Gostava muito de estar mais informado sobre o que se passa nos corredores do po
der da politica local, não para que me pusesse em bicos de pés para tirar proveitos próprios, mas sim para perceber com maior exactidão e de que forma os nossos políticos procuram defender o melhor possível os interesses da nossa Cidade e Concelho e a partir daí projectar novos horizontes para a cidade de Santa Maria.

Como curioso, e admitindo desde já que não sou um expert na matéria, vou apanhando conversa dum lado e doutro e como não podia deixar de ser, leio alguns dos blogues mais populares da nossa Cidade, que, com posturas diferentes perantes os factos e notícias que vão surgindo, procuram informar o que os outros meios não são capazes transmitir aos leitores, permitindo a partir daí, acesas trocas de ideias entre a vasta comunidade farense(e não farense) participante. Ao ser verdade, o que o Blog Tem Avonde adianta, o que se passou no passado dia 3 de Fevereiro na CMF, foi de facto a prova oral duma lição que não foi bem estudada e por isso muitas das questões que foram colocadas com o desenrolar da apresentação do projecto, não tiveram o esperada explicação. No meio destas declarações de intenções da Parque Expo, e até porque José Apolinário referiu a necessidade da participação da sociedade civil na formalização deste projecto, há um facto que ainda não foi explicado aos farenses com toda a clareza e que me parece ser a "chave" para o sucesso do projecto, quer a nível financeiro, quer no resultado que se pretende para o mesmo. Trata-se do caminho de ferro que delimita a cidade junto à ria, sendo assim o principal entrave à aproximação das pessoas ao mar. Porque, as pessoas, os munícipes e visitantes do Concelho são o alvo desta requalificação (tardia) da baixa da cidade, pergunto como pode ser possível fazer este "facelift", se mantivermos o caminho de ferro. Pelo que se se sabe há a intenção de se fazer três passagens inferiores nos cerca de 5 kilómetros que compõem a faixa citadina que beneficiará das obras. É suficiente? Evidentemente que não... E as passagens pedonais serão feitas de que forma? Não me parece que hajam formas milagrosas para contornar este problema e por tudo isto vou esperar para ver, embora não esteja optimista perante o problema que se apresenta.
Quando muitos dizem que este projecto têm duas décadas de atraso, pergunto se a questão do caminho de ferro, não foi também questionada ao longo deste tempo, quando outros Executivos estudaram a questão do famoso passeio ribeirinho. Por isso se pergunta quanto mais tempo a cidade de Faro vai esperar para se ver livre deste laço que a vai asfixiando e travando a sua evolução, situação que deveria ser já resolvida simultaneamente com a execução deste projecto, reduzindo assim os custos e o impacto negativo duma nova intervenção para a transferir a linha de sítio, pondo também em causa algumas das obras da requalificação agora apresentadas. Creio ser da maior importância reflectir sobre esta questão, aprofundando ainda mais o tema, para que depois não se chore sobre leite derramado.
Quanto ao resto, esperemos para ver, pois admitindo que os projectos apresentados serão traves mestras para o retorno do estatuto da capitalidade perdida nos últimos anos, parece que tudo ainda está muito vago e por isso não me alongarei em apreciações, sem ter um maior conhecimento.
Viva Faro!
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