sexta-feira, 7 de maio de 2010

Grupo Desportivo de Lagoa vence a Taça do Algarve, mas Farense protesta


O Grupo Desportivo de Lagoa venceu a Taça do Algarve em futebol, ao derrotar por 1-0 o Farense, em jogo disputado no passado dia 28 de Abril, no Estádio da Bela Vista, no Parchal (Lagoa). O golo dos lagoenses foi marcado por Douglas.

No entanto, a final da Taça acabou por não ser uma festa, com o treinador do Farense Joaquim Mendes a ser expulso logo na primeira parte.

Os protestos dos farenses continuaram depois de terminado o jogo.

Em comunicado, a direção do Farense salientou que «não obstante o Sporting Clube Farense ter anuído e compreendido as razões invocadas pela Associação de Futebol do Algarve para que a Final se realizasse nesse campo – praticamente “em casa do adversário” – sempre esperou que a organização se revestisse de neutralidade, como deve ser a realização de uma final».

Na sua opinião, o que aconteceu «foi totalmente o contrário, com os adeptos do SC Farense a serem descriminados e literalmente encostados a um canto do estádio, ficando toda a bancada central para os adeptos do clube adversário».

Pedro Gregório, presidente do Grupo Desportivo de Lagoa, contesta as alegações do Farense, salientando que as «medidas de segurança» tomadas em relação aos adeptos do clube de Faro se justificavam «em função de outras situações anteriores», como as que aconteceram em Odiáxere, onde houve distúrbios violentos.

«A Câmara de Lagoa, que foi quem cedeu o Estádio da Bela Vista para esta final, ao ser informada pela direção do Farense de que viriam ao jogo uns sete autocarros, com 300 a 400 adeptos, resolveu tomar medidas de segurança, colocando esses adeptos num dos lados das bancadas e até criando dois bares, para minimizar eventuais problemas», acrescenta Pedro Gregório.

«Se o senhor presidente da direção do Farense acha que isto foi mal feito eu pergunto-lhe quantos petardos ele ouviu os seus adeptos a mandar durante o jogo...São estes adeptos do Farense dignos de ficar numa bancada central?», interrogou o dirigente do Lagoa.

«Quando as pessoas não se comportam em família, como deveria ser o espírito de uma final de taça, têm de ser excluídas», concluiu Pedro Gregório, presidente do GD Lagoa, perante as críticas do clube de Faro.

Mas o Farense, no mesmo comunicado, considerou que também no campo desportivo «se notou uma tendenciosa ação no intuito de prejudicar» o clube de Faro.

Em protesto, a direção do Farense informou que não vai «inscrever o clube» na próxima edição da Taça do Algarve.



Não é nova esta "repulsa" e inimizade para com o Farense, mas daí a se tornar públicas posições sobre matérias, revestidas de argumentação falaciosa para explicar o sucedido, por pessoas com relevância no futebol algarvio, é de todo triste e lamentável.

Porque justificar a discriminação pura e total de todos os adeptos do Farenses, repito todos, com a postura violenta dos adeptos do Farense no passado, em especial no jogo de Ódeáxere sem saber o que de facto se passou e em que circunstâncias foi, e é injusto para as gentes de Faro.

Contudo, se tal aconteceu e se há relatos da situação como pode a polícia ignorar tais situações e não agir em conformidade para com os adeptos em causa, não prejudicando os "outros adeptos"?

Com também é triste verificar que este senhor com responsabilidades no futebol algarvio, desconhece o que são petardos, quando a polícia assistiu a esses inofensivos objectos sem mostrar qualquer apreensão a atitude activa para evitar novas explosões.

Por muito que custe, o correcto seria dividir a bancada central ao meio e distribuir os adeptos por cada um dos lados, trazendo neutralidade a uma final disputada em terreno supostamente neutro. Vide o exemplo do jogo Lusitano Vila Real x Farense, jogo determinante e de rivalidades disputado em 2008, ditando a ascenção do Farense à 3ª Divisão, no qual a atitude tomada foi esta, não havendo quaisquer distúrbios entre claques e adeptos, ambos mais preocupados em apoiar a sua equipa, do que em se provocarem entre si...

Custa muito perceber??

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