domingo, 9 de maio de 2010

As Notas do Farense 0-1 Juventude de Évora



Notas Positivas:
  • Da tarde desportiva de hoje, a nota mais positiva acaba por ser o tropeção do rival Cova da Piedade. A jogar em casa, perante o seu público e contra uma equipa cheia de problemas, reduzida a 13 jogadores, o Cova da Piedade não consegiu melhor que um empate a uma bola, resultado que deixa os homens da margem sul ainda com uma vantagem alcançável por parte do Farense.

  • Para a presença de público no Estádio Algarve, numa resposta positiva que a população farense deu ao Clube, respondendo às campanhas de marketing e acorrendo para apoiar o Leão de Faro. Cerca de 1000/1200 pessoas estiveram presentes e vibraram intensamente com as incidências da partida, muitos deles trajados a rigor. Pena que, quando o publico acorre em bom número, o Farense não oferece a vitória.



Notas Negativas:

  • Para a exibição global do Farense. Embora o jogo tenha começado com um remate ao poste direito da baliza eborense, após um ressalto de bola, tal situação não significou qualquer ascendente farense na partida, pois o jogo foi dividido na primeira parte, escasseando os lances verdadeiros de perigo, notando-se claramente que o Juventude Évora estava em faro para pontuar. A qualidade da equipa alentejana era bem patente na troca de bola entre os jogadores e também na sua organização, priviligiando a pressão sobre o detentor da bola, fechando os espaços e ganhando a maior parte das bolas divididas.

  • Passada a primeira parte, o lance de jogo acaba ser ditado por um dos erros da defensiva algarvia neste jogo, onde um defesa falha uma intercepção de bola e permite a Márcio Madeira, o melhor elemento atacante do Juventude, fazer o único tento da partida, suficiente para enervar os pupilos de Joaquim Mendes e consequentemente permitir ao Juventude garantir virtualmente a promoção à Segunda Divisão B.

  • Com o resultado adverso Joaquim Mendes mexeu na equipa, colocando numa primeira fase Pintassilgo e depois Paulinho para os lugares dos jogadores com menor nível exibicional da defesa, Arlindo e Pablo. Se o Farense denotava nervosismo e incapacidade em circular a bola a meio campo, com a equipa partida, obrigando muitas vezes a corridas de jogadores atacantes para vir buscar jogo, e dessa forma mais directo o jogo se tornou, muitas vezes mal jogado, resumindo os lances de perigo farense a lances de bola parada...

  • Para o anti-jogo do Juventude Èvora, equipa que infelizmente já nos habituou a isso nas últimas passagens por Faro, e que, nos parece não precisa dessas atitudes para ser um justo vencedor na partida. Foi a melhor equipa em campo globalmente, mostrando segurança a defender, organização a meio campo e talvez algo perdulária na hora de matar definitivamente a partida.

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