segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O resistente Paixão...



Antigo jogador do Farense virou treinador na pior época dos montegordinos. Ainda assim, Paixão não desiste e vai até ao fim por amor ao clube.

Carlos, mais conhecido por Paixão, antigo defesa/médio do Farense, clube onde conquistou os melhores momentos da sua carreira futebolística, sofreu no passado domingo a maior goleada de toda a sua história, ao sair vergado por doze bolas a uma do terreno do Esperança de Lagos.

A dar os primeiros passos como treinador do Beira-Mar de Monte Gordo, Paixão está incrédulo com a derrota sofrida.

«Passei uma noite horrível, horas sem saber o que dizer. Sinceramente não sei o que se passou. Marcamos primeiro mas depois aconteceu o impensável...em quatro minutos sofremos quatro golos. Até parecia que os meus jogadores não estavam em campo», lamentou o agora treinador que era conhecido pelo guerreiro.

O facto de ter um grande carinho pelo clube da sua terra, Monte Gordo, Paixão não vira a cara ao emblema, pelo que está disposto a ir até ao fim, mesmo sabendo das grandes dificuldades que se deparam pela frente. Ocupando o último lugar da Série F da 3ª Divisão, com zero pontos, trinta e sete golos sofridos e apenas cinco marcados, a margem de manobra é muito pouco. A par da classificação, os montegordinos não têm jogadores suficientes para realizar uma época regular.

«Não tem sido fácil, antes pelo contrário, um sacrifício enorme para manter a equipa no activo, pois treinamos durante a semana com meia-dúzia de jogadores e ao domingo temos onze, sendo que alguns até jogam lesionados», confidenciou Paixão. «Acredito que melhores dias virão, embora seja fundamental, urgente, a entrada de dinheiro no clube para que possamos contratar jogadores para realizarmos uma boa segunda volta», anseia com a certeza de que «o futuro está muito complicado, mas vamos acreditar...», concluiu Paixão.

Por João José Pedro In A Bola

Os problemas no clube de Monte Gordo não são de agora, e só por milagre conseguiram inscrever jogadores esta temporada a tempo de entrar em competição. Com um plantel diminuto e fraco qualitativamente, o eterno Paixão promete luta até ao fim mas na minha opinião, manter um clube com uma extrutura como esta por mais tempo pouco dignificará o seu nome e também o "produto futebol" em si...

Lembro que já o ano passado, nas vésperas do jogo entre Farense e Cova da Piedade que decidiria a subida dos Leões de Faro à Segunda B, esteve iminente a falta de comparência devido a falta de jogadores e lesões, havendo dúvidas nos regulamentos se isso não implicaria perdas de pontos, decidindo logo aí o destino do Farense... Desta forma, o mais sensato seria de uma vez por todas assumir as dificuldades e começar de novo, num projecto desde os distritais, ainda que isso implique ficar sem competir durante um ano, criando-se depois um projecto sustentado e assente na realidade económica da região onde se insere.

1 comentário:

Anónimo disse...

Não temos que ter pena.. cada um tem aquilo que merece, sempre disse o meu avô..

O Beira-mar tem sido roubado por um trafulha que tem como presidente, e com um grupo de "manfios" que andam com ele..

Fizeram de tudo desde 2001 para prejudicar o Lusitano, mas o Lusitano é um clube com historia, e com pessoas que percebem e andam la por amor ao clube..

o presidente do beira-mar, assim que o clube começou a fazer dinheiro ele também começou a enriquecer..

O beira-mar ainda produz muito dinheiro, o problemas é são os mesmo 3 que ficam com o dinheiro..

se o beira-mar acabar apenas tem aquilo que merecem..