quarta-feira, 16 de junho de 2010

Pavilhão Gimnodesportivo de Faro vandalizado antes de ser estreado


O Pavilhão Gimnodesportivo de Faro não foi ainda inaugurado mas já tem utilizadores, neste caso nada respeitadores do espaço e com tendência para o destruir.

Apesar de não ter sido sequer inaugurado, este imóvel já precisa de obras, fruto de atos de vandalismo que se têm sucedido nas últimas semanas.

A inauguração deste pavilhão chegou a ser anunciada para Setembro de 2007, pelo anterior executivo PS, mas a autarquia nunca conseguiu resolver o diferendo que tinha com a empresa construtora, que, ao longo dos anos, intentou três ações judiciais contra a Câmara de Faro com pedidos de indemnização, cujo valor global ascendia aos 2,2 milhões de euros.

Enquanto o impasse se mantém, o espaço foi invadido por desconhecidos, que terão entrado por uma porta lateral do edifício, longe dos olhares de quem passa na EN 125, ali ao lado, a artéria com mais movimento naquele local.

As estruturas mais próximas, as Piscinas Municipais e o campo de futebol, só têm movimento durante o dia.

Hoje, o edifício novo e quase concluído já não aparenta sê-lo, em muitas das suas divisões. Há portas que ainda estão nos gonzos, mas que têm buracos, em alguns casos de tamanho suficiente para caber um adulto.

As janelas e portas envidraçadas existentes no interior foram em muitos casos partidas ou estilhaçadas. O material ali armazenado e que será utilizado para montar bancadas e outras estruturas também foi remexido e arrancados fios de cobre dos quadros elétricos.

Ironicamente, numa das paredes interiores pode-se ler a inscrição «andam a brincar com a nossa guita», que se adivinha ser da autoria dos invasores do espaço.

Esta é uma situação que o presidente da Câmara de Faro Macário Correia diz já conhecer, mas que só poderá resolver a partir do momento em que a autarquia, que encomendou a obra, «tomar posse administrativa do edifício, algo que deverá acontecer nas próximas semanas».

A passagem do pavilhão para as mãos da Câmara está dependente de uma assembleia-geral dos credores da empresa que efetuou a empreitada, que «entrou em processo de insolvência», a ter lugar no dia 18 de Junho.

O empreiteiro nunca entregou a obra ao município, apesar de a ter praticamente concluída há quase três anos, por falta de pagamento por parte da entidade pública.

O autarca farense confessou que esta é uma situação que «causa preocupações» ao atual executivo e garantiu que irá agir assim que possível, sem, no entanto, especificar qual será a linha de atuação que irá seguir.

Quanto à avaliação da dimensão dos estragos num edifício por estrear, só poderá ser feita a partir do momento em que a sua gestão passar para a Câmara, pois de momento a autarquia «não lá pode entrar».

Um porta-voz do gabinete de Macário Correia adiantou ao nosso jornal que os estragos, neste momento, «correm por conta do empreiteiro», uma vez que a obra não foi entregue.

Do lado da Polícia de Segurança Pública, chega a garantia que não deu entrada nos seus serviços nenhuma queixa sobre atos de vandalismo. Também não foram notados nenhuns atos de vandalismo ou atividade criminal «fora do normal» naquela zona da cidade, garantiu uma porta-voz do comando de Faro da PSP.

Normalmente, explicou a mesma fonte, a polícia só entrará num edifício privado «caso haja uma queixa por parte do dono ou caso haja vizinhos que notem alguma atividade invulgar».

«Se um carro-patrulha vir algo de anormal, também irá lá ver o que se passa», disse. Algo que não terá acontecido até agora. Ficou a garantia por parte da PSP de que «os carros-patrulha irão tomar mais atenção quando passarem na zona, nomeadamente à noite».

In Barlavento Online


Eu não sei de quem é a culpa, mas o facto é que "andam mesmo a brincar com a nossa guita"...

Reprovo evidentemente os actos mas também me questiono senão se justifica uma "presença" pelo menos durante o dia na zona limítrofe do Pavilhão e da zona contigua, o Skate Park...

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