segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Presidenciais em Faro e no Algarve




Cavaco à parte Nobre fica apenas a dois pontos de Alegre em Faro

Apesar de Cavaco Silva ter assegurado mais de metade dos votos (50,41%) em Faro, Manuel Alegre conquistou 19,33% e Fernando Nobre apenas menos 2 pontos (17,41%).

No ranking, Francisco Lopes conquistou 7,34% das preferências do eleitorado, enquanto José Coelho chegou mesmo à fasquia dos 4,07%.

Defensor Moura conseguiu 1,44%.

Na capital do Algarve votaram apenas 45 por cento dos eleitores.



Cavaco Silva venceu sem surpresa as Eleições Presidenciais, na região do Algarve, obtendo 52,57% dos votos, enquanto Manuel Alegre, o segundo mais votado, viu a sua votação descer, em relação às anteriores eleições.

Enquanto Cavaco subiu em 3,55% a votação em relação a 2006, Alegre obteve desta vez 18,52%, quando há cinco anos tinha chegado aos 23,18% no Algarve.

As duas surpresas da noite acabaram mesmo por ser Fernando Nobre, que conseguiu 15,96% dos votos dos algarvios, e José Manuel Coelho, que, a exemplo do que aconteceu a nível nacional, chegou aos 4,5%.

O quarto mais votado no distrito de Faro foi Francisco Lopes, candidato apoiado pelo PCP, que obteve 7,14%.

Defensor Moura ficou-se por 1,57%, a nível regional.No Algarve registou-se uma taxa de abstenção de 56,09%.

Dos votos expressos, 4,26% foram brancos e 1,93% nulos.



E Macário Macário lamenta que centenas não consigam votar


O presidente da Câmara de Faro, Macário Correia, lamentou este domingo que centenas de pessoas do distrito não estejam a conseguir votar devido a falhas nos serviços electrónicos do Governo, referindo que os problemas são maiores nas freguesias urbanas.

Na Sé, em Faro, formaram-se filas na Escola Tomás Cabreira e na junta de freguesia, de eleitores com cartão de cidadão, uma situação que se está a repetir em vários pontos do país. Os eleitores não conseguiam encontrar as mesas de voto correspondentes ao número de recenseamento das eleições anteriores (as autárquicas de 2009).

Macário Correia culpabiliza a direcção geral da Administração Interna por "não ter sido capaz de acautelar o problema", agravado pelo facto de o sistema disponibilizado pelo Governo para facilitar o processo também ter falhado.

"Houve uma sobrecarga no sistema electrónico e nem as juntas de freguesia nem as câmaras conseguem informar os eleitores porque são remetidas para o sistema nacional", que, refere, só funcionou nas primeiras horas da manhã.

Nas freguesias rurais o problema não é tão evidente, mas nas urbanas há registo de "centenas de pessoas que não exerceram o seu direito de voto querendo fazê-lo", concluiu.



In Barlavento Online e Correio da Manhã

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