segunda-feira, 18 de abril de 2011

Comer fora pode ajudar os sem abrigo em Faro




Em Faro, ser solidário no período da Páscoa também pode passar por fazer uma refeição fora. 40 restaurantes da capital algarvia associaram-se à associação CASA - Centro de Apoio aos Sem Abrigo no projeto «Diz não à fome», que decorre de 18 a 25 de abril.


«Por cada refeição servida nos restaurantes aderentes, esta IPSS, que vive exclusivamente do trabalho dos seus voluntários não contando com outro tipo de apoios, recebe uma pequena percentagem que será canalizada na ajuda às famílias carenciadas que apoia», explicou a associação, num comunicado.


Esta é a segunda edição desta iniciativa, que é feita no âmbito da Campanha »Páscoa Solidária», igualmente promovida pela CASA. Além da «Diz Não à Fome», a IPSS vai realizar outras iniciativas, nomeadamente a participação no Mercadinho Solidário, uma campanha de recolha de produtos de higiene para crianças, um Torneio Solidário de Petanca e a campanha de venda de brindes «CASA Mágica Solidária».


O Mercadinho Social vai instalar-se no Mercado Municipal de Faro, junto ao supermercado ali existente, entre 20 e 23 de abril e a CASA é uma das seis instituições presentes. Aqui serão vendidos produtos «a um preço simbólico» e o dinheiro reverte para os que menos têm. Um modelo semelhante à campanha «CASA Mágica Solidária», onde os que quiserem ajudar podem adquirir brindes, como «um Porta Chaves, uma Casa Anti Stress ou um Pêndulo».


Já no que toca à recolha de produtos de higiene para os mais novos, qualquer pessoa pode contribuir, entregando no mercado de Faro, entre 21 e 23 de abril «fraldas, leites, sabonetes, pastas dentífricas, champôs, gel banho, toalhetes e cremes hidratantes». A 23 de abril, os terrenos junto às Piscinas Municipais de Faro acolhem, às 14 horas, um torneio de petanca aberto a todos.





Um iniciativa meritória e que numa época em que Algarve, e mais propriamente Faro se enche de inúmeros visitantes, será concerteza um sucesso, oferecendo a quem mais precisa algo mais que os habituais dramas de uma uma vida destroçada pela crise e as circunstancias da vida. Aliás, creio que mais se poderia fazer com muitos dos excedentes alimentares diários dos restaurantes, muitas vezes comida intacta e que poderá ser entregue a quem mais necessita.

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