Faro, 28 Mai (Lusa) - O arquiteto Gustavo da Cunha assegura ter financiamento para o projeto urbanístico no Estádio de São Luís, em Faro, uma verba que permitirá ao clube algarvio arrecadar verbas para pagar dívidas de 10 milhões de euros.
O projeto urbanístico e comercial foi apresentado à Câmara de Faro no início de março, depois de dois concursos de venda do recinto desportivo, localizado no centro da capital algarvia, terem fracassado.
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Lideramos um sindicato de investidores, fundos de investimento imobiliário sedeados em Portugal, cujas posições estão já consolidadas neste projeto", revelou Gustavo da Cunha, em declarações à agência Lusa.
Embora o presidente da autarquia, Macário Correia, tenha recebido em março a maqueta - que contempla pelo menos um hotel de cinco estrelas, clínicas, cinemas e apartamentos de luxo nos terrenos com quase 20 mil metros quadrados ocupados atualmente pelo estádio - e considere tratar-se de "uma solução, uma luz ao fundo do túnel", o autarca mostra-se cético em relação aos promotores.
"Até hoje não vi ninguém com uma proposta concreta, não preciso de papel e de tábua", adiantou.
Gustavo da Cunha garante, todavia, estar "em condições para avançar" e confirma a existência de "conversações" entre a autarquia, dona do estádio, e a direção do Sporting Clube Farense.
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A bola, neste momento, não está do nosso lado, aguardamos que o advogado ou o presidente do Farense façam chegar até ao nosso advogado uma série de documentos que permitam o início da negociação e a elaboração de minutas de contrato", fez notar.
António Barão, presidente do clube, admite o atraso e até diz estar "esperançado" quanto ao sucesso do negócio, pois entende que "
o futuro do Farense depende do pagamento do seu passivo".
Tal como Macário Correia, António Barão também quer saber "quem efetivamente está a aplicar o dinheiro neste projeto".
Segundo Gustavo da Cunha, os gestores dos fundos de investimento que representa têm "intenções firmes" de aplicar as verbas necessárias à execução do projeto, que, na sua opinião, "será o mais importante da capital algarvia".
"Estamos a fazer intervenções deste tipo em vários clubes do país, nomeadamente com o União de Coimbra, uma vez que é útil para os clubes e para as cidades", fez notar.
No caso de Faro, revelou, "foi o próprio presidente da Câmara que nos contactou no início do ano".
Há mais de um ano que o Farense tenta a venda do Estádio de São Luís para pagar as dívidas e tentar recuperar da suspensão da equipa profissional de futebol, decretada em 2005 pela então Sociedade Anónima Desportiva.
A competir agora na série F da III Divisão Nacional, a equipa principal do clube algarvio joga, neste domingo, no Estádio de São Luís, uma partida decisiva frente ao Cova da Piedade, na qual uma vitória poderá carimbar a subida à II Divisão.
JYT.
***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***
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Lusa/FimDepois de lido este artigo e dado a conhecer o rosto que lidera o famigerado projecto que poderá permitir saldar o passivo do SC Farense, o mais lógico foi imediatamente perceber quem é o Arquitecto Gustavo da Cunha.
Apesar de neste País, muitas vezes os currículos pouco significarem, parece do ponto de vista de conhecimentos uma pessoa muito bem formada.
Agora o resto, quiçá o mais importante, ou seja quem entregou nas mãos deste senhor o serviço de tratar deste negócio continua oculto, como é realçado no artigo por António Barão e Macário Correia.