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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Depois do "País irmão" vem os Nossos irmãos...


Quem viu e depois reflectiu sobre a exibição da Selecção Nacional no jogo contra a Costa do Marfim, decerto ficou hoje muito satisfeito com o apuramento de Portugal para os oitavos de final do Mundial 2010. Digamos que o objectivo mínimo está atingido e a partir de agora começará efectivamente o verdadeiro mundial dos jogos "mata-mata" em que o risco é total e um mero erro deita a perder a continuidade de qualquer selecção em prova.


Pela lógica, o que estava projectado, com maior ou menor dificuldade acabou por se cumprir e o emparelhamento com a Espanha, vencedora do grupo H, é efectivo já no dia 29 de Junho, pelas 19.h30. À entrada para este Mundial 2010 tinha estabelecido por esta ordem a minha opinião acerca dos favoritos; Argentina, Brasil e Espanha. E o facto é que todos eles venceram os seus grupos de qualificação, destacando a selecção espanhola que dos três denotou mais dificuldades depois do desaire inaugural com a Suíça. Esta curiosidade acaba por ir de encontro à corrente deste torneio onde as equipas americanas tem se superiorizado ao futebol europeu. Dos 16 apurados, apuraram-se 5 em 5 as equipas da América do Sul, a que se juntam as equipas do México e Estados Unidos na Conferencia da América Central e do Norte, caindo apenas deste lote a selecção das Honduras. Os europeus e africanos, foram efectivamente os maiores derrotados até ao momento com a Europa a apurar apenas e África a manter em prova o Gana, depois de ter iniciado a competição com 6 equipas. A Europa por seu turno apurou 6 das 13 equipas que iniciaram a prova, com especial destaque para a crise nos dois últimos finalistas Itália e França, enredadas inicialmente escolhas polémicas e assentando numa linha de futebol cada vez mais táctica e sem imaginação.


Pois no jogo de hoje, estivemos perante duas equipas com estilos de jogo semelhantes, com uma identidade de jogo baseada no controlo de jogo, estilo de passe curto e apoiado, procurando fazer a diferença na frente com jogadores habilidosos, rápidos e criativos, mas que cada vez mais denunciam um rigor táctico e calculismo, fruto das ideias ditadas pelos seus líderes. O empate foi um resultado justo para duas formações que queriam ganhar mas que atacavam com menos jogadores que o normal e dessa forma pouca evidência houve. Positivamente destaco na selecção portuguesa a forma ascendente de Ronaldo, a segurança de Eduardo e a fantástica estreia de Coentrão na Selecção Nacional, sim estreia, porque durante um ano, o melhor lateral esquerdo do Campeonato do Mundo não era o melhor para Queiróz em Portugal ... Das 6 equipas europeias apuradas, as que jogaram futebol mais atacante venceram os grupos (Espanha, Holanda e Alemanha) e as que jogaram o apuramento sob o efeito do calculismo ficaram apurados mas no segundo posto (Eslováquia, Inglaterra e Portugal).


Tornar-se-à interessante perceber como estas selecções, com instinto para defender resultados em jogos de equilíbrio com o opositor se organizarão e mostrarão argumentos para virar resultados nesta segunda fase quando o jogo do "mata-mata" for uma realidade.


Agora o adversário será a Espanha, e pelo que tenho lido a critica espanhola embora satisfeita com as exibições, realça que a equipa não têm o fulgor de 2008, descendo a Terra a respeitando a equipa portuguesa. O jogo não será fácil para nenhum dos conjuntos mas pelo que vi hoje, será importante não oferecer a bola ao carrocel espanhol, porque este têm argumento dentro e fora da área para resolver os jogos... E isso só se consegue, com agressividade e controlo de jogo atacante por parte de Portugal.

Têm agora a palavra Queiróz...

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