sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Faro abre concurso para 1030 camas turísticas no litoral e barrocal



A câmara de Faro abriu concurso público internacional para os dois Núcleos de Desenvolvimento Turístico (NDT) do concelho, que vão dividir as novas 1030 camas atribuídas pelo Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) do Algarve há 2 anos.

Em causa estão o NDT Litoral, "que compreende o perímetro territorial da freguesia do Montenegro", e o NDT Barrocal/Campina, "que abarca as freguesias de Estói, Sta. Bárbara de Nexe e Conceição", com 515 camas turísticas cada, e os interessados têm três meses para formalizar as propostas, precisou a autarquia.

"Os concorrentes, nas suas propostas, deverão promover o reforço das valências do local, a compatibilização com os valores ambientais e patrimoniais", conforme determina o PROTAlgarve, bem como "as relações com o turismo cultural da cidade e do núcleo de Estói", sublinha o comunicado da autarquia presidida por Macário Correia .

Os NDT devem promover "diferentes produtos turísticos" consoante a freguesia em que se inserem: "Na Conceição, a relação com a Campina de Faro; em Estói, a componente cultural de Milreu e o centro histórico da aldeia; em Sta. Bárbara de Nexe, a relação com a paisagem e o quadro panorâmico existente; e no Montenegro, a Ria Formosa, o turismo de natureza e o turismo de investigação".

Para a câmara, os NDT representam para o concelho "um indispensável instrumento de afirmação turística" e "um vetor estratégico de relançamento económico, promoção de emprego, criação de riqueza e reconversão da base económica local".
In Observatório do Algarve


Se os farenses sabem que Faro precisa de se promover cada vez mais como um produto atractivo, e diferente dos outros no Algarve, devido à simbiose do Turismo de natureza e cultura, difícil de encontrar noutra cidade algarvia, torna-se imprescindível que a oferta hoteleira aumente em quantidade, qualidade e competitividade face a outras cidades, mas como não há bela sem senão, temo que o património ambiental da Ria Formosa fique em perigo com a corrida desenfreada para ocupar os melhores locais de envolvência ambiental da faixa costeira.

Na minha opinião, e por forma a não destruir a zona a poente do Aeroporto, penso que a espaço limítrofe entre o Hotel Ibis, Monte da Ria e as imediações do Aeroporto, com as devidas acções programadas pelo programa Polis para a reabilitação da zona, poderá ser uma alternativa preservando os ecossistemas em "bruto" na zona do Ludo... O problema é que os senhores do dinheiro, por certo não irão terão a mesma opinião que eu e o de muitos farenses, preocupados com o que de bom ainda temos para desfrutar...

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