segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

SCUT: “Via Infante está paga há 20 anos com fundos europeus”, Macário Correia


O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL) disse hoje que o maior troço da Via Infante foi pago com fundos europeus, pelo que “não faz sentido” portajar uma estrada que vai fazer aumentar o custo dos transportes.


“O troço maior de estrada designada Via Infante está feito e pago há 20 anos com fundos europeus e não é feito pela engenharia financeira das SCUT, a não ser um pequeno troço para Lagos”, disse Macário Correia à margem do seminário “Regionalização e Revisão Constitucional: Que Perspetivas”.

O presidente da AMAL considerou que o Algarve tem uma situação “muito diferente” do resto do país, no que diz respeito à introdução de portagens em autoestradas sem custos para o utilizador, apesar de estar solidário com a luta de todas as regiões.

Segundo Macário Correia, introduzir portagens na Via Infante corresponde a aumentar os preços nos transportes em 20 por cento.

“Temos uma grande sazonalidade de utilização, sobretudo de turistas e a introdução de portagens vai criar custos adicionais no turismo. Calcula-se em 20 por cento a mais de custos nos transportes, o que é complicado coma a Andaluzia ao lado, que é nossa concorrente”, destacou.

Para o presidente da AMAL, resta ao Governo ser coerente para não cair em “contradição”.

“O Governo atual e o anterior sempre prometeram que o Algarve não deveria ter introdução de portagens, sem a requalificação da estrada nacional 125, que é a estrada paralela à Via Infante. Essa obra não está feita, por isso apelamos à coerência do Governo para que cumpra o que prometeu”, afirmou.

Macário Correia está confiante no desfecho da reunião de quarta-feira com o secretário de Estado das Obras Públicas e só, em último caso, equaciona a utilização de uma providência cautelar contra a introdução das portagens no Algarve.

“Vamos ter uma reunião com o senhor secretário de Estado das Obras Públicas na próxima quarta-feira e esperamos que essa reunião seja frutuosa e que, eventualmente, possa dispensar outros procedimentos. A providência cautelar é uma situação instrumental que pode ocorrer, mas nós queremos ir pela via do diálogo e não pelas questões dos tribunais”, acautelou.


Via Lusa In Diário-Online

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