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quinta-feira, 10 de março de 2011

Empresários contra autarquia para travar Ikea


Quatro associações empresariais algarvias querem travar a elaboração do Plano de Urbanização Caliços/Esteval, zona onde deverá nascer uma loja Ikea, através de uma providência cautelar contra a Câmara de Loulé.

A autarquia deliberou em agosto avançar com a elaboração do plano, assinando em dezembro um contrato com a cadeia sueca para a realização de um projeto comercial naquela zona que inclui uma loja Ikea, um centro comercial e um “retail park”.

A localização escolhida, junto ao nó Loulé/Faro da Via Infante e ao Parque das Cidades, é criticada pelos signatários da providência cautelar já enviada ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé, que defendem o eixo Loulé/Centro como alternativa.

O documento da providência cautelar, a que a Lusa teve acesso, é subscrito por quatro entidades coletivas – entre as quais a Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), a maior do setor na região -, e dois particulares.

A Associação de Comércio e Serviços da Região do Algarve (ACRAL), a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE) do Algarve e a Associação dos Empresários de Quarteira e Vilamoura compõem o conjunto.

Aquelas entidades querem decretar a suspensão da eficácia da deliberação daquele plano, em fase de elaboração, por “violar a lei” no que se refere aos “princípios de sustentabilidade na ocupação do território” e da “prossecução de interesse público”.

O facto de o terreno ser agrícola – o que obrigará à reconversão de outros, urbanos -, e o expetável aumento de tráfego automóvel numa zona para onde se prevê a construção do Hospital Central do Algarve são outros dos argumentos apresentados.

Os signatários apontam a opção Loulé/Centro como a mais viável já que além de beneficiar de uma zona comercial ali localizada e que está “subaproveitada”, implica uma desafetação menor de terrenos agrícolas evitando a intermitência de construção.

Elidérico Viegas, presidente da AHETA, disse à Lusa considerar que a construção de um complexo comercial naquela zona vai criar um “estrangulamento à região” em vez de funcionar como um pólo de desenvolvimento.

Já João Rosado, dirigente da ACRAL, refere que aquele complexo será “sempre prejudicial”, seja qual for a sua localização, uma vez que o Algarve já se encontra “sobredimensionado em número de grandes superfícies”.

Paulo Bernardo, da ANJE, sublinha não ter nada contra o investimento da cadeia Ikea mas critica a localização, junto a um estádio de futebol e a um futuro hospital, o que pode provocar o “caos” no trânsito do nó “mais nobre” do Algarve.

O presidente da Câmara de Loulé, Seruca Emídio, referiu que a fundamentação “está a ser analisada pelo departamento jurídico”.

Acrescentou ainda que a providência cautelar “está dentro da estratégia delineada pelo opositores da localização” definida para a nova loja Ikea.

In Jornal do Algarve



E Macário Correia não diz nada perante estas movimentações para afastar Faro dos grandes investimentos privados?

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Jumbo pode abrir dois postos low cost no Algarve


A Auchan vai abrir, este ano, mais quatro postos de abastecimento de combustível low cost em Portugal, segundo avança o Diário Económico.

O jumbo tem já 20 postos de abastecimento, com uma quota de mercado de 7%.
"O posto Jumbo já é visto como o mais barato da zona, conquistámos a notoriedade da marca", defende o director da área de negócio das gasolineiras da Auchan, Miguel Costa, em entrevista ao Diário Económico.

Dois dos novos postos serão instalados no Algarve, uma zona onde ainda não está presente com gasolineiras.


Para ter a gasolina e o gasóleo 10 a 12 cêntimos mais barata que as outras petrolíferas, Miguel Costa explica que não há a figura de concessionário, que ganhe uma margem sobre as vendas, e não são necessários muitos funcionários, tendo em conta que não têm posto de venda de tabaco ou revistas como acontece noutros casos.

In I Online


Tudo indica que um destes postos de combustíveis low cost irá ficar instalado na capital algarvia, junto ao Fórum Algarve, quando se sabe que o projecto para expansão do Fórum Algarve está em evolução...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Crise no Algarve: Despedimento colectivo de 115 pessoas na Unicofa e Alicoop ainda com esperança no futuro...

Para ver a partir do minuto 5 neste link

A notícia de hoje da RTP é mais um autêntico rombo na economia algarvia, neste caso concreto no concelho de Faro, onde a firma Unicofa, à largos anos em actividade, era o grupo alimentar de venda grossista de maior expansão na Região, fornecendo bens para grande parte dos mini- mercados e supermercados tradicionais do Algarve... A crise financeira, aliada à competitividade de outras empresas similares que se foram instalando na região, detidas por grandes grupos económicos sediados na Capital, deixam esta empresa, com dívidas a fornecedores na casa dos 5 milhões de euros a mercê dos pedidos de insolvência dos credores, o que veio a confirmar-se nos últimos dias. Em consequência, uma das primeiras medidas do administrador de insolvência foi despedir colectivamente os 115 trabalhadores da empresa algarvia, por forma a não aumentar ainda mais o passivo, e desta forma deixar uma decisão sobre a viabilidade da mesma para uma assembleia de credores a realizar em meados de Março...


Hoje houve também uma importantíssima reunião entre a Comissão de Credores do Alicoop, o administrador de insolvência e o Sindicato de Trabalhadores do sector, que desembaraçou a possibilidade da empresa Alicoop pedir financiamento através do programa PME investimento, mantendo em laboração as 18 lojas no Algarve, e o alívio (parcial) de alguns funcionários que avalizaram "letras" a favor da Alicoop, num passado em que ainda não se pensava na falência da empresa... Mais aqui

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Segunda edição da Stock Out - Feira de Saldos de Faro entre 7 e 9 de Janeiro


A segunda edição da Stock Out – Feira de Saldos de Faro, vai ter lugar de 7 a 9 de Janeiro, na Praça da Pontinha, na capital algarvia.

A Stock Out é organizada pela ACRAL – Associação do Comércio e Serviços da Região do Algarve, com o apoio da Câmara Municipal de Faro e cofinanciada pelo MODCOM, Ministério da Economia e Inovação, IAPMEI, DGAE – Direcção Geral das Actividades Económicas.

Este evento, que tem entrada gratuita, possibilita a todos os visitantes a oportunidade de adquirirem os melhores produtos do Comércio Local de Faro a preços incrivelmente baixos.

Presentes nesta Feira estarão 42 stands das seguintes lojas: 8 mil, Actual, Alfar Homem, Alfar Infantil / Juvenil, Barca, Boutique Kaoba, Casa Verde, Duas Mil Prendas, Elizabete Agostinho – Consultora de Imagem, Etc… , Grupo Abelhas Sapatarias, Harune Pronto-a-vestir, Leirialgarve / La Lojas, N’Bijou, Palloram, Papelaria Livraria Sagres, Perfil, Riscas e Quadradinhos, Sapataria Alagoa, Sapataria Aldy’s, Sapataria Anna’s, SM, South-Store, Tintoretto e Via Gama.

O horário será o seguinte:

Dia 7 – 18h30 às 23h00;
Dia 8 – 15h00 às 23h00;
Dia 9 – 15h00 às 22h00.

In Barlavento Online


Porque não é só no Forum Algarve, que nesta época se fazem bons negócios...

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

IKEA já formalizou pedido de localização de área comercial nos Caliços, em Loulé


A intenção de investimento do Grupo IKEA em Loulé e a disponibilidade da parte da autarquia local em acolher até 2015 uma loja do grupo, um centro comercial e um Retail Park foram formalizadas hoje, quinta-feira, numa cerimónia em Loulé.

Na prática, o acordo de cooperação hoje assinado corresponde ao avanço do grupo sueco para um pedido de localização, trâmite inicial num processo desta natureza, mas que gerou muita polémica, neste caso.

A opção por um terreno de 40 hectares na zona dos Caliços, junto ao nó Loulé/Sul, já propriedade do grupo IKEA, foi assumida no acordo de cooperação, mas a palavra final cabe à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Só depois de aprovado o local se poderá proceder ao pedido de licenciamento comercial, que ainda é seguido de um processo de aprovação do projeto, como fez questão de frisar o secretário de Estado Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor Fernando Serrasqueiro.

Ou seja, até que haja uma decisão final ainda há muito caminho a percorrer, daí que a expressão «se» tenha sido repetida muitas vezes pelo membro do governo quando falou do avanço do investimento.

Em causa está a alteração do uso de solos, que também terá de ser prevista no Plano Diretor Municipal de Loulé, atualmente em revisão.

Ao mesmo tempo, Fernando Serrasqueiro salientou «o cuidado com que o processo está a ser tratado pela Câmara de Loulé» e que este está «a decorrer com toda a normalidade e transparência».

Nos discursos dos representantes do IKEA e do presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio, a confiança de que o investimento vai mesmo avançar é total.

O autarca louletano falou em «política de localização criteriosa» e que este investimento vai «articular com o Parque das Cidades e com a Área Empresarial do Esteval-Almancil», com ganhos para a economia da zona.

Já a Country Manager IKEA Portugal, Kristina Johansson, disse que «do lado do IKEA, é importante avançar o mais rapidamente possível».

Tendo em conta as declarações de Fernando Serrasqueiro, o grupo sueco não se compadece com burocracias. «Quando entrei para o Governo, tive um reunião com os representantes do grupo, que me disseram que o IKEA ponderava abandonar Portugal devido a dificuldades que lhe estavam constantemente a ser criadas», revelou o secretário de Estado.

Uma situação que o Governo parece ter evitado, já que até 2015, o IKEA pensa investir forte e aumentar a sua presença no nosso país para sete lojas, três centros comerciais, três Retail Park e 3 unidades fabris.

Hoje tem três lojas, um centro comercial e um Retail Park, bem como duas fábricas já em laboração.



Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online



As palavras de Seruca Emídio, que à margem da sessão para formalização do interesse do projecto IKEA na zona dos Caliços, Esteval, disse que o grupo sueco só tinha interesse em instalar o seu projecto numa zona central da região algarvia, no eixo Faro-Loulé, dão que pensar, quando se sabe que noutras zonas do Algarve há uma histeria na aprovação de projectos e mais projectos de grandes centros comerciais, estrangulando ainda mais o comércio tradicional.

Se o consumidor ganha no preço, haverá contudo mais desemprego directo por esta razão, como consequência da instalação desta grande superfície e o recrutamento de 3 mil empregados, a maior parte com salários baixos... A juntar a isto, seria importante os nossos governantes se lembrarem do exemplo real da cidade de Faro, que com a criação do Fórum Algarve deixou a capital de Algarve mais cinzenta no seu interior, facto que agora é lamentado por muito boa gente com responsabilidades...

Todos estes investimentos têm que ser enquadrados, por forma a que não se perca o investimento, mas se garanta ao mesmo tempo a economia e dinâmica dos aglomerados comerciais e sociais dos Concelhos!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Feira de Santa Iria a partir de amanhã em Faro...




A Edição 2010 da Feira de Santa Iria, terá inicio no próximo dia 15 e decorrerá até ao dia 24 de Outubro, no Largo de São Francisco.


O horário da Feira é o seguinte:



2ª a 5ª - das 17:00h às 24:00h
6ª feira - das 17:00h à 01:00h
Sábado - das 15:00h à 01:00h
Domingo - das 15:00h às 24:00h


O evento junta, como habitualmente, expositores ligados a todas as áreas de comércio, gastronomia e variadas diversões. Conta ainda com uma área dedicada a Instituições da sociedade civil de todo o Concelho.

A inauguração da Feira irá realizar-se no dia 15 de Outubro, pelas 19h30, com a presença do Executivo Camarário e do Conselho de Administração da AmbiFaro.

A Feira de Santa Iria é uma iniciativa do Município de Faro, organizada pela AmbiFaro

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Câmara de Faro acaba com o «caótico» mercado de S. Luís e transfere vendedores


A Câmara de Faro anunciou hoje, em comunicado, ter removido e relocalizado a área de venda que funcionava no Largo de S. Luís, na capital algarvia.

Segundo a autarquia, esta zona era constituída «por um aglomerado desordenado e caótico de tendas, que não cumpriam requisitos mínimos de apresentação, higiene e salubridade para estarem patentes ao público. Era uma péssima imagem para a cidade».

A Câmara acrescenta ainda que «está em causa a boa imagem da cidade, em particular de zonas densamente povoadas que carecem de um tratamento criterioso no ordenamento do espaço público, de molde a reassumirem a sua arrumação como artérias urbanas cuidadas, limpas e bem organizadas».

Ora isso, com o antigo mercado do Largo de S. Luís, «não se verificava».

Tendo sido «removidas as tendas» e «eliminados os despojos», a Câmara relocalizou os comerciantes nas imediações do Mercado Municipal.

A autarquia esclarece-se que optou «por sediar os comerciantes com título para o efeito nas laterais da praça frontal ao Mercado, em espaços delimitados, bancas padronizadas, condições dignas e confortáveis tanto para vendedores como para consumidores e sem prejudicar o ordenamento do Largo Francisco Sá Carneiro».

«É a melhor solução», garante a autarquia.

Esta operação permite, sublinha o município, «resolver um problema que se arrastava há décadas, zelando pelo espaço público e provendo a uma melhor organização da cidade».


In Barlavento Online


Após ler este artigo, ocorreu mais uma vez que o projecto urbanistico proposto pelo Farense à Câmara Municipal de Faro, continua, pelo menos para os sócios do Farense e farenses em geral, ainda em apreciação. Desde meados de Março que a situação se mantém, mas quero acreditar que embora o assunto da noticia não esteja directamente ligado, poderá ser uma pequeno sinal de que a CMF está atenta ao que se quer no local. O facto é que aquela zona está num estado de degradação evidente, a começar pelo próprio Estádio S. Luís, quer pelas zonas limítrofes, necessitando a cidade de uma nova imagem naquela zona, melhorando a qualidade de vida aos farenses e desta forma resolvendo o problema que continua a inquinar o futuro do maior emblema desportivo do Algarve.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Loja e centro comercial IKEA avança junto ao nó de Loulé/Faro

O grupo IKEA anunciou hoje que a loja e o centro comercial previstos para o Algarve até 2015 vão localizar-se no concelho de Loulé junto ao nó Loulé/Faro, cobrindo a população algarvia, Baixo Alentejo e zona fronteiriça.

Em dezembro passado, a cadeia sueca IKEA tinha declarado que pretendia abrir uma loja e um centro comercial Inter IKEA em Loulé, Algarve, cujo investimento rondava os 200 milhões de euros e criaria três mil postos de trabalho direto.

Hoje e em entrevista exclusiva à agência Lusa, o responsável pela expansão do IKEA em Portugal, António Machado, veio confirmar a intenção de construir a loja no Algarve e que a sua localização era "junto ao nó Loulé/Faro".

A associação ambientalista Quercus acusou em janeiro deste ano o gigante imobiliário Ikea de pretender construir a loja no Algarve em solos classificados como Reserva Agrícola Nacional (RAN) e pedia à CCDR/Algarve para "defender o ordenamento do território".

António Machado defende que o terreno escolhido pelo IKEA "não tem qualquer problema ambiental importante".

"Estamos na fase inicial do projeto, hoje escolhemos a nossa localização para o nosso investimento que será muito perto do nó Loulé/Faro. Esta localização foi escolhida por ser a mais adequada para o projeto em termos de acessibilidades, visibilidade e também no que diz respeito aos critérios definidos pela autarquia e pela CCDR/Algarve", acrescentou.

A loja IKEA no Algarve "é muito importante para nós porque vai cobrir toda a zona do baixo Alentejo, o Algarve evidentemente e as pessoas que vivem na zona fronteiriça, porque a loja mais perto do Algarve é em Sevilha", explicou.

A área de construção do projeto será em cerca de 120 mil metros quadrados, mas o grupo sueco já adquiriu 40 hectares de terreno no concelho de Loulé para instalar a loja e o centro comercial, que oferecerá várias experiências como divertimento, restauração, cinema, acrescentou o responsável.

Também em Loulé, mas no eixo Loulé/Quarteira, está equacionado um projeto da Auchan, denominado "Alegro Algarve", representando um investimento de 400 milhões de investimento e quatro mil postos de trabalho direto numa área total de 40 hectares.

Em tempos de crise global parece que o investimento em áreas comerciais no Algarve está cada vez mais entronizado, mesmo que com alguns avisos alarmantes vindos dos recentes centros comerciais instalados em Olhão e Tavira...

Com o turismo algarvio em queda e sem sinal de melhoras no presente, registando-se uma perda de cerca de 3 milhões de dormidas nos últimos 10 anos, é certo que os espaços comerciais desta envergadura irão tentar atrair ainda mais os clientes residentes ou de zonas limítrofes do Algarve, desgastando ainda mais a posição já de si debilitada do Comércio Local no cenário actual.

No caso particular do IKEA, e sabendo-se que esta intenção já vinha de muito longe, apenas subsistia a dúvida da sua localização exacta, que neste caso será numa zona limítrofe do Concelho de Faro, junto ao nó da A22 Faro/Loulé, pertinho do Parque das Cidades, tenho a opinião de que o mesmo deveria ser construído, para beneficio de Faro, o mais perto possível da Cidade uma vez que o avanço do projecto IKEA parece efectivo e irreversível na Região. Tudo isto não invalida que discorde desta "invasão" desenfreada de grandes superfícies na Região, mas estou em crer que desta forma poderemos estar perto do nascimento dum grande polo empresarial, comercial, lazer e social junto ao nó Faro/Loulé, criando novas centralidades e atraindo mais investimento junto do Parque das Cidades, rentabilizando desta forma o investimento depositado naquela área.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Uma táctica à "Edinho"...


Quando vi esta notícia pela hora do almoço não queria acreditar... De facto, é um achado jornalístico do mais cómico (para o espectador) que há, com a particularidade de ter ocorrido em pleno Algarve.

Coitado do rapaz romeno, ainda aprendiz de assaltante, pois de facto, para além de ver frustrado o seu ensejo para aquela noite de sábado, viu-se ele próprio "assaltado" das calças, ainda que no bom sentido...

Como se costuma dizer: "pela boca morre o peixe"...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Ikea no Algarve!? As verdades que custam admitir...

Enquanto Faro e Loulé esgrimem a localização da unidade IKEA a ser edificada no Algarve, há quem ponha em causa os negócios desta empresa... Simplesmente hilariante...

Não digo que os móveis do IKEA não sejam baratos. O que digo é que não são móveis. Na altura em que os compramos, são um puzzle. Os problemas dos clientes do IKEA começam no nome da loja. Diz-se «Iqueia» ou «I quê à»? E é «o» IKEA ou «a» IKEA»? São ambiguidades que me deixam indisposto. Não saber a pronúncia correcta do nome da loja em que me encontro inquieta-me. E desconhecer o género a que pertence gera em mim uma insegurança que me inferioriza perante os funcionários. Receio que eles percebam, pelo meu comportamento, que julgo estar no «I quê à», quando, para eles, é evidente que estou na «Iqueia».

As dificuldades, porém, não são apenas semânticas mas também conceptuais. Toda a gente está convencida de que o IKEA vende móveis baratos, o que não é exactamente verdadeiro. O IKEA vende pilhas de tábuas e molhos de parafusos que, se tudo correr bem e Deus ajudar, depois de algum esforço hão-de transformar-se em móveis baratos. É uma espécie de Lego para adultos. Há dias, comprei no IKEA um móvel chamado Besta. Achei que combinava bem com a minha personalidade. Todo o material de que eu precisava e que tinha de levar até à caixa de pagamento pesava seiscentos quilos. Percebi melhor o nome do móvel. É preciso vir ao IKEA com uma besta de carga para carregar a tralha toda até à registadora. Este é um dos meus conselhos aos clientes do IKEA: não vá para lá sem duas ou três mulas. Eu alombei com a meia tonelada. O que poupei nos móveis, gastei no ortopedista. Neste momento, tenho doze estantes e três hérnias. É claro que há aspectos positivos: as tábuas já vêm cortadas, o que é melhor do que nada. O IKEA não obriga os clientes a irem para a floresta cortar as árvores, embora por vezes se sinta que não faltará muito para que isso aconteça. Num futuro próximo, é possível que, ao comprar um móvel, o cliente receba um machado, um serrote e um mapa de determinado bosque na Suécia onde o IKEA tem dois ou três carvalhos debaixo de olho que considera terem potencial para se transformarem numa mesa-de-cabeceira engraçada.

Por outro lado, há problemas de solução difícil. Os móveis que comprei chegaram a casa em duas vezes. Aequipa que trouxe a primeira parte já não estava lá para montar a segunda, e a equipa que trouxe a segunda recusou-se a mexer no trabalho que tinha sido iniciado pela primeira. Resultado: o cliente pagou dois transportes e duas montagens e ficou com um móvel incompleto. Se fosse um cliente qualquer, eu não me importaria. Mas como sou eu, aborrece-me um bocadinho. Numa loja que vende tudo às peças (que, por acaso, até encaixam bem umas nas outras) acaba por ser irónico que o serviço de transporte não encaixe bem no serviço de montagem. Idiossincrasias do comércio moderno. Que fazer, então? Cada cliente terá o seu modo de reagir. O meu é este: para a próxima, pago com um cheque todo cortado aos bocadinhos e junto um rolo de fita gomada e um livro de instruções. Entrego metade dos confetti num dia e a outra metade no outro. E os suecos que montem tudo, se quiserem receber.

por Ricardo Araújo Pereira

terça-feira, 15 de setembro de 2009

LOULÉ: Seruca Emídio admite que IKEA já comprou terrenos

O presidente da Câmara de Loulé admitiu que a cadeia IKEA adquiriu terrenos no concelho, mas fonte ligada à empresa de mobiliário disse que o processo para abrir loja no Sul do país ainda está em aberto.

Questionado pela Agência Lusa sobre o andamento do processo para abertura de uma loja IKEA no Algarve, Seruca Emídio disse que "neste período pré-eleitoral tem-se registado um interregno", mas confrontado com a posição do homólogo de Faro, José Apolinário, de querer ver a cadeia instalada no seu concelho, respondeu que "a IKEA já adquiriu terrenos e estão em Loulé".

Mas fonte ligada à cadeia sueca não confirmou esta informação, dizendo apenas que "existe o objectivo de abrir uma loja a Sul do país, mas nada está ainda fechado e o processo está a decorrer".

O presidente da Câmara de Faro (PS) defende que a futura loja da cadeia IKEA, prevista para abrir até 2015, deve ficar localizada a sul do Parque das Cidades, terreno da Associação de Municípios Loulé/Faro.

Mas o município de Loulé prefere que a localização da grande superfície seja a norte do Estádio Algarve e o presidente da autarquia admitiu agora a compra de terrenos no concelho por parte da cadeia sueca.

O investimento na loja do Algarve será semelhante aos investimentos das outras lojas já construídas em Portugal, cerca de "60 milhões de euros", e até 2015 deverá ser uma realidade.
A cadeia sueca IKEA tem uma loja em Alfragide (Lisboa) e abriu a 31 de Julho de 2007 a segunda loja em Portugal, na localidade de Matosinhos, onde investiu mais de 60 milhões de euros, estimando abrir no primeiro semestre de 2010 outra em Loures (Lisboa).

Até 2015, o grupo IKEA prevê investir em Portugal cerca de 700 milhões de euros com a abertura de sete espaços, incluindo os de Alfragide e Matosinhos.

A poucos dias do braço de ferro com Macário Correia pela CMF, José Apolinário acaba de perder um trunfo pelo qual se batia nos últimos tempos... Na minha opinião, o importante é este investimento ser sediado na zona central do Algarve, mas não deixa de saber a amargo para os farenses, em especial para quem alega que "Faro é Faro"... A perda cada vez mais evidente de influência que a capital de distrito têm, no toca a atrair investimento (estrangeiro) é um facto que têm que ser invertido.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Pipocas diminuem risco de cancro

As pipocas (milho) e outros cereais contém substâncias conhecidas como polifenóis que têm o potencial de diminuir o risco de cancro e doenças cardíacas.

O estudo foi apresentado por cientistas da Universidade de Scranton, na Pensilvânia, durante a 238ª Reunião da American Chemical Society (ACS), em Washington, nos Estados Unidos, segundo a BBC.
Os polifenóis são a principal razão pela qual frutas e legumes - e alimentos como chocolate, vinho, café e chá - são conhecidos pelo seu potencial em diminuir o risco de doenças.

Até agora, acreditava-se que esses cereais eram alimentos saudáveis e ajudavam a combater o cancro e doenças cardíacas por causa do seu alto teor de fibra, mas segundo os autores do estudo, ninguém tinha ainda comprovado a presença, em quantidades elevadas, de polifenóis.
Segundo os cientistas, a quantidade de antioxidantes encontradas em cereais integrais é comparável à encontrada nas frutas e legumes, por grama.

Os polifenóis são substâncias químicas encontradas em muitas frutas, legumes e outras plantas, como frutas vermelhas, nozes, azeitonas, folhas de chá e uvas. Conhecidos como antioxidantes, eles removem os radicais livres do corpo, que são substâncias que têm potencial de deteriorar células e tecidos do corpo. Os cereais integrais com maior quantidade de antioxidantes são feitos com trigo, milho, aveia e arroz.

Era "espetarem" um cartaz gigante com esta informação à porta do Atrium Faro, e era ver aquele espaço a ser totalmente dinamizado, com o fluxo de clientela para o cinema... Acabava-se parte dos problemas da baixa farense...

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Cultura do mundo 'mistura-se' em Faro

O Mercado Mundo Mix instala a 22ª edição no Largo da Sé, em Faro, de 14 a 16 de Agosto. Evento conta com expressões artísticas de todo o país.

O certame reúne 40 artistas, 12 dos quais oriundos do Algarve, segundo revelou aos jornalistas, na segunda-feira, Beto Lago, da organização, durante a apresentação no Museu Municipal de Faro.

“Incentivar a produção individual e artística de cada um”, define o organizador como a principal característica do Mercado Mundo Mix (MMM), um evento com o formato de feira que surgiu no Brasil em 1994 e chegou a Portugal em 2003, tendo já passado por cidades como Porto, Coimbra, Cascais e Lagos. A última edição foi em Maio, no Castelo de São Jorge, em Lisboa, “onde todos os anos nós abrimos o Verão”, refere.
O responsável pela organização entende que o MMM pode ser uma forma de potenciar algumas das características da região, pautada por residentes, nacionais e estrangeiros, ligados a diferentes formas de arte.
“A nossa feira é um pouco diferente, porque ela não é de artesanato. Ela é voltada para criadores de design e moda e é intercalada sempre com bandas, que vão fazer apresentações, em geral, às 22h00, às 23h00 e às 24h00”.
“É um projecto diurno”, explica. Todavia, a edição de Faro terá o horário das 18h00 à 01h00, “por causa da concorrência da praia”, justifica.

Beto Lago lança o repto a todos os criadores e artistas da região a visitarem o evento e a entrarem em contacto com a organização, pois “a nossa ideia é voltar mais vezes”.
Apesar de os criadores presentes no MMM pagarem uma taxa para terem um espaço no evento, Beto Lago admite que “se aparecerem demonstrações espontâneas vamos achar bem interessante e serão bem acolhidas” e reafirma o desafio para que os criadores locais se apresentem à organização de forma a aumentar o número de participantes em próximas edições, bem como levar os artistas locais a outras paragens: “haverá sempre elementos da organização junto ao palco, é só aparecerem por lá e contactarem connosco”, diz.

O MMM vai contar com emissões em directo através da rádio oficial, a RUA FM, que podem ser ouvidas na frequência 102.7 FM ou em http://www.rua.pt/.

No leque de concertos agendados apresentam-se as bandas Nome, Reflect e os DJ’s Orelha Extra e DJ Set, na sexta-feira; Fad’nu, o Ludo e os DJ’s NoWay e Poplândia DJ Set, no sábado; e Bubblebath, I-Rick DJ e DJ Sir Aiva, no domingo.
O LAC – Laboratório de Artes Criativas, sediado em Lagos, outro dos parceiros, irá dinamizar o espaço Art Mix, com uma exposição dos artistas plásticos Jorge Pereira e Sofia Fortunato e o projecto TOSCA.lab, de Ricardo Milne e Catarina Nunes.
Para os mais pequenos há o Mini Mix, onde não faltam pinturas faciais, modelagem de balões, oficinas de pintura, bijutaria e passatempos, entre outras actividades.
Há espaço ainda para a solidariedade, na Banca dos Abraços da Associação Nariz Vermelho. Este espaço dá a conhecer os ‘doutores palhaços’, que levam a alegria às crianças hospitalizadas. Ao contribuir para esta causa os visitantes ganham um abraço e um nariz de palhaço.
O evento conta com “o apoio logístico, material, meios humanos e uma verba de 20 mil euros”, atribuídos pelo Município de Faro, segundo confirmou o presidente da autarquia, José Apolinário durante a apresentação.

Para saber mais sobre este conceito e os diferentes artistas que pode encontrar no fim-de-semana, em Faro, clique aqui. A entrada é livre.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Faro: Apolinário define programa funcional para centro comercial em risco de ser penhorado

O presidente da Câmara de Faro reuniu-se esta segunda-feira com agentes culturais algarvios para definir o programa funcional do centro comercial "Atrium Faro", uma superfície comercial que está quase sem lojas abertas e em risco de ser penhorado pela banca. "Hoje definiu-se o programa funcional do centro comercial e agora falta justificar a proposta de compra junto da banca. Estamos a preparar, juridicamente, os cadernos de encargos para alavancar o projecto", explicou, em declarações à Lusa, o autarca José Apolinário.

Situado na principal artéria da baixa de Faro e erguido sobre o antigo Cine-Teatro Santo António, o Atrium Faro, inaugurado há mais de dois anos, tem 30 lojas, mas apenas duas estão ocupadas, tendo as três salas de cinema encerrado há cerca de mês e meio. Com o objectivo de salvar o projecto comercial, a Câmara de Faro anunciou que pretende adquirir o "Atrium Faro" através de uma parceria público-privada e adaptar o espaço com uma área cultural e outra comercial.

A área comercial terá um total de 1.300 metros quadrados (m2) - a maior parte no rés-do-chão e o restante no primeiro piso - e a área cultural será distribuída pelo primeiro e segundo piso, adiantou José Apolinário, que pretende ter até ao final deste mês o caderno de encargos lançado. A Câmara vai ainda convidar a Escola de Ourivesaria "Contacto Directo" de Lisboa a abrir uma delegação no Atrium Faro, assim como pretende trazer para aquele espaço um julgado de paz, um centro de mediação de conflitos. Em declarações à Lusa, o presidente da Câmara de Faro acrescentou que a operação envolve verbas na ordem dos sete milhões de euros, que incluem a aquisição do edifício e algumas obras de adaptação "às novas funcionalidades".

O processo apenas será viável com a participação de parceiros privados e a redução de custos de manutenção (que rondam os 17 mil euros mensais), argumenta o autarca, frisando que o objectivo da autarquia não é "salvar um negócio", mas sim utilizar o espaço para fins culturais, com serviços públicos e lojas.
In Região-Sul

Não sei porquê mas isto faz me lembrar a nacionalização do BPN. O investismento de 7 milhões de euros, por uma autarquia falida num projecto privado fracassado é no mínimo discutível, aumentando ainda mais a dependencia da CMF à banca... Será este o caminho?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Bora ao Makjeitos?

Pelos vistos, o franchising do McDonalds em Olhão é posse duma firma com um nome muito sugestivo e bem algarvio... Eu bem que ouvia muita gente falar-me que "ia ali ao ma que jeites", mas agora, que finalmente verifiquei com atenção um talão, e assim percebi o motivo deste trocadilho... É caso para dizer: Moss, só agora é que vistes isse, deb?

quarta-feira, 20 de maio de 2009

FARO: ASAE fecha o "Seu Café"

O "Seu Café", um conhecido restaurante snack-bar da cidade de Faro, no Algarve, foi hoje encerrado, depois de uma operação de fiscalização

A notícia foi avançada esta tarde por fonte policial à agência Lusa.

Em declarações à Lusa, a assessora de imprensa da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) confirmou, por seu turno, que "um estabelecimento comercial de Faro foi hoje encerrado por aquela autoridade após uma acção de fiscalização que detectou falta de condições de higiene".

O "Seu Café" localizado na Baixa de Faro é um dos estabelecimentos comerciais mais conhecidos da cidade, frequentado tanto por habitantes séniores que ali almoçam todos os dias, como por jovens da capital algarvia e turistas.

Mais uma boa da ASAE... Num país com tantas carências e situações a corrigir, insiste-se no caminho mais fácil, em vez de atacar de frente situações mais graves do ponto de vista da higiene alimentar. Por acaso alguém morreu devido ao atendimento neste estabelecimento?

21/05 - Mas hoje já ouve novidades.... “Não há nenhum café que possa cumprir com as leis da ASAE. Isto são leis talibãs!”, afirma indignado José Nascimento, sentado com alguns amigos habitués da esplanada do “Seu Café”. “Quando um café destes é encerrado, então todos os outros já deviam ter fechado”, acrescenta." excerto do Observatório do Algarve

Quem diz a verdade, não merece castigo...

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Dolce Vita não é entrave à venda do S. Luís

O anúncio da construção de um Centro Comercial Dolce Vita, em Faro, não é visto pelo presidente do Município como um entrave à venda do Estádio de São Luís, para onde também está prevista uma grande área comercial.

José Apolinário considera que a cidade de Faro tem condições para acolher três grandes superfícies comerciais: o Fórum Algarve, já existente, o Centro Comercial Dolce Vita, anunciado para a zona do Vale da Amoreira, e a zona comercial prevista para o Estádio de São Luís, em processo de venda.
“Faro é onde há maior poder de compra per capita. Há 65 mil veículos que entram diariamente na cidade. Calcula-se que 16 mil pessoas que entram diariamente na cidade para trabalhar vivam fora de Faro. Portanto, eu acho que há potencial”, disse aos jornalistas José Apolinário, à margem da apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, na passada quinta-feira.
O autarca acrescentou ainda, que a construção do Dolce Vita “não afasta a responsabilidade da Câmara na dinamização e da integração do centro da cidade e isso vamos, aliás, reforçar a nossa intervenção no centro da cidade”.

Em relação ao Estádio São Luís, que o Sporting Clube Farense pretende vender pelo valor base de 15 milhões de euros, Apolinário considera que “são duas estruturas completamente diferentes. Isto [Dolce Vita] é um projecto global com uma determinada dimensão. O outro [São Luís] será, por razões que têm a ver com a sua inserção na malha urbana, mais de lojas que procuram o centro da cidade e eu acho que há potencial para haver lojas de marca que procurem o centro da cidade”, afirma.
O edil acredita que “a questão mais complexa neste momento em relação ao Estádio São Luís é a recessão do mercado, porque do ponto de vista de potencial é naturalmente um bom negócio”. Um investimento que, defende Apolinário é valorizado pela dinâmica criada com em torno da revitalização do Mercado Municipal, onde funciona uma Loja do Cidadão de segunda geração.

Um Plano com 56 hectares
O Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, que engloba uma área de 56 hectares, está a ser desenvolvido pelo Fundo de Investimentos Imogharb, entidade privada que irá promover o empreendimento Porta da Amoreira, onde se inclui o Centro Comercial Dolce Vita, um hotel, habitação multifamiliar e unifamiliar (10 por cento da qual a custos controlados), um parque urbano, um equipamento de saúde, residências assistidas para a terceira idade e áreas de comércio e serviços.
O acordo firmado com a autarquia farense para a elaboração do Plano de Urbanização pressupõe que a Câmara Municipal é que dá as directrizes e aprova as opções de ordenamento. Inclui ainda a construção, por parte da Imogharb, de um Parque Urbano, assinado pelo arquitecto Sidónio Pardal, que será depois gerido pelo Município, e de alguns acessos àquela zona da cidade, nomeadamente as vias internas, via urbana de acesso entre a Av. 25 de Abril e respectiva rotunda, que irá fazer ligação com a estrada de acesso à EN2, esta última a cargo da Estradas de Portugal, no âmbito do Plano de Requalificação da EN 125.

Autarquia cria gabinete de apoio
A apresentação do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira contou com a presença de muitos residentes na zona, cujas propriedades vão se afectadas com as novas directrizes, prevendo-se até a negociação e expropriação de terrenos para a construção de acessibilidades.
Durante a sessão, um dos presentes sugeriu a criação de um gabinete, por parte da autarquia, para receber as dúvidas e as sugestões da população, proposta prontamente aceite pelo edil.
Segundo José Apolinário, este serviço deverá estar a funcionar em “meados de Junho”. O autarca defende que “isto não pode ser um plano para ser feito na secretária. Há questões de limites de propriedades, e outras, que têm de ser acertadas”.
“O Plano está em adiantada fase de elaboração, pensamos que estará em condições de estar na Câmara Municipal em Julho”, acrescenta.
Para Apolinário “esta é uma oportunidade de organizar esta zona toda do território” e conclui que as medidas agora projectadas vão dar a Faro “uma nova centralidade”, em 2013.
No vídeo que se segue o arquitecto Mário Trindade, um dos autores do Plano de Urbanização do Vale da Amoreira, explica o que está previsto para aquela zona.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ria Shopping... A abertura

Foi aberto hoje ao público o novo centro comercial da zona central do Algarve, o Ria Shopping, prometendo, para já fazer em parte, frente ao Fórum Algarve. Há 10 anos atrás nada destes espaços de grande dimensão, aglomerando diversas lojas no interior, coexistia com o comércio local. A verdade é que cada vez mais os pequenos comerciantes sentem dificuldades para acompanhar a cavalgada fulgurante destes espaços congregadores das mais diversas áreas comerciais, que não só dispõem dum stock maior à escolha do cliente como também oferecerem preços mais competitivos, contrastando assim com o Comércio local que para além disso ainda está sistematizado num horário diurno e muitas vezes pouco prático para quem têm um horário laboral similar.

É neste contexto que têm surgido mais espaços desta dimensão no Algarve e no caso concreto do Ria Shopping, nos parece que terá alguns factores positivos face ao Fórum Algarve, dado que se sitia no centro da cidade de Olhão, junto a grandes zonas residenciais, o que por si só beneficia o acesso ao mesmo. Contudo, na minha opinião ficará a perder em todos os outros aspectos, dado que o conjunto de lojas e marcas representadas não supera a oferta que o o Fórum Algarve dispõe, bem como averba uma grande pecha na área de restauração, que para já, está praticamente desactivada, isto numa esplanada que nos muito aberta e que no Inverno, caso mantenha a sua topologia, se revelará fria e ventosa...

Na minha humilde opinião, a própria estrutura do Ria Shopping, em que a lojas estão incorporadas no interior dum edifício base, com corredores no interior fica também àquem do espaço arejado em desenho de praça aberta que proporciona ao visitante um maior contacto com o sol e permite uma circulação mais tranquila pelo centro... Contudo, a quebra será notória em Faro e ainda nem temos o Grand Plaza de Tavira em funcionamento... Aí, por certo a quebra será maior, muito por culpa do mercado espanhol, que assim terá aí uma alternativa mais perto da porta...E na altura, a questão será: Há mercado para três grandes centros comerciais numa faixa de 30 kilómetros?

P.S. - Excelente a ideia do Olhanense, que têm uma loja oficial no interior do Ria Shopping, chegando assim a muita gente e dando uma imagem positiva do Clube ainda que o stand esteja um pouco despido... Fica a ideia para que o nosso Farense faça o mesmo num futuro a médio prazo.

quinta-feira, 5 de março de 2009

Parece que em Faro é mais barato...

Uma loja em Faro

Se formos rigorosos, confirma-se desta forma que o custo destes serviços em Faro é muito inferior ao da zona de Quarteira/Vilamoura, pois lá, por metade do que se oferece aqui no cartaz, acaba por ter um preço inflacionado de "20 euros"...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pão de Açúcar "amigo" do Mercado Municipal

Após três meses da inauguração do Pão de Açúcar no edifício do Mercado de Faro, o Observatório do Algarve foi ouvir o que têm os comerciantes a dizer. Conheças as opiniões aqui.
Uns dizem que” não prejudicou nem beneficiou”, outros afirmam ter favorecido “bastante”. É assim que se dividem as opiniões de comerciantes e dirigentes quanto à instalação do estabelecimento do grupo Auchan no edifício do Mercado Municipal de Faro.
Na perspectiva de D. Florinda, comerciante de frutas e legumes, a abertura do Pão de Açúcar “não prejudicou até porque os clientes são os mesmos”, afirma ao Observatório do Algarve.
Augusto Nunes e Tiago Raimundo, comerciantes de carne e peixe, respectivamente, acrescentam: “Talvez ao fim-de-semana venham mais umas quantas pessoas”, comentam.
Já para José Apolinário o balanço é sem dúvida positivo: "Desde a abertura do Pão de Açúcar houve mais gente e mais movimento no mercado. Além de que se tem verificado uma relação complementar com o mercado tradicional que mantém a qualidade do produto e ao mesmo tempo proporciona uma maior atenção no atendimento, pois as pessoas já se conhecem pelos nomes”, acrescenta o autarca.
Com os olhos postos no futuro próximo, Apolinário acredita que a inauguração da Loja do Cidadão vai trazer um reforço ainda maior para o mercado tradicional que beneficiará da vinda de “uma média diária de 2 mil pessoas”.
Quinta-feira, dia 18, fará três meses que o Pão de Açúcar está instalado no edifício do Mercado Municipal de Faro.

A fazer fé nos depoimentos recolhidos pelo Observatório do Algarve, faço aqui o mea culpa do meu pensamento explicito neste artigo e no outro anexo.