quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

IKEA já formalizou pedido de localização de área comercial nos Caliços, em Loulé


A intenção de investimento do Grupo IKEA em Loulé e a disponibilidade da parte da autarquia local em acolher até 2015 uma loja do grupo, um centro comercial e um Retail Park foram formalizadas hoje, quinta-feira, numa cerimónia em Loulé.

Na prática, o acordo de cooperação hoje assinado corresponde ao avanço do grupo sueco para um pedido de localização, trâmite inicial num processo desta natureza, mas que gerou muita polémica, neste caso.

A opção por um terreno de 40 hectares na zona dos Caliços, junto ao nó Loulé/Sul, já propriedade do grupo IKEA, foi assumida no acordo de cooperação, mas a palavra final cabe à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve.

Só depois de aprovado o local se poderá proceder ao pedido de licenciamento comercial, que ainda é seguido de um processo de aprovação do projeto, como fez questão de frisar o secretário de Estado Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor Fernando Serrasqueiro.

Ou seja, até que haja uma decisão final ainda há muito caminho a percorrer, daí que a expressão «se» tenha sido repetida muitas vezes pelo membro do governo quando falou do avanço do investimento.

Em causa está a alteração do uso de solos, que também terá de ser prevista no Plano Diretor Municipal de Loulé, atualmente em revisão.

Ao mesmo tempo, Fernando Serrasqueiro salientou «o cuidado com que o processo está a ser tratado pela Câmara de Loulé» e que este está «a decorrer com toda a normalidade e transparência».

Nos discursos dos representantes do IKEA e do presidente da Câmara de Loulé Seruca Emídio, a confiança de que o investimento vai mesmo avançar é total.

O autarca louletano falou em «política de localização criteriosa» e que este investimento vai «articular com o Parque das Cidades e com a Área Empresarial do Esteval-Almancil», com ganhos para a economia da zona.

Já a Country Manager IKEA Portugal, Kristina Johansson, disse que «do lado do IKEA, é importante avançar o mais rapidamente possível».

Tendo em conta as declarações de Fernando Serrasqueiro, o grupo sueco não se compadece com burocracias. «Quando entrei para o Governo, tive um reunião com os representantes do grupo, que me disseram que o IKEA ponderava abandonar Portugal devido a dificuldades que lhe estavam constantemente a ser criadas», revelou o secretário de Estado.

Uma situação que o Governo parece ter evitado, já que até 2015, o IKEA pensa investir forte e aumentar a sua presença no nosso país para sete lojas, três centros comerciais, três Retail Park e 3 unidades fabris.

Hoje tem três lojas, um centro comercial e um Retail Park, bem como duas fábricas já em laboração.



Por Hugo Rodrigues In Barlavento Online



As palavras de Seruca Emídio, que à margem da sessão para formalização do interesse do projecto IKEA na zona dos Caliços, Esteval, disse que o grupo sueco só tinha interesse em instalar o seu projecto numa zona central da região algarvia, no eixo Faro-Loulé, dão que pensar, quando se sabe que noutras zonas do Algarve há uma histeria na aprovação de projectos e mais projectos de grandes centros comerciais, estrangulando ainda mais o comércio tradicional.

Se o consumidor ganha no preço, haverá contudo mais desemprego directo por esta razão, como consequência da instalação desta grande superfície e o recrutamento de 3 mil empregados, a maior parte com salários baixos... A juntar a isto, seria importante os nossos governantes se lembrarem do exemplo real da cidade de Faro, que com a criação do Fórum Algarve deixou a capital de Algarve mais cinzenta no seu interior, facto que agora é lamentado por muito boa gente com responsabilidades...

Todos estes investimentos têm que ser enquadrados, por forma a que não se perca o investimento, mas se garanta ao mesmo tempo a economia e dinâmica dos aglomerados comerciais e sociais dos Concelhos!

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