quarta-feira, 1 de outubro de 2008

São Luís: Negócio segue para segundo “round”

Empresa com melhor proposta não conseguiu pagar o sinal

A venda do Estádio de São Luís, em Faro, vai seguir para novo "round", depois de a empresa que apresentou a melhor proposta no primeiro concurso não ter cumprido o pagamento do sinal, revelou hoje a comissão de venda do recinto.

De acordo com as explicações do líder da comissão, Aníbal Guerreiro, a Byte Eficaz – Construções, Lda. apresentou uma proposta acima do valor-base de 14 milhões de euros mas retardou o pagamento do sinal nas últimas três semanas e não cumpriu essa regra do concurso. Face à situação, a comissão de venda decidiu avançar para novo concurso, de forma a cumprir o mandato que lhe foi dado pelos sócios do Farense e resolver a situação financeira do clube.
Texto In Região-Sul


Venda do São Luís volta à estaca zero
Das duas empresas que concorreram para comprar o Estádio de São Luís, uma foi posta de parte e outra não cumpriu com o pagamento inicial. Novo concurso segue dentro de uma semana. Saiba mais.
A expectativa da venda do Estádio de São Luís foi defraudada hoje à tarde, numa conferência de imprensa dada pela Comissão de Venda, quando foi anunciado que não se chegou a acordo com a empresa que estava em concurso.
No início de Setembro deram entrada duas propostas que ultrapassavam os 14 milhões pedidos no concurso, a da Retail Parks de Portugal SGPS e a de uma empresa de construção do norte: a Byte Eficaz Construções.
A primeira foi automaticamente excluída por querer incluir no negócio o ginásio-sede do Farense
, uma parte do terreno que não está à venda.
Já a empresa nortenha apresentou uma proposta válida, mas a (recorrente) falta de pagamento do sinal (5 por cento do valor total) fez com que o negócio caísse por terra.
Passámos este tempo todo a negociar diariamente com os representantes da empresa e sempre foi dito que o sinal chegaria, mas nunca chegou”, avança Aníbal Guerreiro, presidente da comissão, que decidiu prontamente avançar com um novo concurso.
Todos estamos interessados em resolver a situação”, sublinha ainda Aníbal Guerreiro e constata que a recente crise no mercado financeiro poderá ter tido influência na ‘desistência’ da empresa que fez a proposta.
A negociação com o IAPMEI para o alargamento do prazo para pagar os cerca de 9 milhões de dívidas do Farense poderá ser um factor que levará este novo concurso - que deverá avançar na próxima semana - a ter sucesso, pois, “haverá mais tempo para negociar”.
A comissão também estabeleceu que no novo concurso haverá algumas alterações no regulamento, com algumas "facilidades" no modo de pagamento da parte dos preponentes.
Carlos Ataíde, outro dos membros da comissão, relembra que é bom para todas as partes que o negócio de venda vá para a frente: “Há que haver bom senso entre os credores, pois mais vale um pássaro na mão que dois a voar”.
“Se fosse para um centro comercial já estava vendido”
A área que está à venda divide-se em 29 mil metros quadrados para construir habitação e cinco mil para o comércio, o que invalida que se construa qualquer grande superfície comercial.
Se fosse para um centro comercial já estava vendido”, diz Aníbal Guerreiro, relembrando que hoje em dia é mais difícil vender terreno para a construção de habitação, sendo esta outra razão para que não houvesse mais propostas.

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