quarta-feira, 2 de abril de 2008

Crise de golos e de inspiração afasta Farense da Taça

Na tarde/noite desta quarta feira o Farense teve mais uma longínqua deslocação pelo nosso Algarve para visitar Alvor em mais uma eliminatória da Taça do Algarve, num jogo muito aguardado e que se revelou decepcionante para as cores de Faro.
O jogo iniciou-se ainda de dia com uma leve aragem marítima, proporcionando ainda assim um belo cenário aos visitantes do Campo da Restinga, que mesmo numa quarta feira de trabalho, tinha mais talvez mais farenses que alvorenses a ver o jogo… Das 150 pessoas que estavam, pelos menos umas 70/80 eram adeptos farenses, que num sinal de clara confiança e união venceram as barreiras duma longa deslocação ao fim dum dia de labuta para apoiar o Farense nesta importante frente.

A partida iniciava-se então sob uma toada morna, em que as equipas se estudavam mutuamente, a ritmo lento e algo confuso e m resultado de muitos passes falhados que acabavam por não dar a entender ao espectador, da equipa que quereria assumir as rédeas da partida. Jogava essencialmente a meio campo, e os guarda redes embora tendo trabalho na reposição de algumas bolas em jogo, nenhuma defesa haviam efectuado até à meia hora de jogo, em consequência deste futebol desgarrado, onde apenas o Alvorense numa ocasião tinha tido uma oportunidade em que a bola rasou o poste esquerdo de Virgolino numa iniciativa pela direita. Percebia-se que as equipas aguardavam um eventual erro para lançar contra ataques rápidos e Os lances perigosos do farense acabavam também por acontecer nesta fase de jogo em virtude das muitas faltas que os homens de Alvor faziam, proporcionando aos Leões de Faro alguns cruzamentos para área e que iam dando a ideia de que o jogo se poderia decidir em jogadas de bola parada, se bem que ainda um pouco longes da baliza.
Na verdade, nesta primeira parte o futebol acabava mesmo por deixar um pouco a desejar, com o Farense a terminar um pouquinho melhor que o Alvorense, mas nunca justificando vantagem, que até poderia ter acontecido ao cair do pano numa incursão de Caras pela esquerda, remate defendido pelo guardião contrário.

Na segunda parte, o jogo iniciava-se ainda na mesma toada, mas um condicionalismo de ordem física do “azarado”Hernâni, obrigava Portela a mexer prematuramente na equipa, queimando uma substituição que porventura se revelaria importante com o decorrer do jogo. Sem jogar bem, começamos a perceber a partir do meio da segunda parte, que o Farense quereria mesmo resolver o jogo antes de chegar aos penaltis, jogando um futebol mais incisivo, mas com pouca imaginação e criatividade, privilegiando um futebol directo que desgastava o adversário, mas que não era cativante para o espectador. Jorge Portela, ainda impossibilitado de dirigir a equipa, devido à expulsão contra o Ferreiras, apostava então tudo nesse tipo de futebol e no ultimo quarto de hora colocava Bruno em campo, colocando então 4 homens em cunha no ataque, obrigando a equipa de Alvor a defender mais atrás e a se esticar mais quando fazia algumas investidas, que poderiam até ter causado alguns dissabores a Virgolino que foi surpreendido com 3 ou 4 remates perigosos. Contudo percebia-se que o Farense queria decidir a eliminatória e poderia ter mesmo decidido a mesma pois Edinho, Rui Loja ou Barão dispuseram de oportunidades para decidir a partida, situação a acontecer não escandalizaria ninguém pois o Farense mesmo sem jogar bem, era a melhor equipa em campo e a mais perigosa. Com o finalizar da partida, tudo se decidiria nos penaltis, onde o Farense iniciou primeiro a marcação dos mesmos com Edinho a fazer a golo e a deixar logo uma esperança renovada na passagem à próxima fase, mas que seria gorada após a infelicidade de Barão e Paulinho na cobrança dos mesmos.

Gostava só de deixar uma questão no ar, e que várias vezes me questionei durante a segunda parte, percebendo que o Farense estava em claro défice de criatividade e imaginação no seu jogo: tendo Brasa no banco, e jogando-se um jogo decisivo desta natureza, não seria lógico coloca-lo em campo, nem que fosse para jogar 20 minutos? Acredito que a substituição de Hernâni tenha diminuindo as opções de Portela, mas deixar um elemento como Brasa de fora a partida inteira, num jogo que se estava a revelar difícil, não terá sido uma situação questionável??? Porque se não estava na intenção de Portela por o Brasa a jogar quando estava empatado e a necessitar de fazer algo, então mais valia nem pô-lo no banco, acredito eu…


Ficha de Jogo: Estádio da Restinga (Alvor),
20 horas, 02/04/2008
Assistência: 150 espectadores
ALVORENSE 0-0 FARENSE (4-3 g.p.)

Penaltys: Edinho (1) Golo; Barão (2) Defesa; Rui Loja (3) Golo; Bruno (4) Golo; Paulinho (5) Defesa

Farense: Virgolino; Amilcar, Hernâni (Wilson 52 mn), Sousa, Caras; Márcio, Ferrari(Barão 84mn), Andrezinho (Bruno 78mn), Paulinho, Rui Loja, Edinho. Treinador: Jorge Portela (Pedro Benje)

1 comentário:

Jorge disse...

Acredita....e acredita muito bem!
Mas o Portela, é um técnico falacioso, mas perdedor! Vidé o seu "curriculum"...
Oxalá quebre essa tendência aqui no Farense, porque senão...