmente no sector de formação e com um trabalho de maior qualidade”, diz Vivaldo Pereira. O sonho do presidente da Câmara Municipal de Faro José Apolinário é que a pista de atletismo “permita o aparecimento de mais promessas e novos atletas olímpicos”. “Espero ver representação farense em Londres, em 2012”, profetiza. Nas instalações da nova pista – que, para Lara Ramos, “merecia uma bancada maior” –, vão existir espaços para a AAA e para os clubes de Faro dedicados à modalidade (Casa do Benfica de Faro, Núcleo Sportinguista de Faro e Clube Desportivo Faro XXI), que representam cerca de dois milhares de atletas. Inauguração A pista de atletismo de Faro vai ser inaugurada no domingo, 1 de Junho, assinalando o Dia Mundial da Criança com diversas actividades, nomeadamente o Torneio Regional de Iniciados. A presença do bispo D. Ximenes Belo será aproveitada para o lançamento de uma campanha de solidariedade, com o objectivo de oferecer livros em português, novos ou usados, para as crianças de Timor-Leste. A autarquia vai convidar toda a população – crianças e adultos – a trazer livros. Uma semana depois, decorrem os campeonatos nacionais de clubes (I e II Divisão), que vão contar com a presença das equipas masculina e feminina da Casa do Benfica de Faro. Até ao final do mês, a nova pista recebe ainda o Campeonato Regional Absoluto de pista (dias 21 e 22) e o Campeonato Nacional de Desporto Adaptado (28 e 29).
O que me faz confusão (ou talvez não), é verificar que o Pavilhão Gimnodesportivo ainda iniciado e mesmo parcialmente erguido durante o mandato de José Vitorino, ainda se encontre por concluir, quando o mesmo José Vitorino já abandonou o cargo à 23/25 meses...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

O Fim de Semana Desportivo em Análise

Praticamente a fechar na época desportiva, destacamos mais uma vez os escalões de futebol do SC Farense ainda em actividade, nos quais a Equipa de Escolas B, venceu a Escola Futebol de Faro por 1-4, enquanto os Infantis B foram goleados em Portimão por 4-0. Já os Seniores fecharam a sua participação no Distritalão, despedindo-se dos seus adeptos da melhor forma ao bater o Alvorense por expressivos 5-0. Agora que a época finda, torna-se imperioso contar com o apoio de todos, em especial das forças vivas do Concelho, para que no próximo ano, enfrentando adversários muito mais poderosos (Louletano, Messinense, Juventude de Évora, Silves, …) a caminhada de sucesso continue, resolvendo ainda as dividas pendentes junto dos seus credores.

Na Terceira Divisão Nacional, mais uma jornada da Fase de Subida, e a duas jornadas do final, o Beira Mar de Montegordo deu um importante passo rumo à Segunda B, após bater no seu reduto o Quarteirense por 2-0, beneficiando ainda do nulo entre os outros dois candidatos Mineiro Aljustrelense e Barreirense. No outro jogo do grupo, o tranquilo Campinense, conseguiu a segunda vitória seguida nesta fase após bater o Fabril do Barreiro por 3-1 no Municipal de Loulé.

Por fim, na Segunda B, jornada final da Fase de Subida, onde o Lagoa acabou por sucumbir aos pés do incontestado líder Olivais e Moscavide por 0-4, fechando a época no sexto lugar com 28 pontos.

Real Madrid em Vale de Lobo...

E será que já trazem o "puto maravilha"?

O início da ressurreição ou o prolongamento da crise de um histórico

26.05.2008, Bruno Nunes e Pedro F. Guerreiro

Lembram-se do Farense? O último emblema algarvio a ter jogado na principal Liga de futebol parece renascer no plano desportivo, mas continua mergulhado numa grave crise financeira
Depois de 17 épocas consecutivas na Liga, a descida ao segundo escalão na época de 2001/02 marcou o princípio do (quase) fim do Farense.

Para o clube que foi um dia o emblema de toda uma região, o início do século XXI teve contornos dramáticos, com a crise financeira e a rocambolesca queda até aos confins do futebol nacional (depois da desistência da participação na Liga de Honra em 2003/04 e a extinção do futebol sénior em 2005/06), uma situação "visível e desgraçada" que António Boronha (ex-presidente do clube e ex-vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol) considera ter ficado a dever-se à tentativa do clube em "ser transparente", contrariando uma tendência que vigorava no futebol português. Com a Farense Futebol SAD a enfrentar um processo de insolvência, há duas temporadas (2006/07) a direcção do clube decidiu inscrever uma equipa na segunda divisão distrital, como forma de não deixar morrer o futebol sénior. E começou aí a recuperação desportiva do Farense: conseguiram uma vitória no mais baixo escalão do futebol algarvio e a subsequente promoção para a primeira divisão distrital.

Esta época, os "Leões de Faro" conseguiram novamente a subida de escalão ao vencerem incontestavelmente a competição em disputa, feito que marca o regresso do emblema às competições nacionais, mais concretamente à terceira divisão. O futuro, no entanto, continua incerto. Se é verdade que os "sucessos desportivos" parecem aludir aos melhores dias, certo é que a situação financeira não deixa esquecer que o maior obstáculo ao futuro do Farense é o passado.
As dívidas e o passivo ascendem a cerca de cinco milhões de euros, valor que só pode ser saldado através da venda do Estádio de São Luís, que, no entanto, ainda não pertence ao clube mas sim à autarquia, segundo explicou o presidente do Farense, Gomes Ferreira, ao PÚBLICO: "O estádio vai ser cedido ao clube para pagar o passivo, se os credores da Farense Futebol SAD acertarem a redução do crédito. O futuro do clube está dependente da venda do estádio." A solução é consensual: a venda do estádio é a única saída para uma situação que se arrasta há vários anos. "Saí do Farense em 1998 e já antes de sair defendi muito a venda do São Luís, obsoleto e sem condições de segurança, numa altura em que já estava certo o Estádio Algarve", disse Boronha ao PÚBLICO.

O imbróglio financeiro que tem assolado o clube na última década não tira a fé aos adeptos farenses, que continuam a afluir em grande número aos estádios por onde o clube joga, apesar de desabituados das lides dos distritais. Contam-se na casa dos milhares e fazem inveja a muitas assistências da Liga. António Boronha recordou que a massa adepta dos "leões do Algarve" sempre foi conhecida pelo grande fervor clubístico: "Os dirigentes dos "grandes" sabiam o terror que era jogar no São Luís."Para o director-desportivo António Barão, as elevadas assistências num escalão inferior justificam-se com uma evidência: "O futebol é paixão, é por isso que as gentes de Faro vão atrás do clube. [No jogo] em Vila Real de Santo António, estiveram cinco mil pessoas. No Algarve, o Farense é o clube que tem mais condições para chegar à Liga." Condições de que, para já, António Boronha duvida: "Nos dois últimos anos houve um percurso interessante, mas o clube caiu tão baixo que o percurso até aqui foi relativamente fácil. A dificuldade começa agora. Eu acredito em tudo o que o clube pode voltar a ser, desde que resolvam os constrangimentos de ordem económica."Gomes Ferreira pensa que a resolução poderá estar para breve: "Acredito que [a situação da venda do estádio e liquidação do passivo] possa estar resolvida ainda este ano. Objectivo? Fazer uma subida sustentada até aos lugares onde o Farense já esteve no passado..."
In Publico

Dizer-se na reportagem que estiveram 5 mil pessoas em VRSA parece-me exagerado... Temos que ser sérios, sob pena de perdermos credibilidade...

O orgulho do Algarve somos nós!

Em dia de festa, os adeptos do Farense disseram uma vez mais "presente", como aliás dizem quase sempre. Com uma média nos jogos em casa de cerca de milhar e meio de espectadores, esses números rivalizam com as assistências de alguns clubes da Liga. No último jogo da época (sábado) contra o Alvorense - que servia de consagração do Farense como campeão distrital - a única bancada aberta aos adeptos do Estádio do Algarve recebeu duas mil pessoas.
Para um membro da claque South Side Boys, Pedro Guerreiro, a paixão que se mantém por aquele emblema é a explicação para o apoio mostrado: "Move-nos o amor ao clube da terra. Quando se está lá em cima é fácil apoiar..." O líder da claque, Rui Roque, alinha pelo mesmo discurso: "A equipa está na distrital, mas só temos esta, temos que apoiá-la, esteja em que situação estiver." O ambiente foi de festa, uma semana depois da despedida do São Luís como palco dos jogos do clube. "Claro que ficam saudades mas prefiro não ter São Luís do que ver o fim do Farense por questões financeiras", declarou Élio Arenga, um adepto.
Também presente no Estádio do Algarve esteve Hassan Nader, ex-jogador e figura carismática do Farense. "Este clube faz parte da minha vida, corre-me no sangue", disse o marroquino, confiante de que o Farense "tem tudo para voltar aos grandes palcos".Mesmo derrotado por 5-0, até o treinador do Alvorense desejou felicidades ao emblema de Faro. "Que não parem de subir de divisão, porque o Algarve precisa de uma equipa na primeira", desejou Rui Clemente. O dia terminou com a entrega de prémios e os festejos da subida à terceira Divisão, que poderá marcar, quem sabe, o início da ressurreição do Sporting Clube Farense. B.N.

sábado, 24 de maio de 2008

Despedida em beleza... Farense 5-0 Alvorense

O Farense despediu-se na tarde deste sábado do Distritalão, culminando a sua boa temporada com uma boa exibição, muitos golos e uma merecida festa de consagração junto dos seus associados e adeptos que a vitoriaram efusivamente desde a entrega das medalhas e faixas aos atletas e corpo técnico, até à taça de Campeão Algarvio. Digamos que foi com chave de ouro que temporada teve o seu fim, num ambiente muito agradável, com participações ao longo da tarde, tanto dos interpretes do hino do Farense, que foi cantado pelos mesmos no local, bem como na passagem de imagens do trajecto da época nos ecrãs gigantes do Estádio Algarve, trazendo alguma nostalgia aos seguidores da equipa de Faro, que decerto recordarão estas massivas deslocações pelo Algarve, semana após semana, até ao fim das suas vidas.

Quanto à partida, o resultado acaba por falar por si e embora com algumas nuances, traduz a superioridade demonstrada pela equipa de Faro na partida, tirando todas e quaisquer dúvidas aos que duvidavam que o Farense era a melhor equipa deste campeonato.

Na primeira parte os Leões de Faro entrariam a todo o gás, e nos primeiros 20 minutos dominariam territorialmente a partida, com boa mobilidade dos seus jogadores, o que dificultava as tarefas defensivas do Alvorense, que muito encolhido e com os jogadores inadaptados a tal realidade, viam o Farense desperdiçar alguns lances claros de golo, que acabaria por acontecer aos 17 minutos pelo capitão Edinho, após uma bela jogada de ataque. Após o golo farense, notou-se que o Alvorense esboçou uma reacção, procurando jogar mais próximo da baliza de Costa, trocando mais e melhor a bola, mas não conseguindo criar reais situação de golo, sendo a única defesa de dificuldade maior, através dum remate de longe, a uns bons 30/35 metros da baliza que Costa, bastante atento bloqueou. Ainda na primeira parte registámos outro lance potencialmente perigoso pelos forasteiros após jogada de Américo pela esquerda, cruzando atrasado para o n.º 11 do Alvorense, que dentro da área remataria contra Né, gorando-se aí essa hipótese de golo. Estávamos perante o melhor período da equipa do Alvorense, ao qual o Farense soube da melhor forma gerir, dando um domínio algo consentido aos homens do Barlavento, mas nunca descorando as acções atacantes, onde o Farense explorava bem as alas, essencialmente por Brasa, que esteve muitas vezes em “jogo”.
Ao que nos foi dado perceber ao longo da época, e em particular neste jogo, o sistema de jogo que mais se adaptava aos jogadores que Jorge Portela tinha à sua disposição, era o 4x3x3 ou 4x1x4x1, consoante a incidências de jogo, pois os jogadores conseguiam jogar mais juntos e trocar melhor a bola, criando também a possibilidade de jogar sem bola frequentemente, pois não corriam o risco de desequilibrar muito a equipa tacticamente.

Na segunda parte, o Farense acabaria por entrar outra vez “mandão” na partida, e Hernâni na sequencia dum canto avisaria mais uma vez o guardião contrário da força do Farense neste tipo de lances, situação que antecederia o golo de Paulinho também de canto, resultado da pressão ofensiva dos homens de Faro neste período de jogo. O Alvorense, já a perder por duas bolas, acabaria por se desorganizar cada vez mais, ficando com uma equipa claramente “partida” a meio campo, onde alguns jogadores já não recuperavam convenientemente, deixando espaços para o Farense explorar as transições rápidas, nos quais obteve mais dois golos, um deles por Edinho, numa jogada magnifica de futebol. Sem dúvida que o Farense, perante a postura do adversário, poderia optar por uma toada de menor risco e poderia pausar mais o jogo, mas os jogadores, mostraram claramente vontade e ambição por um melhor resultado, que a acontecer, acabou por premiar essa atitude, dando aos seus adeptos mais motivos para sair do Estádio Algarve, mais satisfeitos e confiantes numa nova temporada de sucessos na Terceira Divisão Nacional.
Arbitragem positiva.


Ficha de Jogo:
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
17 horas, 24/05/2008
Assistência: 1100 especadores
FARENSE 5-0 ALVORENSE

(17 mn, por Edinho, na sequência de lance de Brasa na esquerda, este solta para Barão que abre para Edinho na direira, e dentro da área remata rasteiro para o golo inaugural)
(54 mn, por Paulinho, canto cobrado na esquerda por Brasa e Paulinho de cabeça marca o segundo golo)
(56 mn, por Paulinho, que ganha espaço e aparece isolado perante o guardião alvorense, finta-o e encosta para dentro da baliza)
(86 mn, por Edinho, Brasa faz um excelente passe para o outro lado a desmarcar Túlio, e este simples de processos, dá para Edinho que aparece no coração da área a fuzilar o guarda redes contrário)
(88 mn, por Amílcar, na sequência de mais um canto da esquerda marcado por Brasa, Amílcar aparece ao primeiro poste e marca de cabeça o quinto golo do Farense)

Farense: Costa (André Luis 75mn); Amílcar, Né, Hernâni, Wilson; Arlindo (Márcio 86 mn), Barão, Andrezinho; Paulinho (Túlio 73mn), Brasa, Edinho. Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Antevisão Jornada 30 >> Farense - Alvorense

Termina este sábado com chave de ouro, a época desportiva do SC Farense, que se sagrou Campeão Distrital na presente época, somando ainda o brilhante êxito da equipa de Juniores que regressou à Divisão Maior Nacional do seu escalão. O Farense, que já não vence desde 3 de Maio, receberá no Estádio Algarve a equipa do Alvorense que fez um razoável campeonato, mas um pouco aquém do da época passada, mantendo-se neste momento no 6.º lugar da tabela, a 20 pontos do líder Farense. Num jogo de celebração, a única coisa que podemos esperar é mesmo uma exibição agradável por parte da equipa de Faro, que embora em fim de época decerto quererá deixar boa imagem aos muitos adeptos que se deslocarem ao estádio.
As entradas são livres, e haverá animação no recinto, num dia especial para todos os farenses, em especial os que acompanharam a equipa nesta longa caminhada, tendo o seu clímax na cerimónia que decorrerá na Autarquia pelas 20Horas.
FARENSE - ALVORENSE
Estádio Algarve (Parque das Cidades)
(24.05.2008 17h00)
Arbitro: Bruno Brás

Faro Capital marca o início do Verão - Evento mágico no dia do solstício

Só que espero que este evento de altíssima qualidade tenha a devida publicitação, pois face ao programa apresentado supera muitos dos eventos que Portimão organiza e ao qual os Media proporcionam um impacto nacional devido a boa política de marketing da Capital do Barlavento.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Almoço de Campeões

Sinais do Tempo. A Crise que vai afundar o País...

Postos algarvios recorrem ao velho "fiado" para sobreviver
mas 'onda espanhola' já chega a Tavira - 22.05.08


Com quase meio Algarve a ir já abastecer os carros a Espanha, só os cartões de frota e o regresso do velho "fiado" vão salvando os postos de combustível do Leste da região, onde já há despedimentos, noticia hoje a Lusa.
O apelo dos preços nos postos de Espanha - que chegam a menos 40 cêntimos por litro de gasolina do que em Portugal - vem chegando progressivamente às populações mais longínquas da fronteira e chegou nas últimas semanas a Tavira, a 30 quilómetros do Guadiana."Desde o princípio do mês que se está a notar de uma maneira brutal, aqui já é muito raro alguém encher o depósito", assegura uma empregada de um posto da Galp em Tavira, o único dos visitados pela Lusa onde não se recorre às vendas a crédito para sobreviver.A funcionária calcula que os últimos aumentos dos combustíveis deram uma "machadada" de 50 por cento nas vendas, pois "praticamente toda a gente de Tavira vai a Espanha". Na maioria, os tavirenses limitam-se ao estritamente necessário para chegar ao posto espanhol mais próximo, a mais de 30 quilómetros de distância, pelo que não gastam mais de cinco ou dez euros, sublinha. Muito mais próximo da fronteira, em Vila Real de Santo António, Miguel Salas, 38 anos, também da Galp, já teve vários clientes a pôr 50 cêntimos de combustível, o que deverá dar à justa para chegar ao posto da BP do outro lado do Guadiana, a cerca de seis quilómetros de distância por asfalto."Mas a maioria das vezes metem três, cinco euros, e dizem mesmo que é só para chegar a Espanha", acrescenta o dono da minúscula estação da Galp, garantindo que só não tem sofrido mais devido à boa localização do posto, logo no início da única via de acesso a Espanha, Alcoutim e A22.Ainda assim, Miguel Salas assevera que chega a ficar mais de meia hora à míngua de clientes e que o que lhe vai valendo é o crédito "a clientes certos" e o cartão "Galp Frota", que obriga muitas empresas a abastecer na gasolineira portuguesa."O problema do fiado é que o abastecedor exige o pagamento em quatro ou cinco dias e o crédito aos clientes é para o fim do mês, o que quer dizer que fico a arder com essas importâncias durante vários dias", afirma.Mais pessimista, o seu colega da BP da EN125 próximo da rotunda de Monte Gordo - alguns quilómetros mais afastado da fronteira -, Manuel Godinho, 52 anos, afirma que esse período pode chegar aos 60 dias, já que "a maior parte das vezes pagam no fim do mês e com cheques de data posterior".Afiança que a crise está instalada há alguns anos, mas a afluência "caiu ainda mais desde há umas semanas para cá"."Este posto chegou a fazer 7.000 contos [14 mil euros] por turno, mas hoje quando fazemos 1.500 euros já é muito", contabiliza, acrescentando que já dois colegas seus tiveram que ser dispensados.Isto apesar de, acrescenta, se tratar de um posto self-service de grande afluência, o que tem mais clientes na região. Só no Verão o número de carros cresce um pouco, "porque a gente que vai a Espanha é tanta que se esgotam lá os combustíveis". Num pequeno posto de uma marca espanhola, mas com preços bem portugueses, à beira-Guadiana - portanto com vista para a mesma Espanha que lhe rouba os lucros - Francisco Mateus, 71 anos, já só se arrepende de não ter vendido o negócio quando era rentável fazê-lo, no início do século."Só não fechei porque tenho aqui familiares empregados, que dependiam disto para viver", justifica o concessionário da Repsol de Vila Real de Santo António, logo ameaçando que "qualquer dia" abandona mesmo tudo.O que lhe vai valendo, afiança, são os "dez ou doze fiados". "Alguns fugiram e deixaram dívidas", lamenta.É a frota de algumas dezenas de veículos da câmara local, que gota a gota vão salvando Francisco Mateus da falência."Uma vez veio aqui um senhor de Faro, com a mala cheia de bidões para encher em Espanha. Mas como teve medo de lá não chegar veio cá primeiro abastecer cinco euros", relata, sublinhando que chega a passar uma hora sem que qualquer veículo pare na sua bomba, à beira da principal avenida da cidade fronteiriça. A Lusa ouviu vários presidentes de câmara do sotavento algarvio, que garantiram que as idas a Espanha estão generalizadas entre as populações daquela zona do Algarve."Aqui, ninguém abastece na bomba local", garante Francisco Amaral, presidente da Câmara de Alcoutim, vila situada a 40 quilómetros da bomba espanhola mais próxima por asfalto. Por outro lado, Macário Correia, presidente da Câmara de Tavira, garante que há "postos prestes a fechar" na cidade e que tal se deve à generalização das corridas a Espanha para encher o depósito, que considera "compreensível"."A minha mulher ainda há dias lá foi abastecer", exemplifica o autarca de Tavira.

Antes e depois...












Provavelmente os 10 minutos mais agoniantes da vida desportiva de Cristino Ronaldo estão compreendidos entre estas duas imagens...

Imagens: BnR B

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Semana Académica 2008 >> Evento não superou expectativas

Ponto alto foi a noite de Xutos & Pontapés

A 23ª edição da Semana Académica do Algarve, realizada no Campo de Futebol Municipal do Complexo Desportivo da Penha, em Faro, entre 28 de Abril e 5 de Maio, “não superou as expectativas”, segundo fonte da Associação Académica da Universidade do Algarve. Nos 10 dias foram registadas 53 500 entradas. “Na totalidade da semana foi uma semana média, não tivemos nem muita nem pouca gente. Durante toda a semana esteve mais ou menos o mesmo número de pessoas, as noites nunca variaram muito. Só no fim-de-semana é que disparou tanto no primeiro sábado como no segundo” revelou ao Região Sul a mesma fonte. Foi no último dia, com as actuações de Xutos & Pontapés e o DJ Pete Tha Zouk a fazer as honras de despedida, que o recinto encheu mais (10 mil pessoas), sendo que a noite em que actuou Fafá de Belém foi a que teve menor número de entradas (4200).

19 Indivíduos detidos durante os 10 dias
Ao todo, durante os 10 dias da Semana Académica do Algarve, a PSP de Faro deteve 19 indivíduos. 15 foram interceptados por condução sob a influência de álcool, um por injúrias e tentativa de agressão a um agente de autoridade e três por roubo de 14 telemóveis de diferentes marcas, uma máquina de filmar digital, cerca de 50 euros em dinheiro e várias carteiras vazias. A polícia levantou um total de 40 autos por infracções ao Código da Estrada e legislação complementar e ainda 50 autos de ocorrência por consumo de estupefaciente, tendo apreendido cerca de 380 doses de haxixe e seis de cocaína. O evento contou com cerca de 600 elementos policiais das diferentes valências do Comando Distrital de Polícia de Faro.

Sem conhecer o que levou a A.A.UALG., a apostar num cartaz (a meu ver)pouco atractivo, a resposta aos que acreditavam no sucesso global do cartaz foi dada na contabilização final de entradas no recinto. Só quem não queria ver, é que acreditou que um cartaz pobre a nível de bandas de rock/pop nacional ou mesmo dum grande nome internacional do mesmo género musical, poderia ter afluências mais elevadas do que as que registou. A maior derrota foi mesmo na noite de Fáfá de Belém, artista brasileira categorizada, mas que pouco têm haver com o "circo" duma Queima das Fitas. O "cachet" pago não deve ter sido barato, e nem mesmo uma sexta feira à noite trouxe mais público ao recinto, o que é um sinal claro de que a aposta saiu furada. Que saudades de nomes como James, Him, Guano Apes, Reammon na Semana Académica... A composição do cartaz foi a meu ver infeliz, porque mesmo na ausência de grandes nomes internacionais, deveria-se ter focalizado então a aposta no panorama nacional em bandas de rock/pop que não tenham muitas incursões pelo Algarve... Mas, mesmo assim preferiu-se apostar em nomes que são repetições constantes de anos anteriores como Boss AC, Dealema, Tara Perdida... Desta feita, e face à conjuntura económica do país não me surpreende esta mediana afluência... Esperamos que em 2009 tudo seja melhor. Até para o ano!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Farense...

Hoje dia 20 está previsto uma audiência de credores no Tribunal no sentido de haver um acordo entre a SAD Farense e os credores, segundo informações que circulam na cidade eventualmente há credores renitentes a chegar a um acordo por incrível que pareça um destes credores reclama 42 000 euros e está a dificultar o acordo.

Que interesses estão por de trás deste credor, este sabe como muitos outros que se o acordo com IAPMEI não se concretizar e este não esta disponível para esperar muito mais tempo a única possibilidade será a venda do pavilhão pelo o melhor preço e o estado fica ressarcido de grande parte dos seus créditos mas os outros credores jamais receberão um cêntimo assim como o estado no seu direito irá pedir a reconversão dos créditos em falta junto dos administradores e quiçá dos accionistas da sociedade já que enquanto dirigentes do clube não são responsáveis por estes créditos como vários tribunais tem vindo decidir em posições idênticas noutros clubes.

Há qualquer coisa de muito estranho no meio desta situação e nós sócios do clube e os accionistas anónimos da SAD devíamos questionar uma serie de situações; o porquê de termos descido de divisão administrativamente, o porquê de em tempos se falar no clube do Algarve, o porquê do actual presidente e enquanto foi presidente da assembleia municipal com todas as condições para o fazer não iniciou o processo com IAPMEI, o porquê de não provocar eleições e manter-se no cargo indo contra os estatutos do clube, indo contra a sua própria coerência contraiu responsabilidades com outras empresas e clubes no sentido de viabilizar o clube quando antes dizia que este era completamente inviável e por isso assumiu a descida de divisão sem consultar os sócios. No meio de tudo isto à muita coisa por explicar o tempo se vai encarregar de o esclarecer, mas neste momento estou com um pressentimento muito mau pelo futuro do clube espero estar enganado e que hoje se houver a reunião de credores seja possível um acordo de modo o clube seguir em frente, depois de subirmos de divisão outro retrocesso seria uma catástrofe.
VIVA O FARENSE
VIVA A FARO
O PROVEDOR
5 horas mais tarde, ficava tudo na mesma:
O encontro entre os credores chegou a acontecer ontem, mas não houve decisão definitiva e agora só em Junho haverá nova assembleia.O 1º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Faro recebeu esta terça-feira a Assembleia de Credores da Farense Futebol SAD, onde foi feita uma tentativa para achar uma solução entre os credores para que se possa definir o futuro do clube e avançar para a venda do Estádio de São Luís. Segundo avança a edição de hoje do Correio da Manhã (CM), face à não viabilização da proposta por parte dos representantes da SportInveste e do credor Carlos Soares Pereira e da falta de comparência de um representante com poderes de decisão da Fazenda Nacional, a sessão foi adiada para o dia 5 de Junho.O acordo permitiria o perdão de um montante de 1.8 milhões de euros da dívida de 2.3 milhões. Em declarações ao CM o presidente do Farense, Gomes Ferreira, lamentou “mais um adiamento” e espera que “haja bom senso na próxima assembleia, para que o futuro do clube seja viabilizado”

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Fim de Semana Desportivo em Análise

Com a época desportiva a caminhar a passos largos para o final, destaque nesta rubrica para os escalões de futebol do SC Farense. Assim, quanto no escalão de Escolas, a equipa B descansou mas ressalvamos o resultado da equipa de Escolas A da semana passada, que bateu a E D Faro por 2-9, terminando a sua prestação no 3.º lugar da prova. Também os Iniciados encerraram a sua participação na Primeira Divisão Distrital, recebendo o líder Lagoa e empatando a zero bolas, terminando a sua participação na 5.ª posição. Desconhecemos a constituição do plantel e as reais condições oferecidas à equipa técnica, mas parece-nos que este lugar ficou aquém do esperado e reflecte a crise no futebol de formação do SC Farense, nos escalões de Iniciados e Juvenis. Lembramos os mais esquecidos que estes dois escalões de formação estavam nos Nacionais à pouco tempo e têm vindo a descer competitivamente nos últimos anos, sendo actualmente a única excepção no ciclo negativo, a equipa de Juniores, que ascendeu esta época à Primeira Divisão Nacional. Por fim, nota para a equipa Sénior, que se deslocou à Guia e não foi além duma igualdade a um golo, num jogo que nos pareceu que estar ao seu alcance, mas no qual faltou arte e engenho para dar a estucada final no jogo, acabando por sair da capital do frango com a uma leve sensação de frustração.

Na Terceira Divisão, tal como na Segunda B, apenas se joga para a subida de Divisão, mas se na Segunda B, o Lagoa apenas cumpre calendário e procura honrar da melhor forma as suas cores até ao fim, já na Terceira Divisão existem 2 equipas algarvias que estão envolvidas na luta pela promoção à Segunda B. Assim, o Quarteirense voltou a entrar na “guerra” após bater o líder Barreirense por 1-0, aproximando-se dos lugares de subida e criando condições para que o Beira Mar se afastasse da concorrência. Só que os comandados de Luís Carlos deslocaram-se a Loulé para defrontar o Campinense e foram batidos por 1-0, situação que foi aproveitada pelo Aljustrelense, pois ao bater o Fabril por 1-2 subiu ao primeiro lugar isolado da classificação.
Já na Segunda Divisão B, o Lagoa regressou às vitórias e bateu no Josino da Costa, o Operário por 3-1, ficando agora empatado no 5.º lugar, ao lado da equipa do Mafra.

domingo, 18 de maio de 2008

Final em beleza...

Agora já percebi porquê que o orçamento para a 23.ª Semana Académica da UALG era tão avultado (800 mil euros)... Com um cartaz que deixava um pouco a desejar, não me digam que tal investimento se prendeu com os 20 minutos de fogo de artificio que brindaram os céus do País das Maravilhas, anunciando a entrada em palco dos Xutos e Pontapés e celebrando a promoção à Segunda Divisão Nacional de Futsal da equipa da Associção Académica da Univ. do Algarve...?

sábado, 17 de maio de 2008

Empate que sabe a pouco... Guia 1-1 Farense

Na ultima deslocação farense do campeonato, os Leões de Faro acabaram por colorir e dar maior brilho a uma simpática festa que o Guia tinha preparado para festejar o fim de época desportiva, num ambiente agradável e onde pela primeira vez este ano os adeptos farenses tiveram em minoria, em relação aos seus opositores. Com o título de campeão no bolso, muitos dos seguidores da equipa de Faro ficaram em “casa” e não puderam ver a razoável exibição do Farense, que fez mais que justificar o empate.

Com um onze inicial que incluía 8 caras novas relativamente ao ultimo jogo, o Farense entrou bem na partida, mandando no jogo e dispondo-se em campo num 4x1x4x1, que se desmultiplicava bem nos lances ofensivos, onde os alas, Rui Loja e Paulinho ganhavam maior destaque, e apoio para jogar. Aos 5 minutos de jogo, já o “gigante” Bruno havia atirado de cabeça uma bola ao ferro, resultado dum maior pendor ofensivo da equipa de Faro, e aos 10 minutos Rui Loja teria nova oportunidade de ouro para inaugurar o marcador, após aparecer isolado pela esquerda e rematar rasteiro para a defesa do guardião contrário. Após um interessante quarto de hora inicial, o jogo entrou num período mais quezilento e com muitas paragens de jogo que pouco contribuíram para espectáculo que estava a assistir até então. A equipa do Guia, surpreendeu-nos pela negativa, pois a excelente campanha que está a rubricar nesta segunda volta fazia supor que estávamos perante uma equipa atrevida e com qualidade, o que na verdade não nos pareceu… Embora forte nas transições rápidas onde os seus extremos eram velozes e criavam dificuldades aos laterais farenses, a equipa defendia mal e não tentava sair a jogar, sendo muitos os lances que perdiam pois a bola era invariavelmente jogada para fora das quatro linhas para evitar males maiores, mas mostrando pouca ambição e qualidade. Mesmo quando tentavam aliviar a bola, muitos ressaltos eram ganhos pelos homens de Faro, que se tivessem tido mais calma e perícia podiam ter transformado este empate numa vitória tranquila. E seria com o jogo a entrar numa fase mais dura, que o Guia chegaria (injustamente) ao golo inaugural da partida, aproveitando uma jogada rápida de ataque pela direita. Caberia então ao Farense, que poucas vezes se apanhou a perder esta época, tentar virar o resultado que lhe era desfavorável e ainda o tentou até ao intervalo, mas sem sucesso.

A segunda parte iniciava-se com o golo da igualdade dos Leões de Faro, que após essa jogada tiveram mais um ou dois lances clamorosos de golo, inclusive um na sequencia de canto, onde a bola esteve praticamente dentro da baliza por duas vezes. Sem conseguir chegar ao tento da vantagem, Jorge Portela optaria então por colocar em campo, o veterano Edinho para jogar ao lado de Bruno, perdendo Rui Loja, que até se estava a exibir a razoável nível. O futebol do Farense tenderia então a ser mais directo, na busca do bom jogo aéreo dos dois atacantes farenses, mas sem grandes resultados. Por seu turno o Guia, optava por jogar na expectativa, mas sem nunca colocar verdadeiramente à prova Virgolino, que nas vezes em que foi chamado a intervir, nos pareceu seguro. A ultima cartada de Jorge Portela estava guardada para os últimos 15 minutos da partida, quando Brasa pisou o bom relvado do “Arsénio Catuna” no intuito de fazer chegar em melhores condições as bolas aos avançados, ou mesmo na esperança que Brasa decidisse a partida num lance individual ao qual já nos habituou. Não obstante, o futebol do Farense foi perdendo qualidade, sendo jogado mais com o coração, e os lances de perigo iminente eram escassos, destacando-se nos descontos um remate rasteiro de Brasa, que rasou o poste da baliza do Guia.
Mas o fim não tardaria e o jogo terminaria empatado, deixando a sensação de que o Farense poderia e quiçá mereceria mais do que empate obtido, saindo do relvado da Guia com alguma frustração mas de cabeça erguida pois os jogadores apesar de pouco inspirados na fase final da partida tudo deram para trazer a vitória para a capital algarvia.
Arbitragem aceitável.


Ficha de Jogo:
Complexo Desportivo Arsénio Catuna (Guia)
16 horas, 17/05/2008

Assistência: 550 espectadores
GUIA 1-1 FARENSE

(35mn, por Cláudio, cruzamento rasteiro da direita para o coração da área e o n.º 7 do Guia aparece livre de marcação a desviar de primeira para junto do poste direito da baliza de Virgolino que nada podia fazer nesse lance)
(47mn, por Paulinho, na marcação dum livre descaído para a esquerda perto da meia lua, Paulinho desfere um excelente remate em folha seca para junto do poste direito da baliza )

Farense: Virgolino; Guiné, Sousa (Né 45mn), Hernâni, Caras; Arlindo, Márcio, Calquinhas (Brasa 78mn), Paulinho, Rui Loja (Edinho 66mn); Bruno. Treinador: Jorge Portela

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Antevisão Jornada 29 >> Guia - Farense

Com o Farense já campeão, a visita à Guia, encerra com pouca pressão para os Leões de Faro, as deslocações nesta efémera passagem pelos Distritais do Algarve. Em fim de época e com os objectivos alcançados, acreditamos que Jorge Portela rodará alguns jogadores e dará a hipótese a um ou outro jogador de mostrar as suas credenciais por forma a dissipar as possíveis duvidas no que concerne à constituição da equipa para a próxima época. Por isso, e apesar da pouca pressão que o jogo terá para o Farense, um ou outro jogador se sentirá espicaçado e fará tudo para entrar no próximo comboio que ruma á Segunda B.
Mas, esta deslocação está longe de ser fácil, e embora o favoritismo penda para os Leões de Faro, a equipa da Guia quererá despedir-se em beleza dos seus adeptos, procurando ainda atacar a 6.º posição, do qual dista um ponto. A equipa do Guia, treinada por Babá, têm feito uma segunda volta espectacular, no qual consegue o segundo lugar a apenas 3 pontos do Farense, o que prova o crescendo de forma da equipa da Capital do Frango, e sofrendo apenas 6 golos nesta fase. Lembramos que na primeira volta, o Farense levou de vencida esta equipa por 2-0, com uma boa exibição, e dois golos de Bruno, numa altura em que o Farense ainda estava em segundo lugar na perseguição ao líder de então, Lusitano de VRSA.

GUIA - FARENSE
Complexo Desportivo Arsénio Catuna (Guia)
(17.05.2008 16h00)
Arbitro: Nuno Alvo

South Side Boys - A Verdadeira História (Parte 4)

Na época de 2001/2002 a claque torna-se uma associação, tendo como presidente o fundador Paulo Castilho. Num ano em que se assiste ao regresso do mítico Paco Fortes ao S. Luís, a equipa de futebol sénior do Farense desce de divisão após 10 anos na 1ª liga. Não devido à falta de apoio da Associação South Side, presente em cinco estádios: Bonfim, Luz, Paços de Ferreira, Portalegre e Vidal Pinheiro. Os Grupos aumentam com o aparecimento dos SS Olhão, liderados por um ultra criado na «La Curva» argentina, Nehuen ‘Argentino’. Com 9 anos de história, pela primeira vez os South Side apoiavam o seu clube na 2ª liga. Reagrupam-se velhos amigos, como a Emissora, Soldiers, Penha e Fuzeta; consolidam-se outros como Abuíssa, Porno e Budens, havendo espaço para o aparecimento do Grupo Sonoro e do grupo Nova Guarda. Aparecem os primeiros cachecóis em cetim. Com cerca de 100 elementos no activo os South Side apresentam-se em 9 estádios, totalizando 8236 Km de estrada durante a época. Destaca-se a invasão a Portimão, onde 130 ultras SS mostraram quem era verdadeiramente o orgulho do Algarve.

A direcção sofre alterações passando a ser presidida por Rui Roque, sendo vice-presidentes João Galrito e João Araújo. São criados formalmente os órgãos sociais da associação. O 9º aniversário dos South Side é celebrado com um concerto no pavilhão do clube, com um cartaz bem representativo do gosto musical ultra, onde tocaram e encantaram os Kontrattack, Mindlock e os Mata Ratos.

Contrariando todas as expectativas, os ânimos dos ultras de Faro não esmorecem, sendo um dos principais factores para tamanha demonstração de paixão, a revolta pela crescente degradação do clube e aproveitamento das chamadas "forças vivas da cidade" em proveito próprio. No final da temporada, o Farense apesar de garantir a permanência desce de divisão na secretaria, devido à má gestão por parte da SAD do clube. Mais um balde de água fria para os ultras SS.Dada a passividade do povo de Faro derivado às grandes mágoas existentes com os ainda dirigentes do clube, os South Side Boys adoptaram uma postura mais política dentro do clube, tornando-se na voz da revolta dos sócios. Marcando presença em todos os estádios do território continental e na Ponta do Sol, na Madeira, apresentaram-se na 2ªB mais coesos em todos os aspectos. Num Farense podre por dentro tentaram honrar a história gloriosa do clube, conscientes que eram a única salvação para o futuro. Iniciando o campeonato a apoiar uma equipa de futebol composta pelos juniores, os South Side reúnem 230 sócios, realizando uma invasão à terra vizinha de Olhão, deslocando-se de barco. Em casa apresentavam uma massa humana mais grandiosa que nas épocas anteriores, mas a verdadeira diferença residia na atitude na bancada, com um apoio incansável à equipa, destacando-se a independência dos resultados, negativos a maior parte das vezes. A gestão e funcionamento dos bares do S. Luís ficariam a cargo da associação SS, revelando o aparecimento de um novo grupo, impulsionado por Pedro Carrega, a Legião Boda, que trouxe consigo a experiência dos “Escutas” no que toca ao sentido de organização, aventura e mentalidade, o que prova que a qualidade dos grupos nada tem a ver com o seu número de elementos. Na mesma época surgem ainda os grupos Praia de Faro e Velha Guarda. Tanto apoio não impede nova descida de divisão, algo esperada pelos ultras que diariamente viviam a vida do seu clube.

Eis que na 3ª divisão repete-se o início do campeonato com a equipa a jogar com os juniores. Cada vez mais restringidos a nível geográfico, os South Side marcam presença em todos os estádios onde a sua equipa joga, 100% PRESENTES, após 11 anos de existência. Para celebrar a data convidaram os Peste & Sida a tocar no pavilhão do Farense, uma aposta que sairia furada, uma vez que, sendo Quinta-feira, à noite, e em plena semana académica da UAlg, o público não aderiu como o esperado, mergulhando a associação num buraco financeiro. Como sempre ao longo da sua existência, os ultras SS, comandados pelo seu presidente e mentor Rui Roque, aproveitariam a má sorte para amadurecerem. Para isso foi essencial a conquista de uma nova sede. Com localização privilegiada, torna-se rapidamente o ponto de encontro diário de todos os ultras, consolidando o grupo de uma forma inédita até à data. Iniciativas como O Grupo mais fiel originam uma rivalidade saudável entre os vários grupos, possibilitando presenças massivas, como a realizada ao Imortal de Albufeira, com mais de 100 elementos. O clube conseguia a permanência, mas a sua situação financeira continuava crítica, colocando em risco a sua inscrição na época seguinte. Nesta época a associação marca presença nos principais eventos realizados na cidade, com espaços SS (barraca 12) na concentração de motos, na semana académica e na semana da juventude. Tal só foi conseguido devido à pressão exercida pela associação SS. Dado o rumo que o clube seguia, várias foram as iniciativas de protesto e revolta lideradas pelos South Side, desde a manifestação no centro da cidade intitulada "Eu sou Farense" em alusão ao divórcio entre a cidade e clube, aglomerando mais de 400 pessoas, à invasão de campo interrompendo o jogo em protesto, envergando uma faixa que lançava a questão “Tens vergonha de ser Farense?”.No entanto, após 8 jogos realizados pelos juniores devido à impossibilidade de inscrever jogadores devido à divida acumulada na federação, o clube acaba com a participação da equipa de futebol na 3ª divisão. O ponto alto desta época foi a vitória conseguida na deslocação a Ferreiras, premiando os South Side pela sua fidelidade e os briosos juniores pelo seu esforço, jogando simultaneamente em 2 campeonatos, o seu e o dos seniores.

Sem futebol ao fim de semana, sem clube do coração sem apoiar, a associação vira-se para os seus, criando várias iniciativas que consolidam o grupo. Prepara-se uma lista para as eleições dos órgãos socais do clube, que nunca chegaria a avançar devido ao facto de a direcção não cumprir os prazos legais da realização da mesma, tornando-se ilegítima aos olhos da associação SS, facto que se manteria inalterado até aos dias de hoje.

A um passo dos 13 anos de existência, estamos vivendo uma experiência na distrital totalmente nova, mas dentro da visão que temos do que deve ser o futebol, somos contra o futebol moderno!!! O número de sócios SS ultrapassa os 100 elementos, e a adesão cresce de jogo para jogo, dado o protagonismo local e regional que a associação tem tido, quer nos jogos em casa, quer nos jogos fora, contribuindo para tal o facto de todas as deslocações se realizarem no Algarve, usufruindo pela 1ª vez das condições que os restantes grupos nacionais dispõem a nível geográfico.

O resto da história ainda está bem fresca em todos nós. Quem nós somos, quem são os SOUTH SIDE, e provavelmente ao leres isto muitas serão as recordações que passam pela memória deste passado recentíssimo. Dicas??: Torneios PES; torneios de sueca; paintball; jantares de grupos; jantar de Natal; deslocações a todo o lado, e sempre com mais de 40 elementos, inclusive internas, destacando o momento alto que aconteceu no 1º derby da cidade desde a década de 60, com a UAlg, onde estiveram presentes 150 ultras que apresentaram uma coreografia memorável, ilustrativa da nossa grandeza. Frente aos 11 Esperanças a cidade seria brindada com um comboio turístico fretado pelos South Side, para nos fazer transportar durante o rally tascas, iniciativa que teria origem frente à UAlg. Com a subida garantida neste momento, temos a oportunidade de celebrar o título de campeões, algo inédito na nossa história. Um brinde para todos os sócios SS, tanto para aqueles que o são desde o início, como principalmente para aqueles que desde que o são, nunca viram o SC Farense a jogar na 1ª liga.

Esta é a nossa história (1994-2008)

Agora já se "mexem"?

Foi preciso mais dois Municipios algarvios se juntarem a Vila Real de Santo António em busca de soluções aos que deseperavam por uma intervenção cirurgica, que o País abrisse finalmente os "olhos" para uma situação insustentável e que afinal até se resolve se houver vontade...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

O novo Comandante dum barco como este ou Maestro numa Sinfonia de desafinados?


Imagem em Bola na Rede

South Side Boys - A Verdadeira História (Parte 3)

O 3º ano de existência inicia-se mais uma vez em casa frente ao Est. Amadora, onde é inaugurada a nova faixa. A direcção SS passa por nova alteração, juntando-se aos 2 directores existentes os prezados Paulo Barão e João Galrito. Neste ano alguns ultras marcariam presença no primeiro congresso nacional de claques em Leiria. Nas deslocações destaca-se a transferta a Alvalade numa Sexta à noite, numa época em que os SS estariam presentes em cinco estádios fora de casa. A postura em casa dividia-se entre a excelente e a mediana, conforme o adversário e a transmissão na televisão, destacando-se o jogo frente ao Sporting com a coreografia realizada no topo norte: “Ontem, Hoje e Amanhã… SEMPRE FARENSE!”No decorrer da época inaugura-se a nova sede localizada no 4º andar do edifico sede do Farense.

Com a equipa a lutar pela permanência mais uma vez, denota-se um decréscimo quer ao nível do apoio vocal, quer em número, quer em termos de atitude na bancada, ficando a maior parte dos SS sentados. Como que um filtro invisível que mergulha no topo sul, os verdadeiros ultras começam a revelar-se…Antes do inicio da temporada de 97/98, já a direcção SS levava uma reestruturação com os quatro dirigentes no activo a convidarem dois chefes de cada núcleo existente, totalizando 10 directores. Um deles, Rui Roque… Aparecem os Grupos Abuíssa e Porno, que em vez de representarem bairros de Faro, eram constituídos por um grupo de amigos de várias zonas da cidade. Com uma postura crescendo de jogo para jogo, tornaram-se em poucos anos os pilares da claque, e a sua presença perdura até aos dias de hoje. Aproveitando a ideia, a direcção SS redefine o estatuto de núcleos, ficando estes a representar aglomerações fora de Faro e criou os Grupos dentro da cidade.

Nas deslocações efectuadas destacam-se, entre outras, Belém, Campo Maior, Luz e Coimbra. Tal efeito de dominó, o decréscimo do rendimento da equipa leva a uma baixa geral nas assistências, incluindo a dos próprios SS. O espírito de equipa desta altura era mínimo e os ultras apenas se juntavam nos dias de jogo para, minimamente, apoiar o seu clube. Ainda assim, estreia-se a nova faixa principal (Bulldog) frente ao Benfica, numa época marcada pelas parcas coreografias realizadas. No último jogo em casa frente ao Salgueiros, festejando mais uma vez a permanência, registam-se confrontos com a Alma Salgueirista. A celebrar cinco anos de existência, os South Side por pouco não tinham fôlego para apagar as velas do bolo. Com presenças mínimas de ultras na bancada, jogos havia em que a faixa principal nem era colocada. Num ano em que tudo parecia ruir, a claque perde a sede no 4º andar e assiste ao afastamento do lendário treinador PACO FORTES. Apenas três deslocações marcam um ano negro na história SS. Após vários abandonos a direcção fica definida, resistindo quatro ultras Farense que perdurariam até à época de 2002/2003: João Galrito; Margarida (Austra); Paulo Castilho e Rui Roque. Em 99/00 registam-se profundas alterações na estrutura do Farense, com a entrada dos espanhóis na SAD criada na época anterior. Uma entrada envolta em controvérsia gerada principalmente devido ao rumor da alteração do símbolo principal do clube. Muitos sócios míticos do SC Farense afastam-se, alargando ainda mais a barreira que separava o clube da sua cidade. Os South Side desenvolvem uma relação estável com o representante dos espanhóis, Pablo Santiago, reunindo-se com este esporadicamente. Este senhor revelou-se dono de uma mentalidade ultra relativamente aos peñas, muito à frente, apresentando propostas plausíveis para a claque, fruto da sua experiência como coordenador da curva ultra do Salamanca.Com resultados desportivos do clube aquém das expectativas, que conduziam a chicotadas psicológicas a meio da temporada, louvam-se os convites que a SAD disponibilizou aos SS possibilitando um aumento da massa humana nos jogos em casa.

Nesta época destaca-se o primeiro jogador a mostrar constantemente uma postura de empatia para com a claque, Lucian Marinescu. Em deslocações, a claque volta a visitar campos conhecidos (5 no total), destacando-se a transferta a Campo Maior com a presença de 10 autocarros com adeptos farenses. E no sétimo ano de existência, a claque ressuscita. Das conversas com Pablo Santiago surge a ideia da BANCADA JOVEM SS, um espaço físico semelhante à divisão da bancada ocorrida na época 95/96. Por 12.000$00 ao ano, os sócios poderiam assistir a todos os jogos em casa do seu clube. Com novo fôlego, registam-se sete deslocações, marcando presença pela primeira vez em Aves, Aveiro e Alverca. Com uma base forte constituída essencialmente pelos Grupo Abuíssa, Grupo Porno e pela direcção, a claque aposta na divulgação das suas acções através de propaganda espalhada pela cidade, mostrando que no meio da destruição do clube, ainda existiam aqueles que acreditavam! Mais fortes, começam a apresentar uma forte tendência interventiva, contestando tanto a direcção do clube como a própria equipa técnica, culminando em confrontos frente ao pavilhão com as forças policiais.

Campeões!

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Faro vai ter mais 3 médias superfícies comerciais

UM PÃO DE AÇUCAR NO MERCADO MUNICIPAL - 14.05.08

Anunciou hoje o presidente da Câmara Municipal de Faro, José Apolinário, ao explicar que, a juntar à abertura de um “Pão de Açúcar, com uma área de 1499 m2, em Setembro próximo, no Piso-1 do Mercado Municipal", para “atacar o problema financeiro” da empresa Mercado Municipal de Faro (MMF) e chamar mais pessoas ao Mercado, “vão abrir mais duas médias superfícies: um Pingo Doce de 1250 metros quadrados, no Montenegro, e um ALDI de mil metros quadrados, no Vale da Amoreira.
O edil reconheceu que “não são decisões fáceis, nem agradam a todos”, mas, segundo Apolinário, “a diferença entre custos, muito elevados, e as receitas é fortemente negativa -.33 para 8 mil euros mensais”, já que a exploração do mercado municipal, em 2007, registou um “resultado negativo de cerca de um milhão de euros”, entre um passivo que ronda os 12 milhões de euros. Perante números tão abismais, ciente que “as receitas mensais nem dão para pagar os juros dos empréstimos” e e que a “autarquia terá de garantir a sustentação do funcionamento do mercado, através da angariação de 400.000 a 600.000 euros/ano, até 2023, num total de 8,6 milhões de euros”, porque os diversos concursos lançados para ocupação do piso-1, onde se vai instalar o Pão de Açúcar ficaram sem resposta, José Apolinário avançou com a engenharia financeira: ”A Loja do Cidadão realizará todas as obras no 2º. piso destinadas às suas instalações e contribuirá com uma renda mensal de 12 mil euros, enquanto o Pão de Açúcar, além de empregar cerca de 50 funcionários, avançará com 500 mil euros, mais 230 mil euros para o PT da energia eléctrica, metade do custo das escadas rolantes a instalar, estimado em cerca de 600 mil euros, e pagará 20 mil euros de renda mensal”. Desta forma o autarca pretende juntar o útil ao agradável – ganha no “equilíbrio das contas da empresa Mercado Municipal de Faro” e conta cativar a afluência de “mais de 3000 pessoas/dia ao mercado, que terá um “efeito âncora para o Mercado e, em consequência, com ganhos para a baixa da cidade”, pela proximidade entre os dois locais. Afirmando-se conhecedor de “experiências idênticas nos mercados de Alvalade, Bragança e em Espanha”, José Apolinário não receia as eventuais consequências da concorrência entre a média superfície e os operadores tradicionais, já que, sublinhou o edil, “o sistema de comercialização no Pão de Açúcar não é o mesmo de um mercado”, recordando ainda que “haverá clientes para todos entre os mais de 3 mil visitantes diários que são esperados quando a Loja do Cidadão também estiver em funcionamento”. Outra novidade será a “possibilidade dos operadores tradicionais do mercado passarem a usufruir da central de compras do Pão de Açúcar, embora seja uma situação ainda estudar”, salientou o presidente de Câmara, revelando igualmente “o estudo para que o Mercado passe a abrir durante a tarde, das 17:00 às 20:00 horas”.Ainda para minimizar a concorrência entre um grande e os pequenos, o autarca garantiu igualmente a sua intenção de “modernizar os espaços dos operadores do Mercado”. Por outro lado, porque o edil tem a firme convicção que “é necessário trazer mais comércio para o centro da cidade”, José Apolinário desvendou que, “na baixa de Faro, a loja de roupa Pull & Bear vai sofrer uma ampliação e está planeada a abertura de um espaço comercial da cadeia de perfumes 5ª Essência”.
Desde que vi o projecto do MMF, pressenti logo que estávamos perante um projecto megalómano e que embora necessário, não necessitava de ser tão dispendioso em termos financeiros, conjugando no seu todo 4 pisos e possibilidade de instalação de muitos espaços comerciais contíguos ao tradicional mercado. A prova maior desta minha ideia é agora o Executivo de José Apolinário, assumir que o projecto do Executivo de Luís Coelho, esta a ter um milhão de euros de prejuízo ao ano, em consequência da arrojada ideia de fazer um edifício com tantas valências, mas que na grande parte ainda não estão estão ocupadas. Só que o problema é que para remediar essa "desocupação", a Câmara vê-se "obrigada" a por na mesma casa, duas entidades que não ligam entre si: o Comércio Tradicional e um Espaço Comercial dum grande grupo económico... Fica para vossa reflexão se isto vai resultar ou não...

South Side Boys - A Verdadeira História (Parte 2)

"(...) Por esta altura já os South Side fazem parte dos adolescentes farenses, criando iniciativas extra-desportivas, como os lendários concertos SS realizados no espaço 20 de Janeiro, com a presença de bandas míticas locais como os Punk-kecas e Sem Fuga. As quatro deslocações no primeiro ano reflectem a vontade de espalhar o espírito SS pelos estádios do país, destacando-se a invasão a Leiria onde a claque se apresentou em força.

No último jogo em casa frente ao Est. Amadora festejava-se a primeira ida à UEFA, realizando-se uma dupla coreografia, em que o topo norte apresentava dois panos gigantes e no topo Sul vigorava uma faixa com os dizeres: “NASCEMOS PARA TE LEVAR À EUROPA”. No final do jogo, uma invasão de campo (a primeira de muitas) festejada ao rubro.O SC Farense estava em alta, impulsionado por um grupo que se começava a definir como Ultra. Neste mesmo ano, Hassan foi o melhor marcador da 1ª liga com 31 golos e o Farense subia à divisão principal em basquetebol, após uma poderosa invasão SS a Olhão. No final da temporada os South Side Boys já se destacavam no panorama nacional. Um primeiro ano atribulado e intenso para O grupo algarvio.

A segunda época iniciou-se frente ao Tirsense onde, para além da abertura de extintores inaugura-se a faixa “SIEMPRE BIANCONERO”, um colosso de 18 por 2 metros. Com uma mentalidade ultra mais madura as coreografias revelaram-se originais e surpreendentes. Belos exemplos são os tifos com o Sporting (topo repleto de cartolinas brancas), com o Benfica (enormes plásticos brancos que descendo formaram as siglas “SCF”), com o Boavista (6 letras gigantes e uma faixa pedia aos jogadores “VENÇAM…Merecemos ficar na primeira”) e frente ao O. Lyon (bandeira nacional com cartolinas), na primeira e única vez que os SS seriam anfitriões de um grupo ultra estrangeiro, Bad Gones. Frente ao Porto, além da massiva presença no estádio, a cidade seria brindada com uma deslocação interna SS, iniciando-se no largo da pontinha com subida pela avenida do Liceu, com a faixa Ragazzi precedendo os cerca de 250 ultras presentes.No que se refere a deslocações (8 no total), destacaram-se algumas realizadas por verdadeiro amor ao clube, principalmente ao norte do país: 3 ultras presentes em Guimarães exprimiam numa faixa o seu sentimento (“1500 Km reflectem o nosso amor por ti”); em Braga, 10 SS conseguiram regressar a Faro graças à ajuda do treinador e equipa técnica do clube; no Bessa, 5 elementos ficaram rodeados de Panteras Negras; em Lyon, 15 ultras lidaram de perto com fortes medidas de segurança, as quais obrigaram ao corte em 6 partes da faixa PRESENTES (nesta deslocação destaca-se o pequeno-almoço tomado com os jogadores). Na mítica invasão a Campo Maior neste ano, registar-se-ia a maior batalha campal da história SS, com tochas e bastões à mistura, da qual resultariam vários feridos e 15 detidos.Quantos mais estádios os SS visitavam, quantas mais claques conheciam, mais se apercebiam do real valor da mentalidade ultra que tinham. Para isso ajudavam os recentes cachecóis e o vasto material produzido. Já “fardados” a rigor, os núcleos proliferam no seio SS (10 ao todo), destacando-se os SS Fuzeta, SS Emissora, os GAT (Grupo anti tripeiros), SS Lisboa, SS Norte e as SS Girls. Influenciados pelos pais desde que nasceram a apoiar o clube de Faro, vários jovens sobressaem no seio da claque, muitos deles formando núcleos, outros colaborando de formas mais casuais (sendo o Fernando Nuno um bom exemplo), naquele que mais tarde, se iria definir como o núcleo duro da claque. Neste contexto nascem os SS Penha. Liderados por Pedro Leitão e Nuno Pudim, iriam revelar-se preponderantes na vida da claque nos primeiros anos, tanto no aspecto positivo (com presenças constantes de 50 elementos) como no negativo (devido à agressividade espalhada pela cidade). Surgem os SS Gelatiere, constituídos por elementos mais velhos em relação à média de idades da claque, de onda brota o emblemático Rui Roque.Aparecem os SS Budens, núcleo do concelho de Lagos, que apresentam cerca de 15 elementos no S. Luís frente ao Lyon.

A atitude revolucionária dos SS originava conflitos com a direcção do clube, sendo habituais as ofensas verbais durante os jogos tendo como alvo vários dirigentes. Como consequência e numa tentativa de isolar a claque, o topo sul passa a apresentar uma divisão em rede, delimitando um espaço exclusivo para os sócios SS com uma lotação de 350 pessoas. A entrada (a famosa porta SS) era controlada pelos dirigentes da claque que confirmavam o cartão de sócio SS (mediante o pagamento de 1000$00 por ano assistia-se a todos os jogos em casa). Na última deslocação da época, com o clube lutando para não descer de divisão, 60 ultras rumam à Luz de onde arrancam uma magnífica vitória (0-1), num jogo memorável para todos os presentes. A permanência garantida abafa uma época em que, mais que os resultados da equipa, os South Side crescem como grupo, sendo reconhecidos como das melhores claques do país, ficando em 3º lugar no referendo nacional da revista ULTRA e sendo referidos em várias publicações estrangeiras como a Sup´Mag (França), Super Tifo (Itália) e Super Hincha (Espanha), revistas de culto para todos os ultras. A euforia dos festejos esconde o fosso que aos poucos se construía à volta da equipa de futebol sénior do SC Farense. (...)"

terça-feira, 13 de maio de 2008

De que choram estes homens?



com a colaboração de Bola na Área

South Side Boys - A verdadeira história (Parte 1)

14 anos de história festejados em 4 de Maio, muito se falou e muito se fala em torno dos South side, acerca da sua simbologia, acerca da sua mentalidade, acerca da sua postura, coisas boas, coisas más, muitas verdades, muitas mentiras...Neste texto redigido por um grupo de amigos, uns fundadores e outros que desde da sua fundação muito deram a este grupo, foi publicado na zine de "Especial aniversário" e para além de servir de homenagem a esta família a que orgulhosamente pertenço espero que possa elucidar um pouco certas mentes preconceituosas. HONRA AOS SOUTH SIDE!! 1994 - 2008

A verdadeira história SS
Sentado com um grupo de amigos que fielmente se acompanham há 14 anos, tentando transcrever a história dos South Side para uma folha há muito em branco, as memórias são muitas e cada vez mais, à medida que as mesmas vão despoletando, mais mil há muito esquecidas, atropelando-se para ficar numa folha cada vez mais pequena para uma história tão rica.Quem diria, 14 anos passaram, as botas da tropa já nem se encontram no armário, os blusões de bombeiro há muito deixaram de ser fashion e as famosas DT pelas quais nos fazíamos transportar já são consideradas relíquias, mas as cores e paixão que motivaram a nossa fundação como que um grito de revolta numa época de modas, tentando valorizar Faro e o que é de Faro, num panorama nacional, continua bem patente e cada vez mais forte.Ano de 1994. Faro mesmo sendo a capital do Algarve, era uma cidade pequena, ambiente familiar em que todos os grupos de diferentes estilos, mentalidades e ideologias, mantinham uma relação bastante próxima. Os South Side acabariam por ser o grande elo de ligação, marcando nas nossas memórias, essa época de uma forma bastante especial.

Era uma cidade apaixonada pelo futebol e pelo seu clube mais representativo, o S.C. FARENSE. E este foi o principal motivo para o nosso surgimento. Esta é a nossa história, relatada por quem a acompanha desde o início.Acompanhado por uma moda ultra recém chegada de Itália, mas que não nos era estranha de todo, pois já tinham existido no S. Luís vários grupos a apoiar o clube, se bem com outros estilos (Pujança Moura, Alma Algarvia; Demónio Brancos), os South Side começaram a sua vida na época de 94/95 na 5ª jornada, frente ao Braga. No jogo inaugural cerca de 100 adeptos abriram tochas, potes de fumo e extintores que, em associação com balões, originaram nova cor no topo sul do S. Luís, apresentando à massa farense o significado da palavra coreografia.

Na primeira deslocação, um autocarro e uma carrinha fizeram-se à estrada rumo a Setúbal. Seria uma deslocação que viria a marcar o perfil da claque em invasões futuras: muito estrilho, confrontos com os locais e o autocarro praticamente destruído pelos próprios SS. Atitudes que custaram um dos poucos patrocínios obtidos pela claque (parque aquático e discoteca H2O). Com a polémica instaurada, a direcção do grupo sofre uma razia, ficando dois directores a conduzir o barco: André Pimpão e Paulo Castilho, de 16 e 17 anos respectivamente. A claque continuava já sem as faixas Hooligans e Ragazzi della Violencia, censuradas pela polícia. Os núcleos apareceram entre os quais os polémicos RAGAZZI SS e os ULTRA BOYS, onde se forma o perfil do carismático João Galrito. Aumentam as finanças da claque e por conseguinte o material e a independência do grupo. Aparece a SS Zine e a primeira sede, localizada debaixo do antigo peão e que possibilitava a sua utilização permanente. Espaço mítico onde se pintaram as primeiras faixas, se realizaram os primeiros convívios, chegando inclusivamente a servir de sala de ensaio para bandas.

Nos jogos no S. Luís já se tornava habitual ver cerca de 200 sócios SS na bancada, no entanto a mentalidade ainda não se encontrava bem implantada, sendo exemplo disso o tutti-frutti que vigorava nas cachecoladas.Os pontos altos eram os jogos em casa contra “os grandes”, em que se realizavam coreografias consideradas, por quem seguia, entre as melhores do país. De elevado custo económico, só eram possíveis de executar graças às boas finanças do grupo. Frente ao Benfica uma cascata de rolos choveu da bancada SS, incendiando-se de seguida, fornecendo um belo efeito, numa vitória memorável do Farense por 4-1.Contra o Boavista dois panos gigantes cobriram o topo Sul do S. Luís. Ao receber o Porto, e com o historial dos anos anteriores, assistiram-se a violentos confrontos envolvendo SS e SD, originando vários feridos e de novo a claque como tema de conversa entre as gentes de Faro.

Neste jogo a bancada SS lotou com cerca de 500 elementos, que apresentaram um belo show pirotécnico. A direcção do grupo convoca 12 colaboradores que usando braçadeiras na bancada, ajudam na organização da vida da claque. (...) Continua...

segunda-feira, 12 de maio de 2008

O Fim de Semana Desportivo em Análise

Em mais um fim de semana desportivo para as equipas do SC Farense, não dispomos neste momento do desfecho dos resultados das partidas de Escolas A e B, bem como de Iniciados, pelo que damos o exclusivo e merecido destaque à equipa Sénior do Farense, que finalmente carimbou a subida aos Nacionais, após empatar a uma bola como o Salir no mítico S. Luís. O clima de festa faria supor uma melhor exibição dos Leões de Faro, que galvanizados com o ambiente em torno de si, jogando no seu campo de sempre e perante uma adversário teoricamente inferior poderiam terminar em apoteose a tarde de sábado. Mas na verdade apenas se salvou o ponto obtido, que sendo importante deixou os presentes no estádio se sorriso amarelo e na esperança de melhores exibições da turma da capital algarvia.

Na Terceira Divisão Nacional, e sem ter nenhuma malícia ou segunda intenção na observação, o ditado “amigo não empata amigo,” não podia ser quebrado duma maneira tão flagrante pois no jogo da (ultima) jornada, e que decidia a época para as duas equipas (Silves e Almancilense) obrigando na pratica as duas a vencer para se livrar da descida aos distritais, terminou empatado 2-2, deixando as duas equipas no Distrital e empobrecendo o número de equipas algarvias nos Nacionais na próxima época. Já o Imortal, com a descida garantida, saiu da competição de cabeça erguida e bateu em Albufeira o líder de “poule” Lusitano de Évora por 2-0, dando assim a sua ajuda, a Silves e Almancilense, salvando automaticamente um dos dois possíveis vencedores da tal partida.
Na outra “poule”, o Ferreiras garantiu a permanecia, com 28 pontos no melhor segundo lugar da série F, após a igualdade a zero frente ao União de Montemor.

Por fim na Fase de Subida, destaque para o Beira Mar de Montegordo, que bateu 2-0 em casa o Fabril do Barreiro, e mantém-se assim na corrida pela subida à Segunda B. Por seu turno, as outras duas equipas algarvias em prova, foram derrotadas nas suas deslocações forasteiras, o Campinense por 2-0 no Barreiro e o Quarteirense por 1-0 na deslocação a Aljustrel, resultado que a afasta (para já) da luta pela promoção.

Na Segunda Divisão B, apenas se jogou na fase de subida e a equipa do Lagoa foi à capital portuguesa empatar a uma bola com o histórico Atlético, resultado que se pode considerar positivo para os homens do Barlavento.

Por fim, na Liga Vitalis, ambas as equipas algarvias não venceram na despedida da competição. O Portimonense recebeu o campeão Trofense e chegou mesmo a fazer tremer os homens da Trofa, mas o resultado final foi o empate a 2 golos, num jogo de festa para as duas equipas, que haviam já conseguido os seus objectivos. Por fim, o Olhanense teve uma difícil deslocação a Vizela, e saiu derrotada por 3-1, terminando a sua participação num honroso 5.º lugar a 6 pontos da zona de promoção.