quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desemprego na construção aumentou 246 por cento no Algarve, alerta a Aecops

O Algarve é a região mais afectada pela crise no sector da construção, tendo o desemprego aumentado 246 por cento em Setembro, face ao mesmo mês de 2008, segundo as análises regionais de conjuntura hoje divulgadas pela Associação de Empresas de Construção e Obras Públicas e Serviços (AECOPS).

Além destas cifras, os dados do Instituto de Emprego e Formação Profissional apontam para uma quebra de 63 por cento registada até Setembro no licenciamento de novos fogos habitacionais. Ou seja, a AECOPS afirmou que a situação é a mais garve de todo o País e tende a «agravar-se, ao contrário dos dados nacionais, que revelam uma tendência de estabilização». «É ainda no Algarve que a redução dos valores da avaliação bancária mais se fez sentir (-4,5 por cento em termos homólogos), dificultando o acesso ao crédito bancário para aquisição de habitação», acrescentou.

Também com uma evolução oposta à tendência nacional está o mercado de obras públicas no Algarve, que apresenta quebras de 68 e de 2 por cento em valor, até Outubro, no que respeita ao lançamento e adjudicação de concursos (-29 e +85,0 por cento, em termos nacionais).«Face a esta evolução, não é de admirar que os construtores algarvios se revelem muito apreensivos quanto ao futuro das suas empresas, seja em termos financeiros, seja de produção, seja ainda de emprego», continua a AECOPS.

A explicar este pessimismo, «está ainda o volume da actual carteira de encomendas das empresas, medida em meses de produção assegurada, que é bem inferior no Algarve (6,7 meses), e a menor utilização da capacidade produtiva, que é de 62 por cento na região algarvia e de 72,6 por cento em a nível nacional», concluiu a associação.

Tudo isto influencia a economia algarvia no seu todo. No sector onde exerço, a queda abrupta na construção civil têm implicado a quebra de negócios dos empresários/construtores civis, maiores clientes no mercado automóvel ligado à gama alta...

Curioso é saber que na Região onde a queda na Construção é maior, é também nesta onde o Estado têm diminuído a sua influência como Cliente... Não é este Executivo que defende as obras públicas para contornar a crise????

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