domingo, 3 de janeiro de 2010

Depois do dilúvio veio a... reviravolta!

As equipas trocaram de equipamentos ao intervalo, devido à sujidade nos equipamentos, e regressando com equipamentos muito semelhantes, obrigando o árbitro pedir coletes para complementar o equipamento do Castrense


Dado que muitos farenses não puderam hoje estar presentes em Castro Verde e empolgado pela emocionante vitória obtida pelos Leões de Faro, na estreia de Rui Esteves na Terceira Divisão com o Farense, interrompo hoje, e excepcionalmente o formato breve que havia adoptado para os jogos do emblema da capital algarvia.

Numa deslocação aguardada com enorme expectativa, foram de facto as condições climatéricas que impediram a presença de mais farenses em Castro Verde, mas apesar de tudo, valeu a pena estar na bancada central do estádio, na segunda fila mais alta da bancada, na qual os espectadores levaram com chuva em grandes quantidade não obstante os 8,5 euros cobrados a não sócios...

Desde logo se notou a ausência de jogadores como Pintassilgo, Rodrigo ou Justo no onze de Rui Esteves, que adoptaria nesta partida um curioso sistema táctico, que defendia em 4x1x2x2x1, mas que derivava para um sistema com apenas três defesas, com a subida dos laterais no terreno e o recuo momentâneo de Luís Lopes para a zona central da defesa. O Farense acabou por entrar mais dominante na partida, pertencendo a Alvarinho o primeiro remate à baliza do encontro, aos 8 minutos mas sem perigo para o guardião João Carlos. Desde logo se percebeu a lamentável atitude do treinador alentejano que por três ou quatro vezes queimou tempo, retendo a bola de jogo e enviando-a para longe dos jogadores farenses que se dirigiam a ele para poder prosseguir o jogo. Foram as muitas paragens e o terreno pesado que a partir desse momento condicionaram cada vez mais o desenrolar da partida com o jogo a tornar-se feio, numa altura em que a chuva ia caindo com cada vez mais intensidade no Municipal 25 de Abril, limitando o jogo das duas equipas com o Castrense a mostrar sempre as garras, nalguns lances de contra ataque.

Na segunda parte, cedo Rui Esteves lançou Alemão em campo, na tentativa de ganhar mais presença junto da área, trocando o inconsequente Toni. O jogo mantinha o cariz do final da primeira parte, dividido e com recurso a um jogo directo, dado que o relvado não permitia mais "invenções" por parte dos jogadores. Nota para o facto das equipas regressarem para a segunda parte com equipamentos idênticos, obrigando a que o Castrense jogasse como forma de recurso, com coletes laranjas, por forma a não confundir a equipa de arbitragem. O jogo ia ganhando cada vez mais luta, e seria como premeio da organização e garra alentejana perante um adversário mais reputado que abririam o marcador pouco depois da hora de jogo, num lance de contra ataque que pôs a nu as fragilidades físicas do regressado Cannigia após lesão.

Rui Esteves não teve outra hipótese senão mexer logo na equipa, lançando um homem fresco para o meio campo e tambA muita chuva e os fumos dos South Side Boys deixaram por momentos o acompanhamento do jogo imperceptívelém David Justo, para dar maior profundidade à ala direita e explorar o jogo aéreo de Bruno, uma das poucas armas para se chegar ao golo num terreno tão pesado. Contudo, o Farense não reagiu bem ao golo, passando alguns minutos dentro do seu meio campo, ainda atordoado pelo entusiasmo nas hostes alentejanas que, aos 75 minutos reclamariam uma grande penalidade num lance duvidoso e contestado pelos locais, mas que não foi atendido pelo árbitro João Letras, por sinal o mesmo árbitro do jogo do ano passado... Apesar do Farense ir ganhado cada vez mais ascendente no terreno, os cruzamento tornavam-se inconsequentes, desesperando os adeptos farenses presentes, numa sensação de deja vu, em relação ao jogo de Monte Gordo, até porque, por essa altura, já o Castrense jogava com menos um jogador, após expulsão de Hugo Venâncio aos 70 minutos.

O jogo entrava então nos últimos dez minutos e já com a céu a abrir, seria perto do fim que os algarvios alcançariam o precioso empate, após três tentativas falhadas em três minutos. Primeiro num remate espectacular de primeira de Filhó pela esquerda, depois no ressalto com a bola a ser rechaçada sobre a linha de golo, seguindo-se um canto onde Bruno permite ao guardião local uma defesa de recurso. No canto seguinte seria a festa do empate, que se transformou numa autêntica loucura na jogada seguinte, após livre de Alvarinho que redundou no 1-2. Estava consumada a vantagem, muito comemorada pelos algarvios, mas contestada pelos locais que se lamentaram e muito, de sucessivos erros da equipa de arbitragem, na verdade de fraca qualidade, mas que não desculpa as muitas quezílias dos seus jogadores na recta final da partida, terminando o encontro com apenas nove jogadores.

Assim, conseguiu o Farense uma vitória que o mantém na carruagem da frente, trazendo de Castro Verde mais três pontos, sofridos mas justos pelo querer da equipa até final.


Ficha de Jogo:
Estádio Municipal 25 de Abril (Castro Verde)
15h00, 03/01/2010
Assistência: 250 espectadores
Árbitro: João Letras (Évora)
CASTRENSE 1-2 FARENSE


(62 mn, por Jorge Monteiro, numa jogada rápida de contra ataque pela meia esquerda do seu ataque, este, passa em velocidade pela defesa farense e à saída de Gonçalo remata cruzado para o fundo das malhas)
(84mn, por Idalécio, aproveitando a muita confusão num ressalto dentro da pequena área, na sequência dum canto e conferindo assim o golo da igualdade)
(86mn, por Bruno, logo nos instantes seguintes ao golo do empate o Farense ganha um livre na meia esquerda do seu ataque, o qual é cobrado por Alvarinho exemplarmente para a cabeça de Bruno, que, mais alto que todos, envia a bola por alto para o poste mais distante)

Farense: Gonçalo; Cannigia (Quadros, 64mn), Ró-Ró, Idalécio, Filhó; Luís Lopes, Norberto, Luís Afonso (Justo, 66mn); Toni (Alemão, 52mn), Alvarinho e Bruno. Treinador: Rui Esteves

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