segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Estudo de valorização da Ria Formosa pronto no fim do ano




Um estudo de Valorização Hidrodinâmica da Ria Formosa deverá estar concluído no final deste ano. Ao projecto global, que inclui a avaliação das cotas nos canais, nas barras e nas ilhas barreira, segue-se um plano de intervenções para assegurar equilíbrio do ecossistema.


O estudo está a ser elaborado pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e segundo afirmou Valentina Calixto, presidente da Sociedade Polis Litoral da Ria Formosa, ao Observatório do Algarve, o projecto termina no fim do ano seguindo-se uma fase de intervenções, por parte da Sociedade Polis, para equilíbrio do sistema.

Posteriormente, vai haver um programa de monitorização e vai haver uma intervenção periódica em função das necessidades dos anos seguintes, tendo como base este estudo que o LNEC está a fazer”, explica a responsável.

O Observatório do Algarve apurou que os estudos do LNEC, no âmbito da valorização hidrodinâmica da Ria Formosa, remontam ao ano 2000, com o trabalho “Valorização e Protecção da Zona Costeira Portuguesa - Componente 2: Modelação Regional e Local da Hidrodinâmica Costeira (2000-2002)” (ver aqui), em que um dos tópicos era o “desenvolvimento de um modelo hidrodinâmico preliminar para a Ria Formosa”.

No que respeita ao estudo a decorrer até ao final do ano, foi contratado por ajuste directo e ajustado a 9 de Junho de 2009, com um prazo de execução de 180 dias (ver aqui os ajustes ajustados da Sociedade Polis).

Valentina Calixto sublinha que a Ria Formosa é um sistema com um dinamismo próprio e que o estudo global de todo o ecossistema irá permitir avaliar, “face àquilo que temos e face aquilo que pretendemos vir a ter” as condições ideais para garantir a segurança nas ilhas barreira, o reforço do cordão dunar e a manutenção das actividades económicas que existem no espaço lagunar.

“Nós vamos avaliar do ponto de vista de canais e do sistema das barras, quais são as cotas que devem existir para que o escoamento e a renovação de águas se faça garantindo uma boa qualidade da água”, acrescenta e explica que com o trabalho de monitorização previsto vai ser possível intervir com dragagens periódicas, assegurando essa mesma renovação de água no sistema lagunar.

O que estamos a querer fazer é proporcionar em segurança o exercício das actividades que existem e garantir que não estamos a destruir os valores naturais e o próprio dinamismo que o ecossistema tem por si”, conclui.

In Observatório do Algarve


Cada vez mais me convenço que todo este processos e estudos, são para muita gente, e tendo em conta o arrastar no tempo que se sabe, situações que acabam por interessar a muita gente, pois desta forma se vão aumentando os orçamentos dos respectivos estudos, em virtude das pseudo-necessidades que são alegadas. Não ponho em causa a necessidade de se estudar e organizar os problemas dos ecossistemas, neste caso concreto a Ria Formosa, mas o adiar de prazos para concretização de projectos, acaba por no meu entender deixar no ar, e logo de antemão a ideia de que tudo demorará muito mais do que o previsto... Porque será?

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