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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Rali de Portugal no calendário do WRC 2012

A FIA aprovou hoje o calendário do Mundial de Ralis de 2012, onde está incluído o Rali de Portugal.


As datas ainda não estão disponíveis já que a FIA pretende minimizar ao máximo sobreposição com os Grandes Prémios de Fórmula 1, de modo a evitar o que já sucedeu este ano com o Rali de Portugal e o GP da Austrália, e agora este fim de semana, quando se realizar o GP da China e o Rali da Jordânia. O calendário, com doze provas, inclui algumas novidades, como é o caso de Abu Dhabi (substitui a Jordânia), evento que está pendente de aprovação, o mesmo sucedendo com o Rali da Grã-Bretanha que tem passado nos últimos anos por alguns querelas internas.


Relativamente a este ano, destaque para o regresso do Rali da Nova Zelândia (que alterna com a Austrália) e com a realização duma prova a 'meias' entre a Suécia e a Noruega.


Aqui fica a lista completa por ordem alfabética


Abu Dhabi *

Alemanha

Argentina (evento de longa distância)

Espanha

Finlândia

França

Grã-Bretanha *

Grécia

México

Nova Zelândia

Portugal

Suécia-Noruega



* Sujeito a confirmação





Como era esperado, só uma hecatombe financeira poderá afastar de Portugal, e consequentemente do Algarve, um evento de nível planetário que traz ao país um retorno financeiro superior a 85 milhões de euros... A organização do ACP, fazendo do Estádio Algarve o quartel general para a prova, é provavelmente a melhor cotada pelas equipas e pela FIA e só por si, este facto é uma aliado de peso na manutenção da nossa prova no circuito mundial. Assim continue!

quinta-feira, 31 de março de 2011

WRC Rally de Portugal 2011 - A FotoGaleria



Sou suspeito para falar, mas este foi na minha opinião a melhor edição do Rally de Portugal desde que se disputa no Algarve.


Com a entrada de Armindo Araújo para a alta roda dos rallys mundiais, o interesse do publico português aumentou e contribui de forma decisiva para uma aumento de público, ávido de descontração em tempos de melancolia económica e social, mas também de muitos forasteiros, de todas aas latitudes, sem esquecer os próprios particpantes e vasto staff que desta forma ocuparam durante a semana muitos dos hotéis algarvios.


A também remodelação competitiva da FIA, obrigando os construtores a fabricar novos motores e máquinas, trouxe mais equilibrio e indecisão na disputa dos primeiros lugares, embora a Citroen mais uma vez tenha ganho, beneficiando da sua consistência mecânica e talento dos seus pilotos, perante um conjunto de adversários muito fustigado por furos e problemas mecânicos para ir debelando com o decorrer do campeonato.


Saúda-se toda a organização que pôs de pé este evento, uma mais valia para a nossa Região, e que com a edição deste ano, rotulada de sucesso, e elogiada pelos construtores a todos os níveis, inclusivamente pelo curto peso financeiro de participação na prova, o que antecipa que para o ano, possamos estar neste espaço a falar da prova.


Assim Portugal saiba cuidar deste evento planetário, pois desta forma se manterá nos olhos do mundo, dada a crescente relevância da competição, com a publicidade que se sabe às paisagens deslumbrantes da nossa terra.

terça-feira, 29 de março de 2011

Ricardo Teodósio venceu 'Open' com espetáculo 'WRC'





Quem viu ao vivo a prestação de Ricardo Teodósio na prova de hoje dos homens do Open de Ralis não pode ter deixado de pensar: "Que bem que ficaria este piloto entre os homens que disputam o PWRC". O piloto algarvio foi igual a si próprio, e para além de vencer os três troços que compuseram a 'sua' prova, deu espectáculo como só ele sabe.


Quem se recorda do que fez o ano passado no Rali de Loulé, curiosamente num dos locais onde passaram hoje os homens do WRC (ver aqui: http://www.youtube.com/watch?v=4rdng-H6O50 ) e hoje o viu andar, testemunhou a mesma classe. No gancho do Monte Branco do Vascão, uma das zonas onde o vimos hoje passar, foi igual a si próprio, com uma agressividade que só se viu entre alguns homens do WRC.


Bom entretenimento


Esta prova que decorreu em paralelo com a prova do Campeonato do Mundo de Ralis, 30 concorrentes alinharam no Vodafone Rally de Portugal inseridos numa competição extra-campeonato denominada Open, em viaturas VSH. Almodôvar, Vascão e Loulé foram as especiais percorridas na tarde de sábado, num total de 70,04 quilómetros cronometrados. Ricardo Teodósio dominou por completo esta prova, sendo o mais rápido nas três classificativas, não dando hipóteses à concorrência.


O piloto algarvio, aos comandos de um Mitsubishi Evo IV, começou por ganhar logo no primeiro troço 42,2 segundos ao adversário mais próximo, aumentando logo de seguida a vantagem para cerca de um minuto. A terminar, Ricardo Teodósio quis fechar em grande e voltou a imprimir um ritmo muito forte acrescentando 51,1 segundos à sua vantagem, que no final ficou em 1m55,1s: "O carro foi montado à última hora e o turbo apenas fazia 1,2 de pressão, quando devia fazer 2,1. Tive que ter muito cuidado, pois não queria estragar nada, pois já tenho uma prova no próximo fim de semana", disse Ricardo Teodósio no final. José Merceano, também em Mitsubishi Evo IV, foi aquele que assumiu as despesas de perseguição ao líder, mas cedo percebeu que a tarefa era impossível. De qualquer forma, foi sempre segundo e não foi importunado na discussão do lugar intermédio do pódio onde terminou: "Foi um pouco duro, mas conseguimos chegar ao final que era o nosso objectivo, apesar do carro falhar um pouco nas zonas mais rápidas".


António Nunes começou por ocupar a terceira posição nas duas primeiras especiais, mas na derradeira classificativa ficou pelo caminho, depois de problemas de turbo. Aproveitando o facto, Carlos Valentim ascendeu ao derradeiro lugar do pódio, ele que ainda não tinha o carro a seu gosto e esteve com um novo navegador. Ainda dentro dos cinco primeiros ficaram Pedro Carmo, que subiu uma posição após os problemas de Pedro Leone, logo seguido por Aníbal Rolo, que terminou a prova com a roda traseira esquerda solta.


In Autosport - Galeria de Imagens Algarve Farense



É um facto indesmentível e que nem mesmo a comunicação social nacional deixa escapar, de que Ricardo Teodósio teria nível para pilotar qualquer um dos carros do Campeonato do Mundo PWRC ou mesmo S2000, pois a exibição e demonstração de superioridade que fez com o seu "latinhas" envergonha muitos dos endinheirados do pelotão mundial. Só que no Algarve não há empresas de grande calibre interessadas em promover-se desta forma e assim se vai perdendo um talento aclamado por todos mas esquecido pelas grandes marcas nacionais, um mal de que muitos algarvios com talento e em diversas áreas se queixam...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Ogier. O D. Sebastião das nuvens de poeira




Francês voltou ao país onde tinha ganho o seu primeiro rali, no ano passado. E repetiu a proeza na gravilha do Alentejo e do Algarve


Quando Sébastien Ogier teve o seu primeiro carro, aos 18 anos, ainda estava longe de pensar numa carreira nos ralis. "Era um Peugeot 106 comercial. Acho que tinha o motor básico, a diesel. De qualquer forma, era extremamente lento." A vida nos Altos Alpes não era fácil e a família não tinha dinheiro para lhe pagar a entrada num mundo caro, onde o recheio da carteira era um factor essencial. Dedicava-se antes ao esqui e ao futebol, que sempre eram mais acessíveis. O Peugeot serviu-lhe para dar as primeiras voltas e ainda ficou a ganhar: "Melhorei-o e vendi-o. Acho que ainda tive lucro." Os ralis só vieram bem mais tarde.


Em 2006, quando começou a correr, tinha problemas em sobressair. Afinal chamava-se Sébastien e estava num país onde havia um piloto com esse nome que ia lançado para se tornar o melhor de sempre nos ralis. Nessa altura, enquanto Ogier dava os primeiros passos, Loeb chegava ao terceiro de sete títulos. A ascensão começou num campeonato amador em França. O apoio financeiro da federação francesa garantiu-lhe o dinheiro que faltava e só parou no WRC, onde chegou em 2008.


Em Portugal, há um ano, venceu o seu primeiro rali. "Já tive momentos fantásticos na minha carreira, mas se tivesse de escolher um seria provavelmente a vitória aqui. Foi a primeira, depois de uma grande luta ao longo dos três dias, o que me deixou ainda mais satisfeito." Na altura, ainda na equipa júnior da Citroën, o triunfo soube-lhe ainda melhor, porque três semanas antes, na Nova Zelândia, tinha deixado fugir o primeiro lugar para Jari-Matti Latvala, na última especial.


Antes de voltar aos troços portugueses, Sébastien Ogier ainda ganhou mais um rali - no Japão, em Setembro. E, mais uma vez, chegou cá depois de uma desilusão. No México, o piloto francês foi líder da prova até perto do fim, mas não resistiu à pressão de Loeb e cometeu um erro. O acidente obrigou-o a desistir. Por isso, chegou a Portugal com a mesma frustração, a mesma necessidade de transformar um momento negativo num resultado positivo. Ontem, antes das duas últimas especiais do rali, o i encontrou-o no parque de assistência. Tinha acabado de sair do carro e estava tranquilo, disponível para uma breve conversa. "Seria óptimo [ganhar depois daquele acidente no México], faria bem à minha confiança. Acho que tive muito azar lá: um pequeno erro teve grandes consequências, porque não consegui nenhum ponto." Loeb estava a 36,8 segundos e já tinha garantido que não ia forçar o andamento para recuperar a desvantagem. Mas nem por isso Ogier dava a vitória como certa. "Se isso acontecer vou ficar muito feliz. Gosto do rali e do país, mas prefiro não falar nisso agora." Pronto, não insistimos, embora toda a gente já soubesse, naquele momento, que apenas um problema no carro ou um grande erro lhe roubaria o primeiro lugar.


Falamos-lhe na importância de ter o heptacampeão mundial como colega e Ogier olha para a esquerda. A dois metros dele está Loeb, encostado ao Citroën DS3 WRC com o número 1. Depois, sim, começa a responder. "Claro. É muito complicado batê-lo. E isso serve sempre de motivação extra. Tenho um grande respeito por ele, pela carreira dele. É o melhor piloto de ralis de sempre. É bom ser capaz de lhe ganhar às vezes." Logo a seguir aproximamo-nos de Loeb. Mas antes de conseguirmos dizer seja o que for começa uma conversa entre os dois franceses da Citroën. Estamos ali num pingue-pongue, como um árbitro de ténis a olhar para cada lado do campo, enquanto Loeb e Ogier trocam impressões sobre a etapa. Falam do carro, das afinações, de uma certa curva cega na qual só se via o céu.


Esperamos pela nossa vez, mas sem sorte: Loeb até fala, mas sem vontade. Confirma que já desistiu do primeiro lugar e segue o seu caminho. O destino do campeão ficou quase decidido no sábado, quando teve de cumprir a nona especial do rali quase por completo atrás de Mikko Hirvonen.


O finlandês teve um furo e retomou a prova já com Loeb por perto. A nuvem de poeira complicou o trabalho do homem da Citroën, que não escondeu a fúria. Assim que terminou a especial, até deu um pequeno encosto no carro de Hirvonen. "Ele destruiu a minha corrida", disse primeiro. Depois acalmou-se: "Estava furioso com o Mikko, mas não é culpa dele. Ele podia imaginar que eu estaria ali atrás, mas não podia ter a certeza. E não podia parar por nada."


I FEEL GOOD O rali entrou na recta final já com tudo praticamente definido. Faltavam duas especiais, mas apenas a última despertava maior interesse. A Power Stage - uma inovação para esta temporada - atribuía mais pontos (três, dois e um) aos três primeiros classificados. Sébastien Loeb apostou forte e ganhou. Latvala ficou um pouco atrás e Ogier - mais tranquilo - chegou em terceiro. A festa começou ainda em Santana da Serra, local da etapa, mas seguiu para o Estádio Algarve.


Quando chegou ao parque de assistência, Ogier distribuiu beijos a toda a equipa da Citroën. Depois falou outra vez aos jornalistas, até a assessora o obrigar a seguir viagem. E lá foi ele, sempre em festa. No ano passado, pegou numa scooter e arrancou a fazer cavalinhos. Desta vez, seguiu no carro para uma zona mais aberta e começou a dar espectáculo com vários piões. O Rali de Portugal serviu para provar que há mais do que um Sébastien capaz de lutar pelo título no WRC. Na conferência de imprensa, até o seu navegador - Julien Ingrassia - mostrou que a dupla está confiante.


Quando lhe perguntaram como se sentia pegou no telemóvel e encostou-o ao microfone. Então ouviu- -se "Wooooow! I feel good", pela voz de James Brown.


domingo, 27 de março de 2011

Algarve: A praia de Ogier


Tirando a Power Stage o derradeiro dia do Rali de Portugal teve pouca história. Os indestrutíveis e fiáveis Citroen DS3 WRC foram claramente os grandes aliados de Ogier e Loeb, por contraponto com os Ford Fiesta (na generalidade) que tiveram pouca fiabilidade mecânica, com muitos problemas de suspensão (que voltaram a afectar Hirvonen no derradeiro dia) e muitos furos.


Loeb tudo fez para que a Power Stage fosse sua, e a demonstração do campeão do mundo nesse troço foi notável, permitindo atingir nesta prova o topo da classificação do mundial de ralis a par de Mikko Hirvonen. Porém, o piloto do rali é claramente Sebastien Ogier. O Algarve é decididamente a sua "praia" confirmando em 2011 a vitória de 2010, reforçando a ideia de que o principal perigo para Loeb está mesmo dentro da sua equipa. Ogier precisou de apenas 3 ralis com a equipa oficial para vencer!!!


Os dois pilotos da Ford levam de Portugal a liderança no campeonato de marcas, mas depois de tantos milhares de quilómetros de testes, mesmo em Portugal, era de esperar muito mais do Ford em termos de fiabilidade, pois em competitividade o Fiesta estará a par do DS3.


Destaque ainda para o forcing final de Petter Solberg, sendo mesmo o piloto que mais troços venceu nesta prova, conseguiu subir ao 6º lugar na derradeira classificativa, ficando atrás de Wilson, e batendo Raikkonen.


Bruno Magalhães foi o melhor português no Rali de Portugal, apesar de uma prestação "morna" muito por pouco do pouco colaborante 207 S2000. Mesmo assim os objectivos foram susperados para esta prova. Padddon venceu claramente o PWRC na frente de Ketomaki e Semerad.


LÍDERES DO RALLY: Mikko Hirvonen (Pec 1 a 3); Sebastien Ogier (Pec 4 a 6); Jari Matti Latvala (Pec 7 a 9); Sebastien Ogier (Pec 10 a 17)

VENCEDORES DE TROÇOS: Petter Solberg (6); Sébastien Ogier (5); Jari Matti Latvala (3); Sebastien Loeb (2); Mikko Hirvonen (1)



1º Sebastien Ogier - Citroen DS3 WRC 4h10m53,4s

2º Sebastien Loeb - Citroen DS3 WRC a 31,8s

3º Jari Matti Latvala - Ford Fiesta WRC a 3m22,1s

4º Mikko Hirvonen - Ford Fiesta WRC a 6m16,3s

5º Mathew Wilson - Ford Fiesta WRC a 7m48,5s

6º Petter Solberg - Citroen DS3 WRC a 10m17,4s

7º Kimi Raikkonen - Citroen DS3 WRC a 10m54,1s

8º Frederico Villgara - Ford Fiesta WRC a 11m38,8s

9º Henning Solberg - Ford Fiesta WRC a 4m16,4s

10º Dennis Kuipers - Ford Fiesta WRC a 17m54,6s


PILOTO DO RALI Sebastien Ogier

MOMENTO DO RALI Perda de tempo de Loeb no 9º troço (andou no pó de Hirvonen)

MENOS DO RALI Fiabilidade do Fiesta WRC

Ogier resiste a tudo



O segundo dia do Rali de Portugal ficou marcado pela hecatombe dos pilotos oficiais da Ford, devido aos muitos problemas de suspensão e furos nos Fiesta de Hirvonen e Latvala.

Num dia em que só os Citroen venceram classificativas, com destaque para as três vitórias de Petter Solberg, acabou por ser Ogier a ter a estrelinha da sorte, beneficindo duplamente com o furo de Hirvonen na segunda especial do dia, já que Loeb viria a rodar no pó do piloto da Ford (após este ter mudado a roda em pleno troço) perdendo o francês algum tempo.

Ficava assim Ogier e Latvala com a discussão da vitória, com ambos separados por 11s no final da 11ª especial do rali. Contudo, Ogier nem precisou de forçar muito mais já que Latvala teve problemas na suspensão do Fiesta e perdia muito tempo. Aliás, no derradeiro troço do dia, Hirvonen (suspensão partida) e Latvala (suspensão danificada e furo) perdiam ainda mais tempo e deixavam definitivamente na frente Ogier e Loeb a mais de 37s da liderança.

Wilson subiu ao 4º lugar, ficando no meio dos dois pilotos oficiais da Ford, Henning Solberg é 6º classificado depois de mais um dia discreto, estando na frente de Raikkonen, Villagra e Petter Solberg, que foi um dos pilotos do dia, mas mesmo assim não evitou mais um furo.

Armindo Araújo não teve um dia fácil, mesmo progredindo bem nos primeiros troços, mas queixou-se da falta de potência do motor, que mais tarde ficou a trabalhar em três cilindros e finalmente calou-se, deixando o piloto fora de prova. Bruno Magalhães, mesmo com um furo e o motor a falhar no 207 S2000, está na posição de melhor português.

Muito azar teve Ricardo Moura, que viria a desistir no derradeiro troço do dia, quando tinha a vitória quase assegurada no Campeonato de Portugal de Ralis. Desse modo, foi Pedro Meireles na estreia do Lancer Evo X a ganhar entre os concorrentes inscritos no CPR, obtendo um vitória que já não esperava, depois de um rali em que a adaptação ao carro era o único objectivo.

Paddon lidera muito destacado o PWRC, estando na frente de Guerra e de Ketomaki.

LÍDERES DO RALLY: Mikko Hirvonen (Pec 1 a 3); Sebastien Ogier (Pec
4 a 6); Jari Matti Latvala (Pec 7 a 9); Sebastien Ogier (Pec 10 a 13)
VENCEDORES DE TROÇOS:
Petter Solberg (4); Sébastien Ogier (5); Jari Matti Latvala (3); Sebastiren Loeb (1)

CLASSIFICAÇÃO 2º DIA




In Ralis Online

sexta-feira, 25 de março de 2011

Jogo táctico entre FORD e CITROEN (ou talvez mais que isso...)



Armindo Araújo supera expectativas no MINI e acaba jornada no sétimo lugar


Ainda teremos que esperar pelo desenrolar do que falta para terminar o Rali de Portugal para poder tirar conclusões sobre se a vantagem estará do lado da Citroen ou da Ford.
Ao longo do 1º dia de competição os pilotos da Ford e mais especialmente os da Citroen dedicaram-se ao um tremendo jogo táctico, no qual a marca francesa tinha vantagem e que no final do dia aproveitou, fazendo com que Loeb e especialmente Ogier se atrasassem muito.

Contudo, Ogier tinha outra táctica, semelhante aquela que usou em 2010, que passava por ganhar muito tempo neste primeiro dia, mas se ainda chegou a ter seis segundos de vantagem depressa passou ao "plano B" perdendo 18 segundos na derradeira classificativa.

Latvala acabou por ser o ponto de lança da equipa Ford, arriscando muito no derradeiro troço, o que lhe deu uma vantagem de 11,5s sobre Hirvonen (no final do dia), piloto que nem por isso perdeu muito tempo mesmo tendo a responsabilidade de abrir a estrada.

A "raposa" Loeb nem venceu qualquer troço, nem deu muito nas vistas mas andou sempre pelos primeiros lugares, embora no derradeiro troço também tenha quase parado para partir no 3º lugar para o 2º dia.

Henning Solberg é quinto classificado estando numa interessante luta com Wilson, mas qualquer deles beneficiou muito dos muitos furos que atingiram o DS3 de Petter Solberg que manifestamente teve muito azar ao longo do dia.

Igualmente com azar, Ostberg nem o primeiro troço fez, com a caixa do Fiesta partida, enquanto Raikkonen também furou e perdeu alguma tempo.

Destaque para o 7º lugar de Armindo Araújo, numa prova que até tem surpreendido o próprio piloto. O Mini mostrou-se fiável até agora e até competitivo, permitindo que o piloto luso tenha brilhado ao longo do dia.

Bruno Magalhães teve muitos problemas de travões nos primeiros três troços do dia, caindo bastante na classificação (é 15º da geral), estando na frente de Ricardo Moura que lidera destacado entre os concorrentes do Campeonato de Portugal de Ralis.

Bernardo Sousa, na estreia ao volante de um WRC passou grande parte do dia numa interessante luta com Armindo Araújo, mas na derradeira especial acabou fora de estrada.

Paddon tem 33,3s de vantagem sobre Grondal no PWRC, enquanto Moura é o 3º classificado numa guerra que não é a sua.

LÍDERES DO RALLY:
Mikko Hirvonen (Pec 1 a 3); Sebastien Ogier (Pec 4 a 6); Jari Matti Latvala (Pec 7)
VENCEDORES DE TROÇOS:
Petter Solberg (1); Sébastien Ogier (3); Jari Matti Latvala (2)

IN Ralis Online
VIDEO ALGARVE FARENSE

Confere a Classificação AQUI:

quinta-feira, 24 de março de 2011

Hirvonen bate Loeb na abertura do rally de Portugal em Lisboa




Armindo Araújo consegue 10º lugar na estreia da MINI, e é o melhor português em prova


Mesmo apostando no espetáculo os favoritos não deixaram os seus créditos por mãos alheias, com o melhor tempo a ser feito pelo finlandês Mikko Hirvonen, que efetuou o melhor tempo do troço com o seu Ford Fiesta RS WRC, em 2.49,6s, batendo o segundo melhor, Sébastien Loeb, por 1,3 segundos, em Citroën DS3 WRC.


Petter Solberg levou o seu DS3 até ao terceiro posto, ficando a 2,1 segundos da frente e ficando na frente de Sébastien Ogier, noutro carro da marca gaulesa. Jari-Matti Latvala realizou o quinto melhor tempo, aos comandos do segundo Ford Fiesta WRC oficial, sendo seguido de perto por Federico Villagra. Kimi Raikkonen foi o sétimo melhor, com o top 10 a ficar completo com as presenças de Matthew Wilson, Henning Solberg e Armindo Araújo.


O piloto português, que se estreia oficialmente aos comandos de um MINI Countryman (na versão S2000, passando para o WRC na prova seguinte) levou a melhor no confronto lusitano que o opôs a Bernardo Sousa, em Ford Fiesta WRC, mostrando assim alguns indícios de competitividade do carro desenvolvido pela Prodrive com o décimo tempo da geral, a oito segundos do melhor. Sousa, também ele a estrear-se com um Fiesta WRC, ficou logo na posição seguinte, um segundo depois de Araújo.


Bruno Magalhães, aos comandos do seu Peugeot 207 S2000, ficou com o 17º melhor tempo, perdendo 13,4 segundos para os líderes da especial. O quarto melhor português foi Ricardo Moura, com um Mitsubishi Lancer Evo IX, ficando pouco à frente do Renault Clio R3 de João Silva, 26º.


Mads Ostberg foi o infeliz protagonista de um pequeno incidente nesta superespecial, ao bater com o lado dianteiro direito do seu Fiesta WRC num dos muros de betão que ladeavam a estrada, acabando por partir a jante e fazendo com que a mesma se separasse pouco depois do carro. A roda desgovernada seguiu em frente, acabando por subir uma das grades de segurança e cair no meio dos espetadores, embora sem grande violência. Os meios de assistência foram lestos a reagir, respondendo com eficiência e com um dos feridos a ser levado para o hospital como medida de precaução. Quanto ao azarado Mads Ostberg este perdeu já quase dois minutos. Chegando ao fim, o piloto não escondeu a sua frustração, questionando-se por ter cometido um erro "estúpido com os pneus frios".


1. M. HIRVONEN 2:49.6
2. S. LOEB +1.3
3. P. SOLBERG +2.1
4. S. OGIER +2.9
5. J. LATVALA +3.7
6. F. VILLAGRA +3.9
7. K. RAIKKONEN +5.1
8. M. WILSON +6.2
9. H. SOLBERG +6.5
10. A. ARAUJO +8.0
11. B. SOUSA +9.0
12. D. KUIPERS +9.8
13. K. AL QASSIMI +10.5
14. B. TEN BRINKE +11.5
15. P. VAN MERKSTEIJN +12.1
16. A. GRONDAL +13.2
17. B. MAGALHAES +13.4
18. N. FUCHS +14.0
19. E. VAN LOON +15.3
20. B. GUERRA +16.0


Texto retirado de Autosport e foto do site Ralis Online

quarta-feira, 23 de março de 2011

Sébastien Ogier foi o mais rápido no shakedown



Entre o imenso pó e pedras soltas que Sébastien Ogier fez saltar em Vale Jude, sendo o mais rápido do shakedown, este foi de facto um aperitivo a sério para luta dos próximos dias com o seu colega de equipa Sebastien Loeb, batendo-o por escassa margem.

Ogier realizou um tempo de 3.08,5s, ao passo que Loeb obteve um registo de 3.08,6s. No entanto, os principais rivais não ficaram longe, com Jari-Matti Latvala a conquistar o terceiro melhor crono, com 3.08,8s, sendo seguido por Petter Solberg (3.09,2s), Mads Ostberg (3.09,6s) e pelo outro Ford oficial de Mikko Hirvonen (3.10,8s).

Armindo Araújo foi o melhor dos pilotos lusos, com o MINI Countryman, obtendo o 13º melhor tempo (3.19,5s), sendo seguido por Bernardo Sousa, este aos comandos de um Ford Fiesta WRC (3.20,5s). Bruno Magalhães ficou três posições atrás com o seu Peugeot 207 S2000 (3.25,7s).

VIDEO EXCLUSIVO ALGARVE FARENSE

terça-feira, 22 de março de 2011

Por dentro do Rally - Amanhã à tarde já temos Shakedown em Vale Judeu











Embora a prova só se inicie oficialmente na quinta feira, em Lisboa, a partir de amanhã, em Vale Judeu, a partir das 14h30, todos os concorrentes estarão presentes para o denominado Shakedown, o ínico e ultimo treino oficial para a prova portuguesa do WRC.

Já hoje, estivémos no Rally Village e trazemos em primeira mão as imagens de alguns dos bólides, com destaque para Ford Fiesta WRC de Bernardo Sousa, na foto do topo.
As expectativas para a prova são imensas, pois trata-se da terceira prova do Mundial, e na qual se deverá já ter uma ideia mais certa sobre o valor destes novos WRC, com especial desatque para a luta entre Citroen e Ford, sem esquecer a primeira aparição da MINI esta época, no qual o grande intervenoente será Armindo Araújo.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Rali de Portugal - Faltam 15 dias: Mapa Geral da prova e Horário


Apesar do ACP ainda não ter divulgado as zonas espetáculo de 2011 é possível começar já a delinear a sua prova, já que as alterações não deverão ser muito profundas. Caso já tenha um conhecimento mínimo dos troços em virtude de ter acompanhado a prova em anos anteriores, pode desde já ficar com uma ideia do que vai acontecer este ano. Para isso disponibilizamos-lhe o Mapa Geral da prova com as alterações de percurso, que não são muitas e assim começar já a sua 'preparação'. Assim que o ACP divulgar publicamente a restante informação, como habitualmente, poderá vê-la aqui no Autosport Online, comentada, com conselhos e dicas.


A primeira especial após a super Especial de Lisboa, Santa Clara é quase igual ao ano passado, só mudam 270 metros no seu início. O gancho da 'Santinha', zona espetáculo praticamente certa, faz-se a descer. A especial de Ourique é exatamente igual a 2010 (a especial do Salto e da casa típica da zona), sendo que o primeiro dia fica completo com a especial de Felizes (ex-Malhão de 2009 - Latvala lembra-se bem!) é igual ao ano passado, só que agora passa do último para o primeiro dia.


No segundo dia, realizam-se os troços de Almodôvar, Vascão e Loulé, todos iguais a 2010 e no último dia, Silves e Santana da Serra. Silves é igual ao no passado, a tal especial que passa por baixo da A2 e pouco depois tem um gancho muito apertado à direita, testemunhado por muitos milhares de pessoas, pois o acesso é excelente. Por fim, a Power Stage de Santa da Serra, que tem 25 kms semelhantes à especial de 2007 e cerca de 10 kms à de 2008, quando a prova contou para o IRC. Portanto, mesmo não sabendo ainda as ZE, pode ficar com uma ideia muito precisa das zonas para onde vai, já que, como referimos, as alterações não serão profundas, pois no que está bem feito não se mexe...


HORÁRIO

1º Dia, quinta-feira, 24 de Março
SS1 Lisboa 3.27 km 15:30


Sexta Feira, 25 de Março
SS2 Santa Clara 1 22.99 km 09:05
SS3 Ourique 1 20.27 km 09:53
SS4 Felizes 1 21.31 km 11:06


Assistência (Estádio Algarve - 30 min) 12:50


SS5 Santa Clara 2 22.99 km 14:25
SS6 Ourique 2 20.27 km 15:13
SS7 Felizes 2 21.31 km 16:26


Assistência (Estádio Algarve - 45 min) 17:55


2º dia, sábado, 26 de Março


Assistência (Estádio Algarve - 15 min) 09:00


SS8 Almodovar 1 26.23 km 10:17
SS9 Vascão 1 25.26 km 11:10
SS10 Loulé 1 22.56 km 12:00


Assistência (Estádio Algarve - 30 min) 13:30


SS11 Almodovar 2 26.23 km 15:02
SS12 Vascão 2 25.26 km 15:55
SS13 Loulé 2 22.56 km 16:45


Assistência (Estádio Algarve - 45 min) 18:00


3º dia, domingo, 27 de Março


Assistência (Estádio Algarve - 15 min) 07:10


SS14 Silves 1 21.39 km 08:14
SS15 Santana da Serra 1 31.04 km 09:07


Assistência (Estádio Algarve - 30 min) 11:16


SS16 Silves 2 21.39 km 12:35
Power Stage
SS17 Santana da Serra 2 31.04 km 13:28


Assistência (Estádio Algarve - 10 min) 14:59

Pódio Final


In AutoSport



A contagem decrescente está na fase mais palpitante! E Eu que o diga!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Rally de Portugal de 2011 com base no Algarve, mas com Super especial em Lisboa

O Vodafone Rally de Portugal, a contar para o Mundial da modalidade, volta às estradas a 24 de março, com um figurino que se pretende o mais competitivo de sempre, para manter as emoções ao rubro até à última etapa.

Na edição de 2011, a grande novidade é a Super Especial, que se vai mudar do Estádio Algarve para a Praça do Império, em Lisboa, com vista para o Mosteiro dos Jerónimos e para o Centro Cultural de Belém.

Depois de passar o dia 24 de março em Lisboa, onde a rodear a Super Especial haverá uma série de eventos promocionais e desportivos, o Vodafone Rally de Portugal regressa às estradas do Algarve e do Baixo Alentejo, onde se tem desenrolado na versão adotada desde há alguns anos, que lhe valeu o regresso ao World Rally Championship (WRC).

É nas «excelentes estradas de terra» dos concelhos que são atravessados que os pilotos vão percorrer «mais de 388 quilómetros», uma distância invulgar nos ralis modernos, segundo o diretor da prova Pedro Almeida.

A 25 de março, disputar-se-á a 1ª etapa, que contempla os troços de Santa Clara, Ourique e Felizes. Aqui, como em todas as outras etapas, haverá duas passagens por cada troço.

o dia seguinte, um sábado, o rali chega ao Algarve e passará nos troços de Almodôvar, Vascão e Loulé. Neste dia, corre-se ainda o Open Rally, «que irá decorrer nos mesmo troços entre as duas passagens do WRC».

No domingo, dia 27 de março, a 3º e última etapa tem apenas duas classificativas, mas uma delas terá mais de 30 quilómetros. Silves e Santana da Serra são os nomes dos troços.

O segundo promete ficar bem famoso, já que haverá «transmissão direta para todo o mundo».

O troço de Santana da Serra será um «Power Stage», classificativa «em que os pilotos com melhor desempenho têm uma bonificação em pontos». Desta forma, consegue-se uma maior competitividade e, desejavelmente, manter a dúvida sobre o vencedor até ao final.

A organização da prova justificou ainda a opção por fazer a Super Especial em Lisboa com uma tentativa de captar mais público, não só nacional, mas também da vizinha Espanha, nomeadamente da zona de Madrid.

Segundo um estudo que tem vindo a ser feito pela Universidade do Algarve (UAlg), os cidadãos espanhóis são os que maior peso têm no que a visitantes diz respeito. Ainda assim, a grande maioria desloca-se da Andaluzia, seguida de longe pela região da Galiza, bem a Norte.

Com uma etapa em Lisboa, a organização acredita que os habitantes da região de Madrid se sentirão mais compelidos a visitar Portugal e assistir ao Rally, modalidade muito popular entre os nossos vizinhos.

O mercado espanhol contribui significativamente para as receitas totais do Rally de Portugal, vertente principal do estudo do investigador Fernando Perna, que determinou que este evento só foi ultrapassado no que a proveitos e ao Algarve diz respeito pelo Euro 2004. «E este [o rally] realiza-se todos os anos», frisou o investigador da UAlg.

Por Hugo Rodrigues In Barlavento

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Armindo Araújo no WRC com a MINI


Após quatro anos e dois títulos absolutos no Campeonato do Mundo de Ralis - Produção, Armindo Araújo conseguiu garantir os apoios necessários para o tão desejado e esperado salto para a categoria máxima dos ralis mundiais.

Pela primeira vez, Portugal vai ter um representante no WRC
e a MINI foi a marca escolhida pelo piloto de Santo Tirso para esta nova fase da sua carreira.


"Antes de mais queria deixar uma palavra de apreço à Mitsubishi, marca que representei nos últimos sete anos e com a qual consegui as maiores conquistas da minha carreira. Obrigado por terem acreditado, tal como eu, num projeto ganhador", começa por dizer Armindo Araújo que parte agora para um novo e ambicioso desafio. "Após alguns meses de intenso trabalho consegui assegurar a minha entrada no WRC e isso é, sem dúvida, a realização de um sonho. Este novo projeto não é apenas meu, mas sim de todos aqueles que acreditaram ser possível dar este salto e que, durante meses a fio, me motivaram e apoiaram no sentido de por de pé um projecto desta envergadura. Nesse sentido quero agradecer desde já à TMN, GALP, LUSITANIA e MCA que continuarão a ser meus parceiros e também à MINI Portugal que se juntará a esta grande equipa", afirma ainda o bicampeão do PWRC.

Para esta nova aventura, a MINI, que regressa quase meio século depois ao Campeonato do Mundo de Ralis, teve um papel muito importante. "É uma grande honra poder entrar no WRC com uma marca com tanta história nos ralis como é o caso da MINI. Vou integrar a equipa satélite da formação oficial, que terá as mesmas condições de trabalho, e me dá todas as garantias para evoluir e que contará comigo para desenvolver um carro que acredito vir a ser ganhador. Durante este ano não vamos já pensar em lutar pelas vitórias antes sim criar uma linha de progressão que nos levará a isso no futuro. Neste momento penso sobretudo em prestigiar o nome do nosso país e as cores dos meus parceiros e a marca com que vou trabalhar daqui em diante. Este é sem dúvida o mais ambicioso projeto desportivo da minha carreira e penso que também o primeiro a este nível em Portugal", concluiu Armindo Araújo, que continuará a fazer dupla com Miguel Ramalho.

Todos os detalhes da época de Armindo Araújo com a MINI serão divulgados brevemente, durante a apresentação oficial da equipa que ocorrerá nas próximas semanas.



E parece que a GALP, uma empresa com capitais públicos, que aumentou o seu lucro em 43% no ano de 2010, resolvei dar uma mãozinha ao bi-campeão mundial de Produção, por sinal, português e com muito talento. Foi a muito custo que tal aconteceu e pelo que se diz à boca pequena, a Repsol estava na expectativa dum eventual rotura nas negociações para entrar em cena e ganhar um novo fôlego no mercado nacional com este trunfo de luxo.

Felizmente para o desporto motorizado português, teremos pela primeira vez um "tuga" na "Champions League" dos Rallys, o denomina WRC. E se a escolha pela MINI é neste momento uma aposta de sucesso a médio prazo, por certo o mediatismo que Armindo terá, no regresso desta mítica marca ao grande circo do WRC, será proveitoso para ele e apara os patrocinadores, tendo em conta que na FORD seria mais um dos muitos pilotos que teriam um carrinho da marca inglesa, ao alcance de qualquer um que tenha dinheiro...

Espera-se por isso que o Rally de Portugal, a disputar de 24 a 27 de Março no Algarve, seja tremendo, na luta de topo entre as novas máquinas da FORD e CITROEN, com a estreia da MINI na Europa e com a presença de três portugueses com viaturas super competitivas. Se tudo correr bem, acredito ver Bruno Magalhães, Bernardo Sousa e Armindo Araújo no top-12...

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Armindo espera e desespera...


Depois de serem já conhecidos os principais protagonistas de algumas das mais importantes equipas do Mundial de Ralis, Armindo Araújo continua sem saber o seu destino para 2011.

Segundo foi possível apurar, até ao momento, o piloto português navegado por Miguel Ramalho, tem-se desdobrado em contactos e reuniões para tentar levar o projeto de guiar um World Rally Car este ano, mas aguarda ainda pacientemente a resposta dos principais patrocinadores: "nesta altura, não tenho ainda nada de novo a acrescentar pois aguardo o 'sim' dos patrocinadores que têm mantido diversas reuniões ao nível de administração para apurar a validade do nosso projeto".


À outra questão relevante que é que WRC poderá guiar caso o projeto receba afinal 'sinal verde', o piloto de Santo Tirso dá menos valor explicando que "tanto o projeto do MINI como do Ford continuam em cima da mesa, tendo ambos vantagens e desvantagens. Mas, para qualquer um deles avançar falta-me a base de sustentação mais importante e por isso não posso fazer o 'xeque-mate' e inclinar-me para um dos lados".


Fora de questão está, nesta altura, começar um programa do Mundial na prova de abertura, o Rali da Suécia (cujas inscrições, de resto, já terminaram) tudo indicando que se conseguir concretizar o sonho de guiar um WRC, Armindo Araújo possa iniciar a temporada no Vodafone Rali de Portugal.


Quanto a um eventual 'Plano B', que lhe permitirá colmatar a falha de não poder fazer o WRC de World Rally Car, Armindo garante que ele não existe "e não é taxativo que possa voltar a defender os títulos do PWRC como alternativa". Conforme diz, "apostei tudo no WRC, não dividi esforços por mais projetos pelo que se o principal projeto falhar vou ter arranjar algo".


Por Filipe Pinto Mesquita In Autosport



A sina de um bi campeão do mundo que é português...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ruben perde etapa após penalização! Ruben Faria triunfa no Dakar em jornada de longo duelo com Hélder Rodrigues


O piloto algarvio Ruben Faria (KTM) voltou hoje a brilhar no Dakar 2011, vencendo a etapa do dia, entre Iquique e Arica, em pleno Deserto de Atacama, no Chile.

Aliás, Portugal voltou a estar hoje em evidência nas motos, já que Hélder Rodrigues (Yamaha) foi 2º nesta 6ª etapa do rali, que se está a disputar na América do Sul.

Rodrigues chegou a andar na frente durante largos quilómetros, mas acabou por ser ultrapassado por Ruben, que o deixou a 50 segundos.

No 3º lugar, classificou-se o francês Cyril Despres, companheiro de equipa do algarvio, que assim encurtou a distância que o separa do espanhol Marc Coma, que foi 4º na etapa e comanda a classificação geral.

Ruben Faria já tinha ganho a primeira etapa, mas, devido a uma penalização de 1 minuto, que lhe foi atribuída por excesso de velocidade, acabou por cair para o segundo posto nessa tirada inicial.

Ontem foi a vez do também português Paulo Gonçalves vencer a etapa, mas até agora, pelo menos segundo a informação disponibilizada no site do Dakar 2011, o motard nacional ainda não terminou a tirada de hoje.

Na geral, comandada por Marc Coma, segue-se Cyril Despres em 2º, o chileno Francisco Lopez Contardo em 3º, e logo depois dois portugueses - Helder Rodrigues (4º) e Ruben Faria (5º), separados por pouco mais de dois minutos.

A etapa desta sexta-feira ligou Iquique a Arica, numa especial na extensão de 721 quilómetros, 456 dos quais cronometrados.

Amanhã é dia de descanso para a caravana do mais famoso rali todo-o-terreno do mundo.

Via Lusa In Barlavento Online


e Ruben Faria em discurso directo

"Foi uma etapa muito dura. Muito longa e desgastante. Comecei ao próprio ritmo, por isso até ao reabastecimento perdi algum tempo. Depois, acelerei o ritmo. A 200 quilómetros do final ultrapassei o [Cyril] Desprès, o [Marc] Coma, o [Hélder] Rodrigues e o Chaleco [Lopez]", afirmou o motard no final da especial.


"Como aguadeiro do Cyril, ando sempre com cautela, mas há momentos em que se pode tirar partido da situação. Comecei em sétimo esta manhã e isso ajudou-me. Penso que o Cyril ficará feliz por mim", acrescentou.


Grande Ruben!! O orgulho do Algarve no maior rally TT do planeta!


Actualizado às 13.43 -

Ruben volta a ser penalizado (9.47 mn) e perde etapa
...

domingo, 2 de janeiro de 2011

Algarvio Ruben Faria vence primeira etapa do Dakar 2011 nas motos mas penalização deixa-o em segundo...


O piloto algarvio Ruben Faria (KTM) venceu hoje a categoria de motos da primeira etapa do rali todo-o-terreno Dakar, disputada entre as cidades argentinas de Victoria e Córdoba.

Ruben Faria superou o seu companheiro de equipa, o francês Cyril Despres (KTM), 2º classificado e detentor do títulos, por 29 segundos, enquanto o espanhol Marc Coma (KTM) foi 3º a 1.15 minutos do português.

O piloto português levou 1:58.02 horas a cumprir os 192 quilómetros cronometrados da etapa, num dia igualmente positivo para Paulo Gonçalves (BMW), 5º a 2.18 minutos do seu compatriota, e Hélder Rodrigues (Yamaha), que foi 11º com mais 4.57.

Na 1ª etapa desta edição do Dakar, inicialmente toda a caravana teve que cumprir uma longa ligação com mais de 560 quilómetros, semelhante em parte ao percurso realizado no dia de ontem, mas às 10 horas da manhã locais foi finalmente dada ordem de partida aos concorrentes.

A especial, com pouco mais de 190 quilómetros de extensão, utilizou secções rápidas na sua fase inicial, bem ao gosto de Ruben Faria, que pôde assim aplicar toda a técnica da sua condução para destacar-se desde os primeiros quilómetros e atingir a primeira posição no final desta especial de abertura.

Consegui imprimir um bom ritmo desde o início até ao final da especial. Era uma especial muito semelhante ao que estou habituado a encontrar em Portugal e estou muito contente por ter conseguido no final o melhor tempo. A especial adequava-se ao meu estilo de condução e senti-me muito confortável com a nova 450 e acabei por conseguir superiorizar-me a pilotos com estilos de condução muito diferentes. É um bom ponto de referência nesta fase inicial da prova e no final fiquei ainda mais satisfeito por saber que o Cyril conseguiu a segunda posição”.

Bastante à vontade neste tipo de especial, o piloto de Olhão era já segundo na classificação à passagem pelo primeiro CP, atrás de Cyril Després, posição que manteve até ao CP6, a poucos quilómetros do final da especial, quando definitivamente assumiu a liderança para terminar o dia com 29 segundos de vantagem sobre o seu ‘chefe de fila’, o vencedor em 2010.

Depois de vencer a derradeira especial do Dakar 2010, então aos comandos da KTM Rallye 690, Ruben Faria torna-se assim no primeiro piloto a oferecer uma vitória à nova KTM Rallye 450 no Dakar.

Amanhã, Ruben Faria parte na frente para a segunda etapa, que integra uma especial totalmente nova e com 324 quilómetros de extensão.


Classificação Geral (após a 1ª etapa)

1º Ruben Faria – KTM com 1h58m02s
2º Cyril Després – KTM a 00.29s
3º Marc Coma – KTM a 01m15s
4º Juan Pedrero – KTM a 02m13s
5º Paulo Gonçalves – BMW a 02m18s
(...)
11º Helder Rodrigues - Yamaha

In Barlavento Online

Actualizado a 03/01/2011...

Contudo uma estranha penalização de um minuto a 80 concorrentes, devido a alegado excesso de velocidade em zona controlada, tirou o primeiro lugar ao piloto olhanense.



E o Ruben não desiludiu... A correr a milhares de kilíometros do seu Algarve, impôs se aos grandesa favoritos da prova, ele que acima de tudo vai estar na corrida com a missão de fazer equipa com Cyril Després, o chefe de fila... Uma pena! Porque arte e garra para vencer ele têm.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Armindo Araújo é Personalidade do Ano no Mundial de Ralis


Armindo Araújo continua a colecionar troféus. Desta vez foi nomeado personalidade do ano 2010 pelo site oficial do Mundial de Ralis (www.wrc.com), batendo nomes sonantes como Sébastien Loeb, Petter Solberg, Kimi Raikonnen ou Ken Block.

O piloto luso de 33 anos amealhou 47% dos votos, deixando o norte-americano Ken Block em segundo com, somente, 28% dos votos. A nomeação de Araújo para o prémio teve em conta o facto de o português ter revalidado o título do PWRC.


Armindo Araújo espera agora que este reconhecimento seja mais um contributo para a sua ingressão numa equipa da categoria principal do WRC.


"É uma honra vencer este troféu porque mostra que as pessoas, em particular os portugueses, me apoiam vivamente. É ótimo que alguém de Portugal esteja no topo do WRC", começou por dizer.


Quanto às suas expectativas para a próxima temporada, Araújo confirma que os seus planos passam pela categoria principal da modalidade, o WRC, com o português a afiançar que está "muito próximo de correr com um WRC em 2011 e no início de janeiro espero já ter tomado uma decisão sobre isso. Temos tido várias reuniões com os nossos patrocinadores e estou muito confiante, ainda que continue a trabalhar nisso arduamente. Estou muito motivado para estar no WRC e este prémio mostra que a minha imagem em Portugal é muito forte e espero que leve outras empresas a apoiarem-me."


Esta votação vale o que vale, pois nem a grande revelação Sebastien Ogier recebeu da parte dos internautas a nível mundial mais do que 1%... Contudo, a vitória de Armindo Aráujo terá por certo o condão de acordar as grandes empresas nacionais para a realidade do que significa para muitos portugueses o WRC, e neste caso específico, a figura de Armindo Araújo, que me lembre, o único piloto que "bisou" consecutivamente no Mundial de Produção!

Valor para correr contra os melhores têm, só lha falta dinheiro para outros voos... Mas nisto os portugueses já estão habituados, e desta forma, aos 33 anos, tenho dúvidas que tenha lugar nalguma equipa Oficial em 2011...

sábado, 27 de novembro de 2010

Rally Casinos do Algarve 2010 - O vídeo do CRRS!



Sem dúvida mais uma excelente produção do Forum Ralis a Sul, com as incidências da quinta prova do Campeonato Regional Ralis do Sul, o Rally do Algarve. Vejam mesmo até ao fim porque os despistes, drifts e habiliadades são uma permanente durante os 11 minutos de espectaculo na serra de Monchique.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

A segunda vez de Armindo...


Não poderia deixar passar em claro mais um grande feito do piloto de Santo Tirso, que ontem no Rally de Gales se sagrou bi Campeão Mundial de Produção no circuito maior dos rallys do planeta. Num Mitsubishy Lancer EVO X, a partir de agora descontinuado para as competições ao mais alto nível, o nortenho garantiu a vitória do ceptro mundial nesta variante, conseguindo um segundo lugar tacticamente gerido por forma a garantir com toda a segurança a renovação do troféu, numa época em que não terminou uma única prova fora do pódio, o que demonstra a regularidade do português.

Tivesse ele outros argumentos financeiros, ou fosse natural dum país de um dos construtores mundiais e estávamos possivelmente a falar por estes dias por um lugar de topo no WRC, mas como portugueses, estamos mais uma vez orgulhosos pelo brilhante feito mas com a sensação de resignação face ao poderio que outros têm, quando nós temos o potencial...

Mas acima de tudo ficam os parabéns deste espaço para o grande Armindo Araújo, o único português a sagra-se bi campeão mundial de rallys...!