sábado, 28 de março de 2009

Nem com 12 jogadores ganharam o amigável com os eternos rivais

O Farense deslocou-se na tarde de hoje à cidade de Olhão, para defrontar o seus eternos rivais, desta feita reeditando velhos tempos em que o bairrismo era mais evidente entre as populações de ambas as localidades. Tratando-se dum jogo-treino, e estando o Olhanense privado de algumas das suas pedras mais influentes, esperava-se um jogo morno em que estaria em mente por parte dos técnicos dar ritmo competitivo ao seu grupo nesta paragem dos campeonatos.

A partida, que ao todo não durou mais que 84 minutos, foi antecedida duma pequena homenagem a Edinho, antiga glória do Olhanense, mas também do Farense, onde agora exerce funções de treinador adjunto, por parte da direcção rubro negra, facto aplaudido pelos adeptos presentes. Quanto ao jogo, assistimos a uma primeira parte enfadonha, lenta, onde nem se notava a diferença de "andamento" das duas equipas, tendo mesmo sido o Farense a criar o primeiro lance de maior perigo num remate de longe que embateu no poste direito da baliza defendida por Bruno Veríssimo, após um corte deficiente da defesa olhanense. Estava dado o mote para Della Pasqua aproveitar um livre ainda longe da baliza para adiantar os farenses no marcador, numa fase em que o Olhanense continuava a jogar de forma apática e sem criatividade. Com o tempo foi conquistando alguns livres e tentando jogar mais em cima do Farense, mas os Leões de Faro foram sempre dando boa réplica, justificando a vantagem no marcador, não obstante uma grande penalidade muito duvidosa que Gonçalo defenderia já no fim da primeira parte.

No segundo tempo, as equipas rodariam grande parte dos jogadores disponíveis no relvado do José Arcanjo, e cabia ao Olhanense puxar dos galões e tentar inverter o resultado adverso. Embora dominadores os homens de Olhão continuavam a denotar dificuldades na finalização e nem mesmo Djalmir, embora se notando a sua capacidade de goleador conseguia marcar o golo do empate, que por algumas vezes foi negado, quer por Gonçalo, quer novamente pelo poste direito da baliza sul, ou mesmo pelos defesas farenses que tiraram algumas bolas muito perto da linha de golo, em jogadas perigosas dos rubro negros. Quando o Farense já apresentava um onze praticamente só com reservistas, o quel ainda assim mantinha alguma consistência na sua perfomance, seria novamente Hélder Rocha a entrar em jogo para favorecer a "sua equipa", assinalando um penalty que seria depois convertido por Djalmir. Estava consumado o desejado empate dos locais, que viram ainda o Farense falhar em contra ataque na última jogada da partida um golo que parecia certo, mas que foi evitado por duas vezes.

Jogo Particular
Estádio José Arcanjo (Olhão)
Assistência: 600 espectadores
15h30, 28/03/2009
Árbitro: Hélder Rocha
OLHANENSE 1-1 FARENSE

(20 mn, por Della Pasqua, na cobrança dum livre directo a uns bons vinte e cinco metros da baliza que só parou no fundo das malhas defendidas por Bruno Veríssimo)
(77 mn, por Djalmir, que rematou para o lado esquerdo de Gonçalo e enganou o farense na conversão duma grande penalidade muito duvidosa)

Farense: Gonçalo; Cannigia, Carlos Neves, Rui Graça, Wilson; Luís Afonso, Barão, Zé Nascimento, Pintassilgo, Klébson, Della Pásqua.
Entraram na segunda parte: Caras, Miranda, Dinis, André Calado, Arlindo, Justo, Hernâni, Toni, Cannigia e Barão. Treinador: António Barão

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