quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Aviação: Sindicato lamenta despedimento coletivo de 336 trabalhadores na Groundforce em Faro


O Sindicato dos Técnicos de Handling dos Aeroportos lamentou hoje que a Groundforce queira avançar com o despedimento coletivo de 336 pessoas no Aeroporto de Faro, Algarve, enquanto no Brasil sustenta 2.800 trabalhadores com prejuízos de 70 milhões de euros/ano.

O presidente do Sindicato dos técnicos de Handling dos Aeroportos, André Teives, critica a empresa de handling Groundforce - detida a 100 por cento pela transportadora aérea estatal TAP - por anunciar “um despedimento coletivo” no Algarve, enquanto no Brasil sustenta 2.800 funcionários com “prejuízos de 70 milhões de euros por ano”.

“A mesma empresa, que com investimentos do Estado português, sustenta 2.800 trabalhadores no Brasil com 70 milhões de euros por ano de prejuízo, vem agora querer mandar para o desemprego os funcionários do Algarve”, declarou à Lusa.

Segundo André Teives, “todos os trabalhadores da base de Faro estão "efetivos nos quadros da empresa”, têm entre “10 a 20 anos de casa” e estão a meio da vida ativa, com uma média de idades “situada nos 40 anos”.

A reconversão destes trabalhadores não é fácil, pois a função deles é trabalhar com aeronaves, com regras internacionais e se o avião for mal carregado não descola ou pode cair”, alerta André Teives.

Os trabalhadores da Groundforce souberam do despedimento coletivo pela comunicação social, contou o presidente do Sindicado dos Técnicos de Handling dos Aeroportos.

Uma funcionária do balcão da Groundforce no Aeroporto Internacional de Faro, que pediu o anonimato, confirmou hoje à Lusa que “oficialmente não tinha sido informada dos despedimentos”.

“Não tive nenhuma informação oficial”, disse, referindo que trabalha há mais de 10 anos na empresa.

O ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações lamentou hoje os despedimentos na empresa de assistência em terra em aviões Groundforce, afirmando que este tipo de situações deve ser encarado no âmbito de processos de reestruturação.

O governante acrescentou, todavia, que é importante ter presente que "há processos de reestruturação ao nível das diferentes empresas que visam precisamente atacar situações de défice que são insustentáveis".

Segundo o ministro, "são processos de reestruturação e é nesse quadro que devemos encarar a situação".

A Groundforce possui atualmente bases operativas de assistência a bagagens e “check in” no Porto, Lisboa, Faro, Porto Santo e Funchal





Absolutamente lamentável e injustificável face aos argumentos que os Sindicatos apresentam e prova de que em Portugal, as empresas nacionais e estatais estão mais preocupadas no lucro de terceiros do que em tratar com zelo do futuro do país...

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