segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Taça do Algarve - 2º Eliminatória

Realizou-se na noite de hoje o sorteio para a segunda eliminatória da Taça do Algarve, a disputar no próximo dia 23 de Dezembro pelas 20h00. Coube ao Farense uma deslocação à aldeia de Paderne, no barrocal algarvio, localidade situada no concelho de Albufeira.

Assim, o Estádio João Campos em Paderne será palco do terceiro jogo entre estas duas equipas nas últimas 4 épocas, tendo-se registado na época 2006/2007 um empate 1-1 e na época 2007/2008 uma vitória por 0-2, numa altura em que Farense militava nos Campeonatos Regionais.

Este ano, a equipa barlaventina milita na Segunda Divisão Distrital, tendo vencido quatro dos sete jogos disputados, perdendo os restantes três.

Sporting Vs PS: descobre a Diferença...


e



Duas das Organizações mais importantes do nosso país, acabam por, num curto espaço de tempo criar na sociedade portuguesa um burburinho ensurdecedor sobre um tema tão sensível no seio da senso nacional. O facto é que, de ambos os lados da barricada, todos julgam ser os donos da razão... Uma especial GameBox que exclui casais lésbicos e gays (eu até percebo a intenção) é agora a super promoção do Sporting para este Natal, enquanto o nosso actual Governo, cegamente e sem sequer pestanejar perante a crítica de grande parte do país, prepara-se para tornar o conceito do "Casamento" livre a todos os parceiros de sexo similar.

Das duas uma... ou o Sporting com esta atitude perde a simpatia de alguns adeptos ou então terá que redefinir a promoção com a inclusão duma Gaymebox... Será?

E o PS? Com tanta excitação em torno desta matéria, não seria mais útil para o País tentar-se envolver no combate ao desemprego e precariedade laboral?

sábado, 28 de novembro de 2009

Faro: Bombeiros contra junção admitem recorrer à greve

A Associação e o Sindicato Nacionais de Bombeiros Profissionais (ANBP e SNBP, respectivamente) anunciaram que podem recorrer à greve se não virem esclarecidas as dúvidas que têm relativamente à junção dos Bombeiros Municipais e Voluntários de Faro. Os presidentes da Associação, Fernando Curto, e do Sindicato, Sérgio Carvalho, criticaram sexta-feira o presidente da câmara de Faro, Macário Correia, por não ter respondido aos seus pedidos de esclarecimento relativamente ao processo e asseguraram que, em último caso, avançam para uma greve.

Em causa está a junção dos Bombeiros Municipais e Voluntários, num processo decidido por Macário Correia, que decidiu nomear o comandante dos Voluntários, Aníbal Silveira, para Comandante Operacional Distrital, com a tomada de posse marcada para 01 de Dezembro, dia em que os Municipais comemoram o seu 127º aniversário. A ABNP diz que não questiona a nomeação do comandante, "que é uma prerrogativa do presidente da câmara", mas não concorda com ela, e considera que o processo de junção "traz problemas operacionais e vai levar à extinção dos Bombeiros Municipais, com prejuízos para o socorro às populações e para as carreiras dos profissionais". Fernando Curto disse ainda que "em termos legais, a responsabilidade jurídica no que concerne à actuação prioritária é dos Bombeiros Municipais", que, no entanto, "vão passar a ser chefiados por Voluntários, em alguns casos com menos horas de formação que os profissionais" e recordou que "cada corporação tem o seu regulamento e os bombeiros ainda não sabem a qual vão obedecer a partir de dia 02".

O presidente da ANBP critica "a forma apressada" como a junção está a ser conduzida, lamenta ter-se reunido a 05 de Novembro com Macário Correia, reunião na qual o autarca manifestou a intenção de criar um quartel conjunto, e depois dessa data ter feito sucessivos pedidos de esclarecimento sobre o processo e as dúvidas legais que a associação tinha e que não foram respondidos. "Como se vão articular a partir de dia 02? Passam a receber ordens de um chefe que não é da sua carreira?", questionou Fernando Curto, para quem "está em causa o vínculo dos bombeiros profissionais à função pública e as suas carreiras".

O presidente do Sindicato disse que "o que o presidente a câmara de Faro está a fazer é uma humilhação para os Bombeiros Municipais, instituição que faz 127 anos e não merece este tratamento", e criticou a ordem dada para que "o nome dos Municipais fosse retirado das viaturas, tendo algumas delas sido inclusivamente riscadas para que as letras saíssem". Sérgio Carvalho sublinhou que "os Bombeiros Municipais não podem recusar-se a acatar estas ordens, porque têm vínculo com a câmara, que é a entidade patronal, e podem ser penalizados com processos disciplinares se o fizerem". "O presidente da câmara de Faro em meia dúzia de dias conseguiu acabar com uma instituição com 127 anos", afirmou o sindicalista, frisando que "os profissionais têm muitas horas de formação e não podem ser substituídos por voluntários". Sérgio Carvalho questionou: "se assim é porque não também entregar os serviços financeiros, de contabilidade ou mesmo a presidência da câmara a voluntários, que não gastariam dinheiro do erário público?".

Por isso, a associação e o sindicato anunciaram um conjunto de medidas a adoptar, a primeira "solicitar com urgência uma reunião com o presidente da câmara de Faro para ser comunicado ou entregue o projecto de Força Conjunta e poder dar parecer conforme estipula a lei". Vão ainda "solicitar audiências com carácter de urgência ao ministro da Administração Interna, ao secretário de Estado da Protecção Civil, ao Governador Civil de Faro, ao presidente da Autoridade Nacional de Protecção Civil e a todos os partidos políticos representados na Assembleia e Câmara Municipais de Faro". "Vamos distribuir comunicados pela população do concelho dando conta do que o senhor presidente pretende fazer e dos riscos para o socorro às populações.

A Associação e o Sindicato vão também organizar vigílias em frente à câmara e organizar uma manifestação nacional em Faro, com bombeiros profissionais de todo o país, para manifestar solidariedade com os Municipais de Faro", acrescentou Curto. Se nenhuma destas medidas resultar, a Associação e o Sindicato garantem que avançam para a greve e também não afastam o recurso aos tribunais, que está a ser analisado pelos seus departamentos jurídicos.

Isto ainda vai dar "fogo", não sei é quem o vai pagar... Porque os bombeiros vão fazer greve...

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

UNITA diz que Portugal é destino de dinheiro roubado - E alguém duvida disto?



Não é por acaso que 30% das vendas em bens de luxo em Portugal são também negociadas por angolanos no nosso País...

2ª eliminatória da Taça do Algarve - Farense inscrito

Louletano, Lagoa, Farense, Quarteirense e Esperança de Lagos são as equipas dos campeonatos nacionais que se inscreveram na edição deste ano da Taça do Algarve cuja entrada acontecerá no dia 23 de Dezembro já na 2ª eliminatória. O sorteio está marcado para a próxima segunda-feira, às 20h30, na sede da AFA, em Faro.

Depois da 1ª eliminatória, na qual participaram apenas equipas da 2ª Divisão Distrital, a 2ª eliminatória da Taça do Algarve, cujos jogos estão marcados para o dia 23 de Dezembro, incluirá as equipas apuradas do segundo escalão, mais as 16 da 1ª Divisão Distrital e ainda cinco dos campeonatos nacionais – Louletano, Lagoa, Farense, Quarteirense e Esperança de Lagosequipas cujas participação é facultativa mas com a sua presença vêm dar outro brilho à competição.

O sorteio da 2ª eliminatória da Taça do Algarve está marcada para a próxima segunda-feira dia 30, às 20h00, na sede da Associação de Futebol do Algarve, em Faro. Quanto aos jogos, eles terão lugar a 23 de Dezembro.

Equipas:
2ª Divisão Nacional: Lagoa e Louletano
3ª Divisão Nacional: Farense, Quarteirense e Esperança de Lagos
1ª Divisão Distrital: Ferreiras, Campinense, Messinense, Lusitano VRSA, Castromarinense, Culatrense, Silves, Quarteira, Almancilense, Odeáxere, Armacenense, Imortal, Guia, Salir, Serrano e Sambrazense.
2ª Divisão Distrital: Moncarapachense, Santaluziense, Padernense, Estombarense, Ginásio de Tavira, Aljezurense, Faro e Benfica, Alvorense, Machados, Bensafrim e Infante de Sagres.


É um dos poucos troféus que o SC Farense ainda não têm nas suas vitrines, e ao contrário de alguns(farenses) que desdenham esta prova, eu quero ganhá-la. É tempo de Farense mostrar a sua valia sempre e não apenas no campeanato. Em ano de Centenário, este seria um belo troféu para oferecer aos seus sócios, adeptos e simpatizantes. Só tenho pena que não seja contra o Portimonense...

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Município de Faro apoia Campanha "Este Natal ofereça Solidariedade"

Está a decorrer, desde o dia 19 de Novembro, a acção “Este Natal ofereça solidariedade”, organizada pela IPSS “Centro de Apoio ao Sem Abrigo - C.A.S.A.”, com o apoio da Câmara Municipal de Faro, do Mercado Municipal de Faro e do Centro Tibetano de Faro.

A iniciativa consiste na recolha de produtos diversos - alimentos, roupas, brinquedos, material escolar e de papelaria, livros, utensílios domésticos - que serão doados aos mais necessitados do Concelho de Faro durante um Jantar de Natal com Festa Convívio para muitas pessoas sem qualquer tipo de ajuda ou apoio corrente, a realizar no Mercado Municipal de Faro, no próximo dia 18 de Dezembro. Os donativos poderão ser entregues até dia 15 de Dezembro no Espaço Solidariedade criado no Mercado Municipal durante este período ou no Espaço Himalaias (Rua Ataíde de Oliveira- 79- r/c- Faro).

Para além da recolha destes donativos, foi também lançado um “Voucher Natal Solidário” que poderá ser utilizado como Presente Oferta na Quadra Natalícia, revertendo todos os lucros da venda para apoio aos mais necessitados do Concelho de Faro. Este Voucher poderá ser adquirido no Espaço Himalaias ou no Espaço Solidariedade no Mercado Municipal, no período acima referido.

Para mais informações, contactar: 2898278222- Espaço Himalaias ou 961624490.

Participe, ajude quem mais precisa!

Desemprego na construção aumentou 246 por cento no Algarve, alerta a Aecops

O Algarve é a região mais afectada pela crise no sector da construção, tendo o desemprego aumentado 246 por cento em Setembro, face ao mesmo mês de 2008, segundo as análises regionais de conjuntura hoje divulgadas pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

Além destas cifras, os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional apontam para uma quebra de 63 por cento registada até Setembro no licenciamento de novos fogos habitacionais. Ou seja, a AECOPS afirmou que a situação é a mais garve de todo o País e tende a «agravar-se, ao contrário dos dados nacionais, que revelam uma tendência de estabilização». «É ainda no Algarve que a redução dos valores da avaliação bancária mais se fez sentir (-4,5 por cento em termos homólogos), dificultando o acesso ao crédito bancário para aquisição de habitação», acrescentou.

Também com uma evolução oposta à tendência nacional está o mercado de obras públicas no Algarve, que apresenta quebras de 68 e de 2 por cento em valor, até Outubro, no que respeita ao lançamento e adjudicação de concursos (-29 e +85,0 por cento, em termos nacionais).«Face a esta evolução, não é de admirar que os construtores algarvios se revelem muito apreensivos quanto ao futuro das suas empresas, seja em termos financeiros, seja de produção, seja ainda de emprego», continua a AECOPS.

A explicar este pessimismo, «está ainda o volume da actual carteira de encomendas das empresas, medida em meses de produção assegurada, que é bem inferior no Algarve (6,7 meses), e a menor utilização da capacidade produtiva, que é de 62 por cento na região algarvia e de 72,6 por cento em a nível nacional», concluiu a associação.

Tudo isto influencia a economia algarvia no seu todo. No sector onde exerço, a queda abrupta na construção civil têm implicado a quebra de negócios dos empresários/construtores civis, maiores clientes no mercado automóvel ligado à gama alta...

Curioso é saber que na Região onde a queda na Construção é maior, é também nesta onde o Estado têm diminuído a sua influência como Cliente... Não é este Executivo que defende as obras públicas para contornar a crise????

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Bruno Magalhães sagra-se tricampeão nacional no Algarve

Como havíamos referido, a prova algarvia encerrava a temporada do Campeonato Nacional de Rallys, que estranhamente ainda se encontrava por definir em relação ao vencedor. O mais que favorito à partida para o CPR, o único piloto duma Marca oficial chegava à prova algarvia com vantagem sobre Vitor Pascoal, outro piloto dum Peugeot 207 S2000, mas evidentemente menos evoluído e assistido que o de Bruno Magalhães.

Apesar do algarvio Ricardo Teodósio ter vencido a super especial disputada no Autódromo Internacional do Algarve no passado sábado, no domingo Bruno Magalhães venceu as setes provas especiais de clasificação em jogo, deixando a concorrência, no final do rally, a cerca de 1.16 mn de distância. Correndo em casa, o algarvio do Mitsubishy Lancear EVO X, esteve sempre na sombra de Bruno Magalhães, até que, na passagem pela antepenúltima especial, o pneu traseiro do lado direita furou, obrigando Ricardo Teodósio e o seu navegador a se desdobrarem na troca da mesma roda... Estava perdida a esperança dos algarvios em, no mínimo segurar o segundo lugar à geral, e assim terminar com chave de ouro uma temporada positiva, tendo em conta as armas que teve ao longo da temporada e que redundaram num 6º lugar absoluto na geral final do campenato e num 2º lugar no campeonato português de privados.

Vitor Pascoal, o aspirante ao título, foi sempre correndo no limite, mas a sua máquina e o seu kit de mãos, foram impotentes para chegar ao ritmo de Bruno Magalhães, limitando-se a gerir a desvantagem e a subir ao segundo posto do rally, após o percalço de Ricardo Teodósio.

O terceiro lugar acabou por sorrir a Miguel Campos, piloto experiente, que corre agora num Renault Clio RS de duas rodas motrizes, mas que ainda assim não o impediu de terminar no pódio, à freente do regular açoreano Ricardo Moura e por fim do azarado Riacrdo Teodósio em 5º lugar nesta prova.

Aparte do CPR, nota para os concorrentes do nosso Campeonato Regional que se viram enleados num sistema de pontuação e homologação de resultados muito controverso. À custa disso, nomes como os de António Lampreia, João Luis Palma ou João Correia acabarem por não ser classificados, embora tivessem terminado a corrida que efectivamente contava, para a contabilização de tempos. Com muitas desistências À mistura, acabaram por ser os dois líderes do CRRS a terminar nos dois primeiros lugares deste rally, com vantagem para Pedro Leone num Ford Sierra Cosworth, sobre Nuno Pinto num Mistubishy Lancer EVO III. Contudo, como a confusão é palavra de ordem, no campeonato paralelo VSH, acabou por ser Nuno Pinto a vencer, pois terminou o rally na globalidade, à frente de Pedro Leone, que no ultimo troço foi prejudicado com a perda de tracção traseira no carro, deixando fugir mais esta proeza.

Classificação Final Oficial do Rally

1º Bruno Magalhães/Carlos Magalhães - Peugeot 207 S2000, 1h07m55,7s
2º Vitor Pascoal/Mário Castro - Peugeot 207 S2000, a 1m16,7s
3º Miguel Campos/Aloísio Monteiro - Renault Clio R3, a 2m13,4s
4º Ricardo Moura/Alberto Silva - Mitsubishi Lancer Evo IX, a 2m20,0s
5º Ricardo Teodósio/Pedro Conde - Mitsubishi Lancer Evo X, a 2m32,0s
6º Pedro Meireles/Jorge Henriques - Subaru Impreza N2009, a 3m31,4s
7º Mex Machado/Sérgio Paiva - Porsche 997 GT3, a 3m57,2s
8º Barroso Pereira/Nuso Silva - Subaru Impreza WRX STI, a 5m06,8s

As imagens do Rally Casinos do Algarve 2009

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Aquela tarde de sábado...

Íris em entrevista a propósito do novo álbum "Sueste"

"Sueste" é um disco com 'cheiro' que representa um amadurecimento da banda algarvia Iris. Grupo sente-se colocado à margem pelos promotores de espectáculo locais.

Um ambiente intimista, ao fim de tarde, foi como a banda Iris recebeu o Observatório do Algarve. Numa conversa descontraída, Domingos Caetano, Carlos Guerreiro, Márinho Pires, Thierry Guerreiro e João Ruano apresentaram o mais recente trabalho do grupo, que conta ainda com Rui Machado, ausente devido a compromissos profissionais.

Estás a ver aquele barulho que fazem as ondas do sueste? É assim. Quando vais à praia, sabes aquele cheirinho das ondas, quando a onda enrola e faz aquele barulho todo com aquele cheirinho a mar? O “Sueste” é isso”, explica Domingos Caetano, vocalista da banda Iris.

Um trabalho cheio de “energia” cujas músicas que mais ‘dores de cabeça’ dão em concertos ao vivo são “Meia culpa” e “O mundo à sorte”, esta última com excertos cantados em espanhol.
A complexidade de alguns dos temas, segundo João Ruano, deve-se ao facto de o grupo se ter “esmerado ao fazer o álbum”.
Fizemos tudo o que havia para fazer e depois quando fomos tocar ao vivo começámos a pensar ‘onde é que estão os outros 40 gajos para fazer aquilo que nós fizemos no álbum?’, então é isso que às vezes dificulta”, diz João Ruano, apoiado por Carlos Guerreiro, que acrescenta: “com muito jeitinho vai lá”.

“Meia culpa” é também a música que a banda mais gosta de tocar ao vivo, a par com “Lendas e histórias”, inicialmente apelidada de “Marroquina”, mas que na hora de ser registada teve de ganhar novo nome.
“Quando se faz as músicas dá-se um nome e depois, quando se vai registar, fica outro”, explica Carlos Guerreiro, o que faz com que muitas vezes os músicos não saibam identificar os títulos dos temas.

Passados 14 anos desde o lançamento do primeiro disco, Thierry Guerreiro considera que houve uma “evolução positiva e um amadurecimento”, todavia constata, com um sorriso, que também estão “mais velhos”.
Na composição dos temas e nos arranjos o álbum está mais conciso, está mais adulto”, sublinha Domingos, referindo-se a “Sueste”.

Desprezados por promotores de espectáculos
A banda assume que não realiza tantos concertos como os que gostaria e acusa os promotores de espectáculos de preferirem “contratar outras bandas, muito mais caras, que não valem nada”, diz João Ruano.
As entidades que promovem os espectáculos põem sempre em causa a nossa qualidade como músicos, só porque somos algarvios. Se fossemos de fora já éramos bons, isso é que é chato”, corrobora Domingos Caetano.
Em relação ao público a percepção é oposta: “as pessoas estão lá sempre, nunca vi nós tocarmos para casa vazia, nunca vi ninguém a sair a meio do concerto, nunca vi ninguém a não dar saltos”, enumera João.

“Sueste” está em pré-venda desde dia 4 de Novembro e disponível desde dia 9 do mesmo mês, segundo a banda foi um disco produzido “com calma” e cujas vendas estão a ser “muito positivas”.

Os próximos concertos agendados são dia 28 de Novembro, na Fnac da Guia, e na Passagem do Ano, na Baixa de Olhão.
Os planos da banda Iris para os próximos tempos são percorrer as várias salas de espectáculo do país dando a conhecer “Sueste”.
Para conhecer melhor este grupo com sotaque algarvio, nascido na Fuzeta (Olhão), visite o site http://www.iris.pt/ ou o MySpace aqui.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Rally Casinos do Algarve decide Titulo nacional de Rallys

Com a Terceira Divisão parada nada melhor que aproveitar este fim de semana para acompanhar de perto as decisões do Campeonato Nacional de Rallys, dado que o Rally do Algarve encerra a temporada desta competição, e, ao contrário de outros anos com o título nacional de pilotos ainda em aberto. Por isso, o espectáculo está garantido com o actual campeão nacional e único piloto duma marca oficial deste campeonato a defender a vantagem de 5 pontos para o segundo classificado Vítor Pascoal, também num Peugeot 207 s2000, mas claro menos equipado que o de Bruno Magalhães.

Noutro patamar encontraremos uma luta muito interessante entre viaturas do agrupamento de Produção, onde o algarvio Ricardo Teodósio aparece na cabeça do pelotão com um Mitsubishy Lancer EVO X, com Fernando Peres, Adruzilo Lopes, Bernardo Sousa ou Ricardo Moura como adversários à altura. Destaque também para as presenças de José Pedro Fontes, vencedor do ano passado desta prova, num vistoso e barulhento Aston Martin DBR S9 e de Mex Machado dos Santos num Posche 993.

Numa prova com 60 inscritos, a grande fatia pertencerá mesmo ao CRRS e campeonato VSH, onde encontramos o grande grosso de "concorrentes algarvios", com destaque para o sempre temível Ford Sierra Cosworth de Pedro Leone ou o alterado Opel Corsa 2.0 de Luis Nascimento, um autêntico canhão em asfalto, mas nunca esquecendo o líder do CRRS Nuno Pinto, mas também de nomes como os do regressado Luís Mota, Bruno Andrade ou de José Carlos Paté, concorrente da aldeia de Estói.

Sem dúvida, um rally cheio de pontos de interesse, a começar amanhã com uma super especial no Autódromo Internacional do Algarve pelas 21h00, prosseguindo no domingo, a partir das 9.30 da manhã com as restantes 7 classificativas na serra de Monchique.

Macário Correia: Câmara de Faro tem situação financeira preocupante

O presidente da Câmara Municipal de Faro cumpre hoje um mês de mandato e a sua principal preocupação tem sido "arrumar a casa", numa autarquia que tem "uma situação financeira, administrativa, de instalações e equipamentos preocupante".

Macário Correia disse à agência Lusa ter-se deparado, na área financeira, com "40 milhões de euros de dívidas de curto prazo, de facturação vencida, 18 processos judiciais por incumprimento de obrigações financeiras, uma dúzia de obras paradas por falta de pagamento a empreiteiros e mais 40 milhões de euros de empréstimos de médio e longo prazo". Deparou-se ainda, de acordo com o próprio, com as empresas municipais, "excepção feita à FAGAR" (empresa que gere as águas e resíduos de Faro), numa "situação de passivos acumulados com alguma preocupação". Em termos administrativos, Macário Correia ficou "apreensivo" com o "atraso na normalização administrativa dos procedimentos municipais" e pela falta de "uma tabela de taxas actualizada, de um regulamento de urbanização e edificação, de um regulamento de trânsito ou de um regulamento de toponímia", entre outros."

As instalações e equipamentos estão muito aquém daquilo que a modernidade e a qualidade de serviço exigem. Há funcionários instalados em péssimas condições e há equipamentos, na área de informática e outra, que estão aquém daquilo que seria desejável", diagnosticou ainda o autarca. O ex-presidente da câmara de Tavira explicou que uma das medidas já tomadas foi a nomeação dos administradores das empresas municipais, cargos que passam a ser acumulados por membros do seu executivo e equipa e que não serão remunerados."É a isso que me tenho consagrado, ao que se chama arrumar a casa", acrescentou Macário Correia, que quer que "a câmara ganhe rapidamente uma organização e metodologia de trabalho quantificada, organizada, em equipa, que é fundamental", adiantou.

O autarca lembrou que tem também "trabalhado para acentuar a articulação entre os bombeiros voluntários e municipais", num processo de junção em que diz não antever qualquer problema legal, como foi sugerido pelo presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais, sobretudo no que se refere à integração dos voluntários nos municipais. Outra medida, que causou polémica e descontentamento por parte de comerciantes e particulares, foi a que se prende com a legalização dos aparelhos de ar condicionado, mas Macário Correia explicou que isso está previsto em leis e regulamentos em vigor." Há muitas queixas e reclamação de cidadãos que acham que a estética de edifícios está a ser alterada com esse tipo de objectos", disse, lembrando que, como autarca, tem "que ter o cuidado em fazer cumprir os regulamentos".

Macário Correia negou ainda ter congelado os subsídios ao arrendamento, precisando que "a câmara municipal anterior tinha criado uma dotação de 130 mil euros de subsídio a arrendamento, [e que] depois decidiu reduzir em 60 mil euros". O presidente da câmara de Faro disse que essas verbas estavam já esgotadas quando chegou à câmara e que o anterior executivo socialista liderado por José Apolinário ainda promoveu em cartazes esse subsídio fazendo aumentar a procura quando a oferta estava esgotada.

Expliquem-me como se fosse mesmo muito burro... Se a CMF têm 40 milhões de euros em facturas vencidas não pagas, mais empréstimos a médio/longo prazo avaliados em outros 40 milhões de euros, mas, pior que isso não consegue gerar recitas poder abater este passivo, pergunto eu, se não estamos perante uma Câmara/Instituição falida, sendo a única alternativa a alienação de património? Aliado a isso, pouca obra feita se vê, mas transpondo esta situação para realidade laboral em Portugal, é mais do que evidente que, se a CMF fosse uma empresa, mais umas largas centenas de pessoas estariam a engrossar a lista de desempregados em Portugal. Ou vão me dizer que é mentira?

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Regionalização a “passo de caracol” desde 1976

Desenvolvimentos e recuos do tema ao longo de oito anos no Região Sul online

Um dos principais temas que cruzaram os oito anos de existência do Região Sul online foi a Regionalização. Recorde na notícia 100.000 como a vivemos: os (intermináveis) debates, as petições, as opiniões, os desenvolvimentos e os recuos de um modelo administrativo que está consagrado na Constituição desde 1976 mas que teima em andar a “passo de caracol”.

Em 17 de Setembro de 2001 o Região Sul publicava a primeira notícia online sobre o tema Regionalização. Em Tavira, a Conferência Inaugural do Centro de Estudos Universitários ia abordar o assunto. Antes, em 8 de Novembro de 1998, um referendo saiu gorado. Os portugueses não quiseram o país regionalizado. Na altura a divisão administrativa previa oito regiões. O “Não” ganhou com 60,67%. O “Sim” obteve 34,96% dos votos. A abstenção situou-se nos 51,71%. Voltando a finais de 2001, o então presidente do PS Algarve, José Apolinário, dizia na festa-comício do PS/Loulé que a Regionalização "é o modelo de desenvolvimento correcto para o Algarve", mas que "é um tema adiado a médio prazo". Em Janeiro de 2004, o PS Algarve vai bater-se pela Regionalização. Esta foi a primeira promessa deixada pelo presidente dos socialistas algarvios, Miguel Freitas, e que "arrancou" o apoio do deputado e ex-ministro da Administração Interna, Jorge Coelho. Dez meses mais tarde, em Novembro de 2004, as conclusões do 12.º Congresso do Algarve realizado em Tavira, apontam um caminho: “A Regionalização”. Mas em Julho desse mesmo ano, o Primeiro-ministro, Santana Lopes, decide descentralizar secretarias de Estado, entre as quais a do Turismo, para Faro. Nessa altura o presidente da Agência Portuguesa para o Investimento (API), Miguel Cadilhe, criticou a opção do Governo, defendendo antes uma descentralização “efectiva” com base nas autarquias e nas regiões. Em 2005 é a vez de Jerónimo de Sousa defender que só a Regionalização poderá promover o desenvolvimento do Algarve, uma região com graves problemas de desemprego, muito dependente do turismo no Verão e que tarda em ultrapassar as assimetrias regionais. A finalizar o mesmo ano, o então candidato à Presidência da República, para a qual viria a ser eleito meses depois, Cavaco Silva, prometia convocar “novo referendo” à Regionalização, caso o Parlamento lhe enviasse uma proposta nesse sentido. PRACE aprovado para abrir caminho...

Meses depois, em Março de 2006, o governo de José Sócrates aprovava o Plano de Reestruturação da Administração Central do Estado (PRACE), que extinguia quase duas centenas de organismos públicos e dividia o país em cinco regiões-plano: Norte, Centro, Lisboa e Vale do Tejo, Alentejo e Algarve.

Em Abril de 2007, surge o movimento “Regiões, Sim!”, fundado pelo presidente do PSD-Algarve, Mendes Bota – que vinha reclamando cada vez mais este modelo administrativo –, e que juntava personalidades ligadas a outros partidos. Pouco tempo depois, em Setembro de 2007, o governo PS assumia pela voz do então ministro do Ambiente, Nunes Correia, levar a Regionalização a referendo na legislatura seguinte, depois de consolidar o mapa das regiões-plano e reestruturar os serviços públicos. Ainda nesse ano o presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, é o convidado do PS Algarve para a abertura do ano lectivo da Universidade Meridional (UM). O objectivo é formar quadros para governar com Regionalização. Inquéritos aos portugueses. Estamos em meados de 2008. Um inquérito/sondagem realizado por alunos da Universidade do Algarve conclui que os portugueses querem a Regionalização. Sucedem-se dezenas de debates ou conferências sobre o tema. Todos os partidos, aqui ou ali, vão tornando público a mesma ideia. É necessário regionalizar. O acordo é unânime. Mas entretanto surge a nova lei do associativismo.

Figuras regionais do PSD, Macário Correia e Mendes Bota temem o pior. Consideram que a nova lei pode criar um empecilho à Regionalização. Lei esta que confere às futuras associações de municípios – denominadas Comunidades Intermunicipais (CIM) – competências que “vocacionalmente pertencerão às futuras regiões”, pelo que a lei “poderá ter criado um empecilho a implementação das regiões”. Em Janeiro deste ano o PS Algarve mostra-se satisfeito por José Sócrates incluir a Regionalização na sua Moção. E promete levar o tema ao Congresso nacional dos socialistas. Em Março uma delegação de dirigentes do movimento cívico “Regiões, Sim!” entregou ao presidente da Assembleia da República, a petição pela concretização do processo da Regionalização, subscrita por 7781 pessoas. O objectivo era “provocar um debate em plenário” sobre a matéria, “apelando aos partidos políticos para que assumam o tema de forma clara e inequívoca nos seus programas eleitorais. O tema entra nos programas eleitorais dos partidos O debate acontece em Julho. O movimento cívico “Regiões, Sim!” mostra-se satisfeito com as posições dos partidos. “Aguarda-se agora a consignação destas posições nos programas eleitorais a apresentar pelas forças partidárias nas próximas eleições legislativas”, salientou Mendes Bota. Estamos perto das eleições legislativas. “Será um dos dias mais felizes da minha vida quando o Algarve for uma região por direito. Já o é de facto. Será por direito”. As palavras são de Isilda Gomes na despedida do cargo de governadora de civil de Faro, por entrar nas listas de deputados à AR pelo PS. João Soares, cabeça de lista do PS pelo Algarve, diz que o tema será a batalha central dos deputados socialistas na AR, apesar da sua institucionalização integrar apenas o quinto e último ponto do programa regional socialista.

Meses antes os socialistas algarvios tinham projectado levar o tema a referendo em 2011 e em caso de sucesso, eleições regionais em 2013, a par das autárquicas. O novo Governo de José Sócrates entra em funções e eis que Mendes Bota repara que o texto sobre a Regionalização inscrito no programa eleitoral do PS foi integralmente copiado para o programa do Governo. Através de requerimento enviado ao Governo já este mês, quer saber se foi um “mero erro” ou uma mudança de política. Isto porque o texto do programa eleitoral do PS para as legislativas falava em avançar com o processo "na próxima legislatura". E o actual texto do programa de Governo, copiado do primeiro, continua assim a falar da matéria como algo para avançar “na próxima legislatura”, o que pode indiciar que se trata da legislatura 2013 – 2017. Bota ainda espera uma resposta. A última notícia sobre este famigerado tema data de dia 15 último.

Macário Correia, que preside à Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) e que tem defendido publicamente a Regionalização, diz duvidar das intenções do Governo socialista em avançar com a regionalização nesta legislatura. Entretanto, ao longo deste período, consoante a cor partidária do governo e consequentes alterações às leis do associativismo, a Associação de Municípios do Algarve passou a ser Grande Área Metropolitana do Algarve para depois passar a ser Comunidade-Intermunicipal do Algarve. Tal como em 2001, a Regionalização é um tema a abordar ou, para quem preferir, ir abordando, apesar de a sua institucionalização estar prevista na Constituição da República Portuguesa desde 1976, após a revolução de 25 de Abril de 1974. “Hoje Portugal é a excepção, é um caso atípico, é o único país que está completamente centralizado e onde não há estrato intermédio de poder entre o poder local e o poder central e isso é algo que eu não acho que deva ser motivo de orgulho”. Mendes Bota em 5 de Março de 2009.

Tivesse o governo PS tanta abnegação no cumprimento desta promessa esbatida no tempo, como têm tido na promolugação do casamento entre pessoas do mesmo sexo, sem qualquer consulta popular, e o nosso Algarve estaria hoje mais desenvolvido, com mais emprego e sustentando um futuro com melhores condições sociais para as populações. Entre avanços e recuos, muitos dos que dão a cara na defesa deste desígnio, são ignorados na capital pelos grandes barões políticos, esses, que em cada 4 anos nos fazem sorrisos rasgados quando se fala deste assunto. E Macário vai desesperando pelo seu cargo de sonho a médio longo/prazo... Digo eu...

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Farense: S. Luís ou Estádio Algarve?

A Direcção do SC Farense acaba de tornar pública a intenção de passar a disputar de forma efectiva os seus jogos oficiais no Estádio de S. Luís, mítica casa dos farenses ao longo de grande parte da sua existência.

O Estádio de S. Luís, que aos sócios e adeptos foi nos últimos três/quatro anos dado como em fim de vida, por forma a liquidar as dívidas do Clube (que acumulam as da SAD), foi alvo nos últimos meses de apreciáveis melhoramentos que muito dignificam a imagem do Clube e dos que agora tomaram conta do leme na nau farense.

Apesar de registar com enorme agrado, tal facto, não poderia omitir nesta fase, como mero farense, adepto e sócio a minha sincera opinião sobre esta decisão. O facto é que o Farense têm neste momento à sua disposição dois estádios com capacidade para receber os seus jogos, mas num momento de afirmação social e desportiva do Clube, parece-me mais racional a opção pelo Estádio Algarve.

Sei que a minha opinião será uma mera onda contra a corrente, mas julgo que há razões fortes para o Farense continuar a jogar no Estádio Algarve. Desportivamente, parece-me inequívoco que uma equipa ganhadora, liderante e dominadora no controlo de jogo, prefere relvados mais amplos para esplanar o seu futebol, especialmente contra equipas que se "fecham" lá atrás. Ora, como Farense, julgo que o lugar do meu Clube é a Primeira Divisão Nacional e para isso será necessário o Farense conseguir três promoções, o que vêm de encontro ao facto de ter uma performance desportiva liderante no panorama regional e depois nacional. Como sabemos o relvado de S. Luís é pequeno, talhado para equipas que jogam na expectativa, aliás foi dessa forma que muitas vezes o Farense conseguiu bater os grandes, mas a verdade é que essa forma de jogar não se adapta aos objectivos de agora, em que se pede um Farense activo e não reactivo.

Noutra perspectiva, o Estádio Algarve oferece aos seus espectadores melhores condições para assistir aos jogos e sabemos que através da imagem "Estádio Algarve" poder-se-á gradualmente fomentar a angariação de adeptos sedentários que, com essa curiosidade, poderão se tornar fervorosos adeptos, consequência das vitórias desportivas do Clube. O facto é que na passada temporada, mesmo numa fase menos boa, o jogo mais presenciado do Farense foi no Estádio Algarve, embora admitindo que houve outro jogo, mas numa fase de enorme entusiasmo, que também levou um numero considerável de pessoas ao Estádío S. Luís. Não obstante a médias das duas ultimas temporadas favorece o estádio Algarve... O ideal seria mesmo fomentar nos dias de jogo um ou dois autocarros para fazer a transferta Faro-Estádio Algarve aos adeptos sem condições de transporte.

Por outro lado, julgo também ser um desperdício para a CM Faro e para todos os seus munícipes que se vêm privados de obras visíveis no Concelho, o maior clube local abandonar o Estádio Algarve, situação que na verdade deveria ter sido ponderada na altura da sua concepção, mas que, nesta fase consolidada da sua existência, deveria ser um marco de unidade entre as vontades do Clube e Município para utilização do recinto, e consequente promoção de ambas as Entidades

Emocialmente também eu optaria pelo velho S. Luís, mas o Farense, na minha opinião não deve viver do passado, devendo guardar o seu estádio para os jogos dos escalões jovens, ou mesmo optando por jogar exclusivamente competições como a Taça de Portugal ou a Taça do Algarve, e procurando novas oportunidades e ciclos, através duma infra-extrutura moderna que têm ao seu dispor.

Farense vai jogar no S. Luís

Wilson, Oliveira e Vicente emprestados ao Imortal

A Direcção do Sporting Clube Farense já solicitou à FPF a autorização necessária para que os próximos jogos do Campeonato Nacional da III Divisão, em que o Farense actue na condição de visitado, sejam realizados no Estádio de S. Luís.

Entretanto, foram cedidos, a título de empréstimo, ao Imortal de Albufeira os atletas Wilson, Oliveira e Vicente.

SCF – Gab. de Imprensa

terça-feira, 17 de novembro de 2009

NOME lançam primeiro disco «Código Pele» em Dezembro

O grupo algarvio NOME lança o seu primeiro disco, «Código Pele», no próximo dia 4 de Dezembro em concerto a realizar na Associação de Músicos de Faro.

«Código Pele» foi gravado e misturado por Luís Guerreiro e masterizado por Nelson Carvalho, dos estúdios Valentim de Carvalho. Inclui os temas Uma Prenda Índia, Retocou Baton, Segredo (Murmúrio no esconderijo), Juliana, O Erro e Memórias.

Os NOME existem desde 2004, tendo o projecto nascido em Faro. O seu estilo é o rock, cantado em português. Foram a banda vencedora da primeira edição do concurso «+ Música», em 2005, bem como do concurso para abertura de três concertos dos Xutos e Pontapés no Algarve em 2006, ano em que os NOME gravaram uma primeira maquete com dois temas, cuja gravação contou com a participação especial de Elísio Donas, teclista dos extintos Ornatos Violeta. «Passo em falso» foi um dos temas: rodou na Antena 3, no programa Quinta dos Portugueses; pode ser ouvido em http://www.osnome.blogspot.com/.

Depois de alguns concertos em 2007 com bandas como The Gift ou Terrakota, entre outras, os NOME começaram a preparar o primeiro disco.

O primeiro tema de apresentação, em meados deste ano, foi «O Erro», online em www.myspace.com/osnome.

Quem é leitor regular deste espaço já se apercebeu do meu apego ao Algarve, e neste caso concreto às bandas algarvias, que, em 3 ou 4 casos estão ao nível do que de melhor se faz em Portugal... Cada um ao seu estilo, [O][L][U][D][O], Banda Íris, e os citados NOME, são bandas que por estes tempos não me saem do ouvido... É bom que muitos de nós, algarvios, tomemos cada vez mais consciência que, ao apoiar (também porque merecem), estamos a incentivar também o aparecimento de outros nomes na nossa música, descentralizando cada vez mais o mercado discográfico que insiste em ter uma visão muito redutora do país, resumindo o seu plano de interesses às grandes capitais económicas e sociais de Portugal...

O caso dos NOME, trás-me à memória os míticos Melomenorítmica, qual banda de culto da juventude farense na década de noventa, projecto esse que rodava incessantemente na extinta SuperFM Algarve. Por vezes dá me vontade de pedir ao tempo que retroceda, que me deixe mais novo, para poder saborear com ainda mais convicção os tempos de outrora.

Passados muitos anos, finalmente teremos connosco um disco destes rapazes, talvez tarde, mas ainda atempo de mostrar a Portugal o talento da gentes de Faro.

Casting para os Ídolos em Portimão...

Portimão está mesmo na moda pois naquela cidade há uma enorme propensão para pseudo-cantores... Primeiro foram os funcionários públicos, (quais empregados do sector privado sempre ocupados com as suas tarefas) a adoptar um hino próprio, quando agora tenho conhecimento que Ernesto Ferreira da Silva, Dias Ferreira e o próprio "JEB" protagonizaram um enorme festival de música popular na capital barlaventina...

Parece mesmo que os ares portimonenses têm o condão de despertaroutras facetas a meros agentes desportivos até agora desconhecidas do grande público... Olha se os Ídolos fazem lá um casting, as surpresas que poderíamos descobrir...

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Edinho quer ganhar todos os jogos e deixa "subida" em aberto...



No rescaldo da vitória q.b. em Lagos, por 0-1, graças a mais um golo do puto maravilha Alvarinho logo ao "abrir da feira", que deixa os farenses no terceiro posto da tabela a dois pontos do segundo classificado Juventude de Évora, lançamos uma entrevista retirada da edição do passado sábado no jornal "A Bola" com o mister Edinho...


Treinador satisfeito com estreia. Intenção é somar vitórias e apontar baterias à subida. Moral não falta aos leões de Faro
O Farense segue tranquilamente na Série F da III Divisão, ocupando o quarto lugar, com 12 pontos, sob o comando de Edinho que esta época se estreia como treinador principal, depois de vários anos a marcar golos no futebol português. «O grande objectivo é encarar os jogos sempre com vontade de vencer, colocando em campo um futebol bonito e eficaz que agrade aos nossos sócios», explana o brasileiro, denotando orgulho por representar o Farense, clube de eternos pergaminhos: — O Farense foi, é e sempre será um clube grande. O passado ninguém pode apagar. A nós pertence-nos a obrigação de o dignificarmos no presente e no futuro, não só dentro das quatro linhas como fora delas.

Edinho mostra-se também agradado com o respeito evidenciado pelos adversários com os quais se cruza aos domingos.«É bastante gratificante trabalhar num clube desta dimensão. O apreço que os opositores têm por nós torna-nos ainda mais fortes. Isso dá-nos motivação extra para continuarmos a fazer sempre mais e melhor», acrescenta, em tom de agradecimento e cheio de confiança nos dias vindouros: — Estamos no bom caminho mas ainda queremos melhorar.

Subida logo se vê

Sem prometer a subida, apenas vitórias, Edinho assume que todos os jogos são para lutar.«No final logo faremos contas», comenta a propósito, enveredando por discurso cauteloso. E porque a aposta em si ainda tem de ser ganha, Edinho acredita que a sua carreira de treinador vai consolidar-se:— Estou bastante satisfeito com a minha adaptação. Direcção e jogadores estão a ajudar-me imenso. Dos meus amigos, de Norte a Sul do País, recebo muitos telefonemas a incentivarem-me, o que muito me ajuda, acreditem!

por João José Pedro no Jornal A Bola

Uma táctica à "Edinho"...


Quando vi esta notícia pela hora do almoço não queria acreditar... De facto, é um achado jornalístico do mais cómico (para o espectador) que há, com a particularidade de ter ocorrido em pleno Algarve.

Coitado do rapaz romeno, ainda aprendiz de assaltante, pois de facto, para além de ver frustrado o seu ensejo para aquela noite de sábado, viu-se ele próprio "assaltado" das calças, ainda que no bom sentido...

Como se costuma dizer: "pela boca morre o peixe"...

Portugal X Grécia: O outro jogo decisivo da nossa selecção joga-se amanhã no Algarve

O jogo de amanhã é mais que decisivo para a nossa Selecção Nacional de Esperanças!

Amanhã, ao fim da tarde, o Estádio José Arcanjo em Olhão será palco dum jogo fundamental para as nossas aspirações à presença no Euro 2011 e consequente apuramento para as Olimpíadas de Londres 2012. Com Oceano Cruz no leme, Portugal têm tido resultados medíocres, registando em quatro jogos, não mais que uma vitória, um empate e duas derrotas, sendo obrigatório vencer as quatro partidas que faltam para ambicionar os objectivos propostas.
Acredito que, nesta fase tão delicada os algarvios não desdenharão o seu apoio incondicional, pelo preço simbólico de 5 euros, neste jogo tão importante.
Força Portugal!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Futsal: Universidade do Algarve X Sporting, sábado 14 no Pavilhão Afonso III

A par doutro jogo disputado na noite de hoje na Luz de Tavira, entre o Sonâmbulos e o Benfica, um dos jogos-cartaz da segunda eliminatória da Taça é o Universidade do Algarve x Sporting, num jogo que promete fazer faísca e encher literalmente o mítico pavilhão Afonso III, em Faro. Sem dúvida que é nestas alturas que se pergunta onde está o tão famigerado Pavilhão Gimnodesportivo da cidade de Faro, que está retido para inauguração devido a diferendo entre a CMF e o empreiteiro....

Assim, o que poderia ser um grande dia de promoção do Futsal mas também do desporto na nossa cidade, redundará num espectáculo só ao alcance de umas pouquíssimas centenas de espectadores, num espaço algo antiquado e com poucas condições de segurança para espectáculos desta dimensão.

Contudo fica dado o mote para este ansiado embate entre a melhor equipa de Futsal do concelho de Faro e um dos crónicos candidatos ao título nacional, este sábado dia 14, pelas 17.30 na nossa querida capital algarvia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Estádio para que te quero...

Quando falamos da utilidade do Estádio Algarve, certamente não nos vêm à cabeça organizar um evento tão parvo como este em volta do relvado... Mas será que esta gente não têm cabeça para organizar coisas mais úteis naquele recinto?

"Pais, alunos, professores da International School São Lourenço baterem hoje o recorde do Guinness do maior dominó humano em colchões, que passou de 121 para 244, depois do sucesso da inicativa realizada no estádio Algarve.

Depois de um ensaio que afinou a tentativa a sério, 244 pessoas, encostadas a um colchão alinharam-se e deixaram-se derrubar para um recorde, que terá de ser validado nos próximos dias através de provas documentais e testemunhais, como explicou uma fonte da organização.

"A validação terá de ser feita nos próximos três dias, através de imagens recolhidas e do testemunho de personalidades. Já houve uma tentativa com 151 colchões mas não foi validade pelo Guinness", afirmou Rosa Sá, da organização da inicitiva, que nasceu da necessidade de angariar fundos para a escola e por iniciativa de um pai.
Rosa Sá não escondeu a satisfação por tudo ter corrido como planeado, considerando que "não podia ter corrido melhor".

"Foi óptimo, conseguimos juntar estas 444 pessoas e conseguimos bater o recorde", afirmou a responsável, que espera poder ver o certificado homologado pelo Guiness e afixado na escola.

Rosa Sá adiantou que, para isso, "foram recolhidas imagens que vão ser enviadas ao Guiness para o recorde ser validado".

Foi assim coroada de sucesso esta iniciativa, que nasceu da necessidade de a escola, situada em Almancil, angariar verbas para aquisição de novo equipamento.
"Não sou a melhor pessoa para dizer se esse objectivo foi cumprido porque não sou da escola, mas penso que sim, que a iniciativa terá também servido esse propósito", disse Rosa Sá.
"
In I Online

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

A culpa é do rato...

E assim se transforma um rato num bode ((r)espi(r)atório)...

Para a próxima venham mas é jogar para o Estádio Algarve... Não seria a primeira vez...

Sueste... ÍRIS voltam a dar-nos a melhor música com sotaque... algarvio!



Este(s) moço(s) também comemora(m) este ano 30 anos de carreira, mas, menos mediáticos que o "Xutos", não são para mim, como algarvio sinónimo de menor qualidade, antes pelo contrário.

Porque não renego as minhas raízes e não tenho vergonha do sotaque bem típico das nossas gentes, aliado ao estilo de rock irreverente mas humilde, têm para mim mais valor este CD dos Ìris do que qualquer trabalho discográfico lançado este ano, fruto duma excelente combinação de esforços em busca de mais um merecido sucesso.

Porventura alguns dos que leêm este artigo torcerão o nariz ao meu pensamento, mas duma coisa estou certo, quando este moços se calarem, alguma da identidade do Algarve se perderá, diluída entre outros falares cada mais allgarvios e recheados de tradições e hábitos anglo-sáxónicos.

Musicalmente este CD parece-me mais adulto, rockeiro, rico musicalmente mas nunca perdendo o toque algarvio...

Sem dúvida a não perder.

Mas o melhor é mesmo adquirirem o CD, por um preço muito baixo, assim incentivando a banda para nos continuar a presentear com estas delícias musicais...


E passem pelo ->>MySpace

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Variantes e rotundas marcam a nova EN125

A construção de seis variantes e sete rotundas são as intervenções mais emblemáticas da requalificação da EN 125, obra lançada pelo Governo em 2008 que visa tornar mais seguro este importante eixo rodoviário algarvio.

Embora as intervenções sejam unanimemente vistas como indispensáveis, há autarcas algarvios que prometem que vão seguir de perto o processo, para não serem deixados para trás. Lagos, Odiáxere, Loulé, Faro, Olhão e Luz de Tavira são as localidades que irão beneficiar de soluções definitivas, com o desvio do trânsito da actual EN 125 para uma via alternativa. Já no que toca a rotundas, serão construídas junto à Escola Internacional do Algarve, em Lagoa, bem como em Pêra, Boliqueime, Vilamoura, Alfandanga, Luz de Tavira e Cacela. O «barlavento» contactou a empresa Edifer, que lidera o consórcio Rotas do Algarve Litoral, que ganhou a concessão desta obra. Mas apenas foi possível confirmar que será dada prioridade à conclusão da Variante Norte de Faro, como já havia sido anunciado.

O arranque desta empreitada chegou mesmo a ser anunciado antes das eleições, mas o recém-eleito presidente da Câmara de Faro Macário Correia garantiu ao nosso jornal, e em diversas ocasiões depois de ser eleito, que não está ainda feito «um metro de estrada». Em causa está o atraso no processo de expropriações, já que, acusa o autarca, o anterior executivo não foi para o terreno em conjunto com o concessionário, limitando-se «a colocar no site da Câmara um apelo para que os proprietários colaborassem no processo», em prol do desenvolvimento do concelho.

Também o reeleito presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio já veio a público avisar que está atento ao desenrolar do processo. No seu discurso de tomada de posse, o autarca avisou que irá tirar satisfações junto do Governo sobre o andamento da obra.Neste caso, a primeira fase da obra, uma circular que rodeia a cidade a Norte, já começou. Esta intervenção irá ligar a Zona Industrial de Loulé à rotunda do Pavilhão Municipal, com uma extensão de 4,4 quilómetros.O que preocupa o executivo camarário é a segunda fase, com menos de metade da extensão, que foi separada do resto da empreitada devido a questões ambientais, e que irá ligar o Pavilhão Municipal à EN270, no troço entre Loulé e São Brás. A autarquia louletana garantiu que esta intervenção «ainda não passou do papel», apesar de o então secretário de Estado das Obras Públicas Paulo Campos ter anunciado, faz quase um ano, que o projecto de execução deveria estar concluído no primeiro trimestre de 2009. «Não faz sentido fazer esta obra sem a fechar totalmente», avisou, na altura, Seruca Emídio.

Menos faladas, mas igualmente importantes para as localidades em que serão realizadas, foram as obras das demais variantes previstas. Até porque as intervenções mais pesadas foram pensadas para os sítios onde a EN 125 se tornou uma verdadeira avenida das localidades que atravessa.Não foi possível saber junto do consórcio responsável pelas obras qual a calendarização prevista. Certo é, apenas, que a obra de requalificação da EN 125 tem um prazo de execução que se estende até 2011.

O investimento é de 400 milhões de euros, para intervir ao longo de mais de 270 quilómetros de estrada.


Cedo alertámos para o facto deste projecto, no caso particular da variante a Faro, estar inquinado de nascença devido aos motivo mencionados neste artigo... Contudo, perante o cenário descrito neste artigo, prova-se que não só o caso de Faro é preocupante, mas também os outros troços estão atrasados, nunca se terminado nos 13 meses que sobram todas estas frentes... Promessas....!??

domingo, 8 de novembro de 2009

As Notas do Farense 2-1 União de Montemor

Notas Positivas:

  • De positivo para o Farense, apenas registo o resultado, que deixa os algarvios no terceiro posto da tabela, a sete pontos do líder Pescadores Costa da Caparica, após 7 das 22 jornadas da primeira fase.
  • O jogo em si, com indefinição do resultado final até aos últimos instantes com jogadas de perigo em cada uma das baliza.
  • A equipa do União de Montemor, não merece de forma nenhuma a ingrata posição na tabela, mostrando ao longo da partida, qualidade para no mínimo lutar ferozmente pela manutenção.

Notas Negativas:

  • Mais uma vez o Farense esteve abaixo do exigível para uma equipa da sua qualidade, denotando enumeras carências na troca de bola, consistência defensiva, ofensiva o que deixou os seus adeptos e associados à beira dum ataque de nervos na fase final da partida.
  • A incapacidade do Farense em segurar o jogo nos minutos finais, perante um adversário reduzido a 10 unidades e detentor da lanterna vermelha.
  • A falta de alternativas atacantes no banco, deixando a nu umas das fraquezas deste plantel, quando um dos habituais titulares do ataque se lesiona ou fica castigado.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Edinho, o nosso treinador, analisado à lupa...

Edinho na calha para ajudar a Selecção Nacional?? Não!! É o outro!

Já não era sem tempo. Aos 42 anos e ainda a jogar no quase devoluto(devia ser censurado...) Farense, depois de ter passado por Olhanense, Portimonense, Chaves (no cromo), Guimarães, Sporting (deu um passôbem ao Paulinho e foi imediatamente retocar a permanente), Bradford, Dunfermline (só para estar perto da destilaria do Johnny Walker), Portimonense – outra vez, U. Lamas, Vizela, Olhanense – outra vez, Portosantense, Juventude de Évora e Campinense, Edinho recebeu o merecido prémio-carreira e estará na Selecção de todos nós.… de “todos nós”, no sentido de sermos mesmo todos, desde portugueses a brasileiros, passando por ucranianos, togolesas com enormes espaços entre os dentes, esquimós e o Ronny; é mesmo a Selecção mais abrangente que possam imaginar e se o vosso cão tiver jeito para a bola, mesmo que seja um pastor alemão… não percam tempo e tragam-no a um treino de captação, OK? Depois alteramos o pedigree e ele fica logo seleccionável. Não se preocupem.Agora sim, com Edinho estão reunidas as condições para atacarmos a qualificação em peso. E quando falamos de Edinho e de peso na mesma frase não o fazemos de forma inocente.

Sim, porque Edinho, essa máquina de golos com sotaque sopinha de massa, continua em forma e não dispensa um belo cachorro quente a transbordar de maionese e mostarda em cada 15 minutos do jogo. Isto é, Edinho mantém, aos 42 anos, uma forma física invejável capaz de corar qualquer uma das bochechas do Pedro Morcela. Pode já não ter a sagacidade dos velhos tempos, nem os rui-sânticos caracóis que lhe decoravam a sua jovem face, mas certamente que o seu histórico poder de fogo despertou em Carlos Queirós uma nostalgia inquebrantável que o fez constatar: “Isto só lá vai com o Edinho, o torpedeiro de Chaves. Ele vai ser o nosso homem”.Agostinho Oliveira, também ele dotado de uma bela composição capilar, a(d)juntou “de Chaves e de mais uma catrefada de sítios, pá” e Queirós ficou sem dúvidas “Ena pá, é isso mesmo, o nosso pequeno bombardeiro identifica-se muito mais com o país real do que por exemplo… eu mesmo!”. E estava selada a surpresa.

Contudo, a verdade veiculada pela imprensa dá conta dessa surpresa, mas envolvendo outro Edinho. A Cromos da Bola, SAD, explica o que se passou. Edinho estava a recuperar energias após um treino geriátrico sem bola numa piscina cheia de banha de porco quando recebeu a chamada do Professor Queirós. “Blá-blá-blá… crise de avançados… blá-blá-blá… falta de carisma e experiência… blá-blá-blá… estás convocado!”. Edinho até se engasgou com um frasco de manteiga de amendoim: “Como é meizmo? Você tá convocando eu prá jogá por Porrtugáu?”- É isso mesmo, pequeno Eduardo. Tu serás a nossa arma secreta!Mas Edinho mostrou-se irredutível:- Dji jeito nénhum! Estou muito lêgáu aqui no Eispórtjingui Farensi, não tô prá enchê o sácu com êssis caras aí, pô! Aléim du mais, já tô comprometchido com a sêlêção do Rwanda. Ou do Burkina-Faso. Não sei bem, mais vô sê o Roger Milla dus caras e vô jogá lá assim qui fizé os 45 ânu, tá entendendu?Dito isto, Edinho desligou com um desprezo só possível a quem já marcou golos de cabeça mesmo não tendo 150 centímetros de altura.

Queirós encarou a nega com tranquilidade.- E agora, pá, e agora?!? Este anão goleador era a minha última esperança! Que vou eu fazer? O Moreira de Sá disse que não, não percebi o que o Serifo disse, o Paulo Alves não me disse nada… e agora que até já tínhamos revelado o nome à imprensa e tudo… que se lixe, vou já tomar a cápsula de cianeto!Mas Agostinho foi a tempo de evitar males maiores.- Eh pá, ó Carlos, a gente arranja aí um Edinho qualquer e ficas bem na fotografia. Vais ver.

E pronto, lá arranjaram um Edinho qualquer na Grécia, um português nem bem de gema, nem bem de clara, mas ainda assim um tipo que pode atrapalhar os suecos, quanto mais não seja por ter escapado ao relatório dos seus olheiros.Apesar de tudo, uma coisa não conseguirão mascarar: esta convocatória era para este Edinho.Aliás, na nossa memória só existe este Edinho. E ele já ocupa demasiado espaço para poder caber outro Edinho.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Mudam-se os tempos...

Estava hoje a ler este artigo de opinião no Jornal "O Algarve", do ex-presidente da CMF José Apolinário, quando me surpreendi pelo excerto do texto sublinhado a vermelho, acerca de uma das bandeiras de campanha do ex-autarca. Então não é que o homem que em finais de Agosto, estava de braço dado com o primeiro-ministro José Sócrates na apresentação da segunda fase da construção da variante a Faro - uma espécie de comício de campanha pré eleitoral, às custas do contribuinte - vêm agora fazer críticas a todo o processo em que participou e tentou tirar benefício político e eleitoral? Dadas as circunstâncias sabidas por todos, de que o projecto nem tinha ainda concretizado o processo de cedências de terrenos com os proprietários, logo sabia o nosso ex-edil que o processo só poderia estar parado mais uns tempos, pois o "trabalho de casa" não havia sido executado em tempo útil...

È caso para dizer que passado pouco menos de dois meses, José Apolinário mudou de barricada... Mudam-se os ventos, mudam as vontades... Isto, a mim causa-me náuseas... E a vocês?

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Vinte e sete clubes e duas SAD estão na lista de devedores ao Fisco - Farense no pódio

Vinte e sete clubes desportivos e duas Sociedades Anónimas Desportivas integram a lista de devedores ao Fisco, na qual os únicos participantes nas competições profissionais de futebol são a SAD do Vitória de Setúbal e o Leixões.

Numa lista actualizada terça-feira pela Direcção-Geral dos Impostos, a SAD do Vitória de Setúbal integra o segundo escalão de devedores, com dívidas entre um e cinco milhões de euros, enquanto o clube de Matosinhos surge no lote seguinte (500 mil a um milhão).

No que diz respeito ao desporto, a lista continua a ser liderada pela SAD do Boavista, agora a disputar a II Divisão de futebol, e pelo Salgueiros, ambos inseridos no escalão com dívidas superiores a cinco milhões de euros, num total de 14 devedores.
Além das SAD, o Boavista e o Vitória de Setúbal também surgem na lista de devedores enquanto clubes, ambos no escalão de 100 mil a 500 mil euros.
O Farense, que disputa a III Divisão de futebol, acompanha a SAD do Vitória de Setúbal no escalão de um a cinco milhões de euros, com um total de 87 devedores, enquanto o FC Maia e o Seixal FC surgem ao lado da SAD do Leixões no escalão de 500 mil a um milhão.
O Óquei de Barcelos, que disputa o campeonato nacional de hóquei em patins da primeira divisão e está inserido no escalão de devedores entre os 50 mil e 100 mil euros, é o único clube da lista que não participa em qualquer competição de futebol.

Mais de 5 000 000 euros:
Boavista FC SAD
SC Salgueiros

De 1 000 001 a 5 000 000 euros:
SC Farense
Vitória FC SAD

De 500 001 a 1 000 000 euros:
FC Maia
Leixões SC
Seixal FC

De 100 001 a 500 000 euros:
Académico FC
Amora FC
Boavista FC
Clube Académico do Paço
CD Montijo
CF União de Lamas
CF Valadares
Ermezinde SC
FC Marco
FC Famalicão
GD Coruchense
Neves FC
Sport Clube Senhora da Hora
Sport Lisboa e Fanhões
União Desportiva de Santarém
União Futebol Comércio e Industria de Tomar
Vitória FC

De 50 001 a 100 000 euros:
Associação Desportiva Lousada
Grupo Desportivo Águias de Camarate
Óquei Clube de Barcelos
Sport Lisboa e Olivais
União Sport Clube de Paredes


Não é novidade para ninguém o lugar que o SC Farense ocupa neste ranking, situação que se arrasta à anos e à qual tínhamos dado nota neste artigo. Passados 21 meses, foi eco na semana passada uma entrevista de António Barão, na qual o actual presidente do SC Farense mostrava o desejo de saldar as dívidas do Clube até ao Natal. A verdade, é que, para esse plano estar em concretizado muita coisa terá que acontecer nos próximos dois meses, desde o aval da CMF para o novo plano de pormenor da zona envolvente do Estádio S. Luís, bem como a prometida Assembleia Geral extraordinária para dar a conhecer aos sócios o projecto salvador do Farense. Pelo que se dizia à "boca pequena" na cidade de Faro, José Apolinário teria tudo mais ou menos alinhavado para dar uma ajuda na concretização deste negócio.

Fazendo fé no que foi prometido por Macário Correia nesta reunião, os farenses e farensistas (à boa moda do professor Marcelo), desesperam por mais um passo firme na resolução deste impasse, pois já estão mais que fartos de promessas, atrasos e recuos na desejada recuperação financeira da centenária instituição da capital algarvia.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Imagens do Moura 1-3 Farense


O Farense levou de vencida na tarde de ontem a equipa do Moura, nesta cidade alentejana. A deslocação era aguardada com expectativa, dada a importância do encontro na desejada inversão da queda na tabela classificativa.

Os golos de Alemão, Rodrigo e Álvarinho deixaram os algarvios a vencer por 0-3 mas um golo já nos últimos minutos deixou o Moura mais empolgado em busca do empate. Com a contribuição do Pedro Carrega, deixamos duas fotos dum lance capital do jogo, quando Gonçalo defendeu a grande penalidade que poderia ter resultado num perigosíssimo 2-3. Deixo-vos também com um cheirinho da festa dos South Side na planície alentejana...

Cortesia de fotos: Sr. Pinto Moreira

O último "Uivo" do Grande Mestre da Rádio...



Fiquei chocado ontem à hora de almoço, quando soube desta notícia... Ainda mais porque à bem pouco tempo, o meu pai deixou-me da mesma forma... As palavras são inúteis para exprimir os sentimentos de tão grande perda, e desta forma compreendo melhor as horas de aflição de todos os que o rodeavam naquela fatídica hora...

Neste caso, António Sérgio era um dos ícones vivos da expansão da rádio-rock(alternativa) em Portugal, aliando aos 59 nove anos uma juventude penetrante com uma voz que era um rasgo de trovão no éter radiofónico. Embora não fosse ouvinte assíduo dos seus programas, sei da importância da sua vida em prol da música e da rádio, e foi desta forma que acompanhei com revolta a sua dispensa da Rádio Comercial em 2007, terminado abruptamente um ciclo de 10 anos no programa "A Hora do Lobo"... Seria na altura, uma das últimas machadas da rádio em playlist sobre a rádio em directo, feita de improvisos e de muita comunicação e interacção com o ouvinte. António Sérgio resistiu, encontrou uma nova etapa na Radar FM, mas ontem o coração traiu-o... E já não houve remédio para continuar a sua aventura...

Os meus sentidos pêsames à família.

P.S. - às 22 horas de hoje, está no ar na RadarFM a última emissão (inédita) de Viriato 25, programa da Radar, por António Sérgio.