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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Farense quer vender Estádio São Luís para salvar clube


António Barão, presidente do Farense, diz que só a venda do Estádio São Luís poderá salvar as finanças do clube. O dirigente considera que isso é perfeitamente possível e que em breve dará a conhecer pormenores sobre o negócio.

«Sem dúvida que a venda será imprescindível, pois o dinheiro da transacção servirá para sanear o clube financeiramente. Temos pessoas que querem investir e, consequentemente, estamos a trabalhar nessa área com a Câmara Municipal de Faro, para que possamos levar o barco a bom porto. Espero que este ano possamos fazer o negócio para resolvermos o passivo do Farense», diz António Barão.

E a apresentação aos sócios acontecerá em breve, segundo o presidente: «Será marcada uma assembleia geral para explicar o projecto e a forma como será feito o negócio.

Com os cofres vazios, António Barão revela grandes dificuldades para ultrapassar as despesas diárias. «Estamos a realizar um trabalho exaustivo para fazer face aos compromissos que assumimos e competir na 2.ª Divisão», alerta.

Por João José Pedro, In A Bola

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Gustavo da Cunha é o homem que quer liderar o projecto urbanístico do Estádio São Luís




Faro, 28 Mai (Lusa) - O arquiteto Gustavo da Cunha assegura ter financiamento para o projeto urbanístico no Estádio de São Luís, em Faro, uma verba que permitirá ao clube algarvio arrecadar verbas para pagar dívidas de 10 milhões de euros.

O projeto urbanístico e comercial foi apresentado à Câmara de Faro no início de março, depois de dois concursos de venda do recinto desportivo, localizado no centro da capital algarvia, terem fracassado.

"Lideramos um sindicato de investidores, fundos de investimento imobiliário sedeados em Portugal, cujas posições estão já consolidadas neste projeto", revelou Gustavo da Cunha, em declarações à agência Lusa.

Embora o presidente da autarquia, Macário Correia, tenha recebido em março a maqueta - que contempla pelo menos um hotel de cinco estrelas, clínicas, cinemas e apartamentos de luxo nos terrenos com quase 20 mil metros quadrados ocupados atualmente pelo estádio - e considere tratar-se de "uma solução, uma luz ao fundo do túnel", o autarca mostra-se cético em relação aos promotores.

"Até hoje não vi ninguém com uma proposta concreta, não preciso de papel e de tábua", adiantou.

Gustavo da Cunha garante, todavia, estar "em condições para avançar" e confirma a existência de "conversações" entre a autarquia, dona do estádio, e a direção do Sporting Clube Farense.

"A bola, neste momento, não está do nosso lado, aguardamos que o advogado ou o presidente do Farense façam chegar até ao nosso advogado uma série de documentos que permitam o início da negociação e a elaboração de minutas de contrato", fez notar.

António Barão, presidente do clube, admite o atraso e até diz estar "esperançado" quanto ao sucesso do negócio, pois entende que "o futuro do Farense depende do pagamento do seu passivo".

Tal como Macário Correia, António Barão também quer saber "quem efetivamente está a aplicar o dinheiro neste projeto".

Segundo Gustavo da Cunha, os gestores dos fundos de investimento que representa têm "intenções firmes" de aplicar as verbas necessárias à execução do projeto, que, na sua opinião, "será o mais importante da capital algarvia".

"Estamos a fazer intervenções deste tipo em vários clubes do país, nomeadamente com o União de Coimbra, uma vez que é útil para os clubes e para as cidades", fez notar.

No caso de Faro, revelou, "foi o próprio presidente da Câmara que nos contactou no início do ano".

Há mais de um ano que o Farense tenta a venda do Estádio de São Luís para pagar as dívidas e tentar recuperar da suspensão da equipa profissional de futebol, decretada em 2005 pela então Sociedade Anónima Desportiva.

A competir agora na série F da III Divisão Nacional, a equipa principal do clube algarvio joga, neste domingo, no Estádio de São Luís, uma partida decisiva frente ao Cova da Piedade, na qual uma vitória poderá carimbar a subida à II Divisão.


JYT.

***Este texto foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico***

In Lusa/Fim



Depois de lido este artigo e dado a conhecer o rosto que lidera o famigerado projecto que poderá permitir saldar o passivo do SC Farense, o mais lógico foi imediatamente perceber quem é o Arquitecto Gustavo da Cunha.
Apesar de neste País, muitas vezes os currículos pouco significarem, parece do ponto de vista de conhecimentos uma pessoa muito bem formada.

Agora o resto, quiçá o mais importante, ou seja quem entregou nas mãos deste senhor o serviço de tratar deste negócio continua oculto, como é realçado no artigo por António Barão e Macário Correia.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Portas abertas no jogo com o Cova da Piedade


No próximo Domingo, dia 30, às 17 horas, o Sporting Clube Farense joga no Estádio de S. Luís uma partida decisiva contra o Cova da Piedade.

Só a vitória interessa ao Farense, para subir de divisão.

Assim, a Direcção do clube decidiu que esse jogo terá entrada gratuita.

Apela-se assim a todos os farenses para participarem no apoio à equipa do Sporting Clube Farense.

Passem a palavra. Vamos encher o S. Luís.


SCF – Gab. de Imprensa

terça-feira, 16 de março de 2010

Macário Correia analisa novo projecto urbanístico para intervir no Estádio de S. Luís

A 15 dias do centenário do Sporting Clube Farense, Macário Correia, presidente da Câmara de Faro, está a analisar um novo plano de intervenção urbanístico para o Estádio de S. Luís entregue esta semana por uma empresa proposta.

“Estamos a analisar um esboço de uma intervenção urbanística que me foi entregue no passado sábado [dia 13 Março] e que está assinado pela empresa portuguesa Gustavo da Cunha Lda”, disse em entrevista à Lusa, Macário Correia.

Recentemente dois concursos de venda do recinto desportivo, localizado no centro da capital algarvia, fracassaram e o clube vive agora num impasse com os funcionários – motoristas, limpeza e administrativos – a demitirem-se em bloco, alegando atrasos no pagamento de salários.

A direcção do clube algarvio, por seu turno, apela por apoio à Câmara de Faro no negócio da venda do Estádio de S. Luís para arrecadar verbas e anular dívida de 10 milhões de euros.

“Contamos sinceramente com a ajuda da autarquia na resolução do negócio, porque sem uma intervenção da autarquia de Faro este negócio nunca poderá ser realizado”, disse hoje o vice-presidente da direcção do clube, José Lopes Martins, em entrevista à Lusa.

Macário Correia salienta que a Câmara de Faro “está sensível” e segue “com muito interesse o que se passa no clube”, mas observa que “não é em 15 dias que se encontra a solução para tudo”, pois têm de se analisar “questões delicadas que têm a ver com planos de pormenor e índices urbanísticos“.

Macário Correia afirma que a “responsabilidade dos actos do Farense são da direcção e dos seus associados” e sublinha que a Câmara “mesmo que tivesse dinheiro, por natureza ética, não podia usar dinheiro público para pagar dívidas de uma qualquer colectividade”.

Macário Correia declara desconhecer “valores e negócios” envolvidos no plano de intervenção para o estádio do Farense, mas recorda, todavia, que o negócio da venda tem sempre de ser tratado com a autarquia, pois o Estádio de S. Luís é, em “termos jurídicos, da Câmara de Faro”.

Para o vice-presidente José Lopes Martins o “Farense mesmo sem um tostão tem futuro, mas desde que não tenha dívidas“.

O Farense “tem mão-de-obra, tem capital humano. Falta o resto”, reconheceu José Lopes Martins, referindo-se à falta de dinheiro para pagar as dívidas.

Com uma dívida superior a 10 milhões de euros, o Farense está há cerca de um ano a tentar vender o Estádio S. Luís para pagar o que deve e tentar recuperar tempos gloriosos do passado, que incluiu uma participação nas competições europeias, como a Taça UEFA em 1995/96.

A direcção do clube estima que na próxima época desportiva já exista alguma solução sobre o futuro do Estádio de S. Luís, mas o “clube é dos sócios e só eles podem decidir em Assembleia-geral. Eles são soberanos“, observou.

“Em princípio queremos acabar esta época desportiva, que está próxima do fim, e até lá gostaríamos de já começar a nova época já com algumas certezas“.

O clube dedica-se hoje a duas actividades principais desportivas: o futebol com todos os escalões e o basquetebol com mais de 150 atletas.

Tem também algumas modalidades amadoras como a ginástica, capoeira e boxe, mas para o ano “se as coisas correrem bem”, a direcção do clube quer implementar “uma revolução” nas escolas e escolinhas ao nível de formação, acrescentou aquele responsável.

O Farense foi fundado a 01 de Abril de 1910, por um grupo de jovens que descobriu o futebol junto dos marinheiros ingleses, enquanto que o estádio foi fundado em 1922 e na altura foi baptizado de “Santo Stadium”, em homenagem ao mentor da obra.

Os tempos de glória da equipa de futebol e do estádio registam-se entre 1990 e 2002, mas o clube foi perdendo protagonismo e em 2005 a Sociedade Anónima Desportiva (SAD) chegou mesmo suspender a equipa de futebol.

A equipa principal do Farense posiciona-se esta época em 4.º lugar, da série F, na III Divisão Nacional, tendo substituido no dia de ontem o treinador Rui Esteves por Joaquim Mendes, antigo treinador do Lagoa, responsável pelo ínicio do projecto vencedor do clube barlaventino no futebol nacional, coleccionando uma subida para a 2ª divisão. Actualmente encontrava-se a treinar o Portosantense, da Madeira, que deixa na 5º posição desse campeonato.

In O Algarve e Editorial Algarve Farense

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

'Salvação' do Farense em pausa

Reunião entre António Barão e Macário Correia deixou apenas uma definição: o Estádio de São Luís é municipal. Dirigente diz que possíveis compradores vão apresentar propostas.

O desfecho da reunião de quinta-feira, entre o presidente do clube da capital e o edil farense, parece ter criado conclusões divergentes. Se, por um lado, Barão mostra-se optimista sobre a 'salvação' do Farense, Macário Correia espera para ver.

“Pode dizer-se que o principal da reunião foi atingido, que era o dissipar de uma dúvida que há muito tempo estava no ar sobre a vontade de Macário Correia querer resolver a questão do clube. Ele está em sintonia connosco”, diz, ao Observatório do Algarve, António Barão.

Esta “sintonia” diz respeito à possível venda de parte do Estádio de São Luís e um terreno para abater um passivo do clube, que ronda os nove milhões de euros. Espaços que persistia a dúvida se eram municipais ou do clube.

Macário sabe. “Há uma certeza: o Estádio [de São Luís] pertence à Câmara de Faro e, juridicamente, o Farense não tem terrenos”, assevera o autarca.

O edil farense parece querer distanciar-se, afirmando que “a dívida foi contraída internamente, pelos dirigentes do Farense, e a Câmara nada tem a pagar. A única dívida que nos diz respeito é de cerca de 1 milhão de euros, contraída pela empresa municipal Ambifaro, para comprar acções do Farense [à Halcon, em 2001]”.

António Barão avança ainda que no final da reunião ficou definido que os possíveis compradores iriam apresentar as propostas, algo que o edil farense espera para ver: “apenas me falaram de pessoas que tinham algumas ideias, mas não me chegou nada”.

Não quero dizer que estou contra a resolução do problema, só quero deixar bem vincado que a Câmara nada tem a ver com o assunto. Temos as nossas próprias dívidas para nos preocupar, que atingem os 80 milhões de euros”.


È interessante como duas pessoas com responsabilidades, após terem uma reunião cara a cara, no final da mesma transpõe para a comunicação social ideias tão desarticuladas, mas que no fundo nunca põe em causa um possível negócio... Se António Barão e Macário Correia são dois homens de vontades, pensava eu que seria um processo mais rápido todas estas permutas e consequentes negociações com os interessados...


Uma coisa é certa e sempre o referi desde os tempos de José Vitorino... Se o Farense está como está, só se pode queixar de si...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Negócio com multinacional pode “resolver” falência do Farense


Bancada sul do Estádio de São Luís e terreno valem proposta de 13 milhões de euros

Uma multinacional está disposta a avançar com um negócio que pode “salvar” o Farense, dispondo-se a dar 13 milhões de euros em troca da bancada sul do Estádio de São Luís e do terreno na Horta das Figuras.

A informação foi avançada aos sócios pelo presidente do Farense, António Barão, esta terça-feira, no decurso da assembleia geral onde foram aprovados os relatórios e contas relativos às épocas de 2005/06 e 2006/07 e o orçamento para a época 2009/10.

De acordo com o Conselho Fiscal do clube, o passivo dos «leões» de Faro ascende a 9,7 milhões de euros mas o activo patrimonial (edifício-sede, ginásio e terrenos) ultrapassa esse valor, sendo avaliado em 12,5 milhões de euros.

Há soluções e a situação do Farense pode resolver-se. Já apresentámos o comprador ao presidente da câmara de Faro e este mostrou-se receptivo a que consigamos solucionar o problema financeiro do clube”, anunciou António Barão.

O dirigente confidenciou aos sócios que a proposta desse interessado não passa pelo Estádio de São Luís no seu todo mas apenas pelo espaço da bancada sul, situada em frente à Igreja de São Luís, e pelo terreno da Horta das Figuras.

Não é nossa ideia vender o estádio nem o possível comprador o deseja”, disse. Por aquele «pacote», a “multinacional” interessada apresenta “uma proposta de 13 milhões de euros”, acrescentou Barão, para quem a solução passa, também, pela autarquia.

Acredito que Macário Correia pode resolver a situação”, afirmou o presidente do Farense. O comprador estará interessado em construir um edifício de escritórios e serviços - estando disponível para atribuir espaços à câmara - e um parque de estacionamento subterrâneo.

Se este negócio fosse realidade, cobríamos o passivo e ainda ficávamos com algum dinheiro. Seria óptimo fazê-lo ainda antes do centenário [que se comemora em Abril de 2010], mas não acredito nisso, há muitas questões envolvidas”, ressalvou António Barão.

Em relação a este possível negócio, falta “desbloquear a providência cautelar” que impende sobre o terreno da Horta das Figuras, colocada pelos moradores da zona devido a um projecto de construção de uma bomba de gasolina.

A Galp, que esteve interessada nesse terreno, adiantou 750 mil euros ao Farense e tem agora esse montante (mais juros) em dívida, vira-se agora para outra solução: um terreno que o clube possui, situado perto do pavilhão e piscinas municipais, à saída para Olhão.

“Vamos ter uma reunião em Janeiro para abordarmos essa possibilidade. Em princípio, essa dívida ficaria saldada, mas podemos conseguir mais alguma verba”, disse o presidente do clube de Faro.

Contas de 2006 e 2007 aprovadas

A reunião magna realizada terça-feira no Pavilhão do Farense serviu para apresentar e aprovar as contas de 2005/06 e 2006/07, ambas por unanimidade. O orçamento para esta época, de 700 mil euros (90 mil dos quais para o futebol), foi aprovado com uma abstenção.

Os relatórios de 2007/08 e 2008/09 também deveriam ter sido discutidos mas, devido a alterações de última hora, não foram apresentados, o que obrigou à suspensão da assembleia geral, que será retomada em 14 de Janeiro de 2010.

O presidente do Farense mostrou-se desiludido com a presença de apenas sete dezenas de sócios, depois de terem sido enviadas cartas aos 2000 associados. “Numa reunião crucial como esta, esperava bem mais afluência. Há falta de apoio e isto desilude-me bastante”, queixou-se.

Encontrámos um clube à deriva, com um passivo enorme e uma desorganização estrutural muito grande. Demos a volta a tudo e, apesar destas dificuldades, tem sido um privilégio poder lutar por um futuro mais risonho para o Farense”, salientou António Barão.


quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Farense: S. Luís ou Estádio Algarve?

A Direcção do SC Farense acaba de tornar pública a intenção de passar a disputar de forma efectiva os seus jogos oficiais no Estádio de S. Luís, mítica casa dos farenses ao longo de grande parte da sua existência.

O Estádio de S. Luís, que aos sócios e adeptos foi nos últimos três/quatro anos dado como em fim de vida, por forma a liquidar as dívidas do Clube (que acumulam as da SAD), foi alvo nos últimos meses de apreciáveis melhoramentos que muito dignificam a imagem do Clube e dos que agora tomaram conta do leme na nau farense.

Apesar de registar com enorme agrado, tal facto, não poderia omitir nesta fase, como mero farense, adepto e sócio a minha sincera opinião sobre esta decisão. O facto é que o Farense têm neste momento à sua disposição dois estádios com capacidade para receber os seus jogos, mas num momento de afirmação social e desportiva do Clube, parece-me mais racional a opção pelo Estádio Algarve.

Sei que a minha opinião será uma mera onda contra a corrente, mas julgo que há razões fortes para o Farense continuar a jogar no Estádio Algarve. Desportivamente, parece-me inequívoco que uma equipa ganhadora, liderante e dominadora no controlo de jogo, prefere relvados mais amplos para esplanar o seu futebol, especialmente contra equipas que se "fecham" lá atrás. Ora, como Farense, julgo que o lugar do meu Clube é a Primeira Divisão Nacional e para isso será necessário o Farense conseguir três promoções, o que vêm de encontro ao facto de ter uma performance desportiva liderante no panorama regional e depois nacional. Como sabemos o relvado de S. Luís é pequeno, talhado para equipas que jogam na expectativa, aliás foi dessa forma que muitas vezes o Farense conseguiu bater os grandes, mas a verdade é que essa forma de jogar não se adapta aos objectivos de agora, em que se pede um Farense activo e não reactivo.

Noutra perspectiva, o Estádio Algarve oferece aos seus espectadores melhores condições para assistir aos jogos e sabemos que através da imagem "Estádio Algarve" poder-se-á gradualmente fomentar a angariação de adeptos sedentários que, com essa curiosidade, poderão se tornar fervorosos adeptos, consequência das vitórias desportivas do Clube. O facto é que na passada temporada, mesmo numa fase menos boa, o jogo mais presenciado do Farense foi no Estádio Algarve, embora admitindo que houve outro jogo, mas numa fase de enorme entusiasmo, que também levou um numero considerável de pessoas ao Estádío S. Luís. Não obstante a médias das duas ultimas temporadas favorece o estádio Algarve... O ideal seria mesmo fomentar nos dias de jogo um ou dois autocarros para fazer a transferta Faro-Estádio Algarve aos adeptos sem condições de transporte.

Por outro lado, julgo também ser um desperdício para a CM Faro e para todos os seus munícipes que se vêm privados de obras visíveis no Concelho, o maior clube local abandonar o Estádio Algarve, situação que na verdade deveria ter sido ponderada na altura da sua concepção, mas que, nesta fase consolidada da sua existência, deveria ser um marco de unidade entre as vontades do Clube e Município para utilização do recinto, e consequente promoção de ambas as Entidades

Emocialmente também eu optaria pelo velho S. Luís, mas o Farense, na minha opinião não deve viver do passado, devendo guardar o seu estádio para os jogos dos escalões jovens, ou mesmo optando por jogar exclusivamente competições como a Taça de Portugal ou a Taça do Algarve, e procurando novas oportunidades e ciclos, através duma infra-extrutura moderna que têm ao seu dispor.

Farense vai jogar no S. Luís

Wilson, Oliveira e Vicente emprestados ao Imortal

A Direcção do Sporting Clube Farense já solicitou à FPF a autorização necessária para que os próximos jogos do Campeonato Nacional da III Divisão, em que o Farense actue na condição de visitado, sejam realizados no Estádio de S. Luís.

Entretanto, foram cedidos, a título de empréstimo, ao Imortal de Albufeira os atletas Wilson, Oliveira e Vicente.

SCF – Gab. de Imprensa

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Estádio São Luís pode ficar intacto

FARENSE NEGOCEIA ACORDO COM INVESTIDORES

A solução para o passivo do Farense, estimado em cerca de 11 milhões de euros, deverá passar por um acordo com um grupo de capitais nacionais e estrangeiros. Nesse negócio deverá haver o aproveitamento imobiliário de um terreno do clube situado à entrada de Faro, e de alguns espaços envolventes ao Estádio São Luís, o qual será mantido.

"Estamos em negociações adiantadas e tudo aponta para acordo, faltando apenas resolver problemas burocráticos com a Câmara", disse o presidente António Barão, que garantiu: "Esta é a solução que melhor defende os interesses do Farense."
O dinheiro obtido servirá para liquidar o passivo e o remanescente será aplicado na equipa de futebol. "Queremos regressar rapidamente aos escalões profissionais", disse.

Não se pode exigir mais a esta Direcção em tão curto espaço de tempo. Mas perdoem-me, só acredito quando ver "preto no branco..."

terça-feira, 21 de julho de 2009

E o Estádio é para vender ou não???

In A Bola, 21/07/2009
Se António Barão, presidente do Farense, prefere ter a certeza dos valores em dívida, e se possivel, a partir daí vender os terrenos junto ao Forum Algarve, bem como parte da zona da Bancada Sul, parece que o presidente da AG do SC Farense têm uma opinião mais radical...

terça-feira, 14 de julho de 2009

Martinho da Vila e Gilberto Gil sobem ao palco do Estádio de São Luís no Allgarve Music

Martinho da Vila e Gilberto Gil apresentam-se, no próximo dia 29 de Julho, no palco do Estádio de São Luís, em Faro.

Integrado no programa deste ano do Allgarve Music, o espectáculo de duas das maiores figuras do panorama musical do Brasil vem assim abrir o cartaz de concertos marcados para o Verão algarvio, tendo o início marcado para as 21h30. Neste espectáculo, os dois músicos trazem ao Algarve alguns dos seus maiores êxitos, com a primeira parte do concerto a ser conduzida por Martinho da Vila e a segunda por Gilberto Gil. Martinho da Vila é actualmente um dos mais respeitados artistas brasileiros e um dos maiores vendedores de discos no seu país.

Conhecido principalmente pelos sambas e ritmos tradicionais das suas músicas, o autor é um dos legítimos representantes da música popular brasileira (MPB). O seu companheiro de palco nesta ocasião em Faro tem também desenvolvido uma das mais relevantes e reconhecidas carreiras como cantor, compositor e guitarrista da MPB. Com cerca de 50 álbuns lançados, Gilberto Gil tem no seu curriculum 12 discos de ouro, cinco discos de platina, sete "Grammy Awards" e mais de quatro milhões de discos vendidos, tendo feito parte do governo de Lula da Silva como ministro da Cultura brasileiro entre 2003 e 2008.

Os bilhetes para este concerto estão à venda na rede ticketline, no Fórum Algarve e nos locais habituais, pelo preço de 10 euros para o bilhete normal ou 25 euros, no caso do bilhete com acesso a bar aberto.
Integrando igualmente a programação do Allgarve Music e marcado para o primeiro dia de Agosto, os bilhetes para o concerto do britânico Seal também já foram colocados à venda pelo preço único de 30 euros. A ter lugar na Herdade dos Salgados Resort às 22h00, os bilhetes para o espectáculo de uma das melhores vozes da soul actual podem ser adquiridos na Fnac, Worten, El Corte Inglês e Dolcevitta, encontrando-se também disponíveis no site da Ticketline.

Gostos não se discutem mas enquanto noutros palcos do nosso Algarve, no âmbito do programa Allgarve Music se passeam Seal ou Joss Stone, Faro teria que receber Martinho da Vila e Gilberto Gil, nomes com muito menor expressão no circuito da música internacional... Até nisto somos ultrapassados!! Já que é para estragar a relva de vez, mais valia que fosse com estes moços, que uma semana depois se passeam por Portimão....

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Farense - Cronologia das últimas semanas e caminhos para o futuro

O Sporting Clube Farense vai a votos, depois do processo de venda do Estádio de São Luís se ter revelado um insucesso e o Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC) que o clube ia utilizar para regularizar as dívidas fora do tribunal ter caído por terra.


As eleições são no dia 8 de Julho, podendo as listas ser apresentadas até dia 6 de Julho.

Há duas semanas, a direcção do Farense convocou uma assembleia-geral extraordinária de sócios para explicar o que foi feito para vender o São Luís e debater o futuro da instituição. Foi aqui que Gomes Ferreira pediu formalmente à Mesa da Assembleia que marcasse uma data para eleições para a direcção do clube «o mais rapidamente possível». No caso do estádio, depois de ter apresentado o relatório de como decorreu todo o processo, a comissão encarregue da sua venda, liderada por Aníbal Guerreiro, apresentou a sua demissão.

A crise económica foi a justificação encontrada por Aníbal Guerreiro para o insucesso de um processo que, garantiu, se tivesse sido encetado há mais tempo, não teria tido o mesmo desfecho. «Em 2004, apresentei a proposta [da solução da venda do Estádio para sanear as contas do clube] ao presidente da Câmara, de quem não vou dizer o nome. Não fui ouvido», queixou-se. Foi só depois da entrada de José Apolinário para o cargo de presidente da autarquia farense é que a ideia avançou. Mas, justificou o membro da comissão, «a oportunidade de vender o estádio esfumou-se com a crise económica».

A situação actual, como se esperava, foi mal aceite pelos sócios presentes. As opiniões dividiam-se, mas a indignação foi transversal. Com a queda do PEC e o pouco provável sucesso na venda do São Luís por um preço que permita pagar as elevadas dívidas que o clube tem, pelo menos para já, o futuro do Farense está mais ameaçado que nunca.

A ideia transmitida pelos ainda membros da direcção é que há solução possível e que o estádio é um produto que se pode vender por um preço que compense o clube, a médio/longo prazo. Assim, há que tentar aguentar o barco, até que o clima económico fique mais favorável. Para Gomes Ferreira, «a nova direcção deve, o mais rapidamente possível, pedir um novo PEC ao Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas», para impedir, por um lado, uma eventual acumulação de juros, mas também «para proteger judicialmente todos os dirigentes que passaram pelo clube».

Um dos sócios que tem sido mais crítico da actual direcção, o ex-presidente da associação South Side Rui Roque, pegou nesta deixa de Gomes Ferreira e acusou a actual direcção de se ter preocupado mais em proteger interesses pessoais do que em resolver a situação económica do Farense.

Ao que o «barlavento» apurou, a associação criada pela claque do Farense vai mesmo apresentar uma lista à direcção do clube. Há três anos, os South Side chegaram a apresentar um projecto para o clube, que passava por uma fusão com o clube Algarve United, cuja equipa sénior iria representar as cores do Farense.

Quem não será candidato com toda a certeza é Gomes Ferreira e a sua equipa. O actual presidente afirmou taxativamente que não tem qualquer interesse em voltar a ocupar o cargo, já que só serviu para o fazer «perder prestígio profissional». Os restantes membros da sua equipa seguem o seu exemplo e não participarão em qualquer lista.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Apolinário diz que fez tudo para salvar o Farense

Em declarações ao Observatório do Algarve, o presidente da Câmara de Faro diz ter feito o que podia para salvar o clube.

Presente na Assembleia Geral do Clube, que decidiu pela convocação de eleições gerais para 8 de Julho, na sequência do falhanço da venda do Estádio de São Luís, o presidente da Câmara de Faro não hesita: "A Câmara fez tudo o que estava ao seu alcance e garantiu o património do Farense", adiantou, sem querer especificar de que forma.

José Apolinário enalteceu o papel da Comissão de Venda agora cessante: "A Comissão procurou por sempre em primeiro lugar os interesses do Farense e merecem o nosso elogio por não terem aceitado vender o Estádio a um preço inferior ao valor de mercado", acrescentou.

Alvo de algumas críticas 'surdas' no clube, por alegada falta de empenho na resolução das dificuldades graves que o Farense atravessa. Uma das críticas prende-se com o anúncio recente de um grande empreendimento comercial para o Vale da Amoreira, o que poderá ter inibido o interesse de outros grupos para a compra do São Luís, temendo-se já a eventual sobrecarga de espaços comerciais de grande dimensão na capital algarvia.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Futuro do S. Luís em análise esta quinta-feira

Os sócios do Farense vão decidir esta quinta-feira à noite, em assembleia geral, o próximo passo a dar em relação ao Estádio de São Luís.

"A comissão de venda, mandatada pelos sócios em 2006 para fazer a venda exclusivamente sob concurso, vai fazer um historial do processo e depois a direcção tomará posição", disse à agência Lusa o presidente do clube, Gomes Ferreira.

Questionado sobre se a direcção pedirá aos sócios um mandato para a comissão de venda vender em negociação directa, o dirigente, também membro da comissão de venda, não confirmou esse cenário, acrescentando, contudo, que existe uma empresa "interessada" nos terrenos.
Os dois concursos de venda do recinto revelaram-se infrutíferos apesar de, no segundo, a comissão ter conseguido quadruplicar, para mais de 20 mil metros quadrados, a área destinada a comércio, colocando como base de licitação a verba de 15 milhões de euros.


Nesta segunda fase, a empresa The Edge Group mostrou-se interessada mas apresentou uma proposta de cinco milhões de euros, liminarmente recusada pela comissão de venda.

A referida empresa já se manifestou interessada em seguir para tribunal, por entender que tem base legal para comprar o recinto por aquela verba, mas Gomes Ferreira não se mostra preocupado."A comissão de venda está perfeitamente descansada em relação a esse assunto. Pensamos que não vai levar a qualquer desfecho negativo para o Farense" assegurou.

A venda do Estádio de São Luís é ponto essencial para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), para que o emblema possa pagar as suas dívidas, estimadas em 11 milhões de euros, de forma faseada.

Também o futuro desportivo do Farense - que assegurou a manutenção na III Divisão Nacional - está dependente das decisões que possam sair da reunião magna de quinta-feira, agendada para as 20h30 horas.

"Neste momento, está tudo em aberto e dependente do que acontecer na assembleia geral", afirmou à agência Lusa o principal mecenas do futebol sénior nos últimos anos, o empresário Aníbal Guerreiro, que também dirige a comissão de venda do Estádio de São Luís.
In Observatório do Algarve com Agência Lusa

terça-feira, 9 de junho de 2009

Paes do Amaral quer obrigar Farense a vender

Empresa que fez a proposta exige que o Clube assine contrato de compra e venda pelos 5,5 milhões de euros, alegando ter cumprido com tudo o que estava no contrato. Clube diz que mais vale ir à falência.

A Ixilu, empresa que se propôs comprar o Estádio de São LuíEsta imagem remete-nos para o último jogo disputado para a primeira liga no velho. S. Luís. Para além de desportivamente o futuro ser muito negro, também o palco citadino aguarda outro destino, que não os jogos de futebol...s, em Faro, por 5, 5 milhões de euros – muito abaixo dos 15 milhões pedidos - diz que o Sporting Clube Farense é obrigado a vender àquele preço e já notificou o clube, instando-o a celebrar o contrato de promessa de compra e venda.

A nossa era a única proposta que cumpria com todas as formalidades e requisitos, nomeadamente a minuta de contrato de promessa, forma de pagamento e a junção do comprovativo de pagamento do caderno de encargos”, afirma ao Observatório do Algarve Nuno Pereira da Cruz, director jurídico da empresa Edge Group, à qual a Ixilu pertence e da qual Miguel Paes do Amaral é sócio a 50 por cento.

Apesar de o clube ter estabelecido de início um valor mínimo de 15 milhões de euros para a venda dos terrenos, Nuno Pereira da Cruz garante tratar-se de um preço-base, apenas indicativo e não de um preço mínimo: “Nós entendemos que o anúncio não estabelecia um preço mínimo, mas sim um preço de referência, um preço-base como resulta do anúncio publicado”, afirma.

Não há nada no caderno de encargos que refira que é um preço mínimo e como tal nós oferecemos os 5,5 milhões que nos pareceram um preço justo, tanto mais que o concurso previa a licitação entre as três melhores propostas e isso dava-nos margem para negociar”, diz.

A posição da empresa, que não exclui recorrer aos tribunais, surgiu na sequência da notícia avançada em primeira mão pelo Observatório do Algarve, de que Paes do Amaral tinha sido o primeiro proponente no segundo concurso lançado pelo clube para a venda do Estádio (ver aqui).

Instado a comentar a intenção de obrigar o clube a aceitar os cinco milhões, Carlos Ataíde Ferreira, da Comissão de Venda do Estádio de São Luís, não poupa críticas à empresa: “O preço base é o preço mínimo, se acham que não é vão para tribunal, até agradeço para podermos pedir uma indemnização”, admite.

Mas admira-nos que o grupo Paes do Amaral, que deve ser sério, aja com esta falta de respeito. Lamentamos tamanha falta de ética do senhor e do grupo que representa”, acrescenta, mostrando-se disponível para um debate na praça pública, sobre o assunto.

“Esta comissão quer salvar o Farense, e esse senhor está-se nas tintas para o Farense, para as pessoas e para Faro. Quer é comprar isto pela tuta mijona e ganhar dinheiro”, diz já exaltado, Carlos Ferreira. “Eu não admito que o preço base de 15 milhões possa ser transformado em 5 milhões. Só na República das Bananas! Mais valia ir à falência do que aceitar isso!”, remata.

Instado a esclarecer a regra em casos semelhantes, o presidente do Conselho Distrital da Ordem dos Advogados, António Cabrita, refere que há geralmente em vendas por carta fechada, um valor-base ou valor mínimo mas que apenas em casos onde está expressa a adjudicação à melhor proposta, a entidade vendedora fica obrigada à venda, qualquer que seja o valor.

António Cabrita salienta, no entanto, não ter conhecimento do clausulado deste caso em concreto, pelo que reforça o carácter não vinculativo da sua opinião: “Às vezes há cláusulas dentro de um mesmo contrato que vão umas contra as outras, e já se sabe que quem perde tenta sempre pegar por onde pode, mas não sei se será este o caso”, desabafa.

In Observatório do Algarve por Mário Lino


No primeiro concurso, realizado em meados de Setembro, foi afixado no jornal diário Correio da Manhã um anuncio para venda do estádio S. Luís. Sabendo que este anuncio se referia ao primeiro concurso, mas que na génese, este segundo concurso foi feito nos mesmo moldes, ainda que oferecendo mais vantagens ao comprador, deixo à v/ análise a interpretação da parte final do mesmo... Veja aqui

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Farense suspendeu processo de venda do São Luís

O Sporting Clube Farense já suspendeu o processo de venda do Estádio de São Luís, depois de não ter recebido nenhuma proposta que atingisse o valor mínimo pedido no processo de leilão dos terrenos que o estádio ocupa e os direitos de construção a ele associados, disse ao barlavento.online o presidente do clube Gomes Ferreira.

Ainda «este mês», vai decorrer uma Assembleia-geral extraordinária de sócios, onde será «explicado tudo o que foi feito» na tentativa de vender o imóvel, pela comissão encarregue de o fazer, e debatida uma solução alternativa para a difícil situação financeira do Farense. Apesar deste revés, Gomes Ferreira garante que isto não significa que o Farense vai acabar. «Isto não significa o fim do clube. Há é que arranjar outra solução», disse. Ainda assim avisou que o Farense vai precisar de ajuda. «As forças vivas de Faro têm de se envolver na solução», apelou.

O insucesso da tentativa de vender o estádio acaba por deixar o Farense numa situação complicada, já que se esperava que este negócio permitisse um encaixe financeiro que iria viabilizar o pagamento de todas as dívidas do clube, que são superiores a 10 milhões de euros, bem como ficar com algum fundo de maneio para o futuro. «A situação podia ter ficado já resolvida. Desta forma, o clube continua numa situação periclitante», referiu Gomes Ferreira. Sem a venda do São Luís, não será possível ao clube assinar já a acta final do Processo Extra-judicial de Conciliação, que lhe ia permitir pagar as dívidas aos principais credores fora dos tribunais.

Para o fazer, o Farense terá de encontrar uma forma de pagar as dívidas, que são na sua larga maioria ao Fisco e à Segurança Social, para evitar processos judiciais. Esta questão também será debatida na assembleia, cuja data será anunciada esta segunda-feira.

A suspensão do processo acontece menos de um mês depois de a Câmara de Faro ter anunciado o licenciamento de uma nova grande superfície no Vale da Amoreira. Gomes Ferreira não quis comentar o assunto nem relacioná-lo com o insucesso da venda do estádio do Farense. Na primeira vez que tentou vender o Estádio de São Luís, no ano passado, o Farense recebeu apenas uma proposta válida que atingia o valor pretendido pelo clube, que, na altura, era de 14 milhões de euros. Mas o negócio caiu por terra depois da empresa que fez a proposta não ter conseguido apresentar as garantias bancárias exigidas em tempo útil.

Recentemente, a Câmara de Faro decidiu alterar a distribuição dos cerca de 35 mil metros quadrados de área urbanizável no terreno que o São Luís ocupa. A área comercial passou de três para 20 mil metros quadrados, enquanto a componente dedicada a habitação baixou dos 28 para cerca de 24 mil metros quadrados.

No final do período de licitação foram entregues duas propostas, qualquer uma delas «longe do valor pretendido pelo clube». Apesar de terem vindo a públicos valores das ofertas, a rondar os cinco milhões, Gomes Ferreira considerou esse assunto morto, já que o processo foi suspenso e «não vale a pena» falar sobre as propostas inviáveis.
In Barlavento Online por Hugo Rodrigues

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Paes do Amaral dava 5 milhões pelo S. Luís

O antigo dono da TVI, Miguel Paes do Amaral, ofereceu 5,5 milhões de euros pelo Estádio de São Luís. Comissão de Venda disse não.

Poderia parecer uma brincadeira, uma vez que o valor estipulado no segundo concurso para os terrenos onde se encontra o Estádio de São Luís era de 15 milhões de euros, mas Paes do Amaral é conhecido por não brincar em serviço, e daí a oferta de perto de um terço do valor pedido em concurso para a venda do Estádio.

Apesar de oficialmente até aqui se ter mantido o silêncio no Sporting Clube Farense, quer sobre o valor das propostas, quer o nome dos investidores, a primeira pista de que Paes do Amaral estava envolvido surgiu logo a 5 de Maio, no dia da abertura das propostas do segundo concurso.


Quebrando inadvertidamente o bloqueio, um administrativo do clube revelou a vários jornalistas presentes que a empresa que apresentara uma proposta era a The Edge Group. O grupo tem por missão “conceber, promover, gerir e comercializar projectos e activos imobiliários, tendo por objectivo a criação de valor e a satisfação do cliente”, refere a empresa no seu site.

A empresa é liderada por Luís Pinto Basto, mas detida em 50 por cento por Miguel Paes do Amaral, através da sua holding Quifel SGPS.

Fonte ligada às negociações confirmou ao Observatório do Algarve que o valor oferecido pela empresa Edge Group para a aquisição do Estádio era de 5,5 milhões de euros, muito abaixo dos 15 milhões de euros pedidos pela Comissão de Venda.

Confrontado com a situação, Aníbal Guerreiro, presidente da Comissão de Venda, garantiu não ter nenhuma proposta formal em nome do grupo Edge Group, mas sim de uma outra empresa denominada "Ixilu, compra e venda de imóveis, Lda", com sede em Lisboa. “Só que o valor era tão baixo que nem dava como ponto de partida para negociarmos”, refere Aníbal Guerreiro.
O presidente da Comissão de Venda reconheceu aliás ao OdA no final da semana passada que o processo tinha voltado à ‘estaca zero’ após a desistência do segundo potencial negociador, que acabou por recuar (ver aqui).

Por outro lado, o presidente do Clube e membro da Comissão de Venda do Estádio, Gomes Ferreira, afirmou no mesmo dia, também em declarações ao OdA, existir uma terceira empresa interessada, fora do âmbito do concurso.
"Já não há concurso. Esta semana fomos contactados por uma outra empresa e estamos em conversações", sublinhava, adiantando que, como não estão mandatados para negociar sem concurso, "a proposta que for apresentada por esta terceira empresa será discutida em Assembleia Geral".

Contactado posteriomente, Aníbal Guerreiro disse desconhecer a existência de quaisquer outras propostas: “Se o Dr Gomes Ferreira diz que há uma terceira empresa, ele que diga qual é. Por mim está fechado, não há interessados. Não quer dizer que de hoje para amanhã não surjam novas propostas”, diz.

No caso do segundo ‘pseudo-concorrente’ (uma vez que não foi formalizada uma proposta) o problema seria não tanto o dinheiro, mas mais os lotes em causa. É que a empresa queria ficar com a posse dos terrenos junto ao Fórum Algarve, que o Farense já alienou à Galp, para plantar uma bomba de gasolina (processo que aliás corre no Supremo Tribunal de Justiça, dado que o posto é contestado pelos moradores da zona).
De recordar que este foi já o segundo concurso para a venda do Estádio de São Luís a ficar vazio. No primeiro concurso, em Setembro, foram afastadas duas propostas por não cumprirem os requisitos da comissão.
In Observatório do Algarve por Mário Lino

Afinal os boatos eram verdade...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Comissão anula concurso e negocia directamente com interessados

Venda do Estádio de São Luís passou a nova fase

O segundo concurso de venda dos terrenos do Estádio de São Luís foi anulado pela comissão de venda, que está agora a negociar com outra empresa interessada em comprar o recinto. “O concurso foi terminado porque as duas propostas que recebemos estavam muito longe do valor-base, 15 milhões de euros, que tínhamos definido”, disse ao Região Sul o presidente do Farense e membro da comissão, Gomes Ferreira.

Entretanto, uma terceira empresa contactou os responsáveis mandatados pelos sócios para vender o estádio e manifestou-se interessada na compra do São Luís. “Mostrámos receptividade e, neste momento, estamos a negociar directamente com essa empresa”, referiu o dirigente, que não quis especificar em que ponto está a negociação. “Ainda é prematuro antecipar prazos de resolução para que o processo negocial tenha um desenlace que nos agrade”, afirmou Gomes Ferreira. O presidente do Farense garantiu, contudo, que qualquer decisão tomada pela comissão de venda “terá de ser reafirmada, em assembleia geral, pelos sócios”. Depois da primeira tentativa de venda ter sido anulada, em Outubro do ano passado, as condições foram melhoradas no segundo concurso.

O espaço destinado a comércio, serviços, escritórios e lazer subiu de 5 mil para 20.769 metros quadrados, enquanto a zona de habitação diminuiu, sendo permitidos 216 fogos. Mas as alterações não trouxeram resultados práticos. Gomes Ferreira assegura que a comissão de venda não aceita vender “abaixo” dos 15 milhões de euros. O modo de pagamento pode ser a «chave» do negócio. Só com este negócio será possível avançar para a assinatura da acta final do Procedimento Extra-judicial de Conciliação (PEC), que permite ao Farense pagar dívidas de forma faseada.

O passivo do clube, que esta época assegurou a manutenção na III Divisão Nacional, está estimado em cerca de 11 milhões de euros.

Aos que se possam interrogar do porquê desta imagem do Estádio S. Luís a preto e branco, eu respondo duma forma concisa: É desta forma que actualmente vejo a situação do SC Farense...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.