quarta-feira, 13 de outubro de 2010

PS acusa Macário Correia de enganar farenses com falsas promessas


O líder da oposição na Câmara de Faro, o socialista João Marques, classifica o primeiro ano de mandato de Macário Correia de "totalitarista", acusa-o de enganar a população com falsas promessas e responsabiliza-o por não haver obras do Polis.


"Faro parou. A cidade tem piores serviços seja na biblioteca, escolas ou piscinas e alguns projetos como o Polis Ria Formosa estão largados ao abandono. A campanha foi em torno de promessas que se sabia que não iam ser cumpridas", lamentou João Marques, em entrevista à Agência Lusa, no âmbito do primeiro ano de mandato de Macário Correia.

O socialista João Marques classifica de "totalitarista" e "obstinada" a forma como a autarquia está a ser gerida pelo executivo de Macário Correia e critica o presidente da Câmara por estar apenas a arranjar soluções em que sejam as pessoas a pagar, quando na sua campanha disse o contrário.

O líder da oposição na Câmara de Faro critica também Macário Correia por não pedir responsabilidades à Sociedade "Polis Ria Formosa" sobre "a má gestão dos dinheiros públicos" e por ainda não ter feito uma única obra na cidade de Faro.

"Não se pode compreender como é que um organismo como a Sociedade Polis demore três anos para executar projetos e para aplicar uma única verba que seja na cidade de Faro, seja no parque ribeirinho, seja no acesso à praia", critica, questionado se o dinheiro do Polis é todo dedicado ao fundamentalismo e ao estudo das demolições das casas.

João Marques acusa também Macário Correia de ter mentido aos farenses por ter-lhes prometido não subir os impostos municipais.

Segundo João Marques, na verdade houve um aumento efetivo no regulamento das taxas na área do urbanismo e na área dos serviços, nomeadamente serviços diretos, como nas piscinas, onde se paga atualmente 40 euros por mês para usufruir do espaço, quando há um ano era 20 euros, recordou o socialista.

"O engenheiro Macário Correia dizia que não ia despedir funcionários da Câmara, mas já despediu 199 desde a tomada de posse e agora prepara-se para mais 200 despedimentos. Também dizia que não ia aumentar as rendas no Mercado Municipal e já subiu dois euros por metro quadrado", enumerou.

Macário Correia também prometeu que no espaço de um ano iria rever o Plano Diretor Municipal, elaborar um plano de ordenamento e expansão da cidade e requalificar a frente ribeirinha e o cais, mas até "à data nada foi feito", recorda João Marques, referindo que os únicos planos que existem são os que o PS deixou.

"Se formos avaliar todas as promessas de Macário Correia, a maior parte delas não seriam exequíveis pelo próprio panorama financeiro descrito por ele do município", considerou, questionando, por exemplo, o facto de se ter deixado de exercer a influência da Câmara junto do IPTM para construir a doca exterior.

"O que tivemos durante um ano foram atitudes avulsas que estão a prejudicar o município, porque as promessas não foram feitas e algumas delas estão a ser feitas exatamente ao contrário do prometido", argumenta.

Em outubro passado, Macário Correia, através da coligação "Faro está primeiro" (PSD/CDS-PP/MPT/PPM) venceu a Câmara Municipal de Faro ao candidato socialista José Apolinário por 130 votos, transformando as últimas eleições autárquicas numa das mais disputadas na história democrática da capital algarvia.


In Observatório do Algarve



O vírus que afectou, segundo João Marques, Macário Correia deve ser o mesmo que aflige José Sócrates pois sabendo ambos do estado das finanças do país e concelho respectivamente, não se contiveram nas promessas e agora deparamo-nos com muitas medidas contrárias ao inicialmente anunciado. Dentro desde cenário negro apresentado pelo PS Faro, e que só se compreenderia se o seu partido não agisse da mesma forma que o Executivo de Macário tem agido, em eleições passadas, realço o facto de alguém se lembrar de denunciar publicamente o escândalo que é o Programa Polis da Ria Formosa, onde os prazos e projectos são cada vez mais diluídos no tempo, enquanto os moradores e os farenses em geral assistem impotentemente ao degradar das condições de vida e lazer, colocando mesmo em riscos vida e bens...

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