segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Melhor? Só podia ser o Special One!



O treinador português foi confirmado como o melhor treinador do mundo de 2010. José Mourinho recebeu a Bola de Ouro, prémio entregue pela primeira vez entre a FIFA e a revista "France Football". Os títulos da Serie A, da Taça de Itália e da Liga dos Campeões, com o Inter, foram os maiores argumentos para o triunfo do técnico do Real Madrid, que recebe esta distinção pela primeira vez na sua carreira.

Mourinho ficou à frente de Vicente Del Bosque (Espanha) e Pep Guardiola (Barcelona) na votação. Na sexta-feira, o português já tinha sido eleito o terceiro melhor da década pela Federação Internacional da História e Estatísticas do Futebol (IFFHS), atrás de Arsène Wenger e Alex Ferguson.

Na luta pelo título de melhor jogador do mundo, Lionel Messi surpreendeu tudo e todos e acabou por ultrapassar os colegas do Barcelona - Iniesta e Xavi. É a oitava vez que um jogador do clube catalão vence este prémio, depois de Luis Suárez, Johan Cruijff (duas vezes), Hristo Stoichkov, Rivaldo, Ronaldinho e Messi (agora duas vezes). Coube a Pep Guardiola entregar o troféu ao jogador argentino, que sucede a si próprio.

A gala da FIFA, em Zurique, serviu ainda para entregar os prémios do futebol feminino. Silvia Neid recebeu o prémio de melhor treinadora pelo trabalho na selecção alemã (venceu o Mundial-2007 e o Euro-2009). A brasileira Marta, do FC Gold Pride e agora do Santos, foi eleita melhor jogadora do mundo pelo quinto ano consecutivo. É caso para dizer, ao bom estilo brasileiro: "Todo o mundo tenta, mas só a Marta é penta."

O onze ideal do ano, também conhecido esta tarde, é composto por Casillas, Maicon, Lúcio, Piqué, Puyol, Xavi, Iniesta, Sneijder, Ronaldo, Messi e Villa.

Entretanto, foi também divulgado o vencedor do prémio de melhor golo do ano. O turco Hamit Altintop recebeu a distinção pelo golo marcado frente ao Cazaquistão. Curiosamente, o troféu foi entregue pelo guarda-redes que foi buscar a bola ao fundo das redes.

In I Online



Não podia ser de outra forma... Quando se pega num clube com história mas sem mística de vitórias europeias à largos anos, e se torna essa equipa envelhecida na única que consegue parar o melhor Barcelona de todos os tempos, o desfecho era previsível... Tão previsível como conseguir ser campeão em todas as equipas onde treinou uma época inteira!

Quem ficou com uma azia descomunal foram os "nuestros hermanos", que de ganhadores antecipados para o prémio de Melhor Jogador do Ano e melhor Treinador do Ano FIFA, por Iniesta e Vicente del Bosque, as traves mestras da Espanha Campeã do Mundo em 2010, foram suplantados por um Messi, que só foi campeão espanhol, (coisa pouca para quem faz parte de um dream-team onde ele é a figura) e por um irritante português com tiques de egocentrismo, altivez e polémica...

Contudo, e para finalizar, a nota mais interessante acaba por ser no meu entender, para o facto do onze ideal contemplar 10 jogadores a falar português ou espanhol, o que demonstra a vitória do futebol técnico sobre o futebol anglo-saxónico onde impera a força e organização...

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