sábado, 6 de fevereiro de 2010

160 postos de trabalho em risco na Câmara de Faro

O Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL) acusou hoje a Câmara de Faro de não renovar 160 contratos a termo, situação que a autarquia.

O coordenador da direcção da estrutura sindical no Algarve, Hélio Encarnação, disse à Agência Lusa que tomou conhecimento desta intenção “através de contactos realizados dentro da Câmara” durante a greve de hoje.

O dirigente sindical lamentou que “neste momento sejam as autarquias a contribuir” para aumentar o desemprego na região, que vive “um problema social muito grave” e “é a que tem mais desemprego no país”.

Contactado pela Lusa, o presidente da autarquia, Macário Correia, disse não querer prestar declarações públicas sobre a matéria, mas afirmou, no entanto, que a denúncia do sindicato “não é verdade nem tem qualquer fundamento”.

“O meu contrato de três anos vai terminar em breve e não vai ser renovado”, disse à Lusa um funcionário da Câmara que pediu anonimato, acrescentando que a autarquia enviou uma circular interna a informar da não renovação dos contratos.

“A saída destes funcionários está a acontecer em todos os departamentos, desde a secção de obras, passando pelas auxiliares de educação”, frisou o funcionário.

“Tivemos conhecimento desta intenção e de que o número de despedimentos na Câmara de Faro seriam na ordem dos 160 contratos a termo que vão terminando e à medida que terminarem não há intenção de os renovar“, afirmou o dirigente sindical.

O sindicalista precisou que “a informação partiu de trabalhadores de departamentos da câmara ligados a sectores que tratam destes assuntos”.

Hélio Encarnação disse que o sindicato “vê essa questão como um problema social muito grave”, porque “o Algarve é a região com mais desemprego no país neste momento” e “as próprias autarquias estão a contribuir para isso”.

O sindicalista adiantou que o STAL vai “falar novamente com o presidente da Câmara” para manifestar “preocupação relativamente ao agravamento da situação social se a autarquia não atender a estas situações”.

Por seu lado, António Goulart, da União de Sindicatos do Algarve, lamentou que “a câmara de Faro não seja parte da solução, mas sim do problema, ao contribuir para o aumento do desemprego na região”.

“Todo e qualquer posto de trabalho que se perca neste momento no Algarve é um contributo horrível para esta mancha enorme de desemprego que está a alastrar na região e nos está a preocupar imenso”, afirmou.

O dirigente sublinhou que “mais do que nunca a União está contra a perda de postos de trabalho, sobretudo se eles vierem do sector público”.

“Num momento em que o Algarve precisa é de criação de postos de trabalho, mais emprego e resolver este problema gravíssimo que tem, qualquer perda de postos trabalho que possa existir é um péssimo contributo para a solução. Não é fazer parte da solução, é fazer parte do problema“, concluiu.



Mesmo que Macário Correia já tenha vindo "desconfirmar" este rumor, pergunto eu, qual será o passo lógico dum gestor, quando se depara com pessoal excedentário, admitido na maior parte dos casos ao abrigo do clientelismo político, num cenário em que a entidade empregadora está tecnicamente falida??

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