sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Discussão do modelo de financiamento da FAGAR para obras de esgotos no concelho de Faro

Faro: oposição contra proposta de financiamento da FAGAR
O PSD Faro acusa a autarquia local liderada pelo socialista José Apolinário, de querer poupar os privados de obrigações perante a empresa FAGAR, sobrecarregando mais o município financeiramente. Em causa uma proposta do executivo PS na última Assembleia Municipal realizada quarta-feira, que prevê a criação de um novo modelo de financiamento da FAGAR, que obrigaria a empresa a contrair um empréstimo de 17,5 milhões de euros. O problema é que, segundo o PSD, os sócios de direito privado da empresa estavam obrigados a prestações acessórias praticamente nesse montante, 18 milhões de euros, e nunca o cumpriram. “Não concretizado”, garante o partido. De acordo com o PSD, a proposta do PS fazia com que os sócios de direito privado ficassem com “o dever de entrar apenas com 3,5 milhões, como prestações acessórias não remuneradas”. “O PSD rejeita a solução preconizada pelo PS, que desonera os sócios de direito privado das suas obrigações iniciais, e em contrapartida onera o município com um encargo demasiado elevado”, diz o partido em comunicado. A proposta acabou rejeitada quer pelo PSD como por todos os partidos com assento da assembleia municipal. No comunicado o PSD desafia o executivo a “apresentar aos farenses uma proposta que salvaguarde os seus interesses e a posição do município na sociedade FAGAR”.


Executivo Camarário responde
Faro: obras de saneamento vão parar por culpa da oposição - acusa a autarquia
Os partidos da oposição na Assembleia Municipal de Faro chumbaram uma proposta do executivo para novo modelo de financiamento da FAGAR, o que de acordo com executivo, leva à paragem de obras de saneamento. “A posição assumida pelo Partido Social Democrata (PSD), Coligação Democrática Unitária (CDU) e Bloco de Esquerda (BE) tem como consequência a paragem das obras de abastecimento de água e saneamento básico às populações do interior do concelho”, lê-se, em comunicado expedido esta sexta-feira. A autarquia salienta “que a alteração do modelo financeiro da FAGAR, sendo uma imposição legal, é absolutamente necessária para a continuação das obras de abastecimento de água e saneamento básico às populações do interior”. A edilidade evoca quatro razões para a alteração do modelo de financiamento da FAGAR. Diz que “é indispensável para prosseguir as obras”, que “é uma imposição legal”, que “reduz os encargos a pagar pelos consumidores farenses”, e fala ainda em “defesa intransigente do interesse público”. A câmara salienta também “que uma eventual aquisição” dos 49% do capital social privado na FAGAR “corresponderia ao pagamento de uma compensação financeira que ascenderia a vários milhões de euros”.
In Região-Sul

A confirmar-se o que alega o PSD, não se percebe o "porquê" dos sócios privados não terem cumprido com o acordado, tendo agora que se sobrecarregar a empresa municipal FAGAR com um empréstimo bancário de largos milhares de euros... Aliás, também não se percebe o "porquê" do executivo camarário não responder a essa afirmação da oposição... Com tudo isto, quem fica lesado no imediato é o municipe farense que é incomodado com obras e mais obras nas estradas do Concelho, as quais se arrastam à muitos meses e que agora parecem não ter fim à vista...

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