segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Almancil, uma aldeia talhada para casos insólitos... Agora é a vez do "grevista nu"...

Operário protesta despido na EN125

"Não vou apertar mais porcas na empresa." O desespero de Sergei Fishchenko, 40 anos, era notório ontem à tarde, horas depois de se ter despido e passeado nu com uma chave-inglesa na mão na Estrada Nacional 125, em Sítio do Troto, Almancil.

Protestava em frente à empresa de climatização VDV Protrata, da qual reclama sete meses de salários em atraso, relativos a trabalhos prestados em 2009, durante a construção do Hotel Conrad Algarve Palácio da Quinta.

Eram cerca das 09h30 quando Sergei se destacou do grupo de cinco trabalhadores, dois ucranianos e três portugueses, concentrados à porta da Protrata. Despiu-se completamente e avançou para o meio do trânsito na EN125 de chave-inglesa na mão.

O objectivo era chamar a atenção para a sua causa. E conseguiu. Uma patrulha da GNR, chamada ao local, conduziu o trabalhador ao posto de Almancil, para ser identificado. Dentro das instalações da Guarda, conta Sergei, um militar perguntou-lhe se estava louco. Ele respondeu que sim e, de seguida, arrancou à dentada uma unha da mão direita que já estava ferida.

A GNR chamou uma psicóloga da Acção Social da Câmara de Loulé, mas esta não chegou a comparecer por estar numa reunião. Sergei foi mandado em liberdade, sem qualquer acusação. Com três filhos (de 11, 12 e anos) e a mulher na Ucrânia, Sergei está desesperado e planeia nova manifestação para segunda-feira

In Correio da Manhã



A verdade pura e dura é que Almancil começa a construir uma tradição, (que não se quer duradoura) em casos insólitos. Depois de em 2009 o assaltante de Almancil, o tal que ficou entalado durante uma noite num buraco da parede do Alisuper desta localidade, situação que foi muito comentada e que inclusivamente ganhou o troféu de "Assalto do Ano" na gala Monstros do Ano, de Fernando Alvim, Almancil têm em 2010 mais um forte candidato a ganhar uma das categorias à disputa...


Diz quem viu, que o pobre e desesperado homem já se exibia em tronco nu, descalço e com as meias e sapatos jogados para a berma da estrada, chamando a atenção dos automobilistas que passavam ao inicio da manhã de sexta feira, pela EN 125. Não é usual um protesto desta natureza, aliar à nudez, muitas vezes utilizada para chocar e criar impacto, a posse duma enorme chave inglesa e dumas dentadas no próprio corpo, situação que acaba por impressionar e fazer-nos pensar que em desespero, deixamo-mos de ter domínio racional sobre o que queremos de nós em situações de aperto... Uma coisa vos digo, da maneira que isto se encaminha para o abismo económico, será tempo num futuro e médio prazo dos portugueses emigrarem para a Ucrânia, ou ainda pensam que não?

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