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terça-feira, 26 de abril de 2011

Ria Formosa: Anfiteatro ao ar livre e percursos interpretativos no futuro Parque Ribeirinho de Faro





A criação de um anfiteatro ao ar livre e de percursos interpretativos para peões e bicicletas fazem parte do projeto do Parque Ribeirinho de Faro, em fase de apreciação e cuja obra deverá ser lançada este ano.

A empreitada, a cargo da Sociedade Polis Litoral Ria Formosa, abrange a área ribeirinha entre a Quinta do Progresso (junto ao Teatro Municipal de Faro) e o Montenegro, precisa o último boletim da sociedade, hoje divulgado.

Apesar de parte daquela área, próxima do teatro e do centro da cidade, ter sido alvo de alguns melhoramentos nos últimos anos, a zona encontra-se degradada e é utilizada por uma escassa minoria de cidadãos.

O projeto inclui a criação de várias praças, de um anfiteatro, de percursos interpretativos e de zonas de estadia, sendo o objetivo do Polis criar "uma área nobre para a população" dedicada ao lazer e à prática de exercício.

Em fase de anteprojeto está o Parque Ribeirinho de Olhão, que deverá ser integrado num espaço de utilização coletiva com capacidade para acolher iniciativas ao ar livre, como feiras e concertos, refere o Polis.

Já no Parque Ribeirinho do Ludo, também em fase de anteprojeto e partilhado pelos concelhos de Loulé e Faro, deverá nascer um observatório de animais e plantas, na orla da ribeira de S. Lourenço.

No concelho de Tavira o Polis prevê requalificar as margens do Arraial Ferreira Neto e Ilha de Tavira, sendo a primeira empreitada de caráter "minimalista", sublinha o Polis, e a segunda "mais notória".

O programa abrange cinco municípios – Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António,- incide sobre 48 quilómetros de frente costeira e 57 de frente lagunar e implica um investimento total de 87,5 milhões de euros.

Até dezembro do ano passado e desde a criação da sociedade, em 2008, tinham sido gastos dessa quantia 14,7 milhões de euros, metade dos quais na execução de obras no terreno e a outra metade na realização de estudos e projetos.

Para este ano, o Polis prevê lançar a maioria das empreitadas que se propôs concluir até 2013, incluindo as empreitadas previstas nos Planos de Intervenção e Requalificação (PIR) na maioria das ilhas barreira.


quarta-feira, 20 de abril de 2011

Faro: Plano de Urbanização da Amoreira vai à Assembleia Municipal





A Assembleia Municipal de 27 de abril vai apreciar a renovada proposta do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira. Bairro Mendonça, considerado “zona degradada” deverá ter plano de pormenor.


O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira (PUVA), desenvolvido pelo – Fundo de Investimento Imobiliário Fechado (IMOGHARB) para uma área delimitada de 56 hectares, vai agora ser submetido à aprovação da Assembleia Municipal.

Contratualizado em 2008 pelo antigo executivo liderado por José Apolinário, mantêm-se os pressupostos da IMOGHARB elaborar o PUVA assim como “a elaboração e execução do projeto do Parque Urbano de Faro e a execução de infraestruturas internas do terreno” o que se traduzia, na altura, num valor até um milhão e setecentos mil euros.

Manteve-se assim o contrato entre as duas entidades em causa, que constitui uma ligação de interesses públicos e privados, enquadrado pelo decreto-lei 316/2007 de 19 de setembro.

Definidos no PUVA, na área de equipamentos sociais, está a construção do Lar de Idosos da Misericórdia de Faro, equipamentos de apoio ao Parque Verde cujos lagos “devem ser impermeabilizados para evitar a contaminação do aquífero da Campina de Faro”.

Outra das recomendações definidas no que toca às construções e rede viária é o facto de a zona abrangida pelo PUVA estar em zona A de maior risco sísmico do Regulamento de Segurança para Estrutura de Edifícios e Pontes.

O PUVA obriga ainda a um Plano de Pormenor para a requalificação do chamado Bairro Mendonça, zona da cidade degradada.

Uma área de zona económica deverá futuramente garantir, caso avance, isto porque o projeto foi já sujeito a alterações, “por razões de mercado”, confirmou ao Observatório do Algarve Cristóvão Norte, chefe de gabinete do autarca Macário Correia.

A mesma fonte confirma a intenção de instalar na zona abrangida pelo PUVA um parque de feiras e exposições. Contudo, o plano apenas delimita espaços de atividades económicas, área residencial, comércio e serviços para a zona de "solos urbanizáveis", prevendo ainda o parque verde e "espaços verdes de utilização coletiva para a zona de solos afetos à estrutura ecológica".

Recorde-se que esteve prevista a instalação no local o centro comercial "Dolce Vita" e hotel quatro estrelas que deveria criar 10 mil postos de trabalho diretos e indiretos, projeto que viria a ser abandonado.

Macário Correia explicava em 2009 que a criação da grande superfície ficara "fora de cena", mas que a autarquia recebera um novo plano de urbanização para aquele terreno, cuja área ronda os 20 hectares do atual PUVA que abrange mais do dobro.

O Plano a ser aprovado no próximo dia 27 pela Assembleia Municipal é assinado pelo arquiteto Manuel Fernandes de Sá do Porto, o mesmo que desenvolveu o projeto "Porta da Amoreira" que previa a instalação do centro comercial e hotel e um investimento de 500 milhões de euros. Já o Parque Verde do Vale da Amoreira tem assinatura do arquiteto paisagista Sidónio Pardal.

A Avaliação Estratégica Ambiental do PUVA foi já realizada, em simultâneo com a execução do PUVA. Em anexo, a versão do plano que irá ser alvo de discussão e eventual aprovação na Assembleia Municipal.


Por Conceição Branco In Observatório do Algarve

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Parque de Lazer à frente do Forum Algarve reserva parcela para bomba de combustível do Farense

In Jornal O Algarve, 31/02/2011



Tal como noticiámos à uns dias, o terreno em frente ao Fórum Algarve será destinado para a construção de um parque de lazer, o que desde logo incomodou muitos sócios farenses, pelo interesse do terreno, que havia sido prometido nos tempos de José Vitorino na CMF e ratificado numa Assembleia Municipal ao clube da capital algarvia.


Com o processo em tribunal à longos anos, devido a uma acção interposta por um grupo de moradores da urbanização próxima do local, temeu-se que este novo projecto ignorasse um parecer favorável do Tribunal da Relação de Évora, situação que segundo o artigo que anexamos está salvaguardado pelo CMF, pelo que não há razões para todos os sócios e adeptos temerem pela dissolução do negócio.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Governo vai apoiar recuperação da Igreja da Misericórdia de Faro


O Governo formalizou esta quarta-feira o apoio de quase 45 mil euros que irá conceder à Santa Casa da Misericórdia de Faro para ajudar a recuperar e restaurar a Igreja da Misericórdia, numa sessão decorrida em Faro.

O custo total da obra de valorização desta importante referência do património religioso farense ascende aos 99,4 mil euros e será um dos 70 imóveis religiosos do país cuja recuperação a Secretaria de Estado da Administração Local se propôs a apoiar desde o início do ano.


A sessão de assinatura do protocolo que decorreu ontem contou com a presença do secretário de Estado da Administração Local José Junqueiro, que lembrou o investimento que tem sido feito, nos últimos anos. «Não há memória de investimentos tão elevados na área social e de equipamentos, mas fazemos uma boa aposta, uma aposta segura, porque temos gente muito responsável que faz render cada uma dessas contribuições», considerou o membro do Governo.


Recentemente, foi assinado em Portimão um protocolo com valores muito semelhantes, para recuperação dos tectos da Igreja Matriz de Portimão. Para a governadora Civil Isilda Gomes, «os espaços religiosos constituem um património muito valioso na região algarvia, pelo que devemos unir esforços no sentido de preservar esta importante referência cultural onde estão perpetuados importantes e grandes acontecimentos da nossa história»


domingo, 27 de março de 2011

Faro vai ter novo parque de lazer em terreno anteriormente prometido para bomba de gasolina do Farense

Marcado a vermelho na foto o terreno onde vai ser implantado o parque de lazer
O presidente da Câmara de Faro anunciou hoje a construção do "Parque de Lazer das Figuras", estrutura que ocupará parte do terreno que a autarquia pretendia ceder ao Farense para a implementação e exploração de um posto de abastecimento de combustíveis. "Até que seja resolvido o diferendo entre a Assembleia Municipal de Faro, Farense e a GALP sobre a cedência do terreno que decorre nos tribunais, decidimos avançar com a construção do parque de lazer", disse Macário Correia durante a apresentação do projeto.


Em 2005, o tribunal não reconheceu o "interesse público" na cedência do terreno pela autarquia ao Sporting Clube Farense, que pretendia ali instalar e explorar um posto de abastecimento de combustíveis. "O processo está em fase de recurso no Tribunal da Relação de Évora, e como a ação não está, seguramente, para se resolver nos próximos tempos, entendemos que agora deve ter esta utilização", disse Macário Correia. "Trata-se de dar utilidade a um espaço que não estava a ser aproveitado e que se encontrava numa situação de abandono que quase parecia uma lixeira", disse Macário Correia, durante a apresentação do projeto.


O futuro Parque de Lazer das Figuras, representa um investimento de 150 mil euros, resultante de uma parceria entre a autarquia e privados, e ficará implementado na Horta das Figuras, numa faixa de terreno de cerca de 400 metros quadrados, à entrada da cidade de Faro. "Serão instalados equipamentos de lazer para proporcionar à população mais exercício físico e atividade recreativa", observou o autarca.


A Câmara Municipal de Faro promoveu hoje uma visita a obras e a equipamentos no concelho, na qual participaram membros da Assembleia Municipal, diretores de departamento e chefes de divisão da autarquia. As visitas aos equipamentos municipais decorre de dois em dois meses para que, segundo a autarquia, "os responsáveis políticos travem conhecimento mais aprofundado da realidade do concelho para ficarem munidos de mais e melhores instrumentos de decisão".





Pelas palavras de Macário Correia, o processo em tribunal está para durar e na minha opinião não ficou explicito se, dado o avultado investimento, no futuro, este terreno será cedido ao SC Farense para instalação de um bomba de gasolina...

sexta-feira, 11 de março de 2011

Demolições na Praia de Faro deixam de pé menos de 100 edifícios


Apenas 85 dos 374 imóveis públicos e privados identificados na zona de influência do Plano de Pormenor da Praia de Faro não serão demolidos, segundo a proposta de plano atualmente em cima da mesa e a que o barlavento.online teve acesso.

A intervenção na área desafetada do Domínio Público Marítimo, sob a alçada da Câmara de Faro, vai ser profunda, caso esta proposta vingue e contam-se pelos dedos os edifícios a Sul da avenida que atravessa esta zona balnear que vão ficar de pé.

Um cenário que já havia sido admitido pela presidente da Sociedade Polis Ria Formosa Valentina Calixto e avançado na edição impressa desta semana do «barlavento».

Esta responsável anunciou, entre outras novidades, que a Praia de Faro vai ser classificada como «a zona de maior risco» da Ria Formosa, mas não adiantou números. Estes podem ser deduzidos da proposta de plano.

«Das análises efetuadas às vulnerabilidades do sistema dunar da praia de Faro, observa-se que toda esta área é uma zona de risco. Minorar esse risco é possível apenas através da reconstrução dunar», acreditam os autores do Plano, encomendado pela Sociedade Polis.

«Para tal, é necessário remover e demolir edificado e ocupações que neste momento se encontram em zonas sensíveis à reconstrução dunar. Como princípio ordenador, e considerando o eixo longitudinal definido pelas Avenidas Nascente e Poente da Praia de Faro, considera-se que todas as construções e ocupações a sul deste eixo deverão ser demolidas e removidas dando lugar à reconstrução dunar», lê-se no documento.

Apesar de serem abertas algumas exceções, decorrentes de uma avaliação que inclui diversos fatores, desde a localização à estabilidade do edifício, estas são bem poucas.

Uma ideia que fica clara no mapa que identifica as casas que ficam e as que são para demolir.

Feitas as contas às frações registadas pelos autores do plano, que ascendem a 374, e aos edifícios que são identificados como a manter, fica o número de 289 imóveis a demolir.

Um número que aumenta se se tiver em conta os fogos que realmente existem, já que há edifícios com mais que uma casa de habitação e frações com mais do que um edifício.

Por outro lado, há que considerar que, em muitos casos, não se trata de edifícios de habitação, já que neles se incluem estabelecimentos comerciais e edifícios públicos pertencentes a diversas entidades.


Avenida da Praia também será reconstruída

A estrada que atravessa a ilha também vai sofrer alterações profundas, começando pelo seu recuo em cerca de 25 metros, em direção à Ria Formosa em boa parte da sua extensão e passando pelo levantamento de todo o pavimento e a sua substituição.

Isto levará a que alguns dos edifícios que hoje se encontram a Norte da estrada fiquem em zona de renaturalização e por isso tenham que ser demolidos.

«As atuais Avenidas, Nascente e Poente, serão descompactadas e removidos os seus pavimentos, de forma a devolver permeabilidade a todos os pavimentos e solos da Praia de Faro», defende o plano.

«Em seu lugar propõe-se um pavimento único, recuando a localização dos antigos arruamentos para norte de forma a permitir os acertos de cota que a reconstrução dunar necessita. Este pavimento será preferencialmente em cubos de pedra, permitindo drenagem natural em toda a sua extensão», acrescentam.


Com Faro no Coração considera plano «esbanjamento de dinheiros públicos»

O teor da proposta apresentada às entidades e associações que compõem a comissão específica que irá discutir a proposta de plano no dia 17 de março, já motivou reações por parte da oposição.

O movimento «Com Faro no Coração» (CFC), que apoiou José Vitorino nas últimas autárquicas, já veio a público denunciar o que considera «um crime que lesa Faro, pela destruição com esbanjamento de milhões, falta de respeito pelos residentes e atividades comerciais e roubo da fruição deste importante espaço de lazer dos farenses».

O plano prevê a demolição de alguns estabelecimentos comerciais e equipamentos da Praia de Faro, entre os quais o Centro Náutico, a escola, o Parque de Campismo, o bar Sui Generis, o restaurante Paquete e o restaurante Camané.

Ao mesmo tempo que deita abaixo casas, a Sociedade Polis prevê a construção de novos edifícios, em madeira e sobre estacas, que minimizem o seu impacto.

Alguns deles serão destinados a atividades comerciais.

«Destruir e voltar a construir» todos os edifícios previstos no plano é algo que o movimento considera ser «um esbanjamento de dinheiros públicos», prejudicando os afetados.

«É um Plano de destruição que, infelizmente, não constitui surpresa, pois é a prática radical que o engenheiro Macário Correia sempre defendeu e praticou, embora na campanha eleitoral tivesse enganado os eleitores», defendeu o CFC.

O Plano, no entanto, não foi encomendado pela Câmara de Faro, mas pela Sociedade Polis Ria Formosa.

Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online

quinta-feira, 10 de março de 2011

Empresários contra autarquia para travar Ikea


Quatro associações empresariais algarvias querem travar a elaboração do Plano de Urbanização Caliços/Esteval, zona onde deverá nascer uma loja Ikea, através de uma providência cautelar contra a Câmara de Loulé.

A autarquia deliberou em agosto avançar com a elaboração do plano, assinando em dezembro um contrato com a cadeia sueca para a realização de um projeto comercial naquela zona que inclui uma loja Ikea, um centro comercial e um “retail park”.

A localização escolhida, junto ao nó Loulé/Faro da Via Infante e ao Parque das Cidades, é criticada pelos signatários da providência cautelar já enviada ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, que defendem o eixo Loulé/Centro como alternativa.

O documento da providência cautelar, a que a Lusa teve acesso, é subscrito por quatro entidades coletivas – entre as quais a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a maior do setor na região -, e dois particulares.

A Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) do Algarve e a Associação dos Empresários de Quarteira e Vilamoura compõem o conjunto.

Aquelas entidades querem decretar a suspensão da eficácia da deliberação daquele plano, em fase de elaboração, por “violar a lei” no que se refere aos “princípios de sustentabilidade na ocupação do território” e da “prossecução de interesse público”.

O facto de o terreno ser agrícola – o que obrigará à reconversão de outros, urbanos -, e o expetável aumento de tráfego automóvel numa zona para onde se prevê a construção do Hospital Central do Algarve são outros dos argumentos apresentados.

Os signatários apontam a opção Loulé/Centro como a mais viável já que além de beneficiar de uma zona comercial ali localizada e que está “subaproveitada”, implica uma desafetação menor de terrenos agrícolas evitando a intermitência de construção.

Elidérico Viegas, presidente da AHETA, disse à Lusa considerar que a construção de um complexo comercial naquela zona vai criar um “estrangulamento à região” em vez de funcionar como um pólo de desenvolvimento.

Já João Rosado, dirigente da ACRAL, refere que aquele complexo será “sempre prejudicial”, seja qual for a sua localização, uma vez que o Algarve já se encontra “sobredimensionado em número de grandes superfícies”.

Paulo Bernardo, da ANJE, sublinha não ter nada contra o investimento da cadeia Ikea mas critica a localização, junto a um estádio de futebol e a um futuro hospital, o que pode provocar o “caos” no trânsito do nó “mais nobre” do Algarve.

O presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, referiu que a fundamentação “está a ser analisada pelo departamento jurídico”.

Acrescentou ainda que a providência cautelar “está dentro da estratégia delineada pelo opositores da localização” definida para a nova loja Ikea.

In Jornal do Algarve



E Macário Correia não diz nada perante estas movimentações para afastar Faro dos grandes investimentos privados?

quarta-feira, 9 de março de 2011

Faro em câmara lenta...





Já foram tantos os artigos sobre esta temática nesta "tasca", com votos e mais votos de intenções, queimados pela espera nos avanços dos processos burocráticos, que ainda me admiro como há investidores que se mantêm firmes em investir em Faro, se, para tal têm que esperar tanto tempo, quando no momento assistimos a uma crise sem fim à vista... Ou muito me engano, ou antes que tudo esteja como os Farense sonham, já o nosso Farense estará na Primeira Divisão!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Ria Formosa: Maioria das obras previstas no Polis arrancam este ano


A maioria das intervenções previstas nos projetos de requalificação das ilhas barreira, praias e parques ribeirinhos abrangidos pelo programa Polis deverá arrancar ainda este ano.


O programa abrange cinco municípios - Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila Real de Santo António -, incide sobre 48 quilómetros de frente costeira e 57 de frente lagunar e implica um investimento total de 87,5 milhões de euros.

Até dezembro do ano passado e desde a criação da sociedade, em 2008, tinham sido gastos dessa quantia 14,7 milhões de euros, metade dos quais na execução de obras no terreno e a outra metade na realização de estudos e projetos.

Para este ano, o Polis prevê lançar a maioria das empreitadas que se propôs concluir até 2013, incluindo as empreitadas previstas nos Planos de Intervenção e Requalificação (PIR) na maioria das ilhas barreira.

A requalificação dos parques ribeirinhos de Faro, Olhão e Ludo, da ligação entre Pedras d'El Rei e Santa Luzia e a execução do percurso para peões e bicicletas Lacém-Manta Rota são outras obras a lançar ainda em 2011.

Os planos de praia dos Cavacos, Ancão, Fuzeta Ria e Fuzeta Mar também começarão a ser executados este ano, sublinhou a mesma fonte do Polis, que acrescenta que nove das intervenções previstas pelo programa se encontram já concluídas.

Para 2012 ficam o PIR e o Plano de Pormenor da Praia de Faro (Península do Ancão), onde é certa a remoção das casas situadas nos extremos Poente e Nascente, estando a ser estudados os locais para realojar quem ali tenha a sua primeira habitação.

Atualmente está em execução a empreitada de reabilitação das pontes e cais de acesso às ilhas barreira, que deverá terminar em março, e a segunda fase da obra de consolidação do cordão dunar da ilha da Armona e encerramento da barra da Fuzeta.

As pontes e cais que estão a ser recuperadas são as de Olhão (via terrestre), Armona, Culatra e Farol (via marítima).

In Observatório do Algarve


Desde meados de 2008 que o Projecto Polis da Ria Formosa está em pseudo-andamento. Em Setembro de 2008 havia a promessa dos "políticos" de resolver, dada a necessidade urgente de requalificar o acesso à praia de Faro como exemplo, e passados três anos pouco ou nada foi feito, a não ser, (fazendo fé no que se lê no artigo), gastar mais de sete milhões em estudos e projetos.
É por estas e por outras que o "Zé Povinho" cada vez têm a vida mais ingrata, pagando impostos e mais impostos para alimentar os múltiplos organismos publicos envolvidos na matéria...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Obras nas bermas da EN 125 - Pressa em fazer, preguiça em acabar!


Desde á uns 3 meses a esta parte, que um pouco por toda a EN 125, (pelo menos aqui na zona central do Algarve) têm se assistido a uma série de obras por parte, salvo erro da CME, empresa subcontratada, e que consistem na abertura de uma vala paralela ao limite da faixa de rodagem, para instalação, pelo que sei, da Fibra Òptica, aumentando a cobertura desse serviço para fora dos grandes centros urbanos.


Aplaudimos estas obras, o que não percebe é como tanto tempo depois do serviço já estar efectuado, se manter o "buraco" nas bermas, sem qualquer cobertura em alcatrão. Os transtornos para os peões e ciclistas são evidentes, colocando em risco a sua integridade física ainda para mais nestes dias de chuva, e os eventuais danos provocados pelas pedras soltas resultantes das obras, acabam por de uma forma ou outra deixar as viaturas mais massacradas...


Tudo isto quando o serviço é contrato por um empresa pública que retirará dividendos enormes para a cedência desta linha a (outras) operadoras, mas que não age de uma forma efectiva para evitar distúrbios à comunidade.


Assim não!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Câmara de Faro quer relançar obra do Pavilhão Gimnodesportivo


O lançamento de «um concurso público urgente» para adjudicação das obras de conclusão do Pavilhão Gimnodesportivo de Faro apenas está dependente da emissão de um visto prévio do Tribunal de Contas, anunciou esta quarta-feira a Câmara de Faro.

Numa nota enviada às redações, a autarquia farense manifestou a sua intenção de levar a obra a bom porto e disse ainda ter «solicitado junto da PSP um reforço da segurança no local, de molde a que este equipamento público não seja objecto de actos de vandalismo e destruição gratuita como aqueles que se têm infelizmente verificado».

«Procedeu-se ao tapamento de vãos, soldaduras das portas e outras intervenções para assegurar que ninguém tem acesso ao Pavilhão. É um bem público que deve ser salvaguardado», disse a autarquia.

A obra de construção do Pavilhão Gimnodesportivo de Faro começou há cerca de seis anos e foi afetada por uma sucessão de problemas, técnicos e financeiros.

Em 2007, a sua inauguração «chegou a ser anunciada», lembra a Câmara de Faro, mas «entre 2005 e 2009, o contrato de empreitada não foi cumprido, tendo o empreiteiro suspendido o andamento da obra por falta de pagamento».

«Os pagamentos foram retomados no princípio de 2010, o que daria lugar ao retomar dos trabalhos, facto que não se veio a verificar por força da insolvência do empreiteiro», adiantou.

«Este tem sido um processo complexo, marcado por diversas vicissitudes desde a sua génese, pelo que a autarquia não tem regateado esforços para garantir que este equipamento vital para o desenvolvimento desportivo esteja ao serviço dos cidadãos no prazo mais breve que nos seja possível», assegurou a Câmara farense.

In Barlavento Online


Os outros concelhos do Algarve quase todos com pavilhões modernos e nós, a capital do Algarve, esperamos à mais de 6 anos pelo primeiro pavilhão gimnodesportivo com condições para a alta competição...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Faro: Praia de Faro e estradas degradadas, acusa movimento "Cidadãos Com Faro no Coração


O movimento cívico “Cidadãos com Faro no Coração” (CFC) criticou hoje a Câmara de Faro por deixar chegar a praia de Faro e as vias rodoviárias a um “lastimável estado de degradação de que não há memória recente”.

“O acesso à ilha de Faro e estrada interior estão degradados e os passeios, largos, rotundas e a própria estrada e acessos às casas, têm permanecido com muita areia, nalguns casos amontoada há largo tempo”, critica o líder do movimento CFC, e ex-autarca de Faro, José Vitorino, referindo que apesar dos temporais, a solução carece de uma ”intervenção rápida para retirar a areia”.

Na cidade de Faro e resto do concelho são em grande número as estradas, ruas e caminhos com buracos, piso irregular com desníveis muito perigosos e piso e bermas degradadas”, acusa José Vitorino, recordando que há semáforos avariados e descontrolados há várias semanas.

Em comunicado enviado hoje à comunicação social, José Vitorino afirma que se trata de “uma situação que entristece e envergonha os munícipes farenses, causa graves prejuízos à imagem da capital e provoca danos e problemas a automobilistas, peões e empresários”.

A Lusa tentou obter um comentário da Câmara de Faro sobre as críticas do movimento CFC, mas o presidente Macário Correia reitera que não faz comentários à oposição.


Via Lusa In Região-Sul


Hà uns tempos, quando o presidente Macário Correia, lançou a página da CMF no Facebook, fui dos primeiros a responder ao seu repto e apontei um exemplo vivo, de fácil resolução aparente e de à muito tempo num estado lastimável. Ficou prometido pelo Sr. Cristovão Norte a resolução do mesmo e passados mais de 3 meses a situação mantém-se como comprovei no fim de semana passado. Mal tenha tempo, colocarei neste espaço as fotos do local, porque, afinal o Facebook, nalgumas situações não serve para mais que maquilhagem política...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Estes são os nossos Homens da Luta! - Músicos do Algarve escrevem carta aberta a candidatos

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos (ARCM), de Faro, que recebeu ordem de despejo do tribunal em fevereiro de 2010, enviou hoje uma carta aberta a todos os candidatos à Presidência da República.

O objetivo da iniciativa é que o candidato eleito Presidente da República saiba que o assunto vai estar em cima da mesa.

Em declarações à Lusa, Armindo Silva, dirigente da ARCM, explicou que a ação de despejo que a associação recebeu “é um atentado à Cultura em Faro” e não vão sair do local enquanto não existir uma alternativa.

Com o objetivo de elevar o problema cultural regional ao nível nacional, a ARCM já recolheu 3.200 assinaturas, mas quer chegar às 4.000 assinaturas para conseguir levar o assunto à discussão em plenário na Assembleia da República.

Queremos que o próximo Presidente da República saiba que vai ter este assunto em cima da mesa”, acrescentou Armindo Silva.

A Associação Recreativa e Cultural de Músicos foi criada em 1990, tem mais de 400 sócios e acolhe, em 18 salas de ensaio, 31 bandas que juntam mais de 150 músicos de todos os estilos musicais da região algarvia.

O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, já afirmou a sua intenção de ajudar os artistas e acredita que a proposta feita pela Associação de Músicos – de ter um local na zona ribeirinha da cidade -, é possível de conciliar com o programa "Polis Ria Formosa" que está em curso.

A ARCM está instalada em três armazéns na Baixa de Faro, junto à estação de comboios, mas recebeu uma ação de despejo do Tribunal Judicial de Faro que a obriga à desocupação do espaço que dará lugar a um empreendimento imobiliário de luxo.

A ação de despejo foi desencadeada pela empresa Cleber - Sociedade Imobiliária, a atual dona dos armazéns onde os músicos ensaiam e que custou cerca de dois milhões de euros aos antigos proprietários.


Via Lusa In Região-Sul


A abnegada determinação da ARCM de Faro na defesa dos seus interesses em particular e da comunidade cultural farense em geral, trouxe-me à memória a expressão tão usada nos nossos dias de verdadeiros "Homens da Luta", que cada vez mais levantam a sua voz contra os ideias capitalistas e desonestas de alguns senhores da nossa praça. E porque a "luta" é uma arma, aqui fica um excerto do que a banda do Sr. Neto deixou em Faro, ele que por várias vezes já pisou o palco da Associação de Músicos de Faro... Por isso não me admirava nada que um dia visitasse a nossa cidade, para de uma forma descontraída, mas mordaz, dar a conhecer ao país, a "jogada" que alguns querem dar a esta digna associação cultural da nossa cidade.


terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Faro a cair aos pedaços...


Não costumo dar ênfase neste espaço a notícias e mais notícias de acidentes, roubos, crimes, cada vez mais usuais, mas por força da oportunidade vejo me obrigado a referenciar dois acontecimentos quase simultâneos que põe a nu, ainda que de forma indirecta o estado de muitas das construções na nossa cidade.

Já estamos habituados a passear pelas ruas da cidade e constatar, a começar pelo Centro Histórico, de prédios e moradias devolutas, que põe em causa a integridade física dos peões mas estes dois casos são mais graves, pois acontecem em edifícios públicos com elevada actividade diária.

O facto de o Tribunal de Faro estar neste estado à anos, e a situação ser do conhecimento generalizado, agrava ainda mais a responsabilidade do Estado, o próprio Estado que adjudica viaturas de alta cilindrada para muitos dos seus governantes, muitos deles de dois em dois anos, só para pegar numa pontinha do véu...

Quanto à Igreja de São Pedro, que este episódio sirva de alerta para as outras construções similares no Concelho de Faro, todas elas com uma arquitectura muito característica e alvo fácil para erosão e degradação de ventos e chuvas desta época.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Projectos para o Algarve em 2011


Para além do centro comercial com «carimbo» Auchan, há outros projectos deste tipo em cima da mesa para o Algarve, ainda que dependentes dos calendários de construção idealizados pelos respectivos promotores, face à situação de crise.

Um dos principais empreendimentos é o Summerville Shopping Parque, que ocupará um espaço de 60.000 metros quadrados perto do Algarve Shopping, situado na Guia, no concelho de Albufeira, com um investimento superior a 100 milhões de euros.

Um centro comercial, uma clínica, escritórios e uma zona de diversões populares, com mais de 2.000 lugares de estacionamento, são as traves-mestras deste projecto, cujo início de construção estava previsto para 2011, podendo contudo ser adiado.

Também para 2011, estava previsto o primeiro Lifestyle Center do país, a ser construído em Almancil, num formato “inovador”: “Um centro urbano, um espaço integrado único, que se adequa às necessidades e satisfações do consumidor moderno, com serviços de retalho, cultura e lazer”, referiram os promotores, aquando do anúncio.

O projecto do ALMA Lifestyle Center incluía mais de 100 espaços comerciais e de serviços numa área de 20.000 metros quadrados e um parque de estacionamento com mais de 1000 lugares, num investimento superior a 100 milhões de euros.

Isto sem contar com os projectos já em construção, como o centro comercial Aqua Portimão. Ou, abordando uma vertente mais turística, o hotel Conrad Palácio da Quinta Resort & Spa, um projecto previsto para a Quinta do Lago, com a «bênção» de José Mourinho.

Com eventual participação do Estado, o investimento assume dois planos de destaque: o Hospital Central do Algarve, em parceria público-privada, e a requalificação da EN 125.

A obra do hospital, cujo investimento total rondará os 250 milhões de euros, aguarda pela aprovação do contrato final de construção, equipamento e manutenção da estrutura, adiantou a ministra da Saúde, Ana Jorge, em recente visita à região.

A unidade, que ocupará 125.000 metros quadrados, vai ter uma lotação de 574 camas, nove salas para bloco operatório e dez salas de parto. Terá ainda 86 gabinetes de consulta externa e 91 postos de hospital de dia.

A avançar a «conta-gotas» segue a requalificação da Estrada Nacional 125, depois de a obra ter estado parada durante alguns meses devido a um chumbo provisório do Tribunal de Contas.

Por enquanto, os trabalhos estão a ser efectuados com maior incidência na variante de Faro mas o projecto de requalificação engloba um total de 273 quilómetros em 14 concelhos do Algarve, num total de investimento a rondar os 400 milhões de euros: 181 milhões de euros de investimento inicial e 218 milhões de euros para a operação e manutenção.


Por José Mateus Moreno In Diário Online Algarve

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Faro: Há “crime urbanístico” no Largo do Mercado diz movimento Cidadãos com Faro no Coração


O movimento Cidadãos com Faro no Coração (CFC) vai participar ao Ministério Público alegados propósitos da autarquia liderada por Macário Correia (PSD/CDS) em "satisfazer pressões dos interesses imobiliários" ao aprovar estudo para o Largo do Mercado. Em causa legalidade do documento.


O estudo de conjunto foi inicialmente aprovado no executivo camarário em maio, tendo sido aprovado na Assembleia Municipal em 1 de setembro, após um período de discussão pública em que a única reclamação foi da empresa Promofaro - Construção e Gestão Imobiliária S.A proprietário de prédios na zona.

O estudo define as cérceas máximas e alinhamentos dos prédios existentes no Largo Francisco Sá Carneiro, conhecido como Largo do Mercado e fixa em sete pisos o limite máximo dos edifícios, sendo admitidas ampliações em altura ou a construção de novos prédios desde que não ultrapassem aquele limite, lê-se no documento, publicado no sítio da Internet da autarquia. (Ver aqui) .

Pressão urbanística e nova centralidade justificam o estudo

No entanto, proposta da autarquia avança já com as cérceas que considera corretas, nas plantas que integram o estudo e verifica-se que no local do antigo stand FIAAL, onde esteve instalado provisoriamente o mercado municipal de Faro no período de obras do novo edifício, a cércea proposta para os três prédios que poderão ser construídos é de 7, 6 e 5 pisos.

Já na esquina oposta da praça (onde funcionou uma bomba de gasolina atualmente encerrada) a cércea admitida não ultrapassa os quatro pisos, para os quatro edifícios propostos.

No documento, a autarquia considera que o largo Francisco Sá Carneiro, situado no centro da cidade, “é caracterizado por uma forte pressão urbanística, funcionando ali o Mercado Municipal e a Loja do Cidadão e existindo também muitos prédios de habitação e estabelecimentos comerciais”.

Processo "suspeito"

De acordo com José Vitorino, presidente da Câmara de Faro entre 2001 e 2005 e atualmente vereador independente, eleito pelo movimento “Com Faro no Coração (CFC), trata-se de um processo "suspeito" através do qual se pretende aprovar "ilegalmente" a construção de prédios de oito e sete andares para substituir os dominantes de dois e quatro pisos.

O ex-autarca refere ainda que a Direção-Geral do Ordenamento do Território e Desenvolvimento Urbano (DGOTDU) emitiu um parecer "negativo" às "pretensões" da autarquia, depois de a associação CFC ter feito uma exposição junto daquele organismo.

"A conduta da Câmara é grave pela ilegalidade, mas ainda é mais grave porque em 2008 foi aprovado pela autarquia a aprovação (realização) de um Plano de Pormenor (PP) para o largo, ao qual a Câmara quer agora fugir", diz José Vitorino.

O plano de pormenor da zona encontra-se ainda em elaboração, segundo o site da câmara e, de acordo com o aviso do Diário da República de 8 de Maio de 2008, foi decidido "dar início à elaboração do Plano de Pormenor Dr. Francisco Sá Carneiro, aprovando os termos de referência que fundamentam a sua oportunidade e fixam os respectivos objectivos".(ver aqui)

O vereador frisa que, de acordo com o parecer da DGOTDU, apenas os Planos de Pormenor (PP), de Urbanização (PU) e Planos Diretores Municipais (PDM) configuram instrumentos de gestão territorial que podem ser usados pelas autarquias, pelo que vai participar a situação ao Ministério Público, porque que o documento em causa "não corresponde a uma figura prevista no Regime Jurídico dos Instrumentos de Gestão Territorial".

Segundo a agência Lusa, o presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, não quis reagir às acusações do seu antecessor.

“Embora não corresponda ao regime jurídico dos instrumentos de gestão territorial, encontra-se determinada no Plano Diretor Municipal de Faro”, adianta desde logo a proposta final do executivo camarário, de 11 de agosto de 2010, votada favoravelmente na AM Faro, que acrescenta que a importância da área tornou urgente a "adoção de regras".

Os pareceres técnicos justificam a elaboração do estudo de conjunto pois pela “ análise efetuada foi possível observar a existência de edifícios cuja cércea resulta desajustada relativamente à predominante que é de 2 pisos, atingindo cérceas entre os 21 e os 24 metros aproximadamente, o que se traduz em construções com 7 e 8 pisos acima da cota de soleira”.

Assim, e face à referida “análise das construções existentes, bem como da envolvente imediata, considera-se que a mais equilibrada para esta área será a cércea máxima de 22metros, o equivalente a 7 pisos acima da cota de soleira”.

Construtora imobiliária protesta

São ainda admitidas “ampliações em altura nas construções existentes desde que não ultrapassem o definido nos elementos gráficos anexos (ao estudo) e desde que o respetivo projeto de arquitetura garanta a integração da ampliação com o existente”.

No período de 30 dias de consulta pública só houve uma unica participação, da Promofaro – construção e gestão imobiliária, SA, proprietária de dois prédios urbanos na zona, que apresentou a sugestão de “dar continuidade à cércea em altura dos edifícios existentes, que criou expectativas credíveis”, questionando ainda a possibilidade de construir nos logradouros ao invés de os ajardinar.

In Observatório do Algarve

sábado, 18 de dezembro de 2010

Autodromo do Algarve perde mais uma competição...


Portugal vai continuar a fazer parte do calendário do campeonato de resistência Le Mans Series em 2011, mas a prova não se realizará no Algarve. A organização decidiu mudar-se de Portimão para o Estoril, alegando atrasos no pagamento e falta de público na pista algarvia.

A organização da prova, entre 23 e 25 de Setembro, vai custar "cerca de 220 mil euros", revelou ao PÚBLICO Domingos Piedade, presidente do conselho de administração do Autódromo do Estoril, acrescentando que este é um investimento que já se traduziu, em poucos dias, em meia dúzia de pedidos de testes de marcas de automóveis e de pneus que estão associadas a este campeonato.

Paulo Pinheiro, administrador do Autódromo Internacional do Algarve, admitiu ao PÚBLICO atrasos nos pagamentos à Le Mans Series ("também há quem nos pague com atrasos"), mas nega que esse seja o motivo da saída da prova do Algarve. "Le Mans é muito giro, com carros espectaculares, mas era apenas uma corrida e não fazia muito sentido com os custos que tinha", explica Paulo Pinheiro, estimando em quase 600 mil euros (quase o triplo do que pagará o Estoril) os custos da prova de resistência.

Le Mans Series à parte, os dois autódromos portugueses contam com provas importantes para 2011. O Estoril voltará a receber o Grande Prémio de MotoGP, desta vez a 1 de Maio. Este é o último ano do actual contrato de três épocas, mas decorrem já negociações com a Dorna, empresa organizadora do Mundial de motociclismo, para a renovação do acordo. O Estoril receberá também testes das categorias de 125cc e Moto 2 em Fevereiro e de MotoGP em Maio, além de outras provas, como o campeonato sul-americano de Porsche Supercup e do campeonato de Espanha de GT.

Já o Algarve mantém a prova de Superbikes (16 de Outubro), a que juntará os testes desta categoria em Janeiro. Nos automóveis, estão previstas as provas do Campeonato do Mundo FIA GT (8 de Maio) e os 1000 km do Algarve (em data a definir).

E como nem só de competição desportiva se faz a vida dos autódromos, ambas as estruturas vão receber apresentações internacionais de automóveis e ampliar a gama de equipamentos disponíveis em 2011. No Estoril, aguarda-se apenas a autorização do Instituto de Conservação da Natureza para avançar com o kartódromo e a escola de condução defensiva, avaliados em cerca de três milhões de euros e que são vistos como investimentos para reforçar a via dos lucros - nos primeiros três trimestres de 2010 o resultado líquido foi de 626 mil euros positivos.

No Algarve, está prevista a conclusão dos apartamentos e hotel anexos ao circuito em 2011. Até agora já foram investidos no autódromo 147 milhões de euros, revelou Paulo Pinheiro, que recusou divulgar os resultados anuais, mas garantiu que a exploração foi positiva em 2009 e será em 2010.

Como era nosso pensamento inicial, cada vez mais se prova que o investimento num autódromo desta dimensão no Algarve, pouco sucesso teria na nossa região... Apesar de economicamente ter algumas reticências nos alegados resultados positivos, conseguidos através do aluguer da pista a nível de testes de marcas e competições, desportivamente o circuito do Algarve está cada vez mais pobre, e as provas que no passado escolheram este recinto como o WTCC, Le Mans, GP2 e mesmo os testes de F1, afastam-se do espaço, possivelmente pelas condições financeiras oferecidas pelo promotor, ou mesmo, como neste caso, pela incapacidade da administração do autódromo em investir em provas de qualidade, quando o público, regra geral não aparece...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Algarve: PS acusa PSD de ter “uma grande dose de ignorância”


O líder regional do PS Algarve, Miguel Freitas mostrou-se hoje disponível para fornecer os dados sobre a economia do Algarve à direção do PSD algarvio, para acabar com a «perplexidade» e também com a grande dose de ignorância manifestada sobre esta matéria”. Luis Gomes promete “analisar”.

Sobem de tom as críticas entre as direções regionais de socialistas e sociais democratas. Face ao anúncio, pelo também deputado Miguel Freitas, de um levantamento sobre o investimento no Algarve para 2011 iria atingir 280 milhões, o presidente da comissão política do PSD reagiu, afirmando que se tratava de “contabilidade criativa”.

Em resposta, o líder regional socialista afirma que “a perplexidade da direção do PSD mostra uma grande dose de ignorância ao confundir PIDDAC regionalizado com investimento na região, confusão que hoje já ninguém é capaz de fazer no país”.

Miguel Freitas rejeita as acusações do PSD quanto à credibilidade do levantamento efetuado sobre o investimento na região, lembrando que o PS o realizou “junto das direções Regionais, empresas públicas e parcerias público-privadas (PPP) e do qual já deu conhecimento aos parceiros sociais, designadamente às associações empresariais e sindicatos”.

Luís Gomes espera “a volta do correio”

O presidente do PSD Luís Gomes, em declarações ao Observatório do Algarve, comenta a propósito: “Vamos aguardar o envio dos números, na volta do correio, e vamos analisá-los” sem querer avançar outros dados.

O deputado Miguel Freitas critica hoje a posição da direção social democrata de ontem: “O PSD Algarve insiste em olhar para o Orçamento de Estado da forma como quer, foi capaz de reconhecer que haverá um aumento este ano no PIDDAC regional para 60 milhões de euros, mas não é capaz de ir mais longe ”.

Referindo-se à intenção igualmente anunciada ontem pelo PSD de colocar ao Governo questões, através ds seus deputados, na Assembleia República, que permitissem aferir dos investimentos na região, Miguel Freitas adianta que “o PSD pode pedir ao Governo toda a informação que quiser, mas ela já existe e está disponível porque esse trabalho já está feito por nós junto das entidades regionais”.

O parlamentar socialista discrimina depois os investimentos que já tornara públicos anteriormente no âmbito da ronda que tem efetuado junto de entidades e parceiros sociais regionais, em comunicado enviado às redações.

Contas do PS somam 280 milhões de investimento

Segundo Miguel Freitas, "em 2011 o investimento em 8 escolas do Algarve feito pela Parque Escolar será de 80 milhões de euros, verba que está centralizada no OE no Ministério da Educação".

Quanto à EN 125, está prevista a concretização de obra "em praticamente toda a plataforma entre Vila do Bispo e Vila Real de Santo António e arrancar com variantes e ligações à Via do Infante, no volume de investimento próximo dos 100 milhões de euros".

Relativamente ao programa POLIS, entre a Ria Formosa e a Costa Vicentina, a programação financeira é de 38 milhões de euros e Miguel Freitas alerta que “houve o cuidado de considerar dificuldades de execução inerentes a um processo complicado e considerar apenas 15 milhões de euros, equivalente ao investimento de 2010”.

A continuidade das obras do aeroporto, em que a ANA vai investir 25 milhões de euros no próximo ano e as intervenções previstas no orçamento Instituto Nacional da Água (INAG) na ordem dos 5 milhões de euros na praia de D. Ana em Lagos e de Albufeira, enquanto a Estradas de Portugal, investirão 3 milhões em manutenção das vias algarvias, são outras das contas avançadas pelo líder dos socialistas algarvios.

“Todo este investimento, no valor aproximado de 220 milhões de euros não está em PIDDAC regionalizado - que por si consagra 60 milhões - porque é da responsabilidade de organismos centrais e de empresas públicas ou mesmo de parcerias público-privadas”, como é o caso da EDIFER, empresa responsável pela concessão Algarve Litoral para a obra na EN 125.

Assim, Miguel Freitas “estranha tanto desconhecimento por parte de quem tem responsabilidades políticas na região”.

Números merecem credibilidade

O líder socialista endurece a crítica ao seu opositor político lembrando que “ os números divulgados pelo PS Algarve foram recolhidos junto das entidades regionais e portanto merecem toda a credibilidade da nossa parte”.

“Aguarda-se que o PSD Algarve não entre na linha de desvalorizar a região e os seus responsáveis, contrariando na prática o que defende em comunicados”, salienta.

Hospital central depende do fecho do concurso

O presidente do PS Algarve adianta a propósito do Hospital Central do Algarve que “nenhuma verba foi prevista neste levantamento de investimento para 2011” já que o concurso não está fechado, embora os trâmites concursais estejam a cumprir o calendário e só depois da adjudicação final será possível com precisão conhecer a sua programação financeira.

“Lamento que a direção do PSD Algarve tenha enveredado por um caminho de escaramuça e desconfiança política, não procurando esclarecer-se, nem junto dos organismos públicos da região, nem pedindo de forma correta e oficial os números ao PS Algarve, que teríamos muito gosto em ter fornecido de forma detalhada, atitude que não serve os algarvios”, conclui Miguel Freitas.

In Observatório do Algarve


No fundo o próprio PS Algarve na contra resposta a Luís Gomes assume o que já havíamos desvendado à 15 dias atrás, sendo este investimento, um conjunto de obras à muito prometidas, anunciadas e pendentes, as quais já deveriam estar concluídas. Assim, gabarolices destas, dispensamos!