quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Finalmente a Regionalização... Sócrates defende divisão de Portugal em cinco regiões

O primeiro-ministro, José Sócrates, reconheceu hoje que a ideia das cinco regiões não é "completamente unânime" no PS, mas considerou que o Estado está preparado para a reforma "indispensável e urgente" da regionalização.

"Não espero, porque isso nunca é de esperar num grande partido como o PS, que esta ideia das cinco regiões seja completamente unânime no nosso partido. Eu sei que não é", afirmou José Sócrates, no encerramento das jornadas parlamentares do PS, que decorreram em Beja.

Contudo, acrescentou, será possível para o PS "viver com esta salutar e sã discordância", agora que o Estado está preparado para proceder à "reforma indispensável e urgente no sentido do desenvolvimento e da maturidade democrática que é a criação das regiões administrativas", depois de obtidos os "consensos políticos indispensáveis".

Referindo-se implicitamente àqueles que discordam da criação de uma única região no Alentejo, o primeiro-ministro e secretário-geral socialista disse estar ainda convencido que os que querem a regionalização no nosso país "percebem que a regionalização ou existirá com cinco regiões ou não sairá do papel".

José Sócrates fez também referência ao 'chumbo' da regionalização no referendo de 1998, considerando que "grande parte do não" ficou a dever-se àquilo que foi a proposta do PS de divisão administrativa.

"Julgo que hoje essas cinco regiões recolhem um consenso social e político que permitirá avançar", sublinhou.
O PSD já anunciou que concorda com a realização de um novo referendo sobre a regionalização, mas apenas depois das eleições presidenciais de 2011.


Parece que já não falta tudo para que o Algarve possa, finalmente, ser uma a região administrativa, governada por algarvios, com poderes redobrados no sentido de dinamizar toda a região e catapultá-la para níveis de vida mais consonantes e dotada de uma economia mais forte e diversificada e desenvolvimento mais próximo das médias europeias... Para já não passa de uma promessa, mas o futuro é já ali...

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