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domingo, 2 de agosto de 2009

Estreia Farense termina com vitória tranquila do Olhanense

Mais vale apanhar H1N1 do que ser Olhanense,
pelos South Side Boys

Torneio da AFA, Meia-Final
Estádio da Nora (Ferreiras)
Assistência: 200 espectadores
19 horas, 01/08/2009
Árbitro: Nuno Guerreiro (Algarve)
FARENSE 0-2 OLHANENSE

(5 mn, por Fábio, na sequência duma bola bombeada para a área, após vários toques de jogadores olhanenses pelo ar, surge Fábio, imparável a fuzilar de pé esquerdo no interior da área)
(29m, por Rui Baião, marcando de cabeça na sequência duma cruzamento da direita para área, na qual o guarda redes Edgar sai extemporaneamente da baliza, proporcionando a Rui Baião um golo de cabeça)

Farense: Edgar (1); Cannigia (7), Luis Lopes (4), Idalécio (27), Caras (22); Arlindo (6), Luis Afonso (13), Rodrigo (10), Justo (23), Norberto (20), Bruno (16). Treinador: Edinho
Jogaram na segunda parte: Gonçalo (24), Filhó (15), Wilson (5), Pintassilgo (14), Quadros (8), Toni (17), Alemão (9), Danilo (30).


O Farense deu ínicio na tarde de ontem a mais uma longa caminhada, que se quer ultrapassada com sucesso, numa altura em que está prestes a comemorar 100 anos de existência. Estreando-se em jogos neste ano desportivo, os Leões de Faro tinham como adversário o seu eterno rival, o Olhanense, este ano de regressa à 1.ª Divisão, 35 anos após a última passagem. Estavam por isso em confronto as duas equipas algarvias com maior historial no futebol nacional, trazendo à memória outros tempos, mas sempre com a genuina alma presente das suas gentes, mesmo que o Farense esteja abaixo dos patamares que nos habituou.

Neste solarengo fim de tarde de sábado, o Estádio da Nora, nas Ferreiras, recebia então os dois conjuntos, perante o olhar atento de duas centenas de pessoas, e muita presença de adeptos farenses. O Farense, que apresentava 4 novidades no onze inicial face à época passada, acusou a sua prematura preparação, frente a um adversário com um orçamento dez vezes superior e já com um mês de trabalho para trás, sofrendo um golo nos primeiros minutos de jogo. Apesar de nesses momentos se notar algum equilíbrio, embora com maior clarividência de jogo por parte dos rubro negros, nada justificava a vantagem dos comandados de Jorge Costa, que a partir daí começaram a desenvolver com maior facilidade o seu futebol, angariando muitos cantos e não se coibindo de rematar à baliza de Edgar. Os lances de perigo iam se sucedendo com destaque para um chapéu de Guga, aos 20 minutos, que causou muito perigo às redes farenses, bem como noutro lance em que Edgar sairia precipitadamente da baliza deixando-a à mercê dum atacante olhanense que de baliza escancarada rematou contra Arlindo. O segundo golo do Olhanense adivinhava-se e aos 29 minutos, em mais um lance precipitado da defesa farense, Rui Baião conferiria o 0-2. Com o resultado já seguro, os olhanenses optaram então por reduzir um pouco a intensidade de jogo, interrompida a espaços por algumas triangulações ao primeiro toque que causavam calafrios à defesa farense. Por seu turno, o Farense parecia cair fisicamente, situação natural nesta fase da época e frente a um adversário que mesmo jogando a meio gás obrigava a muito jogo sem bola dos atletas farenses. Jogando no habitual 4x3x3 de épocas anteriores, o Farense por alguns momentos tentava o contra ataque, muitas vezes na busca de Norberto e Justo nas alas, queixando-se de dois lances com algumas dúvidas no interior da grande área olhanense.

Chegávamos à segunda parte, e Edinho, na estreia como treinador principal, optou naturalmente por lançar logo algumas unidades na partida, o mesmo fazendo Jorge Costa, que havia iniciado o jogo com alguns potenciais titulares no banco. Se a primeira parte havia terminado "em baixo", melhor não se assistiu na segunda que foi jogada a um ritmo lento e com pouco interesse para os espectadores. Nota para uma jogada dividida entre Pintassilgo e Ventura, obrigando o primeiro a ser logo assistido após ter saído maltratado desse choque, situação que foi prontamente remediada pelos médicos das duas equipas. Mais algumas alterações foram ocorrendo no decorrer da segunda parte com destaque para a entrada de um jogador de que muitos se interrogam, mas que à primeira vista poderá ser uma mais valia para o plantel às ordens de Edinho. Trata-se de Alemão, jogador experiente, mas que nos parece ter alguma cultura táctica e embora não seja novo, não é lento de movimentos, mostrando vontade e um poderio físico assinalável. Num jogo com pouco interesse, destaque apenas para mais duas jogadas perigosas, uma num remate fortíssimo de Castro que de fora da área enviou o esférico ao travessão da baliza de Gonçalo, e por fim, já no termo do jogo, por Idalécio, que se elevou mais alto do que os outros e efectuou uma cabeçada que enviou a bola a razar o poste esquerdo da baliza de Ventura.

Em suma, um bom treino para o Farense, a quem não se podiam regatear mais esforços nesta fase da época, contra uma adversário de outra dimensão, mas que que neste jogo optou por não imprimir uma toada de jogo viva, numa partida que teve uma arbitragem algo contestada pelas hostes farenses, mas para o qual damos o beneficio da dúvida.

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