quarta-feira, 19 de maio de 2010

Autarquias vão continuar com espaços noturnos de verão apesar da constestação das discotecas

As Câmaras de Portimão e Vila Real de Santo António vão continuar a apostar em espaços noturnos de verão, apesar de a Associação de Discotecas do Sul e Algarve ameaçar contestar o que chamam de "concorrência desleal".


As duas autarquias recusaram comentar a hipótese avançada à Lusa pela Associação em avançar com providências cautelares para evitar o funcionamento do Sasha (Portimão) e Manta Beach (Manta Rota, Vila Real de St.º António).

"Não vou pronunciar-me relativamente a essa matéria porque se trata efetivamente de negócios da noite. O que quero dizer é que o município tudo fará para ser um destino turístico diversificado, como outras zonas turísticas do Algarve, não são uns filhos e outros enteados", disse o presidente da câmara do Sotavento algarvio, Luís Gomes.

O presidente da câmara de Vila Real de Santo António disse ainda que a autarquia não abdica de apostar em eventos noturnos.

Por seu lado, também a autarquia de Portimão não quis fazer comentários sobre a posição manifestada pela Associação de Discotecas do Sul e Algarve, que acusa as duas câmaras de "licenciarem ilegalmente" os dois espaços nos meses fortes de verão, favorecendo uma concorrência desleal.

A filosofia de eventos criados no "Sacha Beach Club" é para manter e está a ser estudado um "conjunto de eventos que serão tornados públicos no futuro", explicou à Lusa o assessor da Câmara de Portimão, Pedro Poucochinho, observando que o Sacha "trouxe muito valor para a economia de Portimão".

José Manuel Trigo, proprietário da discoteca Trigonometria e do T Clube e dirigente da Associação de Discotecas do Sul e Algarve, disse que pondera avançar brevemente com providências cautelares para impedir a "concorrência desleal" de espaços noturnos "licenciados ilegalmente" e financiados por autarquias no verão.

Trigo considera que exemplos como o Manta Beach e o Sasha, licenciados pelas Câmaras de Vila Real de Santo António e Portimão, respetivamente, para funcionarem em julho e agosto, são "um roubo" aos contribuintes e lesam os empresários que investem milhares de euros para funcionarem legalmente todo o ano.




E em Faro, com tanta regulamentção nas esplanadas dos Cafés e Bares como seria tratada uma situação deste género caso houvesse?

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