sexta-feira, 23 de julho de 2010

Macário Correia duvida de avanço do concurso para hospital central


O presidente da Câmara de Faro disse hoje duvidar do avanço do concurso público para a construção do Hospital Central do Algarve, lançado há mais de dois anos e por enquanto sem vencedor à vista.

Questionado pela Lusa, o presidente da ARS/Algarve, Rui Lourenço, nega que o concurso tenha parado e afirma que, apesar de "atrasos iniciais" relacionados com pedidos de contraditório dos concorrentes, tudo está a decorrer "dentro do calendário".

O concurso arrancou em maio de 2008 e a avaliação de propostas em janeiro deste ano, mas os valores apresentados pelos dois concorrentes (selecionados de um conjunto inicial de sete) estavam acima do limite determinado pelo Estado.

Em declarações à Lusa, Macário Correia afirmou que só acredita no avanço da estrutura, que ficará localizada no Parque das Cidades, quando vir "obra no terreno e máquinas a trabalhar", já que há "muitas promessas", mas "nada de palpável".

"Até agora, o Governo só nos tem apresentado vídeos em cerimónias com cocktails", disse, referindo-se às cerimónias de apresentação dos projetos de construção do hospital central, requalificação da EN125 e das frentes da Ria Formosa.

"Desejo e anseio que o hospital arranque quanto antes, mas a tendência em termos do Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) parece ser a de concluir o que está em curso e não avançar com novas obras", sublinhou.

Em declarações à Lusa, o presidente da ARS/Algarve, Rui Lourenço, afirmou que o calendário do concurso público "está a decorrer como previsto" e aponta o início de agosto como a data provável para o arranque do processo negocial.

Segundo aquele responsável, prevê-se que as negociações - durante as quais haverá uma tentativa de aproximação dos valores das propostas aos fixados pelo comparador público -, durem cerca de cinco meses, até janeiro do próximo ano.

Rui Lourenço diz ainda estimar que durante o primeiro trimestre do próximo ano a proposta vencedora possa ser submetida ao visto do Tribunal de Contas para adjudicação final.

O futuro Hospital Central do Algarve servirá uma população de cerca de 800 mil habitantes (o dobro da população algarvia), contando com a afluência sazonal de turistas.

A nova unidade deverá ter 524 camas para internamento e um bloco operatório com 10 salas, sendo que a área de consulta externa terá 66 gabinetes, onde se poderão realizar anualmente cerca de 220 mil consultas.





Sempre ao seu estilo, Macário Correia arraza mais uma vez os poderes instalados na capital portuguesa. À imagem do que escrevo muitas vezes neste espaço, com o intuito de defender os interesses da minha Região, Macário Correia diz que só acredita na obra quando a ver em execução no terreno! Se na Variante a Faro esperámos dez anos para ver as máquinas a laborar para concluir a segunda fase, se em Faro temos um Pavilhão Gimnodesportivo para inaugurar à 4 anos ou se neste caso especifico do Hospital Central, o Governo Rosa, sempre em véspera de eleições lá vai visitar o espaço e esbanjar mais uns euros do erário público, então que certeza terá também o Zé Povinho do cumprimento das promessas?

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